domingo, 13 de outubro de 2019

Sobre a oração e meditação


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Algumas pessoas podem, sem dúvida, ter o dom espontâneo da oração meditativa. Hoje em dia, isso é raro. A maior parte dos homens tem de aprender como meditar. Existem maneiras de meditar. Não devemos, entretanto, esperar encontrar métodos mágicos, sistemas que façam todas as dificuldades e obstáculos se dissolverem no ar. A meditação é, por vezes, muito difícil. Se sustentarmos com coragem as durezas na oração e esperarmos pacientemente a hora da graça, bem poderemos descobrir que a meditação e a oração são experiências que nos trazem grande alegria. Não devemos, porém, julgar o valor de nossa meditação partindo de “como nos sentimos”. Uma oração dura e aparentemente infrutífera pode, de fato, ter muito mais valor do que outra mais fácil, feliz, iluminada e que pareça bem-sucedida.

LUZES NA NOITE DA VIDA

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São Josemaria acabava de celebrar a Santa Missa no Centro de Estudos Universitários do Sumaré. Como de outras vezes, ficou ajoelhado num genuflexório, do lado esquerdo do presbitério, para fazer a ação de graças. Após alguns segundos de silêncio, sua oração pessoal começou a fluir em voz alta:
– «Temos de confessar o nosso nada. Senhor, eu não posso, não valho, não sei, não tenho, não sou nada. Mas Tu és tudo, e eu sou teu filho e teu irmão».
Sentia-se um pobre carente de tudo, mas um pobre agasalhado por aquele Amor generoso  – Deus  – que derrama em nós, por pura misericórdia, as riquezas espirituais da Comunhão dos Santos, o tesouro dos méritos e orações de Cristo e dos santos, que Ele põe à nossa disposição. E, por isso, continuava a dizer:
– «Mas posso tomar, Jesus, os teus méritos infinitos, os merecimentos de tua Mãe e os do Patriarca São José, meu Pai e Senhor; e as virtudes dos santos, e o ouro os meus filhos…»
“O ouro”… Queria apoiar-se nas virtudes dos seus filhos no Opus Dei, com as quais sentia-se rico e forte. E as dele? E ele? Nada reconhecia de bom em si? Algo via, sim, mas perecia-lhe tão pouco…:
– …«e as pequenas luzes que brilham na noite da minha vida, pela misericórdia infinita de Deus e a minha pouca correspondência».
Bem convencido disso, acrescentava, falando em linha direta com Jesus:
– «Aumenta-nos a fé, a esperança e o amor. Porque temos de viver de amor, e só Tu nos podes dar essas virtudes».
E concluía com um ato de humilde e candente confiança:
– «Senhor, ainda que a minha pobre vida seja tão miserável como a do filho pródigo…, eu volto, voltarei sempre, Senhor, porque te amo! Não me abandones!».

cf. livro de F. Faus São Joemaria Escrivá no Brasil

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Conselhos bíblicos para 18 situações do dia a dia



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Está feliz? Triste? Sentindo medo? A Bíblia tem uma mensagem (e uma resposta) para as mais diversas situações da nossa vida

