domingo, 13 de maio de 2018

“Devoção deve sempre levar a Jesus”, ressalta teólogo no mês mariano

ST. MARY

Para o especialista, o mês de maio não deve ser só de devoção a Maria, mas também de conhecimento sobre ela

A devoção mariana é recordada em todo o mundo durante o mês de maio. Apontada como legítima no horizonte católico por Irmão Afonso Murad, teólogo e membro da Academia Marial, a devoção deve sempre levar a Jesus. “Maria forma o coração dos cristãos para serem seguidores de Jesus”, afirma o teólogo.
De acordo com Padre Rivelino Nogueira, integrante do movimento sacerdotal mariano, a associação de Nossa Senhora ao mês de maio é uma tradição europeia que liga a figura de Maria ao início da primavera, período das rosas e das flores.
A primeira relação, de que se tem notícia, do mês de maio à figura de Maria ocorreu, segundo Irmão Afonso, aproximadamente no ano 1250, com o rei Afonso X (na atual Espanha). O teólogo conta que os fiéis pediam a Maria que concedesse a todos bênçãos materiais e espirituais. Trezentos anos mais tarde, foi São Filipe Neri quem ensinou os cristãos a homenagear a Mãe de Jesus, ornando sua imagem com flores, cantando louvores e também realizando gestos de conversão a Deus.
Com o crescimento e difusão da devoção mariana, Murad comenta que são muitos os atos de fé incorporados à celebração a Nossa Senhora durante o mês de maio. Adaptadas segundo as características de cada região e localidade, são muitas as ações de devoção no Brasil, sendo as principais a consagração à Maria, à dedicação ao terço e ao rosário, a reza da ladainha, o oferecimento de flores, retiros e congressos mariológicos, vigílias e procissões litúrgicas marianas.
A consagração a Maria surgiu, de acordo com Irmão Afonso, na Patrística — estudo do pensamento teológico dos padres da Igreja —, e incorporada na Idade Média, em uma formação utilizada até os tempos atuais. Segundo Murad, foi com Grimon de Montfort que surge o tema da consagração a Jesus através de Maria. “Essa prática devocional a Maria é uma forma de reforçar o nosso compromisso com Jesus, pelas mãos de Maria”, explica o teólogo.
Padre Rivelino recorda que a consagração faz memória ao Bastimo, e é uma renovação dos votos realizados durante o sacramento. “‘Sou todo teu ó Maria, entrego todo a ti a minha vida, todo o meu ser’. É uma consagração antiga, (…) na qual os pais e padrinhos assumem a criança e a entregam nas mãos de Nossa Senhora”, conta.
De acordo com Irmão Afonso, o mês de maio deve ser não só de atos de devoção a Maria, mas também de conhecimento sobre ela. “O Mês de maio é o mês de Maria, mês de conhecermos mais Maria citada na bíblia, aprofundarmos mais sobre ela, dedicar nossa devoção a ela em um tempo que nos convida a isso”, comenta.

A devoção

Murad reafirmou a necessidade dos católicos compreenderem e terem sempre em mente o que é a devoção a Maria e aos santos. “É sempre bom compreender a devoção aos santos. O Concílio Vaticano II, no capítulo 8 da Lumen Gentium [Constituição Dogmática sobre a Igreja] — dedicado a Maria —, explicita isso de uma forma muito clara que diz primeiro que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens, (…) mas que essa única e exclusiva mediação de Jesus é estendida na comunhão dos santos. Os santos e as santas colaboram, cooperam nessa única mediação de Jesus, e isso nos distingue”, observa o teólogo.
“Nesta comunhão dos santos, Maria tem um lugar muito especial, que o Concílio Vaticano diz: ‘Aquela que está mais perto de Jesus e mais perto de nós’. Então, por isso, podemos rezar a Maria, pedir a intercessão dela”, afirma Irmão Afonso.
Recordando Papa São João Paulo II, padre Rivelino adverte ainda sobre a necessidade dos fiéis conhecerem a devoção mariana. “Dizia o saudoso Papa: os fiéis cristãos precisam de uma boa catequese de mariologia para saber a importância da devoção a Nossa Senhora. É aquela frase antiga, ‘pede a mãe, o filho atende’”.
Além da importante figura de mãe de Deus, Maria é caracterizada pelo sacerdote como exemplo de humildade, simplicidade, serviço e obediência à voz de Deus. “Precisamos nos colocar diante dela e ser como ela”, afirmou o padre.
Por fim, Murad recordou as palavras do Papa Francisco em sua exortação, Evangelii Gaudium (Alegria do Evangelho, 286): “Maria é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus”.

