sábado, 24 de março de 2018

«A casa encheu-se com o perfume do bálsamo»

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«O aroma dos teus perfumes é requintado», lê-se no Cântico dos Cânticos . Distingo ali várias espécies [...]: o pefume da contrição, o da piedade e o da compaixão. [...] Há, pois, um primeiro perfume que a alma compõe para seu próprio uso quando, apanhada numa rede de numerosas faltas, começa a refletir sobre o seu passado. Reune então, no cadinho da sua consciência, para os juntar e esmagar, os múltiplos pecados que cometeu; e, na fornalha do seu amor ardente, fá-los cozer no fogo da penitência e da dor. [...] É com este perfume que a alma pecadora deve cobrir os inícios da sua conversão e ungir as chagas recentes; porque o primeiro sacrifício que se há de oferecer a Deus é o de um coração arrependido. Enquanto a alma, pobre e miserável, não possuir com que compor um unguento mais precioso, não deve neglicenciar preparar aquele, ainda que o faça com vis matérias-primas. Pois Deus não desprezará um coração que se humilha na contrição [Sl 50,19]. [...]
Aliás, esse perfume invisível e espiritual não poderá paracer-nos de fraca qualidade, se compreendermos que ele é simbolizado pelo pefume que, segundo o Evangelho, a pecadora deitou sobre os pés do Senhor. Com efeito, lemos que «a casa encheu-se com o perfume do bálsamo». [...] Lembremo-nos do perfume que invade toda a Igreja no momento da conversão de um único pecador; todo o penitente que se arrepende torna-se para a multidão como que um odor de vida que a desperta. O aroma da penitência sobe até às moradas celestes, uma vez que, segundo a Escritura, o arrependimento de um só pecador é uma grande alegria para os anjos de Deus [Lc 15,10].

São Bernardo 

Triste espetáculo

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Olhai em volta, meus irmãos […]: porque há tantas mudanças e lutas, tantos partidos e seitas, tantos credos? Porque os homens estão insatisfeitos e inquietos. E porque estão eles inquietos, cada um com o seu salmo, a sua doutrina, a sua língua, a sua revelação, a sua interpretação? Estão inquietos porque não encontraram […]; tudo isso ainda não os levou à presença de Cristo que é «alegria e delícias eternas» [cf Sl 16,11].
Se tivessem sido alimentados pelo pão da vida [Jo 6,35] e provado do favo de mel, os seus olhos ter-se-iam tornado limpos, como os de Jónatas [1Sm 14,27] e teriam reconhecido o Salvador dos homens. Mas, não se tendo apercebido destas coisas invisíveis, têm de continuar a procurar e estão à mercê de rumores longínquos. […]

Triste espectáculo: o povo de Cristo errando pelas colinas «como ovelhas sem pastor». Em vez de procurarem nos lugares que Ele sempre frequentou e na morada que Ele estabeleceu, avêm-se com projetos humanos, seguem guias estranhos e deixam-se cativar por opiniões novas, tornando-se joguetes do acaso e do humor do momento, e vítimas da sua própria vontade.
Estão cheios de ansiedade, de perplexidade, de inveja e de preocupações, e são agitados e «levados por qualquer vento da doutrina, pela malícia dos homens e a sua astúcia, a extraviarem-se no erro» [Ef 4,14]. Tudo isso porque não procuram «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos» [Ef 4,5-6] para nele encontrarem «descanso para o espírito» [Mt 11,29].


Beato Jonh Henry Newman

sexta-feira, 23 de março de 2018

O Anjo que chora sobre o berço vazio

Um anjo chora sobre um berço vazio, oferecendo um memorial para qualquer criança em gestação tornando-o um monumento muito poderoso para o nascituro.



