quinta-feira, 12 de julho de 2018

O poder da Adoração ao Santíssimo Sacramento


Será que você conhece o poder e os benefícios da adoração ao Santíssimo Sacramento podem trazer para a sua vida?

A adoração é a primeira atitude de quem se reconhece como criatura diante do seu Criador. Diante do Santíssimo Sacramento tudo se consome no amor e pelo amor.

A Igreja diz, através do Catecismo, que a adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar ao Senhor é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e Salvador, o Senhor e o Dono de tudo que existe, o amor infinito e misericordioso. A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.


Adoração ao Santíssimo Sacramento, Cristo se faz presente

Ele está ali e está nos vendo com olhos humanos, sorrindo ou chorando conosco. No momento em que estamos diante do Santíssimo Sacramento, Jesus está diante de nós.

Existem inúmeras formas para adorar o Senhor: a adoração pode ser realizada na presença de Jesus na Eucaristia, em igreja ou em tabernáculo de capela. Ou pode ser feita diante da Eucaristia exposta no altar, por exemplo, em um ostensório.

Descobrindo o poder da Adoração ao Santíssimo Sacramento

– Adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, além de nos encher de alegria, também amadurece nossa união com Ele; somos mais livremente conduzidos à celebração da Eucaristia e saudavelmente crescemos no amor a Deus e ao próximo.

– A Eucaristia estimula à conversão e purifica o coração. Reaviva nosso coração e nos impulsiona à celebração da Missa Dominical.

– O ato de adorar Jesus nos aproxima de Deus Pai, abre nosso coração para a ação do Espírito Santo, faz arder nosso coração quando lemos as Escrituras, especialmente os Santos Evangelhos e impulsiona-nos para irmos ao encontro dos irmãos, especialmente os mais necessitados.

– Adoração Eucarística é comunhão espiritual. Cada vez que eu rezo a Jesus na Eucaristia, eu estendo minhas Santas Comunhões do passado até o presente, e antecipo minhas futuras Comunhões.

– A adoração nos conecta ao próximo e ao mundo – afinal, estamos dedicando tempo ao Criador de tudo o que existe! Você começa a olhar mais para fora de si mesmo.

– Quanto mais se emerge no silêncio diante da Eucaristia, mais se compreende que a única resposta à grandeza de Deus é a maravilha, a admiração e o amor. Você desenvolve um sentimento de admiração e maravilha.

– A graça entra na sua vida. É incrível como um simples ato de compromisso com Deus, ainda que seja num curto período de adoração, faz diferença para o resto da sua vida! A graça o apoia em todos os momentos, especialmente nos de tentação. Fica mais fácil resistir à tentação quando se dedica mais tempo à Adoração.


– Na Adoração Eucarística, da mesma forma como eu consumo a Jesus espiritualmente, Ele também me consome; não apenas Se dá a mim, mas leva o meu íntimo para dentro de Seu coração, para dentro Dele Mesmo. Não somente faz com que eu O deseje; Ele me quer.

Como fazer uma adoração dinâmica
Abaixo apresentamos quatro meios e dinamismos orantes para que sua Adoração ao Santíssimo Sacramento seja poderosa e produza muitos frutos:


Agora, que você conhece todas as graças que a adoração oferece, aproveite para iniciar seu momento com Jesus. Dedique um tempo à Adoração Eucarística e deixe Deus transformar a sua vida!

http://www.copiosaredencao.org.br/o-poder-da-adoracao-ao-santissimo-sacramento/

sábado, 7 de julho de 2018

Não era necessário repetir a mesma coisa

Não era necessário repetir a mesma pergunta a padre Pio, mesmo que mentalmente. O marido de uma boa mulher estava muito doente. A senhora corre para o convento, mas ela se perguntava: "Como chegar ao padre Pio?” Ela teria que esperar pelo menos três dias se quisesse conhecê-lo para uma confissão. Assim, durante a missa ela caminhava de um lado para o outro, contando para Nossa Senhora das Graças qual era o seu problema e pedindo, ao mesmo tempo, a ajuda do padre Pio. Assim, após o término da missa, cruzou novamente a igreja para falar com o padre Pio. Alcançou-o, finalmente, num corredor onde ele normalmente passava. Ao vê-la, padre Pio disse: "Mulher com pouca fé, quando você vai parar de me pedir ajuda? Você pensa que eu sou surdo? Você já me falou isto cinco vezes quando você estava na minha frente, atrás de mim, do meu lado direito e do meu lado esquerdo. Eu entendi! Eu entendi!... Vá para casa! Tudo está bem”. De fato, ela encontrou o seu marido curado.

