quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O que é a Quaresma...

A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

40 dias

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.

A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/quaresma/15.htm

sábado, 6 de fevereiro de 2016

LER A BÍBLIA TODA EM UM ANO

PLANO DE LEITURA

“Tua palavra é luz ao revelar-se, até os pequeninos a compreendem” (SI 119,130).

Os livros da Bíblia não estão dispostos em uma sequência que facilite a compreensão do seu significado. Há livros que podem ser lidos a qualquer tempo, e outros que supõem uma certa ordem. Alguns dizem mais respeito às nossas vidas, ao nosso dia a dia – de forma direta –, e outros que precisam ser considerados em seu contexto (prá não fazermos uma leitura fundamentalista, inadequada, de seu significado), e são por vezes aparentemente “sem sentido”, numa leitura superficial. Ou seja, toda a Bíblia é útil, mas alguns livros e passagens são mais proveitosos e aplicáveis à nossa vida que outros. Para aprender a fazer esta distinção é preciso ler a Bíblia toda; não, porém, sem um mínimo de orientação que nos ajude a manter aceso o interesse e o gozo pela leitura. Por isso, mais do que entender o “porquê” dos critérios propostos, comece o programa, e saboreie a doçura da Palavra gradativamente, elegendo, com o tempo, o seu próprio ritmo, as passagens que lhe são mais caras e utilizáveis no seu ministério...


1 - Comece pela leitura da Primeira Carta de São João, capítulo primeiro (1Jo 1). Muitos autores a indicam para os iniciantes, por ser uma leitura de fácil compreensão e por conter, por assim dizer, uma espécie de anúncio kerigmático, fundamental para a nossa iniciação no conhecimento da Palavra de Deus.
Nos dias seguintes, leia – sempre um por dia – os outros 4 capítulos desta 1ª carta, a 2ª carta de João (que tem só um capítulo) e a 3ª carta de João (que também tem somente um capítulo). Pronto: você já tem aí uma semana de oração e estudos com a Palavra de Deus. Passada essa semana, repita – pelo menos uma vez, o caminho já feito. (Não tenha pressa. Saboreie as palavras, e veja como novos significados vão “saltando” aos seus olhos)


Recomendações:


a) Leia as explicações do rodapé de sua Bíblia.
b) Sublinhe (ou destaque, com uma caneta apropriada) os versículos que mais chamam sua atenção.
c) Pergunte-se, ao ler cada capítulo: O que Deus está dizendo para mim, hoje, nessa leitura? Em que situações posso (ou poderei) aplicar essa mensagem à minha vida, ao meu ministério?
d) Que promessas – ou princípios divinos – estão contidos nessa passagem, para mim? (Note que, para responder a essas perguntas, você já irá naturalmente reler o capítulo proposto, também no mesmo dia...)
e) Será muito útil você anotar as respostas a essas indagações em um caderno próprio (a que muitos chamam de “Diário Espiritual”). Mas não deixe que isso se converta para você numa “tarefa a mais”, que o leve a desanimar na alegria da leitura. Com o tempo, você fará naturalmente essas anotações – num “diário”, na própria Bíblia, em cadernos de anotações para futuras palestras ou reflexões em grupo, etc. Com o tempo, também, poucos continuam a fazer o seu “diário espiritual” – a menos que isso faça parte das regras de uma Comunidade ou Congregação à qual se pertence. Mas o importante, mesmo, é você desenvolver o hábito de leitura diária da Sagrada Escritura... As demais práticas serão incentivadas em sua vida pelo próprio Espírito, que irá mostrando a você a utilidade delas.


2 - Um livro que facilita e predispõe o nosso coração para a oração, é o Livro dos Salmos. Nos Salmos, você irá aprendendo a recorrer à Palavra em momentos próprios para o Louvor, a Ação de Graças, o Arrependimento, a Súplica, a Renovação da Confiança no Senhor, o Socorro nas Adversidades e na Fraqueza, o Júbilo pelas conquistas, a Admiração pela Onipotência de Deus e por Sua própria Palavra – entre outros sentimentos. Por que então não lermos também um salmo (ou parte de alguns) por dia?
Na primeira vez, você poderá lê-los na sequência em que se encontram na Bíblia. Com o tempo, você mesmo irá aprendendo a procurá-los conforme as suas necessidades do momento. Ocasionalmente, você poderá também pedir ao Espírito que lhe indique uma leitura, ou mesmo abrir o Livro dos salmos (ou outro) aleatoriamente, pedindo antes que o Espírito lhe dê uma palavra para aquele dia...