Existem várias formas de se ler a Bíblia. Pode ser do início ao fim, escolhendo determinado livros primeiro para depois acompanhar uma outra sequência. O importante é ler as Sagradas Escrituras todos os dias e ter em mente que a finalidade dos textos é anunciar Jesus e dar testemunho de sua pessoa.
Na Bíblia encontramos palavras que nos encorajam nos momentos de fraqueza, que nos fortalecem nas provações e que renovam a nossa esperança.
Selecionamos algumas situações e em quais leituras poderemos encontrar consolo para nossos corações:
 Quando estiver triste leia: Salmos 33; 40; 42; 43; 51; João 14; Mateus 6,19-34; Filipenses 4.
– Quando os amigos falham leia: Salmos 26 e 35; Mateus 10;Lucas 17; Romanos 12.
– Quando houver pecado leia: Salmo 50; Lucas 15.
– Antes da celebração na igreja leia: Salmo 83
– Quando estiver em perigo leia: Salmos 20 e 90; Mateus 11, 25-30; Lucas 8,22-25; II Timóteo 3.
 Quando Deus lhe parece estar muito distante leia: Salmo 138; Filipenses 4, 69; I Pedro 5,7; Mateus 6, 25-34.
– Quando estiver desanimado leia: Isaías 40; Salmo 23; Mateus 5, 4; I João 3, 1-3.
– Quando quiser dar bons frutos leia: João 15.
– Quando as dúvidas o assaltarem leia: João 1, 17; Lucas 11, 1-3
– Quando estiver sozinho e atemorizado leia: Salmos 22; 42, 6-11; 55,2; Hebreus 13, 5.
– Quando necessitar de paz interior leia: Salmos 1, 1; 4; 85; Lucas 10, 38-42; Romanos 5,1-5; Colossenses 3, 15.
– Quando necessitar de oração leia: Salmos 4, 6; 20; 22; 25; 42; Mateus 6, 5-15; Lucas 11, 1-3; João 17.
– Quando estiver enfermo e na dor leia: Salmos 32; 38; 41, 2-4; 91; Mateus 26, 39; Romanos 5, 3-5; Hebreus 12, 1-11; Tiago 5, 11-15.
 Na tentação leia: Mateus 6, 24; Marcos 9, 42; Lucas 21, 33-36; Romanos 13, 13; Tiago 1, 12; Judas 24-25.
– Na aflição leia: Salmos 2; 16; 31; 34; 37; 38; 40; 139; Mateus 11, 28-30; João 14, 1-4.
– No cansaço leia: Salmos 6, 27; 55; 60; 90; Mateus 11, 28-30; Gálatas 6, 9; 10.
– No agradecimento leia: Salmos 65; 84; 92; 95; 100; 103; 116; 136; 147; I Tessalonicenses 5, 18; Hebreus 13, 15.
– Na alegria leia: Filipenses 4; Salmos 97; 99; Lucas 1, 46-56.
Para viver a Palavra de Deus, precisamos primeiramente conhecê-la. Procure ajuda de seu sacerdote para que a sua leitura seja edificante.
https://pt.aleteia.org/2019/09/29/conselhos-biblicos-para-18-situacoes-do-dia-a-dia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

São Jerônimo, o santo nervosão que detonava geral

São Jerônimo

Osso duro de roer, esse homem de Deus não era nada fácil!

Ele é conhecido como um dos santos mais irritadiços de toda a história do cristianismo!
O próprio São Jerônimo admitia as suas intolerâncias. Falava o que pensava e não usava meios termos, como numa carta em que escreveu que “aquele que não ama os mandamentos de Cristo é mais que um inimigo de Cristo: é o anticristo“!
Foram muitas as vezes em que se viu às voltas com sérios problemas por causa dos seus modos, digamos, explosivos. Na verdade, ele era grosso mesmo.
Mas Jerônimo, coitado, era bem consciente das suas limitações e levou uma vida de penitência. A este propósito, conta-se de certo bispo que, ao ver uma pintura do santo batendo no peito com uma pedra, declarou:
“Fazes muito bem em golpear-te com essa pedra. Do contrário, a Igreja nunca te teria canonizado” (cf. Vidas dos Santos, de Alban Butler).

Mas quem era essa figuraça arrepiante?

No ano 382, o padre Jerônimo foi chamado pelo Papa Dâmaso para ser seu secretário particular. Ele era tremendo, mas também muitíssimo culto e inteligente. Em Roma, o bombástico padre recebeu a incumbência de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. A esse trabalho descomunal ele dedicou praticamente o resto da existência. Ironias da vida: um dos mais nervosos de todos os santos recebeu uma das missões que mais paciência e delicadeza poderiam exigir!
O conjunto final da sua tradução da Bíblia foi chamado, em latim, de “Vulgata”, e se tornou o texto bíblico oficial da Igreja católica no Concílo de Trento.
Em 1947, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 30 de setembro, a data de falecimento do santo. Nada mau para um rabugento de dimensões bíblicas!

