quinta-feira, 20 de junho de 2019

Meditação da Agonia Por: Padre Pio



"Ó noite, como nunca houve
outra semelhante.
Eis o lugar onde Jesus vem orar."



ORAÇÃO DE PADRE PIO PARA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO
V.: Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus. 

R.: Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim. 
 
Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que O ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado

O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-No suar sangue!

Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da Vossa graça, ó meu Deus. 

Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do Coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que O conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-Lo no seu extremo abandono

Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele! 

Maria, Mãe das Dores, permiti que eu siga Jesus e participe intimamente da Sua Paixão e do Seu sofrimento

Meu Anjo da guarda velai para que as minhas faculdades se concentrem todas na agonia de Jesus e nunca mais se desprendam. Amém. 
MEDITAÇÃO DA AGONIA
PARTE I

No termo da Sua vida terrestre, depois de nos ter inteiramente entregue no Sacramento do Seu amor, o Senhor dirige-se ao Jardim das Oliveiras, conhecido dos discípulos, mas de Judas também. 

Pelo caminho ensina-os e prepara-os para a Sua Paixão iminente. Convida-os, por Seu amor, a sofrer calúnias, perseguições até à morte, para os transfigurar à semelhança d'Ele, modelo divino. 

No momento de começar a Sua dolorosa Paixão, não é n'Ele que pensa; mas pensa em ti. 

Que abismos de amor não contém o Seu Coração! 

A Sua Santa Face é toda tristeza, toda ternura. 

As Suas palavras jorram da profundidade mais íntima do Seu coração, e são todas palpitação de amor. 

— Ó Jesus, o meu coração perturba-se quando penso no amor que Vos obriga a correr ao encontro da Vossa Paixão. 

Ensinastes-nos que não há amor maior que dar a vida por aqueles a quem se ama. 

Eis que estais prestes a selar estas palavras com o Vosso exemplo. 

No Jardim da Oliveiras, o Mestre afasta-se dos discípulos e só leva três testemunhas da Sua Agonia: Pedro, Tiago e João. 

Eles, que O viram transfigurado sobre o Tabor, terão força para reconhecer o Homem-Deus neste ser, esmagado pela angústia da morte? 

Ao entrar no Jardim disse-lhes:

Ficai aqui! Velai e rezai para não cairdes em tentação. Acautelai-vos, porque o inimigo não dorme. Armai-vos antecipadamente com as armas da oração para não serdes surpreendidos e arrastados para o pecado. É a hora das trevas”. 

Tendo-os exortado, afastou-se à distância de uma pedrada e prostrou-Se com a face em terra. 

A Sua alma está mergulhada num mar de amargura e extrema aflição. 

É tarde. Na lividez da noite agitam-se sombras sinistras. A Lua parece injetada de sangue. 

O vento agita as árvores e penetra até aos ossos. Toda a natureza como que estremece de secreto pavor! 

Ó noite, como nunca houve outra semelhante. Eis o lugar onde Jesus vem orar. 

Ele despoja a Sua Santa Humanidade da força à qual tem direito pela Sua união com a Divina Pessoa, e mergulha-a num abismo de tristeza, de angústia, de abjeção. 

O Seu espírito parece submergir-se. 

Via antecipadamente toda a Sua Paixão. Vê Judas, Seu apóstolo tão amado, que O vende por alguns dinheiros. Ei-lo a caminho do Getsêmani, para O trair e entregar! Todavia, ainda há pouco não o alimentou com a Sua Carne, não lhe deu a beber o Seu Sangue? Prostrado diante dele, lavou-lhe os pés, apertou-os contra o Coração, beijou-os com os Seus lábios. Que não fez Ele para o reter à beira do sacrilégio, ou pelo menos para o levar a arrepender-se! Não! Ei-lo que corre para a perdição. 

Jesus chora. 

Minuto para meditação… 

Jesus se vê arrastado pelas ruas de Jerusalém onde ainda há alguns dias O aclamavam como Messias. Vê-se esbofeteado diante do sumo-sacerdote. Ouve os gritos: À morte! Ele, o autor da vida, é arrastado como um farrapo de um para outro tribunal. O povo, o Seu povo tão amado, tão cumulado de bênçãos, vocifera contra Ele, insulta-O, reclama aos gritos a Sua morte, e que morte, a morte sobre a cruz. Ouve as suas falsas acusações. 

Jesus se vê flagelado, coroado de espinhos, escarnecido, apupado como falso rei. Vê-se condenado à cruz, subindo ao Calvário, sucumbindo ao peso do madeiro, trêmulo, exausto. Ei-Lo chegado ao Calvário, despojado das roupas, estendido sobre a cruz, impiedosamente trespassado pelos pregos, ofegante entre indizíveis torturas. 

Meu Deus! Que longa agonia de três horas, até sucumbir no meio dos apupos da gentalha, ébria de cólera!

Ei-Lo com a garganta e as entranhas, devoradas por sede ardente. Para estancar essa sede, dão-Lhe vinagre e fel. 

Vê o Pai que O abandona, e a Mãe, aniquilada pela dor. 