Sugestão


a) Leia, de uma só vez, cada um dos seguintes salmos, conforme aparecerem em sua sequência: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 18, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 31, 32, 35, 38, 39, 40, 41, 42, 44, 45, 46, 47, 48, 50, 51, 52, 53, 55, 56, 57, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 69, 71, 74, 75, 76, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 89, 90, 91, 92, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 102, 107, 109, 110, 111, 112, 114, 115, 116, 119, 120, 121, 122, 123, 124, 125, 126, 127, 128,129, 130, 131, 132, 133, 134, 136, 137, 139, 140, 141, 142, 143, 144, 145, 146, 147, 148, 149 e 150.
b) Leia, distribuindo a leitura por 2 dias, os seguintes salmos: 9 (versículos de 1 a 21, no primeiro dia, e de 22 a 39, no segundo dia); 17 (de 1 a 14, e de 25 a 51); 21 (de 1 a 16, e de 17 à 31); 30 (de 1 a 10, e de 11 a 25); 33 (de 1 a 13, e de 14 a 23); 34 (de 1 a 16, e de 17 a 28); 36 (de 1 a 17, e de 18 a 40); 37 (de 1 a 9, e de 10 a 23); 43 (de 1 a 10, e de 11 a 27); 49 (de 1 a 10 e de 11 a 23); 54 (de 1 a 12, e de 13 a 24); 67 (de 1 a 19, e de 20 a 36); 68 (de 1 a 16, e de 17 a 37); 70 (de 1 a 12, e de 13 a 14); 72 (de 1 a 15, e de 16 a 28); 73 (de 1 a 12, e de 13 à 23); 88 (de 1 a 26, e de 27 a 53); 93 (de 1 a 11, e de 12 a 33); 101 (de 1 a 16, e de 17 a 29); 103 (de 1 a 15, e de 16 a 35), 104 (de 1 a 22, e de 23 a 45); 105 (de 1 a 24, e de 25 a 48); 106 (de 1 a 22, e de 23 a 43), 108 (de 1 a 16, e de 17 a 31); 113 (de 1 a 8, e de 9 a 26 – dependendo da tradução3); 117 (de 1 a 13, e de 14 a 29); 135 (de 1 a 13, e de 14 a 26); 138 (de 1 a 12, e de 13 a 24)...
c) Leia, em três dias, o salmo 77 (versículos de 1 a 22 no 1º dia, de 23 a 55 no 2º dia, e de 56 a 72 no 3º dia).
d) Leia, em 11 dias, o salmo 118 (1º dia = versículos de 1 a 16; 2 dia = de 17 a 32; 3º dia, de 33 a 48; 4º dia: de 49 a 64; 5º dia, de 65 a 80; 6º dia, de 81 à 96; 7º dia, de 97 a 112, no 8º dia, de 113 a 128; no 9º dia, de 129 a 144; no 10º dia, de 145 a 160; e no dia 11º dia, do versículo 161 ao versículo 176).


3 - Vamos entrar em um novo passo? Doravante – se ainda não começou a fazê-lo –, sempre que um versículo se destacar para o seu gosto ou para o seu entendimento, copie-o em um papel à parte (uma ficha, um pequeno cartão, ou em um “post it”), e coloque à vista (com a citação bíblica anotada abaixo da frase), de modo que você o decore em pouco tempo. Isso lhe será de muita valia em sua caminhada espiritual... Para a sequência das leituras (sempre com o propósito de um capítulo por dia, mais o salmo), siga o seguinte roteiro:


