sábado, 25 de junho de 2022

"Eis o Coração que tanto amou os homens" (Nosso Senhor à Santa Margarida Maria).

 O Sagrado Coração de Jesus, Fornalha ardente de Caridade





Dentre todas as faculdades nobres do corpo humano, a mais nobre é o coração, colocado no centro do corpo qual rei no centro de seus domínios. Cercam-no os membros mais importantes, como seus ministros e oficiais, movimentados por ele que, fornecendo-lhes o calor vital de que é reservatório, lhes comunica atividade. 


O coração é a fonte da qual emana com impetuosidade o sangue que se difunde por todas as partes do organismo, regando-o e temperando-lhe o calor. E o sangue, depois de atingir as extremidades do organismo, volta debilitado ao coração para nele se revigorar e readquirir novas forças de vida.


Tudo isso que se diz do coração humano em geral, é verdadeiro também no Coração Adorável de Jesus Cristo. É a parte mais nobre do Corpo do Homem-Deus, unido e hipostaticamente ao Verbo e merece assim o Culto Supremo de Adoração devido unicamente a Deus.


É de suma importância não separar, em nossa veneração, o Coração de Jesus da Divindade do Homem-Deus, à qual está unido por laços indissolúveis. O culto que rendemos ao Seu Coração não se dirige somente a Ele, mas atinge a Adorável Pessoa que O possui e a que Ele Se uniu para sempre.


 

São Pedro Julião Eymard

Padre Pio e Lutero

 

sábado, 30 de outubro de 2021

* Imaculada Conceição de Maria, pelo Cardeal Newman.

 



Maravilhosa reflexão feita pelo Cardeal Newman sobre a Imaculada Conceição.

leia até o fim!

Para quem não o conhece, Newman foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao Catolicismo , posteriormente nomeado cardeal  pelo papa Leão XIII em 1879.

O fato desta reflexão ter vindo de um ex protestante que, na busca da verdade encontrou a Igreja,dá um peso todo especial!

São Excertos do Memorandum sobre a Imaculada Conceição.

I

1. É, para mim, tão difícil penetrar nos sentimentos de uma pessoa que compreende a doutrina da Imaculada Conceição, e ainda assim lhe faz objeção, que me sinto inseguro ao tentar falar sobre o tema. Fui acusado de tê-la sustentado, num dos primeiros livros que escrevi, vinte anos atrás. Por outro lado, este simples fato pode ser um argumento contra algum objetor – por que razão não me pareceu difícil àquela altura, se havia uma real dificuldade em aceitá-la?

2. O objetor não se dá conta de que Eva foi criada, ou nasceu, sem o pecado original? Por que isto não o escandaliza? Sentir-se-ia ele inclinado a adorar Eva naquele seu primeiro estado? Por que, então, a Maria?

3. Ele não crê que São João batista teve a graça de Deus, isto é, foi regenerado, antes mesmo de seu nascimento? O que cremos acerca de Maria senão que a graça lhe foi dada num período um pouco anterior? Tudo o que afirmamos é que a graça foi dada a ela desde o primeiro momento de sua existência.

4. Não afirmamos que ela não deveu sua salvação à morte de seu Filho. Muito pelo contrário, afirmamos que ela, dentre todos os descendentes de Adão, é no sentido mais verdadeiro o fruto e a aquisição de Sua Paixão. Ele fez por ela mais do que por qualquer outra pessoa. Aos outros Ele deu a graça e a regeneração num certo ponto de sua existência terrena; a ela, desde o início.

5. Não tornamos sua natureza diferente das outras. Entretanto, como diz Santo Agostinho, não gostamos de mencionar seu nome no mesmo fôlego que mencionamos pecado, ainda que certamente ela tivesse sido um ser frágil como Eva, sem a graça de Deus. Um dom mais abundante da graça fez dela o que ela foi desde o início. Não foi sua natureza que lhe garantiu a perseverança, mas o excesso da graça que impediu a Natureza de agir como a Natureza jamais agirá. Não há diferença de tipo entre ela e nós, mas uma diferença inconcebível de grau. Ela e nós somos simplesmente salvos pela graça de Cristo.