Como lidar com as distrações durante a oração, segundo Santa Teresinha


A “Pequena Flor” dá um conselho para quem acha que as distrações durante a oração são um problema

Acontece com muita gente: é só sentar para rezar que logo chegam as distrações. O tique-taque do relógio de parede, a buzina do carro na rua ou até mesmo uma enxurrada de pensamentos sobre várias pessoas ou problemas de nossas vidas já basta para que a concentração na prece vá embora.
Aí fica difícil focar nossa atenção em Deus e estabelecer uma conversa com Ele. Contudo, algumas vezes essas distrações não são “distrações”; são pensamentos apresentados por Deus que visam o nosso benefício espiritual.
Para exemplificar, apresentamos o que Santa Teresinha escreveu sobre as distrações durante as orações:
“Eu também tenho muitas [distrações], mas assim que dou conta delas, eu oro por aquelas pessoas que aparecem em meus pensamentos e desviam a minha atenção, e, dessa forma, elas se beneficiam das minhas distrações”.
Às vezes, Deus quer desviar nossa atenção para nos lembrar de um amigo ou membro da família que está passando por dificuldades. Eles podem precisar das nossas orações ou da nossa caridade. Desta forma, a distração é coloca no caminho certo e, em vez de nos afastar de Deus, nos aproxima Dele e de seu plano divino.
O segredo é ficarmos atentos quando isso acontecer e perceber quando você está pensando em alguém ou até mesmo em algo que você viu no Facebook. Deus pode estar querendo que você reze por esse indivíduo ou estenda a mão para ele.
São Josemaria Escrivá disse que “quanto mais próximo um apóstolo estiver de Deus, mais universais são seus desejos. Seu coração se expande e absorve tudo em nome de seu anseio de colocar o universo aos pés de Jesus”.
Então, na próxima vez que você se sentir distraído durante uma oração, ofereça seus pensamentos a Deus e abra seu coração para aquilo que Deus quer falar para você naquele momento.

https://pt.aleteia.org/2018/05/09/como-lidar-com-as-distracoes-durante-a-oracao-segundo-santa-teresinha/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria Vocação

BLESSED MARY

Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria Vocação

Sua melhor companhia neste mês das Vocações!

Eis-me a vossos pés, ó piedosa Virgem
para implorar de Vós a importantíssima graça
da escolha da minha vocação.

Outra coisa não quero
senão cumprir perfeitamente
a vontade de vosso Divino Filho,
em todo o tempo da minha vida.

Desejo ardentemente
escolher a vocação
que me há de deixar mais satisfeito
no momento da minha morte.

Ó Mãe do Bom Conselho,
fazei que soe aos meus ouvidos
uma voz que afaste toda a dúvida
da minha mente.

A Vós, que sois a Mãe do meu Salvador,
também cabe ser a Mãe da minha salvação.
Porque se Vós, Ó Maria,
não me comunicais um raio do Sol divino,
que luz me há de esclarecer?

Se Vós não me instruís,
ó Mãe da Sabedoria Encarnada,
quem poderá ensinar-me?

Ouvi pois, ó Maria,
as minhas humildes súplicas.
Perplexo e vacilante, dirigi-me Vós,
guiai-me pelo reto caminho
que conduz à vida eterna,
pois que sois Vós a Mãe do belo amor,
do temor, do conhecimento e da santa esperança,
cujas flores produzem frutos de honestidade e honra.
Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.


http://www.aleteia.org/pt/religiao/conteudo-agregado/oracao-a-nossa-senhora-para-conhecer-a-propria-vocacao-5782290265276416

sábado, 12 de maio de 2018

Centelhas Eucarísticas - O Crucifixo


PONHO nele muitas vezes os meus olhos; beijo-o, de manhã, apenas desperto; beijo-o à noite antes de adormecer, e durante o dia... quantas vezes... mas Jesus não está todo aqui. Aqui está a figura, um pouco mais longe a realidade; aqui Jesus sem palavra, além com as suas palavras de vida eterna; aqui vejo-O morto, acolá encontro-O vivo; aqui o Calvário, além o Cenáculo.

