sábado, 1 de fevereiro de 2020

COMO VIVER Á SANTA MISSA COM DEVOÇÃO SEGUNDO SÃO PADRE PIO


Essa carta Padre Pio escreveu para Annita Rodote no 25 de julho de 1915 em Pietrelcina.

Entre na igreja em silêncio e com grande respeito, considerando-se indigno de aparecer diante da Majestade do Senhor.
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Em seguida, pegue água benta e faça o sinal da cruz com cuidado e lentamente.
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Assim que você estiver diante de Deus no Santíssimo Sacramento, faça uma genuflexão devotamente.
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Depois de ter encontrado o seu lugar, ajoelhe-se e renda o tributo de sua presença e devoção a Jesus no Santíssimo Sacramento. Confie todas as suas necessidades a Ele junto com as dos outros. Fale com Ele com abandono filial, dê livre curso ao seu coração e dê-lhe total liberdade para trabalhar em você como ele achar melhor.
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Ao assistir à Santa Missa e as funções sagradas, fique muito composta, quando em pé, ajoelhada e sentada, e realize todos os atos religiosos, com a maior devoção.
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Seja modesta no seu olhar, não vire a cabeça aqui e ali para ver quem entra e sai. Não ria, por respeito para com este santo lugar e também por respeito para aqueles que estão perto de você. Tente não falar com ninguém, exceto quando a caridade ou a estrita necessidade pedirem isso.
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Em suma, comporte-se de tal maneira que todos os presentes sejam edificados, bem como, através de você, sejam instados a glorificar e amar o Pai celestial.
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Ao sair da igreja, você deve estar recolhida e calma. Em primeiro lugar peça a permissão de Jesus no Santíssimo Sacramento; peça perdão pelas falhas cometidas em sua presença divina e não O deixe sem pedir e ter recebido a Sua bênção paterna.
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Assim que estiver fora da igreja, seja como todo ser seguidor do Nazareno deveria ser. Acima de tudo, seja extremamente modesta em tudo, pois esta é a virtude que, mais do que qualquer outra, revela os sentimentos do coração.
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Seja sempre econômica em sua fala, assídua na boa leitura, atenta em seu trabalho, modesta em sua conversa. Não seja desagradável com ninguém, mas seja benevolente para com todos e respeitosa para com os mais velhos. ⠀⠀
Em suma deixe que todo seu exterior seja uma imagem vívida da compostura de sua alma.

https://magnificat0.blogspot.com/2019/09/como-viver-santa-missa-com-devocao.html

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Reze antes da Comunhão pela cura espiritual

HOLY COMMUNION

Jesus é o médico divino e quer nos curar na Eucaristia

Às vezes, comungar aos domingos pode se tornar rotina, e perdemos a noção da sacralidade desse evento. É fácil esquecer que Jesus Cristo está lá, verdadeiramente presente sob a aparência de pão e vinho.
Precisamos lembrar que Jesus está lá expressamente pela nossa salvação. Ele quer estar em comunhão conosco e entrar em nosso corpo para que possa entrar mais profundamente em nossa alma.
Uma maneira de recordarmos essa verdade profunda é recordar o papel de Jesus como médico divino. Se estivermos sofrendo alguma mágoa ou tristeza em nosso coração, Jesus gostaria de vir e curar essa ferida com seu amor e misericórdia.
Aqui está uma breve oração de Madre Mary Loyola, publicada no livro Welcome! Holy Communion, que pode ajudar a despertar em nós o desejo de deixar Jesus curar nossos corações através da Santa Comunhão.
Jesus, tu me incentivas a me aproximar de Ti para tocar-te na Santa Comunhão com fé e esperança, a abrir, médico divino, as feridas da minha alma para que Tu possas curá-las.
Estou doente e fraco – sempre parando na estrada ascendente; logo cansado; facilmente desencorajado; inconstante no esforço sério e prolongado; sempre procurando facilidade e descanso.
Sou cego para as minhas falhas; pronto a desculpar em mim o que eu sinceramente condeno em outro. Sou negligente no meu dever de retidão, cego para os danos ao meu redor, os quais deveria reconhecer e verificar pelos quais devo ser responsabilizado. Meu Deus, ilumine minha escuridão. Senhor, que eu veja!
Estou atordoado. As inspirações vêm e eu não as atendo. Sei que são a sua voz, me incentivando ou me censurando, sugerindo um bom pensamento, uma palavra ou ato amável.
Nenhum elogio brota em meu coração; nenhum grito de misericórdia chega aos meus lábios. Não tenho dado boas-vindas ansiosas a Ti, àquele que vem de tão longe para ser meu convidado.
Ó Senhor, abra meus lábios, e minha boca proclamará teu louvor. Liberta meu coração para se derramar diante de Ti. Ensina-me a rezar, para que pela oração eu possa obter de Ti o suprimento de tudo o que preciso.
Doente, cego, atordoado, confuso – certamente preciso da visita do médico divino!
Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim. Filho de Davi, tenha piedade de mim!

https://pt.aleteia.org/2020/01/14/reze-antes-da-comunhao-pela-cura-espiritual/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

O cálice, o Sagrado Coraç

SACRED HEART

Toda vez que vemos o cálice na missa, podemos imaginar o coração de Jesus esperando para derramar seu amor sobre nós

Às vezes, é tentador ir de forma automática à missa aos domingos, e depois ficar contado os minutos até que termine. No entanto, cada palavra que é dita e cada elemento usado devem falar com as profundezas de nossas almas.
Por exemplo, o cálice que vemos na missa, embora saibamos que contém o vinho que é transformado no sangue de Jesus na consagração, nós alguma vezes tiramos um momento para meditar nessa verdade profunda?
No livro The Holy Sacrifice of the Mass, de Nikolaus Gihr, ele mergulha no simbolismo do cálice, conectando-o ao Sagrado Coração de Jesus.
[O cálice] nos lembra o Sagrado Coração de Jesus; pois esse Coração Divino é o laboratório no qual o sangue de nossa redenção foi preparado, e também a fonte de onde esse sangue de todo mérito redentor foi derramado tão abundantemente e generosamente, e diariamente enche o cálice de nossos altares. No cálice de sacrifício do Sagrado Coração de Jesus está contido o Sangue Precioso de nossa redenção. Dentro e a partir deste Sagrado Coração, uma vez fluiu e fluirá por toda a eternidade aquele precioso Sangue que nos nos resgatou e redimiu.
Essa conexão é frequentemente retratada visivelmente na arte religiosa, mostrando o cálice junto ao Sagrado Coração, ou mesmo um padre segurando o cálice na frente de um crucifixo, enquanto o sangue de Jesus flui para dentro dele.
Da próxima vez que você participar da missa, tente ver o cálice de uma nova maneira, não apenas como um recipiente para o vinho consagrado, mas como o próprio Sagrado Coração, pulsando de amor e pronto para derramar seu conteúdo dentro de nós na santa comunhão.

https://pt.aleteia.org/2020/01/19/o-calice-o-sagrado-coracao-e-sua-poderosa-conexao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 26 de janeiro de 2020

Nunca te apresses nas tuas orações

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Jesus Cristo orou no horto por três vezes, dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice sem que o beba, mas faça-se a vossa vontade, e não a minha”. A oração de Jesus Cristo no horto foi muito breve; mas ainda que breve, ele a fez por três vezes, e cada vez por espaço de uma hora.

Atende a isto, alma apressada; tu que fazes muita oração, e tens pouco tempo de oração, ah! bem podes temer que sejam pecado, ou perdidas as tuas orações! Sobre o que deves saber, que a meditação é o fundamento, é a alma da oração; por isso quanto possa ser, não deve passar uma só palavra, que não seja acompanhada da meditação; se a tua oração assim fora feita, o teu coração se moveria, as tuas resoluções seriam fortes, os teus propósitos seriam firmes, os teus afetos para com Deus seriam grandes; finalmente, desprezarias o mundo com todas as suas vaidades, e de todo te entregarias a Deus: mas porque já fazes a oração há tantos anos, e ainda não tens colhido estes frutos, é sinal muito provável que não têm sido boas as tuas orações.

Portanto, nunca te apresses nas tuas orações; porque a pressa, diz um dos Santos Padres, é a peste da oração; e na verdade, onde há pressas, há sempre irreverências, faltas de atenção e de respeito. Todo aquele que se apressa nas suas orações, mostra claramente o pouco peso que dá às coisas santas; e ainda melhor mostra o que é, quando nas coisas do mundo é mais bem pronunciado e aperfeiçoado, do que nas conversas que tem com Deus na oração. E quanto há disto? Nas conversas do mundo muita atenção, muita gravidade e respeito; e vai-se a conversar com Deus na oração, já tudo são pressas, irreverências, faltas de atenção e de respeito, e muitas vezes sono; finalmente, tudo vai com fastio e aborrecimento!… E que significa tudo isto? É que já há muito pouca fé, ou não consideram com quem falam na oração, nem disso se lembram; não conhecem a Deus, nem formam a ideia que devem formar da sua grandeza e Majestade!…

Assim é, meus irmãos; reza-se muito mal, muito mal!! As orações vão quase todas perdidas por não serem feitas como devem ser; se todos fizessem boas orações, elas eram despachadas, a vida reformava-se, e todos seriam Santos. Ora pois, daqui por diante fazei as vossas orações o melhor que puderdes; ide considerando no que fordes rezando, para desta sorte serem ouvidas, e despachadas por Deus.

