sábado, 13 de agosto de 2016
Novena do Trabalho
NOVENA DO TRABALHO - Você que está empregado e principalmente que está desempregado, venha fazer conosco essa novena. A partir do dia 16/08 próxima terça feira. Postaremos as orações todos os dias as 6hs.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
AS DIFICULDADES OBJETIVAS
Nem todas as nossas dificuldades são subjetivas, fruto da imaginação egoísta e do coração estreito.
Existem dificuldades objetivas, e não somente existem como são uma permanente presença no caminho da nossa vida, em cada um dos seus passos. E é natural que seja assim.
A existência humana é dinâmica. O progresso é lei da nossa vida, porque não estamos “feitos” de uma vez por todas, mas avançamos passo a passo, ao longo dos nossos dias, rumo à nossa plenitude. Isto exige uma contínua superação, uma vez que avançar não é dar voltas ao redor do mesmo ponto, mas subir, superar-se a si mesmo e crescer. Em qualquer momento da nossa existência, sempre podemos enxergar – tanto do ponto de vista do trabalho e da cultura, como da vida espiritual e moral – mais um degrau a galgar, mais um patamar a alcançar. E é claro que ninguém consegue uma ascensão sem esforço e, em consequência, sem ter de enfrentar resistências e obstáculos.
Montanhas e serras, dificuldades, têm um valor para quem caminha. Poderiam ser barreiras – se faltasse ideal e empenho –, mas podem ser degraus. Lembrando-nos de São Paulo, que afirma que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus (Rom 8, 28), procuraremos ver – nas próximas meditações – como é que as dificuldades objetivas podem contribuir para o nosso melhoramento.
As dificuldades firmam-nos no bem
As dificuldades firmam-nos no bem, dão têmpera moral.
Na vida do esportista, cada dificuldade é um “desafio”. Não costuma ser assim – infelizmente – na vida moral. Basta às vezes o aparecimento de uma dificuldade um pouco maior para sentirmos a tentação de deter a marcha e olhar para trás; de desistir ou, pelo menos, de estacionar.
Esta tentação nota-se especialmente quando fazemos bons propósitos de mudança. Começamos bem, animados e esperançosos: desta vez, as coisas vão melhorar. Mas lá vem logo, como um balde de água fria, uma dificuldade não esperada, pelo menos não esperada… tão cedo.
Imaginemos um pai de família que um belo dia se propõe sair do seu proverbial mutismo e ultrapassar as habituais respostas monossilábicas e secas. Tenta, mais ou menos desajeitadamente, dizer umas palavras especialmente amáveis à esposa e aos filhos. Não se sabe se pelo insólito do caso, ou porque o diabo meteu o rabo, o fato é que mulher e filhos reagem mal: “Você não se sente bem?”, “Pai, o que é que deu no senhor?” Imediatamente, o pai-caramujo, ferido nas suas melhores intenções, sente o irresistível impulso de se enfiar no mais profundo da sua carapaça e dizer: “Nunca mais!”…
É muito comum os propósitos murcharem por tropeçarmos com obstáculos. Não nos esforçamos por ser mais afáveis porque nem sempre somos bem compreendidos. Não perseveramos na oração diária porque nos distraímos com facilidade e temos a impressão de estar perdendo o tempo. Não mantemos os horários de trabalho e os planos de aproveitamento do tempo porque desanimamos com os imprevistos que os alteram. Não prosseguimos na luta por ser humildes porque não conseguimos evitar que as pontadas do nosso amor-próprio pipoquem a cada passo.
Na realidade, cada dificuldade que surge no caminho dos nossos bons propósitos nos põe à prova. É um teste de sinceridade. Porque a dificuldade, incitando-nos a desistir ou a recuar, obriga-nos a tomar uma posição, a determinar se queremos ou não. Com efeito, cada dificuldade provoca uma certa hesitação, e por isso mesmo nos exige uma decisão. A nossa vontade deverá inclinar-se ou pelo lado do ideal moral – dos valores e das virtudes cristãs – ou pelo lado da facilidade.
