quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"ORAÇÃO DE DAVI"


Então o rei Davi entrou e ficou diante de Iahweh, e disse: "Quem sou eu, Senhor Iahweh, e qual é a minha casa para que me trouxesses aqui? Mas isso ainda é pouco aos teus olhos, Senhor Iahweh. Tu falaste em favor da casa do teu servo para um futuro distante. Essa é lei do homem, Senhor Iahweh. Que mais poderá ainda dizer-te Davi, pois tu mesmo conheces o teu servo, Senhor Iahweh. Por causa da tua palavra e por isso és grande, Senhor Iahweh: ninguém há com tu, e não existe outro Deus além de ti somente, como ouviram os nossos ouvidos. Como o teu povo Israel, há outro povo na terra a quem um deus tivesse ido resgatar para fazer dele o seu povo, para dar-lhe um nome e realizar em seu favor tão grandes e terríveis coisas, expulsando diante do teu povo, que resgataste do Egito, nações e seus deuses? Estabeleceste o teu povo Israel para que ele seja para sempre os eu povo, e tu, Iahweh, tu te tornaste o seu Deus. Agora, Iahweh Deus, guarda para sempre a palavra que disseste a teu servo e à sua casa, estabelece-a para sempre e age como disseste. O teu nome será exaltado para sempre, e dirão: Iahweh dos Exércitos é Deus sobre Israel. A casa do teu servo Davi subsistirá na tua presença. Porque foste tu, Iahweh dos Exércitos, Deus de Israel, que fizeste esta revelação ao teu servo: Eu te edificarei uma casa. Então o teu servo teve a coragem de te dirigir esta oração. Sim, Senhor Iahweh, és tu que és Deus, as tuas palavras são verdades e tu disseste ao teu servo, para que ele permaneça sempre na tua presença, porque és tu, Senhor Iahweh, que tens falado, e é pela tua benção que a casa do teu servo será abençoada para sempre."


2Samuel 7, 18-29
Bíblia de Jerusalém

"PARA AJUDAR NO EXAME DE CONCIÊNCIA"


1º Mandamento "Amar a Deus sobre todas as coisas" 
►Costumo ser o centro das situações, deixando que meus interesses, pensamentos e atitudes tomem o lugar de Jesus, na minha vida?
►Rejeito, ignoro e considero ultrapassadas as orientações de Deus e da igreja? 
►Desespero-me nas dificuldades, desconfiando da fidelidade e misericórdia de Deus?
►Busco resposta ou consolo no espiritismo (reencarnação), benzedeiras, superstições, esoterismos, feitiçarias, uso de amuletos, tarô, nova era e outras coisas?
►Participo de seitas ou outras crenças, sem levar realmente a sério a igreja Católica, única instituída por Jesus Cristo?
►Valorizo mais o trabalho e me preocupo mais com o dinheiro do que com Deus?
►Contribuo com o dízimo fiel e mensalmente na minha paróquia, ou dou qualquer quantia, por obrigação, deixando de expressar de forma concreta meu reconhecimento pelas graças recebidas?
ATO DE CONTRIÇÃO
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, por Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o inferno. Mas proponho firmemente, comm o auxílio de vossa divina graça, e pela poderosa intercessão de vossa Mãe Santíssima, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas, por vossa infinita misericórdia. Amém.
Paróquia do Mártir São Sebastião - Varginha - MG

domingo, 4 de novembro de 2012

"A VIDA DE SANTIDADE"

Ao falar de santidade, logo nos vêm à mente os santos que a Igreja assim proclamou. Mas a santidade não é algo reservado apenas a algumas pessoas iluminadas. O Vaticano II nos lembra que todo cristão é chamado a ser santo. Jesus, mediante o evangelho das bem-aventuranças, aponta-nos o caminho da santidade e da felicidade. 

Os santos se deixaram fascinar pelas bem-aventuranças proclamadas por Jesus. Não duvidaram em dar sua nota alegre para compor o que alguém definiu como "sinfonia dos loucos". Sim, aos olhos da sociedade secularizada do século XXI, as bem-aventuranças são uma proposta para "loucos". Felizes, diz-nos Jesus, se entenderam minhas propostas e conseguirem vivê-las. Felicidade e santidade andam de mãos dadas. 

A santidade não só é possível, como já é uma realidade presente entre nós, vivenciada por muita gente. Assim, devemos reconhecer que ela é não apenas algo para o futuro pós-morte - há muitas pessoas que vivem o projeto por Jesus e que podem ser consideradas santas. 

Não raro se considera que a busca a santidade quer dizer "fuga do mundo". Muitos pensam que, para se tornar santo, é necessário abandonar as preocupações desta vida e se isolar de tudo o que possa atrapalhar o caminho da espiritualidade. O documento de Aparecida esclarece que, ao participar da missão de Jesus, "o discípulo caminha para a santidade. Vivê-la na missão o conduz ao coração do mundo. Por isso, a santidade não é fuga para o intimismo ou para individualismo religioso, tampouco abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais e políticos da América Latina e do mundo, e muito menos fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual"

O santo não vive isolado por causa do seu jeito diferente de viver, mas vive a diferença no coletivo,  no meio do povo.

Artigo sobre o evangelho deste Domingo 4/11/2012 - Pe. Nilo Luza

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FUNDAMENTOS BÍBLICOS SOBRE REZAR PARA OS MORTOS



doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição: cf. Tobias 12,12;  1,18-20; Mateus 12,32 e 2 Macabeus 12,43-46, e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

Porque os Católicos rezam Pelos Mortos
Porque nós Católicos rezamos pelos mortos? Porque a Bíblia ensina que é santo e salutar o pensamento de rezar pelos mortos.
No 2º livro dos Macabeus, capítulo 12, versículos 43 a 46: “(Judas Macabeu) Tendo feito uma coleta mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição, porque se ele não esperasse que os mortos haviam de ressuscitar, seria coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Ele considerava que aos falecidos na piedade está reservada uma grandíssima recompensa. SANTO E SALUTAR ESSE PENSAMENTO DE ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”.
Por isso, São Paulo, na 2ªEpístola a Timóteo, cap.1, vers.18, assim ora a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.(2 Tm 1,18)
Nota: Comparando os vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers.19 do cap.4º desta mesma Epístola, vê-se que Onesífero já era morto, porque nestes textos, S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere“à casa” e“à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo que o Senhor tenha dele misericórdia.
Mais uma oração pelos mortos: “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepulta-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”.(Tobias 12,12)
Lendo o livro de (Jó 1,18-20) podemos ver que seus filhos foram purificados pelo sacrifício oferecido pelo seu pai. Como duvidaremos de que nossas oferendas pelos mortos lhes proporcionem alívio? Portanto demos nossos sufrágios àqueles que já se foram e por eles ofereçamos nossas preces.
Ler ainda na Bíblia: (1 João 5,16-17) (Eclesiástico 38,16-24) (Tobias 4,18)
Portanto, os católicos rezam pelos mortos, porque, com a Bíblia e toda a tradição, desde os tempos apostólicos, crêem na existência do Purgatório.
Se os mortos não interessam pelos vivos, como se explica que aquele rico nos tormentos do inferno suplicasse a Abraão que enviasse Lázaro a seus cinco irmãos ainda vivos, para convencê-los a mudar de vida e evitar de virem, por sua vez, àquele local de tormento? (Lucas 16,27). Como podia Abraão ignorar o que se passava aqui na terra, visto que sabia terem os vivos Moisés e os profetas, isto é, seus livros, e que seguindo-se escapariam aos tormentos do inferno? Não sabia ele que o rico tinha vivido em delícias e que Lázaro, o pobre, vivera na penúria e sofrimento? Com efeito, disse: “- Filho, lembra-te de que recebestes teus bens em vida, e Lázaro por sua vez os males” (Lucas 16,25). Abraão estava pois a par dos fatos concernentes aos vivos, não aos mortos. Pode ser que estes fatos ele não podia os ter conhecido no momento em que ocorreram, mas após o falecimento dos dois, e sob as indicações do próprio Lázaro.
Condições do relacionamento entre os mortos e os vivos:
Convenhamos pois que os mortos ignoram os acontecimentos daqui da terra, pelo menos no momento mesmo em que eles se realizam. Podem vir a conhecê-los mais tarde, por aqueles que vão ao seu encontro, uma vez mortos. Por certo, não ficam conhecendo tudo, mas somente aquilo que lhes for autorizado de ser revelado e que eles tem necessidade de conhecer.
Os anjos, que velam sobre as coisas desse mundo, podem também lhes revelar alguns pontos julgados convenientes a cada um por aquele que tudo governa. Pois se os anjos não tivessem o poder de estarem presentes na morada dos vivos como na dos mortos, o senhor Jesus não teria dito: “Aconteceu que o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão.” (Lucas 16,22). Eles estão ora na terra ora no céu, visto que foi da terra que levaram aquele homem que Deus quis lhes confiar.
As almas dos mortos podem ainda conhecer, por revelações do Espírito Santo alguns acontecimentos aqui da terra, cujo conhecimento lhes é necessário. Não somente fatos passados ou presentes, mas até futuros. É assim que os homens – não todos – conheceram durante a sua vida mortal, não a totalidade das coisas, mas aquelas que a providencia divina julgava bom lhes revelar.
A sagrada escritura atesta que alguns mortos foram enviados a certas pessoas vivas; e reciprocamente, algumas pessoas foram até a morada dos mortos, assim Paulo foi arrebatado ao paraíso (1 Coríntios 12,2). E o profeta Samuel, após sua morte, apareceu a Saul ainda vivo e lhe predisse o futuro (1 Samuel 28,15-19). É verdade que alguns negam que tenha sido Samuel que apareceu, pois sua alma era refratária a tais procedimentos mágicos, como dizem. Foi conforme julgam, outro espírito, suscetível a essa arte maléfica que se revestiu de imagem semelhante a ele. Ora, o livro do Eclesiástico, atribuído a Jesus ben sirac ( que por causa de certas semelhanças de estilo podia ser mesmo de Salomão), relata-nos em elogio dos patriarcas que “Samuel profetizou mesmo depois de morrer” (Eclesiástico 46,23).
Mas há outro texto que convida a admitir esse envio de mortos aos vivos: a passagem das aparições de Moisés, cujo Deuteronômio nos certifica da morte (Deuteronômio 34,5) e que apareceu vivo, como lemos no evangelho, com Elias que não morreu.(Mateus 17,3).
Como não sabemos exatamente o que acontece depois dessa vida, oramos pelos que morreram confiando na misericórdia do Deus que é Pai dos vivos e dos mortos. Não achamos perda de tempo, como alguns evangélicos dizem, nem inutilidade orar por um falecido porque cremos na comunhão dos santos e sabemos que Deus está em tudo e em todos, inclusive naqueles que já morreram. Nisso discordamos de outras igrejas que não acham necessário orar pelos mortos – ler (Apocalipse 6,9-11)
Há algumas pessoas que dizem que no céu está Jesus Cristo, mais ninguém, pois ele disse: “ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do homem”. Nossa resposta simples é: mas é claro, antes de Jesus as portas do céu estavam fechadas realmente. Ao morrer, desceu à mansão dos mortos e levou para o céu todos os justos. Foi ele mesmo que disse ao bom ladrão: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Portanto, se ao subir ao céu, o Senhor levou o bom ladrão, já não está não mais sozinho. Todos daí para frente participam da glória reservada aos que fazem a vontade de Deus. (Mateus 27, 51-53) fala que neste dia muitos mortos ressuscitaram.

Fonte: “As diferenças entre igreja católica e igrejas evangélicas”
Editora Com Deus – SP
Autor: Jaime Francisco de Moura

PORQUE REZAR PELOS FALECIDOS?



PORQUE REZAR PELOS FALECIDOS?
 Em cada Eucaristia, rezamos por aqueles que morreram com o sinal da fé. Porém, uma data especial é dedicada no calendário para a lembrança de todos os irmãos da chamada Igreja Padecente: 2 de novembro.
Foram os monges beneditinos da Abadia de Cluny, na Franca que, no ano de 998, com o Santo Odilon, começaram a realizar internamente, em seu mosteiro, uma celebração por todos os fiéis defuntos. No ano de 1311, Roma a sancionou oficialmente para toda a Igreja.
Nesse dia, peçamos especialmente pêlos irmãos que estão em seu momento de purificação final para poderem comparecer na presença de Deus – purgatório. Qual seria, porém, o sentido de se rezar pêlos mortos?
É muito simples: a amizade que temos pelas pessoas que amamos não se encerra com a morte destas.
Ao contrário, os laços ampliam-se após sua partida, pois agora elas estão junto a Deus, num outro plano, livres das barreiras inerentes à matéria. Portanto, neste dia, rogamos aos finados e eles intercedem por nós junto a Deus.
O apóstolo Paulo assim diz: “ele será salvo por meio do fogo”, querendo se referir à possibilidade de uma purificação após a morte (cf. 1 Cor 3,15).

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas e para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”.
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação

QUAL O SIGNIFICADO DO DIA DE FINADOS?


Celebrado no dia 2 de Novembro, finados é o dia em que as pessoas cultuam os mortos. Para tanto, visitam os cemitérios, rezam por seus entes queridos que morreram e lembram deles com saudades. O termos "finados" deriva de "finar", que significa falecer, morrer, terminar. 

QUEM INSTITUIU A CELEBRAÇÃO DE FINADOS?

Foi a igreja Católica, no século décimo, com o objetivo de intensificar as orações pelos falecidos e de professar a fé no Deus da vida, que em Jesus venceu a morte (cf. Rm 6, 8-11) e, com a sua segunda e gloriosa vinda, a destruirá para sempre. (cf. 1Cor. 15, 26). 

O QUE OS CRISTÃOS ENTENDEM POR "MORTE"? 

A morte, para os cristãos é o fim da vida vivida neste mundo. Ela separa a alma do corpo: o corpo volta ao pó e mistura-se com a terra, enquanto que a alma vai para Deus. Quando chegar o tempo determinado por Deus (cf. 1Tes 4, 16; Jo 6, 39-40; 44-54; 11, 24-27), alma e corpo voltarão a se juntar para o julgamento final (cf. Mt 25, 31-46).

Padre Cristovam Lubel