sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Falsos sacerdotes circulam pelo Brasil e participaram de Missa na Canção Nova


Todos os católicos do Brasil precisam saber disso e ficar atentos

Jovens que se passam por sacerdotes da Igreja Católica têm circulado por cidades do Brasil e, no último dia 13 de dezembro, participaram de uma Missa na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), tendo sido retirados do presbitério assim que a falsidade ideológica foi descoberta.
O fato ocorreu durante a Celebração Eucarística presidida por Padre Roger Luís, transmitida pelo canal Canção Nova. No presbitério estavam dois falsos sacerdotes, os quais tinham sido denunciados pela Diocese de Caruaru (PE) em outubro deste ano.
Na ocasião, a Diocese pernambucana publicou um comunicado no qual declara que “José Lucas Carlos Pinheiro, nascido em Gravatá aos 11/02/1998, Jonathan Alifer Albuquerque da Silva, nascido em Apucarana – PR aos 07/06/1996, Carlos, de Camocim de São Felix, afastaram-se da Igreja Católica, Apostólica, Romana”.
Segundo a nota, estes jovens “vêm confundindo o povo com roupas litúrgicas da Igreja Católica, afirmando que celebram Missa e outros sacramentos, numa inequívoca afronta a legislação vigente notadamente o Artigo 7° do Decreto n. 7.107, de 11/02/2010 (Acordo Brasil – Santa Sé), que ‘garante a proteção dos lugares de culto da Igreja e de suas liturgias, símbolos, imagens, e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo’”.
A Diocese de Caruaru informou que havia recebido “comunicação fidedigna sobre o uso de vestes eclesiásticas e litúrgicas por parte de cristãos leigos residentes em Gravatá – PE e Camocim de São Félix – PE”, além de ter “em mãos fotografias que confirmam esta usurpação”.
“Conclamamos os fiéis Católicos a permanecerem em comunhão com a Igreja Católica, com o Papa Francisco e com o Bispo Diocesano, e, portanto, a não participarem de celebrações por eles promovidas, pois as mesmas não têm nenhum valor religioso ou sacramental. O Código de direito canônico preceitua que, ‘quem não é promovido à ordem sacerdotal e simula a administração de um sacramento, seja punido com justa pena’ (Cân. 1378 e 1379)”, acrescenta.
Um dos falsos sacerdotes se apresenta em seu perfil do Facebook como Dom Jorge Heracleo e afirma ser Bispo da Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote, na Arquidiocese de Gravatá.
Entretanto, segundo a divisão eclesiástica territorial, a cidade de Gravatá pertence à Diocese de Caruaru, não compreendendo assim a uma Arquidiocese, como indica o perfil do falso Bispo.
No Facebook há ainda uma página intitulada Arquidiocese de Gravatá, na qual aparecem algumas fotos dos três falsos sacerdotes, incluindo imagens do que seria a “celebração de posse episcopal de Dom Jorge Heracleo na paróquia de Nossa Senhora Aparecida da cidade de Camocim de São Félix”.
Por sua vez, Jonathan Alifer Albuquerque, também apontado no comunicado da Diocese de Caruaru como um dos falsos sacerdotes, indica em seu perfil no Facebook que é Chanceler da Cúria diocesana na Arquidiocese de Gravatá e Padre na Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote.
Após o ocorrido no último dia 13 de dezembro, as imagens dos falsos sacerdotes logo repercutiram nas redes sociais.
“Estes dois farsantes já foram condenados pela Igreja Católica e estão invadindo as paróquias se passando por Padres Católicos”, denunciou a página de Facebook Escolástica da Depressão.
Internautas que assistiram a celebração relataram nos comentários da publicação que “depois da Consagração, eles saíram de repente do Altar”.
“Foi estranho… Penso que foi o próprio Deus, porque eles não chegaram a entregar a Eucaristia, foi exatamente nessa hora que alguém os tirou do Altar”, comentou Marli Matos.
Por sua vez, Raquel Almeida assinalou que “os dois apresentaram uma carteirinha falsa, por isso conseguiram” participar da Missa como padres.
Depois do ocorrido, a Diocese de Lorena, onde se encontra a Comunidade Canção Nova, informou que “falsos padres estão se apresentando como ministros legitimamente ordenados da Igreja Católica dentro” de seu território diocesano.
“Na expectativa de se passarem por sacerdotes, eles se oferecem para ministrar sacramentos. Os dois jovens que foram vistos recentemente participando como concelebrantes da Santa Missa na Canção Nova não receberam nenhum ministério da Igreja Católica, o que torna inválida qualquer pretensa ação litúrgica exercida por eles”, conclui.

