terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A curiosa história do Padre Pio


Francesco Forgione (conhecido como Padre Pio de Pietrelcina) nasceu em Pietrelcina na Itália em 1887, em uma família humilde e muito católica. Desde a infância se mostrou caridoso e sempre fazia penitências a Deus. Com uma saúde muito frágil, sempre estava doente. Quando era muito pequeno conheceu um monge capuchinho do Convento de Morcone, Frei Camilo, que passou por sua casa pedindo esmolas, e desde então manifestou o desejo de ser sacerdote.
Aos 16 anos decidiu tornar-se frade, sendo aceito como noviço. Seu mestre foi o padre Tommaso, um pouco severo, porém muito caridoso com os internos. A vida era muito difícil ali, tinha que jejuar por períodos prolongados, o que fortaleceu o seu caráter e espírito. Suas doenças foram aumentando e não o abandonaram até a sua morte. Em 1904 fez seus votos temporários e se mudou para outro convento para dar continuidade aos estudos. Foi ali que protagonizou pela primeira vez o fenômeno da bilocação, no nascimento de sua futura filha espiritual.
Em 1907 fez seus votos permanentes e teve que partir para outro lugar, perto do mar, o que fez sua saúde piorar, e então precisou regressar. Em 1910 se instalou em Benevento e em 1916 foi enviado ao Convento de São Giovanni Rotondo, onde viveu até o seu falecimento em 1968, 50 anos após receber seu primeiro estigma.

Os estigmas de Padre Pio

Durante a sua vida, sofreu cinco estigmas em todo o corpo, o que corresponde as cinco feridas que Jesus sofreu na cruz. Apesar de sangrar por meio século, nunca apresentou anemia. Conta-se que Padre Pio também tinha a capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo, podia realizar milagres e era clarividente.
Em 1915 sentiu fortes dores em seus pés, suas mãos e no lado direito de seu torso. Os médicos não conseguiram encontrar a razão para estas dores. Depois de três anos, deixou escapar um grito de agonia e caindo ao solo, começou a sangrar nesses lugares, aparecendo assim, os primeiros estigmas.
Assim que recobrou a consciência retornou às suas atividades e os médicos começaram a estudar seu caso, sem conseguir descobrir o que havia acontecido. As autoridades da região ordenaram que o fotografassem para que houvesse um acompanhamento dos fatos.Nessas imagens se pode ver o Padre Pio com uma grande expressão de tristeza, muito pálido, com o rosto cansado e torturado, porém muito consternado por ter que posar com suas mãos ensanguentadas.
Tendo o clamor inicial diminuído, o Padre Pio regressou a seu monastério, onde muitas vezes se sentiu transportado por um grande êxtase que terminava em hemorragias, e lhe debilitavam ainda mais a saúde. A partir daí a fama de Santo se espalhou por toda a Itália. Centenas de pessoas chegavam de muitos lugares para conhecê-lo e confessar-se com ele. Muitos diziam que o padre sabia dos seus pecados, mesmo antes de confessarem.