Curta biografia

Por mais de 25 anos, Timothy tem esculpido esculturas em grande escala. Ele é um artista figurativo com suas peças instaladas em todo o mundo. Algumas de suas peças mais reputadas estão instaladas em igrejas históricas em Roma e no Vaticano. Timóteo descreve seu trabalho mais importante como traduções visuais da Bíblia. Embora a maior parte de seu trabalho seja baseada em um tema espiritual, ele também cria esculturas públicas grandes e complexas em bronze. Alguns destes incluem monumentos que honram veteranos e bombeiros. Timothy se esforça para criar obras de arte épicas que se conectam com os espectadores através de design e detalhes que não apenas tocam o espectador em um nível emocional, mas também permitem que eles se sintam um pouco como uma "parte" da peça.

Declaração do artista

Eu me dedico a criar obras de arte que glorifiquem a Cristo. A razão para essa devoção, além das minhas crenças cristãs, é que um artista precisa de um assunto épico para criar arte épica.

Descrevo minhas esculturas como sendo orações visuais. Quando eu crio uma escultura tridimensional em bronze, estou bem ciente de que ela durará mais do que eu. Eu percebo que estou entre duas coisas que são muito mais duráveis ​​do que eu: cristianismo e metal de bronze. É entre estes que desenvolvi uma apreciação sutil do que São Francisco quis dizer com “instrumento”.

Isso me traz felicidade quando minhas esculturas são instaladas do lado de fora; obras de arte tridimensionais em bronze são excelentes anúncios para qualquer igreja cristã. O melhor elogio que essas esculturas recebem é surpreender e fascinar os jovens mais cínicos de hoje. Se eles acham que a arte é incrível, eles terão que pensar que a mensagem é também; uma escultura 'cool' fora de uma igreja pode fazê-los pensar que, da mesma forma, algo 'legal' pode ser encontrado dentro da igreja. Meu objetivo é dar ao cristianismo o máximo de dignidade visual possível. Esculturas cristãs são como sermões visuais vinte e quatro horas por dia.

Ao visitar as grandes catedrais e museus da Europa, recebem-se muitas mensagens da fé cristã através das grandes obras de arte. No entanto, uma mensagem que essas grandes obras-primas nos transmitem nos tempos modernos é que a igreja era toda importante e gloriosa ... uma vez, aproximadamente quinhentos anos atrás. Infelizmente, isso cria a impressão de que os temas representados são antiquados e devem ser vistos em um museu. No entanto, quando obras de arte originais são criadas hoje e colocadas em espaços vivos, a declaração expressa é: "a igreja é toda importante e gloriosa ... hoje!"

São Gregório Magno escreveu que “a arte é para os analfabetos”; o uso de imagens foi uma maneira extremamente eficaz de educar a população em geral. Nossa cultura contemporânea está hoje no mesmo estado, não por causa do analfabetismo, mas porque as pessoas estão ocupadas demais para ler. Neste mundo de agendas rápidas e sound bites, a arte cristã cria “mordidas visuais” que introduzem as verdades espirituais necessárias em uma linguagem universal.

A escultura cristã atua para muitos como um portal para os Evangelhos e para a própria espiritualidade do espectador. Depois de olhar para uma obra de arte interessante, o espectador é curioso. “Quem é este homem na cruz? Por que ele sofre? ”Quanto mais poderosa a representação da arte, mais poderosas as questões se tornam.

https://www.sculpturebytps.com/large-bronze-statues-and-sculptures/i-knew-you-in-the-womb/

segunda-feira, 19 de março de 2018

Padre Pio, oração, pequenez e sabedoria

PADRE PIO

“Rezem muito, meus filhos, rezem sempre, sem nunca se cansar”

