segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

DA SAGRADA COMUNHÃO

Resultado de imagem para comunhão joelhosConsideremos, finalmente, o grande desejo que tem Jesus Cristo de que o recebamos na Santa Comunhão… Sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora… (Jo 13,1), mas por que Jesus Cristo chamava a sua hora aquela noite em que devia começar sua dolorosa Paixão?… É porque naquela noite ia legar-nos este divino Sacramento, com o fim de unir-se ele mesmo às almas queridas de seus fiéis. Este sublime desígnio fê-lo exclamar então: “desejei ardentemente celebrar convosco esta Páscoa” (Lc 12,15), denotando com estas palavras o divino Redentor o veemente desejo que nutria de estabelecer conosco essa união na Eucaristia…
Desejei ardentemente… Assim o obriga a falar o amor imenso que nos tem — disse São Lourenço Justiniano.
Quis ocultar-se sob as espécies de pão, a fim de ser acessível a todos. Se houvesse escolhido para este portento algum alimento esquisito e caro, os pobres não poderiam recebê-lo frequentemente. Outra classe de alimento, mesmo que não fosse seleto e precioso, não se encontraria em toda parte. Por isso, o Senhor preferiu esconder-se sob as espécies do pão, porque o pão facilmente se encontra e todos os homens o podem procurar.
O vivo desejo que tem o Redentor de que com frequência o recebamos sacramentado, movia-o a exortar-nos muitas vezes: “Vinde, comei o pão; e bebei o vinho que vos preparei. Comei, amigos, e bebei; inebriai-vos, meus muito amados” (Pr 9,5; Ct 5,1); venho a vô-lo impor como preceito:
“Tomai e comei; este é meu corpo” (Mt 26,26)
E para nos atrair a recebê-lo, estimula-nos com a promessa da vida eterna.
“Quem come a minha carne, tem a vida eterna. Quem come este pão, viverá eternamente” (Jo 6,55.59)
E no caso contrário ameaça-nos com a exclusão do paraíso da glória:
“Se não comerdes a carne do Filho do Homem, não tereis a vida em vós” (Jo 6,54)
Tais convites, promessas e ameaças nascem do desejo de Cristo de unir-se a nós na Eucaristia; e este desejo procede do amor que Jesus nos tem, porque — segundo disse São Francisco de Sales, — a finalidade do amor não é outra do que unir-se ao objeto amado; ora, neste Sacramento Jesus mesmo se une a nossas almas (aquele que come minha carne e bebe meu sangue, fica em mim e eu nele (Jo 6,57). É este o motivo por que deseja tanto que o tomemos neste Sacramento.
“O amoroso ímpeto com que a abelha esvoaça sobre as flores para lhes extrair o mel — disse o Senhor a Santa Matilde — não pode ser comparado ao amor com que eu me uno às almas que me amam”
Compreendessem os fiéis o grande amor que a santa comunhão traz às almas!… Cristo é o senhor de toda riqueza, e o Pai Eterno depositou tudo em suas mãos (Jo 13,3). Quando Jesus toma posse da alma pela sagrada Eucaristia, traz consigo riquíssimo tesouro de graças. Vieram a mim todos os bens juntamente com ela (Sb 7,11), — disse Salomão, falando da eterna Sabedoria.
Segundo São Dionísio, o Santíssimo Sacramento possui virtude suprema para santificar as almas. E São Vicente Ferrer deixou escrito que mais aproveita aos fiéis uma comunhão do que jejuar a pão e água uma semana inteira. A comunhão, como ensina o Concílio de Trento, é o grande remédio que nos livra das culpas veniais e nos preserva das mortais. Por esse motivo, Santo Inácio Mártir chama a Eucaristia “medicina da imortalidade”. Inocêncio III disse que Jesus Cristo, por meio de sua Paixão e Morte, nos livrou das penas do pecado, mas que com a Eucaristia nos livra do pecado.
Este sacramento nos inflama no amor de Deus.
“Introduziu-me na adega do vinho; ordenou em mim o amor. Confortai-me com flores, fortalecei-me com frutas, porque desfaleço de amor” (Ct 2,4-5)
