quinta-feira, 16 de abril de 2020

“Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


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Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bi-locar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


(São Padre Pio de Pietrelcina)

15 Pontos Sobre A Oração De Jesus


  1. A oração é uma das maiores e mais fortes potências que concede àquele que ora "nascer de novo", e lhe concede bem-estar corporal e espiritual.
  2. A oração são os olhos e as asas da alma; dá-nos a ousadia, a coragem e força para contemplar a Deus.
  3. Continue orando com a sua boca até que a graça divina ilumine-vos a orar também com o coração. Então, uma celebração divina terá lugar dentro de você de uma maneira maravilhosa, e você não vai mais orar com a boca, mas com a atenção que trabalha no coração.
  4. Se você realmente deseja expulsar todos os pensamentos errantes e purificar a sua mente, você vai conseguir isso apenas através da oração, pois nada é capaz de regular nossos pensamentos tão bem como oração.
  5. Tenha cuidado, porque se você for preguiçoso e desatento na oração, você não fará qualquer progresso, quer na sua busca de devoção ao Senhor, ou na aquisição de salvação e paz de espírito.
  6. O Nome de Jesus Cristo, que nós invocamos na oração, contém dentro dele mesmo um poder restaurador auto-existente e auto-atuante. Então não se preocupe com a imperfeição e secura de sua oração, mas com perseverança aguarde o fruto da invocação repetida do nome divino.
  7. Quando guiadas pela oração, as faculdades morais dentro de nós tornam-se mais fortes do que todas as nossas tentações e as conquistam.
  8. frequência na oração cria um hábito de oração, que rapidamente se torna uma segunda natureza e que frequentemente traz a mente e o coração a um estado espiritual mais elevado. É a única maneira de alcançar as alturas da verdadeira e pura oração. Ela (a frequência) constitui o melhor meio de preparação eficaz para a oração e o caminho mais seguro para chegar ao destino da oração e da salvação.
  9. Cada um de nós é capaz de adquirir a oração interior e torná-la um meio de comunicação com o Senhor. Não custa nada, exceto o esforço para mergulhar no silêncio e nas profundezas de nosso coração, e o cuidado de invocar o doce Nome de Jesus Cristo o mais frequentemente possível, o que nos enche de alegria. Mergulhar em nós mesmos e examinar o mundo da nossa alma, nos dá a oportunidade de conhecer os mistérios do homem, sentir o prazer do auto-conhecimento e de derramar lágrimas amargas de arrependimento por nossas quedas e a fraqueza da nossa vontade.
  10. Possa sua alma abrir caminho com amor para o significado da oração, para que sua mente, sua voz interior, e sua vontade - estes três componentes de sua alma - tornem-se Um, e o Um torne-se Três; para que desta maneira o homem, que é uma imagem da Santíssima Trindade, entre em contato com e se una ao protótipo divino. Como o grande trabalhador e mestre da oração noética, o divino Gregório Palamas de Tessalônica disse: "Quando a unidade de nous (mente) torna-se trina, mas continua a ser única, então ela está unida com a Divina Unidade Triádica, e fecha a porta à todas as formas da ilusão e é levantada acima da carne, o mundo e o príncipe do mundo"( The Philokalia, vol. IV. p.343 )
  11. Onde quer que a oração esteja ativa, há Cristo com o Pai e o Espírito Santo, a Santíssima Trindade, consubstancial e indivisível. Onde quer que haja Cristo, a Luz do Mundo, há a Luz Eterna do Outro Mundo; há Paz e Alegria; há Anjos e Santos; há o Esplendor do Reino. Bem-aventurados são aqueles que na vida presente estão vestidos com a Luz do Mundo - Cristo - pois eles já colocaram as vestes da incorruptibilidade.
  12. Visto que Cristo é a Luz do Mundo, aqueles que não o vêem, que não crêem Nele, estão todos certamente cegos. Por outro lado, todos os que se esforçam para praticar os mandamentos de Cristo andam na luz, confessam Cristo e o veneram e o adoram como Deus. Aquele que confessa Cristo e o respeita como seu Senhor e Deus é fortalecido pelo poder da Invocação de Seu Santo Nome para fazer a Sua vontade. Mas se ele não é fortalecido, é evidente que ele confessa Cristo apenas com a boca, enquanto que em seu coração ele está longe dele.
  13. Assim como é impossível para alguém que anda na escuridão da noite não tropeçar, da mesma forma é impossível para alguém que ainda não tenha visto a Luz Divina não pecar.
  14. O objetivo da Oração do Coração é unir Deus com o homem, trazer Cristo ao coração do homem, banindo o inimigo de lá e destruindo todo o trabalho que ele realizou lá pelo pecado. Pois, como o discípulo amado diz: "Para isto o Filho de Deus se manifestou, para que pudesse destruir as obras do diabo". Só o diabo sabe o poder inexprimível dessas sete palavras da Oração de Jesus, e é por isso que ele guerreia e luta contra a oração com ódio e fúria. Inúmeras vezes os demônios confessaram pela boca de pessoas possuídas que eles são queimados pela ação da oração.
  15. Quanto mais a oração nos une a Cristo, tanto mais nos separa do diabo e do espírito do mundo, que gera e sustenta as paixões.

oracaodejesus.com

Morte ao Mundo - A Guerra Invisível


Na guerra convencional, o inimigo sempre é outra pessoa - uma pessoa. Esse tipo de adversário é óbvio e direto. Em uma guerra invisível, os inimigos são ilusórios e invisíveis.


