terça-feira, 16 de maio de 2017

A misteriosa linha reta que une 7 santuários dedicados a São Miguel: coincidência?


Será que essa linha impressionante, de milhares de quilômetros, representa a espada do Arcanjo que mandou o diabo para o inferno?

Uma linha reta impressionante e misteriosa, que vai da Irlanda a Israel, une sete mosteiros e santuários relacionados com o Arcanjo São Miguel. Será mera coincidência? Terá sido proposital? Os sete santuários ficam a grandes distâncias um do outro, mas estão alinhados de modo perfeito e assombroso.
A “Linha Sacra de São Miguel Arcanjo” simboliza, de acordo com a tradição, o golpe de espada que o Arcanjo infligiu ao diabo para enviá-lo ao inferno depois da batalha nos céus entre os anjos fiéis e os anjos rebeldes que, liderados por Lúcifer, tinham se voltado contra Deus.
Seja como for, é surpreendente a disposição de todos esses santuários ao longo de uma linha reta. Seria uma advertência do Arcanjo para que, respeitando as leis de Deus, os fiéis caminhem sempre na retidão? A Linha Sacra, além disso, fica perfeitamente alinhada com o poente no dia do solstício de verão no hemisfério Norte.
Como se não bastasse, os três mais importantes santuários da linha misteriosa ficam à mesma distância um do outro: a belíssima e famosíssima abadia do Mont Saint-Michel, na divisa entre as regiões francesas da Normandia e da Bretanha; a Sacra di San Michele, no vale italiano de Susa, região do Piemonte; e o santuário de Monte Sant’Angelo, no também italiano Monte Gargano, situado na região da Apúlia.
Conheça todos os sete santuários da Linha Sacra:

1) SKELLING MICHAEL

O traçado da Linha Sacra começa na Irlanda, numa ilha deserta onde o Arcanjo Miguel teria aparecido para São Patrício a fim de ajudá-lo a libertar o país dos ataques do demônio. É nessa ilha que se levanta o primeiro mosteiro: o de Skellig Michael ou Sceilig Mhichíl, em idioma gaélico (“Rocha de Miguel”).
Curiosidade adicional: o esplêndido panorama desta ilha aparece em um dos filmes da saga Star Wars, conforme você pode conferir neste outro artigo: O que Star Wars tem a ver com o Arcanjo São Miguel?

2) SAINT MICHEAL’S MOUNT

Rumando para o sul, a linha passa pelo St. Michael’s Mount, na Inglaterra: é uma ilhota da Cornuália que, na maré baixa, se junta à terra firme. Nesse local, São Miguel teria falado com um grupo de pescadores.

3) MONT SAINT-MICHEL

© Shutterstock
A Linha Sacra prossegue então para a França, cruzando outra célebre ilha que também se junta à terra firme nas baixas marés: o espetacular Mont Saint-Michel, outro local de aparição do Arcanjo. A beleza e a riqueza histórica e artística deste santuário e da sua baía na costa normanda fazem dele um dos lugares mais visitados de toda a França, além de terem garantido a sua proclamação como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1979. O Mont Saint-Michel já era cercado de forte misticismo desde a Alta Idade Média. Há mais de 1.300 anos, em 709, o Arcanjo apareceu, conforme a tradição, ao bispo de Avranches, Santo Aubert, pedindo a construção do santuário. Os trabalhos começaram logo, mas a abadia beneditina só foi ficar pronta no século X.

4) SACRA DI SAN MICHELE

De Elio Pallard, CC BY-SA 4.0,
A cerca de 1.000 quilômetros de distância, no vale piemontês de Susa, ergue-se o quarto santuário: a Sacra di San Michele (pronuncia-se “Mikéle”, em italiano). Sua construção começou por volta do ano 1.000 e, ao curso dos séculos, foram sendo acrescentadas novas estruturas. É o caso da hospedaria construída pelos monges beneditinos, já que o santo lugar ficava na rota dos peregrinos da Via Francígena, antiga estrada que ia da França para Roma.

5) SANTUÁRIO DO MONTE SANT’ANGELO

Public Domain
Mais 1.000 quilômetros em linha reta e se chega à também italiana região da Apúlia, mais precisamente ao Monte Gargano. Ali, uma caverna de acesso muito difícil se transformou em lugar sagrado e viu erguer-se o Santuário de São Miguel Arcanjo, iniciado no longínquo ano de 490. Ele marca a primeira aparição do Arcanjo Miguel a São Lourenço Maiorano.

6) MOSTEIRO DE SYMI

De Aw58 - Trabajo propio, CC BY-SA 3.0
Deixando a Itália, a fascinante Linha Sacra de São Miguel chega ao sexto santuário, agora na ilha grega de Symi: aqui, o mosteiro alberga uma das maiores efígies do Arcanjo que existem no mundo, com três metros de altura.

7) MOSTEIRO DO MONTE CARMELO

De user:תומר א. - Trabajo propio, CC BY-SA 3.0
A Linha Sacra termina em território israelense: o mosteiro do Monte Carmelo, em Haifa. O local é venerado desde a antiguidade, mas a construção do santuário cristão remonta ao século XII.

https://pt.aleteia.org/2017/05/15/a-misteriosa-linha-reta-que-une-7-santuarios-dedicados-a-sao-miguel-coincidencia/

terça-feira, 9 de maio de 2017

Ele era “sacerdote” de Satanás. Virou apóstolo do Rosário e foi beatificado

 

A juventude o afastou de Deus e o lançou no ocultismo e no ódio à Igreja. Mas Nossa Senhora o resgatou!

O beato Bartolo Longo nasceu em 1841 na localidade italiana de Latiano, região da Apúlia. Embora educado na fé e na piedade, cedeu a influências que o afastaram de Deus após sair de casa para estudar, primeiro em Lecce e depois em Nápoles.
Eram tempos conflituosos e o ímpeto idealista que antecedeu a unificação italiana irradiava nas universidades as ideias iluministas e o ódio contra a Igreja, tachada de obscurantista e opressora.
Bartolo não passou incólume por essas influências, que o levaram a círculos fechados e elitistas, à maçonaria e ao espiritismo. Ele próprio dirá de si mesmo que, nessa época, foi como um “sacerdote de Satanás”, mas a euforia da suposta “libertação do jugo da Igreja” se transformou em tamanha desilusão com as novas ideias e práticas que o jovem se viu em intensa depressão e, várias vezes, à beira do suicídio.
Na busca de alívio para o desespero, encontrou no professor e amigo Vincenzo Pepe, seu conterrâneo, a firmeza e a clareza que o salvariam: “Se você continuar com essas práticas, vai terminar num hospício!”. Foi Pepe quem o apresentou ao padre dominicano Alberto Radente, diretor espiritual que o ajudaria a dissipar do espírito aquelas trevas espessas.
Foi depois de várias sessões de orientação guiadas pelo sacerdote que Bartolo Longo se confessou e abraçou a mudança de rota.
Mas quem disse que ia ser fácil? A tentação e os pensamentos de desespero se mantiveram em seu encalço. Certo dia, enquanto andava cheio de pesares e tormentos pelo Vale de Pompeia, veio-lhe à mente uma frase que o pe. Radente lhe dissera várias vezes:
“Se você procura a salvação, propague o Rosário. É uma promessa de Maria”.
Ele ouviu então o ressoar de um sino distante, alçou os braços ao céu e bradou:
“Se é verdade que prometestes a São Domingos que quem propagar o Rosário se salvará, eu me salvarei porque não vou sair desta terra de Pompeia sem ter aqui propagado o teu Rosário!”
Ao longo dos dias seguintes, o rapaz conseguiu o trabalho de administrador do patrimônio da condessa De Fusco. Passou a frequentar os grupos de oração mantidos pela condessa e, alguns meses depois, acabou se casando com ela.
Os novos cônjuges fizeram o propósito de espalhar pelo Vale de Pompeia a devoção ao terço. Puseram numa antiga igreja local um quadro de Nossa Senhora do Rosário que eles próprios haviam recebido de uma irmã dominicana, amiga do pe. Radente. A imagem se tornou conhecida como o ícone de Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia, cujo santuário está hoje entre os mais frequentados do mundo. Em 1883, Bartolo compôs a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia.

No dia 5 de outubro de 1926, Bartolo Longo suspirou, pouco antes de entregar o espírito às mãos do Pai:
“O meu único desejo é o de ver Maria, que me salvou e me salvará das garras de Satanás”.
São João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980.

Uma oração do Padre Pio a Jesus: “Que nada me separe de Ti”

 

"Que eu também enfrente, como Tu, com serena paz e tranquilidade, todas as penas e trabalhos..."

Jesus,
Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte.
Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor,
seja-me concedido expirar contigo no Calvário,
para subir contigo à glória eterna.
Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições,
para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu;
para cantar-Te um hino de agradecimento
por todo o Teu sofrimento por mim.

Jesus,
que eu também enfrente, como Tu,
com serena paz e tranquilidade,
todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta vida;
uno tudo aos Teus méritos, às Tuas penas,
às Tuas expiações, às Tuas lágrimas,
a fim de que colabore contigo para a minha salvação
e para fugir de todo o pecado
– causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte.

Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado.
Com o fogo de Tua santa caridade,
escreve no meu coração todas as Tuas dores.
Aperta-me fortemente a Ti,
com um nó tão estreito e tão suave
que eu jamais Te abandone nas Tuas dores.
Amém.
________
São Pio de Pietrelcina

https://pt.aleteia.org/2017/05/08/uma-oracao-do-padre-pio-a-jesus-que-nada-me-separe-de-ti/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 2 de maio de 2017

O DEVER DO INTELECTUAL CATÓLICO

"Nossa missão no mundo é a mesma de sempre. Temos de construir o Reino que é um Reino de Amor. O amor só pode existir entre pessoas. Para que haja amor, devemos, antes de mais nada, salvaguardar a liberdade e a integridade da pessoa humana. Temos de prover uma educação que fortaleça o homem contra o barulho, a violência, os 'slogans' e as meias-verdades de nossa sociedade materializada.
Nosso dever de preservar a integridade, liberdade e individualidade da pessoa humana, e de lhe fornecer armas espirituais contra o perigo do totalitarismo não é apenas algo que seria talvez interessante discutir e, porventura, estudar. Trata-se de uma tarefa urgente, que exige insistentemente ser realizada onde houver uma paróquia, um colégio e, especialmente, uma universidade ou um seminário católicos.
Esse é o dever mais importante do intelectual católico. A tarefa não é fácil. É algo muito delicado, precisamente porque o nosso zelo em combater um tipo de movimento-massa pode, com tanta facilidade, nos mergulhar de cheio num outro, e de pior espécie, do qual estamos menos atemorizados."
Thomas Merton, "Questões Abertas", Agir 1963, pág. 167.

Santo Agostinho nos explica para que servem as palavras na oração


"...não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade"

Na oração, as palavras servem para nos estimular e nos fazer compreender melhor o que pedimos; não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade. Quando dizemos: «Santificado seja o vosso nome», estimulamo-nos a desejar que o nome de Deus, que é sempre santo em Si mesmo, seja também honrado como santo entre os homens, e nunca desprezado; e isto não é para benefício de Deus, mas dos homens.
Quando dizemos: «Venha a nós o vosso reino» – que há-de vir certamente, quer queiramos, quer não –, excitamos a nossa aspiração por aquele reino, para que ele de facto venha a nós e mereçamos reinar nele. Quando dizemos: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu», pedimos ao Senhor que nos dê a virtude para que se cumpra em nós a sua vontade, como os anjos a cumprem no Céu.
Quando dizemos: «Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», tomamos consciência do que pedimos, e do que devemos fazer para merecermos receber o perdão. Quando dizemos: «Livrai-nos do mal», recordamos que ainda não estamos naquele sumo bem onde já não é possível sofrer qualquer mal. E estas últimas palavras da oração dominical têm um significado tão amplo, que o cristão, seja qual for a tribulação em que se encontre, pode com elas exprimir os seus gemidos ou lamentações, dar início, continuar ou terminar a sua oração.
Tínhamos necessidades destas palavras para gravar na memória todas estas realidades. Quaisquer outras palavras que possamos usar na oração nada mais dizem para além do que se encontra já na oração do Senhor, se de facto oramos como convém.
(Santo Agostinho, Carta 130, a Proba, sobre a oração, 11-12)