São Gregório Nisseno disse que esta adega é a santa comunhão, na qual a alma de tal modo se embriaga do amor divino, que esquece as coisas da terra e tudo o que é criado; desfalece, enfim, de amor vivíssimo.
Também o venerável Pe. Francisco de Olímpio, teatino, dizia que nada nos inflama tanto no amor de Deus como a sagrada Eucaristia. Deus é amor; é fogo consumidor (Jo 4,8; Dt 4,24). Foi esse fogo de amor que o Verbo Eterno veio acender na terra (Lc 12,49). E na verdade, que ardentíssimas chamas de amor divino acende Jesus Cristo na alma que o recebe sacramentado com vivo desejo! Santa Catarina de Sena viu um dia Jesus Sacramentado nas mãos de um sacerdote e a sagrada hóstia lhe parecia brilhantíssima fogueira de amor, ficando a Santa maravilhada como os corações dos homens não ardessem todos e se reduzissem a cinza por tamanho incêndio.
Santa Rosa de Lima assegurava que, ao comungar, parecia-lhe que recebia o sol. O rosto da Santa resplandecia de tanta luz, que deslumbrava aos que a viam, e da boca exalava tal calor, que a pessoa que lhe dava de beber depois da comunhão sentia a mão quente como se a tivesse junto a um forno. O Santo rei Venceslau, quando ia visitar o Santíssimo Sacramento, sentia-se inflamado de ardor tão intenso, mesmo exteriormente, que a um criado seu, que o acompanhava, ao caminhar certa noite pela neve atrás do rei, bastou pôr os pés nas pisadas do Santo para não sentir frio algum. São João Crisóstomo dizia, que, sendo o Santíssimo Sacramento fogo abrasador, deveríamos, ao retirar- nos do altar, sentir tais chamas de amor que o demônio não se atrevesse a tentar-nos.
Dizes, talvez, que não te atreves a comungar com frequência porque não sentes em ti esse fogo do amor divino. Mas essa escusa, como observa Gerson, seria a mesma que dizer que não te queres aproximar do fogo porque tens frio. Quanto maior for a tibieza que sentimos, tanto mais frequentemente devemos receber o Santo Sacramento, contanto que tenhamos desejo de amar a Deus.
“Se acaso te perguntarem os mundanos — escreve São Francisco de Sales em sua “Introdução à vida devota” — por que é que comungas tão a miúdo… dize-lhes que há duas classes de pessoas que devem comungar com frequência: os perfeitos, porque, estando bem dispostos, ficariam prejudicados em se não achegando ao manancial e fonte da perfeição; e os imperfeitos, para terem justo direito de aspirar a ela…”
E São Boaventura diz igualmente:
“Ainda que sejais tíbio, aproxima-te da Eucaristia, confiando na misericórdia de Deus. Quanto mais enfermos estivermos, tanto mais necessitamos do médico”
E, finalmente. Cristo mesmo disse a Santa Matilde:
“Quando houveres de comungar, deseja ter todo o amor que tenha tido o coração mais fervoroso, e eu aceitarei teu desejo como se tivesses realmente esse amor a que aspiras”
AFETOS E SÚPLICAS
Ó amantíssimo Senhor das almas! Já não podeis dar-nos maior prova do vosso amor. Que mais poderíeis inventar para que vos amássemos?…
Fazei, ó Bondade infinita, que doravante vos ame viva e eternamente! A quem é que o meu coração deve amar com afeto mais profundo do que a vós, meu Redentor, que, depois de terdes dado a vida por mim, vos dais neste Sacramento?… Ah! meu Senhor! recorde eu sempre vosso excelso amor e me esqueça a mim inteiramente, a fim de amar-vos sem intermissão e sem reserva!… Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, e só a vós desejo amar. Afastai do meu coração todo afeto que não seja para vós… Dou-vos graças por me terdes concedido tempo de amar-vos e de chorar as ofensas que vos fiz. Desejo, meu Jesus, que sejais o único objeto do meu amor. Socorrei-me, salvai-me e minha salvação seja amar-vos com toda a minha alma nesta e na vida futura…
Maria, minha Mãe, ajudai-me a amar a Cristo. Rogai por mim.
Preparação para a Morte – Santo Afonso


COMO DEVEMOS EXAMINAR E MODERAR OS DESEJOS DO CORAÇÃO

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Jesus: Filho, muitas coisas deves ainda aprender, que não sabes bem.
A alma: Que coisas são estas, Senhor?
Jesus: Que conformes completamente teu desejo a meu beneplácito e não sejas amante de ti mesmo, mas zeloso cumpridor de minha vontade. Muitas vezes se inflamam teus desejos, e com veemência te impelem; examina, porém, o que mais te move, se minha honra ou teu próprio interesse. Se for eu o motivo, ficarás bem contente, qualquer que seja o sucesso do empreendimento; mas, se lá se ocultar algum interesse próprio, eis que isto logo te embaraça e aflige.
Guarda-te, pois, de confiar demasiadamente em preconcebidos desejos que tens sem me consultar, para que não suceda que te arrependas e te desagrade o que primeiro te agradou e procuraste com zelo, por te haver parecido melhor. Porém nem todo desejo que pareça bom logo devemos seguir, nem tampouco a todo sentimento contrário logo havemos de fugir. Convém, às vezes, refrear mesmo os bons empenhos e desejos, para que as preocupações não te distraiam o espírito; para que não dês escândalo por falta de discrição; para que, enfim, não te perturbe a resistência dos outros e desfaleças.
Outras vezes, ao contrário, é preciso usar de violência e rebater varonilmente os apetites dos sentidos sem atender ao que a carne quer ou não quer, mas trabalhando por sujeitá-la ao espírito, ainda que se revolte. Cumpre castigá-la e curvá-la à sujeição, a tal ponto, que esteja disposta para tudo, sabendo contentar-se com pouco e deleitar-se com a simplicidade, sem resmungar por qualquer incômodo.
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

sábado, 12 de janeiro de 2019

Sacerdote hindu desafiou Jesus e acabou se convertendo.

Se milhões de deuses e deusas do hinduísmo não conseguiam responder às suas orações de maneira clara, o sacerdote Kosh Dahal duvidava que com Jesus podia ser diferente. Além disso, ele era membro da casta mais alta do Nepal, e não queria envolver-se com um sistema de crenças que acreditava ser “inferior”.


“Não havia nenhuma casta mais elevada que a minha”, explica. “Eu não queria me misturar com as pessoas das castas baixas.”

Quando um missionário cristão o abordou em sua clínica veterinária na capital Katmandu, o Dr. Kosh rejeitou a ideia de servir apenas ao deus Jesus. Ele era um sacerdote hindu, filho de um sacerdote hindu. Aquilo não fazia sentido para ele.

Pediu que o missionário parasse de falar. “Ele me incomodava. Eu não queria aceitar Jesus Cristo. Ele continuava voltando todos os dias e falando do evangelho. Eu pedia que ele não viesse”, lembra Dahal.

Depois de alguns dias, resolveu fazer um desafio. “Queria provar que o cristianismo é uma religião falsa e que Jesus não podia fazer nada”, testemunha.

Disse ao missionário que, ao fazer suas orações, iria falar com esse Jesus. Seriam 10 minutos de manhã e 10 minutos à noite. “Se Ele é o verdadeiro Deus, irá me tocar e me mudar dentro de 30 dias. Então eu o seguirei”, desafiou.

Mas se Jesus não respondesse de forma inegável, o Dr Kosh iria fazer uma queixa junto às autoridades e mandaria prender aquele evangelista irritante. O missionário aceitou o desafio, mesmo sabendo que poderia ter sérios problemas, pois a lei do Nepal proíbe o proselitismo.

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Nota Espacojames: Proselitismo é atividade ou esforço de fazer prosélitos; catequese, apostolado.
"trabalho de p. dos partidos políticos"
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Durante dias ele conta que fazia suas orações e não havia resposta. Mesmo falando com toda a sinceridade, só lhe restava o silêncio. No início da terceira semana, advertiu Jesus que seu tempo estava se esgotando.

Até que o dia decisivo chegou. Após o final da terceira semana, o poder do Deus único e verdadeiro o visitou.