Os inimigos que encontramos na vida espiritual são identificados como:
O Mundo
A Carne
O Diabo

Isso nos é revelado nos Evangelhos quando Cristo entra no deserto e experimenta tentação. Isso também é identificado por São Paulo:


"Uma vez você caminhou, seguindo o curso deste mundo, seguindo o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está operando nos filhos da desobediência - entre os quais todos vivemos nas paixões de nossa carne" São Paulo de Tarso

Esses inimigos são parcialmente corporais (físicos ou corporais) e incorporais (invisíveis ou corporais). Isso torna o combate a esses inimigos particularmente desafiador. Além do desafio, temos o teatro ou a arena em que vivemos. O espírito da época e da cultura em que vivemos é extremamente favorável à vitória do inimigo. Nos últimos tempos, a cultura moderna e a visão de mundo mudaram rapidamente de uma que encorajava e sustentava virtudes, valores e moral para uma era que se afunda no amor por esses três inimigos da alma. O mundo e todas as coisas do mundo são mantidos com a máxima estima, a carne e todas as formas de conforto e prazer são encorajadas, elogiadas e procuradas a qualquer custo, e o diabo - ele é o príncipe de tudo.
O Mundo

De acordo com o vernáculo moderno, ser mundano significa ser bem-sucedido, ter riqueza material, ter meios de auto-indulgência, conviver com pessoas bonitas, buscar e obter aceitação da classe social desejada. Fama, dinheiro, auto-indulgência são todos altamente valorizados e glorificados em nossa cultura. Embora pareça óbvio que estes não sejam significativos, e embora a maioria das pessoas saiba que eles não proporcionam felicidade, o mundo e todo o seu brilho alcançaram o status mais alto e são o objetivo de quase todos que respiram. O mundo exige nossa atenção e provoca nossa afeição.

Quando os santos usam o termo "mundo", eles não estão se referindo ao planeta ou às pessoas que habitam este adorável planeta. O termo "mundo" deve ser entendido como a parte do mundo que é afetada ou objeto do pensamento e comportamento humanos - ou seja, as paixões. Esta definição é melhor articulada por Santo Isaac, o Sírio:


"O mundo é o nome geral de todas as paixões. Quando desejamos chamar as paixões por um nome comum, as chamamos de mundo. Mas quando desejamos distingui-las por seus nomes especiais, as chamamos de paixões. As paixões são as seguintes: amor pelas riquezas, desejo de bens, prazer corporal de onde provém a paixão sexual, amor pela honra que gera inveja, desejo de poder, arrogância e orgulho de posição, o desejo de adornar-se com roupas luxuosas e ornamentos vãos, o desejo pela glória humana, que é uma fonte de rancor e ressentimento, e medo físico. Onde essas paixões deixam de ser ativas, aí o mundo está morto; pois, embora vivessem na carne, não viviam pela carne. Veja para qual dessas paixões você está vivo. Então você saberá até onde está vivo para o mundo e até onde está morto para isso." Isaac, o Sírio

Quando Cristo se refere ao mundo, é também deste ponto de vista. Por exemplo, ele disse:


"Não ame o mundo ou as coisas no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que existe no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não é do Pai, mas é do mundo. E o mundo está passando, e sua luxúria; mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre" 1 João 2:15

Nossa cultura atual é definida pelo mundanismo. É impossível estar em qualquer estação da vida moderna sem estar saturado por tudo o que Santo Isaac descreveu. Nos dizem desde jovens para sermos ambiciosos, adquirirmos dinheiro e posses, procurarmos fama e glória. O mundo com todos os seus desejos se normalizou e é a meta e o objetivo do homem moderno. Isso torna o combate a esse inimigo aparentemente impossível.

Quando estamos sujeitos às paixões, amamos o mundo, que substitui o amor a Deus e o amor pelos outros. E São Tiago disse em sua epístola que a religião pura é manter-se imaculado do mundo (Tiago 1:27). O amor ao mundo e às coisas do mundo é um inibidor direto da vida espiritual. Embora pareça natural querer amar o mundo, essa atração pelas coisas terrenas não é natural para a alma.

É por isso que a batalha que travamos com esse inimigo exige um desapego feroz e a renúncia ao mundo. Lutar contra esse inimigo significa se afastar dele. A contemplação de Deus só pode ocorrer quando alguém renuncia ao mundo, como o amado místico russo, São Serafim de Sarov disse:


"A reverência a Deus é adquirida quando um homem, renunciando ao mundo e tudo o que há no mundo, concentra todos os seus pensamentos e sentimentos no pensamento único da lei de Deus, e mergulha inteiramente na contemplação de Deus e no sentimento de bem-aventurança. prometido aos santos." São Serafim de Sarov

Se realmente desejamos amar a Deus, devemos vencer e purgar o mundo que se esconde dentro de nós. Isso fica claro nas Escrituras Sagradas, quando Cristo explica que não se pode servir a dois senhores (Lucas 16:13). O mundo nubla e entorpece a alma ao divino.


"Sem se libertar do mundo, a alma não pode amar a Deus sinceramente. Pois as coisas do mundo, nas palavras de Santa Antioquia, são como um véu para a alma." São Serafim de Sarov

Portanto, somos chamados a estar "fora de sintonia com o mundo" e a resistir a tudo o que o mundo oferece. Nem tudo que reluz é ouro. Suas coisas brilhantes, desejos sedosos, suas modestas fugas, suas promessas vazias não passam de um ciclo interminável de prazer e dor, desejo e depressão. O asceta Nikitas Stithatos disse sabiamente na Philokalia:


"Pois quando você perceber que o resultado da fama, do prazer, da indulgência, da riqueza e da prosperidade não é nada, já que a morte e a decadência os aguardam, você reconhecerá a vaidade flagrante de todas as coisas do mundo e voltará os olhos para a consumação das coisas divinas. Você se apegará às realidades que realmente existem e não podem perecer; e, tornando essas coisas próprias, você se elevará acima da dor e do prazer. " Nikitas Stithatos

Portanto, como aqueles que vivem no mundo, somos chamados a nos separar do mundo e das coisas do mundo. Mas estejamos atentos, pois, assim que nos voltarmos na direção do Cristo, e começarmos a nos distinguir do resto do mundo, seremos testados.