Olho para o meu crucifixo, mas parece-me que Jesus do Tabernáculo o olha mais do que eu; parece-me que me está convidando para eu fixar toda a minha atenção, para eu aprender a recordar sempre que o Jesus da Hóstia é o mesmo que um dia foi o Jesus da Cruz.
Mas, és realmente tu, ó meu sacramentado Senhor, que um dia morreste sobre esta cruz, e duma maneira tão bárbara? Estes cravos atravessaram realmente as tuas mãos? Estes espinhos estiveram realmente em volta da tua fronte? E o teu Coração, aquele coração tão doce, tão belo... Foi realmente alanceado desta maneira? E foi sobre estas carnes que realmente se desencadeou uma furiosa saraivada de flagelos? E, por único conforto, deram-te o fel, a mirra e uma tempestade de blasfêmias? És, pois, tu, mesmo tu, este Jesus que eu vejo aqui cinzelado... O Jesus morto sobre o Calvário? E quem foi esse bárbaro assassino?... Meu Deus! Que pergunta! Eu próprio fui o carnífice, e Jesus, o próprio Jesus foi a vítima... o delito foi perpetrado lá... a vítima está aqui, no Tabernáculo... E qual é a vingança?... A vingança? Ei-la aqui: a Santa Comunhão!
Depois de tantos maus tratos, Tu me vens ainda a visitar, a estar comigo, a dares-te a mim? Mas onde aprendeste um tal modo de punir os teus crucifixores? Eu coroei-te de espinhos, e tu dás-me o direito de cingir o diadema e de reinar contigo? Eu esbofeteei-te, e tu fazes-me certas carícias à minha alma, que me sabem a paraíso? Eu vesti-te de louco, e tu vestes-me com a tua graça? Eu flagelei horrivelmente as tuas carnes, e tu, depois de as tomares imortais e gloriosas, dás-mas em mantimento? Eu derramei todo o teu sangue, e tu ofereces-mo em bebida? Eu alanceei o teu Coração, a parte mais nobre da tua humanidade, e tu ofereces-mo como o teu dom mais precioso?... Mas se eu te tivesse amado como um serafim, poderias tu ser mais liberal para comigo?... Ó Santa Eucaristia, tu és realmente um mistério! E o que mais me confunde a razão, é que Jesus tenha amado tanto uma criatura tão má como eu sou.
Este Crucifixo, esta imagem fria e muda do meu Jesus, deve, sem dúvida, fazer ouvir uma linguagem misteriosa e potente... Os santos olhavam-no, choravam, eram arrebatados em êxtases... Ficavam horas inteiras, dias inteiros a contemplá-lo, liam nele coisas sempre novas... E não é senão uma figura. Eu estou diante da Hóstia e, momentos após, sinto-me cansada! Rezo um pouco, e já não posso dizer mais nada! Recebo-a, e uma hora depois já estou esquecida de tê-la recebido... E não é uma figura, mas a realidade, a grande realidade de Jesus! Que distância entre mim e os santos!
Mas, ou santa ou pecadora, hei de querer sempre bem ao meu Crucifixo, e a Hóstia hei de considerá-la sempre como coisa minha. Estudarei o Crucifixo para conhecer sempre melhor a Hóstia, e estudarei a Hóstia para conhecer sempre melhor o Crucifixo. O Crucifixo me recordará sobretudo que eu tenho sido a pior das almas, e a Hóstia me recordará que Jesus me tem amado como se eu tivesse sido sempre uma santa. O Crucifixo me fará arrepender dos pecados, a Hóstia me fará amar a Jesus.
Amar a Jesus, que bela coisa! Mas eu amarei a Jesus também crucificado; somente que, crucificado, o amarei com as lágrimas nos olhos, e na Hóstia o amarei com o sorriso nos lábios; crucificado o amarei gemendo, na Hóstia o amarei cantando... E continuarei a amá-lo sempre, enquanto tiver um fio de vida. E depois?...
Depois... O Crucifixo sobre o peito, a Hóstia no coração... Que me restará senão morrer e voar para o Céu?