“Era como se uma corrente elétrica entrasse em mim e começasse a correr muito rápido”, lembra Dahal. “Fiquei chocado. Eu abria e fechava meus olhos, e fiquei com muito medo. Eu comecei a perguntar ‘Quem é ele? O que está acontecendo comigo? O que está dentro de mim? ‘ ”

Após mais de 30 anos servindo os deuses hindus, nunca tivera uma experiência como aquela. Depois daquele dia ele entendeu que Jesus Cristo é real. Conforme havia prometido, abandonou os falsos deuses.


Falsos Deuses Hindus

Sua esposa, Shobah, viu uma mudança dramática em seu marido e decidiu seguir a Jesus também. Ela foi milagrosamente curada de um mioma uterino. Logo, o casal e seus três filhos, abandonaram o sacerdócio hindu e começaram a evangelizar.


Eles plantaram uma igreja em Kathmandu. Depois de alguns anos, deixaram seus empregos e propriedades e foram para as Filipinas estudar em um seminário. Neste período, plantaram mais cinco igrejas. Desde 2013, estão plantando outra igreja entre os nepaleses que vivem na Malásia.


Fonte: http://blog.godreports.com/2016/02/nepal-hindu-priest-doubted-jesus-until-he-showed-up-in-a-powerful-way/

Os odres que insistem em ser velhos


"Será que a teimosia da sua mente caprichosa não é a verdadeira razão de você ser um estacionário na vida espiritual?"

Ope. José Eduardo Oliveira, da diocese de Osasco, especialmente conhecido no Brasil como intenso defensor da vida humana desde a concepção até a morte natural, é bastante ativo nas redes sociais e costuma compartilhar reflexões sadiamente provocativas para incentivar as pessoas a reavaliarem posturas e se comprometerem a sério com a verdade, a bondade e a beleza do Evangelho. Nesta semana ele propôs a seguinte consideração sobre a dureza de mente e coração de quem até começa a ouvir a palavra, mas resiste teimosamente a se converter de fato:
OS ODRES QUE INSISTEM EM SER VELHOS
Por que a linguagem do Evangelho demanda meditação? Por que Jesus falava frequentemente em parábolas? Ele mesmo o explica: “Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam” (Mateus 13,13).
Não parece estranho este modo de proceder de Cristo? Pregar para não ser entendido… Por que?
Em outro passo, Jesus diz que “ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo arrebentará os odres e entornar-se-á, e perder-se-ão os odres” (Lucas 5,37). Em outras palavras, é necessário espargir a Palavra de tal modo que ela produza de acordo com a terra em que cai, é preciso despejá-la de tal modo que a sua novidade caia no coração de quem é rejuvenescido pela graça e não destrua aqueles que não estão preparados para ela.
De fato, depois de dizer que o vinho novo do Evangelho não pode ser colocado em odres velhos, o próprio Jesus reconhece que “ninguém que bebeu do vinho velho quer já do novo, porque diz: o vinho velho é melhor” (Lucas 5,39). Eu imagino a tristeza de Cristo ao pronunciar este diagnóstico! Há pessoas que simplesmente não querem a Boa Nova porque estão formatados segundo a “boa velha”, cruzam-se com Jesus e o interpretam de acordo com os seus próprios conceitos psicologicamente pré-estabelecidos.
Certa vez, Ele retornou a Nazaré, sua pátria, e começou a ensinar… “Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele o carpinteiro?” (Marcos 6,2-3).
O homem é assim, não acredita que a graça pode brotar no fundo de sua casa, não crê num Deus que fala ao coração, dentro do quarto, na intimidade, à portas fechadas. A carne gosta de carnaval e sempre transfere a terceiros a missão de “ser de Deus”. As pessoas buscam por dias extraordinários, por missionários ungidos, querem uma graça estrangeira, não suportam um Deus conterrâneo, mas que não cabe dentro dos seus estreitos miolos.
É por isso que há pessoas que nunca vão aprender. Você pode pregar, pode insistir, pode clamar… São odres velhos e gostam de vinho velho, não entendem, não enxergam e nunca irão progredir. O Padre Vieira dizia que o problema é que não se prega a Palavra, e é verdade; mas Jesus a pregou, e melhor que ninguém!, e, mesmo assim, não converteu a todos. A turma da velhacaria, ficou nessa, mesmo! De modo que, dada a semente, o problema é a terra!
Olhe para você mesmo e seja honesto. Será que a teimosia da sua mente caprichosa não é a verdadeira razão de você ser um estacionário na vida espiritual? Será que você não está se contentando com a liberdade de correr em direção à sua própria escravidão? Não chegou a hora de deixar de ser cúmplice de sua própria auto-sabotagem no espírito?
Quanto aos pregadores, não se entristeçam por pregar para incorrigíveis, pois é difícil deixar de ser pagão. Preguem oportuna e importunamente. Odres novos acolhem sempre o vinho novo, odres velhos gostam mesmo é dos mesmos vinhos de sempre… Vocês encontrarão os odres novos. Continuem pregando. Uma hora dessas, eles aparecem.

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Por onde começar a vida espiritual? Santa Catarina responde


Se você quer ficar mais perto de Deus, siga este valioso conselho

Santa Catarina de Sena foi uma santa influente do século XIV.  É conhecida e amada por muitos pela sua santidade e tenacidade de espírito. Ela teve uma profunda vida interior e foi membro da Ordem Terceira de São Domingos. Muitos de seus pensamentos estão no livro “O Diálogo”.
Um dos conselhos que ela escreveu foi sobre o primeiro passo que alguém deve dar na vida espiritual: 
“A alma que é motivada por um desejo muito grande de honrar a Deus começa exercitando-se, por um certo espaço de tempo, nas virtudes comuns, permanecendo na célula do autoconhecimento, a fim de conhecer melhor a bondade de Deus para com ela”.
Ela explica que esse caminho de conhecimento não apenas gira em torno de conhecer melhor quem você é, mas também quem é Deus e o papel Dele em sua vida.
Além disso, Santa Catarina escreveu as palavras de Jesus que foram pronunciadas a ela em uma revelação particular:
“Eu respondo que este é o caminho: se você chegar a um perfeito conhecimento sobre Mim, a Verdade Eterna, ainda assim você nunca deve abandonar o conhecimento de si mesma, e, humilhando-se no vale da humildade, você conhecerá a mim e a você, de onde você tirará tudo o que for necessário”.
Santa Catarina acrescenta que o conhecimento é sempre o primeiro passo na vida espiritual e, naturalmente, leva a pessoa ao próximo estágio da jornada. 
Enfim, o conhecimento de Deus, normalmente, precede o amor a Deus, pois geralmente só amamos as pessoas depois que as conhecemos. Portanto, se você procura começar sua jornada em direção a Deus, primeiro tente conhecê-lo através da leitura da Bíblia, bem como das tradições transmitidas por seus apóstolos por meio dos ensinamentos oficiais da Igreja Católica.
Através desse conhecimento de Deus, entenderemos melhor quem somos e estaremos preparados para abraçar o amor de Deus. 

https://pt.aleteia.org/2019/01/09/por-onde-comecar-a-vida-espiritual-santa-catarina-responde/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 6 de janeiro de 2019

