domingo, 3 de janeiro de 2016

Ao encontro de Cristo

Vinde, subamos juntos o Monte das Oliveiras. Vamos ao encontro de Cristo. Hoje Ele vem de Betânia e resolutamente se dirige rumo à sua santa e venerável Paixão, a fim de realizar o mistério da nossa salvação. Vem na direção de Jerusalém, Ele que veio do céu para nós, quando jazíamos por terra, para nos levar... Ele vem sem ostentação e sem fasto. O profeta mesmo dizia: “Ele não protestará, não gritará, não se ouvirá a sua voz.” Ele será doce e humilde e modestamente fará sua entrada... Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua paixão; imitemos aqueles que foram ao seu encontro. Não será necessário espalhar no caminho, como eles fizeram, ramos de oliveira, vestes ou palmas. Deveremos sim nos abaixar diante dele, tanto quanto pudermos, através da humildade do coração e a retidão do espírito, para acolher o Verbo que vem, a fim de que Deus encontre um lugar em nós, Ele que não cabe em lugar nenhum. 

Santo André de Creta

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Faça como a chuva, recomece sua vida

De gota em gota, ela renova a natureza, fortalece a vida e é uma bênção para nossos corações em conflito por sentimentos desarmoniosos. Se fizermos como as plantas, renovamos nossos pensamentos e emoções, sentimentos a presença, nossa insegurança. A chuva é uma manifestação da bondade divina e fala na linguagem da esperança. É estando de coração aberto para recebermos as manifestações de Deus e compreenderemos melhor nós mesmos e valorizaremos a vida em toda a sua plenitude. 
(Iran Ibrahim Jacob)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O tempo é nosso aliado

À medida que por ele passamos, vamos nos encontrando com a verdade absoluta, que clareia a nossa consciência. Capaz de cicatrizar as feridas mais profundas, o tempo renova nossos sentimentos e nos conscientiza da transitoriedade da vida humana e da eternidade do espírito. Ele é capaz de vencer o ódio, alcançando o amor. Ele é capaz de ampliar a compreensão para adquirirmos o perdão, para nós mesmos e para o próximo. Como professor de uma escola chamada vida, ele nos revela que viver é sentir verdadeiramente o momento presente. O tempo é a própria bondade de Deus que nos proporciona permanentemente a oportunidade do eterno recomeçar. 

(Iran Ibrahim Jacob)

Planos universais

O ser humano reza para realizar os planos universais de Deus e não para que Deus realize os planos particulares e quase sempre egoístas do ser humano. Estar à disposição de Deus, conhecer e fazer sua vontade, atender aos seus desejos, executar seus planos, percorrer seus caminhos, eis o objetivo primordial de nossa prece. Não é Deus quem deve mudar em relação a nós, mas nós devemos nos modificar em relação a Deus. Adaptar-se ao projeto de Deus, para executá-lo com fidelidade.
 
 (Frei Anselmo Fracasso OFM)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O diálogo


Amar é comunicar-se e revelar-se ao outro.
O diálogo e uma porta que
Nos permite ingressar na vida
Daqueles a quem amamos.
O ponto de partida para o
Diálogo é assumir uma atitude de abertura:
Abrir o coração um para o outro.
Tornar-se receptivo, ser acolhedor,
Dispor-se para escutar e dar importância ao
Pensamento do interlocutor,
Valorizando suas idéias.
Diálogo é encontro de pessoas,
Intercâmbio afetivo e troca de idéias.
A prática do diálogo torna mais íntima a
Convivência e esta permite o crescimento do amor.

(Frei Anselmo Fracasso, OFM)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A poderosa oração que está transformando vida dos casais


Se alguém lhe dissesse que existe algo que você pode fazer e que é capaz de garantir que seu casamento durará a vida toda, e que isso só exige 5 minutos do seu dia, você não faria?

Que tal experimentar? A oração que apresentaremos a seguir pode ser rezada diariamente pelo casal, com muita sinceridade de coração.

Como rezá-la?

Façam esta oração lentamente, abraçados ou de mãos dadas, olhando nos olhos um do outro com frequência ao longo da oração, nas pausas entre uma frase e outra.

Não tenham medo de conversar sobre o que oram, especialmente logo após a oração.

