quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Futura beata viu Lutero no inferno.

Futura beata viu Lutero no inferno.

Irmã Serafina Micheli e a visão de Lutero no inferno
 
Em 1883, a Irmã Maria Serafina Micheli (1849-1911), que será beatificada em Faicchio, na província de Benevent, diocese de Cerreto Sannita (Itália), em 28 maio de 2011, fundadora das Irmãs dos Anjos, estava passando por Eisleben, na Sassonia, cidade natal de Lutero. Naquele dia se festejava o quarto centenário do nascimento do grande herege (10 de novembro de 1483), que dividiu em duas a Europa e a Igreja, deste modo as ruas estavam lotadas, as varandas enfeitadas com bandeiras. Entre as numerosas autoridades presentes aguardava-se, a qualquer momento, a chegada do empreendedor Guglielmo I, que presidiria a celebração solene. A futura beata, embora notasse o grande tumulto, não estava interessada em saber a razão para aquele entusiasmo inusitado, seu único desejo era procurar uma igreja e rezar para poder fazer uma visita a Jesus Sacramentado. Depois de caminhar por algum tempo, finalmente, encontrou uma, mas as portas…

… estavam fechadas. De todo modo, ela se ajoelhou na escadaria de acesso para fazer as suas orações. Sendo noite, não havia percebido que não era uma igreja católica, mas protestante. Enquanto rezava, o Anjo da Guarda lhe apareceu e disse: “Levanta-te, pois esta é uma igreja protestante”. E acrescentou: “Mas eu quero fazer-te ver o local onde Martinho Lutero foi condenado e a pena que sofreu em castigo do seu orgulho”.
Depois destas palavras, ela viu um terrível abismo de fogo, no qual eram cruelmente atormentadas um incalculável número de almas. No fundo deste precipício havia um homem, Martinho Lutero, que se distinguia dos demais: estava cercado por demônios que o obrigavam a se ajoelhar e todos, munidos de martelos, se esforçavam, em vão, em fincar em sua cabeça um grande prego. A Irmã pensou: se o povo em festa visse esta cena dramática, certamente, não tributariam honra, recordações, comemorações e festejos para um tal personagem. Em seguida, quando se apresentou a ocasião, recordou às suas irmãs que vivessem na humildade e no recolhimento. Estava convencida de que Martinho Lutero fora punido no inferno, sobretudo, por conta do primeiro pecado capital, o orgulho.
O orgulho o fez cair em pecado capital, conduziu-o à rebelião aberta contra a Igreja Católica Romana. A sua conduta, sua postura para com a Igreja e a sua pregação foram determinantes para enganar e levar muitas almas superficiais e incautas à ruína eterna. Se quisermos evitar o inferno, vivamos na humildade. Aceitemos não ser considerados, valorizados e estimados por aqueles que nos conhecem. Não nos queixemos quando formos desprezados ou deixados por último por outros que pensamos ser menos dignos que nós. Jamais critiquemos, por qualquer razão, as ações daqueles que nos rodeiam. Se julgarmos os outros, nem sequer somos cristãos. Se julgarmos os outros, não somos sequer nós mesmos.
Confiemos sempre na graça de Deus e não em nós mesmos. Não nos preocupemos excessivamente com nossa fragilidade, mas com nosso orgulho e presunção. Digamos freqüentemente com o salmista: “Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim.” (Salmo 130). Ofereçamos a Deus nosso “nada”: a incapacidade, a dificuldade, os desânimos, as desilusões, as incompreensões, as tentações, as quedas e as amarguras de cada dia. Reconheçamo-nos pecadores, necessitados de sua misericórdia. Jesus, justamente porque somos pecadores, só nos pede que abramos nosso coração e nos deixemos ser amados por Ele. Esta é a experiência de São Paulo: “porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo “(2 Cor. 12,9). Não impeçamos o amor de Deus para conosco com o pecado ou com a indiferença. Demos sempre a Ele mais espaço em nossa vida, para viver em plena comunhão com Ele no tempo e na eternidade.
 