TORNAR A PECAR MORTALMENTE! DIFICULTOSO É O REMÉDIO PARA O PECADO NAS PESSOAS ESPIRITUAIS



O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!
Depois de uma confissão geral…
Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…
Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…
Depois de muitas luzes e benefícios divinos…
Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!
O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque é de Jesus Cristo e do Apóstolo.
Que diz Jesus Cristo? Falando de uma pessoa espiritual, diz:
“Se os meus inimigos me ofendessem, alguma razão teria de os sofrer; porém que me ofendas tu, que professas estar unido comigo por espírito! Tu, que me conheces com a luz da fé; Tu, a quem sustento à minha mesa com a doce iguaria do sacramento; eis o que mais agrava a tua culpa e provoca a minha justiça. E é o que não posso sofrer”.
E o que diz mais?
“Quem lança mão não arado, e torna a olhar para trás, não é apto para o Reino de Deus”.
Logo perde-se. E o que diz o Apóstolo, falando também das pessoas espirituais?
Diz ele:
“Aqueles que uma vez já foram alumiados, e provaram a doçura dos dons de Deus, participando do Espírito Santo, e provando a suavidade das virtudes, e contudo tornaram a cair, é impossível que outra vez se renovem com a verdadeira penitência”!!
“É impossível”, quer dizer, é moralmente impossível, isto é, muito e muito dificultoso!!
Muitos santos venera a Santa Igreja, que primeiro foram pecadores e bem escandalosos; mas depois de convertidos, quantos tornaram a se desconverter? Poucos haveis de citar.
Agora, tudo são conversões e confissões gerais pelas missões, na quaresma…; e daqui por um ano, ou ainda menos, tudo serão pessoas desconvertidas e ainda mais obstinadas. Ó almas infelizes, que assim o tendes experimentado, ou se assim vos acontecer, desenganai-vos, a vossa salvação é moralmente impossível, diz o Apóstolo; é muito e muito dificultosa!!
Uma culpa em uma pessoa espiritual é a mais agravante e abominável, porque esta pessoa devia amar e honrar a Deus mais que as outras pessoas; porque Deus mais que outras a tinha já honrado e amado. Ó quantas vezes Deus já a teria visitado pela sagrada comunhão, e posto à sua mesa! Que graças lhe teria dado, e que benefícios lhe teria concedido! O Padre Eterno a tratava por sua filha; o Divino Verbo por sua esposa; O Divino Espírito Santo habitava nela; finalmente, ela era um santuário de Deus vivo.
Mas que mudança a mais fatal! Tornou a pecar mortalmente; crucificou de novo a Jesus Cristo seu Divino esposo, que tanto a amava; é outra vez com o demônio, é mesmo a casa dos demônios, e anda em guerra com o mesmo Cristo! Que ingratidão a mais feia! Que sentidas lágrimas não deve chorar esta alma pecadora por ter perdido a joia da divina graça, e a amizade do seu Deus; por se ver outra vez com o demônio, e os seus trabalhos todos perdidos!!
Isto mesmo aconteceu ao Rei David; porém depois as suas lágrimas lhe serviam de pão de dia e de noite; e falando com a sua alma, dizia: “Aonde está o teu Deus? Alma minha, aonde está o teu Deus?”
E vós, ó almas infelizes, vós que já fostes justas, mas agora andais outra vez com o demônio, que me dizeis? Onde está o vosso Deus? Ai que fugiu de vós; fugiu do vosso coração para dar lugar ao demônio! Deus já não é convosco, porque vós já sois com o demônio!
Onde estão as vossas boas obras? Perdeste tudo, as vossas confissões, as vossas comunhões, as vossas orações, missas, esmolas, penitências, merecimentos, alegrias, consolações do céu, perdeste tudo; o demônio, que entrou na vossa alma quando caístes no pecado, matou a mesma alma, e roubou-lhe tudo; tudo quanto tínheis lucrado talvez em vinte, trinta ou mais anos!!
E agora que remédio? Que o diga o Apóstolo; “é moralmente impossível.” E na verdade quem dará tempo para lucrar outra tanta riqueza espiritual? Desenganai-vos, meus irmãos; andar a coxear na vida espiritual, ora na graça, ora no pecado; hoje com Deus, amanhã com o demônio; esta vida é vida de condenados e o caminho do inferno!!
É para Deus, e para sempre; eu antes quero absolver na primeira confissão geral trinta milheiros de pecados mortais, do que depois um só cometido de propósito, e com plena advertência. Tais pecados em pessoas espirituais não se perdoam sem muitas penitencias e grandes arrependimentos; para assim dizer é necessário um fervor extraordinário para recuperar o que está perdido, e também desagravar sua Majestade Divina tão enormemente ofendida.
Portanto, temei e tremei vós, ó almas justas, não torneis a cair, porque depois com dificuldade se dá o remédio, e é moralmente impossível.
Padre Manoel José Gonçalves Couto, no livro “Missão Abreviada”.
https://capelasantoagostinho.com/2018/09/18/tornar-a-pecar-mortalmente-dificultoso-e-o-remedio-para-o-pecado-nas-pessoas-espirituais/

A ESTRELA DOS MAGOS

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Tendo nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos – homens sábios, conselheiros de reis – vieram do Oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo”.
Viram a sua estrela e ela lhes indicou uma meta, assinalando um rumo: ir ao país dos judeus para adorar o Messias Rei. Fazia mais de mil anos que esse misterioso Rei universal havia sido anunciado pelos profetas, inclusive por um pagão, o amonita Balaão: Uma estrela sai de Jacó, um cetro levanta-se em Israel. Disso, no Oriente, muitos tinham ouvido falar. E os Magos sabiam.
***
Vimos a sua estrela. Não foi nada fácil ver aquela estrela. Observaram a cintilação de uma estrela nova e começaram a pesquisar o que significava. Podiam ter deixado de fazê-lo, para não complicar a vida.
Quando descobriram o que era, para eles foi uma chamada, e não duvidaram em fazer tudo o que era preciso para seguir o que essa mensagem de Deus lhes indicava.
Lá do Presépio, Deus também parece dizer-nos: “Por acaso você pensa que não tem estrela? Será que você veio a este mundo por engano, sem finalidade nem missão alguma para cumprir?”
A nossa estrela é a nossa vocação – de casado, de mãe ou pai de família, de sacerdote, de mestre…–, que sempre nos pede cumprir uma missão. Quando descobrimos essa luz, fica claro o sentido da nossa existência
No momento em que um casal cristão, por exemplo, descobre que o seu casamento é uma chamada de Deus, é uma vocação, então  a estrela. Em qualquer circunstância da vida, marido e mulher – se tiverem fé e boa vontade – poderão ouvir Deus que lhes diz: “Olhem para a estrela. Ela lhes marca o rumo. Deus conta com vocês. Sejam fiéis à sua estrela, aconteça o que acontecer!”
Seguir a estrela não é fácil, porque às vezes fica encoberta ou porque nos guia por caminhos difíceis. Assim aconteceu com os Magos. A estrela revelou-lhes o destino e meteu-os numa aventura exigente, mas depois desapareceu.
O caminho foi longo e áspero. Tiveram cansaço e hesitações, mas nada os deteve. Não traíram a estrela!
Quando chegam a Jerusalém, onde o rei dos judeus tinha o palácio, disseram simplesmente: Vimos a sua estrela e por isso viemos.
***
Os Magos  julgavam ter alcançado a meta, mas ficaram assombrados quando comprovaram que lá em Jerusalém ninguém sabia de nada. Nem os sacerdotes, nem o rei Herodes, nem o povo. Apesar disso, não desconfiaram da estrela, da chamada de Deus.
Firmes na sua fidelidade, eles só se preocuparam de indagar dos sábios de Israel onde seria o lugar do nascimento do Messias anunciado pelas profecias.
Responderam-lhes que a  Escritura indicava Belém. Imediatamente para lá se encaminharam com a mesma determinação com que tinham saído de casa e enfrentado as asperezas do caminho.
Então, a estrela que tinham visto no Oriente os foi precedendo, até chegar onde estava o Menino, e ali parou. A aparição da estrela os encheu de profundíssima alegria.
Deus sempre cumula de alegria os que se esforçam por ser-lhe fiéis, especialmente se a fidelidade lhes custa sangue, suor e lágrimas. Deus lhes mostra então mais amor e lhes concede mil graças.
***
Vimos e viemos. Isso faz pensar. Quantas coisas nos sugere o exemplo dos Magos! Peçamos a Maria e José – fidelíssimos à sua vocação e à sua missão −  que nos ajudem a ser homens e mulheres que sabem ver … e ir.
Tomara que sempre possamos dizer: “Estou fazendo isto ou aquilo, me comportando assim, vencendo essa crise ou esse cansaço, porque vi, eu vi mesmo a estrela e entendi a razão porque Deus me pôs no mundo. Quero seguir essa luz divina, custe o que custar, pois aí está a verdade da minha vida e a garantia da minha felicidade”.

Resumo do trecho de um capítulo do livro de F. Faus Contemplar o Natal