Retirado do blog: http://almasdevotas.blogspot.com.br/

7 exemplos de Maria para praticar o silêncio

VIRGIN, BLACK, WHITE

Quem é silencioso sabe escutar

Numa conversa entre amigos, sempre que o silêncio reinava por alguns segundos, alguém dizia: “Foi um anjo que passou por nós!”
Faz tempo que não escuto essa expressão! Ou os anjos estão assustados com as nossas conversas ou é a ausência de silêncio dos nossos dias. Vou ficar com a segunda opção! Uma mulher soube, por causa do silêncio, sentir a presença e ouvir o anjo. Maria é modelo de quietação para nós. Vamos aprender com Ela?
1- Silenciosa e escondida
No Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, São Luís de Montfort nos leva a Nazaré a encontrar uma jovenzinha escondida. Não com medo, mas reservada, delicada e simples. Era Maria. São Luís afirma que nem os anjos conheciam essa mulher. O silêncio dela era do agrado de Deus e pela sua humildade foi escolhida para tão perfeita missão: mãe de Jesus.
Hoje, nossos barulhos pelas redes sociais, pelo ego, pelo desejo de sermos destaques nos impedem de gerar Cristo em nós. Pelo silêncio da Virgem, foi gerado o Verbo encarnado e, em nós, pelo barulho, são deixados de lado os ensinamentos do mesmo Verbo.
2- Silenciosa e confiante
Maria não contou a José sobre a gravidez. E nem a Isabel. A Palavra nos conta que José, percebendo a gestação, quis abandonar Maria em segredo. Certamente Maria orou muito. Abandonou-se em Deus e confiou. E José, por sonho, acreditou. A Bíblia também narra que Maria mal tinha chegado à casa de Isabel e já foi saudada por sua prima. Como Isabel sabia? Nossa Senhora não saiu divulgando a todos, mas pelo seu silêncio e jeito meigo tornou-se bendita. Precisamos aprender a maturidade do silêncio que nos leva a confiar e não nos vangloriar.
3- Silenciosa e grata
Sabe aquela expressão, “falou pouco, mas falou bonito”? Encaixa-se perfeitamente a Maria. Quando ela abriu a boca, cantou o Magnificat em gratidão ao amor de Deus.
Tem gente que quer enfeitar tanto sua fala que mais enche linguiça do que toca no coração das pessoas. Maria ensina a usar os lábios para o bem e não para ser o queridinho.
4- Silenciosa e perceptiva
Em Caná, Maria interveio para o primeiro milagre de Jesus. Nossa Senhora estava em um lugar barulhento. Era uma festa! Tinha música, conversas… E ela estava se divertindo, porém o fruto de uma vida regrada pelo silêncio fez Nossa Senhora perceber o drama dos noivos com o vinho que iria acabar.
Em muitas situações a agitação nos domina e não percebemos os necessitados e sofredores ao nosso lado.
5- Silenciosa e paciente
Aos pés da Cruz, diante da dor de ver seu filho morrendo, Maria poderia se desesperar. A dor era imensa, mas seu silêncio ajudava a cicatrizar as feridas. A quietação permitiu trocar olhares e dar força a Jesus.
Em nossas dores precisamos silenciar. A agitação no momento da Cruz só aumenta as feridas e nada resolve. Assim como nos momentos de raiva. Agir com a cabeça quente mais machuca do que cura.
6- Silenciosa e solícita
Quem é silencioso sabe escutar. Oferece os ouvidos para quem quer desabafar. Maria é refém dos nossos pedidos. Fica à espera de nossas orações e confianças.
Aprendamos com Ela a ser atenciosos, oferecendo nossos ouvidos para um simples desabafo.
7- Silenciosa e advogada
Os advogados precisam de muitos argumentos para defender seus clientes. Maria é tão bendita e formosa para Deus que uma palavra já basta para nos salvar. Ela é advogada e mãe de misericórdia. Quando a mãe fala o filho obedece!
Queremos ser do agrado de Deus a exemplo de Maria!
Por José Eymard, via Jovens de Maria 

MÊS DE MARIA – DÉCIMO SEGUNDO DIA: PRODÍGIOS QUE DEUS OPERA NA VISITAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM

Prodígios que Deus opera na Visitação da Santíssima Virgem
1. A respeito de sua Mãe Santíssima;
2. A respeito de São João;
3. A respeito de seus pais.

