domingo, 19 de maio de 2019

Sejamos um templo santificado


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Jesus quer entrar na nossa casa e fazer uma limpeza. Eu, você, nossa família, todos pertencemos a Deus

Na narração de Jesus que purifica o templo de Jerusalém, Ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo. Fazer um chicote de cordas é uma coisa trabalhosa, é trançar aquelas cordinhas, e isso demora, exige paciência. Jesus não foi no ímpeto. Ele viu e ficou desolado com aquela situação deplorável do templo, a casa do Seu Pai.
Havia no templo uma verdadeira quadrilha, na qual entravam doutores da lei, fariseus, junto com negociantes, com aquelas concordatas deles para explorar o povo e tirar o máximo de lucro. Era uma pouca vergonha. E Jesus limpa o templo dizendo: Esta é a casa do meu Pai, e vós fizeste dela um covil de ladrões, de espertalhões, nos termos de hoje, de corruptos.
Do mesmo modo que Jesus purificou aquele templo, Ele quer purificar os templos de hoje. Meu filho, minha filha, “Acaso não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus mora em vós?” O santuário do Senhor precisa ser santo, cada vez mais. Veja a importância que Deus dá a cada um de nós. Por isso, precisamos progredir na santidade.
Deus nos chamou para a santidade. Nós temos que dizer um solene “não” a toda impureza. Jesus quer entrar na nossa casa e fazer uma limpeza. Eu, você, nossa família, todos  pertencemos a Deus!
Eu peço a Deus que não seja necessário Ele entrar na minha e na sua casa e fazer como fez no templo de Jerusalém, expulsar toda impureza, maldade. Vai ser doloroso, mas, se preciso for, que Jesus faça isso. Senhor dai-nos a graça da santidade!
Monsenhor Jonas Abib

4 sinais de que você pode estar espiritualmente morto




Assim como há indicações de que o corpo morreu, também há sobre a morte espiritual

Ele está vivo ou está morto?
Essa é uma questão importante, não é? Como verificar se alguém está vivo ou morto? Existem sinais bem estabelecidos. Você pode verificar a respiração, verificar se há pulso, ouvir o batimento cardíaco. Até agora, estamos falando de vida física ou morte. E quanto à vida espiritual ou morte?
Mais especificamente: se você estivesse espiritualmente morto, como saberia?
Podemos considerar quatro sinais de que alguém está espiritualmente morto. Eles geralmente são encontrados juntos e não isoladamente.

Primeiro sinal:

Não há esforço. O que quero dizer com isso? Há uma resignação apática ao status quo e nenhuma aspiração por um futuro melhor. Em outras palavras: “Minhas falhas são permanentes; é assim que eu sou. Virtudes são impossíveis para mim; eu não sou esse tipo de pessoa”. Ausência de esforço tem uma semelhança familiar com o pecado mortal da preguiça (acédia), não é?

Segundo sinal:

Sem compaixão. O que quero dizer com isso? Um coração frio como pedra na presença do pecado e do sofrimento. Na presença do pecado, não há indignação pelos direitos e dignidade de Deus; não há pesar pela perda de uma alma humana. Na presença do sofrimento, não há empatia pelos aflitos, muito menos ação em favor daqueles que sofrem. Há simplesmente uma falta de movimento do corpo, mente e coração.
Considere a observação forte de Santo Agostinho: ​​“a esperança tem duas lindas filhas: seus nomes são raiva e coragem. Raiva de que as coisas estejam do jeito que estão. Coragem para colocá-las no caminho que deveriam estar”. Podemos concluir que a ausência de compaixão indica ausência de esperança.

Terceiro sinal:

Sem aprendizado. O que quero dizer com isso? Uma recusa a ser ensinado sobre a santidade de Deus e sobre o nosso pecado. Quando estamos apaixonados, freqüentemente perguntamos à pessoa amada: “Diga-me mais”. Que pessoa sensata não diria “diga-me mais”, quando Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”? (João 14, 6) Nenhum aprendizado indica falta de humildade, isto é, falta de disponibilidade para ouvir a verdade sobre Deus e a verdade sobre nós mesmos.

Quarto sinal:

Sem arrependimento. Quase todos os párocos confirmarão isto: as filas para receber a Santa Comunhão são muito maiores do que as filas da Confissão. O que uma pessoa razoável pode inferir disso? Certamente não que o pecado tenha sido derrotado em nossa vida! Sem arrependimento refere-se a qualquer um que peca sem hesitação, sem se arrepender e sem ter vergonha. É pouco provável que uma cultura que valoriza a auto-estima mais do que a contrição produza muitos grandes santos. Como uma alma, uma cultura sem arrependimento não terá bons frutos ou futuro.
Tendo escrito essas palavras, sei que existe a tentação de pensar em como esses quatro sinais de morte espiritual podem se aplicar aos outros. Podemos ser tentados a fazer uma lista de quais sinais se aplicam a qualquer pessoa que conheçamos.
Vamos resistir a essa tentação! Em vez disso, vamos olhar para essa lista novamente, e refletir sobre a questão dos apóstolos na Última Ceia: “Sou eu, Senhor?” (Mateus 26, 22)
Se isso se aplicar a você, é hora de examinar sua consciência, planejar uma reforma da vida e confessar-se o mais rápido possível. (Sugestão útil: a menos que você tenha sido concebido de modo imaculado, você tem caído em um ou mais desses casos uma vez ou outra!)
Vamos pedir a Nosso Senhor em oração que nos revele onde essas ervas daninhas se enraizaram no jardim de nossas almas. Vamos pedir ajuda divina para arrancar essas ervas daninhas e substituí-las pelas virtudes contrárias.
Vamos compartilhar com um confidente de confiança (um diretor espiritual, o cônjuge ou alguma outra pessoa espiritualmente madura) nossos planos confirmados em oração para consertar nossas vidas. Vamos compartilhar com eles metas identificáveis ​​e mensuráveis, para que, na caridade, eles possam nos ajudar a nos responsabilizarmos pela reforma que todos nós devemos empreender.
Considere isto: se nos recusarmos a admitir que a morte espiritual nos ronda, se teimosamente nos recusarmos a admitir que precisamos nos confessar, arrepender e reformar nossa vida, então estaremos dando as costas para as graças da Quaresma e às bênçãos da Páscoa. Seríamos semelhantes a Lázaro recusando-se a sair da tumba, porque dá trabalho fazer isso. Deus nos livre de tal escândalo!

https://pt.aleteia.org/2019/04/17/4-sinais-de-que-voce-pode-estar-espiritualmente-morto/

3 práticas católicas para quem é “espiritual, mas não religioso”


MAN PONDERING LIFE


Tantas pessoas que acreditam em Deus estão sedentas por algo mais... o que poderia ser?

Como a maioria de vocês sabe, há um número crescente de pessoas que começaram a se identificar como “espirituais, mas não religiosas”.
Eu sempre suspeitei que essa frase realmente cobrisse um grupo diversificado de pessoas, algumas que na verdade estão mais próximas do agnosticismo, e outras que praticam a fé periodicamente, mas não querem se comprometer com ela de perto.
Eu também acredito que a frase “espiritual, mas não religioso” raramente seja usada por pessoas que realmente seguem muitas práticas espirituais em suas vidas. Mas eu acho que as pessoas que usam a frase genuinamente querem ser mais espirituais, e é por isso que a usam. A frase comunica simultaneamente um distanciamento de Deus (através do desapego da maioria das práticas espirituais) e um desejo genuíno de relacionar-se com ele.
Li recentemente um interessante estudo realizado há alguns anos por uma socióloga da religião, Nancy Ammerman, que confirmava isso. Seu estudo descobriu que a maioria das pessoas que são “espirituais” dependem muito das tradições e práticas religiosas. Na verdade, ela descobriu que as pessoas que eram mais ativas na religião organizada também eram as mais comprometidas com as práticas espirituais e uma visão espiritual do mundo. E que as pessoas com o mais forte senso de presença do sagrado são aquelas que participam de atividades religiosas.
Nossa cultura individualista e relativista leva naturalmente a um desejo gnóstico de separar as práticas religiosas (corpo), associadas ao dogma e às regras, da espiritualidade (alma), que está associada ao relacionamento com Deus. Mas a nossa realidade humana simplesmente não permite que isso aconteça. Nós somos ambos: corpo e alma. Se não usamos nosso corpo na vida espiritual, nossas almas sofrem.
Uma maneira simples de explicar isso é a nossa compreensão secular de formar um hábito. Se quisermos ser saudáveis, não basta desejar ser saudável, ou apenas desenvolver mentalidades psicológicas saudáveis. Saúde envolve nosso corpo e nossa mente. E eles estão interligados.
Por que pensamos que com a espiritualidade seria diferente?
Uma pessoa “espiritual, mas não religiosa” é muito parecida com uma pessoa se diz “emocionalmente madura” mas passa o dia assistindo a séries de TV, comendo junk food, não tem emprego e passa a maior parte do tempo no sofá. Não existem muitas pessoas assim, exatamente porque a saúde da mente e do corpo estão inter-relacionadas, assim como a espiritualidade e a religião são inseparáveis.
E, sejamos sinceros, as tradições religiosas estabelecidas têm milhares de anos de experiência e acumulam conhecimento na área do crescimento espiritual. Não faz sentido rejeitar essa sabedoria se o relacionamento com Deus for realmente importante para uma pessoa.
Diante disso, quero crer que há muitas pessoas “espirituais, mas não religiosas” por aí que estão sedentas por mais “espiritualidade”, mas não estão realmente certas de como alcançá-la. E a resposta fácil é: religião.
Você vem de uma família católica, mas se identifica hoje como “espiritual, mas não religioso”?
Você conhece alguém que é “espiritual, mas não religioso”?
Você é um frequentador eventual da missa, mas está procurando por algo mais?
Aqui estão três práticas religiosas que você pode desenvolver e que certamente irão ajudá-lo em sua vida espiritual.

1. Exame de Consciência

Pratique o Exame de Consciência Diário: esta prática tem raízes antigas e tem sido praticada há séculos por pessoas que são sérias no quesito “desenvolvimento espiritual”. Geralmente envolve cinco etapas nas quais nos colocamos na presença de Deus e revisamos nosso dia. Este tipo de meditação não é um momento de nos debatermos, mas de rever o dia em atitude de ação de graças e pedir a Deus a graça de fazer melhor nas áreas em que não estamos maduros espiritualmente. O Exame de Consciência nos ajuda a crescer em virtude e desenvolver uma atitude de gratidão. Se você quiser fazê-lo efetivamente, defina um tempo para esse tipo de meditação e certifique-se de cumpri-la todos os dias.

2. Terço

Faça uma caminhada rezando o Terço: muitas pessoas “espirituais, mas não religiosas” encontram Deus na natureza e isso é totalmente compreensível. Eu me converti do ateísmo logo depois de trabalhar em uma fazenda todos os dias por vários meses; não foi coincidência. Assim, uma maneira de combinar práticas religiosas com a natureza é orar, não apenas para sentir uma onda de gratidão e admiração naquele momento, mas para orar meditativamente enquanto caminha. O Terço  é uma grande revisão de alguns dos eventos básicos dos Evangelhos e fazer uma caminhada rezando o Terço pode ser uma maneira maravilhosa de orar essa antiga oração.

3. Adoração Eucarística

Procure uma igreja ou capela em sua região. Descubra quando sua igreja local está aberta. Você pode até não acreditar na Eucaristia. Você pode nem saber direito o que é, tendo apenas uma vaga lembrança da Primeira Comunhão. Mas experimente ir a um sacrário. É uma ótima maneira de estruturar um tempo de oração. Comprometa-se a ir uma vez por semana durante uma hora. Sente-se na presença de Deus. Não se preocupe muito com o que você deveria estar fazendo ou pensando. Apenas fale com Deus como você faria com um amigo. Então sente-se em silêncio e deixe a presença de Deus envolver você. Não lute contra as dúvidas que possam surgir em sua mente. Basta deixá-las flutuar enquanto você está envolvido no silêncio.
Ah, uma última coisa: eu sou freira, por isso, se você é católico e não participa da missa há algum tempo, espero que você pense em voltar.

https://pt.aleteia.org/2019/03/15/3-praticas-catolicas-para-quem-e-espiritual-mas-nao-religioso/

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O preço que pagamos pela necessidade de estar sempre certos

PORTRAIT

É satisfatório ser o sabe-tudo, mas quais são os custos desse tipo de atitude?

Recentemente, dois dos meus filhos iniciaram uma discussão que acabou levando os dois a recriminações e lágrimas. O motivo da briga era uma suposta melhor maneira de construir um caminhão de Lego. Cada um tinha em mente o modo “certo” de fazer o trabalho e não queria ceder. Tenho certeza de que você pode prever como a história terminou – duas crianças que não queriam mais brincar juntas.
Quando se trata de insistir no que achamos que é certo, os adultos não são diferentes. Discutimos sobre todos os tipos de minúcias, rotulamos um ao outro como teimosos, não podemos imaginar como outras pessoas poderiam estar tão terrivelmente erradas.
Estar certo é uma experiência que traz satisfação. Porém, há um ponto em que nossa necessidade de estar sempre certos começa a causar sérios desentendimentos em nossos relacionamentos. Todos nós pensamos que sabemos o melhor caminho e não precisamos estabelecer entendimentos, e geralmente estamos mais preocupados em ser corretos do que, misericordiosamente, deixar passar um erro sem fazer comentários maliciosos.
Há um custo não tão oculto por estar sempre certo: isso nos torna solitários. Você pode ser a pessoa mais certa do mundo, mas ainda assim se sentir como Shakespeare, em seu Soneto 29: “Sozinho, lamento meu banimento.” Um sabe-tudo é uma pessoa difícil de ser amiga; ninguém quer sair com uma pessoa que nunca estabelece acordos e entendimentos comuns. Uma pessoa que nunca perdoará um erro sem uma rendição total por parte da outra pessoa não está destinada a ser muito popular. Estudos mostram, por exemplo, que quanto mais propensos a reter o perdão, maior a probabilidade de sentirmos uma solidão crescente à medida que envelhecemos.
O desejo de estar certo a qualquer custo é um enorme impedimento para estar disposto a oferecer o perdão. Psicólogos que trabalham com pacientes para superar a vergonha, a culpa e a solidão dizem que envolver-se no processo de perdão é vital para o processo de cura. Exceto em casos abusivos, parece que a maioria de nossas brigas é sobre assuntos que não são tão significativos. Isso quer dizer que, para muitos de nós, é hora de abandonar a necessidade de provar cada detalhe, entrar em acordo e demonstrar aos outros um pouco de piedade.
É hora de admitir que existem outras qualidades na vida que talvez sejam mais importantes do que estar certo. Quando estou ouvindo confissões de paroquianos, percebo que muitas vezes eles têm dificuldade em perdoar por causa de um sentimento de ter sido injustiçado. Eles não podem deixar passar e não acham que outros merecem perdão. Também é comum, na minha experiência, que as pessoas desanimem porque querem desesperadamente ter razão, mas sabem que muitas vezes escolhem fazer o que é errado. Por causa disso, têm dificuldade em perdoar a si mesmas.
Talvez seja bom perguntar a si mesmo: eu tenho necessidade de estar sempre certo(a)?
Se a resposta for “Sim”, é hora de perceber que o custo de estar sempre certo não vale a pena. Às vezes, as pessoas estão erradas; elas nem sempre precisam ser corrigidas. Às vezes, as pessoas te magoaram e podem nem perceber; vá em frente e perdoe. Talvez você esteja desanimado(a) porque errou; permita-se o perdão e faça melhor amanhã. Perder o privilégio de estar sempre certo vale a pena. Isso contribui para ter um dia menos estressante, ter amizades mais saudáveis ​​e viver a alegria de não ter que se sentar para julgar os outros.

DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA


POR QUE A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA?
A voz de Cristo moribundo

Faltavam apenas alguns minutos para que Cristo, no alto da Cruz, entregasse a sua alma ao Pai. Seu olhar inclinou-se para baixo e buscou primeiro os olhos de sua Mãe; depois, desviou-se para João, o discípulo amado. Os seus lábios esforçaram-se então por articular umas poucas palavras. Estava exausto, agonizante, mas queria falar. A sua voz enfraquecida esforçava-se por dizer exatamente o que Ele, o Filho de Deus, queria dizer naquele momento em que se consumava a Redenção dos homens.
Vendo Jesus a sua Mãe e junto dela o discípulo que ele amava, disse à sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe. E, desta hora em diante, o discípulo a levou para sua casa (Jo 19, 26-27).
É da maior importância perceber o que Cristo, nessa hora, realmente quis afirmar. O seu pensamento humano tinha toda a lucidez do pensamento divino; e, por sua vez, essas derradeiras palavras, à beira da morte, expressavam uma mensagem precisa, que devia ficar gravada sem equívocos, pois estava manifestando a sua “última vontade”. Qual foi, portanto, o sentido dessa dupla afirmação: “Eis a tua Mãe” e “eis o teu filho”?
O que Jesus “não” disse
Para compreendê-lo com exatidão, é conveniente que pensemos primeiro naquilo que Jesus não disse. Poderia, por exemplo, ter pedido a João: “Cuida da minha Mãe, toma conta dela”. Mas não o disse, e seria pouco explicável que pensasse nisso – no cuidado material da Mãe –, tendo em conta que Maria, conforme sabemos pelo Evangelho, tinha perto dela parentes próximos, que eventualmente a podiam atender, e nos consta que em parte já o estavam fazendo (cf. Mc 3, 31).
Também não teria sido lógico que, com as palavras “Eis aí o teu filho”, quisesse colocar o discípulo sob o amparo de uma nova mãe adotiva, Maria. No entanto, é bem conhecido, pelo Evangelho, que o discípulo amado tinha a mãe viva, Salomé, que ela era uma das santas mulheres que seguiam fielmente Jesus (cf. Mc 15, 40-41), e que, além disso, zelava maternalmente, até exageradamente, pelos seus filhos Tiago e João, ao ponto de ter pedido a Cristo que lhes concedesse os primeiros lugares no seu Reino (cf. Mt 20, 20 e ss).
Fica excluído, por isso, que na sua última hora Jesus tenha pretendido resolver problemas relativos ao futuro da Mãe ou do discípulo. Resta então uma só hipótese, a que se depreende literalmente das palavras de Jesus, tal como João – que escreve no Evangelho as suas recordações vividas – as compreendeu.
João era, na agonia de Jesus, o único discípulo que se encontrava ao pé da Cruz. E é precisamente com essa palavra – “discípulo” – que se designa a si mesmo. Entende que a sua condição de discípulo de Jesus vale mais do que o seu nome e a sua ascendência. Naquele momento ele era acima de tudo “o discípulo”, aquele que encarnava e, por assim dizer, representava todos os discípulos, mais ainda, todos os homens resgatados na Cruz pelo divino Mestre e chamados a serem seus discípulos.
O que Jesus quis dizer
Sendo assim, a intenção de Cristo torna-se transparente. Está proclamando uma nova e sobrenatural maternidade – atribuída por Deus a Maria – sobre todos os chamados a ser discípulos do Redentor. É a clara expressão da vontade de Deus, que confere a Maria – dentro dos planos da Salvação – uma maternidade de ordem espiritual sobre todos os homens e, especialmente, sobre aqueles que, por serem “discípulos”, têm em Jesus, o Filho de Maria, o Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8, 29).
Toda a vinculação da alma cristã com Maria passa a ser, assim, uma relação filial: «Eis a tua Mãe». Ora, a filiação – como a maternidade – é um vínculo real e também, inseparavelmente, um sentimento; e o sentimento, mais do que a razão, atinge o coração, aquelas fibras secretas e íntimas da afetividade que a razão só muito a custo consegue penetrar.
Tendo a devoção a Maria – o amor filial a Maria – raízes fundas e próprias no coração dos cristãos, é natural que extravase com frequência naqueles modos e «razões do coração» que – como dizia Pascal – «a razão não conhece». E é também explicável que esse amor filial, ao desabrochar ao ritmo pouco esquematizado do afeto, se expresse em transbordamentos cordiais e detalhes espontâneos, que façam estremecer os moldes mentais um tanto geométricos do pensamento racionalista. Seria muito difícil chegar a ter autêntico acesso a uma mãe pelo caminho do raciocínio filosófico ou da lógica fria.
Sem dúvida é por isso – melhor dizendo, por não ter compreendido isso – que alguns se escandalizam com o que julgam “exageros” católicos da devoção a Maria. Quem é que não conta no seu histórico com a lembrança de uma conversa – talvez de uma discussão – com um amigo protestante de boa fé, que recriminava à Igreja Católica os “absurdos” da devoção a Maria? – “Vocês, os católicos, fazem da devoção a Nossa Senhora uma idolatria; será que não percebem que esse culto a Maria chega a ser uma verdadeira superstição? Até parece que colocam Maria num plano de igualdade ou mesmo acima de Cristo, esquecendo-se de que só Ele é o Salvador, o único Mediador entre Deus e os homens…”
Vez por outra, todos já tentamos esclarecer invectivas deste tipo. Na realidade, a única coisa que essas censuras pretendem afirmar é que a Igreja Católica, com a devoção a Maria – santuários, rezas, velas, procissões, imagens em todas as igrejas, nos lares, etc. – se teria afastado da pureza do Evangelho, introduzindo no cristianismo uma excrescência espúria, ou no mínimo um exagero supersticioso, que toldaria, se não desvirtuaria, a autenticidade evangélica da fé cristã.
É possível que, ao surgirem essas questões, nos tenhamos esforçado por aduzir as nossas razões em favor da devoção a Maria. Se eram apenas razões pessoais, mal fundamentadas, pouco peso podiam ter. Na realidade, o que afinal importa não é o que nós, católicos ou protestantes, possamos pensar ou dizer particularmente a respeito da Mãe de Jesus. O que é absolutamente decisivo é o que Deus pensa e diz de Maria. Estas meditações que agora começamos  pretendem ser, sobretudo, uma escuta atenta e serena precisamente disso: Que nos diz Deus sobre Maria? O que é que Ele afirma sobre o papel de Maria na salvação dos homens?
Uma vez colocado assim o problema, é natural que se levante uma pergunta: Como é que nós podemos sabê-lo? Se Deus não tivesse falado, certamente não o poderíamos. Acontece, porém, que Deus falou. Se há um ponto de absoluta coincidência entre todos os cristãos, católicos ou não, é que a Bíblia contém a palavra de Deus, e que essa palavra se tornou plena na Palavra – no Verbo – que se fez carne, isto é, em Jesus Cristo e no seu Evangelho. É nele, portanto, que deve ser buscada e achada a resposta, antes de mais nada. Ë o que procuraremos fazer nas próximas meditações.

Adaptação de um trecho do livro de F.Faus Maria, Mãe de Jesus (Quadrante 1987)

Quero estar atento - Ministério Mensageiros do Espírito e Fátima Souza

sábado, 4 de maio de 2019

Ídolos de bolso


Neste estudo, iremos abordar como o avanço da tecnologia trouxe grandes benefícios e malefícios para a humanidade e como podemos combate-los e vencer o mal que é depender estritamente de algo que deveria ser uma ferramenta, um meio e não um fim.
A Bíblia em 1Tm 4:12, nos diz que devemos ser exemplos em tudo na conduta moral/espiritual para todos que nos cercam para que eles vejam e glorifiquem a D-us.
A orientação parece que foi esquecida por nossa geração, porque estamos dando valor a coisas tão triviais que até os discípulos assustariam se vivessem na nossa realidade. Segundo Larry Rosen, professor de psicologia da Universidade Estadual da Califórnia há uma classificação de oito distúrbios relacionados a internet:
  • Síndrome do toque fantasma — Trata se daquela sensação de que o seu celular está vibrando no seu bolso, fazendo com que você o pegue de cinco em cinco minutos para conferir. A síndrome é mais comum do que imaginamos, de acordo com Larry. Segundo ele, pelo menos 70% das pessoas que assumem usar muito o celular sofrem este tipo de “delírio”. Para o professor, a sensação está relacionada aos mecanismos de resposta do nosso cérebro;
  • Nomophobia — Nada mais é do que aquela terrível sensação de ansiedade ao ficar sem celular. A palavra nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia”, ou seja, medo de ficar sem o telefone móvel. Para algumas pessoas, quando o celular fica sem bateria e não tem nenhuma tomada por perto, há aquela desconfortável sensação de privação e distanciamento do mundo. Segundo o professor, por conta do acesso que a maioria dos celulares tem às redes sociais, ficar sem o aparelho pode causar a sensação de solidão e abandono;
  • Náusea Digital (Cybersickness) — Trata-se da vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com alguns ambientes digitais. Em tempos de Gifs, sites em flash e um sem número de experiências em 3D, torna-se cada vez mais comum pessoas sentirem-se tontas e nauseadas ao interagirem com este universo fora do comum. Essas tonturas e náuseas resultantes de um ambiente virtual foram apelidadas de cybersickness;
  • Depressão do Facebook — Um estudo da Universidade de Michigan mostra que a depressão entre os jovens está diretamente ligada ao tempo que passam no Facebook. Tudo pela idealização do mundo ideal, onde todos são felizes, bem sucedidos, engajados e populares, pode levar o usuário a crer que todo mundo tem uma vida melhor que a dele, causando depressão. Outro ponto é postagens que não repercutem como ele imagina que aconteceria, causando profunda frustração;
  • Transtorno de Dependência da Internet — Uso excessivo e irracional da internet com interferência direta no dia a dia. A utilização compulsiva é frequentemente vista como sintoma de alguma doença maior, como depressão, TOC, Transtorno de Deficit de atenção e ansiedade social. Segundo Dra. Kimberly Young, médica responsável pelo Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência da rede, os vícios estão ligados geralmente a “baixa autoestima, baixa auto-suficiência e habilidades ruins”;
  • Vício de Jogos Online — Embora não seja considerado ele se manifesta como qualquer outro, segundo Rosen “Quando você é dependente de algo, seu cérebro basicamente esta informando que precisa de certas substâncias neurotransmissoras, particularmente a dopamina e a serotonina, para se sentir bem”;
  • Cibercondria ou hipocondria digital — Tendência do usuário acreditar em todas as doenças sobre qual leu na internet;
  • O efeito Google — É quando, por conta da facilidade de encontrar todo tipo de informação na internet, nosso cérebro passar a reter menor quantidade de informação. O cérebro passa a agir como se não mais precisasse memorizar certas informações, ja que conseguiria com facilidade na rede.
A rede não é nociva em si mesma, o que torna ela nociva são seus usuários com seus desejos e emoções. Abaixo o infográfico exemplifica a quantidade de informação.
Os conceitos parecem que mudaram, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman as pessoas não sabem mais a diferença de comunidade e rede.
Comunidade: comunidade precede a você. Você nasce em uma comunidade. Rede: Ao contrário de comunidade, a rede é feita e mantida viva por duas atividades diferentes: conectar e desconectar.
Constatando isso concluímos biblicamente que:
  • Deus nos chama para sermos equilibrados — Ec 7:16–18;
  • Não devemos nos embaraçar com nenhum negócio dessa vida — 2Tm 2:4;
  • Devemos renovar nossa mente com os pensamento do alto — Rm 12:1;
  • Somos agente transformadores deste mundo — At 17:6
  • Devemos estar conectados em Deus sempre — Tg 4:8.
Que possamos refletir sobre o nosso uso excessivo da Internet e ter mais conexão direta com o próprio Deus.
Na Paz.