Para acabar, a morte ignominiosa no meio de dois ladrões.

Um reconhece-O, e pôde salvar-se; o outro blasfema e morre réprobo. 

Vê Longuinhos, que se aproxima para Lhe trespassar o Coração. Ei-la, consumada, a extrema humilhação do corpo e da alma, que separam. 

Tudo isto, cena após cena, passa diante dos Seus olhos, apavora-O, acabrunha-O. 

Desde o primeiro instante tudo avaliou, tudo aceitou. 

Porque, pois, este terror extremo? É que expôs a Sua Santa Humanidade como escudo, captando os ataques da Justiça, ultrajada pelo pecado. 

Sente vivamente no espírito, mergulhado na maior solidão, tudo o que vai sofrer. 

Para tal pecado, tal pena. Está aniquilado, porque Se entregou, Ele próprio, ao pavor, à fraqueza, à angústia. 

Parece ter chegado ao auge da dor. 

O Senhor está prostrado, com a face em terra, diante da Majestade do Pai. Jaz no pó, irreconhecível, a Santa Face do Homem-Deus, que goza da visão beatífica. Meu Jesus! Não sois Deus? Não sois o Senhor do Céu e da Terra, igual ao Pai? Para que haveis de abaixar-Vos até perder todo o aspecto humano? 

Ah, sim… Compreendo! Quereis ensinar-me, a mim, orgulhoso, que para entender o Céu devo abismar-me até ao fundo da Terra. É para expiar a minha arrogância que Vos deixais afundar no mar da agonia. É para reconciliar o Céu com a Terra que Vos abaixais até à terra como se quisésseis dar-lhe o beijo da paz… 
Minuto para meditação… 

Jesus ergue-se, volve para o céu um olhar suplicante, ergue os braços, reza. Cobre-Lhe o rosto mortal palidez! Implora o Pai que Se desviou d’Ele. Reza com confiança filial, mas sabe bem qual o lugar que Lhe foi marcado. Sabe-se vítima a favor de toda a raça humana, exposta à cólera de Deus ultrajado. Sabe que só Ele pode satisfazer a Justiça infinita e conciliar o Criador com a criatura. Quer, reclama que seja assim. A Sua natureza, porém, está literalmente esmagada. Insurge-Se contra tal sacrifício. Todavia, o Seu espírito está pronto à imolação e o duro combate continua. Jesus, como podemos pedir-Vos para sermos fortes, quando Vos vemos tão fraco e acabrunhado? 

Sim, compreendo! Tomastes sobre Vós a nossa fraqueza. Para nos dardes a Vossa força, Vos tornastes a vítima expiatória. Quereis ensinar-nos como só em Vós devemos depositar confiança, até quando o céu nos parece de bronze. 

Na Sua Agonia, Jesus clama ao Pai:

Se é possível, afasta de Mim este cálice”. 

É o grito da natureza que, prostrada, recorre cheia de confiança ao Céu. Embora saiba que não será atendido, porque não deseja sê-lo, contudo ora. 

Meu Jesus, por que pedis o que não podeis obter? Que mistério vertiginoso! A mágoa que Vos dilacera Vos faz mendigar a ajuda e conforto, mas o Vosso amor por nós e o desejo de nos levar a Deus Vos faz dizer:

Não se faça a Minha vontade, mas a Tua”. 

O Seu coração desolado tem sede de ser confortado, tem sede de consolação. Docemente, Ele levantase, dá alguns passos vacilantes; aproxima-se dos discípulos; eles, pelo menos, os amigos de confiança, hão de compreender e partilhar da Sua mágoa. 

Encontra-os mergulhados no sono. De súbito sente-Se só, abandonado!

Simão dormes?” pergunta docemente a Pedro.
Tu, que há pouco Me dizias que querias seguir-Me até à morte!
Vira-Se para os outros “Não podeis velar uma hora Comigo?”. 

Uma vez mais, esquece os sofrimentos, não pensa senão nos discípulos:
Velai e orai para não cairdes em tentação!”. 

Parece dizer: “Se Me esquecestes tão depressa, a Mim, que luto e sofro, pelo menos no vosso próprio interesse, velai e orai!”. Mas eles, tontos de sono, mal O ouvem. 

Ó meu Jesus, quantas almas generosas, tocadas pelos Vossos lamentos, Vos fazem companhia no Jardim das Oliveiras, compartilhando da Vossa amargura e da Vossa angústia mortal. 

Quantos corações têm respondido generosamente ao Vosso apelo através dos séculos! Possam eles Vos consolar e, comparticipando do Vosso sofrimento, possam eles cooperar na obra da salvação!

Possa eu próprio ser desse número e Vos consolar um pouco, ó meu Jesus! 
Minuto para meditação… 
 
MEDITAÇÃO DA AGONIA
PARTE II

Jesus volta ao local da oração e se apresenta diante dos olhos um outro quadro bem mais terrível. Desfilam diante d'Ele todos os nossos pecados, nos seus mais ínfimos pormenores. Vê a extrema vulgaridade dos que os cometem. Sabe a que ponto ultrajam a divina Majestade. Vê todas as infâmias, todas as obscenidades, todas as blasfêmias que mancham os corações e os lábios, criados para cantar a glória de Deus. Vê os sacrilégios que desonram padres e fiéis. Vê o abuso monstruoso dos sacramentos, instituídos por Ele para nossa salvação, e que facilmente podem ser causa de nos perdermos. 