ORAÇÕES PARA TODOS OS DIAS DO MÊS
Oração preparatória
Abri, Senhor, a minha boca para louvar o vosso Santo Nome. Purificai também o meu coração de todos os vãos, perversos e estranhos pensamentos, iluminai meu entendimento, inflamai minha vontade para que digna, atenta e devotamente possa fazer esta devoção e mereça ser atendido diante de vossa Divina Majestade. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
V. Sede em meu favor, Deus onipotente.
R. Em me socorrer sede diligente.
V. Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo também.
R. Como era no princípio, seja agora e sempre. Amém.

Invocação ao Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.
V. Senhor, enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
R. E renovareis a face da terra.

ORAÇÃO
Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a iluminação do Espírito Santo, fazei que nos regulemos segundo o mesmo Espírito e que gozemos sempre da sua consolação. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Oração de São Bernardo à Santíssima Virgem
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido à vossa proteção, implorado vossa assistência e reclamado vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu pois com uma igual confiança a vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro. De vós me valho; e gemendo com o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés. Não rejeiteis minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado; mas dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.
Ato para antes da meditação
Eu estou na presença de Deus. Ele me vê, me ouve e penetra até o íntimo de minha alma, descobrindo nela os meus mais recônditos pensamentos e afetos. Ah, como poderei sustentar a face do Deus de toda a santidade? Sendo tão miserável pecador, quando penso em minhas numerosas infidelidades, em tantos e tão enormes atentados que tenho cometido contra o meu Criador, o temor e o remorso se apoderam de mim e quase não me atrevo a levantar os olhos para o céu… A vós me socorro, ó divina Maria. Por toda a parte vos ouço chamar o refúgio dos pecadores, a consolação dos aflitos, a Mãe de misericórdia; sede pois o meu refúgio, minha esperança, minha Mãe, e alcançai-me o perdão de vosso adorado Filho.
Piedosíssima Virgem, bem conheceis minha ignorância e fraqueza. Sem os auxílios da graça não sou capaz de bem algum; nem mesmo posso ter um bom pensamento, nem excitar um bom sentimento em minha alma. Dignai-vos, vós mesma ensinar-me a orar. Afastai de mim todas as distrações, derretei o gelo de meu coração, inspirai-me atenção, recolhimento e fervor para fazer bem esta oração.
Prodígios que Deus opera na Visitação da Santíssima Virgem
1. A respeito de sua Mãe Santíssima;
2. A respeito de São João;
3. A respeito de seus pais.

