domingo, 23 de junho de 2013

Oração da Jornada Mundial da Juventude

Ó Pai, enviaste o teu Filho eterno para salvar o mundo e escolhestes homens e mulheres para que, por ele, com ele e nele,proclamassem a boa-nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no terceiro milênio.
Ó Cristo, redentor da humanidade, tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em tua oferta pascal,nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro Filial com o Pai. Os jovens que se alimentam da eucaristia, te ouvem na Palavra e te encontram no irmão, necessitam de tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, com esplendor da tua verdade e com fogo do teu amor, envia a tua luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo. Amém

São José Cafasso

São José Cafasso - Dia 23 de junho

O santo de hoje nasceu em Castelnuevo, Itália, no ano de 1811, onde também nasceu o grande São João Bosco. José Cafasso, desde criança, sentiu-se chamado ao sacerdócio, que foi se tornando cada vez mais forte no decorrer de sua vida com Deus.

Assim, entrou para a formação sacerdotal e se tornou padre aos 23 anos, destacando-se no meio de tantos por seu amor aos pobres e zelo pela salvação das almas. Depois de comprovado e dedicado trabalho na Igreja de São Francisco em Turim, José assumiu, com toda sua bagagem de pregador, confessor e iluminado diretor espiritual, a função de reitor e formador de novos sacerdotes.

Dom Bosco foi um dos vocacionados que desfrutou das formações e aconselhamentos deste santo, pois como um sacerdote sintonizado ao coração do Cristo Pastor, sabia muito bem colocar sua cultura eclesiástica, dons e carismas a serviço da salvação do próximo.

Dentre tantos ofícios assumidos por este homem incansável, que foi para o Céu em 1860, despontou José Cafasso na evangelização dos condenados à forca, tanto assim que ficou conhecido com o “Santo da Forca”.


Fonte: Facebook

sábado, 22 de junho de 2013

Viver com simplicidade



Num dos versículos da segunda carta aos Coríntios proclamada na liturgia de ontem líamos: “E quando, estando entre vós, tive alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindo da Macedônia supriram minhas necessidades. Em todas as circunstâncias, cuidei e cuidarei de não ser pesado a vós”(2Cor 11, 9). Paulo se contenta com o mínimo e não deseja ser peso para seus ouvintes que, ao que parece, não estão muito dispostos a serem generosos em seus dons. Paulo leva uma vida digna e frugal, simples, modesta. No trecho do Sermão da Montanha Jesus faz uma séria advertência: “Não junteis tesouros aqui na terra onde a traça e ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam”. Estamos diante do desejo desmedido de ganhar e guardar. Vivemos uma sociedade da competição e do lucro, da complicação da vida por causa da competição e do desejo do ter.

Muito se tem escrito e refletido sobre a necessidade de reduzir nossas exigências e desejos materiais. Vivemos num processo de complicação da vida. Se tivermos coragem será possível viver com maior simplicidade, mesmo nas grandes cidades. Compramos muito. Compramos roupas demais, bebidas demais, coisas demais. As coisas perdem sua validade. Consumimos. Não temos tempo de apreciar o perfume de um vinho, porque temos a adega cheia de garrafas. Não “curtimos” as pessoas porque o face-book está lotado de mensagens. Respondemos sem colocar afeto nas palavras que formulamos, sem “degustar” a riqueza do outro. Perdemo-nos em detalhes completamente dispensáveis e perdermos a visão do conjunto, porque “queremos” demais. Exigimos coisas das quais nem nos lembramos posteriormente. As pessoas precisam ir além do ter e da competição. Precisam apreciar um por-de-sol, uma paisagem bonita pela paisagem, um rio pela beleza do rio. Não podemos querer comprar o terreno para construir uma casa para nós, para nós…para nós…

Liberdade, poesia, busca do Absoluto, tentar descobrir o tesouro do evangelho escondido no campo ou buscar a pérola preciosa que não se compra com dinheiro, nem com poder ou prestígio. “Porque onde está o teu tesouro, aí está o teu coração”.T

Tribulações e esperanças do ministério

Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila, para que esse incomparável poder seja de Deus e não de nós. Somos atribulados por todos os lados, mas não esmagados; postos em extrema dificuldade, mas não vencidos pelos impasses; perseguidos, mas não abandonados; prostrados por terra, mas não aniquilados. Incessantemente e por toda a parte trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Com efeito, nós, embora, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, a fim de que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa carne mortal. Assim a morte trabalha em nós; a vida, porém, em vós.
Por conseguinte, tendo o mesmo espírito de fé a respeito do qual está escrito: Acreditei, por isso falei, cremos também nós, e por isso falamos. Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus ressuscitará também a nós cm Jesus e nos porá ao lado dele, juntamente convosco. E tudo isso se realiza em vosso favor, para que a graça, multiplicando-se entre muitos, faça transbordar a ação de graças para a glória de Deus.
Por isto não nos deixamos abater. Pelo contrário, embora em nós, o homem exterior vá caminhando para a sua ruína, o homem interior se renova dia a dia. Pois nossas tribulações momentâneas são leves em relação ao peso eterno de glória que elas nos preparam até o excesso. Não olhamos para as coisas que se vêem, mas para as que não se vêem; pois o que se vê é transitório , mas o que não se vê é eterno.

2 Coríntios 4, 7-18 - Bíblia de Jerusalém

sexta-feira, 21 de junho de 2013

São Luiz Gonzaga

Parece incrível, mas o nascimento do santo que celebramos dia 21 de Junho foi saudado com numerosos disparos de artilharia, na manhã de 9 de Março de 1568. Luiz era, de fato, o primeiro filho que assegurava a descendência do Marquês Ferrante Gonzaga, rico e nobre senhor de Mântua, Itália. Os parentes achavam que o garoto deveria seguir a carreira militar como seu pai. Por isso, ele foi enviado à Corte de Florença para aprimorar sua educação.
Ali, não foram as armas e as mordomias que chamaram a atenção do jovem Luiz, mas a corrupção da Corte. Luiz Gonzaga a ela consagrando-se a Deus pelo voto da castidade.
Finalmente foi enviado para a corte mais faustosa do mundo, do Imperador da Espanha, como pajem do primogênito do rei Filipe II. Quando Luiz voltou, seu pai notou que o filho não era mais o mesmo. Luiz foi percebendo, dia após dia, que o luxo e a riqueza eram "vaidade das vaidades". Queria investir sua vida e seus dons em algo mais significativo e duradouro. Em carta, escreveu que "não convém que nos julguemos grandes por causa do nosso nascimento. Também os príncipes são cinzas como os pobres: são talvez cinzas até piores.
Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Renunciou à sua herança e foi estudar no colégio dos jesuítas, em Roma. Ali, sua humildade, mortificação, pureza e mais que tudo, sua intensa vida espiritual e moral, surpreendeu seu diretor espiritual, São Roberto Belarmino. Um dia, um colega lhe perguntou durante o recreio: "O que você faria se soubesse que daqui a pouco morreria? "Continuaria brincando", respondeu Luiz seguramente. Como vivia sempre fazendo a vontade de Deus, sentia-se pronta para ser chamado a qualquer hora.
Quando, em 1590, a peste atingiu Roma, Luiz, com seus colegas, fez o melhor para dar assistência aos milhares de empestados. Contudo, um ano depois, também Luiz morreu devido a peste a ao esgotamento. Tinha 23 anos de idade. Sua dedicação ao pobres e doentes, sua vida casta e sua vida interior fizeram dele um dos modelos mais perfeitos da juventude.
Luiz Gonzaga foi beatificado 14 anos após a morte, estando ainda viva a sua mãe! São Luiz é patrono da juventude e o seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Frei Jorge Hartmann - OFM

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Até onde Deus já entrou na minha vida?

Muitos de nós ouvimos quase que diariamente leituras, passagens, frases biblicas ou comentários que nos revela Jesus Cristo. Mas será que realmente temos esta intimidade com Jesus Cristo? Até onde você conhece Jesus Cristo, até onde você deixou Ele entrar em sua vida. É possível uma frase Dele dita, lida ou ouvida capaz de mudar o seu dia?
E notável que muitas pessoas que vivem o dia-a-dia da igreja, ainda não tiveram o verdadeiro encontro com Ele, ainda não se entregaram e muito menos depositaram sua confiança totalmente Nele.
Outro dia estava na capela de uma igreja rezando quando fui obrigado a parar de rezar por ouvir ao meu lado comentários frios não condizentes com a situação, ou seja, estava na capela em silêncio e uma Ministra da Eucaristia começou a conversar com tom de voz normal de como se estivesse na rua.
Temos outro clássico exemplo da vida de Pedro que caminhava com Jesus Cristo, porém só mais tarde teve seu coração e sua vida transformada por Ele. Pedro convivia com Cristo diariamente mais ainda não tinha tido o encontro profundo com Ele.
Sem contar que hoje nos é oferecido um Deus que resolve tudo, um Deus que é moldado de acordo com nossas situações e exigências como se suas curas, bençãos, milagres estivessem expostos em uma prateleira e fossem acessíveis a qualquer hora, de qualquer jeito e em qualquer lugar.
Banalizamos muito os valores da igreja, os sacramentos, a importância da Santa Missa. Não mais representamos Cristo como Ele quer que o façamos; talvez o interesse por coisas passageiras seja mais interessante do que passarmos momentos inesquecíveis com Ele; já que muitos de nos pensamos que tudo começa e termina aqui!
Desejo ardentemente que você encontre Jesus Cristo de uma maneira plena e cheia do Espirito Santo, que minutos do seu dia-a-dia com Ele seja mais importante do que qualquer outra coisa. E que voce queira verdadeiramente este encontro com Ele para que a sua vida seja transformada.

"COM O CORAÇÃO SE PEDE. COM O CORAÇÃO SE PROCURA. COM O CORAÇÃO SE BATE, E É COM O CORAÇÃO QUE A PORTA SE ABRE" Santo Agostinho.

 FONTE: Filhos Espirituais de Pe. Pio

O descortinar do mistério divino

 Em seguida aconselhado a voltar a mim mesmo, recolhi-me ao coração,
conduzido por Vós. Pude fazê-lo, porque Vos tornastes meu auxílio.
Entrei, e, com aquela vista da minha alma, vi, acima dos meus olhos interiores e acima do meu espírito, a Luz imutável. Esta não era o brilho vulgar que é visível a todo o homem, nem era do mesmo gênero, embora fosse maior. Era como se brilhasse muito mais clara e abrangesse tudo com a sua grandeza. Não era nada disto, mas outra coisa, outra coisa muito diferente de todas estas.
Essa Luz não permanecia sobre o meu espírito como o azeite em cima da água, ou como o céu sobre a terra, mas muito mais elevada, pois Ela própria me criou e eu sou-lhe inferior, porque fui criado por Ela.
Quem conhece a Verdade conhece a Luz Imutável, e quem a conhece conhece a Eternidade. O Amor conhece-a! Ó Verdade eterna, Amor verdadeiro, Eternidade adorável! Vós sois o meu Deus! Por Vós suspiro noite e dia. Quando pela primeira vez Vos conheci, erguestes-me para que aprendesse a existência d'Aquele que era objeto do meu olhar. Mas eu ainda não era capaz de ver! Deslumbrastes a fraqueza da minha íris,
brilhando com veemência sobre mim. Tremi com amor e horror. Pareceu-me estar longe de Vós numa região desconhecida, como se ouvisse a vossa voz lá do alto: "Sou o pão dos fortes; cresce e comer-Me-ás. Não Me transformarás em ti como ao alimento da tua carne, mas mudar-te-ás em Mim". At 17,28  Rom 1,25.
Assim sucede na Eucaristia. Porém a frase refere-se à Sabedoria Divina. Conheci que, "por causa da iniqüidade, castigastes o homem e secastes a minha alma como teia de aranha". E disse:
"Porventura não existe a verdade, pelo fato de não estar espalhada por espaços finitos nem infinitos?"
Vós respondestes-me de longe: "Sim, Eu sou o que Sou". E ouvi como se ouve no coração, sem ter motivo algum para duvidar. Mais facilmente duvidaria da minha vida do que da existência da Verdade, cujo conhecimento se apreende por meio das coisas criadas.

SANTO AGOSTINHO - Os Pensadores