Pe. Marcello Stanzione

Fonte: Pontifex
Tradução: Fratres in Unum.com

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O desapego

O desapego

1) O homem que realmente ama o Senhor, que fez um esforço real para encontrar a vinda do Reino, que começou a ser incomodado por seus pecados, que é realmente consciente do tormento eterno e do juízo final, que realmente vive no temor de sua própria partida, não amará, cuidará ou se preocupará com dinheiro, posses, parentes, glória mundana, ou amigos, ou irmãos, ou qualquer coisa na terra. Mas tendo sacudido todos os laços com as coisas terrenas, e tendo se despido de todos os cuidados, chegando mesmo a odiar a sua própria carne, e despojando-se de tudo seguirá a Cristo sem ansiedade ou hesitação, sempre olhando para o céu e esperando ajuda de lá, de acordo com a palavra do santo homem: a minha alma te segue de perto (Salmo 63, 8) e de acordo com o autor sempre memorável , "não tenho cansado de seguir-te, nem tampouco desejei o dia do repouso, o Senhor!" (Jeremias 17, 16).
2) Depois do chamado, que vem de Deus e não do homem, deixamos tudo o que foi mencionado acima e é uma grande desgraça para nós nos preocuparmos com qualquer coisa que não possa nos ajudar na hora de nossa necessidade, isto é, na hora de nossa morte. Pois como o Senhor disse isso é olhar para trás e não estar apto ao Reino dos Céus. Sabe-se quão inconstantes são os noviços e quão facilmente se voltam para as coisas do mundo através de uma visita, ou estando com pessoas mundanas, quando se diz, por exemplo, "deixe-me primeiro enterrar meu pai", e o Senhor responde, "deixe que os mortos enterrem seus mortos". (Mateus 7,22).

3) Após nossa renúncia do mundo, os demônios nos sugerem que devemos invejar aqueles que vivem no mundo que são misericordiosos e compassivos, e que devemos nos lamentar como desprovidos de tais virtudes. O objetivo de nossos inimigos é, por falsa humildade, fazer com que retornemos ao mundo, ou então, permanecendo monges, caiamos no
desespero.

Servos da Justiça

Fazei-nos, ó Pai, servos da justiça, livres do pecado, possuidores da vida do Espírito, fiéis ao Evangelho do Senhor, reverentes ao mistério da vida e acolhedores da salvação.
Nós vos bendizemos Senhor nosso Pai, porque nos cumulais com os dons do céu e da terra. Quer comamos, quer bebamos, concedei-nos fazer tudo para a vossa glória e sustentai nosso coração grato e operante. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

O Espírito Puro

Quanto mais recolhido for cada um e mais simples de coração, tanto mais sublimes coisas entenderão sem esforço, porque do alto recebe a luz da inteligência. O espírito puro, singelo e constante não se distrai no meio de múltiplas ocupações porque faz tudo para a honra de Deus, sem buscar em coisa alguma o seu próprio interesse. Que mais te impede e perturba do que os afetos imortificados do teu coração? A pessoa boa e piedosa ordena primeiro no seu interior as obras exteriores; nem estas a arrasam aos impulsos e alguma inclinação viciosa, senão que as submete ao arbítrio da reta razão.Que mais rude combate haverá do que procurar vencer-se a si mesmo? E este deveria ser nosso empenho: vencermo-nos a nós mesmos, tornarmo-nos cada dia mais fortes e progredirmos no bem.
Tomás de Kempis

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A nossa fé produz o fruto da esperança

As provações, as provocações da vida, não são para nos desviar do caminho, mas ao contrário, é para fortalecer a nossa caminhada, é para nos dar têmpera, para fazer de nós homens e mulheres perseverantes na fé!
Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança (Tg 1, 2-3).