Primeiro Ponto: A respeito de sua Mãe Santíssima
O Salvador serve-se da sua Mãe Santíssima para tirar São João Batista do estado de pecado no qual fora concebido como todos os outros homens, e para o cumular de graças e bênçãos. Quer que esta Mãe querida seja o instrumento da primeira santificação que Ele opera vindo ao mundo. Maria faz desde logo o ofício de mediadora, ofício que no futuro exercerá com tanta glória para si e vantagem para nós. Jesus quis deste modo ensinar-nos que a Santíssima Virgem é a depositária das graças, a mediadora dos pecadores, a protetora dos justos, o refúgio, o asilo de todos os cristãos. Que motivo poderá haver mais próprio para inspirar-nos a mais firme confiança nesta Mãe de misericórdia?
Segundo Ponto: A respeito de São João
O Salvador purifica São João da mancha do pecado original, enche-o antecipadamente de graças extraordinárias, ilustra-lhe o espírito com suas luzes divinas, abrasa-lhe o coração no fogo do santo amor, inunda-lhe a alma em uma alegria inexplicável. O Santo Precursor, ainda no seio de sua mãe, ouve a voz da Mãe do Salvador, conhece o seu Deus, adora-o e salta de alegria na sua presença. Quando Nosso Senhor vem a nós pela Santa Comunhão ou por suas visitas interiores e acha bem dispostos nossos corações, neles produz efeitos quase semelhantes: ilustra-nos, abrasa-nos, excita-nos à prática de todas as virtudes e inspira-nos fervorosos desejos de perfeição. Se não experimentamos estes afetos de devoção e fervor depois da Santa Comunhão, se somos sempre tíbios, frouxos e sem ardor para o bem, temamos que isto seja efeito das más disposições de nosso coração, e peçamos à Santíssima Virgem que nos alcance a graça de comungarmos sempre com santas disposições.
Terceiro Ponto: A respeito de seus pais
Consideremos as graças que Jesus faz a Zacarias e a Isabel. Este divino Salvador os honra com sua presença. Traz a benção à sua casa, põe-lhes diante dos olhos os exemplos de humildade, obediência, caridade e devoção que a Santíssima Virgem lhes dá durante todo o tempo que habita com eles. Felizes as famílias e as comunidades onde Jesus se digna habitar com sua Santa Mãe! Todos os bens entram nelas ao mesmo tempo com Ele. Nelas derrama abundantemente a graça, a alegria, a santidade, todas as bênçãos. Não obriguemos Jesus e Maria a afastar-se de nós, conservemo-los pelo contrário em nossa companhia, pelo nosso fervor, pela nossa piedade, pela regularidade e santidade de nossa vida.
ORAÇÃO
Ó minha Mãe e minha padroeira, Mãe digníssima do meu Deus! Os meus pecados me tornam indigno de chegar à vossa presença e eu não deveria esperar de vós senão castigos. Mas, ainda que me rejeitásseis, nunca eu deixaria de invocar-vos e de implorar vosso socorro, na firme esperança de que sereis sensível a minhas súplicas; ou, se não quereis escutar-me, dizei-me em quem devo ter mais confiança, e a quem devo recorrer para encontrar mais misericórdia do que em vós. Sim, minha amável Mãe, abaixo de Deus só em vós ponho toda a minha confiança. E contanto que eu seja tão feliz que morra diante da vossa imagem e implorando vossa misericórdia, tenho a firme esperança de ir louvar-vos no Céu com essa multidão inumerável de vossos servos, que se salvaram por vossa poderosa intercessão.
EXEMPLO
Paráfrase da Ave Maria
O devoto Thomas de Kempis teve a desgraça de deixar esfriar em seu coração os ternos sentimentos que desde a infância o animavam para com a Santíssima Virgem, e esta boa Mãe soube chamar a si este filho pródigo e lhe fez continuar de novo seus devotos exercícios. Penetrado de reconhecimento para com aquela que o havia tirado da funesta tibieza em que caíra, nada omitiu depois para reparar a sua falta e para compensar a sua divina Senhora da negligência com que a havia servido.
Tinha ele uma singular devoção à saudação angélica. Recitava-a muitas vezes e sempre com os mais vivos êxtases. Eis aqui como ele parafraseou esta bela oração:
“Aproximar-me-ei de vós, ó Maria, com respeito, devoção e humilde confiança, quando vos oferecer a saudação do Anjo. Eu vo-la ofereço, pois, com a cabeça inclinada pelo respeito que vos consagro, com os braços estendidos por um terno sentimento de devoção, e desejo que todos os Espíritos celestes possam repeti-la por mim cem mil vezes, e ainda mais. Nada conheço mais glorioso para vós, nem para nós mais consolador. Ouçam com atenção aqueles, que amam vosso santo nome. Regozijam-se os Céus e toda a terra deve encher-se de admiração quando eu digo: Ave, Maria. O demônio foge, o inferno treme, quando repito: Ave, Maria. A tristeza desaparece e uma alegria inteiramente nova enche a minha alma quando digo: Ave, Maria. Meu frouxo amor se reanima e minha alma toda se renova quando repito: Ave, Maria. Minha devoção se aumenta, excita-se-me a compunção, minha esperança se fortifica, sinto novas consolações, dizendo: Ave, Maria. É tal a doçura desta saudação, que não há termos capazes de a exprimir. Ela está tão profundamente gravada em nossos corações, que as palavras não podem exteriormente manifestá-la. Eu, pois, novamente me prostro diante de vós, ó a mais santa das Virgens, para vos dizer: Ave, Maria, cheia de graça. Quem me dera que satisfizesse o desejo que tenho de honrar-vos com todas as potências de minha alma! Oxalá que todos os membros de meu corpo se mudassem em línguas, para vos saudar de mil diferentes maneiras; que todas minhas palavras fossem palavras de fogo, para incessantemente vos glorificar, ó divina Mãe do meu Deus! Prostrado na vossa presença, penetrado de uma sincera devoção de coração, e todo cheio das inefáveis delícias de vosso santo nome, vos apresento a alegria que vos causou a saudação do Arcanjo Gabriel. Assim eu pudesse repetir com uma boca tão pura como o ouro e com um abrasado afeto: Ave Maria, cheia de graça”.

