quinta-feira, 22 de maio de 2014

"Mulher deu vida a seu filho pela segunda vez"

“Eu o beijei, disse que o amava e pulei com ele pela janela”

Testemunho de uma jovem mãe que ficou paraplégica ao salvar seu filho de um incêndio

Testemunho de uma jovem mãe que ficou paraplégica ao salvar seu filho de um incêndio

Christina Simoes, uma jovem mulher de 23 anos do estado de Massachussetts, ficou paraplégica ao pular da janela do terceiro andar, na tentativa de salvar seu filho de 18 meses das chamas. Ela não poderá voltar a caminhar, mas afirma que não há melhor maneira de dar sentido à sua vida que salvando seu pequeno.

Esta mulher deu vida ao seu filho pela segunda vez.


“Eu o beijei, disse que o amava e pulei com ele pela janela.” Christina sabia o que fazer quando as chamas e a fumaça invadiram sua casa. Ela e seu filho Cameron, de 18 meses, haviam ficado presos quando começou um incêndio no prédio em que moravam. Ela não podia continuar esperando ajuda, e entendeu que a única saída possível era a janela.

Pegou seu filho no colo e pulou de costas. Mais de dez metros de queda, que ela tentou suavizar somente com os pés, para, com os braços, proteger seu filho. O pequeno saiu ileso, mas ela quebrou várias vértebras, e imediatamente perdeu a sensibilidade nas pernas. Arrastou o pequeno fora do alcance dos escombros incendiados que começavam a cair e, pois depois, os dois foram levados ao hospital.

Após uma primeira cirurgia de mais de seis horas, a jovem se estabilizou e começou um longo processo de recuperação e reabilitação, sempre acompanhada do seu filho. Agora, junto a Cameron e seu esposo, ela começa uma nova vida, muito diferente da que levava poucas horas antes do incêndio.

Mas, para ela, tudo isso tem muito sentido: “Eu voltaria a fazer tudo, com certeza. Toda a dor pela qual tenho de passar agora faz sentido ao ver meu filho correr são e salvo”, disse às câmeras de televisão que divulgaram sua história.

Sua família e seus amigos se mobilizaram em busca de fundos para os jovens pais, que não têm nenhum tipo de plano de saúde que cubra os gastos médicos de Christina.

Ainda que muitos a considerem uma heroína, ela explica: “Sou apenas uma mãe”.

(Artigo publicado originalmente por Alfa y Omega

http://permanecerecompartilhar.blogspot.com.br/2014/05/eu-o-beijei-disse-que-o-amava-e-pulei.html#.U33XAfldVic

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Relatos de almas do purgatório que visitaram ao Padre Pio de Pietrelcina.


