sábado, 19 de novembro de 2016

PACIÊNCIA: AS DEMORAS DE DEUS


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No mundo em que vivemos, bêbado de acelerações, ultrassônico nas mudanças e doente de impaciências, a bela arte do amor paciente é muito necessária. A virtude da paciência é uma terapia de que o mundo atual precisa muito.

Mas o fato é que a impaciência faz a festa nesse ambiente em que o egoísmo pensa que “para mim tudo tem que ser antes e ao meu gosto” e o comodismo exige “tudo rápido, para já e com o menor trabalho possível”. É natural que, nesse ambiente, a impaciência se manifeste a toda hora em forma de cansaço insofrido, unido à irritação e à  revolta. Não é estranho que, nesse clima tenso, as impaciências acabem cedo ou tarde por arremessar-se contra Deus.
Tal é o caso, não infrequente, dos que chegam a duvidar da bondade de Deus e sentem que se lhes abala a fé quando julgam que “Deus não os escuta”, pois – segundo pensam – não atende aos seus pedidos como “deveria” nem os livra das suas aflições.
Falam então do “silêncio de Deus”, insinuando – ou afirmando claramente – que Deus não se interessa pelas suas criaturas, mas permanece na olímpica solidão dos céus, alheio às tribulações e anseios dos homens.
Um bom número de casos de agnosticismo, ou de ateísmo inconsistente (será que existe algum ateísmo consistente?), ou de ceticismo mais ou menos cínico, tomaram pé em alguma decepção. Esperava-se algo de Deus, e não aconteceu. Por essa razão, Fulano deixou de ir à Missa depois da morte do filho, pelo qual tanto tinha rezado; Sicrano perdeu a fé após a quinta tentativa frustrada de entrar na faculdade; e Beltrana bandeou-se para o esoterismo ao perder o último namorado.
Os “silêncios” e as “demoras” de Deus põem à prova a nossa paciência. Mas são precisamente essas dificuldades desconcertantes as que nos fazem compreender que uma boa paciência jamais poderá ser erguida sobre uma fé ruim. A fé que age pelo amor (Gl 5,6), de que fala São Paulo, é o fundamento necessário da paciência.
Uma das primeiras verdades – inesgotável e luminosa verdade! –, que Cristo nos revelou foi a da paternidade de Deus: O vosso Pai vê, o vosso Pai sabe, o vosso Pai cuida (cf. Mt 6, 25 e segs.). Não se vendem dois passarinhos por uma moedinha? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Valeis mais do que muitos pássaros (Mt 10, 20-31).
Deus é um Pai que sempre nos acompanha. E esse Pai está amorosamente ativo; talvez mais do que nunca, quando parece que se cala e não intervém. «Quando nada acontece – diz, com grande intuição, Guimarães Rosa –, há um milagre que não estamos vendo» (Primeiras Estórias, Rio de Janeiro, 1962, pág. 71).
O milagre que não estamos vendo
Quem vive realmente de fé caminha sereno e confiante na “mão” de Deus que, como já dizíamos, muitas vezes não coincide com a nossa. Ele, que é Bom Pastor de cada um de nós, sabe muito bem por onde nos leva e nos traz. Ainda que atravesse as sombras da morte, nada temerei, porque Tu estás comigo (Sl 23, 4). Ele nos dá − ou não nos dá, ou permite que nos aconteça −, aquilo que, embora não o entendamos, mais nos convém, sempre com vistas à nossa verdadeira realização, que é a que floresce e se completa na vida eterna: Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma (Mt 10, 28). Não temas, meu pequeno rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino (Lc 12, 32).