a) Leia o Evangelho de São João. Ele é diferente dos outros 3 evangelhos, e contém narrativas exclusivas e fundamentais para o nosso entendimento a respeito da divindade de Jesus Cristo. Ele contém uma impressionante catequese de Jesus sobre o Espírito Santo (aliás, aqui o Espírito é, pela primeira vez, nos revelado como pessoa divina). Quando o capítulo lhe parecer mais complicado, ore ao Espírito, peça luzes para o entendimento, e leia novamente. Saiba que, às vezes, a chave para a melhor compreensão de um capítulo a encontramos em capítulos posteriores. Ou mesmo em outros livros que você vai conhecer, oportunamente.
b) Leia na sequência, o Evangelho de Marcos. O autor – louvado por sua arte de narrador –, demonstra também em seu evangelho grande habilidade em enriquecer sua narrativa com indicações geográficas. Para ele, mais do que uma mensagem provinda de Deus referente à pessoa do Messias, o Evangelho é esta ação divina em meio aos homens. Marcos valoriza a “Boa Nova”, e enfatiza a pessoa de Jesus Cristo como Filho de Deus e a proximidade de seu Reino. Foi o primeiro a nos trazer esse gênero conhecido como “evangelho”.
c) Depois de Marcos, leia, sequencialmente tanto o Evangelho de Lucas como os Atos dos Apóstolos (que, desde os tempos antigos, têm também sido atribuídas a Lucas). O Evangelho destaca a subida de Jesus rumo a Jerusalém, onde se realiza o evento pascal: paixão, morte e ressurreição de Jesus; e o livro dos Atos relata a pregação deste evento a partir de Jerusalém até “os confins do mundo”, as extremidades da terra (cf. At 1,8). Importantíssimo no livro dos Atos é a narrativa do cumprimento da promessa de Deus a respeito do “dom do Espírito”, e a progressão da atividade missionária dos apóstolos – especialmente de Pedro e Paulo –, e o ânimo das primeiras comunidades cristãs, do “batismo ao martírio”...
d) Agora leia o Evangelho de Mateus – Como os demais evangelistas, Mateus relata a vida e o ensinamento de Jesus, e, a seu modo, destaca que o “Deus conosco” (o Emanuel anunciado a José) ficará presente entre os que crêem até o fim dos tempos. É o evangelista que mais insiste na lei, na Escritura, no cumprimento das profecias, nos costumes judaicos. Seu evangelho é dirigido primordialmente aos judeus, a quem quer demonstrar que Jesus é o Cristo, o Messias esperado...
4 - Vamos para um novo passo, entrando em contato agora com um outro gênero literário da Bíblia: o gênero epistolar, ou, simplesmente, as cartas.


a) Primeiramente você deve ler as cartas atribuídas a Paulo (a “carta aos Hebreus, e, provavelmente algumas das outras 13 cartas não foram escritas pessoalmente por ele, mas por discípulos dele; isso não altera a importância delas).
Das 14 cartas atribuídas a Paulo, 9 são dirigidas a alguma comunidade. Paulo fundava comunidades e, de vez em quando, voltava para ajudá-las, animá-las e atuar como moderador em algumas situações problemáticas. Quando estava impedido de visitá-las pessoalmente, enviava-lhes cartas (algumas eram bem longas...). Leia as cartas dirigidas às comunidades na seguinte sequência (sempre um capítulo por dia), mais o salmo de sua programação.
- Carta aos Efésios
- Carta aos Filipenses
- Carta aos Colossences
- I Carta aos Tessalonicenses
- II Carta aos Tessalonicenses
- Carta aos Gálatas
- I Carta aos Coríntios
- II Carta aos Coríntios
- Carta aos Romanos


b) Paulo também escreveu 3 cartas chamadas “Cartas Pastorais”, assim denominadas por serem dirigidas não a comunidades, mas a seus líderes, ou “pastores”. São essas que você deve ler na sequência:
- 1ª Carta a Timóteo
- 2ª Carta a Timóteo
- Carta a Tito


Leia em seguida a que Paulo escreveu a um cristão:
- Carta a Filêmon.


Em seguida, leia a carta que foi dirigida aos Hebreus em geral:
- Carta aos Hebreus


Saiba que as cartas que Paulo escreveu pessoalmente são mais antigas que os Evangelhos. A primeira delas (1ª Carta aos Tessalonicenses) foi escrita por volta do ano 51, sendo portanto o mais antigo livro do Novo Testamento. Paulo morreu provavelmente em 64 ou 67, antes, portanto, que fosse escrito o primeiro Evangelho (o de Marcos).


c) Chegou a hora de ler as chamadas epístolas “católicas”, assim conhecidas por não se dirigirem nem a uma pessoa e nem a uma determinada comunidade, mas a todas as igrejas cristãs (lembrando, então, que a palavra católico significa universal).


São 7 as epístolas “católicas”; delas, você já leu 3 (as de João). Leia agora as demais, nesta sequência:
Carta de Tiago
- 1ª Carta de Pedro
- 2ª Carta de Pedro
- Carta de Judas