Logo, sinceramente falando, Eu realmente não vejo qual seja a dificuldade, e gostaria de colocá-lo por escrito com clareza. Quero acrescentar que a afirmação acima não é uma afirmação privada minha. Nunca soube de qualquer católico que tivesse outra visão. Nunca soube de nenhuma outra visão tenha sido proposta por alguém.

II

(1) Depois, era uma doutrina primitiva? Ninguém pode acrescentar algo à revelação. Esta foi dada de uma vez por todas; mas, na medida em que o tempo avança, o que foi dado de uma vez por todas é entendido mais e mais claramente. Os maiores Padres e Santos, neste sentido, estiveram no erro, ou seja, uma vez que a matéria sobre a qual falaram não havia sido examinada, e a Igreja não havia falado, eles não fizeram justiça, em suas expressões, a seus reais significados. Por exemplo, o Credo Atanasiano diz que o Filho é “imenso” (na versão protestante, “incompreensível”). O Bispo Bull, embora defendendo os Padres pré-nicenos, diz que é um prodígio que “quase todos eles deem a impressão de serem ignorantes acerca da invisibilidade e grandeza do Filho de Deus”. Por um momento, porventura, eu penso que eles fossem ignorantes? Não, mas que eles falaram inconsistentemente, porque se opunham a outros erros, e não perceberam o que diziam. Quando surgiu o herético Ário, e eles viram o uso que se fazia de suas afirmações, os Padres se retrataram.

(2) Os grandes Padres do quarto século pareciam, a maioria deles, considerar nosso Senhor ignorante em Sua natureza humana, e que tivesse progredido em conhecimento, como São Lucas parece dizer. Esta doutrina foi anematizada pela Igreja no século seguinte, quando apareceram os Monofisitas.

(3) Da mesma forma, há Padres que parecem negar o pecado original, a punição eterna, etc.

(4) E mais, o famoso símbolo “Consubstancial”, aplicado ao Filho, que se encontra no Credo Niceno, foi condenado por um grande Concílio de Antioquia, com Santos presentes, setenta anos antes. Por quê? Porque aqule Concílio queria dizer outra coisa com aquela palavra.

Agora, quanto à doutrina da Imaculada Conceição, ela estava implícita nos primeiros tempos, e nunca foi negada. Na Idade Média, ela foi negada por Santo Tomás e por São Bernardo, mas eles tomam a frase num sentido diferente daquele que a Igreja agora toma. Eles a entenderam com referência à mãe de Nossa Senhora, e pensaram que ela contradizia o texto, “Em pecado minha mãe me concebeu” – ao passo que nós só falamos de Imaculada Conceição em relação a Maria; e a outra doutrina (à qual, de fato, Santo Tomás e São Bernardo se opuseram) é realmente herética.

III

Como noção primitiva sobre Nossa Bem-Aventurada Senhora, o frequente contraste entre Maria e Eva realmente parece muito forte. É encontrado em São Justino, Santo Irineu e Tertuliano, três dos Padres mais antigos, e em três continentes distintos – Gália, África e Síria. Por exemplo, “o nó formado pela desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; aquilo que a Virgem Eva atou pela incredulidade, a Virgem Maria desatou pela fé”. De novo, “A Virgem Maria tornou-se Advogada (Paráclita) da Virgem Eva, e assim como a humanidade foi submetida à morte através de uma Virgem, através de uma Virgem pode ser salva, sendo o equilíbrio preservado, a desobediência de uma Virgem pela obediência de uma Virgem” (Santo Irineu, Hæer. v. 19). De novo, “Como Eva, tornando-se desobediente, tornou-se a causa de sua própria morte e da de toda a humanidadeassim também Maria, trazendo o Homem predestinado, e ainda Virgem, sendo obediente, tornou-se a CAUSA DE SALVAÇÃO tanto para si mesma como para toda a humanidade”. Novamente, “Eva sendo uma Virgem, e incorrupta, gerou desobediência e morte, mas Maria a Virgem, recebendo fé e alegria quando o Anjo Gabriel a evangelizou, respondeu, ‘Faça-se em mim’”, etc. De novo, “O que Eva fracassou por não crer, Maria crendo encobriu”.

1. Agora, podemos nos recusar a ver que, segundo estes Padres, os mais antigos dos antigos, Maria era uma mulher típica como Eva, que ambas foram dotadas de especiais dons da graça, e que Maria venceu onde Eva fracassou?

2. Ademais, que luz eles lançam sobre a doutrina de Santo Afonso, da qual se faz às vezes um discurso, o das duas escadas. Vê-se que, segundo os mais antigos Padres, Maria desfaz o que Eva havia feito; a humanidade é salva através de uma Virgem, a obediência de Maria torna-se causa de salvação para toda a humanidade. E mais, o modo distinto pelo qual Maria faz isto é enfatizado quando ela é chamada Advogada pelos antigos Padres. A palavra é usada para nosso Senhor e para o Espírito Santo – para nosso Senhor, quando intercede por nós em Sua própria Pessoa; para o Espírito Santo, quando intercede nos Santos. Este é a via branca, enquanto a via especial de nosso Senhor é a via vermelha, isto é, a de seu Sacrifício expiatório.

3. E ainda mais, que luzes estas passagens lançam em dois textos da Escritura. Nossa leitura é: “Ela vos esmagará a cabeça”. Agora, apenas este fato de nossa leitura, “Ela esmagará”, tem algum peso, por que razão não seria nossa leitura a correta? Mas faça a comparação de Escritura com Escritura, e veja como a coisa toda se vincula quando nós a interpretamos. Uma guerra entre a mulher e a serpente é narrada no Gênesis. Quem é a serpente? A Escritura não diz em nenhum lugar até o capítulo doze do Apocalipse. Lá enfim, pela primeira vez, a “Serpente” é interpretada para significar o Espírito Mau. Agora, como ele é apresentado? Ora, novamente pela visão de uma Mulher, inimiga dele – e assim como na primeira visão do Gênesis a Mulher tem uma “descendência”, aqui tem um “Filho”. Podemos ajudar dizendo, então, que a Mulher é Maria no terceiro capítulo de Gênesis? E neste caso, e nossa leitura está correta, a primeira profecia dada contrasta a Segunda Mulher com a Primeira – Maria com Eva, exatamente como São Justino, Santo Irineu e Tertuliano fazem.

4. Além do mais, veja a relação direta disto com a Imaculada Conceição. Houve guerra entre a mulher e a serpente. Isto é mais enfaticamente realizado se ela nada tem nada a ver com o pecado – porque, na medida em que alguém peca, ele tem uma aliança com o Maligno.

IV

Agora quero que seja observado por que razão cito, deste modo, os Padres e a Escritura. Não para provar a doutrina, mas para desvencilhá-la de qualquer monstruosa improbabilidade que poderia tornar uma pessoa escrupulosa em aceitá-la quando a Igreja a declara. Um protestante poderia dizer: “Oh, eu realmente nunca, nunca poderei aceitar tal doutrina das mãos da Igreja, eu preferiria milhares, milhares de vezes constatar que a Igreja falou falsamente a que esta doutrina terrível fosse verdadeira”. Agora, meu bom homem, POR QUÊ? Não caia em tal espantosa agitação, como um cavalo envergonhado de não sabe o quê. Considere o que eu disse. É, de alguma maneira, certamentecertamente contrário à Escritura? É certamente contrário aos primitivos Padres? É certamente idolátrico? Não posso deixar de sorrir na medida em que faço as perguntas. Ou melhor, não deve alguma coisa ser dita a favor dela a partir da razão, da piedade, da antiguidade do texto inspirado? Você pode não ver razão alguma para acreditar na voz da Igreja; você pode não ter ainda chegado à fé nela – mas de que maneira esta doutrina poderia balançarpossa ser de Deus, está além do que sou capaz de compreender. Muitas, muitas doutrinas são mais difíceis do que a Imaculada Conceição. A doutrina do Pecado Original é infinitamente mais difícil. Maria simplesmente não tem esta dificuldade. Não é difícil acreditar que a alma esteja unida à carne sem o pecado original; o grande mistério é que alguns, milhões em milhões, nasceram com ele. Nossa doutrina sobre Maria é tão somente menos difícil que nossa doutrina sobre o estado da humanidade em geral. irracional? É sua fé nela, se você tem fé, ou levá-lo ao mais-ou-menos se você começa a considerar que ela

Digo-o com clareza – pode haver muitas escusas no último dia, boas e más, para não ser católico; uma não posso conceber: “Ó Senhor, a doutrina da Imaculada Conceição era tão prejudicial à Vossa graça, tão inconsistente com Vossa Paixão, tão oposta a Vossas palavras no Gênesis e no Apocalipse, tão diferente do ensinamento dos Vossos primeiros Santos e Mártires, que me deu o direito de rejeitá-la com todos os riscos, e à Vossa Igreja por ensiná-la. É uma doutrina sobre a qual meu juízo privado está plenamente justificado em oposição ao juízo da Igreja. E esta é minha alegação por ter vivido e morrido como protestante”.

Fonte: The Anglo-Catholic

domingo, 5 de setembro de 2021

Testemunho de Priscila Goes

 



Eu fui fruto de um duplo adultério, um plano de aborto foi gerado por isto e muito medo das consequências. Minha mãe e eu fomos vítimas de violência doméstica durante os nove meses de gestação. Quando nasci, fiquei três dias sem encostar nela, pois ela estava com uma espécie de urticária, quando voltamos para a nossa casa, fomos surpreendidas por um arrombamento desta, com o forte barulho, assustei-me muito e desmaiei, minha tia que cuidava de nós tirou-me do berço desmaiada e colocou-me debaixo do chuveiro frio para eu reagir, após isto comecei a ter crises que médico algum conseguia descobrir do que se tratava, até que com 11 meses um desses revelou que se tratava de síndrome traumática por causa das violências sofridas. Ainda criança, fui raptada e abusada sexualmente. Na adolescência sofri bullying por ser uma menina bruta e inconstante, posteriormente, fui diagnosticada com transtorno de humor.

O homem que eu acreditava ser meu pai faleceu e depois de três anos descobri que ele não era meu pai biológico, então conheci o meu verdadeiro pai que não pôde me assumir como filha por conta de sua família e filhos, eles não sabiam da minha existência.
Eu cresci em um bairro periférico na minha cidade, onde a maioria dos usuários de droga moravam, então quando eu dizia que era de tal bairro, as pessoas me olhavam torto e as mães das minhas colegas proibiam-nas de andar comigo e de visitar minha casa.
O tempo foi passando e eu me tornei uma jovem deprimida, chorava todos os dias, e as pessoas costumavam me chamar de “chata”, “insuportável”, então quase não tinha amigos. Eu buscava a figura do meu pai nos rapazes, então as relações nunca davam certo, por causa desta carência. Então, decidi que iria estudar, fui morar na capital e comecei a vender doces na faculdade para poder pagar as contas, quando ocorreu outra espécie de assédio moral, o doce mais vendido era o alfajor, então este era o meu apelido na sala, meus colegas pirraçavam sem dó. Mas não desisti, consegui um estágio e perseverei até me formar. Após isto, meu pai e eu nos reaproximamos, pois ele precisou se hospedar na minha casa por questões de doença, então ele pôde conhecer a minha essência e a reconheceu.
Na faculdade, sempre fui uma boa aluna e ao me formar, continuei como voluntária no estágio, após finalizar a especialização, a instituição me convidou para ensinar em um curso da pós-graduação lato sensu. Neste período, comecei a escrever meu primeiro livro (Caderninho e outros contos) e a dar palestras em outras faculdades. Houve um concurso de melhor trabalho de conclusão de curso, no qual me inscrevi e ganhei o prêmio em primeiro lugar. Comecei a acreditar que Deus tinha planos para mim. Embora ainda sofresse de depressão e tivesse tentado suicídio algumas vezes, continuei perseverando.
No ano seguinte, decidi abrir uma editora, muitas pessoas zombaram de mim, chamando-me de “louca e sonhadora”, mas pesquisei, estudei e abri a editora, publicando o segundo livro, que foi meu TCC “Quarto de despejo: autoficção e o mito do escritor”, que conta a história de Carolina de Jesus, ex catadora de papel. Neste mesmo ano, fui a São Paulo, no museu Afro, conhecer os escritos originais desta escritora. Mais uma vez, pude sentir que Deus tinha planos para mim.
Comecei a divulgar a editora e escritores de Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Salvador... começaram a me contratar para publicar seus livros. Então, as mesmas pessoas que me criticaram, passaram a dizer “Deus puxa seu saco, você está sendo honrada”.
Decidi que faria seleção para mestrado, fiz e passei em 6* lugar. Por questões da depressão, não consegui fazer e precisei ir embora da capital que morava e voltei para o interior onde cresci. Tive uma crise terrível, na qual perdi totalmente a razão, não conseguia raciocinar claramente, várias pessoas da igreja começaram a orar por mim, iam até meu quarto na casa de minha mãe e erguiam a voz em oração, até que eu consegui me reerguer.
Fui convidada para ensinar em outra faculdade, no interior, onde comecei com uma disciplina, no primeiro semestre. No segundo semestre, já estava com duas disciplinas, no terceiro semestre, com as duas e na organização de um projeto de escrita e leitura com mais dois colegas.
Tornei-me autônoma de mim mesma novamente, fui morar sozinha em um apartamento no centro da cidade, comprei meu primeiro carro, continuei editando novos livros, lancei a versão inglesa do meu segundo livro, um terceiro sobre depressão e universidade na modernidade líquida, e meu primeiro romance “O piano e a noite”. Para completar a boa obra, Deus me concedeu o quarto lugar em um Doutorado fora do Brasil, um lar na residência universitária da instituição e meus empregadores manterem meu trabalho de forma remota, para fazer o que mais amo e nasci para fazer: ensinar.

Hoje, olhando para tudo isto, concluo que, sim, Deus tem planos para mim. Eu O digo: Eis-me aqui, Pai, envia-me a mim. Deus chama as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. Deus é Deus de dupla honra! Tão somente creiamos e sejamos fortes e corajosos! “Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis o dobro e tereis perpétua alegria”.(Isaías 61:7).


Retirado de:

https://www.youtube.com/watch?v=B435eLTr-2k

sábado, 14 de agosto de 2021

Conheça um dos exorcistas mais poderosos da história da Igreja


mês do rosário

Bret Thoman, OFS - publicado em 12/08/21

Da mesma região e ordem religiosa do Padre Pio, Pe. Matteo d'Agnone ficou famoso por seus extraordinários carismas de exorcismo e libertação

Muitas pessoas conhecem a vida de São Padre Pio, que viveu e está sepultado em São Giovanni Rotondo, Itália. No entanto, há outro santo capuchinho que viveu na mesma região: o Pe. Matteo d’Agnone.

Pe. Matteo é um sacerdote do século 16 que foi declarado Servo de Deus e sua causa de beatificação está em andamento.

Embora ainda pouco conhecido no mundo, ele tinha numerosos dons espirituais e carismas. Entre eles, destacam-se: o espírito de profecia e discernimento espiritual, a graça da oração profunda e do êxtase, além da caridade para com os pobres e enfermos.

O Pe. Matteo também tinha o carisma de expulsar demônios. Na verdade, ele é considerado um dos exorcistas mais poderosos da história da Igreja. Ao longo de sua vida, estima-se que Pe. Matteo d’Agnone libertou cerca de 650 almas que sofriam de algum grau de influência demoníaca.

Ele nasceu em 30 de novembro de 1563. No Batismo, recebeu o nome de Prospero Lolli. Quando ainda era um adolescente, se envolveu em um incidente no qual um companheiro foi baleado e morto com uma arma de fogo antiga de seu pai. Depois de se refugiar em Nápoles, frequentou a universidade para estudar filosofia e medicina. 

Presente e ligação

Lá, decidiu se tornar um padre franciscano. Escolheu a Ordem dos Capuchinhos, um movimento de reforma concebido cerca de 30 anos antes como uma ordem penitencial e eremita. Seu nome religioso era Matteo (Mateus), que significa “dom de Deus”.

Pouco antes da ordenação, em 1587, revelaram-se seus extraordinários carismas de exorcismo e libertação.

Enquanto os outros padres realizavam um exorcismo, o demônio revelou que não suportava a humildade do Pe. Matteo d’Agnone. Na verdade, assim que o padre se aproximou da mulher, ela foi libertada. 

Após a ordenação, foi para a província capuchinha de Foggia, onde atuou como ministro local e provincial. Ele se distinguiu por sua devoção a Nossa Senhora e seu firme apoio à Assunção de Maria quatro séculos antes de o dogma ser proclamado pelo Papa Pio XII, em 1950. 

Ao longo de sua vida, sofreu inúmeras dores e enfermidades físicas, pelas quais agradecia ao Senhor, oferecendo-as para a salvação de almas.

Morreu no convento de Serracapriola, perto de Foggia, em 31 de outubro de 1616, onde está sepultado.

Devoção contínua

Muitos peregrinos que vão ao seu túmulo em Foggia relatam receber graças e até milagres. 

Notavelmente, aqueles que sofrem de obsessão ou possessão demoníaca relataram curas depois de rezarem pela intercessão do Pe. Matteo.

Embora muitos não compreendam a influência demoníaca e o ministério de exorcismo, a Igreja Católica autoriza o sacramental do exorcismo para aqueles que, aparentemente, podem ser vítimas de possessão demoníaca. 

O Catecismo da Igreja Católica declara o seguinte:

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a acção do Maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus praticou-o – e é d’Ele que a Igreja obtém o poder e encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado «grande exorcismo», só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo. Deve proceder-se a ele com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo tem por fim expulsar os demônios ou libertar do poder diabólico, e isto em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Por isso, antes de se proceder ao exorcismo, é importante ter a certeza de que se trata duma presença diabólica e não duma doença.”

CIC 1673


Conheça um dos exorcistas mais poderosos da história da Igreja 

 


Como rezar o Rosário do Espírito Santo?

 


Mário Scandiuzzi - publicado em 24/05/20

Lembre-se sempre que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade que habita em nosso interior e nos fortalece, nos ilumina e nos dá sabedoria para enfrentar as adversidades

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito, para que permaneça sempre convosco” (João 14, 15-16).

Nesta passagem, Jesus nos deixa uma promessa de que não ficaremos sozinhos se guardarmos seus mandamentos.

A palavra grega Paráclito pode ter dois significados: 1) advogado e defensor; 2) consolador.

Como defensor, não quer dizer que ele vai nos blindar, nos deixar imunes aos nossos problemas, nos deixar livres das tribulações em nossa vida.

O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade que habita em nosso interior e nos fortalece, nos ilumina, nos dá sabedoria para enfrentar as adversidades.

E esse Espírito nos instrui com os 7 dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Eles nos tornam dóceis para praticar as virtudes divinas.

Uma das formas de rezar e pedir pelo Espírito Santo é a oração da Beata Elena Guerra. Nascida no ano de 1835 em Lucca, na Itália, ela cresceu num ambiente de profunda fé. Teve uma profunda experiência com Deus durante uma visita à catacumba dos Mártires em Roma. A partir deste momento decidiu consagrar-se a Deus.

Junto com algumas amigas, iniciou uma associação que depois se transformou na Congregação das Irmãs Oblatas do Espírito Santo. Por meio de cartas, manteve contato com o papa Leão XIII, pedindo que a Igreja desse mais atenção ao Espírito Santo.

Elena Guerra morreu em 1914 e foi beatificada em 1959 declarada como “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”. O carisma profético é a renovação contínua de um “Novo Pentecostes” para renovar a face da terra.

Rosário do Espírito Santo

Ao Espírito Santo por intercessão da Beata Elena Guerra

Ó adorável Espírito de Deus, que foste comunicado à Beata Elena com a abundância dos teus dons e lhe confiou a mensagem do perene renovar-se de teu Pentecoste, pela docilidade e fidelidade à missão a ela confiada, te pedimos de torná-la ainda hoje testemunha do teu amor no escutar a nossa oração por……

Reaviva, ó Deus Consolador, a nossa fé e a nossa esperança a fim que possamos caminhar com serena coragem rumo ao encontro definitivo. Amém.

Beata Elena Guerra, rogai por nós.

Início

Vinde ó Deus em meu auxílio. Socorrei-me sem demora. – Glória ao Pai

Em cada mistério

Pede-se um Dom do Espírito, repete-se 7 vezes: – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo!

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

Os sete Mistérios invocando os sete dons do Espírito

1. Vem, ó Espírito de sabedoria, desapega-nos das coisas da terra e infunde em nós o amor e o gosto pelas coisas do céu. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

2. Vem, Ó Espírito de inteligência, ilumina a nossa mente com a luz da tua eterna verdade e a enriquece de santos pensamentos. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

3. Vem, ó Espírito de conselho, faz-nos dóceis as tuas inspirações e guia-nos na via da salvação. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

4. Vem, ó Espírito de fortaleza, e dá-nos a força, constância e vitória nas batalhas contra os nossos inimigos espirituais. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

5. Vem, ó Espírito de ciência, seja o mestre de nossas almas e ajuda-nos a colocar em prática os seus ensinamentos. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

6. Vem, ó Espírito de piedade, vem habitar nos nossos corações para possuir e santificar todos os nossos afetos. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

7. Vem, ó Espírito de temor de Deus, reina sobre a nossa vontade e faz que sejamos sempre dispostos a sofrer todos os males, antes que pecar. – Pai santo, no nome de Jesus, manda o Teu Espírito para renovar o mundo! (7x)

Conclui-se com:

Ó Maria, que por obra do Espírito santo, concebestes o Salvador, roga por nós!

Invocação a Maria

Ó puríssima virgem Maria, que em tua imaculada conceição, foste constituída pelo Espírito Santo em tabernáculo eleito da Divindade. Roga por nós:

R.: Para que o Paráclito venha logo a renovar a face da terra. Ave Maria…

Ó puríssima virgem Maria, que no mistério da encarnação foste constituída verdadeiramente Mãe de Deus. Roga por nós:

R.: Para que o Paráclito venha logo a renovar a face da terra. Ave Maria…

Ó puríssima virgem Maria que perseverando em oração no cenáculo com os apóstolos, foste Abundantemente inflamada pelo Espírito Santo. Roga por nós:

R.: Para que o Paráclito venha logo a renovar a face da terra. Ave Maria…

Oração final

Venha sobre nós o teu Espírito, Senhor, transforme-nos interiormente com seus dons: criai em nós um novo coração, para que, possamos agradar-te e conformar-nos à tua santa vontade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração  à beata Elena Guerra

Por intercessão da Beata Elena Guerra, Ó adorável Espírito de Deus, que te comunicaste com a beata Elena Guerra com a abundância dos Teus dons, confiaste-lhe a mensagem da eterna renovação do teu Pentecostes, pela suavidade e fidelidade à missão a ela atribuída, suplicamos-Te, de torná-la, ainda hoje, testemunha do Teu amor na defesa da nossa oração para as nossas intenções. Reacende, ó Deus Consolador, a nossa fé e a nossa esperança, para que possamos caminhar com coragem até o encontro definitivo. Amém.


https://pt.aleteia.org/2020/05/24/como-rezar-o-rosario-do-espirito-santo/

Quais são as palavras do ato de contrição?


 

Philip Kosloski - publicado em 13/08/21

Quando o sacerdote diz na confissão: "Diga seu ato de contrição", aqui está a resposta padrão

Depois de confessar seus pecados a um padre, ele inevitavelmente dirá algo como: “Agora você pode dizer seu ato de contrição”.

Esta é uma parte necessária da confissão, pois expressa sua própria “contrição”, ou “arrependimento” por seus pecados.

Catecismo da Igreja Católica oferece uma breve explicação deste aspecto da confissão:

Entre os atos do penitente, a contrição ocupa o primeiro lugar. Ela é «uma dor da alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro» 

CIC 1451

A rigor, não há um único jeito de fazer o ato de contrição.

No entanto, a Igreja oferece algumas opções. Aqui está o padrão no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.

Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Ámen.

Ou você pode simplesmente recitar um versículo da Bíblia.

Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti. Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!

Lc 15, 18; Lc 18,13


https://pt.aleteia.org/2021/08/13/quais-sao-as-palavras-do-ato-de-contricao/?utm_campaign=NL_pt&utm_content=NL_pt&utm_medium=mail&utm_source=daily_newsletter