Os milagres de Padre Pio

Os primeiros milagres não tardaram a ocorrer. O primeiro caso foi de Gemma di Giorgi, que nasceu sem pupilas em seus olhos. Logo após a visita do padre, começou a enxergar, como se nunca tivesse sido cega. Um médico que se interessou por suas histórias relatou que, em vários casos, poderia se tratar de uma resposta psicossomática pela crença em Padre Pio, porém em outros casos não.
Entre seus estranhos “poderes” comentava-se que o padre podia estar em dois lugares ao mesmo tempo; como no caso do Monsenhor Damiani, que havia viajado do Uruguai para a Itália para vê-lo. O desejo deste homem era de que o Padre Pio estivesse presente no dia de sua morte. No entanto, o padre respondeu ao homem que no momento isto não seria possível, uma vez que a morte dele se daria em 1942. Quando naquele ano, Damiani  estava agonizando no seu país natal, o Arcebispo de Montevidéu foi despertado por um padre capuchinho que lhe deu a notícia. Quando o Arcebispo chegou o Monsenhor já havia falecido. Em suas mãos foi encontrado um bilhete escrito por ele mesmo, que dizia: “O Padre Pio veio me ver”.
Mas não termina aqui, depois de sete anos o Arcebispo viajou para a Itália para conhecer o Padre Pio, e qual não foi sua surpresa quando quem o recebeu foi aquele frade capuchinho que o havia despertado na noite da morte do Monsenhor. O mesmo aconteceu durante a Guerra, quando um Comandante estava pensando em suicidar-se, apareceu diante dele um homem, dizendo-lhe para não fazer aquilo. Quando conseguiu convencer o comandante, o padre desapareceu como num passe de mágica. O general entrou em uma igreja em que o Padre Pio celebrava uma missa, o reconheceu, esperou e se aproximou dele. O religioso lhe disse: “teve sorte de escapar, meu amigo”.
Quando o Padre Pio faleceu, a igreja católica sugeriu três possibilidades para os fenômenos que lhe foram atribuídos: intervenção diabólica, intervenção divina e sugestão inconsciente. Foi canonizado por João Paulo II em 2002. Os devotos do Padre Pio dizem que seus dons foram de um discernimento extraordinário: leitura de pensamentos, curas milagrosas, a bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo), as lágrimas que derramava ao rezar o Rosário, o perfume (“odor de santidade”) e também os estigmas (apresentados por 50 anos).

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COMO O PÁSSARO SOLITÁRIO

OS SALMOS, NOSSO ESPELHO
14 – COMO O PÁSSARO SOLITÁRIO
─ Perdi o sono e estou gemendo; estou como o pássaro solitário no telhado. Todo dia meus inimigos me insultam; eles se enfurecem e fazem imprecações contra mim(Salmo 102,8-9).
– “Não é fácil ser cristão!”. Jesus nos disse que, para entrar no Reino de Deus, a porta era estreita e o caminho íngreme (Mt 6,13-14), e alertou-nos sobre as dificuldades que encontraríamos: No mundo tereis aflições (Jo 16,33).  Mas também nos prometeu que estaria conosco todos os dias até o fim do mundo (Mt 28,20); garantiu que nos deixaria a sua alegria e a sua paz (Jo 16,22) e nos animou a viver de esperança: Mas tende coragem! Eu venci o mundo (Jo 16,33).
Hoje há  – como lembrávamos ao falar do leão e o dragão – uma dificuldade especial para um cristão que queira ser autêntico e fiel: o ambiente materialista, paganizado, de grande parte da sociedade; a difusão, imposta como se fosse um dogma, de ideias e comportamentos próprios de uma “cultura” frontalmente contrária ao Evangelho. É fácil, por isso, que um bom cristão se sinta só, como um pássaro solitário no telhado, em meio a colegas, parentes e amigos, que não só não compartilham os seus valores como até mesmo os desprezam,ridicularizam e combatem: fazem imprecações contra mim.
Disso falava o Papa Bento XVI numa entrevista: «Existem ambientes, e não são poucos, nos quais hoje se precisa de muita coragem para se declarar cristão… Cresce o perigo de uma ditadura da opinião, e quem não quer acatá-la é isolado e marginalizado»[1]. Como um pássaro solitário!
Também no livro Jesus de Nazaré, o mesmo Papa escreveu: «O que fazem todos é imposto ao indivíduo como pauta de comportamento. O mundo não suporta a resistência, quer colaboracionismo»[2].
Que fazer?. A resposta é simples, embora não seja fácil: imitar os primeiros cristãos.
Num mundo totalmente pagão e muito semelhante ao nosso em seus  costumes, eles eram vistos com um misto de admiração e aversão. Não eram “como todo o mundo”. Se, por um lado, os pagãos ficavam cativados pelo exemplo de amor que eles irradiavam, por outro, a recusa das práticas e costumes daquele ambiente e as virtudes que praticavam contrastavam totalmente com os que os pagãos queria impor como normais: eram castos, despendidos dos bens materiais, fiéis no casamento, generosos com os pobres e doentes… Isso chocava, incomodava. Os primeiros três séculos do Cristianismo são chamados, com toda a propriedade, “a era dos mártires”.
No entanto, esses pássaros solitários, tantas vezes incompreendidos e levados ao matadouro como animais, não pararam de crescer, e foram pouco a pouco o fermento da transformação daquela sociedade; sem violência, só com a força da fé e do amor. O Império pagão, em poucos séculos, achou-se cristão.
Penso que hoje Deus nos pede imitar especialmente três atitudes dos primeiros cristãos: a autenticidade do seu exemplo, a compreensão para com todos e o coração aberto lealmente à amizade.
  • A autenticidade do exemplo. A grande força moral dos cristãos não era a palavra nem a polêmica, mas a silenciosa pregação do exemplo. Um dos mas antigos mártires, Santo Inácio de Antioquia, dava um lema para os cristãos que viviam no meio da sociedade pagã: «Atuar de acordo com a palavra de Jesus, e manifestá-la pelo silêncio»[3], ou seja, deixar que as ações falem por nós.
Sem discussões, e, ao mesmo tempo, sem ceder um milímetro no que se refere às suas convicções, sem querer fazer média nem rebaixar as exigências da  fé, os cristãos podem dar-se e conviver com todos. Sua caridade, sua firmeza serena e sorridente, seu espírito de serviço, a perfeição com que procuram trabalhar, a sua solicitude para com as carências e sofrimentos dos outros, acabam por atrair os que com eles convivem.
Um retrato desse ideal, encontramo-lo em um documento muito antigo, a Carta a Diogneto, uma apologia do Cristianismo – uma bela peça literária – que o bispo Quadrato teria dirigido, no século II, ao imperador Adriano.
Lemos nesse escrito: «Os cristãos não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por língua ou costumes. Não moram em cidades próprias, nem falam uma língua estranha, não têm algum modo especial de viver… Morando em cidades gregas e bárbaras, conforme as circunstâncias de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto,  testemunham um modo de vida singular e admirável…
»Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põem a mesa em comum, mas não o leito. Estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra, mas têm a sua cidadania no Céu… São injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem e são punidos; são condenados, e se alegram como se recebessem a Vida…
»Em poucas palavras, assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo».[4]
  • A compreensão para com todos. É a segunda atitude positiva de que falávamos. Ninguém pode sentir-se próximo de uma pessoa que não o compreende. Pelo contrário, é um prazer conviver e trabalhar com alguém que valoriza a nossa boa vontade e compreende os nossos defeitos.
Para compreender, é preciso ter humildade e um coração generoso. «Em qualquer ser humano – escreve são Tomás de Aquino – existe sempre algum aspecto que nos permite considerá-lo superior a nós, segundo as palavras do Apóstolo [são Paulo]: “Levados pela humildade, tende-vos uns aos outros por superiores a vós mesmos” (Fl 2,3). De acordo com estas palavras, todos os homens devem honrar-se mutuamente»[5].
Sem compreensão, não pode haver diálogo com os que não partilham da nossa fé nem dos nossos valores morais. Diálogo que não consiste em fazer concessões que acabam negando as verdades católicas, mas em saber escutar com respeito as opiniões divergentes, e, num clima de paz e de troca de ideias, quando isso for possível, expor as nossas crenças, de modo claro, sereno e pacífico.
Como escreve são Josemaria, «com a polêmica agressiva, que humilha, raramente se resolve uma questão. E, sem dúvida, nunca se consegue esclarecimento algum quando, entre os que disputam, há um fanático»[6].
Alertando os que não sabem compreender, santo Agostinho dizia: «Repreendes os outros, e não reparas em ti mesmo. Acusas os outros, e não te examinas. Colocas os outros bem diante dos teus olhos, e a ti colocas-te escondido atrás das tuas costas. Quando Deus te julgar, dirá: “Far-te-ei dar meia volta e te colocarei diante de ti próprio. Então te verás e chorarás»[7].
  • O coração aberto à amizade. É óbvio que a compreensão e o diálogo são dois batentes a que escancaram a porta da amizade. Com essas qualidades, duas pessoas com credos e convicções diferentes, podem conviver, conversar, compartilhar momentos excelentes da vida (conheço vários casais que, possuindo crenças diferentes, se dão maravilhosamente bem).
Se há pontos de discordância, há também muitos pontos em comum com qualquer pessoa de boa vontade. Esses pontos comuns são a ponte que, sem trair a fé, pode unir os corações. E levá-los a cooperar juntos, com a maior harmonia e entusiasmo, em empreendimentos pelo bem da família, da sociedade, da pátria, da ciência… Amar – dizia Saint Exupéry – não é olhar um para o outro, mas olhar ambos na mesma direção. Quantas metas valiosíssimas podem ser encaradas e conquistadas em conjunto, se existe amizade leal entre pessoas que, a despeito das suas divergências em ideias importantes, são capazes de compreender, de ajudar, de valorizar os outros e trabalhar com eles.
«Amar – diz a teóloga católica alemã Jutta Burggraff – não consiste simplesmente em fazer coisas para alguém, mas em confiar na vida que há nele. Consiste em compreender o outro com as suas reações mais ou menos oportunas, os seus medos e as suas esperanças. E fazê-lo descobrir que é único, digno de atenção, e ajudá-lo a aceitar o seu próprio valor, a sua própria beleza, a luz oculta que existe nele, o sentido da sua existência. E consiste em manifestar ao outro a alegria de estar a seu lado»[8].
Esta é a amizade do autêntico cristão. Essa foi a amizade, o amor sincero, com que os primeiros cristãos conquistaram o mundo.

[1] O sal da terra, p. 176
[2] Vol. II, p. 116
[3] Carta aos Efésios, 15
[4] Carta a Diogneto, cap. V, em Padres apologistas, Ed. Paulus, 1995
[5] Suma Teológica, II-II, q. 103, a. 2-3
[6] Sulco, n. 870
[7] Sermão n. 17
[8] Para uma cultura de diálogo, conferência pronunciada em 2009

Os três mistérios da morte de Padre Pio

Esta visita do Papa Francisco tem o centro nos estigmas. Como Padre Pio viveu os estigmas?
Tudo começa a partir do momento em que Padre Pio foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910. Naquela ocasião, ele preparou uma pequena imagem de lembrança na qual ele escreveu na mão que queria ser como Jesus: um sacerdote santo e uma vítima perfeita. Então, de suas cartas, descobrimos que ele havia feito várias vezes a oferta de si mesmo ao Senhor para obter a conversão dos pecadores e a purificação das almas no Purgatório. Poucas semanas após essa oferta de si mesmo, o Senhor lhe respondeu a Pietrelcina, exatamente no distrito de Piana Romana que será visitado pelo Papa, enquanto rezava sob um olmo, através do dom dos estigmas.
Então, como ele estava confuso com esses sinais visíveis, ele pediu ao Senhor para que os sinais visíveis desaparecessem e deixassem apenas a dor. Isso aconteceu por alguns anos. Então, em 20 de setembro de 1918, os estigmas voltaram a se tornar visíveis e permaneceram ao longo de sua vida; desapareceu gradualmente nos últimos meses antes da sua morte. Quando foi a realizada inspecção no corpo de Padre Pio, imediatamente após sua morte, o médico assistente, que também era o prefeito de Pietrelcina, Professor Sala, observou que os estigmas haviam desaparecidos completamente sem deixar nenhum traço de cicatriz. Isto, de acordo com a ciência, é chamado de absurdo fisiopatológico.
Quanto aos estigmas do padre Pio, tanto São João Paulo II quanto Bento XVI se concentraram nesse aspecto, falando precisamente da oferta de si mesmo que Padre Pio fez em semelhança à Cristo. Algumas vozes no passado, no entanto, expressaram perplexidade. Você teve a oportunidade de estudar a questão completamente. Que ideia foi feita?
Devo dizer com um pouco de lamentação que as vozes que expressaram perplexidade sobre a autenticidade dos estigmas do padre Pio, foram caracterizadas pela falta de consciência de tudo o que era o aprofundamento que a Igreja queria fazer para verificar a confiabilidade do fenômeno. Em 1919, três médicos vieram ver os estigmas do Padre Pio, por ordem dos principais superiores da ordem e também do Santo Ofício, que produziu três relatórios; Um segundo relatório datado de 1925 foi feito por um dos três médicos.
De todos esses relatórios surge a autenticidade do fenômeno. Dois dos três médicos o chamavam de fenômeno cientificamente inexplicável; O terceiro, o professor Amico Bignami da Universidade La Sapienza de Roma, pediu um experimento: envolvendo as mãos do Padre Pio por oito dias, impedindo-o de usar qualquer substância para manter os estigmas vivos. Ele garantiu que depois de oito dias eles seriam curados. Este experimento foi realizado graças a três frades que enfaixaram as mãos e os pés de Padre Pio; Após oito dias, os estigmas estavam sangrando mais do que antes.
O senhor acabou de publicar um livro: "Os Três Mistérios do Padre Pio", no qual se concentra em três circunstâncias muito particulares relacionadas à morte de São Pio de Pietrelcina ...
O primeiro mistério, através de uma série de testemunhos, alguns dos quais inéditos, consegui reconstruir antes de tudo que Padre Pio conhecia o momento exato de sua morte.
O segundo mistério, no entanto, do qual não há vestígio de novidade, embora tenha sido publicado apenas na Positio do julgamento em um único livro, diz respeito à possibilidade de ter concedido a uma de suas filhas espirituais de testemunhar a sua morte, apesar de não estar fisicamente no convento, porque quando Padre Pio morreu, estava no seu claustro.
O terceiro mistério diz respeito ao desaparecimento dos estigmas sem deixar cicatrizes, porque cada ferida - dizem os médicos - quando é produzida, desencadeia automaticamente um processo de reconstrução com tecido cicatricial. Em vez disso, quando a inspeção foi realizada no corpo de Padre Pio após sua morte, descobriu-se que seus estigmas - atestados em sua autenticidade por três médicos - haviam desaparecido, sem cicatrizes.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-03/padre-pio-papa-francisco-pietrelcina-estigmas.html
 

PADRE PIO. Sofrimento que gera adoração - Moisés Rocha.

Quero estar atento - Clipe com Ministério e Fátima Souza

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Campo de trigo

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Já viste algum campo de trigo completamente curado? Poderás observar que algumas espigas são altas e vigorosas; outras, ao invés, estão dobradas até ao chão. Experimenta a apanhar as altas, as mais vaidosas, e verás que estão vazias; se, ao contrário, colheres as que estão mais baixas, as mais humildes, verás que estão carregadas de grãos. Daqui poderás concluir que a vaidade é algo vazio.

Bendito Seja o Nome do Senhor!


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O príncipe poderoso e rico, que era Jó, viu-se batido pelas maiores adversidades. No mesmo dia lhe deram a infausta notícia da morte de todos os filhos e da perda de todos os seus haveres. Para completar o doloroso quadro, viu-se ele coberto de lepra e desprezado por todos, até pelos mais caros amigos e pela própria esposa. Calmo, sereno, em paz, o pobrezinho não proferiu uma só blasfêmia. Limitou-se a pronunciar estas palavras que se tornaram célebres:

“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Seja bendito o seu santo nome!”

E o Senhor, depois delonga e cruciante prova, recompensou generosamente a paciência do seu servo. Jó recuperou tudo quanto perdera e morreu feliz e rico de bens do Céu e dos bens da terra. Deus nos fere para salvar-nos. Quanto maior for a adversidade, tanto maior será a recompensa. E o Céu está reservado para os que sofrem e sabem dizer como Jó:

“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Bendito seja o nome do Senhor”

“O Céu, dizia o #PeBaltazarÁlvares, é o reino dos tentados, dos aflitos, dos desprezados, dos indigentes. Lá não se entra sem provações”.

Longe de lamentar a nossa sorte e de nos queixarmos da Bondade Divina, deveríamos, nas aflições da vida, olhar para o Alto, imitar o profeta da Iduméa e glorificar o nome do Senhor. Oh! Como é agradável a Deus a alma que, na adversidade, ainda com lágrimas nos olhos, sabe dizer: Bendito seja o nome de Jesus!