sábado, 8 de setembro de 2018

Recomeçar


Experimentamos continuamente a nossa ineficácia pessoal. Mas, às vezes, é como se todas essas coisas se juntassem, como se se manifestassem aos nossos olhos com maior relevo, para que tomemos consciência do pouco que somos. Que fazer?
Expecta Dominum, espera no Senhor; vive de esperança - sugere-nos a Igreja - com amor e com fé. Viriliter age, porta-te varonilmente. Que importa que sejamos criaturas de lodo, se temos a esperança posta em Deus? E se nalgum momento uma alma sofre uma queda, um retrocesso - não é necessário que aconteça -, aplica-se-lhe o remédio, como se faz normalmente na vida corrente com a saúde do corpo. E toca a recomeçar!
[...] À vista das nossas misérias e dos nossos pecados, dos nossos erros - ainda que, pela graça divina, sejam de pouca monta -, corramos à oração e digamos ao nosso Pai: Senhor, na minha pobreza, na minha fragilidade, neste meu barro de vaso quebrado, Senhor, coloca-me uns grampos e - com a minha dor e com o teu perdão - serei mais forte e agradável à vista do que antes! Uma oração consoladora, para que a repitamos quando este nosso pobre barro se quebrar.

Sobre estar longe de Deus


Não importa o formato, tamanho ou cor da pedra que te fez tropeçar e logo depois cair. O Senhor te quer de volta porque Ele sente a sua falta. Você pode estar na Igreja ou ter se afastado dela. Pode estar no ministério trabalhando para o Senhor ou não estar mais na missão que Ele te deu. Pode orar todas as noites somente para agradecer ou pode não falar nenhuma palavra sequer a Deus. Ele olha para você e diz: “Eu sinto sua falta”. Ele sente falta da forma que você cantava que transmitia uma unção sobrenatural a quem te ouvia. Ele sente falta de quando chegava em casa depois de um dia cansativo e logo ia falar com Ele, pois estava morrendo de saudades do lugar secreto. Ele sente falta de quando você abria o coração e chorava sem medo, pois se sentia profundamente amado (a) e aonde há amor não há medo, pois o amor lança fora o amor como diz a Palavra de Deus. Ele sente falta de quando pegava a Bíblia e pedia para o Espírito Santo lhe ensinar e revelar o que você não conseguiria ver sem Ele. Portanto, não há nada que você tenha feito ou deixado de fazer que vai diminuir a falta que Deus sente de você. Hoje pode ser o dia que você vai voltar. É só levar até Ele o seu coração arrependido e que deseja voltar aos braços do Pai. Ele te chama pelo nome. Ele conhece cada pensamento seu. Ele te perdoa e não julga jamais. Quer voltar? Ele te oferece um recomeço e joga todo pecado no mar do esquecimento. Não se importe com o que as pessoas podem dizer ou pensar sobre você se reconciliar com Deus, mas se importe em agradar somente o coração do Pai que sente saudades suas imensamente porque Ele te criou para viver em comunhão com Ele. Volta. Ele te espera

Fonte: diario-empoeirado

14 gennaio NON VI MOSTRATE DEBOLI COL DEMONIO 5 minuti con Padre Pio

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

O Espírito Santo, a Virgem Maria e a Comunhão Eucarística



O Espírito Santo foi o agente divino da Encarnação. Preparou Maria para a dignidade de Mãe de Deus, preservando-A de toda mancha em sua Conceição Imaculada, semeando em sua alma desde esse instante as mais belas virtudes e cultivando-a depois.

Ao soar o momento de formar e animar o Corpo de Jesus, tornou fecundo o seio da Santíssima Virgem, continuando a habitar n'Ela após a execução desse mistério, e cobriu-A com sua sombra a fim de temperar os ardores do Sol divino que Ela trazia em si.

Ora, a Eucaristia, pela Comunhão associa-nos à glória de Maria e às alegrias de sua maternidade, e o Espírito Santo desempenha em nós igual mister que na Encarnação.

Procuremos portanto nos unir ao divino Espírito Santo quando formos comungar, e nos lembremos de que a disposição que Ele espera de nós é a de Maria ao exclamar: "Ecce Ancila Domini" (Lc 1,38).

Que o Espírito Santo nos prepare para a Comunhão, fale por nós e agradeça a Jesus em nosso nome, e que, por meio d'Ele, se estabeleça o reinado de Jesus em nós.

S. Pedro Julião Eymard, Flores da Eucaristia.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Ao Anjo da Guarda




Ó Anjo de Deus que és minha guarda, pela piedade superna a mim, a ti cometido, salva, defende e governa. Amém, Jesus.

Rogo-te, Anjo bento, a cuja providência eu sou encomendado, que sempre sejas presente, em minha ajuda. Ante Deus Nosso Senhor, apresenta os meus rogos a Suas mui piedosas orelhas, para que, por Sua misericórdia e tuas preces, me dê perdão de meus pecados passados e verdadeiro conhecimento e contrição dos presentes, e aviso para evitar os pecados vindouros, e me dê graça para bem obrar e até ao fim perseverar.