O Papa Francisco celebrou nesta manhã do dia 17 de março, em frente ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em San Giovanni Rotondo, onde se encontra o corpo de São Pio. Em sua homilia, nos chamou a atenção para três palavras importantes vividas pelo santo e aconselhadas também a nós: oração, pequenez e sabedoria.
O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus que reza. Do seu coração, fluem estas palavras: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra …” (Mt 11,25). Para Jesus, a oração surgia espontaneamente, mas não era opcional: costumava retirar-se para lugares desertos para rezar (Mc 1,35).
O diálogo com o Pai estava em primeiro lugar. E os discípulos descobriram tão naturalmente a importância da oração, até que um dia lhe perguntaram: “Senhor, ensine-nos a orar” (Lc 11,1).
“Se quisermos imitar Jesus, também devemos começar por onde Ele começou, isto é, da oração. ”
O Papa pergunta: como cristãos rezamos bastante? Relata que no dia a dia, sempre nos momentos de oração vem em mente tantas desculpas e muitas coisas urgentes para fazer.
Ao recordar Padre Pio, diz que após 50 anos desde sua entrada no céu, ele nos ajuda deixando como herança a oração: “Rezem muito, meus filhos, rezem sempre, sem nunca se cansar”
O Papa nos recorda ainda que Jesus é quem nos mostra como se deve rezar. E diz que não se deve começar com súplicas ou pedidos, mas louvando a Deus. Jesus diz: “eu te louvo ó Pai”; ele não diz “eu preciso disso ou daquilo”, mas ” eu te louvo ó Pai “. Quantas vezes esquecemos a adoração e o louvor.  Não se conhece o Pai sem abrir-se ao louvor, sem dedicar tempo somente a Ele, sem adorar. Cada um deve perguntar-se: como eu adoro? Quanto eu o adoro? Quando o adoro?
O Papa nos lembra também que a oração é um contato pessoal, “face a face”, um momento de se estar em silêncio diante do Senhor, e afirma que este é o segredo para entrar sempre em comunhão com Ele. A oração amadurece no louvor e na adoração. E nos pergunta se as nossas orações são iguais a de Jesus ou se reduzem a chamadas de emergência.
A oração, segundo o Papa, deve ter um caráter também indispensável nas obras de misericórdia espirituais. E sublinha: se nós não confiamos os nossos irmãos, as situações ao Senhor, quem o fará? Quem intercederá, quem tocará e incomodará o coração de Deus para abrir a porta da misericórdia à humanidade carente?
Foi por isso que Padre Pio nos deixou os grupos de oração. E o Papa termina este item da oração com as seguintes perguntas: eu rezo? E quando rezo, sei louvar, sei adorar, sei conduzir a vida a Deus?
A segunda palavra destacada pelo Santo Padre na homilia em Nossa Senhora das Graças foi a palavra pequenez. O Papa nos recorda que os mistérios do Reino foram revelados aos pequeninos. E nos pergunta: “Quem são esses pequeninos, que souberam acolher os segredos de Deus? ”
São aqueles que não pensam ser autossuficientes. São aqueles que possuem o coração humilde, aberto, pobre e necessitado. Que sentem a necessidade de orar, confiar-se e deixar-se acompanhar. O coração desses pequeninos é como uma antena, que captura o sinal de Deus. Porque Deus busca o contato com eles.
Segundo o Papa um exemplo deste mistério de pequenez e humildade é a hóstia em cada missa, é um mistério de amor e de humildade, e só pode ser entendido por ser pequeno e estando com os pequeninos.
Falando do hospital “Casa Alívio do Sofrimento”, Padre Pio o chamava de templo santo, de templo de oração e de ciência: onde todos são chamados a ser uma reserva de amor para os outros. Papa Francisco recordou que no enfermo se encontra Jesus, e no cuidado amoroso daqueles que se dobram sobre as feridas do próximo, está o caminho para encontrá-lo.
Quem cuida das crianças está do lado de Deus e vence a cultura do descarte, que, pelo contrário, prefere os poderosos e considera inúteis os pobres. Os que preferem os pequenos proclamam a profecia da vida contra os profetas da morte de todos os tempos, que ainda hoje, descartam as pessoas, descartam as crianças e os idosos porque não servem.
Quando criança, na escola, eles nos ensinaram a história dos espartanos. Fiquei impressionado com o que a professora nos disse, que quando uma criança com malformação nascia, levavam-na para o topo da montanha e jogavam-na para baixo, para que desaparecessem esses pequeninos. Nós, crianças, dizíamos: “Mas quanta crueldade!”
Irmãos e irmãs, fazemos o mesmo, porém com mais crueldade e com mais ciência. Aquele que não serve, o que não produz deve ser deixado. Esta é a cultura do descarte, os pequeninos não são queridos. E por isso Jesus também é deixado de lado.
Por fim, a última palavra mencionada pelo Papa em sua homilia foi a Sabedoria. Nos diz que a verdadeira sabedoria não está no ter muitos dons e a verdadeira força não está na potência. Não é sábio quem se mostra forte e não é forte quem responde mal com o mal.
A única arma sábia e invencível é a caridade animada pela fé, porque tem o poder de desarmar as forças do mal. São Pio lutou contra o mal ao longo de sua vida e lutou com sabedoria, como o Senhor: com humildade, com obediência, com a cruz, oferecendo a dor por amor. “Todos se admiram, mas poucos fazem o mesmo. Muitos falam bem, mas quantos o imitam? ”
Muitos estão dispostos a colocar um “like” na página da internet dos grandes santos, mas quem faz como eles? Porque a vida cristã não é um “like”, mas um “dom”. A vida perfuma quando é oferecida como presente; torna-se insípida quando é mantida para si mesma.
São Pio ofereceu a vida e inúmeros sofrimentos para encontrar o Senhor nos irmãos. E o meio decisivo para encontrá-lo era a confissão, o sacramento da reconciliação. Ali começa e recomeça uma vida sábia, amada e perdoada, ali inicia a cura do coração.
Padre Pio foi um apostolo da confissão. Também hoje nos convida e nos diz: onde vai? Vai a Jesus ou ao encontro das tuas tristezas? Para onde retornarás? Para aquele que salva ou nos teus abatimentos, nos teus arrependimentos, nos teus pecados? Vens, o Senhor te espera. Coragem, não tem nenhum motivo assim grave que te exclua da sua misericórdia.
(Rádio Vaticano)