Atenção, você que já estava botando as manguinhas de fora!

Se identificou, não é mesmo? E já estava esfregando as mãos e dizendo para os seus botões que agora tinha uma bela justificativa para a sua própria fúria! Pois pode ir tirando o cavalinho da chuva.
São Jerônimo tinha, sim, um temperamento que ninguém merece, mas espere aí: nada de usar isso como desculpa esfarrapada para sair gritando com as pessoas que caminham lerdamente pelas calçadas ou para explodir com a sua família quando algo não sai do jeito que sua excelência desejava!
Sua excelência até pode estar em boa companhia nessa fúria nervosa, mas não se esqueça de que a santidade de São Jerônimo (e de vários outros grandes ranzinzas dos altares) se deveu justamente ao enorme e sincero esforço que ele fez para controlar os seus instintos furibundos por amor a Deus e ao próximo.
São Jerônimo penitente - Caravaggio
Caravaggio - Domínio Público
Ele e todos os outros santos irados e furiosos lutaram com confiança e fé para superar os seus impulsos ferozes, sabendo que a alegria da misericórdia de Deus é muito maior do que os nossos pecados. Ou seja: trate de continuar na luta para se controlar, ok?

Diz a Bíblia

A Bíblia (aquela mesma que o próprio São Jerônimo ajudou a traduzir) nos afirma claramente:
“Um homem sábio sabe conter a sua cólera e tem por honra passar por cima de uma ofensa” (Provérbios 19,11).
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo” (Filipenses 2,14-15).
Além de buscar auxílio na Bíblia para dominar aquela fervura que faz sair fumaça das suas ventas, aproveite para pedir uma ajudinha de quem já lidou com esse desafio e venceu: “São Jerônimo, rogai por nós!

Calma que tem mais!

Não é justo dizer apenas que São Jerônimo tinha um gênio do cão e conseguiu lutar bravamente para se domesticar. Ele era muito mais do que isso. E pasme: embora tivesse tanta tendência a ser um troglodita, São Jerônimo era um homem à frente do seu tempo em vários aspectos. E é agora que você vai gostar dele mais ainda do que já estava gostando!

Instruindo mulheres

Para começar, São Jerônimo dava instrução de alto nível para mulheres. Além de ser diretor espiritual (e dos bem exigentes), ele também lhes dava aulas nada menos que de grego, hebraico, latim e teologia. Várias das mulheres a quem ele orientava foram declaradas santas. Que tal?
Sempre aparece neste momento o mente suja que vai achar que São Jerônimo se aproveitava dessas mulheres, mas outra coisa que o tornou famoso, inclusive entre as muitas pessoas que não queriam vê-lo nem pintado de ouro, era a sua grande honestidade. E, em especial no respeito à dignidade sexual dele mesmo e das outras pessoas, o santo irado exercia um grande autodomínio. Aliás, ele chegava a andar por aí com a tal pedra que, lá no alto deste artigo, já dissemos que um Papa achou coisa boa que ele usasse para bater no próprio peito quando as coisas queriam sair de controle. Informação adicional: quando a tentação batia forte, São Jerônimo tinha um truque tiro-e-queda para se distrair: começava a estudar hebraico (!)

Acolhendo peregrinos e refugiados

Além de cavalheiresco e respeitoso com a mulherada, São Jerônimo foi exemplarmente solidário com os necessitados – inclusive com os refugiados.
Em dado momento da vida, ele tinha se mudado para Belém, na Terra Santa, onde abriu uma escola e uma casa para os peregrinos. Segundo um depoimento de Santa Paula, uma das mulheres a quem ele orientava, aquela casa devia ser sempre regida com tamanho esmero que “se Maria e José visitassem Belém de novo, teriam lá um lugar digno para ficar“.
Quando Roma foi invadida e saqueada por hordas bárbaras, uma grande onda de refugiados da Europa se dirigiu à Terra Santa (ironia chocante para quem vê os noticiários de hoje em dia, confesse!). Nesse contexto, São Jerônimo declarou:
“Interrompi o comentário que estou escrevendo sobre o livro de Ezequiel, bem como quase todos os meus estudos. Hoje devemos traduzir os mandamentos das Escrituras em fatos: em vez de dizer palavras sagradas, devemos colocá-las em prática”.
E se dedicou a ajudar e acolher os refugiados, conforme Cristo nos ordenou quando instituiu as obras de misericórdia.
É… Parece que não é só no controle da raiva que temos muita coisa para aprender de São Jerônimo!
https://pt.aleteia.org/2017/09/29/sao-jeronimo-o-santo-nervosao-que-detonava-geral/

3 lições de São Jerônimo sobre manter a calma em uma discussão

CHILD BOSS

O "santo nervosão" tem muito a ensinar para quem tem o pavio curto

Quando estou chateado, sinto nos meus dentes. Eu mordo, meu batimento cardíaco fica acelerado e minha pressão arterial dispara. Eu nunca tive um médico para verificar meus sinais vitais durante uma tensa discussão, mas tenho certeza de que é isso que acontece fisicamente comigo.
Eu sinto isso no aperto da minha mandíbula. Eu até acho que a pele ao redor dos meus olhos fica estranha por causa do conjunto dos meus músculos faciais. As pessoas que estão atentas provavelmente podem ler minhas emoções como um livro aberto, porque meu desconforto é grande e reflete na minha testa enrugada.
Estudos mostram que, quando estamos no meio de uma discussão, há muitos efeitos colaterais físicos. A raiva se espalha pelo nosso corpo e o estresse emocional ataca todos os sistemas físicos que temos. É típico o aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea, mas há outros efeitos, como a respiração rápida e superficial devido ao aperto no peito. O próprio cérebro não funciona bem porque, quando nos sentimos ameaçados, ele libera um hormônio chamado cortisol, que induz ainda mais estresse, preparando-nos para uma luta intensa.
Esses fatores físicos criam um loop de feedback. A briga provoca raiva, que causa uma reação física que, por sua vez, nos deixa desconfortáveis, menos racionais e incapazes de resolver a situação. Penso que é por isso que, durante as discussões, falamos coisas sem pensar.  Olhando para trás, me pergunto por que um certo ponto de discórdia era tão importante para mim quando, na verdade, nem me importo com ele? O problema é que não conseguimos enxergar isso durante uma discussão, pois, nesses momentos, somos incapazes de gerenciar nossas reações emocionais e físicas.
São Jerônimo sabia bem disso. Ele é um santo famoso por ter sido briguento. Sabendo que a raiva o estava afetando, ele decidiu viver sozinho no deserto por dois anos e recuperar um pouco de calma. A experiência não foi totalmente bem-sucedida. Quando retornou à vida ativa, sua pregação permaneceu muito aguçada. Ele substituía padres, monges e outros teólogos no púlpito – e não media as palavras contra ninguém. Ele foi criticado por suas opiniões, hipocrisia e até pelo jeito que sorria. Fez tantos inimigos que teve que deixar a cidade para sempre.


Jerônimo provavelmente não era uma pessoa mais agradável do que você ou eu, mas ele nunca fez as pazes com sua natureza briguenta – dizia-se que ele se batia com uma pedra para tentar se acalmar – e pensava muito na natureza da raiva, que, segundo ele, é a porta pela qual todos os outros vícios nos alcançam. Quando estamos com raiva, agimos de maneira que nunca agiríamos quando estamos calmos. Começamos a fofocar, trocar insultos e mentir. Perdemos nossa paciência, empatia e bondade. O orgulho e o egoísmo tomam conta de nós.
No entanto, desacordos vão sempre acontecer. E algumas lições a vida de São Jerônimo nos ensinam como manter a calma durante uma discussão:

1
DAR UM TEMPO

Ganhar uma discussão a todo custo não vale o dano emocional que isso provoca. A raiva persistente que resulta de uma briga não faz bem a ninguém. Jerônimo pode ter lutado contra sua incapacidade de manter a calma durante as discussões, mas ele tinha um bom plano para tentar superar isso. Quando ele estava no meio de uma discussão insustentável e sabia que havia perdido a calma, ele parava para descansar (lembra que ele foi para o deserto por causa disso?). Uma conversa sempre pode ser retomada posteriormente, com a cabeça mais fria.