A esta altura, o seu conhecimento da Sagrada Escritura já é bem diferente do que quando você se iniciou nessa prática de leitura. Você certamente já percebeu, por exemplo, que para o entendimento de alguns capítulos basta uma única leitura; já, para outros, a exigência vai ser maior (8, 10 vezes... ou até mais).
Claro que, nesta sua primeira “leitura geral”, o objetivo não é estudar e entender de modo aprofundado toda a Sagrada Escritura, mas o de ter contato com a Palavra viva do Deus vivo, que fala com você ainda hoje. O objetivo maior, do ponto de vista didático- pedagógico, é desenvolver em você o hábito de leitura da Bíblia. Só quem adquire esse hábito de ler regularmente a Bíblia pode cultivar também o hábito de bem estudá-la, posteriormente.
Por ora, continue a rezar pedindo ao Espírito Santo luz para que a Palavra lhe proporcione o crescimento e o fortalecimento espiritual de que você necessita. Continue a dar ênfase a essa leitura devocional mais do que a uma leitura de estudo. Continue a se perguntar: que luz esse Jesus que a Bíblia apresenta pode projetar hoje sobre todos os aspectos de minha vida (familiar, profissional, comunitária, emocional...)? Qual o impacto que deve ter em minha vida a salvação realizada por Jesus? De que maneira posso me deixar possuir e conduzir pelo dom do Espírito Santo, de modos a viver minha vocação rumo à santidade?...


5 - Vamos entrar agora na fase de leitura dos livros do Antigo Testamento. “Por que li os do Novo Testamento primeiro? São mais importantes?”... Você já aprendeu que toda a Sagrada Escritura é importante, e inspirada por Deus. Mas os livros do Novo Testamento foram escritos primordialmente para os cristãos – como eu e você –, para a Igreja de Jesus Cristo. Sua linguagem é mais universal, e diz mais respeito à nossa vida dos tempos de agora – e revelam por completo aquele que é o centro e o âmago de toda a Bíblia: Jesus Cristo, Senhor e Salvador!
O Antigo Testamento – também muito importante – foi relacionado e dirigido mais ao povo de Israel – ainda que nele encontremos livros importantíssimos para se entender o Novo Testamento e até mesmo o significado da missão redentora de Jesus.
Ao iniciar agora a leitura dos livros do Antigo Testamento (A.T.) não se esqueça de levar em consideração os aspectos históricos, culturais e sociais envolvidos, as intenções do autor, os modos de falar, escrever e enxergar o mundo, sabendo que, embora contenha coisas muito interessantes e até “cientificamente comprovadas”, a intenção da Bíblia não é ensinar ou transmitir conhecimentos daquelas ciências que outras instâncias do pensamento humano têm a incumbência de pesquisar e ensinar. Seu objetivo é a explicitação da salvação realizada por Jesus Cristo. E isso ninguém faz como ela... Algumas considerações antes de você começar a leitura dos livros do A.T.:
1ª) Agora que você já está mais treinado na leitura, a sugestão é que você imprima um novo ritmo à leitura. Além da leitura indicada para os livros do A.T., continue a ler os Salmos indicados, e não abandone a leitura do Novo Testamento (N.T.)... Retome a leitura daqueles livros – ou capítulos – que despertaram seu interesse, e que ainda mereçam sua atenção e meditação.
2ª) Note que se você participa de Missa diariamente, já tem definido um programa de leitura. Lembre-se apenas de que você deve ir além do simples “ouvir” na celebração, ou mesmo apenas “ler” durante a mesma. É bom – para o propósito de se avançar no conhecimento da Sagrada Escritura – que se dedique tempo a essa leitura (com grifos, anotações, orações com aquela palavra que está sendo lida, e possível registro de um “diário espiritual”...
3ª) O A.T. é longo, e a quantidade de livros bem maior que a do N.T. Muitos capítulos de livros do A.T. são extensos, e por vezes enfadonhos (compridas genealogias, descrições de construção do templo, relatos repetitivos...) do ponto de vista literário. Não desanime. Não queime etapas. Esforce-se por perceber o sentido que sempre está embutido na intenção do autor, ligando a Palavra de Deus à vida do povo. A Palavra ilumina e dá sentido à vida, e a vida ilumina o sentido da Palavra.
4ª) O livro do Apocalipse – que pertence ao N.T. – será proposto como o último livro a ser lido no Programa, após essa longa etapa de leitura do A.T.