5 lugares simples e poderosos para rezar na sua casa


Você vai ter mais vontade de rezar depois de ler isso

Certo dia, fiquei pensando nos melhores lugares da casa para rezar, e também pensei sobre o que rezar e como rezar em cada um deles. Não sei se cheguei a algumas conclusões aceitáveis, mas tentarei começar esta semana a colocar em prática o que compartilharei com vocês:
1. Na entrada
É muito bonito fazer uma pequena oração de agradecimento ao chegar em casa. Gratidão por ter um lar, um abrigo, um espaço onde viver. Se for o caso, agradecer por ter alguém com quem compartilhar esse espaço. Ao sair, você pode fazer o sinal da cruz, repleto de significado. Que o Senhor nos guarde, acompanhe e oriente nas atividades fora de casa.
2. Na cozinha
Cozinhar é um ato de amor, de doação. E o alimento vai nutrir o corpo, que é templo do Espírito Santo. Aqui, vale a pena fazer uma oração de oferecimento do trabalho, do esforço: colocar o amor ao serviço daqueles para quem cozinho – inclusive quando cozinho só para mim.
3. À mesa
Compartilhar o pão é sinal de fraternidade. Foi à mesa que Jesus se preparou para sua grande entrega. O Senhor também está presente durante nossas refeições. Uma simples oração de bênção dos alimentos, uma ação de graças, uma petição pelos que não têm o que comer, mesmo que apenas interiormente, dão muito sentido a estes momentos do dia.
4. No quarto
A solidão de cada um é um lugar de encontro com o Pai. Vale a pena colocar nas mãos de Deus todos os anseios, preocupações, conquistas, frustrações do dia. Pode ser um momento de recolhimento, também para assumir o silêncio da nossa ida. Buscar o Senhor e pedir que Ele abençoe o nosso descanso.
5. No chuveiro
Sim, no chuveiro! Tomar banho é um ato de satisfação, força e prazer. Sentir a água nos faz sentir-nos vivos e nos dispõe a descansar, ou a começar bem o dia. A água lava, cura, refresca, aquece. Tornar o Senhor presente nesse momento é torná-lo presente em minha necessidade de recomeçar, de descansar, de sentir calor ou frio, de sentir sua proteção após a batalha do dia.
Há outros lugares, outros momentos e cantos a serem aproveitados: a imagem de Nossa Senhora na estante, a foto da família na parede… Busque seus lugares e reze. Encontre o Senhor no cotidiano, permita que Ele participe da sua vida. Você verá que, com Ele, o dia será muito melhor!