“Muitos são tocados no coração, e muitos se tornam participantes da graça celestial, e são feridos pela paixão divina; mas por causa dos conflitos, lutas, trabalhadores e diversas tentações do diabo que surgem pelo caminho, eles não se sustentam, mas são consumidos por diversos e variados desejos mundanos, porque todo mundo tem alguma coisa mundana que escolhe amar, e não se desapegou de seus afetos..." São Macarius, o Grande

A arma escolhida para alcançar a vitória sobre esse inimigo é o desapego. No grande clássico espiritual, A Escada da Ascensão Divina, São João Clímaco afirma no segundo capítulo sobre desapego:


"O homem que passou a odiar o mundo escapou da tristeza. Mas quem tem apego a qualquer coisa visível ainda não está liberto da dor. Pois como é possível não ficar triste com a perda de algo que amamos?" São João Clímaco
A Carne

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O Diabo

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Hora Santa




Preparação:

Ó amantíssimo Jesus imolado, meu muito querido Salvador, permiti que eu passe, em união bem íntima com o vosso Coração agonizante, a Hora Santa, que reclamaste de vossa fiel serva e vítima, S. Margarida Maria.

Concedei-me, ó adorado Salvador, uma completa participação às vossas incompreensíveis dores e aos sentimentos de compaixão que penetraram a alma de vossa santa Mãe naquela noite de agonia mortal. Para suprir à minha fraqueza, ofereço-vos as preces dessa Mãe Santíssima, de S. Margarida Maria e das almas que mais vos consolaram e que ainda vos consolam neste mistério de dor e amor.

PRIMEIRO QUARTO DE HORA

Minha alma está triste até a morte

Consideremos a grande vítima de amor, Jesus, o Cordeiro imaculado, apresentando-se perante seu Pai, carregado de todas as iniquidades do mundo. Ele se fez pecado por nós, diz S. Paulo; tornou-se a nossa caução; deve pagar a nossa dívida até o último óbolo… Ele, a santidade infinita, acha-se coberto de todas as abominações, maldades, traições…, de todos os atentados, delitos, sacrilégios…, enfim, de todos os crimes que mancharam e mancharão a humanidade inteira…, como se fosse um leproso horrível. Sob este manto de ignomínia, ele prostra-se de joelhos para confessar, no tribunal da justiça divina, todos os pecados dos homens! Não só os confessa um por um, mas sente uma vergonha inexprimível e uma infinita contrição; do fundo do abismo de humilhação e de dor em que está mergulhado, implora o mais humilde perdão… E o pecado, esse limo impuro, de que o nobilíssimo Filho de Deus se sente como que impregnado, enche-o de tal angústia que, caindo prostrado em terra, exclama: Minha alma está triste até a morte!

Ah! imitemos a doce vítima!… Quantas iniquidades em nossa própria vida! Façamos um sério exame de consciência de todo o nosso passado… Recolhamo-nos, suspiremos, oremos.

Confiteor

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado S. Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado S. João Batista, aos santos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e a todos os santos (e a vós, padre), que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, peço e rogo à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado . Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado S. João Batista, aos santos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e a todos os santos (e a vós, padre), que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.

Salmo De Profundis

Do abismo clamei por vós, Senhor; * Senhor ouvi a minha voz. * Prestai vossos ouvidos atentos * à voz da minha oração. Se observardes as iniquidades, Senhor * Senhor, quem subsistirá? Porque em vós está a propiciação, * e por causa de vossa lei esperei em vós, Senhor. Confiou a minha alma na sua palavra; * e a minha alma esperou no Senhor. Do romper da manhã até a noite * espere Israel no Senhor. Porque no Senhor está a misericórdia, * nele é copiosa a redenção. E ele redimirá Israel * de todas as iniquidades. Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso. Entre os esplendores da luz perpétua. E as almas dos fiéis, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Amém.

Pai Nosso…

Ó Jesus, pela aflição mortal a que vos reduziram, em Getsêmani, as nossas iniquidades, fazei com que tenhamos um grande arrependimento de todos os pecados de nossa vida, e tomemos uma resolução enérgica de não mais vos ofender para o futuro.

Perdão por nós, Senhor, perdão por todos os pecadores.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas; e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me, também, por ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente ajudado com os auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Parce, Domine, parce populo tuo.

Quem redemisti pretioso Sanguine tuo.

Oração

Divino Mestre e Salvador nosso! * cheios de confusão nos prostramos em vossa presença, * e, fixando a hóstia onde estais prisioneiros por nosso amor, * sentimos oprimido o coração pelo peso de nossos pecados, * pelos pecados de nossos irmãos * e pelo abandono e desprezo em que vos deixam os próprios cristãos, * as almas vossas prediletas, e as que se consagraram ao vosso serviço! Desde que com tanta condescendência permitis, que, durante esta hora, * os que aqui se acham misturem suas lágrimas com as vossas…, * nós vos louvamos, ó Jesus, por aqueles que vos maldizem…, * rezamos por aqueles que vos esquecem…, * choramos por aqueles que vos abandonaram… * Aceitai, Senhor, o clamor de expiação que um sincero pesar arranca de nossas almas angustiadas.

Sacerdote: Pelos nossos pecados, pelos pecados de nossos parentes, amigos e inimigos:

Povo: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelas infidelidades e sacrilégios,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelas blasfêmias e profanações dos dias santos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos atentados cometidos contra o soberano Pontífice,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelas libertinagens e escândalos públicos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos corruptores da infância e da juventude,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pela sistemática desobediência à Santa Igreja,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos crimes do lar cristão e pelas faltas dos pais e dos filhos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos perturbadores da ordem pública, social e cristã.

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pela covardia dos que devem defender a nossa religião,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelo abuso dos santos Sacramentos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos ataques da imprensa ímpia e maquinações das seitas secretas,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: E sobretudo pelos bons que vacilam e por aqueles que resistem às inspirações da vossa graça,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

SEGUNDO QUARTO DE HORA

Pai, se possível, fazei que se afaste de mim este cálice.