(via ACIdigital)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Intercessão Católica Formação #7


NECESSIDADES PRIMÁRIAS DO INTERCESSOR

5. Humildade e Confiança: “Que o amor e a fidelidade não abandonem você. Amarre-os ao redor do seu pescoço e escreva-os na tábua do seu coração. Assim você alcançará favor e aceitação diante de Deus e diante dos homens. Confie em Javé com todo o seu coração, e não se fie em sua própria inteligência. Pense nele em todos os seus caminhos, e ele aplainará as suas trilhas”. (Pr 3,3-6) É necessário ter consciência que tudo acontece pela ação do “Espírito Santo”, portanto não há mérito algum por parte do intercessor. Não operamos a graça, somos apenas o canal. Não devemos buscar reconhecimento, nem tampouco nos sentirmos superiores, já que o que fazemos, e se o fazemos, é porque assim Deus permitiu. 

6. Fidelidade: “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e em nome da caridade que é dada pelo Espírito, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim”. (Rm 15,30) O intercessor normalmente é abordado por pessoas que confiantes pedem oração, é bom não esquecer que intercessão é ministério, e aquele que se dispõe a exercê-lo deve fazê-lo com todo o zelo que ele merece. O irmão ao nos confiar sua intimidade, entrega como um segredo de confissão, portanto não compete ao intercessor criticar, julgar e condenar; como também não é função do intercessor o aconselhamento, exceto no caso de uma solicitação explicita. Lembramos que o aconselhamento não deve ser ministrado no mesmo horário destinado à intercessão. 

7. Caridade: “Em Deus se encontram a sabedoria, o conhecimento e a ciência da lei; nele residem a caridade e as boas obras”. (Eclo 11,15) “A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Rm 13,10) Para ser intercessor não basta ter vontade é preciso ter vocação. O Intercessor tem que priorizar o ministério, está sempre disponível ao irmão necessitado, nunca desdenhar, ser solícito, estar irmanado. Como falou Clarice Lispector: “Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso e fui”. 

8. Missa e Adoração: “Se você quer poucas graças, visite poucas vezes Jesus no Santíssimo Sacramento. Se você quer muitas graças, visite muitas vezes o Senhor no Santíssimo Sacramento”. (D. Bosco) Diante desta frase seria desnecessário escrever mais alguma coisa, mas como é grande a dureza dos nossos corações fica o alerta: “como seria bom se o intercessor participasse da Santa Missa mais vezes na semana”...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia 

Entregue suas preocupações a estes 3 santos


Eles nos ensinam a viver o pleno amor a Deus

Os escritos destes três santos sempre são um consolo e uma fonte de esperança para mim naqueles momentos em que necessito que meu espírito tome um pouco de força e volte a recuperar a fé e a confiança. Tenho que dizer que deixar tudo nas mãos de Deus, que às vezes é difícil de entender, não é nada fácil (todos sabemos), mas ler e nos alimentar do testemunho destes santos – que foram homens como nós e não tiveram uma vida fácil – nos enche de ânimo e de vontade de continuar adiante, com a certeza de que, com Deus ao nosso lado, não precisamos ter medo.
Como eles têm me ajudado (e são meus grandes amigos), apresento-os a vocês também, para que vocês possam se encontrar com eles e possam absorver um pouco das virtudes que eles têm e o amor deles para com Deus.

1.      Santa Teresinha do Menino Jesus

“Sou uma alma muito pequena, que só pode oferecer coisas muito pequenas ao Nosso Senhor”
Santa Teresinha é uma santa pequena, muito pequena, mas com um espírito enorme. No Carmelo, viveu dois mistérios: a infância de Jesus e sua paixão. Por isso, quis ser chama de Irmã Teresa do Menino Jesus.
“Sempre quis ser santa, mas, infelizmente, sempre constatei que entre os santos e eu havia a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde no céu, e o grão de areia pisoteado. Ao invés de desanimar, disse para mim mesma: o bom Deus não pode inspirar desejos que não podem ser realizados, por isso eu posso, apesar de minha pequenez, aspirar à santidade; ser maior, para mim, é impossível, terei de me suportar tal como sou, com todas as minhas imperfeições. No entanto, quero buscar o meio para ir ao Céu por um caminho reto, muito breve, um pequeno caminho completamente novo. Quisera eu também encontrar um ascensorista para elevar-me até Jesus, porque sou demasiadamente pequena para subir a dura escada da perfeição”, disse a religiosa.
Aos 23 anos, ela teve tuberculose. Morreu um ano depois em seu amado Carmelo. Nos últimos momentos de sua vida, trocou correspondências com padres missionários e os acompanhou constantemente em suas orações. Por isso, Pio XII quis associá-la, em 1927, a São Francisco Xavier, como padroeira das missões.