2
OUVIR E FOCAR

As brigas ficam fora de controle quando, na verdade, só focamos no outro. Quando estamos simplesmente tentando provar que a outra pessoa está errada e forçar uma rendição, ela rapidamente percebe isso e retribui da mesma forma. As palavras esquentam e os insultos surgem a todo momento. Uma das grandes virtudes de Jerônimo era que ele se envolvia e pensava no que a outra pessoa estava tentando dizer em detalhes. Ele interagia bastante com seus adversários. À medida em que ele fazia isso, percebia que estava no caminho certo.

3
AUTOACUSAÇÃO

Jerônimo reconhecia que ele era o problema. Mesmo quando sua opinião estava correta, ele entendia – quando estava mais calmo – que seu método de comunicação não era eficaz. Ele achava que isso era uma grande falha pessoal, e é por isso que ele administraria a autopenitência ao se bater com uma pedra. Eu não recomendo seguir o exemplo dele de autoagressão, mas ele estava no caminho certo quando decidia se examinar primeiro.
Embora Jerônimo nunca tenha controlado completamente sua raiva e continuasse a perder a calma, ele lutou contra sua falha a vida inteira. Diz a lenda que ele, certa vez, retirou um espinho da pata de um leão. Talvez seja esse o tipo de coragem necessária para que, em vez de entrar em estresse e raiva durante uma discussão, permanecermos calmos, respirarmos fundo e sorrirmos.
https://pt.aleteia.org/2019/09/30/3-licoes-de-sao-jeronimo-sobre-manter-a-calma-em-uma-discussao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Em caso de crise espiritual, estas 4 palavras são um caminho de cura

WOMAN PRAYING,CHURCH PEWS


Quatro hábitos para mantê-lo espiritualmente são e salvo

Quão boa é a sua memória? À medida que as pessoas envelhecem, elas podem se lembrar de sua música favorita no Ensino Médio ou da melodia alegre de um comercial de décadas atrás, mas não conseguem se lembrar do que comeram no café da manhã de ontem.
Agora vamos fazer uma pergunta mais difícil: quão boa é a sua memória quando você está sob estresse? Isso pode ser uma questão de vida ou morte. As pessoas que trabalham em áreas onde erro significa desastre – por exemplo, pilotos de linhas aéreas, soldados, bombeiros, médicos – todos concordam: as pessoas não se erguem nessas ocasiões, elas caem no nível de seu treinamento. Nos momentos de crise, as pessoas fazem aquilo que treinaram muito.
Como esse fato pode ser aproveitado quando nos encontramos em tempos de desespero, tentação ou até escuridão espiritual?
Gostaria de recomendar quatro palavras para os momentos difíceis. Trata-se de palavras fáceis de ser compreendidas e usadas. Elas podem se tornar uma parte tão habitual de nós que podem nos guiar quando estivermos em tempos de sofrimento e perigo espiritual.
As quatro palavras são estas: prontidão, humildade, docilidade e generosidade.
PRONTIDÃO: William Shakespeare, em sua peça Ricardo III, falou de “vivacidade de espírito” (do latim alacer), que é uma disposição alegre. Diferente de uma cautela ou proteção orientada para a autopreservação, a prontidão é um alerta orientado a atender às necessidades dos outros ou atender ao chamado do dever do momento. E esse estado de alerta é mantido de bom grado, e não de má vontade ou ressentimento.
HUMILDADE: A prontidão é complementada pela humildade, que é realmente um tipo de veracidade, um hábito de dizer a verdade a respeito da superabundância de Deus e de nossa própria pobreza. Deus é todo bom, santo, sábio e amoroso – e nós não somos. Deus é totalmente autossuficiente – e nós não somos. Deus é sempre alegre e pleno – e nós não somos. O secularismo nos diz que não precisamos de Deus, e Satanás nos diz que podemos nos tornar semelhantes a Deus; já a humildade nos diz a verdade, uma verdade dolorosa que pode nos poupar muito dano e nos preparar para ainda mais.
DOCILIDADE: A humildade nos prepara para a docilidade de aprender. À luz da plenitude de Deus e do nosso próprio vazio, como não podemos estar ansiosos para aprender? Se nos acorrentarmos, como poderemos acolher a verdade que nos libertará?
GENEROSIDADE: A docilidade nos leva à alegria da generosidade (do latim: Do ut des – “Eu dou para que você possa dar”). Santo Inácio de Loyola nos ensina que aqueles que amam se alegram em trocar presentes, em dar o que têm às pessoas queridas.
Quando Deus nos dá um presente, ele também nos dá o dom de poder dar um presente. Ele nos dá o dom de nos tornarmos “presenteadores” também, imitando-o. Assim compreendida, a generosidade se torna uma oportunidade privilegiada de compartilhar o prazer de amar como Deus ama.
Qual é a moral dessa história? Simplesmente isto: com a graça de Deus, podemos nos treinar para sermos providentes, verdadeiros, sábios e generosos, imitando a Deus. Quando estamos abatidos, desesperados ou sob tentação, lembrar dessas quatro palavras – prontidão, humildade, docilidade, generosidade – pode ajudar-nos a encontrar luz.
Pratique essa quatro palavras a partir de hoje e, com o tempo, elas poderão se tornar hábitos prontos para os momentos de tempestade.
https://pt.aleteia.org/2019/10/02/em-caso-de-crise-espiritual-estas-4-palavras-sao-o-caminho-de-cura/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Milhares de católicos retornam à missa depois de assistir a estes comerciais de TV



