quinta-feira, 11 de junho de 2015

A Sabedoria, esposa ideal para Salomão



Eu a quis, e a busquei desde a minha juventude, pretendi tomá-la como esposa, enamorado de sua formosura. Ela faz brilhar sua nobre origem vivendo na intimidade de Deus, pois o Senhor de tudo a amou. Ela é iniciada na ciência de Deus, ela é que decide o que faz.
Se, na vida, a riqueza é um bem apetecível, quem mais rico que a Sabedoria, que tudo opera?
E se é a inteligência quem opera, quem mais do que ela é artífice do que existe?
Ama alguém a justiça?
As virtudes são seus frutos; ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza, que são, na vida, os bens mais úteis aos homens.
E se alguém ambiciona uma rica experiência?
Ela conhece o passado e adivinha o futuro, conhece o torneio das máximas, a solução dos enigmas, prevê sinais e prodígios e o desenrolar das épocas e dos tempos.
Decidi, pois, unir nossas vidas, sabendo que me seria conselheira para o bem e alívio nas agruras e tristeza.
Por causa dela me louvarão as assembleias; e, embora jovem, me honrarão os anciãos.
Nos julgamentos há de luzir minha agudeza, excitarei a admiração dos soberanos.
Se calo, ficarão em expectativa; se falo, prestarão atenção; se me alongo no discurso, colocarão a mão sobre a boca.
Por causa dela alcançarei a imortalidade, à posteridade legarei lembrança eterna.
Governarei povos, submeterei nações, terríveis tiranos se assustarão ao ouvirem falar de mim;
com o povo me mostrarei bom e, na guerra valoroso.
Ao entrar em casa repousarei ao seu lado, seu convívio não provoca amargura, sua intimidade não causa sofrimento, mas regozija e alegra.

Bíblia de Jerusalém - Sabedoria de Salomão 8, 2-16

terça-feira, 9 de junho de 2015

A RESPONSABILIDADE DOS DISCÍPULOS

O horizonte da responsabilidade dos discípulos deveria abarcar o mundo inteiro. E, assim, impedi-los de deixar-se mover por preconceitos, fazer acepção de pessoas ou optar pela reclusão, num círculo fechado e exclusivo.
            A responsabilidade diz respeito à missão de pregar ao mundo a Boa-Nova da salvação, testemunhando-a por meio de gestos concretos de caridade, de compromisso com a justiça e a igualdade, de empenho pela construção da paz e da reconciliação entre os povos. Esta seria a melhor forma de manifestar a presença de Deus na entranhas da história humana, de modo a preservá-la do erro e da corrupção.
            A orientação recebida pelos discípulos não aponta para o proselitismo nem para o absolutismo do projeto de Jesus. No primeiro caso, a orientação mal-entendida poderia levar os cristãos a se lançarem numa guerra santa, para constranger toda a humanidade a optar pelo caminho cristão. No segundo caso, cair-se-ia no erro de eliminar tudo quanto fosse diferente, desconhecendo que os caminhos de Deus são incontáveis.
            As metáforas do sal e da luz apontam para um serviço humilde e despojado, conformado com a dinâmica do Reino de Deus, que não se impõe pela força. Antes, apela para a liberdade humana, e dela depende. A ação do sal e da luz deve ser percebida por sua qualidade. Caso contrário, um e outra serão inúteis.
 
 

Pai, tenho diante de mim o mundo todo a ser evangelizado. Transforma cada circunstância e cada momento da minha vida em chance para dar testemunho do teu Reino.
 

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês) 

http://www.domtotal.com/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php

domingo, 7 de junho de 2015

As fraquezas do diabo


As armas contra Satanás: louvor, obediência e humildade 

O diabo não suporta o louvor e isso por algo muito simples: Lúcifer, ou "portador de luz", se transformou em satanás exatamente por não querer louvar a Deus. Isso é obvio! Portanto, o louvor para ele é muito forte e pesado. Se nós queremos lutar contra o diabo, não temos outra coisa a fazer senão começar a louvar a Deus. Existem fiéis leigos que dizem: "Mas, eu tenho medo!" Se você conhece uma pessoa que precisa de ajuda nem sempre é necessário que você faça orações de libertação por ela. Se existe um grupo de irmãos que rezam juntos, comecem a louvar a Deus ignorando o inimigo, e o louvor o incomodará de tal modo que ele fugirá. 

Uma pergunta que é muito feita nos dias de hoje é esta: "Por que o diabo se apresenta mais hoje do que nos tempos passados?" Houve um tempo em que o diabo trabalhava escondido, ignorado por todos. Até pouco tempo atrás existiam pouquíssimos ou quase nenhum exorcista, não porque não existissem pessoas que necessitassem, mas porque ninguém percebia essa necessidade. 