Durante a oração, vale a pena recordar o momento em que se conheceram ou o dia do seu casamento.

A vida certamente lhes apresentou muitos desafios ao longo do tempo; talvez não esperassem por isso no dia em que se conheceram, mas vocês atravessaram muitas coisas juntos até hoje, e o fogo providencial das suas provações e do seu amor os uniu mais do que nunca.

A oração que transforma os casais

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
obrigado pelo profundo dom do sacramento do matrimônio.
Obrigado pelo magnífico presente que é o meu esposo(a),
a quem Tu, perfeita providência,
escolheste para mim desde toda a eternidade.
Permite que eu sempre o(a) trate como realeza,
com toda a honra, respeito e dignidade que merece.

Ajuda-me, meu Deus,
a ser desprendido(a) no meu casamento,
para dar tudo pelo meu esposo(a),
sem reservar nada para mim,
sem esperar nada em troca,
reconhecendo e agradecendo
tudo o que ele(a) faz por mim
e pela nossa família todos os dias.

Senhor, fortalece e protege nosso casamento.
Ajuda-nos a orar juntos todos os dias.
Permite-nos confiar em Ti do jeito que Tu mereces.
Que nosso casamento seja frutífero
e aberto à tua vontade
no privilégio da procriação e cuidado da vida.
Ajuda-nos a construir uma família forte,
segura, amorosa, cheia de fé,
uma Igreja doméstica.

Santíssima Virgem Maria,
colocamos nosso casamento em tuas mãos.
Protege nossa família sob o teu manto.

Senhor Jesus, confiamos em Ti,
porque sempre estás conosco
e queres o melhor para nós,
dando-nos sempre o que é bom,
inclusive as cruzes que permites em nossas vidas.


(E terminem dizendo um ao outro:)



Querido(a) ….. (nome do cônjuge):
você e eu somos um.
Eu te prometo que sempre te amarei
e serei fiel a ti,
nunca te abandonarei
e daria minha vida por ti.
Com Deus e contigo na minha vida
eu tenho tudo.

Obrigado(a), Jesus.
Nós te amamos.
Amém.

Que Deus os abençoe e faça de vocês um casal santo no amor!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Principais deveres dos Padres


O próprio Jesus Cristo diz que viera ao mundo para acender o fogo do amor divino. Eis ao que o padre deve consagrar toda a sua vida e todas as suas forças. Não tem que trabalhar em adquirir tesouros, honras e bens terrenos, mas unicamente em ver a Deus amado de todos os homens. Somos chamadas por Jesus Cristo, diz o autor da Obra imperfeita, não a procurar os nossos próprios interesses, mas a glória de Deus… O amor verdadeiro não se procura a si próprio; deseja em tudo andar à vontade do amado. Na antiga Lei disse o Senhor: Separei vos de todos os povos, para que fôsseis meus. Considerai estas palavras como dirigidas aos padres: Para que sejais meus, inteiramente aplicados aos meus louvores, ao meu serviço e ao meu amor; e, segundo S. Pedro Damião, para que sejais os cooperadores e dispensadores dos meus sacramentos; e segundo Sto Ambrósio: Para serdes os guias e pastores do rebanho de Jesus Cristo. Acrescenta o santo Doutor que o ministro dos altares não é mais seu mas de Deus.

O próprio Senhor diz que separa dos outros homens os padres, para os ter inteiramente unidos a si. O divino Mestre disse: Se alguém me está associado, que me siga; Si quis mihi ministrat, me sequatur (Jo. 12, 26). Para seguir a Jesus Cristo, deve o padre fugir do mundo, socorrer as almas, fazer amar a Deus, declarar guerra ao pecado. Deve olhar como feitas a si as injúrias contra Deus: Caíram sobre mim os ultrajes dos que vos ofendem. Entregues aos negócios do mundo, não podem os leigos render a Deus o tributo de homenagem e reconhecimento que lhe é devido; por isso, diz um sábio autor, o Pe. Frassen, é necessário escolher dentre os outros homens alguns que, pelo seu próprio estado, sejam obrigados a prestar ao Senhor a honra que lhe pertence. 