Afasta de mim, pela virtude de Deus todo-poderoso, toda a tentação de Satanás. E, o que não mereço por minhas obras, tu alcança por teus rogos por mim, ante Nosso Senhor, que em mim não haja lugar e mistura de alguma maldade.

E se, algumas vezes, me vires errar o bom caminho e seguir os erros dos pecados, tu procura de me volver a meu Salvador, pelas carreiras da justiça. E quando me vires em alguma tribulação e angústia, faz que me venha adjutório de Deus, por teus doces socorros.

Rogo-te que nunca me desampares, mas sempre me cubras e visites e ajudes e defendas de toda a fadiga e guerra dos demônios, vigiando de dia e de noite, em todas as horas e momentos. Onde quer que andar, guarda-me e acompanha-me.

Isso mesmo te peço, meu guardador, que quando desta vida partir, não deixes que me espantem os demônios, nem me deixes cair em desesperação, nem me desampares, até me levar à bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, e com todos os santos, para sempre folguemos em a glória do paraíso, que nos dará Jesus Cristo Nosso Senhor, o qual, com o Pai e com o Espírito Santo, vive e reina para sempre.
Amém.



(Ordem e regimento - Xavier - doc. 66 - Retirado do livro: Obras Completas - São Francisco Xavier)

domingo, 26 de agosto de 2018

Uma oração de quase 600 anos ao Santíssimo Nome de Jesus

JESUS

Esta ladainha foi composta pelos santos João de Capistrano e Bernardino de Sena no século XV

ALadainha ao Santíssimo Nome de Jesus foi composta por São João de Capistrano (1386-1456) e por São Bernardino de Sena (1380-1444) e aprovada para uso privado pelo Papa Sixto V em 1585. O Papa Leão XIII a aprovou para uso público na Igreja em 1866. Quem a recitar poderá receber indulgência parcial se cumprir o requisito básico para toda indulgência: estar em graça e com a disposição de abandonar todo tipo de pecado, inclusive o venial.

Ladainha ao Santíssimo Nome de Jesus

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
(A cada próxima invocação responder: “Tende piedade de nós”)
Pai Celeste que sois Deus,
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
Espírito Santo, que sois Deus,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Jesus, Filho de Deus vivo,
Jesus, esplendor do Pai,
Jesus, pureza da luz eterna,
Jesus, Rei da glória,
Jesus, sol de justiça,
Jesus, Filho da Virgem Maria,
Jesus amável,
Jesus admirável,
Jesus, Deus forte,
Jesus, Pai do século futuro,
Jesus, Anjo do grande conselho,
Jesus poderosíssimo,
Jesus pacientíssimo,
Jesus obedientíssimo,
Jesus, manso e humilde de coração,
Jesus, amante da castidade,
Jesus, amador nosso,
Jesus, Deus da paz,
Jesus, autor da vida,
Jesus, exemplo das virtudes,
Jesus, zelador das almas,
Jesus, nosso Deus,
Jesus, nosso refúgio,
Jesus, pai dos pobres,
Jesus, tesouro dos fiéis,
Jesus, bom Pastor,
Jesus, luz verdadeira,
Jesus, sabedoria eterna,
Jesus, bondade infinita,
Jesus, caminho e vida nossa,
Jesus, alegria dos anjos,
Jesus, rei dos patriarcas,
Jesus, mestre dos apóstolos,
Jesus, doutor dos evagelistas,
Jesus, fortaleza dos mártires,
Jesus, luz dos confessores
Jesus, pureza das virgens,
Jesus, coroa de todos os santos,
Sede-nos propício: perdoai-nos, Jesus.
Sede-nos propício: ouvi-nos, Jesus.
(A cada próxima invocação responder: “Livrai-nos, Jesus”)
De todo o mal,
De todo o pecado,
Da vossa ira,
Das ciladas do demônio,
Do espírito da impureza,
Da morte eterna,
Do desprezo das vossas inspirações,
Pelo mistério da vossa santa Encarnação,
Pela vossa natividade,
Pela vossa infância,
Por toda a vossa santíssima vida,
Pelos vossos trabalhos,
Pela vossa agonia e pela vossa paixão,
Pela vossa cruz e pelo vosso desamparo,
Pelas vossas angústias,
Pela vossa morte e pela vossa sepultura,
Pela vossa ressurreição,
Pela vossa ascensão,
Pela vossa instituição da Santíssima Eucaristia,
Pelas vossas alegrias,
Pela vossa glória,
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: perdoai-nos, Jesus.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: ouvi-nos, Jesus.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo: tende piedade de nós, Jesus.
Jesus, ouvi-nos.
Jesus, atendei-nos.
Oremos:
Senhor Jesus Cristo, que dissestes: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”, nós Vos suplicamos que concedais a nós, que Vo-lo pedimos, o afeto do Vosso divino amor, a fim de que Vos amemos de todo o coração, palavra e obra e nunca cessemos de Vos louvar. Fazei-nos ter sempre, Senhor, igual temor e amor pelo Vosso Santo Nome, pois não deixais de governar aqueles que estabeleceis na firmeza do Vosso amor, Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

https://pt.aleteia.org/2018/08/23/uma-oracao-de-quase-600-anos-ao-santissimo-nome-de-jesus/

Liberdade II: Há liberdade sem verdade?

Liberdade e verdade
No texto «Liberdade-I», lembrávamos uma realidade evidente: se o nosso raciocínio, se o nosso modo de pensar na vida e nas coisas da vida, nas escolhas pessoais e nas decisões, é confuso ou errado, como poderemos escolher “bem”?
E muito importante perceber que a falta de lucidez do pensamento é uma doença mortal da liberdade. Pensar mal leva a escolher mal. Mas são poucos os que reconhecem que “não pensam bem”. Acham que se “eles” pensam, que se “isso” é o que “eles pensam”, então está bom! Será? Vamos fazer uma reflexão muito simples.
Podem servir-nos, como referencial, algumas experiências do cotidiano. Um conhecido, por exemplo, conta-nos que resolveu ir com o filho de São Paulo ao Rio de Janeiro: uma viagem-prêmio que o pai prometera (pai sentimental, que premia a mera obrigação) se o filho passasse de ano. Aí temos os dois, mais a mãe e uma irmã, no carro, com o bagageiro atulhado. O rapaz premiado assume o volante. Está ansioso por chegar ao Rio. – “Você conhece a saída de São Paulo para a Via Dutra?”, pergunta-lhe o pai. O moço sorri com ar de suficiência. Nem se digna responder. Claro que sabe! E, ei-lo rodando por um emaranhado de ruas, de mãos e contramãos, de viadutos e elevados. Vai com uma segurança magnífica. Pega atalhos de homem esperto. Até que, duas horas depois, todos percebem que estão indo exatamente em sentido contrário, rumo ao Mato Grosso, na direção Oeste…
Outra experiência, que dispensa comentários, é a dos fracassos e decepções no casamento, que nos cercam, infelizmente, em quantidade quase incontável. Em muitos desses casos lamentáveis, o que houve – além de sérias falhas morais – foi um engano. A pessoa – apesar das observações objetivas de amigos, de colegas, de familiares – empenhou-se em casar-se com fulano ou sicrana. Achava que os outros não a entendiam. Só ela sabia. Até que, passados poucos meses, ou um ano, ou dois, teve que dizer, com a cara coberta de vergonha: “Eu me enganei”, “Eu não sabia”… Agiu com total independência, com absolua “liberdade”, mas sem nenhum conhecimento profundo, sem a base da razão esclarecida, que é imprescindível para se viver a verdadeira liberdade.
A verdade, sangue arterial da liberdade
O Papa João Paulo II não se cansou de insistir em que «o conhecimento da verdade é condição para uma autêntica liberdade» (ver Encíclica Veritatis Splendor, n. 87). Com essas breves palavras, estava dizendo algo de essencial. É óbvio que, se um engano – uma falta de conhecimento da realidade, da verdade das coisas – em assuntos como o casamento ou a profissão, pode ser funesto e até mesmo frustrar a nossa vida, mais ainda nos pode arrasar o erro a respeito dos verdadeiros bens, do verdadeiro ideal, do verdadeiro sentido da nossa vida. Oxalá não sejamos daqueles que só se dão conta de que erraram redondamente quando já estão sem retorno, na velhice ou à beira da morte: “Eu achava”, “Eu não percebi”, “Agora é tarde”…
A liberdade autêntica precisa da verdade, que lhe dá sentido, rumo e firmeza; que é como a estrela que lhe marca o rumo; que a orienta e a potencia para construir e não para destruir. É – dizia alguém – como o sangue arterial para o corpo!
Isso é o que não conseguem entender os que confundem a liberdade com o desejo e a autenticidade com a simples espontaneidade irrefletida. Perdidos num “espontaneísmo” simplório, e num conceito também superficial da liberdade -entendida como livre vazão dos gostos e desejos -, não conseguem se aprofundar, nem conseguem entender aquelas pessoas que são livres de verdade: aqueles que agem movidos por um ideal bem conhecido, por um raciocínio objetivo e sábio, fruto de séria reflexão; os que, por isso mesmo, tomam decisões inteligentes e livres, não atreladas, como a carroça ao jumento, aos estados de ânimo e às oscilações dos desejos.
São Josemaría Escrivá, que amou e defendeu a liberdade com paixão, tem, sobre este tema, umas palavras que vale a pena meditar: «O Amor de Deus marca o caminho da verdade, da justiça e do bem. Quando nos decidimos a responder ao Senhor: a minha liberdade para Ti, ficamos livres de todas as cadeias que nos haviam atado a coisas sem importância, a preocupações ridículas, a ambições mesquinhas. E a liberdade – tesouro incalculável, pérola preciosa que seria triste lançar aos animais – emprega-se inteira em aprender a fazer o bem. Esta é a liberdade gloriosa dos filhos de Deus» ( Amigos de Deus, n. 38).

[Adaptação de um trecho do livro de F. Faus, Autenticidade & Cia]