Quem de nós não é provado, não é tentado nessa vida? Quem de nós que não passa por diversas dificuldades? E às vezes, nós queremos que a nossa fé tire do nosso caminho o sofrimento e a provação. Deixa eu dizer uma coisa no fundo do seu coração: não existe crescimento na fé, não existe amadurecimento na fé, não existe amadurecimento humano, se nós não sabemos superar os sofrimentos e as provações.
Às vezes, achamos que Deus é injusto conosco, porque nos permite passar por tamanha prova e, assim por diante. Acredite meu irmão, tenha muita confiança nessa hora, Deus está contigo, quando você está ali sofrendo, mas está aguentando firme, está dizendo: ”Senhor é difícil, mas pela Tua graça eu sigo adiante!”. As provações, as provocações da vida, não são para nos desviar do caminho, mas ao contrário, é para fortalecer a nossa caminhada, é para nos dar têmpera, para fazer de nós homens e mulheres perseverantes na fé!
Porque meu irmão, minha irmã, você pode seguir as coisas de Deus, mas o prêmio só é concedido àquele que perseverar e, perseverar até o fim. E nós, só vamos adquirindo músculos, resistência nos combates da vida à medida que sabemos lidar com paciência, com as provações e as provocações que a vida nos faz.
Cuidado para não cair no perigo do Evangelho de hoje, onde esses homens com o coração endurecido, os fariseus querem colocar Jesus à prova. Nós não podemos colocar Deus à prova, nós não podemos querer atormentar Deus, nós não podemos querer que Deus nos dê sinais de que Ele nos ama, de que está conosco; porque os sinais de Deus, as provas de Deus estão ao nosso lado. Ele nós ama, nos quer bem e, mesmo nos vendo sofrer, passando pelo vale de lágrimas, como nós muitas vezes passamos, podemos ter a certeza, Deus está conosco!
Mas, enquanto formos gente, seres humanos, a provação fará parte da nossa caminhada, apenas que, a provação para nós não deve ser motivo de tristeza, mas de alegria, porque sabemos que passando por ela a nossa fé cresce, a fé que aumenta produz o fruto maravilhoso da perseverança!
Que Deus nos dê essa sabedoria para que possamos alcançar a perseverança final, e assim entrarmos no Reino dos Céus.

Deus abençoe você!

http://homilia.cancaonova.com/

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Algo Mais


Um dos objetivos do Evangelho de Mateus é mostrar como Jesus realiza a justiça do reino de Deus. Com sua missão, Jesus não vem abolir a lei de Moisés, mas dar a ela seu sentido pleno. O sentido da lei era a busca da liberdade e da vida para todos. A lei da vida para todos, porém, havia se transformado num emaranhado de regras que, ao final, acabavam aprisionando alguns considerados puros e excluindo outros considerados malditos.
Jesus vem cumprir a lei, mostrando com gestos concretos o que significa viver o perdão,a solidariedade e a partilha. Vivendo esses valores, que já estavam presentes na lei do êxodo, ele realiza a justiça do reinado de Deus.
Para entrar e permanecer hoje na dinâmica da justiça do reino, aos seguidores de Jesus se pede muito mais que simplesmente obedecer a leis. O Mestre mostrou que uma coisa é a essência dos valores que levam à vida e outra coisa são as regras específicas, que originalmente podiam ajudar a buscar a vida, mas com o tempo se tornaram carga pesada, muitas vezes excluindo as pessoas e traindo o sentido original da lei de Deus. Essas regras secundárias, aliás, o evangelho chama de simples "tradição humana".
Com a expressão "eu, porém, vos digo", Jesus nos pede algo mais. Suas bem-aventuranças são exigentes, como é exigente a promoção da paz, como é exigente a lealdade nas relações. A justiça do reino se identifica com a felicidade de promover a paz, de vencer o ódio com o perdão e a mão amiga; a felicidade de ser puro de coração, de ser capaz de corrigir em si aquilo que poderia levar à divisão ou prejudicar alguém.
Além disso, um cristã não se define pelas negativas, pelo fato de simplesmente não matar ou não trair. Um autêntico seguidor de Jesus transforma as relações com o amor, consciente de que é possível matar também com as palavras, e matar inclusive uma religião sincera. Pois o que alguém poderia oferecer a Deus, com um coração duro e incapaz de perdoar o próximo? A justiça do reino nos pedirá sempre algo mais.

Pe. Paulo Bazaglia. ssp sobre o Evangelho deste Domingo 16/02/2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

CONSAGRAÇÃO DE SI MESMO A JESUS CRISTO, SABEDORIA ENCARNADA, PELAS MÃOS DE MARIA


Ó Sabedoria Eterna e Encarnada! Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro
Deus e verdadeiro homem, unigênito Filho do Eterno Pai e da sempre Virgem
Maria, adoro-vos profundamente no seio e nos esplendores do vosso Pai, durante
a eternidade, e no seio virginal de Maria, vossa Mãe digníssima, no tempo de
vossa Encarnação.
Eu vos dou graças por vos terdes aniquilado a vós mesmo, tomando a forma de
escravo, para livrar-me do cruel cativeiro do demônio. Eu vos louvo e glorifico por
vos terdes querido submeter a Maria, vossa Mãe Santíssima, em todas as coisas,
a fim de por Ela tornar-me vosso fiel escravo.
Mas, ai de mim, criatura ingrata e infiel! Não cumpri as promessas que vos fiz
solenemente no Batismo. Não cumpri com minhas obrigações; não mereço ser
chamado vosso filho nem vosso escravo, e, como nada há em mim que de vós
não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo de
vossa santíssima e augustíssima Majestade.
É por esta razão que recorro à intercessão de vossa Mãe Santíssima, que me
deste por Medianeira junto a Vós, e é por este meio que espero obter de Vós a
contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e conservação da Sabedoria.
Ave, pois, ó Maria Imaculada, Tabernáculo vivo da Divindade, onde a Eterna
Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens!
Ave, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo o que está abaixo
de Deus!
Ave, ó refúgio seguro dos pecadores, cuja misericórdia jamais a ninguém falece!
Atendei ao desejo que tenho da Divina Sabedoria, e recebei, para este fim, os
votos e as oferendas, apresentadas pela minha baixeza.
Eu, Luiz Carlos , infiel pecador, renovo e ratifico hoje, em vossas mãos, os votos do
Batismo.
Renuncio para sempre a Satanás, suas pompas e suas obras, e dou-me
inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, para segui-lo levando minha
cruz, em todos os dias de minha vida. E, a fim de lhe ser mais fiel do que até agora
tenho sido, escolho-vos neste dia, ó Maria Santíssima, em presença de toda a
corte celeste, para minha Mãe e minha Senhora.
Entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo, meu corpo e minha alma,
meus bens interiores e exteriores, e até o valor de minhas boas obras passadas,
presentes e futuras, deixando-Vos direito pleno e inteiro de dispor de mim e de
tudo o que me pertence, sem exceção, a vosso gosto, para a maior glória de Deus,
no tempo e na eternidade.
Recebei, ó benigníssima Virgem, esta pequena oferenda de minha escravidão, em
união e honra à submissão que a Sabedoria Eterna quis ter à vossa Maternidade;
em homenagem ao poder que tendes ambos sobre este vermezinho e miserável
pecador; em ação de graças pelos privilégios com que Vos favoreceu a Santíssima
Trindade.
Protesto que quero, de agora em diante, como vosso verdadeiro escravo, procurar
vossa honra e obedecer-Vos em todas as coisas.
Ó Mãe admirável, apresentai-me a vosso amado Filho, na qualidade de escravo
perpétuo, para que, tendo-me remido por Vós, por Vós também me receba
favoravelmente.
Ó Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de
Deus, e de colocar-me, para este fim, no número daqueles a quem amais,
ensinais, guiais, sustentais e protegeis como a filhos e escravos vossos.
Ó Virgem fiel, tornai-me em todos os pontos um tão perfeito discípulo, imitador e
escravo da Sabedora Encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue um
dia, por vossa intercessão e a vosso exemplo à plenitude de sua idade na terra e
de sua glória nos céus. Assim seja.