Quem vive de fé, entende muito bem, por isso, o belo conselho do Eclesiástico: Sofre as demoras de Deus. Dedica-te a Deus, espera com paciência […]. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus pelo cadinho da tribulação (Ecli 2, 3-5).
O “milagre que não estamos vendo” consiste no que São Paulo enxergava com fé lúcida e expressava com esplêndida convicção: Nós sabemos que Deus faz concorrer todas as coisas para o bem daqueles que o amam (Rom 8, 28). Se tivermos amor a Deus, tudo, absolutamente tudo – o que chamamos sorte e o que chamamos infortúnio, o que é um sucesso no mundo e o que é um fracasso, a satisfação e o sofrimento, a saúde e a doença, a vida e a morte –, tudo acabará sendo conduzido por Deus, com a sua soberana e misteriosa “alquimia”, para algo que resultará num bem para todos os que nele confiam.
Mons. Escrivá costumava dizer que a nossa vida é uma preciosa tapeçaria, que Deus vai urdindo conosco – com a nossa liberdade – aos poucos, fio a fio. Habitualmente, nós só a vemos pelo avesso, enquanto é tecida na oficina dos dias. Por isso, tudo nos parece com frequência uma confusão de fiapos soltos e de figuras bizarras. Vez por outra, porém, Deus deixa-nos olhar por uns instantes a tapeçaria pela frente, e então ficamos pasmados ao dar-nos conta da sua harmonia e do seu esplendor.
A vida, quando já foi um pouco longa e procurou não se afastar de Deus, oferece-nos de quando em quando alguns desses lampejos de lucidez: entendemos que foi muito bom o que antes repudiávamos como muito mau, e captamos o porquê de certas coisas que, na altura, nos pareciam absurdas, monstruosas e sem sentido.
Alguns santos tiveram o privilégio de contemplar, felizes, a tapeçaria de uma vida inteira na sua harmonia total. Tal foi o caso de Santa Teresa de Ávila que, após concluir a sua autobiografia, escrita por obediência aos superiores, remeteu o manuscrito a Frei Garcia de Toledo, com uma carta na qual, a todas as tribulações, fadigas, dores, incompreensões e perseguições relatadas, chamava belamente “as grandes misericórdias com que Deus me cumulou” (Livro da Vida, 3ª. ed., Vozes, Petrópolis, 1961, pág. 360).
Também São Josemaría Escrivá, três meses antes de deixar esta terra, ponderava na sua oração as vicissitudes – muitas delas duríssimas – da sua longa vida, e dizia: “Um olhar para trás… Um panorama imenso: tantas dores, tantas alegrias. E agora tudo alegrias, tudo alegrias… Porque temos a experiência de que a dor é o martelar do Artista, que quer fazer, dessa massa informe que nós somos, um crucifixo, um Cristo… Senhor, obrigado por tudo, muito obrigado!” (S. Bernal, Perfil do Fundador do Opus Dei, pág. 416).
É bem verdade que – como dizíamos − um clarão de Deus pode nos mostrar alguma vez a tapeçaria inteira. Mas o normal é que, na penumbra desta terra, Deus nos peça fé, fé e amor confiante. Ele não deixará de nos dar a graça necessária para aceitarmos com paciência as suas “demoras”, os seus aparentes “silêncios”. A nós toca-nos dizer, amorosamente, com o salmista: Mantenho em calma e sossego a minha alma. Tal como a criança no regaço de sua mãe, assim está a minha alma no Senhor. […] Põe a tua esperança no Senhor, agora e para sempre (Sl 131, 2-3).