Relatos de almas do purgatório que visitaram ao Padre Pio
Uma alma do Purgatório disse uma vez: “Eu sei quando se ora por mim, e é o mesmo com todas as outras almas aqui no Purgatório. Para muito poucos de nós chegam orações, a maioria de nós ficamos totalmente abandonados, sem nenhum pensamento ou as orações oferecidas por nós pelos que estão na terra. “(Mensagem de um alma do Purgatório)
Estes são dois testemunhos de visitas de almas do purgatorio ao padre Pio.
Em maio de 1922, o Padre Pio declarou o seguinte ao Bispo de Melfi, Sua Excelência, Alberto Costa, e também ao superior do convento, o Padre Lorenzo de São Marcos, junto com 5 outros frades. Um dos cinco irmãos, Frei Alberto D’ Apolito de San Giovanni Rotondo escreveu o conto da seguinte maneira:
“Enquanto estava no convento em uma tarde de inverno depois de uma forte nevada, ele estava sentado junto à lareira uma noite no quarto, absorto na oração, quando um ancião, vestido com uma capa antiga ainda usada pelos camponeses do sul da Itália, se sentou junto a ele. À respeito deste homem disse o padre Pio: “Não podia imaginar como poderia ter entrado no convento nesse momento da noite porque todas as portas estão bloqueadas. Pergunti-lhe: Quem és? Que queres?”
O ancião lhe disse: “Padre Pio, sou Pietro Di Mauro, filho de Nicolás, apelidado Precoco”. Ele continuou dizendo, “eu morri neste convento em 18 de setembro de 1908, na cela número 4, quando ainda era um asilo de pobres. Uma noite, enquanto estava na cama, me dormi com um cigarro aceso, o qual incendiou o colchão e morri, asfixiado e queimado. Ainda estou no purgatório. Necessito uma Santa Missa com o fim de ser libertado. Deus permitiu que eu viesse para pedir sua ajuda.”
De acordo com o Padre Pio: “Depois de escutá-lo, eu respondi: “Tenha a segurança de que amanhã celebrarei a Santa Missa por sua libertação.” Levantei-me e lhe acompanhei até a porta do convento, para que pudesse sair, não me dei conta nesse momento que a porta estava fechada com chave. Abri e me despedi dele. A lua iluminava a praça, coberta de neve. Quando eu não o vi mais diante de mim, fui tomado por um sentimento de medo, e fechei a porta, voltei a entrar no quarto de hóspedes, e me sentia fraco.”
Uns dias mais tarde, o Padre Pio também contou a história ao padre Paolino, e os dois decidiram ir à cidade, onde viram as estatísticas vitais para o ano 1908 e encontraram que em 18 de setembro desse ano, um Pietro Di Mauro havia, de fato, morrido de queimaduras e asfixia no quarto de número 4 no convento, então utilizado como um lar para pessoas sem lar.
Pela mesma época, o Padre Pio disse a Frei Alberto de outra aparição de uma alma do purgatório, que também se produziu na mesma época. Ele disse:
Uma noite, quando estava absorto na oração no coro da pequena igreja fui sacudido e perturbado pelo som de passos, velas e jarros de flores que se moviam no altar-mor. Pensei que alguém devia estar ali, e gritei: “Quem é?”
Ninguém respondeu. Voltando à oração, me molestaram de novo os mesmos ruídos. De fato, esta vez tive a impressão de que uma das velas, que estava em frente da imagem de Nossa Senhora das Graças, tinha caído. Com vontade de ver o que estava sucedendo no altar, me pus de pé, me aproximei da grade e vi, à sombra da luz da lâmpada do Tabernáculo, um irmão jovem fazendo um pouco de limpeza.
Eu pensei que ele era o Padre Leone que estava restruturando o altar; e como já estava na hora do jantar, me aproximei dele e lhe disse: “Padre Leone, vá jantar, não é hora para tirar o pó e consertar o altar”.
Mas uma voz que não era a voz do padre Leone me respondeu: “eu não sou o Padre Leone”, “E quem é você? “, lhe perguntei. “Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui, minha missão era limpar o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente em todo esse tempo eu não reverenciei a Jesus Sacramentado, Deus Todo-poderoso, como devia fazê-lo, enquanto passava diante do altar. Causando grande aflição ao Santo Sacramento por minha irreverência; porque O Senhor se encontrava no tabernáculo para ser honrado, louvado e adorado. Por este sério descuido, eu ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, por sua misericórdia infinita, me enviou aqui para que você decida o tempo de quando que eu poderei desfrutar do Paraíso. E para que Você cuide de mim.”
Eu acreditei ter sido generoso com essa alma em sofrimento, por que exclamei: “você estará amanhã pela manhã no Paraíso, quando eu celebrar a Santa Missa”.
Essa alma chorou: Cruel de mim, que malvado fui. Então chorou e desapareceu. “Essa queixa me produziu uma ferida tão profunda no coração, a qual senti e sentirei durante toda minha vida. De fato eu tinha podido enviar essa alma imediatamente ao Céu mas eu o condenei a permanecer uma noite mais nas chamas do Purgatório.”
Um dia estava o Padre Pio no monastério conversando com outro companheiro monge. Já era muito tarde e o Padre Pio decidiu levantar a sessão porque ele se encarregava de cerrar todas as portas, de apagar as luzes, etc. Se vai seu companheiro a dormir e o Padre Pio tranca a porta da entrada, mas quando volta pelo corredor e dá de cara com um senhor de óculos e gravata. Um tipo normal, como da rua. O Padre Pio perguntou quem era e como havia entrado se estavam as portas fechadas. O cavalheiro respondeu que tinha entrado pela porta. Então este senhor lhe roga que não lhe feche, que só quer falar um minuto com o Padre Pio. Se apresenta, lhe dá pena e lhe convida a entrar em uma salinha para conversar. O homem se desafoga e lhe disse que está sofrendo muitíssimo porque tem um problema familiar muito grave. Toda sua família está brigando por sua culpa e não sabe como solucionar. O Padre Pio explica um pouco como deve orar, que tem que pedir perdão a Deus primeiro, reparar com a oração e com sacrifícios. Enfim, lhe anima e dá esperança a este senhor de óculos e gravata. Mas quando terminam de falar o Padre Pio lhe convida para sair. O senhor se mostra muito agradecido. E quando estão saindo pela porta até o corredor o Padre Pio dá volta para deixar-lhe passar. Quando volta a olhar o senhor havia desaparecido. E o Padre Pio, que era muito gracioso e tinha um caráter muito alegre disse: “Deus meu, outra alma do purgatório, só acontece comigo estas coisas”.

http://emtudoavontadededeus.wordpress.com/2012/08/09/relatos-de-almas-do-purgatorio-que-visitaram-ao-padre-pio-de-pietrelcina/

Precisamos permanecer em Cristo para dar frutos

Cristo nos convida a permanecermos n’Ele para produzirmos os frutos que sejam do agrado do Pai, os frutos do Reino de Deus. 
“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim” (João 15, 4).
O Evangelho da videira, no qual Jesus mesmo se proclama como a videira verdadeira, lembra o papel da agricultura na história de Israel, porque Israel é a verdadeira videira de Deus, mas a videira que, muitas vezes, não produz bons frutos, de modo que Jesus é a única videira, a verdadeira videira, que produz os frutos do gosto do Pai.
O que leva a videira a produzir os frutos é a sua união íntima com o Agricultor, é a sua união com o Pai. Uma vez que Jesus está ligado ao Pai, está unido a Ele, uma vez que Jesus tem essa união íntima com Seu Pai, Ele produz os frutos que o Pai deseja; os frutos verdadeiros, os frutos que agradam ao Pai.
O Senhor Jesus nos diz que, se nós também queremos produzir os frutos que sejam do agrado do Pai, os frutos saborosos, os frutos do Reino de Deus, se nós realmente não queremos produzir frutos velhos, estragados, sem gosto ou sem sabor, nós precisamos permanecer n’Ele!
Ele repete este verbo: “permanecer”, para dar realmente o sentido da mística da espiritualidade cristã, que consiste em uma união íntima com a pessoa de Jesus. Estar ligado a Jesus, unido a Ele, para que possamos produzir os verdadeiros frutos de uma vida em Deus.
A união íntima com Jesus é o convite para que vivamos uma espiritualidade voltada à oração, à escuta da vontade do Pai, ao conhecimento da Palavra de Deus, à reflexão e à meditação. Quando nós adoramos Jesus, produzimos em nós os frutos que o Pai deseja, porque já não vivemos por nós, é Jesus quem vive em nós. E uma vez que Ele vive em nós, podemos viver a vida de Deus em nós.
Nós, muitas vezes, não pensamos como Deus, até conhecemos a vontade d’Ele, mas não temos força, disposição nem uma profunda convicção de como realizar a vontade d’Ele em nossa vida. Quando nós guardamos os Mandamentos de Deus, quando vivemos essa união íntima com o Senhor, nós produzimos os frutos que o Pai deseja.
Que possamos permanecer no Senhor, que nós não saiamos da presença do Senhor, porque Ele há de conduzir os nossos passos!
Deus abençoe você!
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terça-feira, 20 de maio de 2014