Em todas as cortes dos soberanos, há ministros encarregados de fazer observar as leis, remover os escândalos, reprimir os sediciosos e defender a honra do rei. Foi para os mesmos fins que o Senhor estabeleceu os sacerdotes: são oficiais da sua corte. Isto fez dizer a S. Paulo: Mostremo-nos verdadeiros ministros de Deus. Estão os ministros sempre atentos a conciliar ao seu soberano o respeito que lhe é devido, e engrandecer a sua glória. Falam dele com veneração; se alguém o censura, logo o defendem com zelo; procuram adivinhar-lhe os desejos, e até expõem a vida para lhe agradar. É assim que procedem os padres para com Deus? Não há dúvida que são ministros seus; é pelas suas mãos que passam e são tratados os negócios que interessam à sua glória. É por intermédio deles que devem ser tirados do mundo os pecados, — fim para que que Jesus Cristo quis morrer, diz S. Paulo. Mas, no dia do juízo, como serão reconhecidos por verdadeiros ministros de Jesus Cristo esses padres que, longe de impedirem os pecados dos outros, eles próprios são os primeiros a conjurar-se contra Jesus Cristo? Que se diria dum ministro que se recusasse a vigiar pelos interesses do seu rei, e se afastasse quando ele reclamasse o seu serviço? É que se diria se este ministro falasse até contra o rei, e conspirasse para o destronar, coligando-se com os seus inimigos? Segundo o Apóstolo, são os sacerdotes embaixadores de Deus; são os cooperadores de Deus na salvação das almas. Deu-lhes Jesus Cristo o Espírito Santo, para que possam salvar as almas, absolvendo-as dos pecados. Donde conclui o teólogo Habert que o espírito sacerdotal consiste essencialmente num zelo ardente, primeiro pela glória de Deus, e depois pela salvação das almas.Não tem pois o padre que se ocupar das coisas do mundo, mas unicamente dos interesses de Deus: = Constituitur in iis quae sunt ad Deum (Hebr.5, 1). Por esta razão, quis S. Silvestre que, para os eclesiásticos, os dias da semana tivessem o nome de Férias, que quer dizer dias feriados, em que não se cuida dos trabalhos ordinários. Assim nos adverte que nós os padres nos devemos empregar exclusivamente em servir a Deus e ganhar-lhe almas, ocupação que S. Dionísio Areopagita chama o mais divino dos ministérios: “Será perfeito o sacerdote se imitar a Deus, se se fizer cooperador de Deus,

que é a mais divina de todas as ocupações”.

Segundo Sto. Antonino, sacerdos significa sacra docens; e segundo Honório d’Autun, presbyter significa praebens iter. Assim, Sto. Ambrósio dá aos padres o título de guias e pastores do rebanho de Jesus Cristo. Por S. Pedro é chamado o clero um sacerdócio real, uma nação santa, um povo de conquista, povo destinado a conquistar, — o quê? Almas e não riquezas, conforme a reflexão de Sto. Ambrósio. Os próprios pagãos não queriam que os seus sacerdotes se ocupassem senão do culto dos seus deuses; por isso lhes era vedado o exercício de qualquer magistratura. Este pensamento fazia gemer S. Gregório, que dizia, falando dos padres: “Devemos pôr de parte todos os negócios da terra, para só nos darmos à causa de Deus; mas procedemos ao contrário: deixamos a causa de Deus e só vivemos para os interesses terrenos”. Moisés, estabelecido por Deus para só cuidar das coisas da sua glória, aplicava-se a decidir pleitos, mas Jetro advertiu-o e disse-lhe: Estás a gastar-te loucamente; deixa esse trabalho para cuidares do povo e das coisas relativas a Deus. Que diria Jetro se visse os nossos padres feitos negociantes, servos dos seculares, medianeiros de casamentos, e sem se importarem das obras de Deus? Se os tivesse visto, como observa S. Próspero, empenhados em se fazerem ricos, mas não melhores; em adquirirem mais honras, mas não mais santidade? Ó, exclamava a este respeito o venerável João de Ávila, que abuso subordinar o Céu à terra! Que miséria, ajunta S. Gregório, ver tantos padres que procuram adquirir, não os merecimentos duma vida virtuosa, mas as vantagens da vida presente! É porque, nas funções do seu ministério, não intentam a glória de Deus, mas somente o lucro que auferem delas, diz Sto. Isodoro de Pelusa.

A Selva – Santo Afonso