Que admiráveis sentimentos! Ó quantas graças alcançaríamos pela intercessão de nossa Mãe Santíssima se fossemos fiéis em repetir todos os dias esta bela oração com um coração tão cheio de devoção, de confiança e de amor!
PRÁTICA
Prostrai-vos humildemente aos pés de Maria e pedi-lhe com fervor que vos alcance a contrição de vossos pecados.
JACULATÓRIA
Domina nostra, Advocata nostra, tuo Filio nos commenda.
Ó Soberana e Advogada nossa, recomendai-nos a vosso divino Filho.

Ato para depois da meditação
Bendito sejais, meu Deus, pelas graças que acabais de conceder-me durante esta oração, pelas luzes e bons pensamentos que nela me destes, pelas santas impressões com que movestes meu coração, pelas saudáveis resoluções que me inspirastes. Perdoai-me as distrações, as negligências, a tibieza e a resistência à vossa graça, de que me tornei culpado. Virgem Piedosíssima, minha boa e terna Mãe, eu me lanço com uma inteira confiança em vossos braços, para achar em vosso coração um asilo seguro contra todos os perigos a que poderei achar-me exposto. Tomai-me debaixo de vossa proteção; vigiai em minha defesa; trazei-me à memória muitas vezes as minhas resoluções e alcançai-me a graça de as praticar fielmente.
ANTÍFONA
V. Toda sois formosa, ó Maria.
R. Toda sois formosa, ó Maria.
V. E não vos manchou o pecado original.
R. E não vos manchou o pecado original.
V. Vós sois a glória de Jerusalém.
R. Vós sois a alegria de Israel.
V. Vós sois a honra do vosso povo.
R. Vós sois a advogada dos pecadores.
V. Ó, Maria!
R. Ó, Maria!
V. Virgem prudentíssima.
R. Mãe clementíssima.
V. Rogai por nós.
R. Intercedei por nós a Nosso Senhor Jesus Cristo.
V. Fostes, ó Virgem, imaculada na vossa Conceição.
R. Rogai por nós ao Pai, cujo Filho destes à luz.

OREMOS
Ó, Deus que preparastes uma digna morada para vosso Filho, pela imaculada Conceição da Virgem Maria, preservando-a de toda a culpa, pela previsão da morte do mesmo seu Filho, concedei-nos pela intercessão desta Senhora, que purificados de toda a mácula, cheguemos a gozar a vossa vista. Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Ladainha de Nossa Senhora
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai do Céu, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus Cristo.
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intemerata,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem clemente,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede da sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso digno de honra.
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de Davi,
Torre de marfim.
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do Céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos Cristãos,
Rainha dos Anjos,
Rainha dos Patriarcas,
Rainha dos Profetas,
Rainha dos Apóstolos,
Rainha dos Mártires,
Rainha dos Confessores,
Rainha das Virgens,
Rainha de todos os Santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha assunta ao Céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da Paz,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós.

