quinta-feira, 5 de maio de 2016

Viver é muito mais que existir


Você tem medo de viver?
woman

Não basta existir, é preciso viver.
E viver é muito mais que existir. Viver implica aprender e, para ser aprendiz, é preciso humildade. Viver implica movimento. E não há movimento sem esforço e atrito. A vida é dinâmica, jamais se estanca. Vibra serena e sem pressa, embora nunca pare para esperar quem ignore seu ritmo.
Para existir, basta estar. Para viver, é preciso ser, por inteiro. Viver implica progredir, ir adiante, avançar. Para viver, não basta ver, ouvir, pensar e falar, pois estas são manifestações da existência.
Para viver, é preciso sentir, mergulhar em si mesmo e sair. Viver implica iluminar-se e, sob a luz da própria consciência, apontar os próprios defeitos e limites. Viver implica assumir a responsabilidade pelos próprios atos, transformando-os todos em gestos de amor e compaixão. Viver implica conhecer-se, profundamente, e, ciente de si, deixar de enganar-se, trabalhando para mudar aquilo que não está bem. Viver implica arriscar-se. E o maior risco é errar.
Viver é estar no todo, sendo tudo. Viver é enxergar a luz, mesmo nas sombras, e criar luz nas próprias trevas. Viver é expandir a própria existência para além dos limites imaginados. Viver é doar-se, sem pedir; é ceder, sem resistir; é entregar-se, sem recear. Quem vive, renasce um novo ser todos os dias.
Quem vive, tem a própria existência traçada a lápis e recria o próprio destino, minuto a minuto, com a borracha da sabedoria e do perdão. Viver é ter na própria consciência uma única história. Para viver, não basta existir.


domingo, 1 de maio de 2016

Como fazer jejum e oração

Na bíblia encontramos diversas passagens que relatam experiências em que as pessoas buscavam alcançar graças através de um período de Jejum e oração.

“Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras. Nenhuma coisa desejável come, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas completas.” (Dn 10, 2-3)

As pessoas sempre interpretam jejum como a ausência total de qualquer tipo de Alimento. É isso sim, mas não é só isso. Você pode jejuar de diversas formas. Pode fazer um Jejum total, onde durante um dia inteiro se abstem de qualquer tipo de alimento ou um jejum parcial onde passa um período se abstendo de um determinado alimento . Sempre substituindo isso por orações e fé.

Quando nós somos movidos pela promessa de Deus e numa atitude que o agrada, começamos a transformar esta promessa em realidade no jejum e na oração; no momento em que nosso coração se humilha e busca a face do Senhor, nossas palavras são ouvidas no céu.

O tempo que se reserva ao Jejum deve ser destinado a buscar a constante oração.

Na Bíblia encontramos a palavra do Senhor onde ele indica o jejum como um dos sisnais característicos de um cristão.


Dicas de Jejum
Um dia dedicado ao jejum onde você procura se abster de qualquer tipo de alimento e passa este dia em consagração ao Senhor. Procure orar e pedir forças ao Senhor durante este período.
Não faça cara de sofrimento para os demais. Pois você está em jejum com Deus e os outros não precisam saber que você está enfrentando isto.
Muitos gostam de expressar no seu rosto que estão jejuando para que seus irmão e irmãos saibam. Estão fugindo do propósito principal do jejum comDeus.


Uma outra maneira de jejuar é um Jejum parcial.
No exemplo citado acima, nas palavras de Daniel ele passou 3 semans em jejum parcial e orando.
3 semanas de maior oração e dedicação ao Senhor. Durante este tempo, evitaremos alimentos pelos quais buscamos mais saciar nosso gosto do que as necessidades reais do nosso organismo Alimentos que comemos porque nos dão prazer. Abriremos mão deste prazer. Maneremos os alimentos necessários para nos mantermos saudáveis e de pé.
Aos que tiverem condições, escolher entre duas opções: ou iniciar a alimentação diária só a partir das 12h, ou simplesmente cortar uma das refeições do dia.


Este é um guia de orações para este jejum de 3 semanas

1 – Ore o salmo 22 e experimente a companhia do Bom Pastor.
2 – Ore o salmo 90 e proclame o poder de Deus para livrar você.
3 – Ore o salmo 67 e veja fugirem os inimigos de Deus.
4 – Ore o salmo 19 e confie na vitória que o Senhor lhe revelou.
5 – Ore o salmo 45 e prove o amparo de Deus na tribulação.
6 – Ore o salmo 55 e clame com confiança ao Senhor.
7 – Ore o salmo 66 e peça a abundante bênção do Senhor.
8 – Ore o salmo 94 e manifeste a sua alegria na presença de Deus.
9 – Ore o salmo 110 e proclame as grandes obras do Senhor.
10 – Ore o salmo 50 e peça ao Senhor um coração contrito.
11 – Ore o salmo 95 e cante a glória do Senhor.
12 – Ore o salmo 112 e renove suas forças no poder de Deus.
13 – Ore o salmo 118, 105–112 e faça da Palavra de Deus a sua luz.
14 – Ore o salmo 141 e revele a Deus as aflições do seu coração.
15 – Ore o salmo 145 e coloque no Senhor a sua esperança.
16 – Ore o salmo 123 e creia que o seu socorro é o nome do Senhor.
17 – Ore o salmo 99 e leve a fidelidade do Senhor.
18 – Ore o salmo 92 e descanse nas eternas promessas de Deus.
19 – Ore o salmo 83 e agradeça ao Senhor pelos seus benefícios.
20 – Ore o salmo 41 e espere a bênção do Senhor que vai chegando!
21 – Ore o salmo 150 e proclame a vitória do Senhor. Aleluia!


Este é só um exemplo.
Mas , decidindo jejuar , faça isso com consciência, não faça nada além de sua capacidade física, pois este não é o objetivo do jejum. Não é para passar fome ou adoecer, mas para se purificar, se concentrar e voltar sua atenção para Deus na busca de uma grande graça. 



Pe Slavko Barbaric
Senhor Deus, Criador do universo e meu Criador! Desejo agradecer-Te, hoje, pela maravilhosa ordem que estabeleceste o mundo. Obrigado, porque deste fertilidade à nossa Mãe-Terra, que produz todos os tipos de frutos. Obrigado, pelo alimento que se deriva dos frutos da terra. Pai, estou cheio de alegria por todas as tuas criaturas, razão pela qual eu te apresento o meu canto de agradecimento: Obrigado pela necessidade que temos do pão, todos os dias, e da água que mata a sede. Obrigado, Pai, por teres criado meu corpo tal qual ele é, podendo servir-se do alimento da terra e, desenvolvendo-se, servir a Ti. Obrigado, por todos aqueles que descobrem e desenvolvem, com seu trabalho, novas possibilidades de vida na Terra. Obrigado, pelos que, possuindo muitos bens, dividem com os outros. Obrigado, por aqueles que, embora fartos do pão de trigo, estão famintos do pão celeste. Obrigado, igualmente, por aqueles que, hoje, não tem o que comer, pois sei que Tu lhes enviarás o alimento, através de pessoas cheias de bondade e de amor.
Pai, hoje decidi fazer jejum. Não desprezo, com isso, as coisas que Tu criaste.
Não desejo renunciá-las, mas quero descobri-las novamente. Decidi jejuar, porque teus profetas jejuaram, porque teu Filho jejuou, jejuaram, também, teus discípulos e apóstolos. Decidi jejuar, porque jejuou tua serva, a bem-aventurada Virgem Maria. Foi Ela quem me convidou ao jejum:
“Queridos filhos: Hoje convido vocês para começarem a jejuar com o coração. Existem muitas pessoas que jejuam, mas somente por que os outros estão jejuando. Tornou-se um hábito, que não querem parar. Peço à Paróquia para jejuar em agradecimento, porque Deus permitiu-Me permanecer, assim por tanto tempo nesta Paróquia. Queridos filhos, jejuem e rezem com o coração!. Obrigada por term respondido ao meu chamado.” (20/09/84).
Pai, ofereço-Te este dia de jejum. Por meio dele, quero ouvir tua voz e vivê-la com mais empenho. Desejo, no decorrer deste dia, voltar-me mais para Ti, embora haja tantas coisas que me distraem ao meu redor. Ao fazer este jejum espontaneamente, peço pelos homens que passam fome e (levados por ela) provocam agitações no mundo. Ofereço este jejum, também, pela paz no mundo.
As guerras acontecem, porque estamos demasiadamente presos aos bens materiais e, por causa deles, inclinamo-nos ao morticínio. Ofereço-Te, ó Pai, este jejum por todos os homens que são escravos dos bens materiais e desprezam a existência de qualquer outro bem. Ó Pai, deixa-me ver o dom que nos dás com a prática do jejum.
Peço -Te perdão, também, pela enorme cegueira que de mim se apoderou, pois não te rendi graças pelos bens que possuo. Perdoa-me pelo mau uso dos meus bens, porque exagerei o seu valor. Quero, com o jejum de hoje, que Tu me faças capaz de apreciá-los acertadamente como também as pessoas que me cercam. Faze-me mais sensível para ouvir e acatar a tua palavra. Que este jejum me leve a crescer no amor para Contigo e para com o próximo!
Pai, hoje resolvi alimentar-me só de pão, para que possa compreender melhor o valor do Pão Celeste, que é a presença de Teu Filho na Eucaristia. Faze que cresçam em mim a fé e a confiança!
Pai, quero fazer jejum e aceitá-lo, porque, desta maneira, crescerá em mim o desejo de possuir-Te. Com alegria e agradecimento, reflito sobre as palavras de Teu Filho: “Bem-aventurados os pobres, porque deles é o Reino dos Céus”. Pai, torna-me pobre, diante de Ti ! Concede-me esta graça, para que, através do jejum, entenda eu, como tenho necessidade Ti. Aumenta em mim o desejo de Te possuir! Que o meu coração suspire por Ti, da mesma forma que o cervo suspira pelas fontes de água e o deserto aguarda as nuvens que trazem as chuvas! Que, pelo jejum, ó Pai, cresçam a compreensão e a solidariedade, em favor dos que padecem fome e sede e não possuem bem algum. Ajuda-me a ver as coisas que possuo e de que não preciso e, assim, privando-me delas, vá em socorro de meus irmãos…
Pai, peço-Te a graça de entender que sou um peregrino nesta Terra. No momento de minha passagem para a outra vida, nada levarei, senão as boas obras que tenha praticado com amor. Que eu me lembre de que, mesmo possuindo bens, nada me pertence, pois tudo recebi para administrar bem … Pai, dá-me a graça de tornar-me mais humilde e mais aberto a cumprir Tua vontade. Para isso, livra-me do meu egoísmo e do meu orgulho!
Por meio deste jejum, livra-me dos maus hábitos, aplaca minhas paixões, faze-me crescer nas virtudes. Que na profundidade de minha alma permaneça a Tua graça e que ela me purifique e me domine totalmente!
Ajuda-me, Senhor, a parecer-me com Teu Filho em todas as provações e tentações, de modo que eu saiba repelir qualquer sedução e possa, deste modo, servir-Te, cada vez mais, buscando a tua Palavra.
Ó Maria Santíssima, Teu coração estava completamente livre. Teu compromisso era com a vontade de Deus. Obtém para mim, hoje, a graça do jejum alegre, em que meu coração possa entoar, Contigo, um cântico de ação de graças. Faze com que meu propósito de jejuar seja forte e duradouro. A fome que sentir, hoje, eu a ofereço por toda a humanidade. Ó Maria, intercede por mim! Pela tua intercessão e proteção, esteja eu livre de qualquer mal e da tentação diabólica! Ensina-me, ó Mãe, a jejuar e a rezar, para que eu fique, a cada dia, mais parecido com Teu Filho, Nosso Senhor, Jesus Cristo, no Espírito Santo!
Amém!

http://www.oracoesdaigrejacatolica.com/p/como-fazer-jejum-e-oracao.html

Oração a São José Operário para Conseguir um Emprego



Oh! meu querido São José, Santo Trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, sustentando com o pão honesto a boca de teu filho Jesus, abra as portas do comércio, das industrias para que eu possa conseguir um emprego.Dai-me forças e coragem para não desistir ao primeiro “não”, e que cada “não” que eu ouça alimente minha fé para buscar um “sim”.Que eu tenha a disposição de Santa Teresa D’Ávila, humildade de São Francisco de Assis, a força e perseverança de Santo Antonio.Orienta os senhores do poder para que a distribuição dos bens de nosso país seja mais justa, dando trabalho e riqueza suficiente a toda a gente.Protegei nossas famílias para que não se deixem vencer pela seca, pelo medo, pela violência, pela falta de trabalho e dá-nos esperança renovada a cada Domingo da ressurreição.Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixe sem o pão de cada dia e sem perspectiva de trabalho para sustentar honestamente minha família.Prometo, que com o dinheiro do salário pago de meu futuro emprego, irei ajudar quem necessita e divulgar minha devoção por Si.Por Cristo Senhor Nosso. Amém.

Leia um texto da Bíblia. De preferência Mateus 2, 13-23 e reze uma Ave-Maria e um Pai-Nosso. Repita durante 9 dias.


Fonte: Telegram

sábado, 30 de abril de 2016

Para ler quando a Igreja te faz sofrer

cross

Como és contestável para mim, Igreja!
E, no entanto, como te amo!
Como me fizeste sofrer!
E, no entanto, quanto te devo!
Às vezes, gostaria de te ver destruída.
E, no entanto, tenho necessidade de tua presença.
Deste-me tantos escândalos!
E, no entanto, me fizeste compreender a santidade.
Nunca vi nada de mais obscurantista,
mais comprometido e mais falso no mundo,
como em ti vejo viver.
Mas também nunca toquei em nada tão puro,
tão generoso e tão belo!
Quantas vezes tive vontade de
bater a porta de minha alma em tua cara!
E quantas vezes orei, para um dia,
em teus braços seguros morrer!
Não, não posso me libertar de ti,
porque eu mesmo sou tu,
mesmo não sendo completamente tu!
Além disso, aonde iria eu?
Construiria outra?
Mas não poderia construí-la,
senão com os mesmos defeitos e falhas,
porque são os meus defeitos e falhas
que levo para dentro de ti, Igreja.
E, se eu construísse uma outra igreja,
seria a minha igreja e não a Igreja de Cristo!
E, na verdade, já estou bastante velho
para tentar me enganar.
Já devo é compreender que
não sou melhor que os outros…
Igreja Santa,
Templo do Senhor,
morada de Deus…
e espelho meu!

(Por Carlo Carreto)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Em que ordem ler a Bíblia?

Há pessoas que abrem a Bíblia no início e começam a ler a partir do Gênesis, mas logo desistem
bible

A Bíblia não é um simples livro. Ela é uma biblioteca de 73 livros. Eles são bem diferentes uns dos outros, têm os mais diversos estilos, foram escritos em épocas muito distantes e em situações muito diferentes.
Imagine-se chegando a uma biblioteca como essa e começando a ler o primeiro livro que encontrar na estante, passando para o segundo e assim por diante. Essa leitura não pode dar certo! Há pessoas que abrem a Bíblia no iníco e começam a ler a partir do Gênesis. Elas, em geral, não passam do quinto livro. Desanimam e não retornam mais. E, o que é pior, acabam dizendo que é impossível, que não se consegue entender a Bíblia. Mas, isso aconteceria com qualquer biblioteca do mundo!

É necessário um Plano de leitura. No início, há muita coisa que não se entende, o que é muito natural. Até na leitura de um romance acontece isso. Não pare por causa disso, prossiga! À medida que se vai lendo, as coisas vão se esclarecendo. É uma regra de ouro: a Bíblia se explica por si mesma. Por isso, é tão importante um plano de leitura.
Existem vários planos de leitura. Todos eles são bons, porque se baseiam num princípio. Apresento aqui um determinado plano. Ele se destina àqueles que desejam começar a ler a Bíblia e não têm outros recursos a não ser conhecer a Bíblia através dela mesma. Siga a ordem indicada aqui, ela faz parte do método.

Plano de leitura do Novo Testamento:

1. 1ª Carta de São João (2 vezes)
2. Evangelho de São João
3. Evangelho de São Marcos
4. As pequenas cartas de São Paulo:
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
1ª e 2ª Tessalonicences
1ª e 2ª Timóteo
Tito
Filêmom

5. Evangelho de São Lucas
6. Atos dos Apóstolos
7. Carta aos Romanos
8. Evangelho de São Mateus
9. 1ª e 2ª Carta aos Coríntios
10. Hebreus
11. Carta de São Tiago
12. 1ª e 2ª Carta de São Pedro
13. 2ª e 3ª Carta de São João
14. Carta de São Judas
15. Apocalipse
16. 1ª Carta de São João (3ª vez)
17. Evangelho de São João (2ª vez)

Por que começar pela 1ª carta de São João?

A primeira necessidade de um cristão é ter certeza de sua salvação. É saber que Deus o ama e o escolheu. Gratuitamente, sem nenhum merecimento seu. Deus o pôs na lista daqueles que quer salvar. Foi uma escolha gratuita! Amorosa! Sem merecimento! Saber disso nos dá a certeza da salvação. E todo cristão precisa tê-la.
Dos 73 livros da Bíblia, só essa pequena carta foi escrita com esse propósito: o de nos dar a certeza da salvação. Na conclusão de sua carta, São João diz: “Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5, 13). Lendo e relendo, você vai se convencendo desta feliz realidade: você é salvo! Você é escolhido!

Leituras dos livros do Antigo Testamento

“Traze sempre na boca as palavras deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito; assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido (Josué 1,8).
Comece a leitura pelos três livros sapienciais: Sabedoria, Eclesiástico e Provérbios. São livros muito próximos ao Novo Testamento e fontes de ricos ensinamentos. Leia, juntamente, o livro dos Salmos. O portal de entrada do Antigo Testamento são os Salmos. Faça deles o seu livro de cabeceira. Eu já lhe disse que vale a pena ter uma edição de bolso do Novo Testamento para você levar consigo continuamente e ir lendo nos momentos livres.
De qualquer maneira, o que quero acentuar aqui é que você deve trabalhar com os Salmos independentemente de alguma ordem específica. Sempre que se sentir impelido a isso, leia um Salmo. Faço o seu diário sobre ele, sem receio de interromper o trabalho que estiver fazendo na sequência. Salmo é como fruta: comemos a qualquer hora, pouco importando as refeições. E nunca faz mal. Sempre faz bem.
Neste ponto você já estará muito mais livre e criativo para a execução do seu diário.
Não deixe de fazê-lo. Você poderá fazer um verdadeiro estudo vivencial de cada capítulo
desses livros sapiências e de cada Salmo. Será muito rico.

Os livros do Antigo Testamento serão lidos na ordem cronológica: das origens até a
vinda de Cristo.

Plano de leitura do Antigo Testamento

1. Gênesis                                        17. Jeremias                                    33. Tobias
2. Êxodo                                          18. Lamentações                             34. Judite
3. Números                                      19. Ezequiel                                    35. Ester
4. Josué                                            20. Abdias                                       36. Eclesiástico
5. Juízes                                            21. Isaías (40-55)                          37. Cânticos dos Cânticos
6. 1° Samuel                                     22. 1º Crônicas                              38. Jó
7. 2º Samuel                                     23. 2º Crônicas                              39. Eclesiastes
8. 1º Reis                                           24. Esdras                                      40. 1º Macabeus
9. 2º Reis                                           25. Neemias                                   41. 2º Macabeus
10. Amós                                           26. Ageu                                         42. Baruc
11. Oséias                                          27. Zaracarias                                43. Daniel
12. Isaías (1-39)                               28. Isaías (56-66)                          44. Sabedoria
13. Miquéias                                     29. Malaquias                                 45. Levítico
14. Naum                                          30. Joel                                            46. Deuteronômio
15. Sofonias                                      31. Jonas
16. Habacuc                                      32. Rute

http://pt.aleteia.org/2016/04/26/em-que-ordem-ler-a-biblia/

sábado, 23 de abril de 2016

Surge uma nova devoção: o Caminho da Misericórdia

No Ano da Misericórdia, nasceu uma nova faísca da misericórdia para converter-se em uma nova forma de profunda oração

divina-misericordia

Animando a contemplar o mistério da misericórdia, ao qual chamou o Papa Francisco ao convocar o Ano Santo quando diz que ela “é fonte de alegria, de serenidade e de paz”, e “é condição para nossa salvação”, na Polônia nasceu uma nova devoção entorno deste grande mistério de Deus.
Trata-se do “Caminho da Misericórdia”, uma bela prática de piedade entorno da Misericórdia que se celebrou pela primeira vez no sábado, 02 de abril, no Santuário da Divina Misericórdia de Lagiewniki, Cracóvia, por iniciativa do Padre Franciszek Slusarczyk, reitor do Santuário.
“Isto foi uma surpresa. Pela primeira vez, desde Cracóvia, Polônia, o mundo se inteirou de que neste lugar, no Ano da Misericórdia, nasceu uma nova faísca da misericórdia para converter-se em uma nova forma de profunda oração”, disse o sacerdote, que foi citado em nota de imprensa difundida pela organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Cracóvia 2016.
O sacerdote também manifestou seu desejo que a devoção se difunda por todo o mundo: “Tenho a esperança de que o Caminho da Misericórdia possa ser vivido não somente no Santuário da Divina Misericórdia, em Lagiewniki, mas também em todos os lugares de culto à Divina Misericórdia”.
A devoção consiste em 21 estações nas quais se meditam passagens bíblicas, assim como contribuições da Encíclica ‘Dives in Misericordia’ do Papa João Paulo II; e extractos do Diário de Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa conhecida como “Apóstolo da Misericórdia”.
No último sábado, na véspera do Domingo da Misericórdia -festividade que precisamente foi instituída por São João Paulo II para que se celebre a cada ano no Segundo Domingo de Páscoa-, se oraram as primeiras 7 estações que fazem referência à experiência da Fé em Jesus, como o explicou Malgorzata Pabis, porta-voz do Santuário: “Encontrar-se com o Senhor Jesus à luz da Fé, porque Jesus não somente proclama a mensagem da Misericórdia, mas também atua em consequência: dá a vista aos cegos, purifica aos leprosos, ressuscita aos mortos e derrama esperança nos corações da gente”.
Já a partir da oitava se medita sobre o Caminho da Cruz, quando o próprio Jesus Cristo acudiu à misericórdia do Pai e recebeu misericórdia em seu caminho à Crucifixão. Aqui se recordam a Verônica, a Simão de Cirene e a mesma Mãe de Deus.
Entretanto, nas estações restantes -da 15 à 21- se medita nos principais acontecimentos que tiveram lugar após a Ressurreição de Jesus. “Os outros encontros com Jesus, durante o Caminho da Misericórdia nos falam de como o Senhor Jesus não somente percorre os caminhos que levam às cidades e aos povos de nosso presente, do mundo de hoje, mas além disso vai ao encontro das pessoas, cheio de misericórdia e compaixão”, expôs o Padre Franciszek Slusarczyk.
O Santuário polonês, que também está se preparando para receber a milhões de peregrinos no próximo mês de julho por ocasião da JMJ, já anunciou a edição de um livro e um CD para o “Caminho da Misericórdia”, uma devoção que muito seguramente lhe dará grande impulso com o encontro mundial de jovens e o Ano Santo da Misericórdia.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A água benta é uma superstição?

Qual o sentido de que uma pessoa fique se aspergindo com um punhado de água? Não existe outra forma de ser abençoado por Deus, ao invés de ficar “atribuindo poderes mágicos” a seres inanimados?
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Para quem não conhece a teologia católica, a água benta pode parecer, com certa razoabilidade, uma espécie de superstição. Afinal, qual o sentido de que uma pessoa fique se aspergindo com um punhado de água? Não existe outra forma de ser abençoado por Deus, ao invés de ficar “atribuindo poderes mágicos” a seres inanimados?
A resposta católica para essa questão encontra-se no sadio equilíbrio da “economia sacramental”. A Santa Igreja, no decorrer dos séculos, sempre ensinou aos seus filhos o apreço das coisas sensíveis, sob o risco de que se obscurecessem os próprios mistérios de nossa redenção. O Verbo, para descer ao mundo, não rejeitou “vir na carne” e tomar uma forma verdadeiramente humana (cf. 1 Jo4, 2); não desprezou o matrimônio (cf. Mt 19, 3-9; Jo 2, 1-11), nem se furtou de tomar alimentos para conservação de seu corpo físico (cf. Mt 11, 19; Jo 21, 9-14); ao instituir os sacramentos, foi além e transformou realidades visíveis, como a água, o pão e o vinho, em verdadeiros instrumentos de salvação, de onde Ele dizer, por exemplo, que “se alguém não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus” (Jo 3, 5), ou mesmo: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 51. 53). O respeito dos católicos pelas coisas materiais, portanto, foi aprendido do próprio Jesus, o qual, para salvar o ser humano inteiro – corpo e alma –, quis sabiamente distribuir a Sua graça invisível através de instrumentos tangíveis e perceptíveis aos olhos humanos. “Oportet nos per aliqua sensibilia signa in spiritualia devenire – Convém que por sinais sensíveis cheguemos às realidades espirituais” (S. Th., III, q. 61, a. 4, ad 1), diz Santo Tomás de Aquino.
Para investigar como a água benta se insere nessa economia, é preciso entender como os sacramentos atuam na vida dos cristãos. Embora estes realizem o seu efeito, que é a graça, ex opere operato(ou seja, automaticamente), os fiéis colhem frutos na medida em que se dispõem interiormente para recebê-los. Assim, por exemplo, quem se arrepende de seus pecados e é absolvido pelo sacerdote na Confissão, certamente recebe a graça santificante; mas aquele que teve uma contrição maior receberá uma porção de graça também maior. Quem se aproxima dignamente da Eucaristia, do mesmo modo, certamente recebe a graça do Cristo, mas, quanto mais devotamente comungar, tanto maior será o seu grau de comunhão com Deus.
Os chamados “sacramentais” – dos quais a água benta é um tipo –, embora não levem ao efeito do sacramento, que é a obtenção da graça, agem dispondo a pessoa para a sua recepção. A água benta, por exemplo, explica o Doutor Angélico, atua de modo negativo, dirigindo-se (1) “contra as insídias do demônio e (2) contra os pecados veniais” (cf. S. Th., III, q. 65, a. 1, ad 6).
Primeiro, portanto, a água benta funciona como um “exorcismo”, com a diferença de que este é aplicado contra a ação demoníaca desde dentro, enquanto “a água benta é dada contra os assaltos dos demônios que vêm do exterior” (S. Th., III, q. 71, a. 2, ad 3). Para este fim específico, trata-se de um instrumento verdadeiramente eficaz, amplamente comprovado pelo uso dos santos. Santa Teresa d’Ávila, por exemplo, recomendava a suas irmãs que nunca andassem sem água benta e que se servissem dela com frequência. “Vocês não imaginam o alívio que se sente quando se tem água benta”, ela dizia. “É um grande bem fruir com tanta facilidade do sangue de Cristo” [1].
Segundo, quanto aos pecados veniais, a água benta age enquanto “desperta um movimento de respeito em relação a Deus e às coisas divinas” (S. Th., III, q. 87, a. 3). Diferentemente de outras práticas devotas que, realizadas com fervor, também apagam as faltas veniais – como a oração do Pai-Nosso ou um ato de contrição –, a água benta traz consigo o poder da bênção sacerdotal, o que dá maior eficácia ao seu uso.
A água benta não se trata, portanto, de uma superstição, mas de um recurso extremamente útil e piedoso para quem quer se santificar através da oração da Igreja. O Catecismo da Igreja Católica adverte que “atribuir só à materialidade das orações ou aos sinais sacramentais a respectiva eficácia, independentemente das disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (§ 2111). Por isso, acompanhado da aspersão da água benta deve sempre ir um grau cada vez maior de fervor a Deus, sem o qual qualquer prática religiosa, por mais piedosa que seja, perde o seu sentido último.

Referências

  1. Escritos de Teresa de Ávila. São Paulo: Loyola, 2001, p. 205, nota 2.