Adaptação de um trecho do livro de F. Faus, A paciência, 3ª ed., Quadrante 2015

PACIÊNCIA: PERSEVERAR E ESPERAR

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Saber persistir

Todos temos experiência de quanto custa persistir nos esforços ou atitudes que exigem sacrifícios continuados e não trazem compensações imediatas. Não é fácil lutar, manter-se firme no empenho, e ver que tudo demora a realizar-se, a chegar.
A nossa paciência é testada sempre que temos de aguardar, esperar, voltar, tentar uma e outra vez: desde a interminável espera num consultório médico até o desgosto do casal de namorados que precisa adiar de novo a data do casamento, porque não têm condições de financiar o apartamento.
Mas a verdade é que todo aquele que quiser conseguir alguma coisa de real valor na vida, não terá outro remédio senão armar-se de paciência e esperar. Demora-se, necessariamente, a ser um profissional experiente; demora-se a amadurecer interiormente até corrigir pelo menos alguns dos defeitos pessoais; demora-se a suavizar arestas no casamento e, aos poucos, ir-se ajustando à base de mútuos perdões e sorridentes renúncias; demora-se a criar um bom ambiente familiar; demora a vida inteira a autêntica formação dos filhos.
“Aprendi a esperar – dizia São Josemaria –; não é pouca ciência”. Mas é importante termos muito presente que esse “esperar” não significa “aguardar” passivamente. Consiste, como estamos vendo, em persistir fiel e confiadamente no cumprimento da nossa missão, do nosso dever – do dever religioso, moral, familiar, profissional… –, durante todo o tempo que for preciso, com aquela convicção que animava Santa Teresa: “A paciência tudo alcança”.
A essa paciente espera se refere o Apóstolo São Tiago, quando nos põe diante dos olhos a imagem do lavrador: Tende, pois, paciência, meus irmãos […]. Vede o lavrador: ele aguarda o precioso fruto da terra e tem paciência até receber a chuva do outono e a da primavera. Tende também vós paciência e fortalecei os vossos corações (Ti 5, 7-8).
Não é verdade que estas palavras nos lembram muitas coisas pessoais? Os frutos dourados da vida só se conseguem com uma luta constante, unida a uma paciência fiel. Mas quanto custa!
Saber esperar
Muitas vezes já fomos como aquela criança a quem a mãe tinha oferecido uma planta que, com o tempo, iria dar flores. «Mas, quando os botões surgiram, não sabíamos esperar que abrissem. Colaborávamos no seu desabrochar triturando-as, separando talvez as pétalas, para que a floração fosse mais rápida. Nódoas escuras apareciam então, e as flores estiolavam, murchavam…” (Romano Guardini, em O Deus vivo, Aster, Lisboa, s/d, pág. 71.]
Quantas coisas, na vida, não murcham por cansaços impacientes que nos levam a desistir! Na vida familiar, os exemplos são gritantes. Talvez hoje seja mais necessário do que nunca recordar aos casais que a felicidade que procuram, sem saber bem como achá-la, nunca a conseguirão como fruto do egoísmo defendido de qualquer incômodo, mas como fruto do amor fielmente paciente, do amor cristão.
E a mesma coisa deveriam lembrar todos os que começaram alguma vez, movidos por um alegre impulso da graça, a esforçar-se decididamente por viver o ideal e as virtudes cristãs. A maior ameaça contra esse bom propósito, mais do que nas fraquezas e nas reincidências no erro, encontra-se no cansaço, na sensação de que “não adianta continuar”, ou de que “custa demais conseguir”, ou seja, na falta da força da paciência, e de esperança, para ir avançando aos poucos, à base de começar e recomeçar.
Nós gostamos de que as coisas nos sejam dadas logo. Hoje esperamos a resposta imediata a um simples clique. Mas Deus sabe que as almas e as coisas precisam ter as suas estações. Temos que aprender, por isso, a ser bons semeadores, que esperam a colheita sem pressas inquietas e perseveram sem desânimos exaustos.
Semear é duro. É enterrar o grão e nada ver. Isso exige fé e desprendimento. Eu dou a semente do meu esforço, do meu empenho, do meu sacrifício, da minha oração, e espero, vigilante, até que dê o seu fruto, enquanto continuo, solícito, a zelar pelo campo: rego, limpo, podo, adubo, protejo… Só com essa paciência ativa é que um dia virá o fruto: o fruto da fé, amadurecida a partir da persistência na oração, nos Sacramentos, na formação; o fruto dos valores cristãos finalmente arraigados nos filhos; o fruto das virtudes pessoais que desabrocham e se firmam; os frutos do apostolado.
Todos nós já exclamamos mais de uma vez: “Que paciência!”, ao admirarmos obras humanas magníficas, que só se explicam por uma longa aplicação, por um trabalho meticuloso, prolongado e imensamente paciente. É assim que louvamos, por exemplo, os bordados delicadíssimos e artísticos de uma enorme toalha de mesa feita à mão. É assim também que admiramos o trabalho da vida inteira de um pesquisador, que foi coligindo um incrível acervo de dados sobre uma matéria até então ainda não estudada. – “Que paciência!”, dizemos. Pois bem, uma paciência igual, pelo menos, e um esmero e uma tenacidade análogos, são os que Deus nos pede para cultivarmos em nós e à nossa volta a vida e as virtudes cristãs.
A paciência produz a virtude comprovada, diz São Paulo (Rom 5, 4). E São Tiago repisa o mesmo ensinamento ao escrever: É preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma (Ti 1, 4). Pela vossa paciência possuireis as vossas almas, havia já dito Jesus (Lc 21, 19).
É muito sugestivo o fato de que, nesses três textos, como em tantos outros da Bíblia, a mesma palavra que significa paciência inclua também o sentido de perseverança, de persistência fiel..

Adaptação de um trecho do livro de F. Faus, A paciência, 3ª ed., Quadrante 2015

6º Dia da NOVENA DO TRABALHO

Trabalhar em companhia de Deus e com reta intenção


Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias incidências da tua tarefa profissional (Forja, n. 745).

Como cristão, deverias trazer sempre contigo o teu Crucifixo. E colocá-lo sobre a tua mesa de trabalho. E beijá-lo antes de te entregares ao descanso e ao acordar (Caminho, n. 302).

Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarto, na tua carteira..., uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-lhe o olhar ao começares a tua tarefa, enquanto a realizas e ao terminá-la. Ela te alcançará – garanto! – a força necessária para fazeres, da tua ocupação, um diálogo amoroso com Deus (Sulco, n. 531).


Para encontrar trabalho - Para que Deus me conceda um emprego honesto e digno, e me abra os olhos da alma para compreender que Ele está sempre ao meu lado. Que, para não perder de vista esta maravilhosa realidade, eu me esforce em ter presença de Deus durante o trabalho, servindo-me discretamente – como de um “lembrete” – de um pequeno crucifixo, de uma estampa de Nossa Senhora, da efígie de outro santo da minha devoção...; “lembretes” colocados onde eu os possa ver com freqüência, sem exibicionismo nem alarde.


Para fazer um bom trabalho - Para que Deus me faça compreender que Ele está sempre ao meu lado, enquanto estou trabalhando. E que, para não perder de vista esta maravilhosa realidade, eu me esforce em ter presença de Deus durante o trabalho, servindo-me discretamente – como de um “lembrete” – de um pequeno crucifixo, de uma estampa de Nossa Senhora, da efígie de outro santo da minha devoção...; “lembretes” colocados onde eu os possa ver com freqüência, sem exibicionismo nem alarde.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.

Pai nosso, Ave Maria, Glória

opusdei.org.br/pt-br/article/novena-do-trabalho/

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

5º Dia da NOVENA DO TRABALHO



Todos os trabalhos honestos são dignos

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá

É hora de que todos nós, cristãos, anunciemos bem alto que o trabalho é um dom de Deus, e que não faz nenhum sentido dividir os homens em diferentes categorias, conforme os tipos de trabalho, considerando umas ocupações mais nobres do que as outras. O trabalho, todo trabalho, é testemunho da dignidade do homem (É Cristo que passa, n. 47). 


Diante de Deus, nenhuma ocupação é em si grande ou pequena. Tudo adquire o valor do Amor com que se realiza (Sulco, n. 487).

Para encontrar trabalho - Para que Deus me conceda a alegria de conseguir trabalho, uma tarefa em que eu possa ser útil e desenvolver as minhas capacidades. E que se, no momento, esse trabalho estiver por baixo do meu preparo e das minhas legítimas aspirações, eu não o despreze, mas – enquanto não achar um trabalho mais apropriado – o realize com toda a responsabilidade, fazendo com que tenha a categoria do trabalho que Jesus realizou na oficina de Nazaré.

Para fazer um bom trabalho - Para que se, atualmente, o meu trabalho está por baixo do meu preparo e das minhas legítimas aspirações, Deus me ajude a não desprezá-lo, mas – enquanto não achar um trabalho mais apropriado – a realizá-lo com toda a responsabilidade, fazendo com que tenha a categoria do trabalho que Jesus realizou na oficina de Nazaré.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá 

ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.


Pai nosso, Ave Maria, Glória

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

4º Dia da NOVENA DO TRABALHO


Trabalho bem acabado


Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Não podemos oferecer ao Senhor uma coisa que, dentro das pobres limitações humanas, não seja perfeita, sem mancha, realizada com atenção até nos mínimos detalhes: Deus não aceita trabalhos “marretados”. Por isso o trabalho de cada qual – essa atividade que ocupa as nossas jornadas e energias – há de ser uma oferenda digna aos olhos do Criador; numa palavra, uma tarefa acabada, impecável (Amigos de Deus, n. 55)
Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que tem que ser o centro do nosso dia. Se a vivermos bem, como não havemos de continuar depois com o pensamento no Senhor, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? (É Cristo que passa, n. 154)

Para encontrar trabalho - Para que, com o auxílio de Nossa Senhora, não demore a resolver-se o problema do meu desemprego. E para que, ao iniciar o novo trabalho, Deus me ajude a colocar todo o empenho em realizá-lo com categoria, com a maior perfeição possível, sem fazer as tarefas de qualquer maneira – convencido de que um trabalho mal feito não pode ser santificado, porque lhe falta amor, que é a condição imprescindível para que qualquer atividade humana possa ser agradável a Deus.



Para fazer um bom trabalhoPara que Deus me ajude a colocar todo o empenho em realizar o meu trabalho com categoria, com a maior perfeição possível, sem fazer as tarefas de qualquer maneira – convencido de que um trabalho mal feito não pode ser santificado, porque lhe falta amor, que é a condição imprescindível para que qualquer atividade humana possa ser agradável a Deus.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.


Pai nosso, Ave Maria, Glória

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A DEVOÇÃO ÀS SANTAS CHAGAS.

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↜ AS ORAÇÕES ÀS SANTAS CHAGAS DE JESUS CRISTO ↝

Há devoções tão antigas como o Calvário e que tiveram pontos altos na vida e na história da Igreja. Entre estas está a devoção das Santas Chagas.

Parece ser da vontade de Deus reavivar tal devoção, como meio de santificação pessoal e reparação pelos pecadores. Perante tanta maldade e desordem, desprezo pelo divino e indiferença pela ofensa ao Criador, só a reparação pode salvar o mundo. Daí a necessidade de almas reparadoras. E a devoção das Santas Chagas é eminentemente reparadora.

Santo Agostinho, São João Crisóstomo, São Bernardo, São Boaventura, São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis fizeram desta devoção objeto especial do seu zelo apostólico.

AS SANTAS CHAGAS.

O Senhor, ao manifestar-Se à Irmã Maria Marta Chambon, do Mosteiro da Visitação de Santa Maria Chambery, falecida em odor de santidade em 21 de Março de 1909, encarregou-a de invocar constantemente as Suas Chagas e de avivar esta devoção no mundo.

Aparecendo um dia em toda a beleza da Sua Ressurreição, disse à Sua bem amada:

- "Minha filha, Eu mendigo, como faria um pobre; Chama os Meus filhos um a um. Olho-os com complacência quando vêm a Mim. Eu espero-os!”.

"Minha filha, nunca deveis ter medo de exagerar na devoção às Minhas Chagas, porque nunca sereis confundidos, ainda que as coisas pareçam impossíveis. Concederei tudo o que Me pedirem pela invocação às Santas Chagas.

Obtereis tudo, porque é o Mérito do Meu Sangue, que é de um preço infinito. Com as Minhas Chagas e com o Meu Divino Coração podeis obter tudo! É preciso espalhar esta devoção.

"Encontras Chagas por toda a parte no Corpo do teu Esposo! Quero que também, sejas assim!

Contempla-Me na Cruz: Quando Eu estava lá, não olhava nem para os carrascos, nem para os ultrajes; Olhava para Meu Pai.

É assim que deveis cumprir o vosso dever, fazendo o que Eu quero, sem nenhum olhar para a criatura. Tal como Eu, que olhava unicamente para Meu Pai! .

Para este fim, revelou-lhe com palavras vivas os tesouros que encerram essas feridas abertas na Sua Carne imaculada.

“O Meu Pai compraz-Se na oferta das Minhas Sagradas Chagas. Oferecer as Minhas Chagas ao Pai Eterno é oferecer-Lhe a Sua Glória, é oferecer o Céu ao Céu.

A revelação:

"Minhas Chagas repararão as vossas. Os que a honrarem terão verdadeiro conhecimento de Jesus Cristo."

"Minhas Chagas cobrirão as vossas faltas. Meditando nelas encontrareis sempre novo alimento de amor."

"Concederei tudo quanto me pedirem com a invocação de minhas Chagas."


"Obtereis tudo, porque o mérito de meu Sangue é de um preço infinito. Com meu Coração e minhas Chagas podeis conseguir tudo."


"Este Rosário de Misericórdia faz contrapeso à Minha justiça. A cada palavra Eu deixo cair uma gota de Meu Sangue, sobre a alma de um pecador."

"É necessário propagar esta devoção."

Deveis repetir com freqüência, junto aos doentes esta aspiração: "MEU JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA, PELOS MÉRITOS DE VOSSAS SANTAS CHAGAS."

Esta oração aliviará a alma e o corpo. Muitas pessoas experimentarão a eficácia destas aspirações.

"Desejo que os sacerdotes a dêem com freqüência aos penitentes no Santo Tribunal."

O pecador que disser a oração seguinte, alcançará perdão:

"PAI ETERNO, EU VOS OFEREÇO AS CHAGAS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, PARA CURAR AS DE NOSSAS ALMAS".

"Oferecei-me com freqüência estas duas aspirações para ganhar-me pecadores, porque tenho fome de almas."

"A devoção às Minhas Chagas é o remédio para este tempo de iniqüidade".

"Sou Eu quem o quer: deveis fazer as vossas invocações com grande fervor."

"Tal como há um exército organizado pelo Mal, também há um exército organizado por Mim. Com esta oração sois mais poderosas que um exército, para travar os Meus inimigos. Vós sois muito felizes, vós a quem ensinei a oração que Me desarma: "MEU JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA, PELOS MÉRITOS DAS VOSSAS SANTAS CHAGAS".

"Minha filha, onde se fizeram os Santos, senão nas Minhas Chagas? Todos os Meus Santos são fruto das Minhas Chagas.

"Quando as Minhas Santas Chagas foram abertas, houve um "engano" no homem, que julgou que elas terminariam. Mas não, elas serão eternas, e serão eternamente vistas por todas as Minhas criaturas. Digo-te isto para que não as olhes por hábito, mas que as veneres com grande reverência e humildade."



Rosário às Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo

No início:

Fazer o sinal da Cruz, rezar o creio e após...

Oh! Jesus, Divino Redentor, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.

Deus Forte, Deus Santo, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Graça, Misericórdia, Meu Jesus; nos perigos presentes, cobri-nos com Vosso preciosíssimo Sangue.

Pai Eterno, tende Misericórdia de nós, pelo Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho Unigênito, tende Misericórdia de nós, Vos suplicamos. Amém, Amém, Amém.

Em lugar do Pai Nosso:

Pai Eterno, eu Vos ofereço as santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Para curar as de nossas almas.

Em lugar de cada Ave-Maria:

Meu Jesus, perdão e misericórdia: Pelos méritos de vossas santas Chagas.

Terminando o Rosário, deve-se rezar três vezes:

Pai Eterno, eu Vos ofereço as santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo; Para curar as de nossas almas. Amém.

AS PROMESSAS:

As Santas Chagas e a Igreja.

Nosso Senhor renovou muitas vezes à Irmã Maria Marta Chambon a promessa do triunfo da Santa Igreja pelo poder das Suas Chagas e da Virgem Imaculada:

“Minha filha, deves cumprir bem a tua tarefa, que é a de oferecer as minhas divinas Chagas ao meu Eterno PAI, porque daí provirá o triunfo da Igreja, que virá através de minha Mãe Imaculada.

As invocações às Santas Chagas obter-lhes-ão uma vitória incessante... Deveis ir beber, sem cessar, a estas fontes para o triunfo da minha igreja.”

As Santas Chagas a as Almas do Purgatório

“O beneficio das santas Chagas faz descer as graças do Céu e faz subir a ele as Almas do Purgatório.

Todas as vezes que olhardes para o divino Crucificado com um coração puro. Obtereis a libertação de cinco Almas do Purgatório: uma por cada fonte. Obtereis também, ao fazer a Via Sacra, se o vosso coração estiver bastante puro e desapegado, o mesmo favor em cada estação, pelo mérito de cada uma das Minhas Chagas.

Quando ofereceis as Minhas Chagas pelos pecadores, não vos deveis esquecer de o fazer pelas Almas do Purgatório, porque há poucas pessoas que pensam no seu alivio. As santas Chagas são o tesouro dos tesouros para as Almas do Purgatório.”

Santas Chagas e o Céu

Para coroar as Suas magníficas promessas Nosso Senhor mostrou por fim nas Suas Chagas, as arras da nossa futura glória e fez entrever à Ir Maria Marta a felicidade que se sente no Céu ao contemplá-las.

As Almas que rezam com humildade que meditam na Minha Paixão terão um dia uma participação na glória das Minhas Divinas Chagas. Seus membros receberão delas uma beleza e uma glória resplandecentes.

Quanto mais tiverdes contemplado as Minhas Chagas dolorosas na Terra, mais as contemplareis gloriosas no Céu.

Uma Alma, em estado de graça, que durante a vida honrou as Chagas de Nosso Senhor JESUS CRISTO e as ofereceu ao PAI ETERNO pelas Almas do Purgatório, na hora da morte será acompanhada pela Santíssima Virgem, e os Anjos e Nosso Senhor Crucificado todo resplandecente de glória recebê-la-á e coroá-la-á

As graças que recebeis são graças de fogo. Elas vêm do Céu, e para o Céu devem voltar.

A Coroa de Espinhos

As almas que tiverem contemplado a Minha coroa de espinhos nesta vida terrena, serão no céu, Minha coroa de glória.

Por um instante que contemplardes esta coroa na terra, dar-vos-ei uma na eternidade.

É a coroa de espinhos que vos obterá a glória.

Uma só alma que faz as suas ações em união com os méritos da Minha Santa Coroa, ganha mais que uma comunidade inteira.

Felicidade dos justos é a Santa Coroa, porém para os maus é um objeto de terror. 

O doce Salvador dizia à sua pequena serva:

Uma coisa me causa desgosto, é que haja almas que considerem a devoção às Minhas Chagas, como algo estranho, desprezível e que não convém. É por isso que ela cai e que a esquecem.

Se, com todas as riquezas de que estão repletas as Minhas Chagas, não aproveitardes, sereis bem culpadas.

As almas que não veneram as minhas santas chagas, pelo contrário, as ridicularizam, essas almas eu rejeito-as.

Os pecadores desprezam o crucifixo; eu tenho paciência mais um dia e Me vingarei. 

AS MINHAS CHAGAS SALVAR-VOS-ÃO INFALIVELMENTE; ELAS SALVARÃO O MUNDO.

Poucas pessoas se dedicam a meditar a paixão de nosso senhor Jesus Cristo, que são Francisco de Sales chama: a verdadeira escola do amor, o mais doce e mais intenso motivo de piedade. 

TODOS OS DIAS DA SEMANA, ENTRE E PERMANEÇA POR AMOR, EM UMA DAS CHAGAS DO SALVADOR. (S.FRANCISCO DE SALES)

O Sagrado coração de Jesus

Uma vez quando a Ir. Maria se encontrava prostrada aos pés do SANTÍSSIMO SACRAMENTO Nosso Senhor, abrindo o Seu sagrado coração como a fonte de todas as outras chagas, volta a insistir a Ir. Maria: ''Escolhi a minha fiel serva Margarida Maria para dar a conhecer o meu Divino Coração, e a minha pequena Maria Marta para introduzir a devoção às minhas CHAGAS.''

A fonte onde todos deveis beber!

Vem à chaga do Meu divino lado é a chaga do Meu amor donde saem chamas bem vivas. Coloca aqui os teus lábios, para beber a caridade de derramá-la no mundo.

Põe aqui a tua mão, para vireis buscar os Meus tesouros.

Estreita-te ao Meu coração e descobrirás nele toda a bondade de que ele está cheio.

É preciso que pela humildade e aniquilamento os vossos corações se unam ao Meu.

                             www.obradoespiritosanto.com

3º Dia da NOVENA DO TRABALHO



Trabalhar com ordem e constância

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Como é breve a duração da nossa passagem pela terra! ... Verdadeiramente é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar. Não é justo, portanto, que o malbaratemos... Não podemos desperdiçar esta etapa do mundo que Deus confia a cada um de nós (Amigos de Deus, n. 39).

Quando tiveres ordem, multiplicar-se-á o teu tempo e, portanto, poderás dar mais glória a Deus, trabalhando mais a seu serviço (Caminho, n. 80).

Para encontrar trabalho - Para que, com o auxílio de Maria Santíssima, consiga um trabalho estável e apropriado. E que, quando – por bondade de Deus – já estiver trabalhando, saiba aproveitar o tempo como um tesouro que é; e me esmere em aprimorar a virtude da ordem, de modo que consiga fazer tudo com pontualidade, intensidade e constância, sem confusões nem atrasos, seguindo um plano bem estruturado, que me permita dedicar, de modo equilibrado, os horários convenientes a cada um dos meus deveres: vida espiritual, família, profissão e relações sociais.
Para fazer um bom trabalho - Para que, com o auxílio de Maria Santíssima, saiba aproveitar o tempo como um tesouro que é; e que me esmere em aprimorar a virtude da ordem, de modo que consiga fazer tudo com pontualidade, intensidade e constância, sem confusões nem atrasos, seguindo um plano bem estruturado, que me permita dedicar, de modo equilibrado, os horários convenientes a cada um dos meus deveres: vida espiritual, família, profissão e relações sociais.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO - Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.

Pai nosso, Ave Maria, Gloria


http://opusdei.org.br/pt-br/article/novena-do-trabalho/