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Como praticar o silêncio na vida cotidiana

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O principal meio para uma vida mais contemplativa não é ter mais tempo, mas mais propósito

Três anos atrás, tive a oportunidade de fazer um retiro silencioso de 24 horas e experimentar a beleza e a calma da solidão e do silêncio prolongados. Foi repousante, senti-me mais ligada a mim mesma e a Deus, e voltei pronta para viver todos os dias com mais propósito. Mais notavelmente nas semanas seguintes, eu tinha mais energia para estar presente para as pessoas da minha vida.
O silêncio nos permite passar o tempo com nós mesmos; isso nos abre espaço para que nossos pensamentos cresçam em criatividade e se conectem com nossas emoções. O silêncio nos ajuda a diminuir a velocidade e reconhecer o que está acontecendo internamente, ao invés de responder continuamente ao estímulo externo. Isso nos oferece uma ruptura com a entrada constante de informações que vêm com a vida moderna.
Os benefícios do silêncio e da contemplação
Pesquisas mostram que as práticas contemplativas têm vários benefícios. Um estudo mostrou que tais práticas aumentam a percepção precisa da taxa de batimentos cardíacos, que melhoram a habilidade de falar do próprio estado emocional. Quando podemos pausar em silêncio, podemos verificar o nosso corpo e nossas emoções, o que nos ajuda a cuidar melhor de nós mesmos, além de aumentar a conscientização sobre o que estamos trazendo em nossos relacionamentos.
Outro estudo mostrou que a prática contemplativa regular tem múltiplos impactos positivos em nossos cérebros. Pode melhorar a memória de trabalho, a função de manter informações no curto prazo, como lembrar instruções ou sobre o que você estava trabalhando antes de ser interrompido. Também apresentou aumentar o seu “filtro verbal” e sua capacidade de manter a tarefa em direção a seus objetivos. Também ajuda a regulação emocional, nos permitindo sentir emoções sem ser dominado por elas.
Praticando o silêncio num mundo ruidoso
Muitos de nós teríamos dificuldade em identificar um momento no nosso dia em que experimentamos mais do que alguns minutos de silêncio. Quando não estamos conversando com os outros, preenchemos nosso espaço sonoro com diferentes tipos de mídia e, com o advento dos podcasts, sempre podemos ter algo para ouvir. Para alguns de nós, a ausência de som é quase surpreendente, pois nos sentimos automaticamente obrigados a ligar a TV ou o rádio.

O principal meio para uma vida mais contemplativa não é ter mais tempo, mas mais propósito