Certamente a dificuldade nos abala. Mas também é como se, por assim dizer, nos obrigasse a fixar o olhar num valor moral superior: um valor difícil, mas autêntico. Tendo-o inequivocamente diante dos olhos, não temos outro jeito senão optar e dizer um “sim” ou um “não”, pondo assim à prova se queremos o bem acima de tudo ou se apenas o desejamos de um modo relativo e sem compromisso. Cada dificuldade, portanto, permite uma auto-avaliação da nossa qualidade moral.
Se, no exemplo do pai de família antes mencionado, o protagonista desiste dos seus bons propósitos, estará optando pelo orgulho (não estará disposto a sofrer mais uma pequena humilhação em prol do bem); pelo contrário, se persevera no esforço, optará pelos valores cristãos da humildade e do amor; e, na medida em que prosseguir na luta por melhorar a sua caridade, por abrir um espaço novo ao amor na rispidez do seu caráter, estará firmando em si uma nova e mais alta qualidade moral, crescerá em estatura espiritual e se tornará, no sentido mais profundo e verdadeiro do termo, um homem melhor.
Quando sentimos, portanto, o desânimo que, perante uma dificuldade, nos impele a pensar que “não dá”, devemos convencer-nos de que a verdade se encontra na posição contrária: somente assim é que dá. Isto é, que somente enfrentando e superando uma dificuldade colocada no caminho da virtude é que a mesma virtude se consolida e se torna forte.
Adaptação de um trecho do livro de F. Faus, O valor das dificuldades
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Querer o perdão
Precisamos querer o perdão e buscá-lo; precisamos dessa graça divina para perdoar setenta vezes sete
“Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18,22).
Jesus deu essa resposta quando Lhe foi perguntado quantas vezes devemos perdoar o nosso irmão, pois parece que todos nós temos um limite em nossa capacidade de lidar e suportar determinadas coisas e situações. O que Jesus está dizendo não é por causa do outro, é pelo nosso próprio coração, porque este não pode ter limites para o perdão, pois perdoar deve ser a característica fundamental da espiritualidade cristã, da nossa relação com Deus e com o próximo.
Quando o perdão é esquecido, quando ele se torna cansativo, as coisas vão se aglutinando, se amontoando, ajuntando-se dentro de nós; depois, isso cria um embaraço terrível. E lá na frente, quando quisermos resolver, as coisas estarão duras demais ou mal resolvidas.
Pode ser que, na hora, não tenhamos força, mas não seremos ingênuos em fingir que somos máquinas, onde apertamos um botão e logo perdoamos. Não é assim que funciona o coração humano, entretanto, a disposição e a vontade de perdoar precisam acontecer a todo momento, por mais ferida que a alma e o coração estejam; mesmo que seja preciso fazer um trabalho espiritual, um trabalho humano e psicológico, para que o perdão floresça.
O perdão nasce da vontade de perdoar, mesmo que não sintamos, que não consigamos perdoar de imediato nem tenhamos amadurecido. Precisamos querer e buscar o perdão; precisamos dessa graça divina para perdoar setenta vezes sete! Primeiro, para que tenhamos saúde espiritual, psíquica e física, porque o contrário gera muitas pessoas doentes. Segundo, porque é dessa forma que Deus nos perdoa, Ele não limita o Seu perdão a nós, não nos perdoa só até um determinado ponto: “Já pequei demais, agora Deus não me perdoa mais!”. Sabemos que não é assim, pois todas as vezes que vamos buscar o nosso Pai, implorando o Seu perdão e Sua misericórdia, Ele não nos nega.
Não seja como o homem do Evangelho de hoje, que foi “sem vergonha”. Ele foi perdoado de sua dívida, que era grande, mas quando encontrou seu companheiro na estrada, foi muito cruel e duro. O homem pediu apenas mais um tempo para pagar a dívida, mas ele disse ‘não’ e mandou lançá-lo na prisão.
Recebemos o perdão enorme, sem contas do coração de Deus, mas perdoamos pouco ou quase nada. Muitos podem pensar: “Mas nem sempre eu consigo perdoar!”. É verdade, mas então peçamos ao Senhor que nos dê um coração bom e misericordioso como o d’Ele, porque Ele perdoa tudo, menos o coração de quem não tem “vergonha na cara”, de quem foi muito perdoado por Ele, mas é incapaz de usar o perdão para com seu próximo.
“Pai, perdoa as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos ofendeu!”.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Comunidade Canção Nova,
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
Pokémon GO: Novidade? Vício? Ameaça? Alucinação? Absurdo?
Os famosos “monstros de bolso” (tradução das palavras inglesas que formam a palavra Pokémon) são criaturas fictícias, imaginárias, que se tornaram uma verdadeira febre no final dos anos noventa nos vídeo games e desenhos. Até aqui, acredito que não haja novidade para ninguém.
Alguns falam de outra possível tradução: “Demônio de Bolso”. Também já disseram que o criador desses personagens, um japonês, após ter terminado o projeto, começou a viver como bicho, até ser internado em um hospício onde logo morreria por suicídio. Precisamos pesquisar...
A questão agora é a chegada (último dia 3 de Agosto) no Brasil do aplicativo “Pokémon GO” criado para os Smartphones. As propagandas dizem: “Finalmente Pokémon GO está entre nós, e é chegada a hora de aprender o máximo para se tornar mestre Pokémon”. Os apaixonados pelos jogos querem apenas uma coisa: “Alcançar o maior dos objetivos: Capturar os mais poderosos Pokémon”.
E a febre começou! Disponíveis já nas lojas online da Apple e do Google, o jogo já começou espalhar monstrinhos (ou diabinhos) pelas cidades todas (preferia anjos!). E a ideia é que os jogadores (na maior parte, crianças) andem pelas ruas procurando o Pokémon! Ah...até encontrá-los! Atenção pais! Pensem no teor e na proposta do jogo! Nem tudo que parece inofensivo, o é na realidade! Essa é a diferença do jogo! Se nossos filhos estavam escravos dos celulares e tablets em casa, agora sairão para as ruas à caça dos pokémons! Creio que era melhor meu tempo de criança em São Gonçalo quando íamos atrás das tanajuras ou das pipas; ao menos eram reais!
Essa mistura de realidade com o mundo virtual (mais virtual que real. Real mesmo só o aparelho celular) pode se tornar uma epidemia, um vírus, uma febre esdruxula. Serão quase (que me desculpem os jogadores) como zumbis circulando pelos espaços vazios capturando Pokémons, que até então totalizam em 250 tipos diferentes. Temos que pensar!
Alienação? Distanciamento da realidade? Exclusão do mundo real? “Idiotização social” como alguns falaram? Infantilização dos adultos? Tentativa de transformar o mundo real em um vídeo game gigante? Invasão de espaço? Tem até Pokémon na nossa Igreja, e nem a Apple nem o Google me pediram!!!
Temos que pensar! No Rio, o jogo começou exatamente antes das Olímpiadas! O Prefeito que não gosta de Maricá quer copiar os EUA, onde já aconteceram inúmeros acidentes, também no trânsito. Soube, através de uma amiga, de crianças atropeladas e caindo de janelas e escadas na tentativa de capturarem os pequenos demônios de bolso! Fora os assaltos aos celulares que triplicaram neste segundo dia de uso em São Paulo, por exemplo. Fanatismo? Insensatez? Guerra espiritual? Brincadeira? Mais um aplicativo? O tempo e os frutos dirão! O problema é que no Brasil, tudo tem proporções gigantes. Se isso for um mal, nos preparemos. Imagine Pokémon nas escolas, igrejas, mercados, praças, ruas, na praça de alimentação do shopping?
Capturar todos? Sair de casa? Podíamos aproveitar o ensejo para falar aos nossos filhos sobre a complexa realidade que a sociedade atravessa. Seria tão bom se eles voltassem a sair de casa para comprar o pão para os pais, os remédios para os avós. Se saíssem para recolher alimentos e agasalhos para os mais carentes. Se promovêssemos a “cultura do encontro” como pede o Papa Francisco!
Ah se eles saíssem com a mesma disposição para a Escola e a Igreja! Para o Culto e a Missa! Para a sala de aula! Imagina nossas crianças no recreio? O Fenômeno Pokémon ainda está no começo! Vamos, em contrapartida, ensinar nossos filhos a saírem de si, a procurarem Deus, e os amigos, os parentes, e a natureza real, os animais e as verdadeiras instituições que edificam e formam um ser humano para a batalha da vida!
Vamos à Caça do Avivamento do Bem, da necessidade do Próximo, do Real, do Evangelho e da Família, do trabalho justo e honesto, da Cultura da Vida e da Civilização do Amor! Vamos à busca de Deus, da Igreja e do estudo, do Perdão e da Paz! Deixemos que os monstros se ocupem e enterrem seus próprios monstros! Deixemos os demônios no inferno. Deixemo-nos no bolso do diabo. Nascemos de Deus e para Ele, nascemos para o Céu! Aplica-te ao Amor Real e sem fingimento!
Não perca tempo! Saia e espalhe a bondade real que está em você para todos os que pelos caminhos da vida você encontrar! Vá! A vida é curta! O mundo precisa! Saia! Para isso não é preciso nem telefone, nem rede, nem aplicativo, nem dinheiro! Vai humaniza com amor e por amor o ser humano que se coisificou, desumanizando-se.
Nada de monstros, apenas homens e mulheres novos pelo Amor!
Padre Dudu
https://www.facebook.com/ironi.spuldaro.5/posts/986859871413188
O jeito inteligente de Pe. Pio ensinar um padre
Talvez você conheça São Padre Pio de Pietrelcina por seus estigmas e os milagres atribuídos a sua intercessão. Porém em vida ele também foi conhecido por ser um estupendo confessor e por dar lições realmente inteligentes a quem se aproximava dele. Esse é o caso de um sacerdote argentino que veio a ele, sem se quer imaginar que este santo lhe daria uma lição que o ajudaria a ser um padre melhor.
Contam que um sacerdote argentino havia ouvido falar tanto sobre os conselhos do Padre Pio, que decidiu viajar de seu país à Itália, com o único objetivo de que lhe desse alguma recomendação para sua vida espiritual. Chegou à Itália, se confessou com o Padre e teve que voltar sem que desse nenhum conselho. O Padre lhe deu a absolvição, o abençoou e isso foi tudo.
Chegou à Argentina tão desiludido que desabafava contando o episódio a todo mundo:
- Não entendo por que o Padre não me disse nada…E eu viajei da Argentina até lá, só para isso! O Padre Pio lê as consciências e sabia que eu havia ido com a esperança de que me desse alguma recomendação…
Assim se queixava uma e outra vez , até que seus fiéis começaram a se perguntar:
– Padre, tem certeza de que Padre Pio não te disse nada? Será que não fez algum gesto, algo fora do comum?
Então o sacerdote se pois a pensar, e finalmente se lembrou que Padre Pio tinha feito algo um pouco estranho…e disse aos seus fiéis:
- Me deu a benção final fazendo o sinal da cruz lentamente, tão lentamente que eu pensei: “Será que não vai acabar nunca?”
Lhe responderam:
- Eis aí seu conselho! O senhor faz tão rápido o sinal da Cruz quando nos abençoa, que parece mais um rabisco.
O sacerdote caiu em si, muito feliz com esta forma tão original de aconselhar que tinha Padre Pio.
Que maneira inteligente de aconselhar um sacerdote!!!
http://pt.churchpop.com/o-jeito-inteligente-de-pe-pio-ensinar-um-padre/
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