Não somente Jesus se revestiu de nossas ignomínias e as confessou à Majestade divina, mas teve de satisfazê-las em seu Coração, no jardim; em seu corpo, sobre a Cruz. É primeiramente sobre o Coração amantíssimo de seu Filho querido que o Pai vai descarregar as setas de sua ira e exercer os rigores de sua justiça. Consideremos Jesus, o manso cordeiro, atônito ao ver seu Pai irritado. O temor, a aflição, a tristeza apoderam-se de sua alma santa! Começa a ter medo (pavére) à vista dos tormentos que o esperam…, a sentir uma aflição mortal (taedére), causada pela ingratidão dos homens e a inutilidade de sua paixão para tantos…, e a ter o coração dilacerado (moestus esse), por uma tristeza cruel, à vista dos inúmeros pecados que tomou sobre si. E a alma santíssima do Salvador, trêmula, desatinada, implora misericórdia: Pai, se possível, que se afaste de mim este cálice! O seu espírito perturba-se, estremece o corpo, e gotas de suor, misturado de sangue, correm até o chão. Ouçamos o que Nosso Senhor em pessoa contou a S. Margarida Maria, sobre a luta tremenda que ele sofreu em Getsêmani. Compareci, disse ele, diante da Santidade de Deus, a qual, sem consideração à minha inocência, esmagou-me com o seu furor, fazendo-me beber o cálice que continha fel e amargura de indignação, esquecendo-se quase de que era Pai, para me sacrificar à sua justa cólera. Não há criatura, acrescenta Nosso Senhor, que possa compreender a imensidade dos tormentos que sofri então; e é esta dor que a alma criminosa sente quando comparece diante do tribunal da Santidade divina, que pesa sobre ela, e esmaga, oprime e, em seu justo furor, precipita-a ao abismo. Oh! pensemos que devemos, nós também, comparecer diante da Santidade de Deus, preparemo-nos para suportar todo o rigor desse julgamento, pois, se assim se trata a lenha verde, o que será da que estiver seca? Sejamos indulgentes e misericordiosos para com os nossos irmãos… Não julguemos e não seremos julgados; ser-nos-á aplicada a mesma medida que aplicarmos aos outros.

Salmo 50

Compadecei-vos de mim, ó Deus, * segundo a vossa grande misericórdia. E segundo a multidão das vossas comiserações, * apagai a minha iniquidade. Lavai-me cada vez mais da minha iniquidade, * e purificai-me do meu pecado; Porque conheço a minha iniquidade, * e meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra vós só, e fiz mal na vossa presença; * como justo sereis reconhecido ao julgar-me, e fiel às vossas promessas, perdoando-me. Sabeis que eu fui formado na iniquidade * e minha mãe me concebeu no pecado. Vós amais a verdade, * e me tendes revelado os segredos e mistérios da vossa sabedoria. Aspergir-me-eis com o hissopo, e serei purificado; * lavar-me-eis, e me tornarei mais alvo do que a neve. Dar-me-eis a ouvir uma palavra de consolação e alegria, * e exultarão os meus ossos humilhados. Ah! voltai a vossa face dos meus pecados, * e apagai todas as minhas iniquidades. Criai em mim um coração puro, ó meu Deus, * e renovai o espírito de justiça nas minhas entranhas. Não me rejeiteis da vossa face, * nem me retireis o vosso santo espírito. Dai-me a alegria da vossa salvação, * e fortalecei-me com o espírito de força. Aos maus ensinarei os vossos caminhos, * e a vós se hão de converter os ímpios. Livrai-me do sangue que derramei, ó Deus, meu Salvador, * e a minha língua celebrará a vossa justiça. Senhor, vós abrireis os meus lábios, * e a minha boca publicará os vossos louvores. Se quiséreis sacrifício, eu vo-lo ofereceria; * mas com holocaustos não vos comprazeis. O sacrifício que vos agrada, ó meu Deus, é uma alma atribulada por pesares; * não podeis desprezar um coração contrito e humilhado. Senhor, na vossa benevolência espalhai os vosso favores sobre Sião, * a fim de que os muros de Jerusalém sejam edificados. Então aceitareis o sacrifício de justiça, as oblações e holocaustos; * então serão postas sobre o vosso altar vítimas que vos sejam agradáveis.

In te, Domine, speravi: non confundar in aeternum.

Em vós, Senhor, confiei: jamais serei confundido.

Oração

Ó mestre adorável! * fazei baixar o fogo do céu que purifique, perdoe e salve * os milhares de infelizes que vivem sem o vosso santo amor, * preferindo loucamente os bens terrestres e os gozos materiais… * Ó Jesus! o mundo vos despreza e procura rechaçar-vos… * E que faria o mundo sem vós? Permanecei nesta hóstia santa, fechado nesse sacrário, * onde prometestes ficar até a consumação dos séculos! * São muitos os que maldizem o vosso nome e negam o vosso santo Evangelho…, * mas são também muitos os que vos amam, * os que vos querem sempre a seu lado, * nas alegrias e nas horas tristes… E esses mesmos que vos expulsam de seus lares, * de seus corações, * de sua pátria, * dia virá em que hão de reconhecer que só vós dissestes a verdade, * só vos ensinastes a justiça, * só vós prodigalizastes a verdadeira caridade! * e por isso em nome desses ingratos, nós vos pedimos perdão: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração!

Sacerdote: São tantos os que dispendem dinheiro e juventude nas dissipações

mundanas e prazeres que vos ofendem:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que lucram, tolerando os pecados públicos, e traficam na

profanação das consciências e dos sentidos:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os pervertedores de almas, que pelos jornais e pelos livros se

enriquecem, corrompendo seus irmãos:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que exercem a deplorável profissão de excitar vícios e paixões,

por meio de espetáculos onde tudo é permitido:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os fracos que, desatendendo aos reclamos da própria consciência,

cooperam para o escândalo social das modas e teatros:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que, relaxando o seu critério de cristãos, não querem ver mal nenhum no atropelo em que são frustrados os vossos mandamentos:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que, pelos seus encargos e posições, deveriam evitar gravíssimas ofensas, e não o fazem por respeito humano ou por uma condescendência culpável:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

TERCEIRO QUARTO DE HORA

Como! não pudestes velar uma hora comigo?

A santa vítima, completamente inundada de sangue, vai à procura dos consoladores… Ah! o grande Abandonado de Getsêmani estava só a pisar o lagar… Os seus três mais caros, mais íntimos amigos, Pedro, Tiago e João, dormiam a alguma distância!

Quem dirá a dor que sentiu Jesus de semelhante abandono… naquela hora… naquele lugar?… Mas o seu Coração amantíssimo devia passar por todas as dores, confundir-nos com tanta indulgência. Como! não pudestes velar uma hora comigo?. Que delicada censura… seguida de que carinhosa advertência: Velai e orai para não cairdes em tentação!.

Ó Mestre agonizante e sempre tão bom, não permiti que os vossos escolhidos, vossos guardas de honra adormeçam covardemente no posto de amor, onde tão misericordiosamente os colocastes.

Em vosso tabernáculo, bem no jardim das oliveiras, sofreis ainda todos os horrores de uma agonia lenta. As traições aí vos perseguem, a ingratidão dos homens vos faz gemer; aí chorais os nossos crimes; noite e dia os confessais ao vosso Pai celeste… Ó Jesus, dulcíssimo Jesus, que nos convidastes a consolar os vossos divinos abandonos, fazei com que fiquemos vigilantes e corajosos, generosos e inteiramente dedicados ao vosso Sagrado Coração. Ensinai-nos a velar e orar, para não cair em tentação e escapar a todos os perigos do momento atual.

Pelo desamparo do vosso Coração em Getsêmani, tende piedade, ó Jesus, dos corações aflitos, consolai-os, amparai-os, santificai-os na provação. Tende também compaixão de nós, quando chegar a hora tremenda em que tivermos de comparecer diante de vós e ouvir a sentença que nos fará felizes ou infelizes pela eternidade.

Oração pelos agonizantes

Misericordioso Jesus, cheio de amor pelas almas, rogo-vos, pela agonia de vosso santíssimo Coração e pelas dores de vossa Mãe imaculada, purificai com o vosso sangue todos os pecadores do mundo inteiro que estão agora em agonia e que devem morrer hoje. Assim seja.

Coração agonizante de Jesus, tende piedade dos moribundos.

Oração

Ó dulcíssimo Jesus, * tende piedade dos que padecem a mortal angústia do isolamento e do abandono!

Quantas vezes, Mestre querido, * depois de pregar as maravilhas do vosso amor, * depois de fazer prodígios em favor da multidão assombrada, vistes que os homens se afastavam receosos, ou partiam indiferentes…, * deixando-vos sozinho e abandonado, * sem outra testemunha de vossas dores e do vosso amor, senão os anjos do céu! * O vosso Coração experimentava então * as mesmas penas e amarguras que esses deserdados do amor, * órfãos de uma afeição delicada, * errantes no deserto do mundo, * sem uma estrela nas trevas da noite, * sem um lume que lhes aqueça o lar! * No fundo dessas almas surgem os mesmos transes de agonia * que sofrestes na horrível noite da .Quinta-feira Santa.: * temores, repugnâncias, desfalecimentos assaltam-nas, * cada vez com mais furor… * e por fim, se não acudis, * vós, o amigo das almas que sofrem, * elas, desesperadas, chamarão talvez a morte, como libertadora, * ainda que as leve à eterna desgraça!

Apressai-vos, pois, Senhor! * Socorrei essas almas, e dai-nos a todos, * refúgio e companhia em vosso amável Coração.

Sacerdote: Se algum dia nos mandardes esta triste provação, permitindo que os nossos nos abandonem,

Fiéis: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se as moléstias e a morte nos trouxerem o isolamento, quebrando laços que pareciam imperecíveis,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se algum dia nos visitar a pobreza, afugentando os amigos que não se sentem bem com ela,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se tivermos a desgraça de uma desinteligência com os nossos próprios irmãos,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se formos flagelados pela injustiça dos homens, não vos aparteis de nosso lado, Senhor, mas,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se até aqueles a quem muito amamos nos deixarem, ó Jesus, nessa hora de cruel ingratidão,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se aqueles que nos pediram afeto, dedicação e sacrifícios, hoje riem-se de nós e nos odeiam, perdoai-lhes, Senhor, e desculpai as nossas queixas,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se a calúnia e as humilhações salpicarem de lama a nossa fronte, compadecei-vos de nossas almas dilaceradas e, para consolá-las,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: E se para nós chegarem aquelas horas de mortal silêncio, em que a alma se acha inteiramente só, submergida no vácuo do esquecimento e da cruel indiferença,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

ÚLTIMO QUARTO DE HORA

Eis que o Filho do Homem vai se entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos!

Três vezes havia orado, dizendo: Pai, se possível, que se afaste de mim este cálice., acrescentando, porém, logo: .Mas faça-se a vossa vontade, Pai, e não a minha.. Ora, esta santa vontade era que o adorável Agonizante caminhasse para a morte, .porque a morte é a paga do pecado.

– Levantai-vos, disse ele aos apóstolos, e vamos – Onde, amado Mestre e Senhor?

– Ao beijo de Judas, ao pretório, à coluna, ao Calvário, ao patíbulo infame…

E, adiantando-se para a soldadesca inimiga que o vem prender: Quem procurais? diz ele – Jesus de Nazaré – Sou eu!.

Ó grande Guerreiro de amor, ó Lutador magnânimo, que nos convidais a seguir-vos: Eis-nos!.. Os vossos guardas de honra vos farão uma boa escolta; subirão convosco à montanha das dores, que é a .montanha dos amantes.. Eles querem, ó Rei imortal, combater sob vossas ordens o bom combate, vencer o príncipe das trevas, triunfar do mundo, morrer resolutamente a si mesmos para viver inteiramente para vós. .Vamos e morramos com ele. Transportemo-nos em espírito ao Calvário. Adoremos o divino Condenado expirando sobre a cruz; é o Amor morrendo por amor. Ah! não viveremos doravante senão para amá-lo, a ele só! Sim, entreguemo-nos inteiramente a Jesus, e por ele, com ele e nele, a todas as suas divinas vontades. Unamos as nossas fracas imolações à sua incessante imolação nos altares. Ofereçamos ao Coração ferido de Jesus dedicação por dedicação, amor por amor, e entremos, em companhia da Santíssima Virgem, de S. João e de S. Maria Madalena, em sua adorável e suavíssima chaga, para nunca mais deixá-la.