Depois de 20 anos, 'Catholics Come Home' continua a inspirar católicos afastados a abraçar sua fé

Nos últimos 20 anos, o apostolado Catholics Come Home tem respondido ao chamado de João Paulo II por uma “nova evangelização”, realizando comerciais de TV inspiradores que convidam católicos inativos a voltar para casa.
De acordo com um artigo do National Catholic Register, “com anos de experiência anterior em mídia profissional e publicidade, o fundador da CCH, Tom Peterson, rezou: ‘Como o Senhor quer usar minha vida, meu Deus?’ Então ele produziu um programa de mídia para a Diocese de Phoenix, resultando em 92.000 pessoas que retornaram à Igreja.”
O que diferencia o programa de mídia de Peterson é sua qualidade e capacidade de retratar a Igreja Católica de uma maneira positiva.
Como o site explica: “Inspirados pelos apelos de nossos Santos Padres a uma nova evangelização, o Catholics Come Home dirige-se a católicos afastados usando comerciais de TV inspiradores e um site interativo. Sem pressão ou obrigação, o Catholics Come Home.org oferece uma oportunidade de aprender a verdade sobre a fé católica em um ambiente amoroso e sem julgamento. Oferecemos muitos recursos que ajudam a aprender mais sobre o retorno à Igreja Católica. Voltar para casa nunca foi tão fácil!”
Os resultados dos esforços de Peterson falam por si.
O arcebispo Carlson, de St. Louis, observou: “somos abençoados com aproximadamente 37.000 almas que retornaram à fé (aumento da participação em missas em 8,3% no Advento de 2011).” O bispo Michael Sheridan, de Colorado Springs, declarou que “esta campanha na televisão teve um impacto significativo em centenas de milhares de espectadores em nossa região.”
Em Sacramento, o bispo Jaime Soto revelou que houve “um aumento de 15% na participação na  missa (20.800 almas retornaram à Igreja)”.
Seu comercial de TV mais popular (visto abaixo) é simples e destaca a alegria e a beleza da fé católica. O site apresenta uma grande variedade de vídeos inspiradores e muitos trazem depoimentos pessoais. Existe até um ramo jovem do apostolado com conteúdo voltado especificamente para a juventude.
https://pt.aleteia.org/2019/10/01/milhares-de-catolicos-retornam-a-missa-depois-de-assistir-a-estes-comerciais-de-tv/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt