domingo, 8 de setembro de 2013
INFormação Católica: Carta de um homossexual ao Papa
INFormação Católica: Carta de um homossexual ao Papa: É preciso ir às periferias do mundo gay Quando o Papa Francisco falou no avião sobre o lobby gay, suas palavras foram acolhidas com p...
Por um amor maior
Nesta liturgia, Jesus nos desafia a segui-lo, deixando de lado tudo o que não condiz com seu projeto. Decidir-se a caminhar com ele significa discernir e escolher, com sabedoria, os valores que fazem nascer a nova sociedade. Atentos à proposta do Senhor, somos chamados a estabelecer e assumir prioridades, colaborando para a construção do reino de Deus.
Podem aparecer duras as palavras de Jesus no evangelho de hoje. Jesus estaria menosprezando as relações familiares e o amor pelos pais, pelo marido ou esposa, pelos filhos ou irmãos? Certamente não. Ele está chamando a atenção para um amor maior, absoluto, que não decepciona e é o único capaz de preencher plenamente o vazio do coração humano.
Suas palavras querem dizer que somente quem transformou pelo encontro com ele é que pode ser seu discípulo. Ou seja, somente quem relativiza as relações, mesmo as relações, mesmo as relações familiares mais íntimas, pode assumir na própria vida a mesma missão de Jesus: a cruz, a doação incondicional até o fim, sem meios-termos.
Seguir a Jesus, além disso, não é um ato mágico, automático ou impensado. O seguimento é como uma construção ou ma luta: envolve riscos e requer esforço, preparação e sensatez. Não porque sejamos autossuficientes, mas porque as escolhas que fazemos na vida são responsabilidade nossa e não de Deus.
Ser cristão é algo exigente, pois cristão é quem se transforma continuamente pelo encontro pessoal com Jesus, é quem aprende com a vida do Mestre,o qual assumiu até o fim a missão do Pai, num caminho de doação e conflito até a morte de cruz.
O caminho da renúncia a tudo, até a própria vida, é o caminho que Jesus deixa aberto diante dos discípulos. E não são nada teóricas as palavras do Mestre, se considerarmos o amor que ele demonstrou por todos, também pelos que a ele se opuseram. Um amor maior, sem limites, que contemplou sua família de sangue, mas não ficou limitado a ela.
Somente o amor maior de Jesus nos torna cristãos. Neste amor, todo relacionamento ganha novo sentido: não de posse, cobrança ou mesquinhez, mas de doação, gratuidade e desprendimento.
Pe. Paulo Bazaglia, ssp sobre o evangelho deste domingo 08/09/2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O adorável lado aberto do Senhor
Por Frei Almir R. Guimarães, OFM
Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois do outro, que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo depois saiu água e sangue. Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz: Não quebrarão nenhum de seus ossos. E outra Escritura ainda diz: Olharão para aquele que traspassaram (Jo 19, 32-37).
A cena realmente chama atenção. Jesus já estava morto, tendo exalado o último suspiro (Jo 19,30). Por que o interesse do evangelista em continuar a narração? Jesus estava morto. Era um cadáver a ser retirado do patíbulo. O olhar da fé, no entanto, continua sua contemplação e perquirição. Aí está o mistério do corpo de Jesus, inseparável de sua pessoa e de sua obra. A obra de Jesus já havia revelado desígnios insondáveis. Com o toque da lança haver-se-ia de descobrir a interioridade de seu corpo. Um corpo cujos ossos não foram quebrados, como um verdadeiro cordeiro pascal. Um corpo do qual emana aquilo que tinha sido o motor interno de toda a sua vida: sangue e água.
O sangue, para a Escritura, representa a vida (cf. Gn 9,3-6). Desta maneira, o sangue de Jesus que mana do lado aberto é sua vida plenamente doada até o final, mostrando que tudo se havia cumprido e que, desta forma, no alto da cruz, atrairia todos a si (Jo 12,32). Também brota a água do Espírito que o Senhor dá aos seus, o mais excelente de seus dons, através do qual os discípulos continuarão sua vida em Cristo. Na força do Espírito passarão a glorificar o Pai, depois do desaparecimento de Jesus. Belíssimos dons do sangue e da água.