Oração

Ó dulcíssimo Jesus! * que poderemos dar-vos em troca de tanto amor e tantos sofrimentos por nós! * Quem nos dera um coração cheio de amor por vós * como os de vossos apóstolos João e Pedro, ardendo em chamas de zelo como o de S. Paulo * e capaz dos heroísmos do de S. Margarida Maria!

Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus * para que possamos com ele agradecer

devidamente as inefáveis misericórdias do vosso amor!

Sacerdote: Vós que sois a perseverança na fé e a pureza das crianças que comungam,

Fiéis: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o consolo dos pais no lar cristão,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o alívio da multidão que sofre e dos pobres que trabalham,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o bálsamo para todas as feridas,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois a fortaleza dos fracos e a vitória dos que se acham em tentação,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o fervor e a constância dos tíbios,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois sois a luz dos que vacilam e o zelo dos apóstolos,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o centro da vida militante da vossa Igreja,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois, na Eucaristia, a santidade e o paraíso das almas,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

Conclusão

Pai santo, que tanto amastes o mundo, que lhe destes e sacrificastes o vosso Filho único, nós vos bendizemos por essa incompreensível misericórdia! Não podendo fazê-lo dignamente, é pelo Coração de nossa terna e santa Vítima, que vos agradecemos. Depois de ter sido a nossa redenção, ela será ainda a nossa ação de graças!

E vós, ó Salvador, ó Cordeiro, ó nosso Amor imolado, por vos terdes sacrificado para a salvação de vossas pobres criaturas, sede louvado, agradecido, magnificado em todos os séculos dos séculos.

Pelo Coração de Maria, imolado ao pé da cruz, pela voz eloquente de suas lágrimas de mãe e de vítima, nós vos damos graças e vos prometemos, ó Jesus, fugir do pecado, combater nossas inclinações perversas, vencer nossas repugnâncias para o bem e nossos atrativos para o mundo e seus falsos prazeres, repetindo com vossa fiel serva, S. Margarida Maria: O amor divino venceu-me, só dele será meu coração.




https://capelasantoagostinho.com/2020/04/09/hora-santa/

Filme sobre Santa Faustina e a Divina Misericórdia estreia no Brasil em abril




REDAÇÃO CENTRAL, 10 Mar. 20 / 10:30 am (ACI).- “Amor e Misericórdia: Faustina”, filme sobre Santa Faustina Kowalska estreia no Brasil em abril e promete levar aos espectadores, além de emoção, a fé a espiritualidade da “Secretária da Misericórdia”.
A obra de 2019, no formato docudrama, é dirigida por Michal Kondrat e alcançou sucesso de público nos Estados Unidos. Agora, chega ao Brasil, onde será distribuída pela “Lança Filmes”, com divulgação da “Kolbe Arte Produções”, especialista em conteúdo católico.
O filme estará disponível para todas as regiões do Brasil a partir da segunda quinzena de abril, em comemoração da Festa da Misericórdia de 2020,mas sem data ainda divulgada. No último dia 6 de março, foi lançado o trailer com legenda em português.
A obra conta como Santa Faustina Kowlaska foi escolhida por Deus para a missão de levar a mensagem da Divina Misericórdia ao mundo com suas cartas e documentos revelados.
Segundo o autor do filme, ele apresenta o movimento da Divina Misericórdia desde seu nascimento e até o espalhar pelo mundo. Mostra ainda os detalhes de como foi pintada a imagem de Jesus Misericordioso, a pedido do próprio Cristo à Santa Faustina.
No filme, a religiosa é interpretada pela atriz também polonesa Kamila Kaminska, que viveu uma verdadeira experiência de fé com o papel da santa. “Em certo momento, parei de me concentrar em Santa Faustina e comecei a experimentar a presença, o amor e a confiança de Deus”.
Santa Faustina Kowalska
Santa Faustina Kowalska foi uma religiosa polonesa, membro da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. É conhecida como a “secretária da Misericórdia”, pois, por meio de seus escritos, relatou as aparições de Jesus, que prometeu grandes graças e misericordiosas bênçãos.
Teve uma vida envolvida por grandes místicas. A religiosa seguiu perfeitamente a voz de Deus e no convento Jesus apareceu para ela. Essas visões e o diálogo com o próprio Cristo estão escritas em seu “Diário”, além das profecias, a oração do Terço da Misericórdia e a pintura da verdadeira imagem de Jesus, conforme Ele mesmo pediu a ela que fosse feito.
Foi o confessor de Faustina, Pe. Michal Spoocko – segundo ela, escolhido pelo próprio Jesus para esta missão – quem a orientou a que escrevesse todos seus encontros com Cristo, dando origem ao seu “Diário”, que se tornou um dos livros católicos mais vendidos do mundo e sobre o qual se baseia o filme “Amor e Misericórdia”.
Pe. Spoocko e o Papa São João Paulo II foram os grandes divulgadores da mensagem da Divina Misericórdia, após a morte de Faustina. São João Paulo II foi o Papa que deu uma resposta ao pedido que Jesus manifestou para a Santa Faustina Kowalska, “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia” (Diário de Santa Faustina, 49), e em 2000 proclamou a Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo domingo de Páscoa.

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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Coronavírus: conheça quatro santos para invocar contra as epidemias

Coronavírus: conheça quatro santos para invocar contra as ...

1) São SebastiãoSão Sebastiano, natural de Narbonne e cidadão de Milão, na primeira metade do século V era um guarda pretoriano de Diocleciano e realizou intensas atividades caritativas para com os necessitados. Ele é o principal santo padroeiro invocado contra pragas; foi condenado à morte por flechas e milagrosamente sobreviveu aos golpes infligidos por seus companheiros soldados.
Tendo sido cuidado por Santa Irene, ele se apresentou novamente ao imperador, que o matou a pauladas. As feridas causadas pelas flechas em seu corpo são comparadas aos sinais da praga, por isso, as pessoas voltam-se para ele na esperança de se salvarem dela. Mas há outro elo entre as flechas e a praga: a ira divina é comparada às flechas lançadas por um arco e, na Idade Média, a propagação da praga era vista como uma manifestação da ira de Deus. Seu corpo foi enterrado na Via Appia e provavelmente foi transladado mais tarde.