ANTÍFONA
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia…
OREMOS
Infundi, Senhor, como vos suplicamos a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo cremos na encarnação do vosso Filho, pela sua paixão e morte de cruz sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R. Amém.

https://capelasantoagostinho.com/2018/05/12/mes-de-maria-decimo-segundo-dia-prodigios-que-deus-opera-na-visitacao-da-santissima-virgem/


Procurar Cristo: na Palavra

Procurar Jesus na Palavra 

Toda a Bíblia, toda a Sagrada Escritura ─ Palavra de Deus ─ nos encaminha para Cristo. Tendo Deus falado outrora aos nossos pais, muitas vezes e de muitas maneiras, pelos profetas ─ diz a Carta aos Hebreus ─, agora falou-nos, nestes últimos tempos, pelo Filho…, resplendor da sua glória e imagem da sua substância (Hb 1, 1-3).
Comentando esse texto, São João da Cruz afirmava que Jesus, sendo o cume da revelação de Deus aos homens, é «a Palavra única de Deus, e outra não há. Deus tudo nos falou de uma só vez nesta única Palavra, e nada mais tem a falar»[1].
Neste mesmo sentido, o teólogo medieval Hugo e São Vítor declarava: «Toda a Escritura constitui um único livro, e o seu título é Cristo». Tudo nela ─ se deixamos que o Espírito Santo nos abra os olhos ─ fala, de um modo ou de outro, de Jesus, o Messias prometido, o Salvador dos homens.
Umas vezes anuncia-o entre véus, por imagens e símbolos, outras por profecias, outras retratando de maneira espantosamente exata momentos da vida de Jesus, como faz Isaías “descrevendo” a Paixão do Senhor muitos séculos antes de que acontecesse (cf. Is 53, 2 ss).
Dentro da Bíblia, como é natural, o “rosto” de Cristo se manifesta plenamente nos quatro Evangelhos. Conhecendo-os, saboreando-os, meditando e aprofundando neles, “veremos” Cristo e o nosso coração se inflamará. Reviveremos, assim, a experiência dos discípulos de Emaús: Não ardia o nosso coração dentro de nós, enquanto nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?(Lc 24, 32).
Pergunte-se agora: Como é o meu conhecimento dos Evangelhos? Deveria ser  grande, minucioso, saboreado, profundo. Uma leitura diariamente aprofundada, num clima de reflexão e oração. Infelizmente, não é essa a atitude de muitos católicos.
Falta o hábito daquilo que os fiéis de tempos antigos chamavam  lectio divina, a leitura orante. Todos os dias procuravam ler e meditar alguns trechos do Evangelho, perguntando-se: «O que diz? O que me diz? O que vou responder a essas palavras que o Espírito Santo ─ autor principal e inspirador da Escritura Sagrada ─me dirige pessoalmente?»
«O Senhor chamou-nos ─ escreve são Josemaria ─ para que o seguíssemos de perto; e nesse texto santo, encontrarás a vida de Jesus; mas, além disso, deves encontrar a tua própria vida… Esses minutos diários de leitura do Novo Testamento que te aconselhei ─ metendo-te e participando no conteúdo de cada cena, como um protagonista mais ─, são para que encarnes, para que “cumpras” o Evangelho na tua vida…»[2].
Não podemos contentar-nos com ter «uma ideia geral do espírito de Jesus, mas é preciso aprender dele pormenores e atitudes… Quando amamos uma pessoa, desejamos conhecer até os menores detalhes da sua existência, do seu caráter, para assim nos identificarmos a ela. É por isso que temos que meditar na história de Cristo, desde o seu nascimento num presépio até à sua morte e sua ressurreição»[3].
Veja o conselho prático que, a esse respeito, dava o Papa Francisco: «Na presença de Deus, numa leitura tranquila do texto, é bom perguntar-se, por exemplo: “Senhor, a mim que me diz esse texto? Com esta mensagem, que queres mudar na minha vida? Por que é que isto não me interessa? Ou então, de que é que eu gosto? Em que me estimula esta palavra? O que me atrai? Por que me atrai?”»[4].
Se fizermos isso, acabaremos olhando para o rosto de Jesus e lhe diremos como Pedro: Só tu tens palavras de vida eterna (Jo 6, 68).
Ao mesmo tempo, essa leitura que aprende a escutar a voz de Deus, é o início de um diálogo, pois suscita em nós a vontade de dar uma “resposta”, de praticar uma conversa que nos identifique cada vez mais com Jesus [5].

Do livro de F.Faus Procurar, encontrar e amar a Cristo, Ed. Cultor de Livros 2018