São Bernardino de Sena




Nasceu em Massa Marítima, na Toscana, Itália, no ano de 1380. Muito cedo, infelizmente, perdeu seus pais; mas, por outro lado, a Providência Santíssima agiu na sua formação através de tias cristãs fervorosas. Tanto que oraram, testemunharam, foram canais da Providência Divina para a vida de São Bernardino.

Numa vida de oração e penitência, ele discerniu seu chamado a uma vida consagrada, entrando para a família franciscana na Ordem dos Frades Menores. Ali, tornou-se sacerdote.

São Bernardino possuía muitas qualidades; muitas delas, sobrenaturais. Muitos dons, dentre eles, o carisma da pregação. Um homem zeloso, liderou o movimento da observância em prol de uma vivência radical do carisma franciscano.

Quantas pessoas, na Itália, conheceram esse santo por causa da eficácia do nome de Jesus! Grande devoto; tanto que nas leituras do ofício de hoje, encontramos um texto tirado de um de seus sermões: O nome de Jesus é a luz dos pregadores, porque ilumina, com o seu esplendor, os que anunciam e os que ouvem a Sua Palavra. Por que razão a luz da fé se difundiu no mundo inteiro tão rápida e ardentemente, senão porque foi pregado este nome?.

Um grande pregador, ele reconhecia que tudo era graça na sua vida. Muitos puderam conhecer, através dos lábios desse pregador, o amor de Deus. Ele se expressou, revelou-se plenamente em Cristo Jesus na força do seu Espírito. São Bernardino, como todos os santos e santas da Igreja de todos os tempos, foi conduzido pelo Espírito Santo.

Centrado no mistério da Eucaristia, devotíssimo da Santíssima Virgem, ele se consumiu ao serviço da Palavra e do povo de Deus. No ano de 1444, ele partiu para o céu e intercede por nós para que sejamos todos servos da Palavra para glória e de Jesus.

São Bernardino de Sena, rogai por nós!

http://www.cancaonova.com/portal/cana...

São Bernardino de Sena


Hoje comemoramos São Bernardino de Sena, nascido em Massa Carrara, perto de Sena no ano de 1380. Ficou órfão de mãe quando tinha apenas três anos de idade, e o seu pai aos sete anos. Era descendente de uma influente família italiana, Albizzedchi, e foi criado por suas tias que eram muito rígidas. Freqüentou universidade e ingressou na Ordem Franciscana aos 22 anos no convento de Colombaio. Era muito devoto de Nossa Senhora.
São Bernardino depois de sua ordenação como padre, percorrendo toda a Itália, pregando o Evangelho. Seus sermões era concorridíssimos e sempre surdiam efeitos maravilhosos nas pessoas, propagava a devoção ao nome de Jesus, simbolizada pelas três letras iniciais do nome de Jesus, simbolizada pelas três letras iniciais do nome de Jesus: JHS (Jesus Salvador dos Homens), que hoje são conhecidas por todos os católicos do mundo inteiro. Ele foi um dos mais famosos pregadores da Itália do século XV, assim como São Vicente Ferrer e São João de Capistrano.
São Bernardino morreu aos 64 anos de idade em Áquila, onde está sepultado, no ano de 1444.

Quando uma alma começa a experimentar Jesus, necessariamente ela perde o gosto pelo mundo. 
SÃO BERNARDINO DE SENA

http://www.acidigital.com/santos/santo.php?n=311

domingo, 18 de maio de 2014

O verdadeiro caminho para a vida

A liturgia deste domingo do tempo pascal nos recorda que jesus, ressuscitado, está presente em nosso meio como caminho, verdade e vida. A promessa de Jesus, de que vai nos preparar um lugar, vem junto com a afirmação de que na casa do Pai há muitas moradas.
Não há nenhum motivo para nos preocupar, portanto, questionando se na casa haverá um quarto desocupado para nós. Jesus nos mostra - lembremo-nos - que deus mora onde mora o amor de Deus não conhece limites.
O lugar que Jesus nos está preparando junto do Pai não será, pois, nosso próprio coração, já que somos morada do Espírito Santo?
Faz então todo o sentido o Mestre se apresentar como o caminho, a verdade e a vida. Jesus não é um mestre que ensina fórmulas. Ele se apresenta e ensina com um modo de ser e agir, acolhendo os necessitados e sendo misericordioso com os sofredores. Seu caminho é o caminho até a cruz da doação total, o caminho que chega à ressurreição e ao próprio Pai. Suas palavras e ações revelam sua fidelidade à missão que o Pai lhe confiara, e aí está a verdade, na sua fidelidade ao Pai. A vida que ele oferece pela vida do mundo nos alimenta na caminhada e traz de volta a dignidade de filhos e filhas de Deus.
Em outra palavras, Jesus ressuscitado é o verdadeiro caminho para a vida ou o caminho para a vida ou o caminho de fidelidade que leva à vida. Para chegar ao Pai, é preciso passar por Jesus, segui-lo no caminho que ele seguiu, assimilando sua vida e seu modo de ser, até que ele seja de fato o nosso caminho para a vida plena de Deus.
Ressuscitado, o Senhor continua conosco, preparando-nos um lugar. Somos morada de seu Espírito, e nos gestos concretos e decisões do dia a dia permitimos que ele transforme nosso coração. O amor que vivemos, as comunidades de fé que formamos são a antecipação da morada eterna, onde Deus será tudo em nós.


Pe. Paulo Bazaglia, ssp - Sobre o evangelho deste domingo 18/05/14


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Por que os cultos satânicos implicam tanto com o catolicismo?

Você já percebeu que os satanistas não costumam zombar de hindus, judeus, muçulmanos e nem mesmo dos protestantes?


O Harvard Extension Cultural Studies Club tentou realizar nesta semana uma missa negra, paródia satânica do santo sacrifício da missa. Eles chegaram até mesmo a anunciar que profanariam uma hóstia consagrada durante a sua “celebração”.

Agora, porém, o grupo responsável pela missa negra está afirmando que não tem hóstia nenhuma, porque eles “respeitam todas as religiões e não querem que ninguém se sinta ofendido”. Dizem eles: “Entendemos o poderoso papel da Eucaristia na religião cristã e de forma alguma queremos parecer desrespeitosos das suas tradições”.

A minha primeira impressão ao ler isso foi de que se trata da perfeita imagem da academia do século XXI: eles querem realizar nada menos que uma missa negra satânica, mas sem ofender ninguém!

Depois de uma reflexão mais aprofundada, no entanto, ocorreu-me que este é um poderoso argumento em favor do catolicismo. Vamos pensar da seguinte maneira:

A Eucaristia ou é Jesus ou é o mal.

Como eu recordei em outro texto, no mês passado, a Eucaristia ou é Jesus ou é mero pão e vinho. Se a Eucaristia é Jesus, então todos deveriam ir à missa para adorar o Senhor. Se a Eucaristia é Jesus, não deveria haver protestantismo, mormonismo, islamismo, ateísmo, etc. Mas se a Eucaristia não é Jesus, então, durante dois mil anos, os pretensos seguidores de Jesus Cristo foram idólatras. E, se este fosse o caso, ninguém deveria ser católico.

Estas são, portanto, as duas apostas. Todo mundo, diante de Jesus de Nazaré, se confronta com uma questão crucial: Ele é Deus, de alguma forma misteriosa, ou não é? Os primeiros cristãos formularam esse dilema como “aut Deus aut malus homo” (ou Deus ou um homem mau). Todo mundo, diante da Eucaristia, se confronta com a mesma disjuntiva: ou é Deus ou é idolatria.

E, é claro, se a Eucaristia é idolatria pagã, então ela é demoníaca! Lembremo-nos de I Coríntios 10,20: “O que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios, não a Deus”. A Eucaristia é Jesus ou é um ídolo? O sacrifício da missa é oferecido a Deus ou aos demônios?

Satanás odeia a Eucaristia

A missa negra satânica é uma inversão ritual (e uma zombaria) do santo sacrifício da missa, realizada por satanistas. Existem dois tipos de satanistas: os “satanistas de LaVey” e os “satanistas teológicos”. O Tempo Satânico, entidade por trás da missa negra anunciada (e cancelada) nesta semana, é formado por satanistas da corrente de LaVey. Em outras palavras, são ateus que não acreditam em Satanás e que usam o “satanismo” como simples ferramenta para provocar e assediar os cristãos (ao contrário dos “satanistas teológicos”, que de fato acreditam em Satanás e o adoram). Essa história da missa negra nas dependências da Universidade de Harvard, assim como o monumento satânico em Oklahoma, é uma provocação deliberada. Agora: estejam os praticantes desse culto brincando com o ocultismo ou agindo a sério, não há dúvida de que eles estão lidando com forças espirituais perigosamente obscuras. Satanás está agindo nessa história.

E é importante ressaltar que, quando os satanistas (de ambos os tipos) querem zombar de um ritual religioso, podemos apostar que o alvo vai ser o santo sacrifício da missa. Quantas vezes você já ouviu falar que rituais muçulmanos, hindus, judeus ou mesmo protestantes foram submetidos a algum escárnio satânico tão intenso quanto a missa católica?

E esse direcionamento satânico contra a missa não tem nada de novo. Já no século IV, Santo Epifânio de Salamina descreveu uma seita gnóstica que parodiava pervertidamente a santa missa. Sem entrar em detalhes, basta dizer que os membros daquela seita ficaram conhecidos como “os imundos”.

Satanás não expulsa Satanás

A Eucaristia, portanto, ou é Jesus ou é o mal, já que, se não é Jesus, é idolatria. Uma vez que o diabo odeia a Eucaristia, podemos riscar a alternativa “mal”. Vamos considerar, além disso, o evangelho de Mateus 12,22-28:

“Apresentaram-lhe, depois, um possesso cego e mudo. Jesus o curou de tal modo que este falava e via. A multidão, admirada, dizia: Não será este o filho de Davi? Mas, ouvindo isto, os fariseus responderam: É por Beelzebul, chefe dos demônios, que ele os expulsa. Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir. Se Satanás expele Satanás, está dividido contra si mesmo. Como, pois, subsistirá o seu reino? E se eu expulso os demônios por Beelzebul, por quem é que vossos filhos os expulsam? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. Mas, se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus”.

Esta passagem é importante: ela mostra, por exemplo, que os exorcistas católicos agem por obra do Espírito de Deus quando expulsam demônios. E isso também significa que, se Satanás odeia a missa, podemos ter certeza de que a missa não é do mal.

Se a missa não é demoníaca, se ela não é idolatria, só resta uma opção: a Eucaristia é Jesus Cristo e o sacrifício da missa apresenta Jesus ao Pai. Isto, e, creio eu, apenas isto, é o que explica a tentativa satânica tão teimosa de zombar da missa católica.

Se a única coisa que soubéssemos do catolicismo é que sua forma central de culto, a missa, é alvo da ira satânica, já teríamos uma boa razão para acreditar que o catolicismo é a religião verdadeira. Mas considerando todas as outras provas que a Eucaristia é Jesus, de que a missa é um sacrifício instituído por Deus e de que a Igreja católica é a Igreja fundada por Cristo, Satanás é apenas mais uma testemunha (involuntária) da verdade de Jesus Cristo e da Sua Igreja.

fonte: defensoresdaigrejade2000anos