Hoje é diferente. E qual é a razão do diabo parecer mais ativo nesses últimos tempos? Começou-se a falar mais nele, primeiro, através dos pentecostais, depois pelos evangélicos seguidos pela Renovação Carismática Católica. 

Pelo grande louvor que está sendo feito, ele não suporta! Isso poderia ser exemplificado como um rato escondido em um buraco; você joga água quente lá e, não a podendo agüentar, ele é obrigado a sair do buraco. O louvor faz com que o inimigo saia! 

Toda essa luta que o diabo trava, hoje, não é porque ele está mais forte do que antes, mas, provavelmente, porque está mais fraco. Graças a todo o louvor que é feito – especialmente em grupos de oração –, por meio desses movimentos espirituais (em particular o movimento carismático), o maligno perde o controle e não sabe o que fazer. Por essa razão, nós temos de continuar a lutar através do louvor. 

A segunda coisa que o diabo teme é a obediência. Por que? Porque ele é desobediente. Desta forma, tudo o que ele sugere é a desobediência, sugere continuamente a desobediência! Nós, sacerdotes, em particular, devemos estar muito atentos a isso, pois é fácil cair nessa cilada do inimigo.

A terceira coisa também temida pelo diabo é a humildade. Ele sugere o “poder”. No final das contas, ele é aquilo que é: o satanás, porque queria ter o poder. Certa vez, um exorcista fez uma pergunta para ele: Por que você tem pavor de Maria? E ele disse: “Tenho pavor daquela mulher, da sua grande humildade”. A humildade é uma virtude que o inimigo de Deus teme mais do que a nós, propriamente, porque essa virtude vai contra a natureza dele, pois ele é soberbo, orgulhoso, poderoso e faz o que quer. A humildade vai contra tudo isso. 


Artigo extraído do livro "Cura do mal e libertação do maligno"
de Frei Elias Vella (OFM) 

Publicado: 
http://www.arcanjomiguel.net

50%

50% do mundo, 50% de Deus! Deus não trabalha com essa porcentagem, enquanto houver indecisão Ele não pode agir. Convido você a refletir sobre essa porcentagem que tem dedicado a Deus, a aumentar ela, já agora nesse instante, de maneira gradativa até que tua inclinação para as coisa do alto seja mais forte em você através da ação do Santo Espírito de Deus, tremendo domingo pra você meu irmão...


filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br

Sagrados Corações

O mês de junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade litúrgica celebramos dia 19 deste mês. A devoção ao Sagrado Coração tem as suas origens na devoção popular e, sem dúvida, é uma das piedades mais difundidas e mais amada pelos fiéis.A expressão “Coração de Cristo” nos remete à totalidade de seu ser, Verbo encarnado para a salvação de toda a humanidade. Esta piedade popular tem a sua fundamentação na Sagrada Escritura. Jesus, em seu Evangelho, convida os discípulos a viverem em íntima comunhão com ele, assumindo a sua palavra como modo de vida e revelando-se um mestre “manso e humilde de coração”.Esta expressão também nos remete ao momento da morte de Cristo, em que, do alto da cruz, por uma lança o seu Divino Coração foi transpassado, de onde jorrou sangue e água, símbolo do nascimento da Igreja e de seus sacramentos, símbolo de nossa redenção. Na água está a nossa purificação e no sangue está a nossa salvação. Neste momento a esposa de Cristo, a Igreja, lava e alveja as suas roupas no sangue do Cordeiro.

O texto que narra Cristo mostrando o lado e as mãos aos discípulos e o convite a Tomé para estender a mão e tocar seu lado também faz parte da fundamentação desta devoção. Esses textos narram o convite que Cristo faz todos os dias a nós, o convite para participarmos de sua ressurreição, entrarmos em sua glória, tornando-nos parte integrante dela, testemunhando-a com nossas vidas e com nossas ações.


Coração nos lembra amor, e há no mundo algum outro coração que amou mais do que o Coração de Jesus? Amor verdadeiro, que só no seu coração encontramos. Todos os dias temos que pedir para que Cristo nos conceda a graça de termos os nossos corações semelhantes ao dele, pois o seu coração é a fonte, o rio, o oceano de misericórdia, no qual somos mergulhados.


Às vezes, para nós este Sagrado Coração se mostra um tanto radical, pedindo de nós um grande despojamento (cf. Mt 19,21) que nem sempre estamos prontos ou dispostos a aceitar. Como no caso do jovem que se encontra com Jesus e pede para que ele o diga o que deve fazer para ter a vida eterna. Não pronto para esta radicalidade, o jovem volta para casa entristecido. Atitude diferente têm inúmeras pessoas que, em determinado momento de sua vida, encontraram-se com este coração e não tiveram medo de dizer o seu sim e se lançar nele.

Celebrar o Sagrado Coração é lembrar que Cristo foi verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. E, sendo homem, também teve os mesmos sentimentos que nós temos. Mas com uma diferença: seu coração sempre foi manso e humilde, por isso nunca maltratou ninguém. Sendo Deus, nunca julgou, mas sempre usou de misericórdia, compadeceu-se dos sofredores e humilhados e sempre prestou-lhes ajuda e consolo. E nós, como andam os nossos corações?

No dia seguinte, após a solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebramos a memória do Imaculado Coração de Maria. Não temos como falar do Filho sem falar da Mãe, não podemos celebrar o coração do Filho e não celebrar o coração da Mãe.
Essas duas celebrações estão ligadas mostrando-nos um sinal litúrgico da proximidade desses dois corações: o mistério do coração do Salvador se projeta e se reflete no coração da Mãe, que é também companheira e discípula. Se a solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebra os mistérios pelos quais fomos salvos, fazer memória do Coração Imaculado é celebrar a participação da mãe na obra salvífica do Filho.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria difundiu-se bastante após as aparições em Fátima, onde ela nos pedia a oração e o jejum para que a guerra se findasse.
Durante todo este mês de junho, quando lembramos o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, possamos aprender deles o amor, a paciência e a graça de saber perdoar. Pois foi Ele mesmo que nos mandou amar uns aos outros como Ele amou.





Autor: Diego Henrique de Assis da Conceição
Seminarista da Diocese de Piracicaba, estudante do 1º ano de Filosofia
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/sagrado/09.htm

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Especial Corpus Christi: o hino “Ave Verum” (“Salve, ó verdadeiro corpo”)






Na história da Igreja foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.

Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval.

Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impregnada do perfume da Idade Média.

A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.

A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.

Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa. Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.

Nos felizes tempos em que florescia a fé foram compostos vários hinos ao Santíssimo Sacramento cantados até hoje, ou, pelo menos, até que a desordem progressista não os bloqueou.

Entre esse hinos fiéis reflexos do dogma católico figura o Ave Verum em posição de destaque.

Ele cantava-se especialmente após a Consagração, quando o verdadeiro corpo de Cristo estava realmente presente no altar, pois o hino começa “Salve, ó verdadeiro corpo”.

A maioria dos autores concorda em atribuir a autoria a São Tomás de Aquino (+ 1274).


http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/2015/06/especial-corpus-christi-o-hino-ave.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+CinciaConfirmaAIgreja+(Ci%C3%AAncia+confirma+a+Igreja

quarta-feira, 3 de junho de 2015

IMITEMOS A PACIÊNCIA DO BOM PASTOR

Se quereis parecer-vos com Deus, uma vez que fostes criados à Sua imagem, imitai o Seu exemplo. Se sois cristãos, nome que é uma proclamação de caridade, imitai o amor de Cristo.Considerai as riquezas da Sua bondade. [...] Como acolheu Ele os que escutaram a Sua palavra? Concedeu-lhes generosamente o perdão dos pecados e libertou-os, sem demora, de toda a ansiedade. [...] Imitemos o exemplo de Cristo, o Bom Pastor. [...]

Vemos descrita [nos Evangelhos], na linguagem misteriosa das parábolas, a figura de um pastor de cem ovelhas, o qual, ao verificar que uma delas se tresmalhara e andava errante, não permaneceu junto das que pastavam tranquilamente: pôs-se a caminho à procura da ovelha perdida, atravessando vales e florestas, transpondo montanhas altas e escarpadas e percorrendo desertos, num esforço incansável até a encontrar.
Ao encontrá-la, não lhe bateu nem a impeliu violentamente, mas, pondo-a aos ombros e tratando-a com doçura, reconduziu-a ao rebanho. E foi maior a sua alegria por uma só ovelha reencontrada do que pela multidão das restantes (Lc 15,4-6).
Consideremos a realidade oculta na obscuridade da parábola [e o seu] ensinamento sagrado: nunca devemos julgar os homens perdidos sem remédio, nem deixar de ajudar com toda a diligência os que se encontram em perigo. Pelo contrário: reconduzamos ao bom caminho os que se extraviaram e afastaram da verdadeira vida, e alegremo-nos com o seu regresso à comunhão daqueles que vivem reta e piedosamente.



Astério de Amaseia (?-c. 410),
Homilia n.º 13, Sobre a conversão (trad. do Breviário)