Num primeiro bloco, vamos alternar a leitura de alguns livros ”históricos” (que são 21) com um dos livros chamados “Sapienciais” – ou Didáticos –, que são 7 (desses 7, você já vem lendo um deles: os salmos). Se possível, leia mais de um capítulo desses livros do A.T. por dia (mais os Salmos e suas opções para as leituras do Novo Testamento).
Dos livros desse primeiro bloco do A.T., talvez o mais conhecido – e controvertido! – seja, o livro do Gênesis (ou, das “Origens”), que fala das origens do mundo e da humanidade. Muitas vezes ele é lido como se fosse um livro de história erudita e até de ciência natural. Na realidade, ele é muito mais que isso, mas não é isso...
No Pentateuco (palavra que significa “os estojos” onde eram guardados esses 5 primeiros livros que compreende o Gênesis, o Êxodo, o Levítico, o Livro dos Números, e o livro do Deuteronômio), o povo de Israel se descobre como alguém eleito por Deus, que o protege e o conduz; depois de muita desobediência, sente-se convidado a seguir o exemplo dos patriarcas na fidelidade a seu Deus, que é fiel em Suas Promessas...
Os “Livros Sapienciais” (Jó, Ex, Lv, Nm, Ct, Dt e Eclo) são de gêneros muito diversos: cânticos litúrgicos, escritos de estilo filosófico, drama, reflexão poético-didática, e coleções de sentenças de sábios populares (de cunho pedagógico). O “Cântico dos Cânticos” nos apresenta um misterioso rol de poemas de amor escritos em torno de um enredo confuso, que nem sempre se presta a uma interpretação clara. É preciso, pois, considerar o tempo em que foram escritos (com estranhos conceitos sobre a mulher, o inimigo, os estrangeiros...), mas com sensibilidade aberta às verdades eternas, que podem iluminar também hoje os caminhos de nossas vidas... Vamos à leitura:


a) - Gênesis
- Jó
- Êxodo
- Provérbios
- Levítico
- Eclesiastes
- Números
- Cântico dos Cânticos
- Deuteronômio
- Sabedoria
- Josué
- Eclesiástico
- Juízes


Vamos agora ao 2º bloco. Seguiremos com a leitura do restante dos “livros históricos”. Vale lembrar que o termo “histórico”, aplicado a esses livros, nos remete, na verdade, àquilo que hoje entendemos mais adequadamente por “crônica” – relato não necessariamente fundamentado sobre postulados científicos. Embora o povo de então conhecesse a diferença entre história (fato realmente acontecido) e fábula, alegoria, metáfora (narrativas simbólicas), por vezes misturavam as duas coisas, mas sempre com a intenção de bem transmitir sua mensagem para que ficasse com clareza gravada na memória de quem a ouvia.
Continuando com a leitura, observe o seu ritmo e os propósitos anteriores.


b) - Rute
- 1 Samuel
- 2 Samuel
- 1 Reis
- 2 Reis
- 1 Crônicas
- 2 Crônicas
- Esdras
- Neemias
- Tobias
- Judite
- Ester
- 1ª Macabeus
- 2ª Macabeus


No terceiro (e último) bloco do A.T., você vai entrar em contato com os “Livros Proféticos” (que são 18). A Bíblia cristã – diferentemente da Bíblia hebraica –, inclui na categoria “proféticos” apenas os pronunciamentos (oráculos) dos profetas (transfere para a lista dos “históricos” aqueles relacionados à historiografia, e traz para a lista dos “proféticos” alguns escritos que a Bíblia hebraica lista na categoria dos “Escritos” (Daniel e Lamentações). À leitura:
c) - Isaías
- Jeremias
- Lamentações
- Baruc
- Ezequiel
- Daniel
- Oseias
- Joel
- Amós
- Abdias
- Jonas
- Miqueias
- Naum
- Habacuc
- Sofonias
- Ageu
- Zacarias
- Malaquias


Finalmente, depois dessa etapa, resta pra você apenas a leitura do último livro da Sagrada Escritura: O livro do Apocalipse – também conhecido como o “livro da Revelação”, que é o que a palavra significa, em grego.
O Livro do Apocalipse foi escrito pelo apóstolo e evangelista João, com a intenção de sustentar a fé e a esperança dos cristãos perseguidos, no início do cristianismo. Embora se utilize de visões e quadros fantásticos, não é um livro de “prenúncio de desgraças”, de “coisas ocultas e aterrorizadoras”, como muitas vezes se pensa. O livro fala da glória celeste, da parusia, isto é, do céu. Anuncia a derrota dos que perseguem os seguidores de Cristo e a vitória final dos cristãos Perseguidos. Você já tem bagagem suficiente para desfrutar das impressionantes visões e quadros que o livro apresenta. A ele, pois:
- Livro do Apocalipse de João


A BÍBLIA TODA EM UM ANO!


Agora que você já se tornou um conhecido amigo da pessoa que a Bíblia na verdade é, que tal recomeçar tudo, e ler a Bíblia toda em apenas um ano?
Você não pode imaginar o quão enriquecedora será essa segunda leitura. Incrível como o significado das passagens ganham novo colorido no nosso entendimento, e a aplicabilidade delas na nossa vida flui como rio caudaloso mas suave, profundo mas transparente... É “uma outra Bíblia”, a que você vai ler – por assim dizer... Caso se anime, aqui seguem algumas sugestões.


PROGRAMA DE LEITURA DA BÍBLIA
EM UM ANO!


- Perseverantemente, você mesmo deve agora selecionar a sequência dos livros que vai ler, observando alguns critérios.
- Deixe os livros de capítulos menores (algumas cartas, alguns “proféticos”, alguns “sapienciais”, e mesmo os Salmos – que você pode ler sem ser na sequência), à parte.
- Comece a leitura sabendo que você terá de ler em média 4 capítulos por dia (praticamente 2/3 do ano).
- Conjugue a leitura de capítulos mais longos com a leitura de capítulos menores (organize uma caderneta, por exemplo, onde você vai controlando – e riscando – o que já leu).
- Contabilize leituras de capítulos que porventura você faça com outros propósitos (reuniões de oração, estudos bíblicos, e outros momentos litúrgicos).
- Cumpra em média as seguintes metas diárias (elas podem ser mais amplas, dependendo de seu tempo disponível):


1. Ler, em todos os sábados e domingos, 4 capítulos da Bíblia (108 dias x 4 = 432).
2. Ler, em outros 125 dias do ano, também 4 capítulos da Bíblia (125 dias x 4 = 500).
3. Ler, nos outros 132 dias do ano, 3 capítulos da Bíblia (132 x 3 = 396).
4. Pronto! = 1.328 capítulos. Você terá lido todos os 1067 capítulos do Antigo Testamento mais os 261 capítulos do Novo Testamento!
1067 + 261 = 1328 capítulos!


É um desafio. Eleja o seu “ANO DA BÍBLIA’, e “mãos à Palavra!” A recompensa será eterna...nem precisaríamos afirmar que a Palavra de Deus é rica demais, uma fonte de água viva inesgotável a dessedentar todos os que dela se aproximam. Vale a pena acercar-se dela tantas vezes quantas pudermos – ou necessitarmos... A fonte é sempre a mesma, mas a água é sempre renovada. Não se esgota ela, não cessamos nós de precisar de seu refrigério...Assim nos ensinava, desde há muito tempo, o sábio Santo Efrém:
“Que inteligência poderá penetrar
uma só de vossas palavras, Senhor?
Como sedentos a beber de uma fonte,
ali deixamos sempre mais do que aproveitamos.
Portanto, se alguém receber uma parcela desse
tesouro,
não pense ser só este o conteúdo dessa Palavra,
mas saiba que encontrou apenas uma parte
do muito nela contido.
E, se só esta parcela esteve ao seu alcance,
não diga que seja pobre e estéril a Palavra de Deus,
nem venha, por isso, a desprezá-la.
Ao contrário, por não poder abraçá-la totalmente,
dê graças por sua riqueza infinita.
Alegra-te por seres vencido,
não te entristeças por ela te ultrapassar.
O sedento enche-se de gozo ao beber,
e não se aborrece por não poder esgotar a fonte.
Vença a fonte a tua sede,
e não vença a tua sede a fonte,
porque, se a tua sede se sacia
sem que a fonte se esgote,
quando, de novo, estiveres com sede,
dela poderás beber.
Se, porém, saciada tua sede, também se secasse a
fonte,
tua vitória redundaria em mal.
Dá graças pelo que recebestes;
pelo que ainda sobrou não te entristeças.
Aquilo que recebestes é tua partilha;
o que sobrou é tua herança.
Não te esforces por beber em um só trago
aquilo que não pode ser tomado de uma só vez,
nem desistas de tomá-lo aos poucos”.

Paz e fogo, e que o texto seja um auxílio na leitura da Bíblia para todos.
Deus abençoe.

http://rccourobrancomg.blogspot.com.br/p/ler-biblia-toda-em-um-ano.html

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Manutergium


As mãos consagradas de um padre no dia de sua sagrada ordenação são amarradas com o manutergium. O manutergium usado em sua ordenação será colocado nas mãos de sua mãe após a sua morte como um sinal de que aquela é mãe de um sacerdote.
Dessa forma, quando Nosso Senhor lhe perguntar - "Eu lhe dei a vida, o que foi que você me deu?" Ela lhe entregará o manutergium e responderá: "Senhor, eu Vos dei o meu filho como um sacerdote".
Honra para ela, glória para o Céu!