Outros desejam o silêncio, mas parece difícil. Temos dias complicados, cheios de crianças barulhentas ou colegas de trabalho inquietos. Nós temos pessoas em nossas vidas que precisam de conexão e da nossa presença, e o tempo para si mesmo não parece se encaixar na mistura durante essa temporada de vida. Mesmo com tempo e oportunidade, parece que há outro item na lista de tarefas que precisa ser concluída antes de poder descansar na quietude.
Há momentos ao longo do dia que você pode integrar o silêncio no seu dia se você ficar de olho neles. Se você é um pai/mãe que fica em casa, você pode dedicar os primeiros 15 minutos de um descanso para silenciar. Se você trabalha, considere deixar seu telefone na sua mesa e dar um passeio na hora do almoço, ininterrupto. Tire cinco minutos durante o dia para olhar pela janela e fixar-se no instante presente.
As práticas de silêncio nem sempre devem ser estacionárias. Se você regularmente usa fones de ouvido na academia, considere deixá-los de lado uma vez por semana e preste atenção ao que está acontecendo dentro de você, incluindo pensamentos e emoções. Considere andar devagar durante a transição, como andar do seu carro até o prédio de escritórios, levando um momento para perceber seu próprio corpo e seus próprios sentimentos, antes de entrar no seu dia. Ou se você estiver em casa, encontre uma parte calma da sua casa para que você possa sentar-se por 2 a 10 minutos ininterruptos e, intencionalmente, ficar em silêncio.
Um simples começo para silenciar é desligar os aparelhos eletrônicos. Uma vez por semana, volto para casa do trabalho e faço o jantar enquanto o resto da minha família está fora. Enquanto antes eu costumava ouvir rádio, fiz uma prática de cozinhar em silêncio, permitindo que a quietude da casa crie espaço para meu próprio ser, pensamentos e emoções. Em primeiro lugar, o silêncio era desconfortável, pois me sentia aborrecida ou dominada por meus próprios pensamentos. No entanto, uma das chaves para o silêncio é reconhecer que, como a maioria das coisas que são boas para nós, é difícil no início, mas fica mais fácil com o tempo. Outros fizeram uma prática de dirigir sem o rádio, ao invés de preencher o tempo silencioso em seu carro.
Definir um temporizador pode ser uma boa maneira de se permitir estar presente sem se preocupar com o tempo. Passar pelo menos 20 minutos em silêncio produz muitos benefícios, simplesmente começar com dois a cinco minutos pode ter um impacto profundo no seu humor e consciência, especialmente se praticado ao longo do dia.
Definir um propósito
Se pensarmos em práticas contemplativas apenas em termos de visitar um mosteiro por um dia, nunca teremos tempo para praticar o silêncio. No entanto, mesmo os mais ocupados de nós pode tirar pequenos períodos de silêncio e decidir fazer uma pequena pausa na vida ocupada. O principal meio para uma vida mais contemplativa não é ter mais tempo, mas mais propósito. Usar o tempo que já estamos gastando – dirigindo, sentado em casa, lavando a louça – e decidindo praticar o silêncio, virando para dentro e ficando quieto.

https://pt.aleteia.org/2018/03/04/como-praticar-o-silencio-na-vida-cotidiana/2/

Medo do silêncio? Por quê?


O silêncio possibilita o conhecimento interior

stive pensando, por algum tempo, sobre o que eu poderia partilhar com você. Há algumas semanas, algo tem me inquietado e despertado a respeito do barulho e do silêncio.
Hoje em dia, é impressionante como há excesso de barulho e ruído. Passamos por uma carência de silêncio. Andando na rua, é muito comum ouvirmos sons, músicas, propagandas, principalmente nos grandes centros urbanos. Dentro dos ônibus, o som está ligado; nos supermercados e shoppings, a mesma coisa. O dia inteiro e o tempo todo é ocupado com músicas, programas de rádio, TV etc; sem falar nos barulhos e ruídos de buzinas, marteladas e falatório.
Muitas pessoas, ao chegarem em casa depois de um longo dia de trabalho, imediatamente, ligam o som ou a televisão, muitas vezes nem querendo ouvir a música ou assistir àquele programa que está passando. É que não suportam o silêncio e o fato de estarem sozinhas em casa. Outros até mesmo nem conseguem dormir se não for com a TV ou o som ligado – ainda que seja com o volume baixo.
Fiquei pensando comigo: nós não conseguimos mais ficar em silêncio. Ele se tornou insuportável, e a realidade de nos depararmos com a solidão nos apavora!

Por que o silêncio é “terrível”?

De fato, o silêncio é “terrível”, pois nos possibilita entrarmos em nós mesmos e nos conhecermos, depararmo-nos com realidades que preferimos que permaneçam adormecidas. Por isso é melhor não silenciar, não estar a sós.
Com isso, cada segundo deve ser preenchido com som, música, programas de TV, pois preferimos estar na companhia de todos, menos de nós mesmos.
Interessante é que é muito comum perguntarmos para alguém assim: “Ei, quem você é? Fale-me de você”. E a resposta, quando existe, é a seguinte: “Bem, eu sou fulano de tal, faço isso e aquilo, trabalho em tal lugar, estudo nessa ou naquela faculdade” e ponto final. O interessante é que não perguntamos o que a pessoa faz, mas quem ela é.
Como é difícil responder a essa pergunta! Sabe por quê? Porque estamos perdendo a capacidade de ouvir a nós mesmos, de silenciarmos e nos encontrarmos conosco. Isso porque pensamos que só temos mazelas, por isso é preferível manter a superficialidade do conhecimento de si, ou então simplesmente por achar que não vale a pena.

Contudo, preciso lhe falar: você não é só miséria e desilusão, não é apenas feridas e marcas dolorosas. Você é precioso e traz em si riquezas incalculáveis. Você é um tesouro que precisa ser descoberto, mas para isso é preciso cavar fundo, e as ferramentas não são outras senão o silêncio e a solidão.
Quem disse que estar só é ruim? Não admira que, em diversas passagens do Evangelho, Jesus, após um longo dia de missão, se retirava a sós na montanha para orar? Ele buscava ali dois encontros: primeiro, consigo mesmo, e outro com o Pai. Uma vez que mergulhava na profunda solidão, podia encontrar-se a si mesmo. O interessante é que, encontrando-se consigo, ele estava inteiro, e podia encontrar-se com o Pai. E ali havia repouso e alegria!
Só conseguiremos orar a Deus em profundidade quando aprendermos a nos encontrar, e, a partir daí, percebermos quem somos. Saberemos que só Ele nos completa e nos torna inteiros como Jesus. Disso depende a nossa felicidade.

Ouve, Israel!

Uma palavra do Antigo Testamento, que muito me chama à atenção, inclusive porque é constantemente orada pelos judeus, pois é a base de sua fé é o “Shemah, Israel”: “Ouve, Israel, Eu Sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão…” (Ex 20, 2ss). Veja que a primeira palavra é “Shemah”, que se traduz pelo imperativo “ouve”. Mas como poderemos ouvir se não conseguimos silenciar?
Por isso, a importância de nos exercitarmos no silêncio e na capacidade de escuta. Só assim ouviremos de Deus as maravilhas que Ele realizou e realiza em nós, e também seremos libertos de toda escravidão e servidão.
Diante dessas poucas palavras, quero provocar você a fazer uma experiência do encontro consigo mesmo e, a partir daí, seus encontros com Deus terão um enorme salto de qualidade. Comece aos poucos, exercite-se em reservar uns poucos minutos de silêncio e interioridade, busque descobrir a riqueza que você é e, com certeza, o louvor a Deus, nosso Criador e nosso Pai fluirá espontaneamente.
Um abraço! Deus o abençoe!
Por Padre Clóvis Andrade de Melo, via Canção Nova

quinta-feira, 5 de julho de 2018

A hora Santa

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Hora Santa.

Divino Salvador das almas: cobertos de confusão nossos rostos nos ajoelhamos em vossa presença soberana, dirigindo um olhar ao solitário Tabernáculo, onde permaneces cativo de amor, nossos corações se comovem ao contemplar a solidão e esquecimento em que os tem vossos criaturas.

Haveis derramado em balde vosso Sangue bendito? Será inútil tanto amor? Mas já que nos tem permitido nesta noite unir nossas reparações as vossas, e acompanhar-vos em vosso Sacramento, onde Vós, que sois o Sol do mundo, irradias silenciosamente sobre nós a todas as horas a luz da verdade, o calor do amor divino, a beleza do sobrenatural e a fecundidade generosa de todo bem; já que vos tem dignado escolher-nos dentre todos os homens para gozar de vossa companhia e amizade, permite-nos pelos que não vos bendizem ou blasfemam de Vós, Oh! pacientíssimo Senhor Jesus, adorar-Vos-ei por todos aqueles que vos tem esquecido, e implorarei para eles à infinita misericórdia de vosso Coração, indulgência para seus esquecimentos e para seus crimes.

"O que não tinha a ver com o pecado, por nós pagou o pecado, para que nós, por seu intermédio, obtivéssemos a reabilitação de Deus".2Co 5,21

Oh! Jesus! Por nossos pecados, os de nossos pais, irmãos e amigos, e pelos do mundo inteiro:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelas infidelidades e sacrilégios, pelos ódios e rancores:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelas blasfêmias; pela profanação dos dias santos:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelas impurezas e escândalos:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelos furtos e injustiças, pelas debilidades e respeitos humanos:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelas desobediências a Santa Igreja:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelos crimes dos esposos, as negligências dos pais e as faltas dos filhos:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelos atentados contra o Romano Pontífice:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelas perseguições levantadas contra os bispos, sacerdotes, religiosos e sagradas virgens:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelos insultos a vossas imagens, profanação dos templos, abuso dos Sacramentos e ultrajes ao Augusto Tabernáculo:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelos crimes da imprensa ímpia e blasfema, e pelas horrendas maquinações das seitas tenebrosas:
Perdão, Senhor, perdão. 
Pelos justos que vacilam, pelos pecadores que resistem a graça, e por todos os que sofrem: Piedade, Senhor, piedade!

Perdão, Senhor, e piedade pelo mais necessitado de vossa graça; que a luz de vossos divinos olhos não se aparte jamais de nós; perdão pelos nossos inconstantes corações; dai-nos a sentir algo do calor divino de vosso peito, e que nossas almas se derretam de amor e arrependimento. Amém


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segunda-feira, 2 de julho de 2018

A fé pode aumentar ou diminuir e se perder: como ocorre cada possibilidade?

ROSARIES

Quem explica é o prior de um mosteiro francês do século XIX

Ope. Emmanuel-André foi prior do mosteiro francês de Mesnil-Saint-Loup, no século XIX, e escreveu diversas e relevantes obras de espiritualidade católica. Um de seus livros se chama “Cartas sobre a fé” e é da carta número 4 que vem o extrato reproduzido a seguir:
* * *
A Fé pode aumentar, a Fé pode diminuir e se perder. A Fé, consistindo essencialmente na adesão de nosso espírito à verdade revelada, aumenta ou diminui segundo seja a adesão mais ou menos firme.
Ora, sendo a alma humana ativa por natureza, é indispensável que sua Fé aumente ou diminua. Ela aumenta se a alma avança no conhecimento do Pai e do Filho e do Espírito Santo, se a alma penetra melhor nas verdades do Credo, em uma palavra, se a alma progride no caminho da verdade.
Mas como a Fé requer, juntamente com assentimento do espírito, o movimento de piedade da vontade que quer crer, evidentemente a Fé também pode e deve crescer pelo caminho da vontade que se submete cada vez mais docilmente, cada vez mais amorosamente à verdade divina. Assim, duas coisas ajudarão singularmente a Fé em seu progresso, a saber: a instrução e a piedade. A instrução, o cristão a encontrará na pregação, no Catecismo, nas leituras santas; a piedade consistirá sobretudo na fidelidade às promessas do batismo; o cristão ajudado pela oração e pelos sacramentos, crescerá na Fé.
Todo cristão que quer crescer na Fé, deve vigiar com redobrada atenção contra tudo que for capaz de enfraquecer a Fé. Ele deve tomar cuidado para não se deixar levar pelas máximas deste mundo, pois o mundo, enquanto mundo, só se ocupa das coisas sensíveis; a Fé, ao contrário, nos mostra o preço inestimável das coisas invisíveis. O mundo só vê o presente; a Fé, que nos esclarece tanto sobre o passado quanto sobre o presente, nos faz velar principalmente sobre o futuro. O mundo está todo voltado para os gozos da terra; a Fé nos ensina que este é o tempo das privações e das penitências e nos mostra que Deus é o único bem verdadeiro em que podemos repousar nossas almas e esperar os verdadeiros gozos.
É preciso pois velar para permanecer fiel, quer dizer, crente. E quem assim velar, verá infalivelmente crescer em sua alma as luzes tão doces, tão serenas da verdade eterna; e quanto mais entrar nesta luz, mais ele provará o quanto o Senhor é doce, o quanto é precioso e inestimável o dom da Fé. Ao contrário, toda alma que não velar, que se deixar embalar pelas promessas insignificantes de um mundo que nada tem, que nada sabe, que nada pode, toda alma que não velar, verá sua Fé diminuir para em seguida se perder completamente.
Se tivéssemos olhos para ver o lamentável espetáculo das almas que perdem a Fé, não teríamos lágrimas que chegassem para chorar tão grande infelicidade.
Alguns perdem a Fé logo depois do batismo; esses não receberam a instrução cristã necessária, e suas almas nunca fizeram o ato de Fé. Privado de seu ato, o hábitus posto em suas almas no dia do batismo foi facilmente reduzido a nada. É muito raro que as almas que perderam a Fé nestas condições a tornem a encontrar. Elas tornam-se estranhas a Deus e a Nosso Senhor Jesus Cristo e vivem apenas uma vida terrestre, triste prelúdio de uma morte eterna.
Outros perdem a Fé pouco depois da primeira comunhão. Esses entram em um mundo descrente do qual não desconfiam, e imaginam que eles é que foram ingênuos por terem acreditado um pouco. Se chega o pecado mortal, coisa fácil de acontecer, será fácil também perder a Fé e fechar os olhos à pura luz que os havia tornado tão felizes no dia de sua primeira comunhão.
Ainda outros perdem a Fé nas escolas. Tanto escolas primárias como escolas superiores, fazem freqüentemente os batizados perderem a Fé. Aí não se ensina a conhecer o único e verdadeiro Deus, a saber o Pai e o Filho e o Espírito Santo; as escolas primárias têm como principal objetivo a formação do plural e do sistema métrico; às superiores só interessa o diploma de bacharel e de doutor. Sem falar daquelas onde se ensina consciente e propositadamente a impiedade, o indiferentismo ou mesmo o ateísmo.
Finalmente, há os que perdem a Fé pelos interesses materiais. Preocupados demais com os negócios, entregues inteiramente a especulações financeiras, esquecem seu batismo, negligenciam o cuidado com sua alma, não vivem mais da Fé, não velam mais para que sua Fé seja alimentada e perdem-na, talvez mesmo sem sentir.
Ó Deus, Deus meu, vós que por vossa graça nos haveis dado a Fé, por esta mesma graça conservai-nos na Fé!

https://pt.aleteia.org/2018/06/22/a-fe-pode-aumentar-diminuir-se-perder-como-ocorre-cada-possibilidade/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

Rezo, rezo, rezo e não alcanço a graça. Perco meu tempo?

MAN,PRAYING,CATHOLIC,MASS

Se você já se fez esta pergunta, precisa ler isso

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, perdeu acaso seu tempo, quando durante DEZESSEIS ANOS de orações e lágrimas, pedia a Deus o que finalmente obteve: a conversão do seu filho?
São Francisco de Sales perdeu por acaso o seu tempo quando trabalhou por VINTE E DOIS ANOS para adquirir a brandura?
A perseverança é uma das principais qualidades da oração. Não deixemos jamais de rezar.
Deus faz-se muitas vezes surdo para nos incitar a bradar mais alto e com mais frequência. Parece esconder-se para que tenhamos pesar da sua ausência, e melhor apreciemos a doçura da sua presença.

Recordemo-nos da promessa feita pelo divino Mestre: “PROCURAI E ACHAREIS”.
Nós acharemos, estamos bem certos de achar. Mas não estamos certos de achar imediatamente.
Santa Mônica, a mulher de fé e perseverança, só achou ao cabo de dezesseis anos, e foi a sua firma constância que a santificou.
A Cananeia do Evangelho não obteve a vida de seu filho senão depois de haver pedido três vezes, e esta dilatação, tão cruel para o coração de qualquer mãe, foi a provação e o triunfo de sua fé…
Não enfastiemos, pois. O momento em que muitas vezes desanimamos é talvez aquele em que Deus vem por nós!
 
Livro: Perguntas e respostas às objeções mais vulgadores contra a religião
Mons. Louis Gaston Adrien de Ségur.