Tem de cobrir-Se com toda a lama fétida da corrupção humana. Tem de expiar cada pecado à parte, e restituir ao Pai toda a glória roubada. Para salvar o pecador, tem de descer a esta imundice. Mas, isto não O detém. Essa lama rodeia-O, submerge-O, oprime-O.

Ei-Lo em frente do Pai, Deus da Justiça, Ele, Santo dos Santos, vergado ao peso dos nossos pecados, tornando-Se igual aos pecadores. Quem poderá sondar o Seu horror e a Sua extrema repugnância? Quem compreenderá a extensão da horrível náusea, do soluço de desgosto? Tendo tomado todo o peso sobre Ele sem exceção, sente-Se esmagado por monstruoso fardo, e geme sob o peso da Justiça divina, em face do Pai que permitiu ao Seu Filho Se oferecesse como vítima pelos pecados do mundo, e se transformasse numa espécie de maldito. 
A Sua pureza estremece diante desta massa infame mas ao mesmo tempo vê a Justiça ultrajada, o pecador condenado… No Seu Coração defrontam-se duas forças, dois amores. Vence a Justiça ultrajada. Mas, que espetáculo infinitamente lamentável! Este homem, carregado com todos os nossos crimes. Ele, essencialmente Santidade, confundido, embora exteriormente, com os criminosos… Treme como uma folha. 
Para poder afrontar esta terrível agonia abisma-Se na oração. Prostrado diante da Majestade do Pai, diz:
Pai, afasta de mim este cálice”.
É como se dissesse: “Pai, quero a Tua glória! Quero o cumprimento da Tua justiça. Quero a reconciliação do gênero humano. Mas não por este preço! Que Eu, santidade essencial, seja assim salpicado pelo pecado, ah! não… isso não! Ó Pai, a Quem tudo é possível, afasta de Mim este cálice e encontra outro meio de salvação nos tesouros insondáveis da Tua sabedoria. Porém, se não quiseres, que a Tua vontade, e não a Minha, se faça!” 
Desta vez ainda, fica sem efeito a prece do Salvador. Sente a angústia mortal, ergue-Se a custo em busca de consolação. Sente como as forças O abandonam. Arrasta-Se penosamente até junto dos discípulos. Uma vez mais, encontra-os a dormir. A Sua tristeza torna-se mais profunda. E contenta-Se simplesmente em os acordar. Sentiram-se confusos? Sobre isto nada sabemos. Só vemos Jesus indizivelmente triste. Guarda para Ele toda a amargura deste abandono. 
Mas Jesus, como é grande a dor que leio no Teu Coração, transbordante de tristeza. Vos vejo afastando-Vos dos Vossos discípulos, ferido, todo magoado! Pudesse eu dar-Vos algum reconforto, consolar-Vos um pouco… mas, incapaz de mais nada, choro aos Vossos pés. Unem-se às Vossas as lágrimas do meu amor e da minha compunção. E elevam-se até ao trono do Pai, suplicando que tenha piedade de nós, que tenha piedade de tantas almas, mergulhadas no sono do pecado e da morte
Minuto para meditação… 

Jesus volta ao lugar onde rezara, extenuado e em extrema aflição. Cai, sim, mas não se prostra. Cai sobre a terra. Sente-Se despedaçado por angústia mortal e a Sua prece torna-se mais intensa. 

O Pai desvia o olhar, como se Ele fosse o mais abjeto dos homens. 

Parece-me ouvir os lamentos do Salvador: 

Se, ao menos as criaturas por causa de quem Eu tanto sofro quisessem aproveitar-se das graças obtidas através de tantas dores! Se, ao menos reconhecessem pelo seu justo valor, o preço pago por Mim para resgatar e dar-lhes a vida de filhos de Deus! Ah! este amor despedaça-Me o Coração, bem mais cruelmente do que os carrascos que irão, em breve, despedaçar-Me a carne…” 

Vê o homem que não sabe, porque não quer saber; e blasfema do Sangue Divino e, o que é bem mais irreparável, serve-se desse Sangue para sua condenação

Quão poucos o hão de aproveitar, quantos outros correrão ao encontro do próprio extermínio! 

Na grande amargura do Seu Coração, continua a repetir:
Quão poucos aproveitaram o meu Sangue!” 
O pensamento, porém, deste pequeno número basta para afrontar a Paixão e morte. 
Nada existe, não há ninguém que possa dar-Lhe sombra de consolação. O Céu fechou-se para Ele. O homem, embora esmagado ao peso dos pecados, é ingrato e ignora o seu Amor.
Sente-se submerso num mar de dor e grita no estertor da agonia:
A Minha Alma está triste até a morte”. 


Sangue Divino, que jorras, irresistivelmente do Coração de Jesus, corres por todos os Seus poros para lavar a pobre Terra ingrata. Permite-me que eu Te recolha, Sangue tão precioso, sobretudo estas primeiras gotas. Quero guardar-Te no cálice do meu coração

És prova irrefutável deste Amor, única causa de teres sido vertido.Quero purificar-me através de Ti, Sangue preciosíssimoQuero com Ele purificar todas as almas, manchadas pelo pecadoQuero oferecer-Te ao Pai
É o sangue do Seu Filho Bem-Amado que caiu sobre a Terra para a purificar. É o Sangue do Seu Filho que ascende ao Seu Trono para reconciliar a Justiça ultrajada. A alegria é na verdade muito mais veemente do que a dor
Minuto para meditação… 

Jesus chegou então ao fim do caminho doloroso? 
Não. Ele não quer limitar a torrente do Seu amor! É preciso que o homem saiba quanto ama o Homem Deus. É preciso que o homem saiba até que abismos de abjeção pode levar amor tão completo. Embora a Justiça do Pai esteja satisfeita com o suor do Sangue Preciosíssimo, o homem carece de provas palpáveis deste amor. 
 
Jesus seguirá pois até ao fim: até à morte ignominiosa sobre a cruz. O contemplativo conseguirá talvez intuir um reflexo desse amor que o reduz aos tormentos da Santa Agonia no Jardim das Oliveiras. Aquele, porém, que vive, entorpecido pelos negócios materiais, procurando muito mais o mundo do que o Céu, deve vê-Lo também pelo aspecto externo, pregado à cruz, para que, ao menos, o comova a visão do Seu Sangue e a Sua cruel agonia.

Não. O Seu Coração, transbordante de amor, não está ainda contente! Domina-O a aflição, e ora de novo:

Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que Eu o beba, faça-se a Tua Vontade”. 
A partir deste instante, Jesus responde do fundo do Seu Coração abrasado de amor, ao grito da humanidade que reclama a Sua morte como preço da Redenção. À sentença de morte que Seu Pai pronuncia no Céu, responde a Terra reclamando a Sua morte. Jesus inclina a sua adorável cabeça:
Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu o beba, faça-se a Tua Vontade”. 
E eis que o Pai Lhe envia um Anjo de consolação. Que alívio pode um Anjo oferecer ao Deus da força, ao Deus invencível, ao Deus Todo-Poderoso? Mas este Deus quis tornar-Se indefeso e fraco. Tomou sobre os ombros toda a nossa fraqueza. É o Homem das Dores, em luta com a agonia. 
Ora ao Pai por Si e por nós. O Pai recusa atendê-Lo, pois deve morrer por nós. Penso que o Anjo se prostra profundamente diante da Beleza eterna, manchada de pó e Sangue, e com indizível respeito suplica a Jesus que beba o cálice, pela glória do Pai e pelo resgate dos pecadores. 
Rezou assim, para nos ensinar a recorrer ao Céu, unicamente quando as nossas almas estão desoladas como a Sua
Ele, a nossa força, virá ajudar-nos, pois que consentiu em tomar sobre os ombros todas as nossas angústias. 
Sim, meu Jesus, é preciso que bebais o cálice até ao fundo! Estais votado à morte mais cruel.
Jesus, que nada possa separar-me de Vós, nem a vida nem a morte! Se, ao longo da vida, só desejo unir-me ao Vosso sofrimento, com infinito amor, ser-me-á dado morrer Convosco no Calvário e Convosco subir à Glória. Se Vos sigo nos tormentos e nas perseguições tornar-me-eis digno de Vos amar um dia, no Céu, face a face, Convosco, cantando eternamente o Vosso louvor em ação de graças pela cruel Paixão
Minuto para meditação…  
Vede! Forte, invencível, Jesus ergue-Se do pó! Não desejou Ele o banquete de sangue com o mais forte desejo? Sacode a perturbação que O invadira, enxuga o suor sangrento da face, e, em passo firme dirige-Se para a entrada do Jardim. 

Onde ides, Jesus? Ainda há instantes, não estavas empolgado pela angústia e pela dor? Não Vos vi eu, trêmulo, e como que esmagado sob o peso cruel das provações que vão tombar sobre Vós? Aonde ides nesse passo intrépido e ousado? A quem vais entregar-Vos? 
“— Escuta, Meu filho. As armas da oração ajudaram-Me a vencer; o espírito dominou a fraqueza da carne. A força foi-Me transmitida, enquanto orava, e agora eis-Me pronto a tudo desafiar. Segue o Meu exemplo e arranja-te com o Céu, como Eu fiz. “ 
Jesus aproxima-Se dos apóstolos. Continuam a dormir! A emoção, a hora tardia, o pressentimento de alguma coisa horrível e irreparável, a fadiga — e ei-los mergulhados em sono de chumbo.
Jesus tem piedade de tanta fraqueza.
O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. 
Jesus exclama:
Dormi agora e repousai”.
Detém-se por instante. Ouvem que Jesus se vai aproximando, e entreabrem os olhos… 

