terça-feira, 7 de abril de 2020

A PROFECIA DO PADRE PIO


Jesus disse ao Padre Pio:
" - A hora da Minha Vinda está próxima, mas vou mostrar misericórdia, um castigo terrível será testemunho dos tempos."

" - Os pecados dos homens se multiplicaram além da medida: 
- Irreverência na Igreja;
- Orgulho pecaminoso cometido em atividades religiosas simuladas;
- Falta de verdadeiro amor fraternal;
- Indecência no vestir, especialmente em estações de verão.
- O mundo está cheio de iniquidades."

" - Também escolhi almas em outros países como a Bélgica, a Suiça, a Espanha que receberam essas revelações para que outros países também possam estar preparados."

" - Meus anjos que devem ser os carrascos deste trabalho, estão prontos com suas espadas pontudas, eles terão especial cuidado em aniquilar todos aqueles que zombaram de mim e não acreditaram em minhas revelações." 


" - O peso do equilíbrio divino alcançou a Terra.
- A ira de Meu Pai será derramada sobre todo o mundo. 
- Estou novamente alertando o mundo através de você, como muitas vezes fiz até agora."

" - Esta catástrofe virá sobre a terra como um relâmpago e no momento que a luz do meio dia do sol será substituída pela escuridão negra!
- Ninguém deve sair de casa ou olhar por uma janela a partir deste momento.
- Eu mesmo irei em meio ao trovão e ao relâmpago."

" - Os ímpios verão o Meu Divino Coração."

" - Haverá grande confusão por causa de trevas absolutas em que toda a terra se envolverá, e muitos, muitos morrerão de medo e desespero."

" - Furações de fogo derramarão das nuvens e se espalharam pela Terra inteira. 
- Tempestades, mau tempo, raios e terremotos irão cobrir a terra por dois dias. 
- Uma chuva ininterrupta de chuva de fogo ocorrerá." 

" - Começará durante uma noite muito fria.
- Tudo isso para provar que Deus é o Mestre da Criação.
- Aqueles que esperam em mim e acreditaram nas minhas palavras não tem nada a temer porque não os abandonarei, nem aqueles que espalham a minha mensagem.
- Nenhum mal virá para aqueles que estão em estado de graça e que procuram a proteção da Minha Mãe." 

" - Vou preservar a propriedade dos eleitos, incluindo os animais, pois eles também precisarão de um sustento."

O Padre Pio disse:
" - Jesus não quer que vejamos a ira de Deus porque a raiva de Deus deve ser contemplada com medo e tremor."

Jesus fez estas recomendações ao Padre Pio e que deveriam ser transmitidas para todos nós:
" - Para que estejais preparados quando isto acontecer, Eu lhes darei os seguintes sinais e instruções: 
- A noite fria será muita fria.
- O vento rugirá. 
- Depois de um tempo os raios serão ouvidos, bloqueie todas as portas e janelas e não fale com ninguém fora de casa. 
- Ajoelhe-se diante de um Crucifixo. 
- Lamente os seus pecados e implore a proteção da Minha Mãe.
- Não olhe durante o terremoto porque a ira de Deus é santa."

" - Aqueles que ignoram este conselho serão mortos instantaneamente.
- O vento carregará gases venenosos que serão difundidos em toda a Terra."

" - Aqueles que sofrem e morrem inocentemente serão mártires e estarão comigo no Meu Reino."

Jesus recomenda:
" - Não saia de casa nestes dias. 
- Mantenha suas janelas fechadas.
- Não olhe para fora.
- Acenda uma vela benta, se a vela for benta ela ficará acesa nos três dias.
- Reze o Rosário.
- Leia livros espirituais, principalmente, a Bíblia.
- Faça Atos de Comunhão espiritual.
- E também Atos de amor que são tão agradáveis para nós.
- Ore com os braços estendidos.
- Reze com os joelhos no chão para que as almas passam a ser salvas. 
- Não vá para fora de casa.
- É preciso que sua comida seja suficiente.
- Os poderes da natureza serão movidos em uma chuva de fogo. E as pessoas tremerão por causa do medo."

"- Tenha coragem, Eu estou no meio de vocês." 


" - Cuide dos animais durante estes dias, Eu sou o Criador e Preservador de todos os animais, bem como do homem.
- Devo dar-lhes alguns sinais de antemão, altura em que vocês devem dar comida aos animais.
- Não deixe que ninguém atravesse o quintal, mesmo que seja para alimentar os animais. 
- Aquele que se afastar perecerá. 
- Feche suas janelas cuidadosamente.
- Meus eleitos não verão a minha ira."

"- Tenha confiança em Mim, e Eu serei a sua proteção. Sua confiança me obriga a ajudar."


" - Prostre-se no chão.
- Nos dias trevas, os meus eleitos não devem dormir, assim como os discípulos no Jardim das Oliveira. Eles, devem orar incessantemente, e não ficarão decepcionados Comigo.
Eu reunirei os meus eleitos."

" - O inferno acreditará estar em posse de toda a Terra, mas Eu a resgatarei!
- Você talvez pense que eu permitiria que Meu Pai tenha tais castigos terríveis sobre o mundo, se o mundo passasse da iniquidade para a justiça? Mas por causa do meu grande amor, esses aflições serão permitidas para vir sobre o homem."

" - Peça a intercessão da Minha querida Mãe, implore a sua ajuda."

" - Aqueles que lutaram pela Minha causa receberão a graça do Meu Divino Coração." 

" - E o grito "QUEM É COMO DEUS?" servirá como meio de proteção para muitos."

" - No entanto, muitos devem queimar nos campos abertos como capim úmido!
- Os ímpios serão aniquilados, para que, depois, os justos possam voltar a ficar."