Texto retirado da Obra “Missão Abreviada”, do Padre Manoel José Gonçalves Couto

Uma oração pela paz

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Uma oração pela paz
 
Escuta misericordioso esta prece que se ergue a Ti a partir do tumulto e do desespero de um mundo no qual Tu és esquecido, no qual Teu nome não é invocado, Tuas leis são escarnecidas e Tua presença é ignorada.

Porque não Te conhecemos, nós não temos paz.

Ajuda-nos a dominar as armas que ameaçam dominar a nós. Ajuda-nos a usar nossa ciência para a paz e para o bem-estar, não para a guerra e a destruição. Mostra-nos como usar o poder nuclear para abençoar os filhos de nossos filhos, não para prejudicá-los.

Clarifica nossas contradições interiores que agora crescem desmedidamente sem cessar. Elas são ao mesmo tempo uma benção e um tormento: pois se Tu não tivesses nos dado a luz da consciência, nós não conseguiríamos aguentá-las. Ensina-nos a longanimidade no temor e na insegurança. Ensina-nos a esperar e a confiar. Concede Luz, concede força e paciência para todos que trabalham pela paz.
 

Diálogos com o silêncio

DEUS NA VIDA COTIDIANA

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PARECE-TE POUCA LOUCURA?

            Ponto de luz«Tens obrigação de santificar-te. – Tu também. – Alguém pensa, por acaso, que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos?
A todos, sem exceção, disse o Senhor: “Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito”» (Caminho, n. 291).

Quando o chamaram de louco?

São Josemaria estava em São Paulo. Era um dia de maio de 1974 de uma luminosidade transparente. Reunido com estudantes, escutou esta pergunta de um rapaz:

– Padre, por quê, quando e quem o chamou de louco?

– «Parece-te pouca loucura – respondeu são Josemaria – dizer que no meio da rua se pode e se deve ser santo? Que pode e deve ser santo o homem que vende sorvetes num carrinho, e a empregada que passa o dia na cozinha, e o diretor de uma empresa bancária, e o professor da Universidade, e aquele que trabalha no campo, e aquele que carrega fardos nas costas…? Todos chamados à santidade! Agora isto foi acolhido pelo último Concílio, mas naquela época  [1928, ano da fundação do Opus Dei] não cabia na cabeça de ninguém. Agora parece natural, mas naquela altura não era assim»[1].

Não há cristãos de segunda categoria

            Durante séculos, era comum que, inconscientemente, os católicos fossem divididos em três categorias:

– O católico relaxado, de missas de sétimo dia, orações esporádicas e visitas turísticas a igrejas bonitas, que “acordava” na idade madura para o fato de que ainda nem era crismado.

– O católico “praticante”, umas vezes fervoroso e exemplar; outras, pelo contrário, apenas um “cumpridor de tabela religiosa”, sem o calor de uma fé que influenciasse a vida.

– O católico com “vocação”. Assim se falava da pessoa que Deus chamava para largar as coisas do mundo e se dedicar plenamente a Ele e à Igreja como padre, freira, monge ou frade.

Só a essa última categoria atribuía-se o dever de procurar a santidade. As pessoas não tinham visto ainda nas igrejas imagens de santos de paletó e gravata, de roupas de atriz de teatro, de jaleco de doutor, de macacão e chave inglesa[2].

Deus pediu a são Josemaria que dissesse “não” a esses clichês. «Não há cristãos de segunda categoria – afirmava –, obrigados a pôr em prática apenas uma versão reduzida do Evangelho»[3].

Realismo da santidade

Com grande firmeza, ensinava que Deus dá a vocação para a santidade e para o apostolado a todo “cristão comum” já a partir do Batismo, onde se “reveste de Cristo” (cf. Gl 3,27), como dizia são Paulo.

«Deus – afirmava São Josemaria – não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional… mas, aí, te quer santo!»[4].

Em uma homilia – que muitos consideram um marco na doutrina sobre a santidade dos leigos –, são Josemaria dizia o seguinte: «Meus filhos: aí onde estão os nossos irmãos os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores, aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da terra que nós devemos santificar-nos, servindo a Deus e a todos os homens».
»Deus espera-nos cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir».
»Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor na nossa vida de todos os dias, ou não o encontraremos nunca»[5].
[1] Salvador Bernal, Perfil do fundador do Opus Dei, Ed. Quadrante, São Paulo 1977, p. 130
[2] No dia 18 de maio de 2019 foi beatificada Guadalupe Ortiz de Landázuri, fiel leiga da Prelazia do Opus Dei, doutora em Química, pesquisadora, ganhadora de prêmios internacionais, e professora na sua especialidade.Talvez não demoremos a vê-la nos altares carregando uma proveta numa mão e a tabela periódica na outra. A Igreja já beatificou e canonizou anteriormente vários outros cristãos leigos, solteiros e casados,  de diversos países e profissões.
[3] É Cristo que passa, n. 134
[4] Forja, n. 362
[5] Amar o mundo apaixonadamente, Ed. Quadrante, São Paulo 2010, págs. 16-18

Trecho do livro Deus na vida cotidiana, Cultor de Livros, 2019

O DEVER COTIDIANO

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Ponto de luz«Queres de verdade ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento; faz o que deves e está no que fazes» (Caminho, n. 815).

Faz o que deves

O que é para nós o “dever”? Penso que todos responderíamos falando dos nossos deveres familiares, profissionais, cívicos, etc. Com um olhar mais sobrenatural, diríamos que cada dever é para nós uma manifestação da vontade de Deus.

Todos sabemos, por exemplo, que Deus nos pede e é dever nosso:

– Sustentar a família e educar os filhos
– Trabalhar seriamente na nossa profissão
– Cumprir os deveres de um cidadão responsável
– Cumprir os deveres religiosos
– Cumprir os compromissos assumidos

Cada um desses deveres é como um recinto, que pode estar ”fechado” ou “aberto”. Pode ser como um quarto escuro com as janelas trancadas, onde não entra a luz de Deus, ou como uma sala com janelões escancarados, que se abrem para o horizonte da santidade.

Janelas fechadas e abertas

Vejamos alguns exemplos.

  • Deveres para com os filhos
– janela fechada: Achar que está tudo bem se eu digo: «Eu cumpro o meu dever, porque procuro garantir aos filhos casa, comida, saúde, educação e, dentro das possibilidades, conforto».

– janela aberta: Não basta criar filhos sadios e aptos para o trabalho. Eu devo criar «homens e mulheres de bem» que não sejam engolidos pelo ambiente geral, que tenham virtudes, que se tornem bons filhos de Deus, que aprendam a viver fora da «bolha» do egoísmo e do prazer, que saibam avançar, fazendo o bem, rumo aos bens eternos.

  • Deveres profissionais

– janela fechada: «Eu acho que trabalho com seriedade, eficiência e responsabilidade, o melhor possível. Não poupo esforços».
– janela aberta: Será que tenho uma consciência clara de quais são os meus deveres éticos no trabalho: o que é lícito e o que é errado? Mantenho sempre o maior respeito e caridade cristã para com os colegas, clientes, colaboradores, sem distinguir entre os importantes e os humildes? Encaro a minha profissão sob o prisma do meu interesse ou com visão cristã de serviço ao próximo e à sociedade? Tenho a preocupação de aproximar de Deus aqueles que trabalham comigo?

  • Deveres religiosos

Não vou repetir o que já disse. Dê uma olhada rápida ao capítulo anterior, lá onde se fala de católicos relaxados, praticantes e “vocacionados”, e aplique-o à sua vida. Não lhe custará muito descobrir quais são as janelas da sua alma que estão fechadas e as que estão abertas.

Há deveres que enganam

Há deveres que enganam, porque têm cara de bons, mas são contrários à vontade de Deus.

Podemos pensar em três tipos de deveres enganosos, que usamos como desculpa para não cumprir outros deveres mais importantes:

  • Os deveres-escudo

São aqueles que nos servem de defesa para deixar de lado outros deveres maiores com a consciência tranquila. Muitos têm, por exemplo, a doença da «profissionalite», própria do workaholic: hipertrofiam as obrigações do trabalho profissional para esquivar e até abandonar deveres religiosos e deveres familiares (com a esposa, com o marido, com os filhos, com os pais anciãos), que nunca se deveriam deixar de lado.

  • Os deveres enterrados

São deveres sobre os quais, de vez em quando, a nossa consciência nos acusa: «Eu sei que deveria fazer isso, já atrasei demais», mas temos preguiça até de pensar neles. Desculpamo-nos, dizendo: «não são urgentes, qualquer dia eu faço», e todos sabemos que esse «qualquer dia» significa nunca.

  • Os deveres enferrujados

São os deveres suportados de má vontade e apenas “liquidados”. Caímos, então, na figura do «mau burocrata», que faz  o mínimo necessário para não criar problemas para si (não ser dispensado do trabalho, não ter que enfrentar uma discussão conjugal).

Procure levar a sério a vontade de Deus, e pergunte-se como está o seu arquivo morto de deveres ignorados. Entre a fundo nesse exame. Se consegue fazer uma listinha, verá como lhe faz bem.

Trecho do livro Deus na vida cotidiana, Cultor 2019