2) São RoqueSão Roque era francês. Nasceu em Montpellier, em uma família rica da grande burguesia mercantil entre 1345 e 1350. Segundo a Tradição, depois que seus pais morreram e doaram toda a sua riqueza aos pobres, ele deixou a França e foi para a Itália, onde a praga e as guerras se intensificaram, com o objetivo de tratar os peregrinos doentes.
Em Piacenza, onde chegou em julho de 1371, enquanto cuidava dos pacientes com peste do Hospital de Santa Maria di Betlemme, ele mesmo foi infectado. Atormentado por um dolorosíssimo bubo (tumor inflamatório causado pela doença) na virilha, ele começou a ser perseguido por outros doentes. Arrastando-se para Sarmato (a 17 km da cidade), São Roque se refugiou em uma caverna para esperar a morte. Foi um cachorro que o salvou. O animal, percebendo sua presença e sofrimento, levou para ele um pedaço de pão todos os dias, até a sua recuperação. Uma vez curado, São Roque não voltou à França, mas retomou sua atividade em favor das vítimas da peste pelas quais ele é lembrado até hoje.


3) Santa Rita de CássiaSanta Rita (Margherita Lotti) nasceu perto da cidade de Cássia, em 1371. Esposa e mãe de dois filhos, em 1406 ela perdeu o marido, que foi assassinado. Logo depois, no entanto, seus dois filhos também morreram, provavelmente de peste, e assim, ficando sozinha, Rita se aproximou cada vez mais de Cristo, sofrendo em oração.
Com cerca de 36 anos, bateu à porta do Mosteiro de Santa Maria Madalena e expressou seu desejo de receber o hábito e viver a Regra de Santo Agostinho, e a professou aos 40 anos, permanecendo no Mosteiro até sua morte.
Imediatamente após morrer, Rita começou a ser venerada como a protetora da praga, provavelmente porque, em vida, a Irmã Rita Lotti havia se dedicado ao tratamento das vítimas da peste, sem nunca contrair a doença. Daí o motivo de se atribuir a ela o título de santa das causas impossíveis.


4) Santo AntãoSanto Antão era um eremita que vivia no deserto. Sua vida, ocorrida por volta do ano 340, sob o imperador Constantino, foi narrada por Anastácio. Ele é frequentemente retratado com um leitão, o que talvez faça referência ao demônio “dobrado e derrotado”. A relação entre Santo Antão e a praga não é clara, mas ele também é invocado, talvez por causa das numerosas renúncias e privações, além da conhecida história de santidade.


Fonte: Churchpop

sábado, 11 de abril de 2020

Como sobreviver ao isolamento? Freiras de clausura ensinam

QUARANTINE

Elas entendem de isolamento como ninguém e dão conselhos para você aproveitar esse momento na “cela” de sua casa

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura de Portugal, um organismo ligado à Conferência Episcopal Portuguesa, publicou, em seu site, 10 conselhos dados pelas carmelitas descalças de Cádiz para quem agora se vê obrigado a ficar em casa por causa do coronavírus e não sabe como sobreviver a essa experiência inédita.
Essas religiosas entendem de isolamento como ninguém e dão dicas baseadas em suas experiências. Os conselhos (escritos em português de Portugal) seguem abaixo:

1
ATITUDE DE LIBERDADE

O mais importante é a atitude com que se vive, a interpretação pessoal que se faz da situação, a consciência de que não se trata de uma derrota. Paradoxalmente, esta pode ser uma oportunidade para descobrir a maior e mais genuína liberdade: a liberdade interior que ninguém pode tirar, e que procede da própria pessoa. Num contexto em que as autoridades “obrigam” a estar em casa, a liberdade consiste na adesão voluntária, sabendo que é por um bem superior. É livre aquele que tem a capacidade de assumir a situação porque quer fazer o correto. Não se está encerrado em casa, antes, optou-se por nela permanecer “livremente”.

2
PAZ ONDE A ALMA SE AMPLIA

Olhe para dentro de si próprio, o espaço mais amplo para a pessoa se expandir e ser feliz está no seu coração. Não são necessários espaços exteriores, mas andar folgadamente no próprio mundo. Dê asas à criatividade, escute as suas próprias inspirações, e encontre a beleza de que é capaz. Talvez ainda não tenha descoberto que da paz da alma brota vida… a vida é criação de mais vida, comunicação de alegria e amor. Quando se acostumar a viver em si, já não quererá sair.

3
NÃO SE DESCUIDE, A PAZ REQUER TRABALHO

Exercite virtudes que requerem concentração e autoconhecimento, essas que normalmente se descuidam quando se está ocupado nos mil e um afazeres “externos”. De como se encara as próprias emoções e pensamentos, da gestão dos sentidos e paixões, depende se se vive no céu ou no inferno. Observe-se e domine-se, porque se se deixar levar pelo medo, pela tristeza ou pela apatia, dificilmente se sairá delas, já que não há muitas evasões. Exerça disciplina sobre o seu coração: quando algum pensamento não lhe fizer bem, rejeite-o. Procure inclinar-se para tudo aquilo que note que lhe dá paz e alegria… a harmonia tem de trabalhar-se.

4
AME

A questão de fogo destes dias será a convivência. Perante a crise causada pela pandemia as pessoas ficam mais suscetíveis e, inclusive, irritáveis. É preciso ser-se muito paciente e usar muito o senso comum. Somos diferentes, cada qual tem uma sensibilidade distinta por múltiplas circunstâncias. Aceite e respeite as opiniões e sentimentos dos outros. É muito normal, quando se está em casa, a tendência para querer controlar tudo… Procure não o fazer, seria causa de muitos conflitos e frustrações. Não dê importância às diferenças, potencie as coisas que unem. O único terreno que realmente lhe pertence é a sua própria pessoa: os seus pensamentos, palavras e emoções; não controle, controle-se. A partir do amor extrairá compreensão e empatia, vontade de dar e agradecimento ao receber. Respeite, acolha a fragilidade, desdramatize, viva e deixe viver.

5
NÃO MATE O TEMPO

Nada poderá criar-lhe uma sensação tão grande de vazio e fastio como passar o tempo inutilmente. É um inimigo gravíssimo que lhe poderá roubar a paz, e até colocá-la em depressão. Faça um plano para estes dias, e tente vivê-lo com disciplina. Descanso e ocupação não são antagónicos, aproveite para descansar realizando atividades que a relaxem ou que estimulem um ânimo positivo. Dê tempo nas coisas simples: que o grão-de-bico se torne tenro, que o assado demore a ficar cozinhado… temos tempo! Mesmo que um guisado lhe leve duas horas, desfrute de o fazer, e empenhe-se em que as coisas que faz, por simples que sejam, tenham valor e uma finalidade. Nada de perder tempo sem sentido, “matar o tempo” é matar a vida.

6
ALARGUE AS SUAS FRONTEIRAS

Quantas vezes se deixou de fazer o que se devia por falta de tempo. Pois bem, agora temo-lo! Esse livro que lhe ofereceram há três anos e que não leu, aquele que ainda não devolveu porque ficou pela metade. Se gosta de música, procure novos artistas, descubra novos géneros. Apetece-lhe uma viagem? Pense num país exótico e aprenda sobre a sua cultura e tradições… temos internet também para isso. Se é pessoa de fé e oração, talvez não saiba o que rezar porque já esgotou tudo o que sabia. Por que não experimenta a liturgia das horas? Descarregue-a no seu telemóvel; procure os escritos de algum santo, seguramente vai encontrar muitas coisas que lhe encherão a alma de novas luzes. Não se conforme com o que conhece e sabe… agora que há oportunidade, abra-se a novidades que lhe acrescentem sabedoria e a encham de alegria.

7
PARA AS MAIS SENSÍVEIS

Nem todos dominam as emoções de igual maneira. Haverá pessoas para quem, pela sua psicologia, lhes custará muito mais este confinamento do que a outras. As emoções não só provêm do interior; também aquilo que se vê, escuta, toca, etc. influencia. Por isso, é preciso ser-se seletivo com aquilo que se recebe do exterior, para evitar entrar em círculos viciosos que envolvam em desespero ou façam perder o controlo. Evite-se, na medida do possível: conversas pessimistas, discussões, más caras, excesso de informação, filmes de terror ou intriga, desordem dentro de casa. Como não há muitas evasões que façam mudar de “chip”, tudo o que entra no cérebro nele permanecerá mais tempo do que o habitual; por isso, é preciso ter cuidado para não se ficar obcecado, ou permitir aninhar uma emotividade negativa no interior. O excesso de ecrãs também é mau porque estimula em demasia e o cérebro, e provoca mais nervosismo. Há que dormir bem, mas em excesso pode causar a sensação de fracasso ou derrota. Um remédio muito bom para canalizar a energia e relaxar é dançar. Ponha boa música e divirta-se a dançar. Nada como rir e divertir-se para reiniciar o sistema interior.

8
NÃO ESTÁ ISOLADA

É importante compreender que não há motivo para se sentir só, pois não se está. O amor e o carinho dos teus continua, mesmo que o contacto físico se tenha distanciado. Esta é uma oportunidade para viver a comunicação a um nível mais profundo, mais íntimo. Fale com quem está em casa com tranquilidade, sem pressas, escute-os até que terminem, deixe que o diálogo faça crescer a confiança e as confidências construam cumplicidade. Diga aquilo que nunca tem tempo de dizer, conte o que sempre quis contar, fale de tudo e de nada, mas com carinho, que é o que chega à alma e nela se aninha. Responda àquela mensagem de Natal que não agradeceu, a carta que a emocionou e à qual estava a preparar uma resposta, àquele “e-mail” de uma velha amizade. Procure palavras com beleza, tente dar expressão aos seus sentimentos mais nobres… Fale com o coração e crie laços muito mais profundos com os seus. Descobrirá que a distância não é ausência.

9
DIA DE REFLEXÃO

Para não se angustiar, também é conveniente procurar momentos de silêncio e solidão. Na organização do tempo para estes dias, inclua espaços de “oxigenação” individual. Quantas pessoas já alguma vez disseram: «Como gostaria de me retirar alguns dias para um mosteiro». Pois bem, a ocasião está aqui, em casa. Habitualmente as pessoas cansam-se por causa da aceleração das suas horas, como se a rotina diária não desse tempo para assimilar o que se vive. Esperamos mudanças substanciais na sociedade, «isto não pode continuar assim». Agora temos esta oportunidade para nos metermos num casulo como a lagarta que se converte em borboleta. Reflita, pense, medite… Que posso mudar em mim para ser melhor depois destes dias?… A separação das coisas que normalmente temos entre mãos ajudará a ver se realmente se está a pôr o acento naquelas que importam, em vez daquelas que podem ser secundarizadas, quais são as insubstituíveis, etc. Um bom discernimento para melhorar fará com que estes dias sejam de muito proveito. Homens e mulheres novos depois desta crise.

10
REZE

Só a oração (que é o vínculo de amizade com Deus) pode sustentar a vida em todas as situações, especialmente nas adversas. Oração, que como diria Santa Teresa, «ainda que a diga à sobremesa, é o principal». Orar é abrir-se a esse “Outro” que pode sustentar-nos quando se precisa de ajuda; mas também quando se está bem, orar é sustentar outros que precisam. É a experiência mais universal do amor. Ore, fale com Deus, as horas passarão sem que se dê conta: fale-lhe de tudo, Ele não se cansa de a escutar, desafogue-se com Ele quando necessitar, e, porque não?, deixe que também Ele se desafogue consigo, é o seu Pai, seu Irmão, seu Amigo. Exercite a sua fé e a sua confiança. Se deixou a relação com Deus no vestido da sua primeira comunhão, volte a experimentá-lo, agora há tempo e serenidade para conversar com Ele. Talvez não acredite porque nunca o experimentou. E se tentar?…