Jesus continua a falar:
Basta. É chegada a hora; eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima o que Me há de entregar”.
Jesus vê todas as coisas com os Seus olhos divinos. Parece dizer:
"Meus amigos e discípulos, vós dormis, enquanto que os Meus inimigos velam e se aproximam para virem prender-Me! Tu, Pedro, que há pouco te julgavas bastante forte para Me seguir até na morte, também tu dormes agora! Desde o princípio tens-Me dado provas da tua fraqueza! Está, porém, tranqüilo. Aceitei sobre Mim a tua fraqueza e rezei por ti. Depois de confessares a tua falta, serei a tua força e apascentará os Meus rebanhos… 
E tu, João, também tu dormes? Tu, que acabavas de sentir as pulsações do Meu Coração, não pudeste velar uma hora Comigo! 
Levantai-vos, vamos partir, já não há tempo para dormir. O Inimigo está à porta! É a hora do poder das trevas! Partamos. De livre vontade, vou ao encontro da morte. Judas acorre para trair-Me, e Eu vou ao seu encontro. Não impedirei que se cumpram à risca as profecias. Chegou a Minha hora: a hora da Misericórdia Infinita.” 
Ressoam os passos; archotes acesos enchem o jardim de sombras e púrpura. Intrépido e calmo, Jesus avança seguido pelos discípulos. 
Ó meu Jesus, dai-me a Vossa força quando a minha pobre natureza se revolta diante dos males que a ameaçam, para que possa aceitar com amor as penas e aflições desta vida de exílio. Uno-me com toda a veemência aos Vossos méritos, às Vossas dores, à Vossa expiação, às Vossas lágrimas, para poder trabalhar Convosco na obra da salvação. Possa eu ter a força de fugir ao pecado, causa única da Vossa agonia, do Vosso suor de Sangue, e da Vossa morte.  
Afasteis de mim o que Vos desagrada, e imprimi no meu coração com o Fogo do Vosso santo Amor todos os Vossos sofrimentos. Abraçai-me tão intimamente, em abraço tão forte e tão doce, que nunca eu possa deixar-Vos sozinho no meio dos vossos cruéis sofrimentos. 
Só desejo um único alívio: repousar sobre o Vosso Coração. Só desejo uma única coisa: partilhar da Vossa Santa Agonia. Possa a minha alma inebriar-se com o Vosso Sangue e alimentar-se com o pão da Vossa dor! Amém. 
Minuto para meditação…   (Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória)

5 CURIOSIDADES SOBRE A VIDA DE SANTO PADRE PIO


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1 - DECIDIU SER SACERDOTE AO VER UM FREI PEDINDO ESMOLAS

Quando era muito pequeno conheceu um monge capuchinho do Convento de Morcone, Frei Camilo, que passou por sua casa pedindo esmolas, e desde então manifestou o desejo de ser sacerdote. Aos 16 anos decidiu tornar-se frade, sendo aceito como noviço

2 - PADRE PIO APRESENTOU OS ESTIGMAS

Durante a sua vida, sofreu cinco estigmas em todo o corpo, o que corresponde as cinco feridas que Jesus sofreu na cruz. Apesar de sangrar por meio século, nunca apresentou anemia. 


3 - LEITURA DE PENSAMENTO, CURAS MILAGROSAS E BILOCAÇÃO

Padre Pio foi canonizado por João Paulo II em 2002. Os devotos do Padre Pio dizem que seus dons foram de um discernimento extraordinário: leitura de pensamentos, curas milagrosas, a bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo), as lágrimas que derramava ao rezar o Rosário, o perfume (“odor de santidade”) e também os estigmas (apresentados por 50 anos).

4 - PAPA FRANCISCO É DEVOTO DE PADRE PIO

Os corpos, supostamente incorruptos de São Padre Pio e São Leopoldo Mandic (também Capuchinho) foram expostos esse ano no Vaticano, por ocasião do Ano Santo da Misericórdia. O traslado dos corpos até Roma nasce da devoção do Papa Bergoglio por estes dois personagens. Estima-se que Padre Pio tenha confessado mais de 2 milhões de pessoas.

5 - JOVENS ESTÃO ENTRANDO NOS CONVENTOS APÓS CONHECER PADRE PIO

Inspirados na espiritualidade de Francisco de Assis muitos jovens tem procurado os Serviços de Animação Vocacional dos Capuchinhos, em todo o Brasil. Muitas vezes, oss jovens chegam até as Províncias após conhecer a história de São Padre Pio, através de um filme ou artigo.

Publicado por Frades Capuchinhos de São Paulo | 23/09/2016 - 01:39

15 conselhos do Padre Pio para os que estão sofrendo


Está difícil manter-se firme na esperança e na fidelidade a Deus? Então este texto é para você

De tempos em tempos, Deus envia ao nosso mundo algumas pessoas extraordinárias, que servem como pontes entre a terra e o céu, e ajudam a que milhares de outras pessoas possam desfrutar do Paraíso eterno.
 
O século XX nos deixou um homem especial: o Padre Pio de Pietrelcina, um religioso capuchinho nascido nesse povoado do sul da Itália e morto em 1968 em San Giovanni Rotondo. São João Paulo II o elevou aos altares em 2002, em uma canonização que bateu todos os recordes de assistência. Hoje, podemos dizer que ele é o santo mais venerado da Itália.
 
O Padre Pio recebeu dons especiais de Deus, como o discernimento das almas e a capacidade de ler as consciências; curas milagrosas; bilocação; dom das lágrimas; perfume de rosas; e sobretudo os estigmas nos pés, mãos e lado, que ele padeceu durante 50 anos.
 
Ao longo da sua vida, ele escreveu milhares de cartas às pessoas que dirigia espiritualmente, e estas cartas são uma fonte de sabedoria cristãprática e de grande utilidade.
 
Apresentamos, a seguir, uma pequena seleção de pensamentos do Padre Pio diante do sofrimento, extraídos de suas cartas; tais pensamentos dão esperança e elevam a alma:
 
1. O sofrimento suportado de maneira cristã é a condição que Deus, autor de todas as graças e de todos os dons que conduzem à salvação, estabeleceu para conceder-nos a glória.
 
2. Quanto mais sofrimentos você tiver, mais amor receberá.
 
3. Jesus quer preencher todo o seu coração.
 
4. Deus quer que sua incapacidade seja a sede da sua onipotência.
 
5. A fé é a tocha que guia os passos dos espíritos desolados.
 
6. No tumulto das paixões e das vicissitudes adversas, que nos sustente a grata esperança da inesgotável misericórdia de Deus.
 
7. Coloque toda a sua confiança somente em Deus.
 
8. O melhor consolo é aquele que vem da oração.
 
9. Não tema por nada. Ao contrário, considere-se muito afortunado por ter sido considerado digno e partícipe das dores do Homem-Deus.
 
10. Deus o deixa nessas trevas para a sua glória: esta é a grande oportunidade do seu progresso espiritual.
 
11. A felicidade só se encontra no céu.
 
12. Quanto mais crescem as tentações do demônio, mais perto a alma está de Deus.
 
13. Bendiga o Senhor pelo sofrimento e aceite beber o cálice do Getsêmani.
 
14. Suporte os sofrimentos durante toda a sua vida para poder participar dos sofrimentos de Cristo.
 
15. A oração é a melhor arma que temos: é uma chave que abre o coração de Deus.

Lembrando o Padre Pio e os Anjos da Guarda: Nunca diga que você está sozinho na batalha contra os seus inimigos, não se esqueça desse companheiro invisível

n/d

O Padre Pio, que teve vários encontros com anjos durante sua vida terrena, escreveu esta incrível carta sobre como se relacionar com o anjo da guarda

O Padre Pio, durante sua vida, teve encontros com anjos e chegou a conhecê-los bem. E também recebeu locuções interiores que teve de discernir de quem vinham e como deveria agir com relação a elas.

Em uma carta escrita em 15 de julho de 1913 a Anitta, ele oferece uma série de valiosos conselhos sobre como agir com relação ao anjo da guarda, às locuções e à oração.

Querida filha de Jesus:

Que o seu coração sempre seja o templo da Santíssima Trindade, que Jesus aumente em sua alma o ardor do seu amor e que Ele sempre lhe sorria como a todas as almas a quem Ele ama. Que Maria Santíssima lhe sorria durante todos os acontecimentos da sua vida, e abundantemente substitua a mãe terrena que lhe falta.

Que seu bom anjo da guarda vele sempre sobre você, que possa ser seu guia no áspero caminho da vida. Que sempre a mantenha na graça de Jesus e a sustente com suas mãos para que você não tropece em nenhuma pedra. Que a proteja sob suas asas de todas as armadilhas do mundo, do demônio e da carne.

Você tem uma grande devoção a esse anjo bom, Anita. Que consolador é saber que perto de nós há um espírito que, do berço ao túmulo, não nos abandona em nenhum instante, nem sequer quando nos atrevemos a pecar! E este espírito celestial nos guia e protege como um amigo, um irmão.


É muito consolador saber que esse anjo ora sem cessar por nós, oferece a Deus todas as nossas boas ações, nossos pensamentos, nossos desejos, se são puros.

Pelo amor de Deus, não se esqueça desse companheiro invisível, sempre presente, sempre disposto a nos escutar e pronto para nos consolar. Ó deliciosa intimidade! Ó deliciosa companhia! Se pudéssemos pelo menos compreender isso...!

Mantenha-o sempre presente no olho da sua mente. Lembre-se com frequência da presença desse anjo, agradeça-lhe, ore a ele, mantenha sempre sua boa companhia. Abra-se a ele e confie seu sofrimento a ele. Tome cuidado para não ofender a pureza do seu olhar. Saiba disso e mantenha-o bem impresso em sua mente. Ele é muito delicado, muito sensível. Dirija-se a ele em momentos de suprema angústia e você experimentará sua ajuda benéfica.

Nunca diga que você está sozinha na batalha contra os seus inimigos. Nunca diga que você não tem ninguém a quem abrir-se e em quem confiar. Isso seria um grande equívoco diante desse mensageiro celestial.