" - No dia, assim que a escuridão completa se estabelecer, ninguém deve sair da casa ou olhar por fora da janela.
- A escuridão durará um dia e uma noite, seguida por outro dia e uma noite, o outro dia - mas na noite seguinte, as estrelas resplandecerão novamente, e na manhã seguinte o sol ressuscitará, e será Primavera!"

" - Nenhuma compreensão humana pode entender a profundidade do Meu amor!
- Ore! Ore! Desejo suas orações."

" - Minha querida Mãe Maria, São José, São Miguel, Santa Isabel, São Conrado, São Pedro, Santa Teresinha, seus Santos Anjos, serão seus intercessores.
- Implore sua ajuda!
- Sejam valentes soldados de Cristo!"

" - Ao retornar da luz, que todos deem graças à Santíssima Trindade pela sua proteção!"

" - A devastação deve ser muito grande! Mas Eu, seu Deus, terei purificado a Terra."

" - Estou com você.
- Tenha confiança!"

Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o Vosso Reino!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

VISITA AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Ele me esperava”: mais um testemunho arrebatador da presença de ...


"PRIMEIRA VISITA AO SS. SACRAMENTO.

S. Afonso de Liguori dá o seguinte conselho:

"Visitai frequentemente o SS. Sacramento, ao menos uma ou duas vezes por dia, e fazei nestas visitas: primeiro, atos de fé e arrependimento dos pecados, e, em seguida, pedi fervorosamente e intimamente a santa perseverança e o santo amor." Propõe estes atos:

1. Meu Jesus, dou-vos infinitas graças por vos haverdes dignado permanecer conosco no SS. Sacramento.

2. Amo-vos, ó meu sumo Bem, de todo coração e sobre todas as coisas, e porque vos amo, arrependo-me de todos os pecados, graves e veniais, com que vos tenho ofendido.

3. Meu Jesus, peço-vos que me concedais a graça da perseverança e o vosso santo amor.
Ao mesmo tempo, dirijamo-nos, também, a Maria Santíssima, suplicando-lhe sua intercessão, a fim de obtermos as duas graças já mencionadas: a perseverança e o santo amor."
Referências bibliográficas: 
Obra fragmentada. p. 241.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


"SEGUNDA VISITA AO SS. SACRAMENTO.

1. Ato de agradecimento e de oferecimento.
(de Sto. Afonso de Liguori)

Senhor meu Jesus Cristo, que pelo amor que tendes aos homens, permaneceis noite e dia neste Sacramento, cheio de piedade e de amor, esperando, chamando e acolhendo a todos os que vos vêm visitar, creio nesta vossa divina presença. Adoro-vos, do abismo do meu nada, e agradeço-vos por todas as graças que me concedestes, especialmente a de poder-vos receber neste augustíssimo Sacramento e a de me terdes dado como Advogada no céu, Nossa Senhora, vossa Mãe Santíssima, e a de me terdes chamado a esta igreja.
Saúdo, pois, hoje o vosso amantíssimo Coração, e isto especialmente por três motivos. Primeiro, em ação de graças pela grande dádiva da vossa presença real. Segundo, em desagravo de todos os ultrajes que da parte dos vossos inimigos recebeis neste Sacramento. Enfim, para adorar-vos, por esta visita, em todos os lugares da terra, onde sois menos reverenciado e vos encontrais mais abandonado.
Ó meu Jesus, eu vos amo de todo o meu coração. Pesa-me de ter, no passado, ofendido tantas vezes a vossa bondade infinita. Prometo, com o auxílio da vossa graça, nunca mais ofender-vos no futuro. E agora, em minha miséria, me entrego e consagro totalmente a vós, renuncio a toda a vontade própria, a todos os afetos e desejos, a todas as minhas coisas, para vo-las oferecer. De hoje em diante disponde de mim e de tudo quanto possuo, como vos aprouver. Só procuro e peço o vosso santo amor, a perseverança final e o completo cumprimento da vossa santíssima vontade. Recomendo-vos as almas do purgatório, especialmente as que foram mais devotas do SS. sacramento e de Maria Santíssima. Recomendo-vos também todos os pobres pecadores.
Uno enfim, ó amado Salvador, todos os meus afetos com os do vosso amorosíssimo Coração, e assim unidos, eu os ofereço ao vosso Eterno Pai, pedindo-lhe em vosso nome que, por vosso amor, os aceite e atenda.
(5 anos de indulg. - plen. rec. mens. conf. com. or.)

2. Ato de reparação honorífica.
Com a aquele profundíssimo respeito, que a fé me inspira, ó meu Deus e meu Salvador, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, amo-vos de todo o coração e adoro-vos, recluso como estais no Santíssimo Sacramento do altar, em reparação de todas as irreverências, profanações e sacrilégios que eu tenha podido cometer, como também, de todos os que por outros se têm feito ou se possam infelizmente fazer no futuro.
Adoro-vos, pois, ó meu Deus, não como o mereceis nem como eu vos deveria adorar, mas, ao menos, como posso e quisera podê-lo fazer. Entretanto, quero adorar-vos por todos aqueles que não vos adoram, os maus católicos, os herejes, os cismáticos, os maometanos, os judeus, e peço-vos a graça da sua conversão. Ó sim, meu Jesus, fazei que por todos sejais conhecido, adorado, amado e honrado a todo o momento, no Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

Eu vos adoro em todo o momento, 
Ó vivo Pão do céu, augusto Sacramento.
(300 dias de indulg. - plen. rec. mens. cond. cost.)

O meu Jesus, ó Coração de Maria, 
Abençoai, assim suplico, minha alma.
Ó meu Jesus, santíssimo Redentor,
Meu coração vos dou, por sincero amor.

3.Comunhão espiritual
Meu jesus, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e desejo-vos ardentemente. Mas, visto que não posso agora receber-vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração. Abraço-vos como se, com efeito, vos tivesse em meu peito e me uno todo a vós. Ó, não permitais que me separe de vós.
(S. Af. Lig.)
(3 anos; - plen. rec. mens. cond. cost.)

4. Visita a Maria Santíssima.
Imaculada Virgem e Mãe minha, Maria, a vós recorro hoje, eu, o mais miserável dos homens, a vós, Mãe do meu Senhor, Rainha do mundo, Advogada, esperança e refúgio dos pecadores. A vós, ó grande Rainha, ofereço a minha homenagem e vos agradeço por todos os favores, de que me haveis cumulado até agora, especialmente o de me terdes livrado das penas do inferno, que tantas vezes mereci.
Eu vos amo, ó minha amabilíssima Soberana, e, pelo amor, que vos consagro, prometo servir-vos sempre e fazer tudo o que me possível, para que sejais também servida pelos outros. Em vós ponho toda a minha esperança, nas vossas mãos entrego a minha eterna salvação. Aceitai-me como vosso servo e tomai-me sob a vossa proteção, ó Mãe de misericórdia. E já que sois tão poderosa diante de Deus, livrai-me de todas as tentações ou alcançai-me, ao menos, a graça de vencê-las sempre, até o fim da minha vida.
Peço-vos um verdadeiro amor a Jesus Cristo. Por vós espero alcançar um dia uma santa morte. Ó minha Mãe, por vosso amor a Deus vos suplico que me assistais em todo o tempo, mas particularmente no último momento da minha vida.
Não me abandoneis enquanto não me virdes entre os bem-aventurados no céu, onde vos bendirei e cantarei o louvor à vossa misericórdia, por todos os séculos. Assim seja.
(3 anos de indulg., diante de uma imagem de Maria SS. - plen. rec. mens.cond. cost.)

5. Aos santos Anjos
Ó espíritos celestiais, anjos custódios dos nossos sacrários, onde está abrigado o adorável penhor do amor divino! Protegei-o contra a profanação dos ímpios, que o querem roubar, e guardai-o sempre para o nosso amor."

Referências bibliográficas: 
Obra fragmentada. p. 242-247.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


"TERCEIRA VISITA AO SS. SACRAMENTO.

Adoração e agradecimento às três Pessoas Divinas.

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Eu vos adoro, ó Eterno Pai, e vos rendo graças pelo amor infinito com que vos dignastes enviar o vosso Filho para me remir e dar-me como alimento da minha alma. Eu vos ofereço todos os atos de adoração e agradecimento, que vos dirigem os anjos e os santos no céu e as almas dos justos sobre a terra. Eu vos louvo, amo e agradeço com todos os louvores, todo o amor e todas as ações de graças, com que vos louva, ama e agradece este mesmo vosso Filho no Santíssimo Sacramento, e vos rogo façais que todos o conheçam, amem, honrem, lhe agradeçam e o recebam dignamente neste divino Sacramento. Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.
Eu vos adoro, ó Eterno Filho, e vos rendo graças pelo amor infinito, com que por mim vos fizestes homem, nascestes num estábulo, fostes educado numa oficina e sofrestes fome e sede, frio e calor, trabalhos e tribulações, desprezo, perseguições, açoites, espinhos e cravos, e a morte na dura cruz. Eu vos agradeço, com toda a igreja militante e triunfante, pela infinita caridade com que instituístes o Santíssimo Sacramento, a fim de servir de alimento à minha alma. Adoro-vos em todas as hóstias consagradas no mundo inteiro. Rendo-vos graças também por todos os que não  vos conhecem e não vos agradecem. Quisera poder sacrificar a minha vida, para fazer que de todos sejais conhecido, amado e honrado neste Sacramento de amor, e para impedir as irreverências e sacrilégios que continuamente se cometem. Amo-vos, ó meu Jesus e desejo amar-vos e receber-vos com o amor, a pureza e os afetos de vossa Santíssima Mãe e com o amor e a perfeição do vosso próprio puríssimo Coração. Ó amabilíssimo esposo da minha alma, operai em mim, ao vos receber no Santíssimo Sacramento, aqueles efeitos pelos quais vindes a nós, e fazei que eu antes morra do que receber-vos indignamente. Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.
Eu vos adoro, ó Espírito Santoe vos rendo graças pelo amor infinito, com que operastes o inefável mistério da encarnação, e por aquela infinita caridade com que formastes do sangue puríssimo da Virgem Maria, o santíssimo corpo de Jesus, que no augusto Sacramento é o  alimento da minha alma. Rogo-vos que ilumineis o meu espírito, e purifiqueis o meu coração e os corações de todos os homens, a fim de que conheça bem este grande benefício de amor e receba dignamente o Santíssimo Sacramento.Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.

Tão divino Sacramento
Adoremos a tremer;
Ante o Novo Testamento
Há-de a Antiga Lei ceder:
Sirva a fé de suplemento
Ao que a vista não valer.
Glória ao Pai de majestade,
Seja ao Filho igual louvor,
Ao Espírito em igualdade,
Que dos dois é diva flor,
Ao Deus trino em unidade
Honra, glória, eterno Amor!
Amém.
(Cat. da Arquid. de P. Alegre, pg. 184)

V. Pão do céu lhes destes, Senhor 
(aleluia).
R. Que em si contém todo o sabor
(aleluia).

Oremos

Ó Deus, que neste admirável Sacramento nos conservastes a memória da vossa paixão, concedei-nos, vo-lo pedimos, que veneremos os sagrados mistérios do vosso corpo e sangue, de modo que sempre sintamos o fruto da vossa redenção. Vós que viveis e reinais por todos os séculos. Amém.
(5 anos de indulg. - 10 anos, diante do SSmo. - plen. res. mens. cond. cost.)


Ao Coração Eucarístico de Jesus.

Coração Eucarístico de Jesus, doce companheiro de nosso exílio, eu vos adoro.
Coração Eucarístico de Jesus, eu vos adoro.
Coração solitário, eu vos adoro.
Coração humilhado, eu vos adoro.
Coração abandonado, eu vos adoro.
Coração esquecido, eu vos adoro.
Coração desprezado, eu vos adoro.
Coração ultrajado, eu vos adoro
Coração desconhecido dos homens, eu vos adoro.
Coração que ama os nossos corações, eu vos adoro.
Coração que pede o nosso amor, eu vos adoro.
Coração paciente em nos esperar, eu vos adoro.
Coração pressuroso em nos escutar, eu vos adoro.
Coração que deseja ser rogado, eu vos adoro.
Coração, foco de novas graças, eu vos adoro.
Coração silencioso que procura falar às almas, eu vos adoro.
Coração, doce refúgio da vida silenciosa, eu vos adoro.
Coração, mestre dos segredos da união divina, eu vos adoro.
Coração daquele que dorme, mas não cessa de velar, eu vos adoro.
Coração Eucarístico de Jesus, tende compaixão de nós.
Jesus-vítima, eu vos quero consolar, 
A vós me uno;
Convosco me imolo;
Na vossa presença me humilho;
Para me lembrar de vós, quero esquecer-me de mim;
Por amor de vós, quero ser esquecido e desprezado;
Não quero ser compreendido nem amado senão por vós.
Para ouvir-vos, calar-me-ei e de mim sairei para unir-me convosco.
Fazei que assim alivie a sede ardente que tendes de minha santidade e salvação e que, purificado, eu vos consagre amor puro e verdadeiro.
Não quero cansar por mais tempo a vossa paciência. Aceitai-a, eu me entrego a vós sem reserva. Consagro-vos todas as minhas ações; a minha inteligência para que me ilumineis; o meu coração para que o dirijais; a minha vontade para que a fortaleçais; a minha alma e o meu corpo para que o nutrais; toda a minha miséria para que a socorrais.
Coração Eucarístico de Jesus, cujo sangue é a vida de minha alma, não seja eu quem viva, mas vós que vivais em mim. Amém.

Ato de consagração
ao S. Coração de Jesus (Sta Margarida).

Eu, N.N., consagro e entrego ao sacratíssimo Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo a minha pessoa, minha vida, minhas ações, minhas penas e sofrimentos, não querendo mais servir-me de nenhuma parte de meu ser senão para honrá-lo, amá-lo e glorificá-lo. É esta a minha vontade irrevogável de pertencer-lhe totalmente e fazer tudo por seu amor, renunciando, de todo o meu coração, a tudo quanto lhe poderia desagradar.Escolho-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único objeto do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e inconstância, reparador de todas as faltas da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.
Sede, pois, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, vosso Pai, e desviai de mim os castigos de sua justa cólera. Ó Coração de amor, eu ponho toda a minha confiança em vós, pois receio tudo da minha malícia e da minha fraqueza, mas espero tudo da vossa bondade. Rogo-vos que consumais em mim tudo aquilo que vos possa desagradar ou obstar à vossa divina graça. Imprima-se tão profundamente em meu coração o vosso puro amor, que nunca mais vos esqueça nem me separe de vós. Conjuro-vos, pela vossa imensa bondade, a que inscrevais em vós o meu nome, pois quero fazer consistir toda minha felicidade e glória em viver e morrer como escravo vosso. Assim seja.
(3 anos de indulg. - plen. rec. mens. cond. cost.).

A Maria, Mãe da Confiança.
Ó Imaculada Virgem Maria, veneramo-vos sob o doce título de Mãe da Confiança. Este título, que enche o nosso  coração de suave consolação, nos faz esperar tudo de vós. Se vos foi posto tal nome, é porque ninguém recorre a vós em vão. Aceitai, pois, com bondade maternal as nossas homenagens, com que encarecidamente suplicamos para nós o vosso benigno amparo em todas as tribulações. Antes de tudo, porém, vos suplicamos a graça de permanecermos sempre unidos a vós e a Jesus, vosso Divino Filho¹). Debaixo da vossa direção, sempre seguros trilharemos o caminho reto e teremos assim a felicidade de ouvir no último dia as palavras consoladoras: "Vinde, servos fiéis, entrai no gozo do Senhor." Amém.
(500 dias).
1) Os clérigos acrescentam aqui as seguintes palavras: Dignou-se el escolher-nos, a fim de trabalharmos na sua vinha mística. E vós, que velais cuidadosa para que ela produza abundantes frutos, tomai-vos sob a vossa especial proteção, a fim de que seja abençoado o nosso trabalho."



Referências bibliográficas: 
Obra fragmentada. p. 247-255.

(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

https://ocaminhovirtudesteologais.blogspot.com/2016/

ADORAÇÃO ÀS CINCO CHAGAS DE CRISTO

Thesaurus Precum: Coroa em honra das cinco chagas de Jesus ...

"ATO DE CONTRIÇÃO

Ao prostrar-me ante vós, ó meu amabilíssimo Redentor crucificado, a consciência me acusa de vos ter cravado na cruz tantas vezes quantas cometi pecado grave, ofendendo-vos com enorme ingratidão.
Meu Deus, sumo e perfeitíssimo Bem, digno de todo o meu amor, por me haverdes sempre enriquecido de graças, não posso, em minha miséria, desfazer como quisera minhas obras más. Detesto-as, porém, com íntima dor de vos ter ofendido, a vós que sois a Bondade infinita. E, ajoelhado a vossos pés, procuro, ao menos, compadecer-me de vós, dar-vos graças, pedir-vos perdão e emenda, e, com todo o fervor, preparar-me para a confissão.



À SANTA CHAGA DO PÉ ESQUERDO

Adoro-vos, sacratíssima chaga do pé esquerdo. Compadeço-me de vós, ó Jesus, pela acerbíssima dor que padecestes. Dou-vos graças pelo amor com que tanto vos afadigastes por me afastar do caminho da perdição, ensanguentando-vos entre os espinhos e abrolhos de meus pecados. Ofereço ao Eterno Pai o amor e as dores de vossa santíssima humanidade em expiação de minhas iniquidades, que detesto agora com sincera e profunda contrição.


Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.


Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Fazei, santa Mãe de amor, que se imprimam no meu peito as chagas do Redentor.



À SANTA CHAGA DO PÉ DIREITO

Adoro-vos, sacratíssima chaga do pé direito. Ó meu Jesus, compadeço-me de vós pela acerbíssima dor que padecestes. Dou-vos graças pelo amor com que, sofrendo angústias e derramando o sangue, quisestes ser traspassado para reparar a liberdade e os prazeres que concedi às minhas desenfreadas paixões. Ofereço ao Eterno Pai as dores e o amor de vossa santíssima humanidade, pedindo-lhe a graça de fazer-me chorar com ardentes lágrimas as minhas faltas e de perseverar no bem começado, sem jamais tornar a separar-me da obediência aos divinos preceitos.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.



Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.


Fazei, santa Mãe de amor, que se imprimam no meu peito as chagas do Redentor.


À SANTA CHAGA DA MÃO ESQUERDA

Adoro-vos, sacratíssima chaga da mão esquerda. Ó meu Jesus, compadeço-me de vós pela acerbíssima dor que padecestes. Dou-vos graças por me terdes afastado com tanto amor dos flagelos e da eterna condenação, que mereci por minhas iniquidades. Ofereço ao Eterno Pai as dores e o amor de vossa santíssima humanidade, rogando-lhe a graça de aproveitar o tempo que ainda me resta de vida, em produzir dignos frutos de penitência, atenuando, assim, a ira da justiça divina.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Fazei, santa Mãe de amor, que se imprimam no meu peito as chagas do Redentor.


À SANTA CHAGA DA MÃO DIREITA

Adoro-vos, sacratíssima chaga da mão direita. Ó meu Jesus, compadeço-me de vós pela acerbíssima dor que padecestes. Dou-vos graças por me terdes sempre enriquecido de benefícios com tanto amor, não obstante eu corresponder tão mal à vossa graça. Ofereço ao Eterno Pai as dores e o amor de vossa santíssima humanidade, a graça de mudar o meu coração e os meus afetos, e de fazer que pratique todas as minhas ações em conformidade com o seu divino beneplácito.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Fazei, santa Mãe de amor, que se imprimam no meu peito as chagas do Redentor.


À SANTA CHAGA DO LADO

Adoro-vos, sacratíssima chaga do lado de Jesus. Compadeço-me de vós, ó Jesus, pelo cruel insulto que padecestes. Dou-vos graças pelo amor com que permitistes que fosse pelo amor com que permitistes que fosse ferido o vosso lado e o vosso Coração, e com que destes as últimas gotas de sangue e água, para tornar copiosa a minha redenção. Ofereço ao Eterno Pai os ultrajes e o amor de vossa santíssima humanidade, para que naquele coração amorosíssimo, pronto e desejoso para acolher os maiores pecadores, entre também a minha alma e dali não se aparte mais.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.


Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Fazei, santa Mãe de amor, que se imprimam no meu peito as chagas do Redentor.


À MÃE DOLOROSA 

Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, mártir do amor e de dor, ao testemunhar os tormentos e opróbrios de Jesus, vós concorrestes no benefício de minha redenção com as angústias e aflições sem número que sofrestes, e com a oferta que fizestes ao Eterno Pai do seu e vosso Unigênito, em holocausto e vítima de propiciação por meus pecados. Dou-vos graças pelo amor ilimitado com que intercedestes junto ao Pai e ao Filho por mim, pedindo a graça da total correção de meus costumes, para que não torne a crucificar, com minhas culpas, o meu amoroso Redentor, mas, perseverando em sua graça, obtenha a vida eterna pelos merecimentos de sua dolorosa paixão e morte na cruz. 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.


Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.




OREMOS

Ó Senhor Jesus Cristo, que na hora sexta subistes ao patíbulo da cruz para a redenção do mundo, e derramastes o vosso precioso sangue para a remissão dos pecados, humildemente vos rogamos concedais que, depois da nossa morte, cheios de gozo, entremos no paraíso. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

Interceda por nós, ó Senhor Jesus Cristo, agora e na hora da nossa morte, ante a vossa clemência, a beatíssima Virgem Maria, vossa Mãe, cuja sacratíssima alma traspassou a espada de dor na hora da vossa paixão. Amém."

Referência:
Obra fragmentada. p. 52-57.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

https://ocaminhovirtudesteologais.blogspot.com

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Não desças da cruz Reflexão sobre o Evangelho do Domingo de Ramos - Mateus 26,14-27,66

Ao contemplar o Crucificado, a nossa reação não pode ser de zombaria ou desprezo, mas de oração confiante e agradecida

Ao contemplar o Crucificado, a nossa reação não pode ser de zombaria ou desprezo,
mas de oração confiante e agradecida
(Christoph Schmid/ Unsplash)

Por José Antonio Pagola*
Segundo o relato Evangélico, os que passavam diante de Jesus crucificado zombavam dele e, rindo-se do seu sofrimento, faziam duas sugestões sarcásticas: se és o Filho de Deus, “salva-te a ti mesmo” e “desce da cruz”.
Essa é exatamente a nossa reação perante o sofrimento: salvar-nos a nós mesmos, pensar apenas no nosso bem-estar e, portanto, evitar a cruz, passarmos a vida evitando tudo o que nos pode fazer sofrer. Será também Deus como nós? Alguém que só pensa em si mesmo e na sua felicidade?
Jesus não responde à provocação daqueles que zombam dele. Não pronuncia qualquer palavra. Não é o momento de dar explicações. Sua resposta é o silêncio. Um silêncio que é respeito por quem o despreza e, acima de tudo, compaixão e amor.
Jesus apenas quebra o seu silêncio para dirigir-se a Deus com um grito desgarrador: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Não pede que o salve baixando da cruz. Só que não se oculta nem o abandona neste momento de morte e sofrimento extremo. E Deus, seu Pai, permanece em silêncio.
Somente ouvindo a profundidade deste silêncio de Deus, descobrimos algo de seu mistério. Deus não é um ser poderoso e triunfante, calmo e feliz, alheio ao sofrimento humano, mas um Deus calado, indefeso e humilhado, que sofre conosco a dor, a escuridão e até a própria morte.
Por isso, ao contemplar o Crucificado, a nossa reação não pode ser de zombaria ou desprezo, mas de oração confiante e agradecida: “Não desças da cruz. Não nos deixes só na nossa aflição. De que nos serviria um Deus que não conhecesse o nosso sofrimento? Quem nos poderia entender?”.
A quem poderiam esperar os torturados de tantas prisões secretas? Onde poderiam colocar a sua esperança tantas mulheres humilhadas e violentadas sem qualquer defesa? A que se agarrariam tantos doentes crônicos e os moribundos? Quem poderia oferecer conforto às vítimas de tantas guerras, terrorismo, fome e miséria? Não. “Não desças da cruz; pois se não te sentirmos ‘crucificado’ junto de nós, ficaremos mais ‘perdidos’”.
Publicado originalmente por Religión Digital e traduzido pelo IHU.

sábado, 4 de abril de 2020

Você não sabe o que fazer com seus dias? Tente aprofundar seu relacionamento com Deus

PONDER

Cada um de nós é chamado a um relacionamento pessoal e íntimo com Deus, no segredo do nosso coração. Por que não aproveitar o confinamento para aprofundar esse relacionamento?

Deus ama os homens um por um, nunca “em bloco”. Ele nos une como um povo, mas esse povo é composto de pessoas únicas, com as quais ele deseja viver uma história de amor totalmente nova. Deus nunca cria dois seres iguais, e nunca nos ama com amor comum. Quando Jesus falou às multidões, todos ouviram a mesma coisa, mas cada um foi tocado pessoalmente, de uma forma diferente. É o mesmo Evangelho que é dado a todos nós, mas cada um o recebe com as graças que lhe são próprias, de acordo com a vocação que é sua e que não interessa aos outros. É um segredo nosso com o Senhor.
Cada pessoa tem um relacionamento especial com Deus
Deus dá a cada um o que é melhor para esta pessoa, e somente para ela, no devido tempo. Ao longo de nossas vidas, ele nos revela pacientemente e com discernimento aquilo que vamos sendo capazes de entender. Ele nos faz avançar em nosso ritmo, de forma que não precisamos nos comparar com ninguém. Não cabe a nós medir, nem muito menos controlar aquilo que Deus deseja realizar em nós. Muitas vezes, isso acontece sem o nosso conhecimento: nunca sem nós, nunca apesar de nós, mas de maneira tão discreta que nos escapa! Dessa forma, quando rezamos, o mais importante não é o que é visto no exterior, nem mesmo aquilo que percebemos do nosso interior. O mais importante é o silencioso trabalho de Deus “mais íntimo de nós do que nós mesmos” (Santo Agostinho).
Deus não se impõe. Ele sempre se dirige a nós com grande discrição, a fim de respeitar nossa liberdade. Ele nunca tenta nos prender ou foçar a sua vontade sobre nós. “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (1 Ap 3, 20-21). Se ninguém abre, Deus fica na porta, pois ele nunca nos força a recebê-lo. Ninguém pode saber se eu abri minha porta ao Senhor, ou até que ponto eu a abri. Da mesma forma que eu não sei se os outros o abriram, mesmo quando estão muito perto de mim (marido, filhos, amigos).
Aproveite o silêncio para ouvir melhor o Senhor
Deus não faz barulho para não nos assustar. Ele não se esconde, mas se faz muito pequeno, para não humilhar aquele a quem se dirige. Para revelar-se a nós, ele se fez homem “manso e humilde de coração” (Mt 11, 29). Sua palavra não é estrondosa, mas suave “como uma brisa leve” (1 Reis 19, 12). Devemos, portanto, ficar em silêncio para ouvi-lo e adentrar na morada do nosso coração. “Quando você rezar, entre no seu quarto, feche a porta, e reze ao seu Pai ocultamente” (Mt 6, 6).
Nós não nos retiramos “para as profundezas de nossa casa” para permanecermos enclausurados, fechados em nós mesmos ou aconchegados em uma confortável conversa com Deus. Entramos em nós mesmos para receber tudo o que nos permitirá agir e amar nossos irmãos, no concreto da vida cotidiana. O confinamento, precisamente, pode ser um período favorável para descobrir o esplendor do silêncio e provar a alegria de um momento de solidão ou mesmo para descobrir o sabor da leitura.
Envolvendo as crianças
A educação sobre a interioridade pressupõe grande discrição de nossa parte. Se somos pais, devemos permitir que cada um de nossos filhos ouça e responda ao chamado de Deus. Mas não precisamos saber o que eles vivem de coração para coração com Deus, mesmo quando são pequenos. Não é necessariamente fácil. Porque temos que estar atentos e disponíveis para poder ajudá-los quando e como eles precisam e, ao mesmo tempo, permanecer respeitosamente no limiar de seu jardim secreto.
Christine Ponsard

Você tem medo do teu futuro depois do Covid-19? Ouça este monge

WIRUS

A incerteza e a imprevisibilidade surgiram para perturbar a vida de milhões de pessoas. Uma preocupação permanente sobre o futuro agora ocupa a mente de todos. Como avançar e continuar vivendo além desses medos?

Omedo é um termo genérico muito amplo para designar várias noções. É uma reação natural e psicológica, às vezes muito útil. Primeiro, é um reflexo da sobrevivência que vem do nosso lado animal. Ele salva nossas vidas quando nos faz correr para fugir de um perigo. É também um estimulante que nos mantém alertas. Também pode nos paralisar ou nos fazer realizar atos tolos.
Num nível mais profundo, o medo causa preocupação, principalmente em relação ao futuro e a tudo que não controlamos. No entanto, é possível superá-lo. São as explicações do Frei Alain Quilici, que é o prior do convento dominicano em Toulouse, França.
Como você luta contra o medo do futuro?
Temos medo do desconhecido e, portanto, do futuro. A rejeição da doença e da morte, instintivamente inscrita em nós, continua sendo um medo essencial. Somos encorajados a administrar essas ansiedades através de seguros (de aposentadoria, de incêndio, de roubo, de doença), para multiplicar as garantias contra todos os nossos medos sob o pretexto do realismo. No entanto, a insegurança continua sendo a mesma: todas essas precauções nunca podem nos proteger 100% do perigo.
O único antídoto é o de viver no presente, focado no que temos que fazer hoje. São Luis de Gonzaga dizia: “Se eles anunciassem minha morte iminente, eu continuaria brincando se fosse a hora de brincar”. É isso que Cristo nos convida para praticar no Evangelho: “Não se preocupem com a sua vida (…). Olhem para os pássaros no céu: eles não semeiam nem colhem, nem se acumulam em celeiros, e no entanto, o Pai que está no céu os alimenta. ”
Quando Cristo nos diz “Não se preocupem”, do que Ele quer nos libertar?
De todos os nossos medos humanos. Cristo nos conhece intimamente. E no Evangelho, os apelos à paz do coração são frequentes. Os apóstolos no barco, durante a tempestade, tinham boas razões para tremer. Todos esses medos são legítimos. Jesus não censura nada, pelo contrário, ele quer nos apaziguar. A mesma coisa que uma mãe que diz ao seu filho: “Não tenha medo, eu estou aqui”.
A ação de Deus, como Cristo nos revela, é uma ação tranquilizadora. O Senhor Jesus, que convida o homem a não ter medo, revela-se como mestre dos acontecimentos que nos ameaçam. Ele é mais poderoso do que eles. Cuida de nós. Este não é um convite humano para dominar por mera vontade, mas um incentivo para confiar nele. Esta é a luta do crente.
O remédio para o medo é se colocar nas mãos do Senhor Jesus. São João Paulo II assumiu esse mandato em outro contexto, o dos medos de nossas sociedades: “Não tenha medo dos outros, não tenha medo de ser você mesmo. Seja livre! “
Esse pedido de Cristo é realista? Podemos ficar calmos?
Cristo não suprime o medo visceral nem a morte, mas transforma os dois. Ele venceu a morte, que se tornou a porta de entrada para a vida eterna. O mártir tem medo, com certeza, mas ele confia em Deus. Santo Tomás Moro, em suas cartas desde a prisão para a sua filha, fala muito sobre sua angústia ao morrer, mas, quando chega ao cadafalso, encontra forças para dizer com humor ao seu carrasco: “Agradeço agora por fazer seu trabalho, porque depois será mais difícil para mim ”.
O santo não evita o medo?
O próprio Jesus, em sua agonia, estava com medo. Os santos e os mártires têm confiança nos ensinos do Senhor: “Não temam os que matam o corpo …” (Mt 10,28). O Evangelho é um grande livro de conforto. Vemo-lo nas parábolas. Embora Deus seja um professor exigente, ele também é um consolador.
O que podemos legitimamente temer?
Traindo a Deus, pecando, não sendo fiéis aos seus ensinos, devemos ter medo disso. Lembremo-nos de São Luís e das recomendações que ele fez ao seu filho no leito de morte: “Cuidado com todos os pecados mortais”, aqueles os quais cometemos sabendo que definitivamente nos distancia de Deus se nunca pedirmos perdão. “Temam antes àquele que pode lançar a alma e o corpo à Gehenna [ao inferno]”, diz Mateu.
O medo do Tentador é um medo salvador que nos mantém alerta. Devemos estar vigilantes diante das tentações, entre as quais o orgulho é a maior de todas. Vamos distinguir bem a prova da tentação: o Diabo quer nos arrastar para o mal e nos fazer cair, enquanto Deus nos permite enfrentar provações para nos fazer crescer. Como nos exames os quais o aluno faz para passar para o curso seguinte.
Armas espirituais devem ser usadas para lutar contra um adversário espiritual: faça o sinal da cruz num momento em que a luta se torne dura demais, comprometa-se com a oração da Virgem Maria, reze o terço, faça um caminho da cruz, priva-se de um prazer inútil: é estar no terreno certo do combate que devemos enfrentar.
Florence Brière-Loth

Tempo de desprendimento

PRZEDPOŚCIE

Deus não habita numa alma cheia de bugigangas

Neste tempo da Quaresma, a Igreja nos faz repetidas chamadas para que nos desprendamos das coisas da terra e assim acumulemos o nosso coração de Deus. Em Jr 17,7-8, nos diz: “Bendito o homem que deposita a sua confiança no Senhor e põe n’Ele a sua esperança. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as suas raízes para o arroio. Quando chegar o estio, não o temerá, e a sua folhagem continuará verdejante. Não a inquieta o ano de seca; continua a produzir frutos”. O Senhor cuida da alma que colocou n’Ele o seu coração.
O Senhor deseja que nos ocupemos das coisas da terra e as amemos corretamente: “Enchei a terra e submetei-a” (Jr 17, 6). Mas uma pessoa que ame “desordenadamente” as coisas da terra não deixa lugar na sua alma para o amor a Deus. São incompatíveis o “apego” aos bens e o amor ao Senhor: “Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6,24). As coisas podem converter-se numa amarra que nos impeça de chegar a Cristo. E se não o alcançarmos, para que serve a nossa vida?
Para chegar a Deus, Cristo é o caminho. Mas Cristo está na cruz; e, para subir à cruz, é preciso ter o coração livre, desprendido das coisas da terra. Ele nos deu o exemplo: passou pelos bens desta terra com perfeito senhorio e com mais plena liberdade. “Sendo rico, fez-se pobre por nós” (2 Cor 8,9). Para segui-Lo, estabeleceu-nos uma condição indispensável: “Qualquer um de vós que não renuncie a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 33). Este não renunciar aos bens encheu de tristeza o jovem rico, que tinha posses e estava muito apegado a elas. Quando não perdeu nesse dia este homem jovem que tinha meia dúzia de coisas que, em breve, lhe fugiriam das mãos.
Os bens materiais são bons, porque são de Deus. São meios que Deus pôs à disposição do homem desde a criação, para que se desenvolvesse em sociedade com os outros. Somos administradores desses bens por um breve espaço de tempo. Tudo nos deve servir para amar a Deus – Criador e Pai – e aos outros. Se nos apegamos às coisas que temos e não praticamos atos de desprendimento efetivo, se os bens não nos servem para fazer o bem, se nos separam do Senhor, então não são bens, convertem-se em males.
Exclui-se do Reino dos céus todo aquele que põe as riquezas como centro da sua vida; idolatria, é como chama São Paulo a avareza. Um ídolo ocupa o lugar que só Deus deve ocupar. Exclui-se de uma verdadeira vida interior, de um relacionamento de amor com o Senhor, todo aquele que não quebra as amarras, ainda que finas, que o atam de um modo desordenado às coisas, às pessoas e a si próprio.
Com o bom uso que fizemos dos bens materiais – muitos ou poucos – que Deus pôs nas nossas mãos, ganharemos a vida eterna. A vida é o tempo de ganhar méritos. Se formos generosos e tratarmos os outros como filhos de Deus, seremos felizes aqui na terra e depois na outra vida. A caridade, nas suas diversas formas, é sempre realização do Reino de Deus, bem como a única bagagem que nos sobrará deste mundo que passa.
O nosso desprendimento deve ser efetivo, com resultados bem determinados, que não se conseguem sem sacrifícios; e, também, natural e discreto, como é próprio de cristãos correntes que devem servir-se de bens materiais no seu trabalho ou nas tarefas apostólicos. Trata-se de um desprendimento positivo, porque todas as coisas da terra são ridiculamente pequenas e insuficientes em comparação com o bem imenso e infinito que pretendemos alcançar; e ainda interno, pois diz respeito aos desejos; atual, porque exige que examinemos com frequência onde pomos o coração e tomemos resoluções concretas que assegurem a liberdade interior; e alegre, porque temos os olhos postos em Cristo, bem incomparável, e porque não é uma mera privação, mas riqueza espiritual, domínio das coisas e plenitude.
O desprendimento nasce do amor a Cristo e, ao mesmo tempo, possibilita que esse amor cresça e viva. Deus não habita numa alma cheia de bugigangas. Por isso é necessário um firme trabalho de vigilância e de limpeza interior.
Este tempo da Quaresma é muito oportuno para examinarmos a nossa atitude em face das coisas e em face de nós mesmos: tenho coisas desnecessárias ou supérfluas? Evito tudo o que para mim significa luxo e mero capricho, ainda que não o seja outros? Estou apegado às coisas ou instrumentos que devo utilizar no meu trabalho? Queixo-me quando não disponho do necessário? Levo uma vida sóbria, própria de uma pessoa que quer ser santa? Faço gastos inúteis por precipitação ou falta de previsão? Pratico habitualmente a esmola, generosamente, sem avareza? Contribuo para a manutenção de alguma obra apostólica e para o culto da Igreja com uma ajuda proporcionada aos meus ganhos e despesas?
Que Santa Maria, nossa Mãe, ajude-nos a limpar e ordenar os afetos do nosso coração para que só o seu Filho reine nele. Agora e por toda a eternidade. Coração dulcíssimo de Maria, guardai o nosso coração e preparai-lhe um caminho seguro.

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro