quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Deus sempre vai atrás de sua alma, mesmo que você se afaste dele

JESUS,HANDS,HEAVEN

Você já vivenciou isso?

Quando eu era criança, minha mãe me levou para conhecer uma de suas grandes amigas, a Beata Maria Romero Meneses. 
Eram tantos os milagres ao redor desta religiosa salesiana que milhares de pessoas a procuravam na Costa Rica para obter conselhos e pedir uma ajuda do céu.  
Ela enviava todos os devotos ao sacrário, aos pés de Jesus Sacramentado e os pedia confiança plena em Maria Auxiliadora. 
Lembro que, naquela tarde, havia centenas de pessoas esperando para falar com ela. Eu era uma criança e já tinham me contado que a irmã Maria não caminhava, flutuava. Coisas do povo… Eu, em minha inocência, ao vê-la passar me joguei ao chão para olhar debaixo de seu hábito e tentar constatar se ela estava mesmo flutuando. 
Enfim, os escritos de irmã Maria comovem a alma e nos levam ao Amor dos Amores. Ajudam-nos a encontrar um Deus misericordioso e justo, apaixonado pela humanidade. Veja o que ela nos deixou: 
“Quando Jesus ama uma alma, quando coloca nela seus olhos e seu coração, não há nada nem ninguém, no céu ou na terra, nem nos infernos, que seja capaz de arrebatá-la.”
“Toda vez que alguém tenta fechar a porta do amor para a alma escolhida por Deus, não faz outra coisa que motivar o Altíssimo para que Ele leve a cabo sua obra admirável e gloriosa… Se nos dissipamos, Ele sabe ir atrás de nossas almas e sabe fazer chegar até o mais profundo dela a sua voz dulcíssima, que nos faz voltar a seus braços.”
“De tal maneira é o amor de Deus, de tal maneira é firme, que ninguém pode arrebatar a obra em que ele colocou seu selo próprio”. 
Confesso que a frase: “Ele sabe ir atrás de nossas almas” me deixa emocionado. Já aconteceu tantas vezes comigo… Tenho certeza que também aconteceu com você. Eu me afasto de Deus através dos meus pecados e logo Ele me lembra de sua presença amorosa: “Estou te esperando, Claudio”.
Aí eu faço uma boa confissão sacramental e volto para seu lado, caminho em sua presença.
Encanta-me saber que Deus é meu Pai, nosso Pai. 
Deus te abençoe!  

Como fazer a sua oração de Oferecimento da Manhã

PORANEK

Este hábito, que é simples de adquirir e manter, poderá transformar o seu dia-a-dia - e, portanto, a sua vida inteira!

A oração de Oferecimento da Manhã é antiga – e é um hábito fácil de adquirir.
Alguns anos atrás, durante a Quaresma, um amigo me enviou algumas orações de oferecimento. Eu li que a oração da manhã é uma forma de oferecer a Deus todo o dia que vem pela frente – o bem e o mal, as provações e sacrifícios, bem como as alegrias e bênçãos. Eu comecei a fazê-la todas as manhãs e logo estava habituada.
Como muitos católicos, eu já costumava fazer oferecimentos pontuaisaqui e ali ao longo do dia:
“Meu Deus, eu Te ofereço o meu esforço para lidar com este aborrecimento! Me ajuda!”
Isso envolvia muitos aspectos do cotidiano: desde a espera de duas horas no consultório médico até o fato de meu filho ter abandonado a fé, passando por qualquer outro tipo de problema, eu sempre tentaria colocar nas minhas orações do dia-a-dia uma infinidade de intenções. Com o oferecimento da manhã, o dia inteiro já é “coberto” com antecedência, de modo que, ao longo da jornada, se torna mais espontâneo ir renovando as ofertas espirituais.
Podemos transformar o nosso dia inteiro numa contínua oferta através desta oração simples, começando o dia por entregá-lo a Deus através da Sua Mãe Santíssima. A oração dedica todo o nosso dia e todo o nosso ser a Deus. Todos os nossos esforços são voltados ao propósito de Deus de nos santificar!
Esse hábito renova a nossa consciência de que cada dia é um presente inspirador de gratidão pelas bênçãos e alegrias vividas – e pode ser praticado em menos de três minutos!
Durante séculos, as pessoas fizeram variações da prece de oferecimento da manhã. Uma das versões mais conhecidas hoje é esta, composta pelo pe. Francois Xavier Gaulrelet em 1844 para o seu ministério de Apostolado da Oração, que ele fundou naquele mesmo ano:
“Jesus, através do Imaculado Coração de Maria, ofereço-Vos as minhas orações, obras, alegrias e sofrimentos deste dia por todas as intenções do Vosso Sagrado Coração, em união com o Santo Sacrifício da Missa por todo o mundo, pela salvação das almas, pela reparação dos pecados, pela união de todos os cristãos e, em particular, pelas intenções do Santo Padre neste mês. Amém”.
Papa São João Paulo II disse, certa vez, que a prática de rezar o oferecimento da manhã é “de importância fundamental na vida de todos e de cada um dos fiéis“. É um lembrete diário a tornarmos toda a nossa vida “um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12, 1).
Esta oração vai fazer diferença na sua vida. E você vai querer rezá-a todos os dias, o ano todo.
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Adaptado de artigo de Patty Knap

Como é a sua relação com o seu Anjo da Guarda? Algumas dicas surpreendentes!

GUARDIAN

Você saúda, por exemplo, o Anjo da Guarda do seu próximo?

Segundo a Tradição da Igreja, todos nós temos um Anjo da Guarda– exceto os sacerdotes, que têm… dois!
A delicada missão do Anjo da Guarda é nos inspirar boas obras e intenções, nos iluminar na busca da verdade contra as doutrinas enganosas, nos orientar no caminho das virtudes e dos ideais santos, nos ajudar a estender o Reino de Deus, nos proteger dos perigos… Em sua, nos conduzir rumo à eternidade com Deus.
No Catecismo da Perfeição Cristã, o frei Antônio Wallenstein, O.F.M., nos recorda que devemos sempre nos lembrar da sua presença e, diante dela, jamais fazer o que não faríamos à vista da nossa mãe. Ele também nos exorta a invocá-lo nas horas de quaisquer perigos, sejam corporais, sejam espirituais, e, é claro, seguir as suas inspirações.
O frade nos propõe também saudar o Anjo da Guarda do nosso próximo, hábito que nos ajudará a tratar os outros em conformidade com a sua dignidade de filhos de Deus protegidos pelos anjos que Ele designou como nossos companheiros, guias e protetores.
ANGEL


https://pt.aleteia.org/2019/05/09/como-e-a-sua-relacao-com-o-seu-anjo-da-guarda-algumas-dicas-surpreendentes/

São Josemaria Escrivá e sua relação com o anjo da guarda


Escrivá acreditava tanto em seu anjo protetor que o apelidou de "Relojoeirinho"

São Josemaria Escrivá tinha muita fé em seu anjo da guarda. Uma devoção que foi herdada dos pais. 
Sua relação com seu protetor era muito íntima. Tanto que até para os problemas mais simples do dia a dia, ele pedia a intercessão do guardião.
Certa vez, Escrivá, que já era sacerdote, teve problemas com seu relógio de bolso, que parou de funcionar. Ele não tinha dinheiro para comprar outro. Então, não pensou duas vezes: pediu a Deus, por intermédio do anjo da guarda, que consertasse o acessório: 
“[Deus]Pareceu não me ouvir, porque voltei a mexer e a tocar e retocar no relógio avariado, em vão. Então […], ajoelhei-me e comecei um Pai Nosso e uma Ave Maria, que acho que não cheguei a terminar, porque peguei novamente no relógio, toquei nos ponteiros… e começou a andar! Dei graças ao meu bom Pai”, destacou o Santo.
Foi a partir daí que Josemaria Escrivá apelidou seu anjo da guarda de “Relojoeirinho”. Ele confiava tanto no seu amigo celestial que pedia-lhe sempre para que o despertasse na hora que precisava. E o anjo, como um relógio suíço, nunca falhou!

A devoção e a missão Opus Dei

Foi exatamente no dia 2 de outubro de 1928, Festa dos Anjos da Guarda, que São Josemaria Escrivá entendeu o que Deus queria dele e fundou o Opus Dei.
O Beato Álvaro del Portillo relatou que, quando o Santo saudava o Senhor no Sacrário, sempre agradecia aos anjos ali presentes.
“Quando vou a um dos nossos oratórios em que há um tabernáculo, digo a Jesus que o amo e invoco a Trindade. Depois agradeço aos Anjos que guardam o Sacrário e adoram Cristo na Eucaristia”, dizia São Josemaria Escrivá.
Com informações de ACI Digital 

Quando a solidão bater, reflita sobre esta passagem bíblica

LAST SUPPER

Deus quer te consolar nos momentos de aflição

Viver neste mundo, muitas vezes, significa estarmos preparados para a rejeição e a traição daqueles que mais amamos. É difícil de suportar isso e, frequentemente, nos sentimos sozinhos.
Mas é nesses momentos que Jesus quer passar a sua mensagem de amor para nós. E há uma cena na Bíblia que pode nos trazer consolação e paz quando vivermos essa situação.
Esta passagem bíblica, quando analisada mais de perto, pode proporcionar horas de oração e meditação. Trata-se do Evangelho de João, que narra um breve momento em que o “discípulo amado” de Jesus descansa em seu peito durante a Última Ceia:
“Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus.Simão Pedro acenou-lhe para dizer-lhe: ‘Dize-nos, de quem é que ele fala’. Reclinando-se esse mesmo discípulo sobre o peito de Jesus, interrogou-o: ‘Se­nhor, quem é?'”  (João 13,23-25)

Há muito o que se inferir dessa passagem. Primeiro de tudo, em vez de identificar o discípulo, São João afirma que foi o discípulo “a quem Jesus amava”. Embora possa se referir a um indivíduo específico, também se aplica a cada um de nós, a quem Jesus ama muito.

Jesus revelou a Santa Margarida Maria Alacoque:
“Meu Divino Coração é tão apaixonado pela humanidade que não pode mais conter em si as chamas de sua ardente caridade. É preciso derramar tudo.”
Jesus nos ama infinitamente mais do que podemos imaginar e ele quer derramar esse amor sobre nós. Ele não pode mais conter o amor que ele tem por nós!
Além disso, este discípulo na Última Ceia inclinou-se sobre o peito de Jesus, descansando em seu coração. Pense nisso por alguns segundos. Você não gostaria de descansar no coração de Jesus?
Pense em quando você era criança, quando se recostou na mãe ou no pai e apoiou a cabeça no peito deles, envolto em seus braços. Novamente, isso é o que Jesus quer que você faça e sinta quando pensar nessa cena.
Jesus convidou Santa Margarida Maria Alacoque para fazer essa mesma ação quando a visitou:
“Ele me fez repousar por muito tempo em seu peito. Mostrou-me as inexplicáveis ​​maravilhas do seu amor puro e a que excesso o levara pelo amor da humanidade”.
Essa cena pode se tornar viva toda vez que recebemos Jesus na Santa Eucaristia. Depois de recebê-lo em nossos corpos, voltamos ao banco e podemos meditar sobre essa passagem. Pode ser uma experiência poderosa se realmente acreditarmos que Deus nos ama e está nos convidando a descansar em seu coração.
Lembre-se, nunca estamos verdadeiramente sozinhos neste mundo, mesmo quando todos nos abandonaram. Jesus foi abandonado na cruz e entende esse sentimento. No entanto, ele não quer que a gente fique lá, mas que cheguemos à mesa do banquete e coloquemos nossa cabeça perto do coração dele. Ao fazer isso, podemos sentir o batimento cardíaco de seu amor por nós e ter um vislumbre de sua caridade ardente.
O convite está aberto. Nós só precisamos responder e aceitar o fato de que Deus nos ama mais do que podemos imaginar.

https://pt.aleteia.org/2019/06/26/quando-a-solidao-bater-reflita-sobre-esta-passagem-biblica/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Vestir-se para você ou para os outros?

DRESS

A nossa forma de nos vestirmos reflete um pouco o nosso estado emocional e psíquico

Observe você e suas variações na forma de se vestir e se arrumar. Nos dias em que está mais desanimada, não tem muito ânimo ou disposição para pensar em uma combinação bacana, em passar um batom decente na boca, talvez nem arrumar o cabelo. Mas naqueles dias que animação é sua parceira e o dia parece mais feliz, pois “nada é capaz” de abalar seu estado de espírito, a roupa fica mais arrumada no corpo, o batom, rímel e um blush não são peso, mas sim parte de você. Percebeu o quanto nossa apresentação pessoal está ligada a como estamos interiormente?
Pois bem! Se refletimos externamente por meio de roupas, calçados, make e cabelo, o que estamos vivendo em nosso universo interior, fica a pergunta: “Tenho me arrumado para quem? Para mim ou para os outros?”.
Uma pergunta muito boa de ser feita, pois se, ao longo dessa reflexão, você perceber que se sua imagem está liga ao outro, provavelmente é porque talvez você nem saiba ainda quem realmente você é! Pois se me visto para o outro, estou vivendo a partir do olhar do outro e não do meu. O que pode gerar sofrimento psíquico e dependências emocionais. É claro que não se pode negar que existe uma “necessidade” do olhar do outro. Queremos sim ser vistos. Principalmente as mulheres, pois elas têm essa necessidade maior que os homens. No entanto, trata-se de um desejo de ser visto, notado, de existir na vida de alguém, e não de me vestir conforme o outro aprova ou desaprova.

Nunca perca seu brilho

Quantas pessoas, ao viverem o término de um relacionamento amoroso ou até mesmo o rompimento de uma amizade, relatam terem percebido o quanto se sentiu desconfigurado durante este relacionamento! Por terem ouvido que eram extravagantes em sua forma de sorrir, que suas roupas eram antiquadas, que precisavam disso ou daquilo… E ao final, perceberam que já não era a sua identidade que estava sendo refletida, mas a identidade projetada pelo outro. Este é o ponto principal dessa indagação.
Precisamos sim, nos adequarmos a ambientes e lugares. Não dá para ir de tênis, calça jeans e camisa de malha em um casamento. Assim como não dá para ir ao parque de diversões de salto alto e vestido de festa. A harmonia e o equilíbrio precisam existir, mas, junto, uma identidade e um estado emocional saudável, para não viver na dependência de uma aprovação que pode nunca existir.

Como você se enxerga?

Outro bom aspecto dessa reflexão é pensar sobre como você enxerga sua imagem. Ao olhar-se no espelho, a imagem refletida lhe agrada? Você está feliz com essa imagem?
Caso a resposta seja sim, fico imensamente feliz por conseguir chegar neste ponto. Mas caso seja não, convido você a pensar sobre você, sobre sua imagem. E fazer as seguintes perguntas: Você tem olhado para você? Tem se cuidado? Tem se sentido feliz com o estilo de roupa que está usando? Tem seu próprio estilo?
Tais perguntas podem ser o começo para aqueles que desejam fazer este caminho de volta, de arrumar-se para você, pois ninguém melhor que você deve saber o que, de fato, retrata a sua identidade e personalidade, seus valores e cultura. Tudo isso caminha junto. Sabendo quem você é, seus valores e estilo de vida, com toda certeza deixará de “mendigar” o olhar de aprovação do outro e deixará de ser um manequim nas mãos de quem talvez não o conhece. Comece por aqui, trace seu perfil, invista nele e seja feliz com a sua imagem.
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Por Aline Rodrigues, missionária da Comunidade Canção Nova. É psicóloga desde 2005, com especializações na área clínica e empresarial e pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental. Possui experiência profissional tanto em atendimento clínico, quanto empresarial e docência.

domingo, 11 de agosto de 2019

Presença de Deus: III – Jaculatórias

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Onde achar jaculatórias?
Interrompemos a reflexão sobre a presença de Deus na meditação anterior («Presença de Deus: II- Como consegui-la»), quando, depois de dar várias sugestões práticas, começávamos a falar das “jaculatórias”. Dizíamos que essas orações breves – podemos chamá-las de faíscas instantâneas -, são meios privilegiados de presença de Deus, são como que a respiração do coração cristão. E convidávamos a fazer o esforço de praticá-las com frequência, todos os dias.
Que jaculatórias podemos rezar? Quais são as mais adequadas, as mais úteis? Onde encontrar inspiração para aprender a dizer boas jaculatórias?
a) A primeira resposta é: Procure achá-las dentro do seu coração. Rezar não pode ser nunca uma coisa mecânica. Portanto, as jaculatórias devem expressar sentimentos sinceros do coração: adoração, amor, gratidão, arrependimento, petições por necessidades ou pessoas, oferecimentos, aceitações, expressões da nossa alegria ou da nossa dor…, enfim, aquilo que, espontaneamente, um coração que tem fé diz a Deus quando sabe que o tem junto de si; e coisa análoga poderíamos dizer em relação a Nossa Senhora e aos santos (a Mãe e os irmãos que temos no Céu), a quem nós invocamos, mostrando-lhes o nosso carinho e pedindo-lhes que intercedam por nós e pelas nossas intenções diante de Deus.
Na realidade, o cristão diz jaculatórias em muitos momentos quase sem reparar. Por exemplo: «Obrigado, meu Deus!» (quando recebemos uma alegria ou escapamos de um perigo), «Meu Deus, me ajude!» (quando nos sentimos incapazes de resolver sem Ele um problema, ou estamos em perigo), «Perdão, Senhor», ou «Jesus, tenha piedade de mim» (quando reconhecemos uma falta e nos arrependemos), «Minha Mãe, não me abandone» (quando estamos precisados do aconchego da Mãe de Deus e nossa), «Minha Nossa Senhora!» (quando levamos um susto), «Meu Anjo da guarda, me acompanhe e me proteja» (quando saímos à rua), «Santo Antônio, interceda por mim» (por diversas necessidades ou desejos), etc;
b) Outra fonte de jaculatórias, maravilhosa, é a Bíblia. Colocar exemplos seria interminável, desde versículos dos Salmos («Senhor, sois Vós quem eu procuro», «Tende piedade de mim, segundo a vossa grande misericórdia», «Meu coração está pronto, ó Deus, meu coração está pronto!»…), até as palavras com que o povo ou os Apóstolos se dirigiam a Jesus: «Senhor, se queres, podes limpar-me», «Senhor, que eu veja!», «Senhor, eu creio, mas ajuda a minha incredulidade», «Pai, pequei contra o Céu e contra Ti», «Ó Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador!», «Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo», «Meu Senhor e meu Deus!»…).
c) Finalmente, podemos encontrar um tesouro de jaculatórias na tradição da devoção cristã (bastaria pensar, por exemplo, nas numerosas jaculatórias de Ladainha lauretana, que costuma rezar-se após o Terço). Podemos resumir essas jaculatórias tradicionais em dois grupos: naquelas que nós escolhemos dos textos litúrgicos da Igreja («Senhor, tende piedade de nós», «Nós vos damos graças por vossa imensa glória» …), e nas que aprendemos da piedade dos santos e dos bons autores espirituais antigos ou modernos. Por exemplo:
─ «Faça-se em mim segundo a vossa Vontade»
─ «Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso»
─ «Sagrado Coração de Jesus, em vós confio»
─ «Sagrado Coração de Jesus, dai-nos a paz»
─ «Vinde, Espírito Santo!»
─ «Doce Coração de Jesus, sede o meu amor. Doce Coração de Maria, sede a minha salvação»
─ «Jesus, José e Maria, dou-vos o coração e a alma minha»
─ «Senhor, eu me abandono em Vós, confio em Vós, descanso em Vós»
─ «Senhor, o que Tu quiseres, eu o amo»
─ «Jesus, dá-me o amor com que queres que eu te ame»
─ «Meu Deus, eu te amo, mas ensina-me a amar»
Mais algumas sugestões práticas
a) A primeira dessas sugestões é repisar o que já lhe dizia: reze a jaculatória que, espontaneamente, “seu coração mandar”, como diria Susanna Tamaro. Na verdade, não é o que o nosso coração manda, mas, quase sempre, o que o Espírito Santo – que «sopra onde quer» (Jo 3,8) -, inspira ao nosso coração. Não esqueça que, como diz São Paulo, mesmo quando dizemos, simplesmente, «Senhor Jesus» com fé, é o Espírito Santo quem nos move (1 Cor, 12,3);
b) É muito útil associar habitualmente alguma jaculatória a um determinado ato. Por exemplo, ao começar o trabalho: «Ofereço-te este trabalho, Senhor»; ou, ao sair de casa, «Jesus, Maria e José, guardai os meus filhos»; ou, ao entrar na Igreja e fazer genuflexão diante do sacrário, «Eu te adoro com devoção, Deus escondido»; ou na elevação da hóstia e do cálice na Missa, «Meu Senhor e meu Deus!»;
c) Muitas pessoas usam uma “senha” todos os dias. Neste nosso mundo da informática, todo o mundo sabe o que é uma senha: algo breve que dá “entrada” (ao computador, a um arquivo, ao caixa eletrônico, etc.). Quero dizer que escolhem uma jaculatória por dia, como “senha”, como “lema” daquele dia, pensando que, além de rezá-la bastantes vezes, aquela jaculatória os pode ajudar a ter presente uma virtude que precisam praticar melhor: é o que faz a pessoa que está muito irritada com alguém, quando escolhe como senha, para andar pelo dia com paciência, a jaculatória «Rainha da paz, rogai por mim»;
d) Finalmente, se você é pessoa que gosta de acompanhar os “tempos litúrgicos” e as festas e tradições da Igreja com devoção (Quaresma, Páscoa, Mês de Maria, novena do Espírito Santo, etc.), sugiro-lhe que escolha como “senha”, nesses tempos, jaculatórias relacionadas com eles (na Quaresma, atos de dor dos pecados, de contrição; na Páscoa, atos de fé em Jesus ressuscitado, no Mês de Maio e na Novena da Imaculada Conceição, algumas jaculatórias dedicadas a Nossa Senhora, etc.).
Naturalmente, as “senhas” de que estamos falando, mesmo sendo muito úteis, não precisam ser exclusivas no dia em que as escolhemos. Por outras palavras, ainda que escolha uma jaculatória para cada dia, não se limite a ela, reze também outras que lhe inspirem devoção em diversos momentos, ou que as circunstância lhe aconselhem: “deixe seu coração cristão mandar”, bem governado pela cabeça.

https://www.padrefaus.org/2010/05/22/presenca-de-deus-iii-jaculatorias/