2.     Padre Pio

“Quero ser apenas um frade que reza…”
O Padre Pio é um dos maiores místicos de nosso tempo; é amado no mundo inteiro. Ele nos ensinou a viver um amor radical ao coração de Jesus e à sua Igreja. A vida dele era de oração, sacrifício e pobreza.
Padre Pio conseguiu uma profunda união com Deus, em meio à dor e à alegria – duas experiências que sempre marcaram sua vida e que o ajudaram a compreender que o melhor era colocar sua vida nas amorosas mãos de Deus.
 “Reze, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Deus é misericordioso e ouvirá sua oração… A oração é a melhor arma que temos, é a chave do coração de Deus. Você deve falar com Jesus, não somente com seus lábios, mas também com o coração. Na verdade, em umas ocasiões, deve falar somente com o coração”, expressou o padre certa vez.
Padre Pio teve uma saúde frágil, foi caluniado e exposto a grandes humilhações por causa de Cristo. Mas sempre se manteve fiel em seu amor a Deus, apesar de tudo. Foi um confessor e um conselheiro incansável, amou profundamente a Virgem e seus irmãos.
“Não atormenteis vossos corações; crede em Deus.” O beato sempre recorria a esta exortação de Cristo, e costumava repetir: “Entregai-vos plenamente ao Coração Divino de Cristo, como uma criança aos braços de sua mãe”. Que este convite penetre também em nosso espírito como fonte de paz, serenidade e alegria. Por que ter medo, se Cristo é para nós o caminho, a verdade e a vida? Por que não confiar em Deus, que é Nosso Pai? (Homilia de São João Paulo II na beatificação de Padre Pio)

3. São Rafael Arnaiz Barón

“Sou um homem feito para amar, mas não as criaturas, e, sim, a Ti, meu Deus, e a ellas em Ti”
São Rafael é um santo jovem e ainda pouco conhecido. Seu coração, desde a juventude, esteve bem disposto a ouvir Deus, que o convidada a uma consagração especial à vida contemplativa. Ele tinha conhecido a ordem religiosa de San Isidro de Dueñas e se sentiu atraído, porque achou que tinha encontrado o lugar que correspondia aos seus íntimos desejos. Assim, em 1933, interrompeu seus cursos na universidade e entrou no mosteiro de San Isidro.
Depois dos primeiros meses como noviço e da primeira Quaresma vividos com muito entusiasmo diante da austeridade da ordem, Deus quis prová-lo misteriosamente com uma diabetes aguda, que o obrigou a abandonar o mosteiro e a voltar à casa de seus pais para ser cuidado adequadamente. Ele tentou voltar várias vezes ao mosteiro, mas a doença o impedia.
Rafael foi santificado na heroica fidelidade à sua vocação, pela aceitação amorosa dos planos de Deus, do mistério da cruz, da busca pelo rosto de Deus. Ele era fascinado pela contemplação ao Absoluto, tinha terna devoção à Virgem Maria – à “Senhora”, como ele gostava de chamá-la. Faleceu na madrugada de 26 de abril de 1938, com 27 anos. Foi sepultado no cemitério do mosteiro e depois transferido para a abadia.
Você conhece outros santos que falem sobre este tema? Compartilhe conosco.

Por Luisa Restrepo
Artigo publicado por Catholic Link, traduzido e adaptado ao português

3 orações a Padre Pio para pedir por uma causa urgente


Se você tem pressa, não duvide: reze agora!

Todas as vezes que um fiel se aproximava de Padre Pio para lhe pedir ajuda e conselhos espirituais, ele repetia incansavelmente: “Tenhamos a firme esperança de sermos ouvidos, confiantes na promessa que nos faz o Divino Mestre: pedi e recebereis, buscai e achareis… Porque tudo o que pedis ao Pai em meu nome, vos será dado”.
Se você tem urgência, não duvide, encha-se de esperança e peça ao Nosso Senhor por intercessão de Padre Pio, rezando uma destas três orações:

Oração ao Padre Pio para pedir sua intercessão
Oh, Deus,
que a São Pio de Pietrelcina,
sacerdote capuchinho,
concedestes o privilégio
de participar, de modo admirável
da paixão de vosso Filho,
concedei-me,
por sua intercessão,
a graça de (formular o pedido)
que ardentemente desejo
e permiti, sobretudo,
que eu me conforme
com a morte de Jesus
para alcançar, depois,
a glória da ressurreição.
 