Para captar o alcance destas imagens, importante levar em conta as duas citações bíblicas. A primeira alude ao Cordeiro Pascal, dando a entender que Jesus é o verdadeiro Cordeiro Pascal, imolado, que salva os homens do pecado numa nova páscoa. A segunda remete para Zacarias. Ao ser sido traspassado, Jesus se manifesta como verdadeiro Messias, cuja morte vinha já prefigurada em diversos textos do Novo Testamento. A figura do Messias aproxima-se daquela do Servo de Javé que, entregando sua vida a Deus, manifesta e revela o Amor de Deus. Por meio de Cristo, mediador, esse amor se derrama sobre o povo. Esse Jesus que se acerca de Deus passa pelo momento da entrega sacrifical da vida. Paradoxalmente de sua morte brota a vida, pela efusão do Espírito que mana do coração dilacerado.
O versículo 37 transcreve Zacarias 12,10. Trata-se de um olhar de fé. Esse olhar alimenta a fé. Olhar que contempla o mistério do amor e da redenção. Olhando, reconhecemos o amor que verte sangue. Pode-se considerar a fé como um saber olhar. Bento XVI, na mensagem da quaresma de 2007, intitulada "Hão-de olhar para aquele que trespassaram", escreve: “Na cruz, o próprio Deus mendiga o amor de sua criatura. Tem sede do amor de cada um de nós”.
A Escritura, de modo especial o evangelho de João, se refere de modo bastante claro ao coração de Jesus como fonte de águas vivas. Estas fontes simbolizam o Espírito Santo que se derrama no coração dos fiéis. As águas brotam do interior de Jesus, do centro de sua vida, de seu coração.
“Coração” é uma palavra primordial em muitas culturas. Alguns a designam de “proto-palavra”, que nos coloca diante do fundamental, do básico e fundamental, do originário e profundo nunca penetrável pelo raciocínio. O coração descreve a pessoa em seu conjunto, em sua verdade e autenticidade. Muitas vezes, o coração se situa no relacionamento com Deus. Deus conhece e perscruta o coração humano (cf. Jr 17,10). T
Obs.: Esta reflexão se inspirou em El corazón de Jesús; manantial que sacia la sed, Gabino Uríbarri, SJ, in Sal Terrae 965 (2008), p. 507-509.
#ReflexõesFranciscanas
Francisco de Assis: modelo referencial do humano
Por Frei Vitório Mazzuco, OFM
Francisco, ao viver de um modo intenso a fraternidade, antecipa paradigma da alteridade. O que é alteridade? É levar demais em conta a grandeza e a dignidade da pessoa, criar relacionamentos fecundos de amizade, de convívio, de coexistência. A experiência alteritária clama: você é a soma de muitos; não é a aniquilação do “ego”, mas uma grande ampliação e complementação. A Legenda Franciscana, chamada o Espelho da Perfeição, em seu conhecido e atraente capítulo 85, narra que, quando perguntaram a Francisco o que seria um verdadeiro frade menor, ele responde que, “transformados os frades pelo ardor do amor e pelo fervor do zelo que tinha pela perfeição deles (...) pensava muitas vezes dentro de si sobre as qualidades e virtudes que deviam ornar um bom frade menor. E dizia que seria bom frade menor aquele que tivesse a vida e as qualidades destes santos frades (...)”
E a Legenda continua elencando, de um modo belíssimo, que deviam reunir a fé de Frei Bernardo; a simplicidade e a pureza de Frei Leão; a cortesia de Frei Ângelo, que foi o primeiro cavaleiro a entrar na Ordem e que era ornado de gentileza e benignidade; o aspecto gracioso, o senso natural e a conversa agradável e devota de Frei Masseo; a mente elevada em contemplação de Frei Egídio; a virtuosa e constante oração de Frei Rufino; a paciência de Frei Junípero; o vigor corporal e espiritual de Frei João das Laudes, que ultrapassava a todos com a força física; a caridade de Frei Rogério e a solicitude de Frei Lúcio.
Alteridade e o encontro perceptível e sensível com as qualidades do outro, é fazer existir e acontecer o “tu” muito mais do que o “eu”. É olhar a outra pessoa de um modo que ela seja, exista, aconteça em sua diferença e singularidade. É desapegar-se de qualquer superioridade e status. A minoridade é a grande virtude franciscana da alteridade, pois é a renúncia do poder de quem tem, de quem sabe e de quem pode, para viver a reciprocidade nas relações. É um encontro de afeto e um transformar a convivência numa causa, num projeto, num ideal, numa obra que respire valores e buscas comuns. É olhar o outro como um espelho, como relata a Legenda acima citada. Especular é olhar alguém a partir do reflexo de algo maior. Permitir que o outro se revele em sua identidade. Retomar as mais belas amizades que são a concretização da mais pura alteridade. T
#ReflexõesFranciscanas
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Uma pessoa feliz
Phil Bosmans
Paulo
Anselm Grun
domingo, 1 de setembro de 2013
A alegria da gratuidade
No evangelho deste domingo, Jesus, ao participar de uma refeição, propõe atitudes novas para o nosso viver cotidiano. Nossa tendência é a busca do "primeiro lugar", ao passo que Jesus nos convida à humildade e à simplicidade,a deixar de lado a arrogância e orgulho.
A virtude da humildade está fora de moda em nossa sociedade competitiva. É vista hoje como indigna por um modo de vida que idolatra a autoimagem, o individualismo e o prestígio. Num tempo que canoniza o poder e a visibilidade, supervaloriza o ter em detrimento do ser e constrói a todo instante "ídolos" e "famosos", ser humilde é vergonhoso.
Não é simples para nós hoje ouvir Jesus dizer que seremos felizes à medida que nos doarmos gratuitamente, sem pensar em retribuição. Em tudo o que fazemos, esperamos recompensa, aguardamos pagamento. É claro que o trabalhador tem direito ao salário que o sustenta, mas não é disso que Jesus fala. Praticar a humildade e a generosidade é testemunhar a gratuidade do reino de Deus.
Numa sociedade que estimula a competição, que promove o lucro a qualquer custo, que premia a concorrência até a eliminação do adversário, a bem-aventurança "serás feliz porque não podem retribuir-te" não encontra lugar fácil na memória do ninguém, nem mesmo dos cristãos.
Podemos perceber, no evangelho de hoje, que a opção preferencial pelos pobres assumida pela Igreja da América Latina em nossos passados não é invenção dela. A opção pelos pobres origina-se da opção e do ensinamento de Jesus. Ele fala em convidar pobres, marginalizados e desamparados.
A Igreja, portanto, tem a missão de ir ao encontro dos empobrecidos, daqueles que a sociedade renega e não valoriza, daqueles que não podem pagar o dízimo, dos que não têm condições de contribuir para a comunidade. É fácil convidar os ricos, que dão polpudas esmolas, em detrimento dos pobres, que não têm com que retribuir. Jesus deseja uma sociedade na qual as pessoas pensem, em primeiro lugar, nos fracos e empobrecidos.
Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 1/09/2013
A virtude da humildade está fora de moda em nossa sociedade competitiva. É vista hoje como indigna por um modo de vida que idolatra a autoimagem, o individualismo e o prestígio. Num tempo que canoniza o poder e a visibilidade, supervaloriza o ter em detrimento do ser e constrói a todo instante "ídolos" e "famosos", ser humilde é vergonhoso.
Não é simples para nós hoje ouvir Jesus dizer que seremos felizes à medida que nos doarmos gratuitamente, sem pensar em retribuição. Em tudo o que fazemos, esperamos recompensa, aguardamos pagamento. É claro que o trabalhador tem direito ao salário que o sustenta, mas não é disso que Jesus fala. Praticar a humildade e a generosidade é testemunhar a gratuidade do reino de Deus.
Numa sociedade que estimula a competição, que promove o lucro a qualquer custo, que premia a concorrência até a eliminação do adversário, a bem-aventurança "serás feliz porque não podem retribuir-te" não encontra lugar fácil na memória do ninguém, nem mesmo dos cristãos.
Podemos perceber, no evangelho de hoje, que a opção preferencial pelos pobres assumida pela Igreja da América Latina em nossos passados não é invenção dela. A opção pelos pobres origina-se da opção e do ensinamento de Jesus. Ele fala em convidar pobres, marginalizados e desamparados.
A Igreja, portanto, tem a missão de ir ao encontro dos empobrecidos, daqueles que a sociedade renega e não valoriza, daqueles que não podem pagar o dízimo, dos que não têm condições de contribuir para a comunidade. É fácil convidar os ricos, que dão polpudas esmolas, em detrimento dos pobres, que não têm com que retribuir. Jesus deseja uma sociedade na qual as pessoas pensem, em primeiro lugar, nos fracos e empobrecidos.
Pe. Nilo Luza, ssp sobre o evangelho deste domingo 1/09/2013
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