No que diz respeito às locuções interiores, não se preocupe, tenha calma. O que se deve evitar é que o seu coração se una a estas locuções. Não dê muita importância a elas, demonstre que você é indiferente. Não despreze seu amor nem o tempo para essas coisas. Sempre responda a estas vozes:

“Jesus, se és Tu quem está me falando, permite-me ver os fatos e as consequências das tuas palavras, ou seja, a virtude santa em mim.”

Humilhe-se diante do Senhor e confie nele, gaste suas energias pela graça divina, na prática das virtudes, e depois deixe que a graça aja em você como Deus quiser. É a virtude que santifica a alma, e não os fenômenos sobrenaturais.

E não se confunda tentando entender que locuções vêm de Deus. Se Deus é seu autor, um dos principais sinais é que, no instante em que você ouve essas vozes, elas enchem sua alma de medo e confusão, mas logo depois a deixam com uma paz divina. Pelo contrário, quando o autor das locuções interiores é o diabo, elas começam com uma falsa segurança, seguida de agitação e um mal-estar indescritível.

Não duvido em absoluto de que Deus seja o autor das locuções, mas é preciso ser cautelosos, porque muitas vezes o inimigo mistura uma grande quantidade do seu próprio trabalho através delas.

Mas isso não deve assustá-la; a isso foram submetidos os maiores santos e as almas mais ilustradas, e que foram acolhidas pelo Senhor.

Você precisa simplesmente ter cuidado para não acreditar nessas locuções com muita facilidade, sobretudo quando elas te digam como você deve se comportar e o que tem de fazer. Receba-as e submeta-as ao juízo de quem a dirige espiritualmente. E siga a sua decisão.

Portanto, o melhor a se fazer é receber as locuções com muita cautela e indiferença constante. Comporte-se dessa maneira e tudo aumentará seu mérito diante do Senhor. Não se preocupe com sua vida espiritual: Jesus a ama muito. Procure corresponder ao seu amor, sempre progredindo em santidade diante de Deus e dos homens.

Ore vocalmente também, pois ainda não chegou a hora de deixar estas orações. Com paciência e humildade, suporte as dificuldades que você tem ao fazer isso. Esteja sempre pronta também para enfrentar as distrações e a aridez, mas nunca abandone a oração e a meditação. É o Senhor que quer tratá-la dessa maneira para seu proveito espiritual.

Perdoe-me se termino por aqui. Só Deus sabe o muito que me custa escrever esta carta. Estou muito doente; reze para que o Senhor possa desejar me livrar desse pequeno corpo logo.

Eu a abençoo, junto à excelente Francesca. Que você possa viver e morrer nos braços de Jesus.

Padre Pio

Fonte: www.sinaisdoreino.com.br e www.rainhamaria.com.br

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SANTO PADRE PIO, ROGAI POR NÓS

Lembrando porque o Padre Pio apanhava do demônio? Regularmente Satanás o visitava a fim de corromper a sua alma e a sua fé

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Regularmente Satanás o visitava a fim de corromper a sua alma e a sua fé. As artimanhas eram das mais variadas, indo desde a aparição em forma de mulheres nuas à agressão física deliberada.

Muitos se perguntam por que São Padre Pio apanhava do demônio. Dentre as particularidades do grande santo de Pietrelcina, estavam justamente os duros embates com o inimigo de Deus. Regularmente Satanás o visitava a fim de corromper a sua alma e a sua fé. As artimanhas eram das mais variadas, indo desde a aparição em forma de mulheres nuas à agressão física deliberada.Outros santos da Igreja também tiveram de lidar com as perseguições demoníacas. Santo Antão sofreu ataques malignos repetidas vezes ao longo de sua vida. O Cura D’Ars era atormentado frequentemente. A certa altura, os fenômenos ficaram tão intensos que a cama do Santo Vianney ardeu em chamas. “Não podendo pegar o passarinho, o diabo queimou a gaiola”, debochou o padroeiro dos párocos. Eram verdadeiras lutas corporais, onde os filhos de Deus tinham de enfrentar a terrível ira dos infernos pessoalmente. Mas como explicá-las, se os anjos são criaturas puramente espirituais, ou seja, não possuem corpos como os seres humanos?

O Sagrado Magistério dá a essas ações diabólicas o nome de “obsessão”. Trata-se de um fenômeno bastante raro e extraordinário, quer dizer, diferente do meio comum pelo qual o diabo costuma agir, a tentação. Por outro lado, também não se confunde com a chamada “possessão”. Enquanto nesta o diabo toma posse do corpo da pessoa, furtando suas faculdades, de modo que ela já não possa responder pelas próprias ações, na “obsessão” o demônio visa enfraquecer a fé de sua vítima. É uma espécie de tentação potenciada. O inimigo age extraordinariamente, com mais clareza e intensidade. Embora existam níveis variados de “obsessão” – que serão estudados no curso de Demonologia -, de fato, todos eles almejam atacar a alma da vítima, fragilizando-a perante as armadilhas satânicas.

A principal razão da obsessão é a inveja do diabo. Ele não suporta assistir às boas ações dos filhos de Deus, ainda mais quando estas arrancam-lhe a condição de levar mais almas para o inferno, tornando o indivíduo – ao mesmo tempo – uma pessoa santa. Quando o demônio via o empenho missionário de São João Maria Vianney, Santo Antão e São Pio de Pietrelcina, sentia-se profundamente ameaçado, pois sabia do risco que corria caso os fiéis dessem ouvidos aos seus sermões, ensinamentos e etc. Por isso, atacava por inveja dos filhos de Deus.


Mas, normalmente, o diabo não age dessa maneira. Ele, por si só, não tem poder para agredir na carne. Misteriosamente, é Deus quem o permite se manifestar assim. A princípio essa autorização divina pode escandalizar, levando os fiéis a se perturbarem. Por que Deus daria tamanho poder ao demônio, autorizando-o a machucar um filho seu? Por causa de uma eleição. Os santos que sofreram com tais fenômenos diabólicos tinham uma missão para a Igreja. O Senhor conhecia as suas almas e sabia do grande amor delas. Aqui, então, cabe mencionar as palavras de Santo Tomás de Aquino: “Deus permite que os males aconteçam para tirar deles um bem maior”. Isso explica a vontade divina. Dos sofrimentos de alguns de seus filhos, Deus pôde colher frutos espirituais para a salvação dos demais.

Além disso, permitindo a “obsessão”, Deus concede às almas santas a oportunidade de amá-lo ainda mais. Por isso, as pessoas que são atacadas dessa forma possuem duas características básicas. Em primeiro lugar, um alto nível de santidade. Os diretores espirituais não precisam se preocupar demasiadamente a respeito, uma vez que somente os dirigidos espirituais santos sofrerão tal modelo de angústia. E depois, um enorme desejo de atender à vontade de Deus, de corresponder com valentia à vocação, ou missão, dada por Deus. Essas pessoas têm a ocasião de configurar-se a Nosso Senhor Jesus Cristo, sofrendo junto Dele as dores da paixão.

Os padres do deserto contam uma passagem muito oportuna sobre a vida de Santo Antão. Durante um dos ataques do diabo, o santo pedia insistentemente para que Deus afugentasse o maligno. “Kyrie Eleison”, gritava em aflição. Após um longo tempo, e somente depois de tanto clamar pela misericórdia, o diabo se afastou. Neste momento, Jesus lhe apareceu.Santo Antão olhou o Senhor, inclinou a cabeça, entristeceu-se. “Senhor, onde estáveis quando eu mais necessitava de vós?”, perguntou-lhe. E então, olhando fixamente para o fiel servo, Jesus respondeu: “Antão, meu filho, eu estava aqui o tempo todo, mas eu queria te ver lutar”.

Essa é a realidade, Deus gosta de nos ver lutar. E mesmo aqueles que ainda não gozam de virtudes especiais são chamados à luta contra o diabo. Não a física, é verdade, mas a espiritual, contra a tentação ordinária, que é a mais perigosa ação demoníaca.

Então encontramos aqui mais uma razão da permissão divina às obsessões. Os santos são sinais para nós, são como um sacramental. Eles nos recordam que é uma luta a vida do homem sobre esta terra. Se os santos travaram o duelo físico, nós, que não temos a mesma eleição e a mesma santidade, devemos também ficar atentos, porque também nós devemos lutar. E é através dessa luta que nós podemos manifestar a Jesus nosso amor. Não há outro caminho para céu, a não ser sendo firmes e fortes na luta contra a maldade, entregando nossas vidas, mesmo que nos custe sofrimento.

“Devemos trabalhar nesta vida, teremos toda a eternidade para descansar”, São João Maria Vianney.

Fonte: http://pt.aleteia.org

Oração para se livrar do medo – inclusive do medo da morte

PADRE PIO

A força de uma oração escrita pelo Padre Pio

Permanecei, Jesus, comigo, pois é tarde e o dia declina…
A vida passa; a morte, o juízo, a eternidade se aproximam e é preciso refazer minhas forças para não me demorar no caminho, e para isso tenho necessidade de Vós.
Já é tarde e a morte se aproxima. Temo as trevas, as tentações, a aridez, a cruz, os sofrimentos – e quanta necessidade tenho de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio!
Permanecei, Jesus, comigo, porque nesta noite da vida, de perigos, preciso de Vós.
Fazei que, como vossos discípulos, eu vos reconheça na fração do pão; que a comunhão eucarística seja a luz que dissipe as trevas, a força que me sustente e a única alegria do meu coração.
Permanecei, Senhor, comigo, porque na hora da morte quero ficar unido a Vós; se não pela comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Permanecei, Jesus, comigo; não vos peço consolações divinas porque não as mereço, mas o dom de vossa presença, ah! sim, vo-lo peço.
Permanecei, Senhor, comigo; é só a Vós que procuro; vosso amor, vossa graça, vossa vontade, vosso coração, vosso Espírito, porque vos amo e não peço outra recompensa senão amar-vos mais.
Com um amor firme, prático, amar-vos de todo o meu coração na terra para continuar a vos amar perfeitamente por toda a eternidade.
Amém.