Glória ao Pai (3 vezes).

Oração para pedir a glorificação
Oh, Jesus, cheio de graça e caridade, vítima dos pecadores, que, impulsionado pelo amor a nossas almas, quiseste morrer crucificado, rogo-te humildemente glorificar também sobre esta terra o Servo de Deus, Padre Pio de Pietrelcina, que, em participação generosa em teus sofrimentos, tanto te amou e tanto se entregou ao Pai Eterno pelo bem das almas!
Te suplico, oh Jesus, que me concedas, pela intercessão de Padre Pio, a graça (formular o pedido), que ardentemente desejo.

Glória ao Pai (3 vezes)

Oração para pedir humildade
Padre Pio,
tu viveste no século do orgulho
e foste humilde.

Padre Pio,
tu passaste entre nós na época
das riquezas sonhadas, julgadas e adoradas,
e permaneceste pobre.

Padre Pio,
junto a ti ninguém ouvia a Voz,
e tu falavas com Deus.
Perto de ti ninguém via a Luz,
e tu vias Deus.

Padre Pio,
enquanto nós corríamos ansiosos,
tu ficavas de joelhos
e vias o Amor de Deus pregado em uma madeira,
ferido nas mãos, nos pés e no coração
para sempre!

Padre Pio,
Ajuda-nos a chorar diante da cruz,
ajuda-nos a crer diante do amor,
ajuda-nos a sentir a Missa como pranto de Deus,
ajuda-nos a buscar o perdão com o abraço de paz,
ajuda-nos a sermos cristãos com as feridas
que derramam sangue de caridade fiel e silenciosa,
como as feridas de Deus!
Amém.

https://pt.aleteia.org/2017/12/18/3-oracoes-a-padre-pio-para-pedir-por-uma-causa-urgente/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Formação sobre Intercessão Católica 6#

Resultado de imagem para intercessão NECESSIDADES PRIMÁRIAS DO INTERCESSOR
1. Vida de Oração: São diversas as tentações que esse mundo oferece, não precisa relacionar pois todos nós conhecemos. Não foi à toa que Jesus disse: “Orai e Vigiai”, como também não foi coincidência o fato de Paulo em todas as suas cartas enfatizar o “Orar sem cessar”. A grande arma que o intercessor tem para lutar contra o pecado é a oração, “perseverante e corajosa”. Orar com palavras, mas principalmente com a vida. Devemos lembrar que oração também é “escuta”, não devemos transformar nossos momentos de intimidade com Deus em um monólogo onde só nós falamos.

2. Sacramento da Reconciliação: “Deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20). “Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor”. (CIC 1424) Somente um coração puro, livre de ódio, rancor e contenda, estará apto a receber a graça de Deus. “O coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare.” (Mt 13,15)

3. Intimidade com a Palavra: “Sou eu que estou mandando que você seja firme e corajoso. Portanto, não tenha medo e não se acovarde, porque Javé seu Deus está com você aonde quer que você vá". (Js 1,9) É necessário que o intercessor seja intimo de Deus através dos ensinamentos contidos na Sagrada Escritura, não apenas de forma superficial, mas uma relação de amizade para que aja uma paridade entre o que professamos e o que vivenciamos. Para caminharmos a passos firmes, confiantes na promessa é necessária uma profunda meditação da Palavra.

4. Ter confiança na Fé que professa: Uma frase de Bento XVI: “O maior problema que a Igreja enfrenta é a ignorância religiosa dos fieis”. Consta no Catecismo da Igreja Católica: “É claro, portanto, que a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, segundo um sapientíssimo desígnio de Deus, estão de tal maneira ligados e conjuntos, que nenhum pode subsistir sem os outros e, todos juntos, cada um a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas”. (CIC n.95) É dever não só do Intercessor, mas de todos os Católicos, ter conhecimento o mais aprofundado possível da doutrina da Igreja, já que as investidas do mundo são capciosas e um soldado despreparado corre um sério risco de perecer...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia

domingo, 10 de dezembro de 2017

São Tomás de Aquino revela os truques do diabo contra homens


Das mentiras à indução ao pecado: esteja ciente das ciladas do maligno, que normalmente age de maneira invisível

Na coletânea de discursos do Papa Francisco editada por Diego Manetti e intitulada em italiano “Il diavolo c’è” (“O diabo existe”), há citações do Santo Padre a pelo menos dois escritos de São Tomás de Aquino, que, ao longo da sua vasta obra, deixa descobertos vários truques do diabo em seu modo de nos induzir ao pecado.
Um desses escritos é o “Comentário ao Evangelho de São João“, em que o frade teólogo explica:
“‘Não perseverou na verdade’. A este respeito, deve-se notar que existem dois tipos de verdade: a verdade da palavra e a verdade das obras. A verdade da palavra é quando se fala com a boca o mesmo que se pensa no coração e que corresponde à realidade […] A verdade da justiça, ou das obras, é quando realizamos o que nos compete segundo a ordem da nossa natureza. O Senhor acenou a isto ao dizer: ‘Quem obra a verdade vem à luz, para que se veja claramente que as suas obras foram feitas em Deus’”.
São Tomás observa, em relação a esta verdade e no tocante ao diabo, que ele “não perseverou na verdade” da justiça porque abandonou a ordem da sua própria natureza, que era a submissão a Deus para receber d’Ele a bem-aventurança e a satisfação do próprio anseio natural. Ao tentar obter a satisfação contando só consigo mesmo, ele se apartou da verdade.

Como o diabo nos induz ao pecado

Na Quaestio disputata de Malo, q. 3, art. 4/58, São Tomás nos explica dois modos pelos quais o diabo tenta induzir o homem a pecar.
“O diabo pode induzir o homem a pecar persuadindo-o internamente. O diabo move a vontade do homem como alguém que persuade […]. O diabo engana […] movendo os espíritos animais e humores internos do corpo, cujo movimento origina aquelas representações. É capaz de impedir o uso da razão, como nas possessões. […] O demônio é chamado de tentador porque sonda os homens a fim de saber por quais representações eles são mais subjugados.
[…] Deve-se dizer que, como afirmado acima, o diabo não pode ser a causa do pecado do homem como alguém que mova diretamente a vontade, mas apenas como alguém que persuade. Ora, ele persuade o homem a fazer algo de duas maneiras: de maneira visível e de maneira invisível”.
De modo visível, o diabo age quando se manifesta sensivelmente sob certa forma e, também sensivelmente, fala ao homem tentando persuadi-lo a pecar. Foi este o caso quando ele tentou o primeiro homem no paraíso, sob a forma de serpente, e a Cristo no deserto, aparecendo-lhe também de modo visível.
São Tomás observa, no entanto, que o diabo não persuade o homem apenas desta maneira: normalmente, somos instigados a pecar sem que seja por indução de uma aparição visível do diabo – ou seja, ele age invisivelmente, mediante a persuasão interna descrita na passagem citada acima.

https://pt.aleteia.org/2017/12/08/sao-tomas-de-aquino-revela-os-truques-do-diabo-contra-homens/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Formação sobre Intercessão Católica 5#


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Interessante notar como aqueles que estão intimamente ligados a Deus pensam como Ele. São Josemaría Escrivá argumentava que “a nossa vida de apóstolo vale o que vale a nossa oração”, já Santo Agostinho ia mais além dizendo: “ser orante, antes de ser orador. Falar com Deus, mais do que falar de Deus. Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua”. E para não deixar de fora outro grande doutor da Igreja, dizia Santo Antônio: “A oração é uma demonstração de afeto para com Deus, uma conversa afetuosa e familiar com Ele, um descanso da mente esclarecida, que procura aproveitá-lo o máximo possível”. – E aqui podemos citar a oração em línguas.

Devemos amar o nosso próximo, ou porque ele é bom, ou para que ele se torne bom. (Sto. Agostinho) Não cabe ao intercessor diagnosticar quem está mais ou menos necessitado, quem merece ou não a nossa oração, nossa missão é orar por todos, pois só a Deus cabe o julgamento.

Madre Teresa de Calcutá dizia que “nesta vida, não podemos realizar grandes coisas. Podemos apenas fazer pequenas coisas com um grande amor”. A participação do intercessor orando em favor do próximo, pode muitas vezes aparentar uma pequena coisa para nós, tão insignificante que não faria falta a nossa presença no grupo, mas fique certo que uma torre só se eleva quando tijolos, um a um, são acrescentados à parede. Sua oração sempre será o tijolo que Deus precisa para a construção do Reino...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia