terça-feira, 27 de novembro de 2012

"ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS"


Súplica:
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém – (Rezar 3 Ave Maria) – Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Oração Final:
Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado filho a humildade, a caridade, a obediência, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, a castidade, uma santa vida e uma boa morte.
Amém.

domingo, 25 de novembro de 2012

"REINOS INCOMPATÍVEIS"


A preparação do reino de Deus é o eixo central da mensagem da encarnação. A morte de Jesus tem tudo que ver com sua vida, com sua crítica aos valores do reino do mal, presentes no processo político e econômico de sua época, mas também no social e religioso. Sua atenção com os sofredores e sua denúncia das estruturas construídas pelo poder de opressão levam-no à cruz. 

O diálogo de Jesus com Pilatos é dos mais ricos da história da humanidade. Frente a frente, dois impérios: um que usava o poder da opressão e matava ao menor movimento de desobediência; o outro, com poder do lava-pés. São dois reinos, não na velha acepção de um reino para esta vida e outro para depois da morte. Não. Os dois convivem aqui e agora. No reino dos césares, a ganância, a falsidade, a opressão, a prepotência, o lucrar a qualquer preço e acima de tudo. No reino de Cristo, a prática de Jesus, o poder a serviço do fraco, do abandonado, a busca da verdade, a humilde dedicação ao outro. Não podemos entender a nossa vida de sofrimentos como o banco de espera para a outra vida. Seria cruzar os braços diante das injustiças que campeiam ao nosso lado, seria fugir, impotentes ante os poderes do reino do mal. Construir o reino com novos valores é tarefa e responsabilidade que todos recebemos no batismo. É a vocação dos cristãos leigos e leigas. O Vaticano II nos ensina: "Aos leigos compete, por vocação própria, buscar o reino de Deus" (LG 31). Ordenar as coisas segundo Deus significa não só viver segundo os valores do reino, mas buscar sempre que o mundo aprenda com o nosso exemplo. Mais diretamente, o Papa VI afirma que o espaço evangelizador próprio dos cristãos leigos e leigas "é o mundo vasto e complexo da política, da realidade social e econômica, como também da cultura [...], o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento". (EN 70). 

Fazer o tecido humano da sociedade responder aos valores do reino, eis a tarefa dos cristãos leigos e leigas.


Carlos Signorelli - Comnetário sobre o Evangelho deste Domingo 25/11/2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"SOBRE SÃO CLEMENTE"



Clemente foi o quarto Papa da Igreja de Roma, ainda no primeiro século.

Vivia em Roma e foi contemporâneo de São João Evangelista, São Felipe e São Paulo, do segundo era um de seus colaboradores e do último, um discípulo.

Depois, inclusive, Paulo o citou em seus escritos.

A antiga tradição cristã o apresenta como filho do senador Faustino da família Flavia, parente do imperador Domiciano.

Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história, ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida.

Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.

Governou a Igreja por longo período, do ano 88 ao 97, no qual levou avante a evangelização com firmemente centrada nos princípios da doutrina.

Enfrentou as divisões internas que ocorriam.

Foi considerado o autor da célebre Carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam se desligar do comando único da Igreja.

Através da Carta, Clemente I os animou a perseverarem na fé, na caridade ensinada por Cristo e participarem da união com a Igreja.

Restabeleceu o uso da Crisma, seguindo a tradição de São Pedro e instituiu o uso da expressão "Amém" nos ritos religiosos.

Com sua atuação séria e exemplar converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente.

Fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos.

Graças a Domitila muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.

Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia.

A essa altura assumiu como Papa, Evaristo.

Enquanto nas terras do exílio Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra.

Passou a encoraja-los de perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.

A notícia chegou ao novo imperador Trajano que irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses.

Depois, como recebeu a recusa, mandou joga-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço.

Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirologio Romano.

O corpo do Santo Papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao Papa Adriano II.

Em seguida numa comovente solenidade conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada à ele.

Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada à São Clemente I.

A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

São Clemente I, rogai por nós!

"ORAÇÕES DE SANTA IRMÃ FAUSTINA"


"Amor Eterno, chama pura, ardei sem cessar no meu coração e divinizai todo o meu
ser de acordo com a Vossa eterna predileção, pela qual me chamastes à existência
e convocastes à participação na Vossa felicidade eterna" (Diário, 1523).

"Ó Deus misericordioso, que não nos desprezais, mas nos cumulais sem cessar com as Vossas graças! Vós nos tornais dignos do Vosso Reino e, em Vossa bondade, preencheis com homens os lugares deixados pelos anjos ingratos. Ó Deus de grande misericórdia, que afastastes o Vosso santo olhar dos anjos revoltados e o voltastes para o homem contrito,  seja dada honra e glória à Vossa insondável misericórdia" (Diário, 1339).

"Ó Jesus estendido na cruz, suplico-Vos, concedei-me a graça de sempre, em toda parte e em tudo cumprir fielmente a Santíssima vontade de Vosso Pai. E, quando essa vontade de Deus me parecer penosa e difícil de cumprir, então suplico-Vos, Jesus, que das Vossas Chagas desça para mim força e vigor, e que a minha boca repita: Seja feita
a Vossa vontade, Senhor.  (...) Jesus cheio de compaixão, concedei-me a graça de me esquecer de mim mesma, a fim de viver inteiramente para as almas, ajudando-Vos na obra da salvação, segundo a santíssima vontade de Vosso Pai..." (Diário, 1265).

"Desejo transformar-me toda em Vossa misericórdia, para tornar-me o Vosso reflexo vivo, ó meu Senhor! Que a Vossa misericórdia, que é insondável e de todos os atributos de Deus o mais sublime, se derrame do meu coração e da minha alma sobre o próximo.
Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos, de modo que eu jamais suspeite nem julgue as pessoas pela aparência externa, mas perceba a beleza interior dos outros e possa ajudá-los.
Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos, de modo que eu esteja atenta às necessidades dos meus irmãos e não me permitais permanecer indiferente diante de suas dores e lágrimas.
Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa, de modo que eu nunca fale mal dos meus irmãos; que eu tenha para cada um deles uma palavra de conforto e de perdão.
Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e transbordantes de boas obras, nem se cansem jamais de fazer o bem aos outros, enquanto, aceite para mim as tarefas mais difíceis e penosas.
Ajudai-me, Senhor, para que sejam misericordiosos também os meus pés, para que levem sem descanso ajuda aos meus irmãos, vencendo a fadiga e o cansaço (...)
Ajudai-me, Senhor, para que o meu coração seja misericordioso e se torne sensível
a todos os sofrimentos do próximo. (...)
Ó meu Jesus, transformai-me em Vós, porque Vós tudo podeis" (Diário, 163).

"Rei de Misericórdia, guiai a minha alma" (Diário, 3).

"Ó Jesus, Deus eterno, agradeço-Vos pelas Vossas inúmeras graças e benefícios.
Que cada batida do meu coração seja um novo hino de ação de graças para Convosco,
ó Deus! Que cada gota do meu sangue circule por Vós, Senhor. A minha alma é um só hino de adoração da Vossa misericórdia. Amo-Vos, Deus, por Vós mesmo" (Diário, 1794).

"Ó Jesus, desejo viver o momento presente, viver como se este dia fosse o último da minha vida: aproveitar cuidadosamente cada momento para a maior glória de Deus; fazer uso de cada circunstância, de tal maneira, que a alma possa tirar proveito. Olhar para tudo do ponto de vista de que nada suceda sem a Vontade de Deus. Deus de insondável misericórdia, envolvei o mundo todo e derramai-Vos sobre nós, pelo compassivo Coração de Jesus" (Diário, 1183).

"Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje a Humanidade toda clama do abismo da sua miséria à Vossa misericórdia, à Vossa compaixão, ó Deus,
e clama com a potente voz da sua miséria. Ó Deus clemente, não rejeiteis a oração dos exilados desta Terra. Ó Senhor, bondade inconcebível, que conheceis profundamente a nossa miséria e sabeis que, com nossas próprias forças, não temos condições de nos elevar até Vós, por isso Vos suplicamos: adiantai-Vos ao nosso pedido com a Vossa graça e aumentai em nós sem cessar a Vossa misericórdia, a fim de que possamos cumprir fielmente a Vossa santa vontade durante toda a nossa vida e na hora da morte. Que o poder da Vossa misericórdia nos defenda dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para que aguardemos com confiança, como Vossos filhos, a Vossa vinda última, dia que somente Vós conheceis..." (Diário, 1570).


 

 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"SOBRE A PACIÊNCIA"


Senhor Jesus, desde que passaste por este mundo tendo a paciência
como vestimenta e distintivo, ela é a rainha das virtudes e a pérola
mais preciosa de tua coroa.
Dá-me a graça de aceitar com paz a essencial gratuidade de Deus, o caminho desconcertante da Graça e as emergências imprevisíveis da Natureza.
Aceito com paz a marcha lenta e ziguezagueante da oração, e o fato de que o caminho para a santidade seja tão longo e difícil.
Aceito com paz as contrariedades da vida e as incompreensões de meus irmãos, as enfermidades, a própria morte e a lei da
insignificância humana; quer dizer, que após a minha morte tudo seguirá igual como se nada tivesse acontecido.
Aceito com paz o fato de querer tanto e poder tão pouco e que, com grandes esforços, hei de conseguir pequenos resultados.
Aceito com paz a lei do pecado, isto é: faço o que não quero e deixo de fazer aquilo que eu gostaria de fazer.
Deixo em paz, em tuas mãos, o que deveria ser e não fui, o que
deveria ter feito e não fiz.
Aceito com paz toda a impotência humana que me envolve e me
limita.
Aceito com paz as leis de precariedade e da transitoriedade, a lei da mediocridade e do fracasso, a lei da solidão e da morte.
Em troca de toda esta entrega, dá-me a Tua Paz, Senhor.

Texto de Ignacio Larrañga

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"São Roque e Companheiros"




Com alegria celebramos a santidade destes Jesuítas que deram a vida pela fé, amor e esperança em Jesus Cristo, são eles: Roque González e seus companheiros Afonso Rodríguez e João del Castillo.

Roque González nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, e estudou com os Padres Jesuítas, que muito ajudaram-no a desenvolver seus dotes humanos e espirituais.

O coração de Roque González sempre se compadeceu com a realidade dos indígenas oprimidos, por isso ao se formar e ser ordenado Sacerdote do Senhor, aos 22 anos de idade, foi logo trabalhar como padre diocesano numa aldeia carente. São Roque, sempre obediente à vontade do Pai do Céu, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, com 33 anos, e acompanhado com outros ousados missionários, aceitou a missão de pacificar terríveis indígenas.

São Roque González fez de tudo para ganhar a todos para Cristo, portanto aprendeu além das línguas indígenas, aprofundou-se em técnicas agrícolas, manejo dos bois e vários outros costumes da terra. Os Jesuítas - bem ao contrário do que muitos contam de forma injusta - tinham como meta a salvação das almas, mas também a promoção humana, a qual era e é a consequência lógica de toda completa evangelização.

Certa vez numa dessas reduções que levavam os indígenas para a vida em aldeias bem estruturadas e protegidas dos
colonizadores, Roque González com seus companheiros foram atacados, dilacerados e martirizados por índios ferozes fechados ao Evangelho e submissos a um feiticeiro, que matou o corpo mas não a alma destes que, desde 1628, estão na Glória Celeste.

Em 1988, o Papa João Paulo II canonizou os três primeiros mártires sul-americanos: São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João del Castillo.

São Roque González e companheiros mártires, rogai por nós!