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Santo Tomás de Aquino, professor e consultor da Ordem



Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno

Neste dia lembramos uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: “Quem é Deus?”.
A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.
Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.
Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.
Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado “Doutor Angélico”, Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.
Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

http://santo.cancaonova.com/santo/santo-tomas-de-aquino-professor-e-consultor-da-ordem/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

São Domingos e a oração com o corpo: redescubra essa tradição católica!

“Quando você ama, você expressa de muitas formas o que sente”
oração de São Domingos

Se o diálogo com Deus é profundo, o corpo segue o coração e dança, como o rei Davi diante da Arca da Aliança, ou mexe as mãos, os braços, as pernas, desenhando com o movimento o ritmo do colóquio com o Mestre da Vida, como fazia São Domingos de Gusmão.
De uma janela com vista para a igreja de Santa Sabina, dentro daquele que foi o dormitório do antigo mosteiro dominicano do Aventino, em Roma, os primeiros companheiros do santo fundador da Ordem dos Pregadores o “espiavam” absorto em oração, assistindo ao seu dinamismo incansável. “Quando você ama”, diz a irmã Catherine Aubin, dominicana, professora da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (“Angelicum”) e autora do livroRezar com o corpo à maneira de São Domingos, “você expressa o que sente com gestos, palavras, sorrisos. O mesmo acontece na oração, que é uma conversa com Jesus, a quem queremos mostrar o nosso amor. Nos dias de hoje, nós nos esquecemos um pouco desta relação viva da oração com o corpo e com Deus”.
Felizmente para nós, os irmãos daquela época tomaram notas e relataram 9 modos de rezar de São Domingos e os transformaram em imagens de um livro. Esse documento serviu para ajudar os irmãos a orarem. “O primeiro testemunho é o grito de São Domingos: ‘Minha Misericórdia, o que estão para tornar-se os pecadores?’”, comenta a irmã Catherine. “Daí os movimentos: curvar profundamente a cabeça e as costas, prostrar-se, esforçar-se para se unir à Paixão de Cristo, ajoelhar-se e levantar-se, ficar de pé sem apoiar-se em nada, com as mãos abertas sobre o peito em escuta da Palavra, com os braços abertos como Jesus na cruz, com os braços alçados ao céu em sinal de súplica. A cada gesto corresponde uma atitude espiritual – humildade, arrependimento, confiança na misericórdia de Deus –, num percurso de três etapas que expressam a aceitação das próprias limitações de criatura e o encontro com Deus face a face, como um amigo”.
Com as duas últimas atitudes, São Domingos lê e escuta o que o Senhor lhe diz através da sua Palavra e, em seguida, compartilha a amizade de Jesus com os amigos no mundo. Domingos tinha a reputação de ser o “consolador” dos seus irmãos, “ajudando os outros a reencontrarem a dignidade e a vocação, que é a amizade de Deus”. A amizade com Jesus demanda o tempo de estar com Ele, mas também de caminhar compartilhando o próprio ser com o próximo.
A irmã Catherine viveu dez anos em Paris, numa comunidade dominicana em Saint Denis, onde entrou em contato com muitas pessoas que buscavam a harmonia interior por meio de técnicas de meditação do tipo “zen”. O exemplo de São Domingos recorda que “também na tradição católica existe uma pedagogia da oração com o corpo, que ajuda a encontrar a interioridade”. Rezar com o corpo ajuda a ir além da oração mental distraída, transformando-a em um “diálogo vivo ao longo de toda a jornada”.
Difícil? Menos do que parece. “Comecemos com gestos simples, como o sinal da cruz e o abrir das mãos. Vamos aos poucos encontrando a presença de Deus em nós mesmos”.

http://pt.aleteia.org/2015/11/23/sao-domingos-e-a-oracao-com-o-corpo-redescubra-essa-tradicao-catolica/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Nov%2023,%202015%2004:33%20pm

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Couraça de São Patrício

Hoje me levanto com poderosa força
e invoco a Santíssima Trindade com
fé Trinitária.

Professando a unidade do Criador e
da criatura.

Hoje me levanto com a força do nascimento
de Cristo graças a seu Batismo, com a força
de sua crucificação e morte, com a força de
sua Ressurreição e Ascensão, com a força de
seu retorno no dia do juízo.

Hoje me levanto com a força do amor do
Querubim obediente aos Anjos, a serviço
dos Arcanjos, na esperança da Ressurreição
para encontrar consolo com as orações dos
Patriarcas, as predições dos Profetas, os ensinamentos
dos Apóstolos, a fé dos confessores, a inocência
dos Santas Virgens, os feitos dos homens de bem.

Hoje me levanto coma força dos Céus; a luz do
sol, o brilho da lua, o esplendor do fogo, a velocidade
do Trovão, a rapidez do vento a profundidade dos
mares, a permanência da Terra, a firmeza da rocha.

Hoje me levanto com a força de Deus que me guia,
sua grandeza que me apoia, sua sabedoria que me
guia, seu olho que me cuida, seu ouvido que me escuta,
sua Palavra que me fala, sua mão que me defende, seu
caminho para segui-lo, seu escudo para proteger-me,
sua Eucaristia para livrar-me das armadilhas do demônio,
da tentação dos vícios, daqueles que me desejam mal,
longe ou perto, só ou acompanhado.

Hoje invoco todos estes poderes para que se levantem
entre mim e estes males, contra todos os cruéis e infames
poderes que desejam o mal para meu corpo e alma, contra
as invocações dos falsos profetas, contra as nefastas leis pagãs,
contra as falsas leis da heresia, contra as artes da idolatria,
contra os feitiços das bruxas, quiromantes e feiticeiros, contra
todo conhecimento que corrompa o corpo e a alma.

Cristo me proteja hoje contra o veneno, contra o fogo, contra
o morrer afogado, ser ferido para que assim venha a mim
abundante consolo.
- Cristo comigo,
- Cristo à minha frente,
- Cristo atrás de mim,
- Cristo em mim,
- Cristo abaixo de mim,
- Cristo sobre mim,
- Cristo a minha direita,
- Cristo a minha esquerda,
- Cristo quando durmo,
- Cristo quando descanso,
- Cristo quando me levanto,
- Cristo no coração de todo homem que pense em mim,
- Cristo na boca de quem fale de mim,
- Cristo em todos os olhos que me vêem,
- Cristo em todo ouvido que me ouve.

Hoje me levanto com poderosa força e invoco à Santíssima
Trindade com trinitária Fé professando a unidade do Criador
e da criatura. "Assim seja."


São Patrício, bispo da Irlanda.


http://docuranossasalve.blogspot.com.br/2015/04/couraca-de-sao-patricio.html

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Por que sempre há um crucifixo nos altares?

Uma pergunta que todo católico precisa saber responder

web-cross-altar-church-candles-kerry-garratt-cc

No centro da ação litúrgica da Igreja, está Cristo e seu mistério pascal. Portanto, a celebração litúrgica deve tornar evidente esta verdade teológica. E, desde quase sempre, o símbolo escolhido pela Igreja para a orientação do coração e da mente do cristão durante a missa ou a liturgia é a representação de Jesus crucificado.
O crucifixo é o principal elemento sobre o altar, porque a missa é o santo sacrifício, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor.
Antigamente, a liturgia prescrevia o costume de que tanto o sacerdote quanto os fiéis se posicionassem na direção do crucifixo durante a missa. O crucifixo era colocado no centro do altar (que naquela época ficava ligado à parede).
Isso nos dá a entender a centralidade do crucifixo na celebração do culto divino, e era muito mais destacado no passado. De fato, a presença da cruz na celebração da missa está certificada desde o século V.
O crucifixo fica sobre o altar para recordar à assembleia e ao ministro celebrante que a vítima que se oferece sobre o altar é a mesma que se ofereceu na cruz.
Portanto, nunca podemos perder de vista que a missa é um sacrifício – aspecto este que pode se perder quando a celebração se converte em uma festa que só leva em consideração a ressurreição do Senhor, esquecendo-se do seu sacrifício expiatório.
Não podemos nos esquecer de que não há ressurreição sem cruz.
O crucifixo no centro do altar nos indica que o sacerdote celebra a missa frente a Deus, e não como um protagonista diante do povo. A cruz tira o protagonismo do padre e o dá a Cristo; assim, tanto fiéis como sacerdotes vivem a missa olhando para Deus.
A liturgia não é um diálogo entre sacerdote e assembleia. Sacerdote e povo não dirigem um ao outro sua oração, senão que, juntos, a dirigem ao único Senhor.
Olhar para o crucifixo é uma oportunidade para caminhar com o olhar dirigido a Jesus.
O crucifixo sempre deve estar sobre o altar, salvo duas exceções: quando o Santíssimo Sacramento é exposto na custódia e quando a crucificação é a imagem central da pintura ou retábulo atrás do altar.
Alguns poderiam dizer que a cruz no centro do altar não deve ser permitida, pois impede a visão dos fiéis. Mas, na verdade, a cruz sobre o altar não é um obstáculo, e sim um ponto de referência comum.

http://pt.aleteia.org/2016/01/20/por-que-sempre-ha-um-crucifixo-nos-altares/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-