https://pt.aleteia.org/2016/03/08/5-lugares-para-rezar-em-casa/

Como convencer as famílias a irem mais à Missa? Veja o que esta paróquia fez

MASS KNEES

Ideias interessantes de um pároco dos Estados Unidos

A paróquia Cristo Rei, em Chicago, registrou surpreendentes 64% de aumento na frequência de fiéis na igreja no último outono. Como?
O site Catechist’s Journey pegou as explicações do pároco, o padre Larry Sullivan, que afirmou ter abordado a questão a partir de vários ângulos e adotado as seguintes ações:
  • Enviar e-mails semanais a todos os paroquianos, para convidá-los a participar da Eucaristia;
  • Colocar um folheto explicativo na caixa de correio dos fiéis;
  • Toda semana, em uma das Missas, um fiel dava um breve testemunho sobre “O que significa Cristo Rei para mim”;
  • Missa esportiva e festa com pizza;
  • Uma das organizações patrocina a Missa Noturna do sábado e a pizza;
  • Apresentação do novo coral estudantil;
  • Toda semana, é oferecido um prêmio especial a quem fizer a melhor fotografia dos padres da Missa dominical;
  • No último domingo de outubro, se 75% de uma classe de uma determinada escola fosse à Missa, a classe receberia um prêmio e um seria reservado um tempo entre as aulas para que os alunos pudessem jogar bola com o padre Matt. Se 90% dos estudantes comparecessem, toda a sala ganharia pizza. Foi fantástico ver as crianças motivando os colegas a irem à igreja.
Várias famílias disseram que, depois de quatro ou cinco semanas indo à Missa consecutivamente, o hábito mudou de um “talvez” para uma prioridade.

https://pt.aleteia.org/2018/03/12/como-convencer-as-familias-a-irem-mais-a-missa-veja-o-que-esta-paroquia-fez/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 18 de março de 2018

O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse


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«A palavra de Deus é viva» [Heb 4, 12]. O que o apóstolo demonstra com as suas palavras àqueles que procuram Cristo, que é o Verbo, a força e a sabedoria de Deus, é toda a grandeza, a força e a sabedoria da palavra de Deus. 

Este Verbo estava no início junto do Pai, é eterno com Ele [Jo 1,1], e foi revelado a seu tempo aos apóstolos, anunciado por eles e recebido humildemente pelo povo dos crentes. [...] 

Ela eé viva, esta palavra a quem o Pai deu o dom da vida em Si mesma, tal como Ele a possuía em Si mesmo [Jo 5,26]. E não só é viva, como é a própria vida, conforme está escrito: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» [Jo 14,6]. 

E porque é a vida, está viva e dá vida, pois «como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem Ele quer» [Jo 5,21]. 

Ela dá vida quando chama Lázaro para fora do túmulo e lhe diz: «Lázaro, vem para fora !» [Jo 11,43] Quando esta palavra é proclamada, a voz que a pronuncia ressoa no exterior com tal força, que, percebida no interior, faz reviver os mortos, e ao acordar a fé, suscita verdadeiros filhos de Abraão [Mt 3,9]. 

Sim, ela é viva, esta palavra, viva no coração do Pai, na boca daquele que a proclama, no coração daquele que crê e que ama.

#BalduínoDeFord