sábado, 1 de setembro de 2012

"CONSAGRAÇÃO AOS SANTOS ANJOS"


Conhecendo, por uma doce experiência, quanto é eficaz o culto dos Santos Anjos e poderosa a sua proteção, eu..... venho, religiosamente e solícito, para me consagrar ao seu santo serviço. Na presença de Deus, prometo solenemente honrá-los com culto especial e imitar suas virtudes, de que eles me dão o exemplo, perincipalmente sua pureza, sua caridade e sua obediência perfeita. Apraza a todos os espíritos celeste e ainda mais à Maria Santíssima, sua augusta Rainha, abençoar essa minha resolução, que ofereço-lhes do fundo do coração. e alcançar-me da bondade de Deus a graça de perseverar nela enquanto ei viver, para assim merecer o favor de me associar à sua glória, durante toda a eternidade. Amém

Rainha dos Anjos, rogai por nós. 

Todos os Santos Anjos e Arcanjos, rogai por nós...




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"Sobre a vida de Santo Agostinho"


Agostinho nasceu no ano de 354, em Tagaste, África do Norte, filho de Patrício, pagão, batizado na hora da morte, e Mônica, de quem recebeu educação cristã.
Agostinho muda-se para Madaura, cidade vizinha a Tagaste, onde inicia seus estudos de Retórica, quando tem seus primeiros contatos com os clássicos latinos. O jovem estudante vê-se obrigado a retornar à terra natal, no ano de 369, onde por um ano entrega-se à ociosidade. Com a ajuda financeira de um amigo, Agostinho vai, então para Cartago e retoma seus estudos. Aos dezenove anos de idade, lê a obra Hortênsio de Cícero e sente-se atraído pela verdade eterna de que trata o livro. Também por esse período, Agostinho faz uma breve leitura das Sagradas Escrituras, mas estava persuadido “de que devia crer mais naqueles que ensinam do que nos emissores de ordens para crer”. Aos vinte anos, Agostinho, racionalista, inicia seu convívio de nove anos com os maniqueus. Também nesse período estuda um pouco de astrologia. Por volta de 384, Agostinho assume uma cátedra em Milão e passa por uma crise cética. Já não vê encanto algum no maniqueísmo. Interessa-se, então, pelo neoplatonismo, particularmente por Plotino e Porfírio, onde encontra o que buscava naquela fase de sua vida: o desprezo pelas paixões e pelos sentidos. Mas Agostinho ainda não estava satisfeito. A filosofia platônica e neoplatônica, sob muitos aspectos, deixavam muito a desejar. Após ouvir a pregação de Ambrósio, bispo de Milão, Agostinho começa a compreender as Sagradas Escrituras e em 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, é o batizado pelo bispo “responsável” por sua conversão. Pouco depois, Agostinho volta para Tagaste desejoso de fundar uma comunidade religiosa. A caminho, porém, Mônica, sua mãe, vem a falecer, em Óstia. Somente em 388 é que Agostinho segue de Roma para Tagaste e realiza seu desejo, fundando uma comunidade dedicada à oração e contemplação. No ano seguinte, morre seu filho Adeodato.
Agostinho, aclamado pelo povo, é ordenado sacerdote em 391, com o propósito de auxiliar o bispo de Hipona, Valério, que já era avançado em idade e cinco anos mais tarde é sagrado bispo de Hipona.
Agostinho morreria trinta e quatro anos depois, deixando-nos um legado de duzentos e trinta e dois livros, contidos em noventa e três obras, onde se pode beber da sabedoria e santidade deste santo filósofo.


ITEP – Instituto Teológico-Pastoral do Ceará
TIP – TRABALHO INDIVIDUAL DE PESQUISA
ORIENTADOR: Prof. Dr. Jan Gerard Joseph Ter Reegen

"SANTO AGOSTINHO" - Vida

"Sobre Santa Mônica"

domingo, 26 de agosto de 2012

"A QUEM IREMOS"


Jesus acabara de deixa claro aos discípulos que só é seu seguidor de verdade quem consegue se alimentar dele, o pão da vida, assimilando e assumindo seu modo de viver. Uma exigência nada fácil, que convocava a um compromisso de fé para toda a vida.
Os discípulos reclamam das "palavras duras" de Jesus. Mas ele não muda o discurso. Se o Espírito é que dá a vida, mudar o discurso e suavizar sua exigência seria trair a missão que o Pai lhe havia confiado. Seguir Jesus é, no fundo, um ato de fé no Deus que se doa e quer ser alimento para todos. Sem a fé, as exigências de Jesus não serão mais que "palavras duras", impossíveis de seguir.

Os discípulos que abandonam Jesus nos levam a pensar nas opções fundamentais que fazemos na vida. Encontramo-nos com Jesus na oração, alimentamo-nos dele na eucaristia, ouvimos sua palavra... Mas e nosso compromisso com Ele? Estamos realmente reconhecendo o Mestre nos acontecimentos, deixando que sua palavra se faça viva em nós? 

Jesus não fez pesquisa de mercado para saber o que deveria anunciar a fim de conseguir o maior número de seguidores. Não pregou a prosperidade material e individual, mas o árduo compromisso para que, construindo comunidades, seus seguidores continuassem a trazer vida para o mundo.

Uma religião suave, de descompromisso com a vida de quem sofre, não é a religião de Jesus. Podemos até torcer suas palavras e suavizar seu discurso, em busca de uma paz interior, de uma consciência tranquilizada. Mas as palavras de Jesus, autenticamente, continuarão a ser como espada afiada, a exigir de nós um"sim" fundamental de vida, e não um "talvez" ou "quem sabe" de uma religião de comodismo.

A afirmação de Pedro é o reconhecimento fundamental de quem em Jesus se encontra a vida sem fim e de que segui-lo com fé e permitir que seu Espírito continue gerando vida para o mundo. Num mundo faminto de pão e carente de vida, queremos professar que ninguém, além de nosso Mestre, pode saciar nossa fome mais profunda. Afinal, a quem poderíamos ir, senão à fonte da vida?


Meditação do Evangelho de Domingo 26/08/2012 pelo Pe. Paulo Bazaglia, ssp