quinta-feira, 16 de abril de 2020

Reflexão para a noite

(( REFLEXÃO PARA A NOITE ))

*ENSINAMENTOS DOS PADRES DO DESERTO.*


*Caminho dos Ascetas*

*Momentos de Escuridão*

Ora o céu está nublado, ora claro; depois se torna novamente chuvoso. Assim é também a natureza humana. É sempre de se esperar que, de quando em quando, as nuvens cubram o sol. Os próprios santos conheceram momentos, dias e semanas de escuridão. Diziam então que "Deus os havia abandonado," para fazê-los tomar verdadeiramente consciência da radical pobreza que vivem quando são entregues assim, a si mesmos, e privados de apoio. São inevitáveis esses momentos de escuridão, em que tudo parece sem sentido, absurdo e vão, em que a gente é importunada pela  dúvida e tentações. Mas, até eles podem ser proveitosamente utilizados.

*Santa noite queridos irmãos e irmãs!*

_Não esqueça de convidar Jesus e os Anjos a estarem contigo nessa noite e nas outras também. Assim como entregamos nosso dia é preciso entregar a noite também!_

*filhosespirituaisdepepio.blogspot.com*

SALMOS: ASAS PARA FUGIR DO MAL

Fuja da aparência do mal

─ Temor e tremor me invadem… Então digo: “Ah! Se eu tivesse asas como a pomba para voar em busca de descanso… Fugiria para longe (Salmo 55,6-8).
Todos nós, em momentos difíceis da nossa vida, sentimos o desejo de fugir. Às vezes, esse desejo foi bom. Outras vezes, ruim. Vamos ver – nesta e mais duas meditações – cara e coroa desse impulso de fuga.
É santo o desejo de fugir de tudo o que nos faz mal e prejudica os outros; fugir sobretudo do que nos afasta de Deus e nos leva a ofendê-lo.
Pensemos, por exemplo, em três fugas que certamente são boas:
  • Fugir das ocasiões de pecado. É o que São Pedro não fez, no início da Paixão de Jesus. Cheio de boa vontade, conseguiu entrar no átrio da casa do sumo sacerdote, onde Jesus estava detido e acorrentado e se iniciava o processo que o levaria à cruz. Queria acompanhar de perto o que iria acontecer com o Mestre.
Esqueceu-se, porém da sua fraqueza. Na Última Ceia, horas antes, havia prometido a Jesus: Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu jamais me escandalizarei (Mt  26,33). Bastou, no entanto, um primeiro embate, e caiu. Uma empregada da casa, quando o viu, disse-lhe: Também tu estavas com Jesus, o galileu. Pedro tremeu de medo (“vai ver que me denuncia, eu também vou ser preso”), e negou diante de todosNão sei o que dizes!.
Ficou assustado, mas não se afastou da área de perigo, de maneira que, diante de mais duas interpelações recaiu, praguejando e jurando: Não conheço este homem!  O galo então cantou pela seguna vez, tal como Jesus havia anunciado, e Pedro, arrasado, saiu fora da casa e chorou amargamente (Mt 27,69-75).
Você não vê que essa passagem da vida de Pedro nos fala das nossas covardias, das nossas quedas, das traições com que negamos a nossa fé e o nosso amor?
Por que isso? Muitas vezes, simplesmente, porque não temos a coragem de fugir. Dessa coragem falam muitos santos:
«O último recurso que tenho – dizia santa Teresinha –para não ser vencida nos combates da vida é fugir… A minha última tábua de salvação é a fuga»[1].
E são Filipe Neri: «Na guerra contra a sensualidade, vencem os covardes», os que fogem da ocasião perigosa[2].
Da mesma forma, são Josemaria: «Não tenhas a covardia de ser “valente”; foge!»[3].
Quantas reincidências temos nós, por não seguir esse conselho dos santos! Difamamos e caluniamos o próximo, porque não temos coragem de sair de um grupo que só comenta intrigas e mexericos. Ou caímos porque não largamos a “balada” que sempre acaba nos levando a pecar contra a castidade e a fidelidade conjugal. Ou não damos um basta  ao vício da pornografia na internet, deletando e fugindo. Ou não sabemos segurar a língua para evitar uma discussão violenta, que pode ter consequências ruins.
  • Fugir da tentação das desculpas. Uma das fraquezas que mais amolecem o caráter e prejudicam a vida espiritual são os pretextos e as desculpas.
«Pretextos. – Nunca te faltarão para deixares de cumprir teus deveres. Que fartura de razões… sem razão! Não pares a considerá-las. – Repele-as e cumpre a tua obrigação»[4].
No capítulo 14º do Evangelho de são Lucas, há um relato de Cristo que poderíamos chamar “a parábola dos pretextos”. Fala de um homem (símbolo Deus) que deu um grande jantar e convidou a muitos… “Vinde, está tudo pronto!” Mas todos , unânimes, começaram a se desculpar. O primeiro disse: “Comprei um terreno e preciso vê-lo…; Outro lhe disse: “Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las”… Outro ainda disse: “Casei-me, e por esta razão não posso ir”.
O anfitrião, indignado, exclui-os da participação na sua mesa, símbolo da união com Deus: Eu vos digo que nenhum daqueles que haviam sido convidados provará o meu jantar” (Lc 14,16-24).
Será que nós não agimos, com demasiada frequência, como esses convidados relapsos?
Somos convidados por Deus para um encontro pessoal com ele na Eucaristia e na oração, ou ele nos pede melhorar o trabalho, ou colaborar com um serviço ao próximo, ou fazer um maior sacrifício em bem da família, ou levar a sério a formação cristã… , e fugimos, achamos desculpas, com máscara de razão e vestes esfarrapadas.
Faltam-nos asas de coragem e responsabilidade para fugir das desculpas.
  • Fugir da autossuficiência do ignorante. Só algumas palavras a respeito disso, começando por uns comentários realistas do cardeal Ratzinger. Falando do «resultado catastrófico da catequese moderna», dizia: «Sem querer condenar a ninguém, é evidente que hoje a ignorância religiosa é tremenda, é só conversar com as novas gerações (…). No posconcílio não se conseguiu, evidentemente, transmitir concretamente os conteúdos da fé cristã. Precisamos nos conscientizar de que não mais conhecemos o Cristianismo»[5].
Onde falta conteúdo, sobra conversa fiada, sobram opiniões sem fundamento, meros palpites religiosos; e, o que mais grave, falta uma “verdade” sobre a qual alicerçar a nossa fé. Daí a urgência de não nos acomodarmos na nossa ignorância religiosa, ficando assim vulneráveis ao contágio de  todos os erros, “interpretações” e confusões dominantes no ambiente.
Insisto. É preciso ter sinceridade e não andar nus – como o rei do famoso conto – imaginando que estamos vestidos. Faz-nos uma falta imensa, urgente, procurar a formação doutrinal católica que não recebemos e, portanto, não possuímos. E precisamos reconhecer que, para isso, é necessário ler, aprender, estudar constantemente, uma vez que nunca estamos suficientemente formados.


[1] Manuscrito C fol 14v-15r.
[2] Pietro Bacci, Vita de san Filippo Neri, 2,13,18
[3] Caminho, n. 132
[4] Ibidem, n. 21
[5] Dag Tessore: Bento XVI. Questões de fé, ética e pensamento na obra e Joseph Ratzinger. Ed. Claridade, São Paulo 2005, pág. 30

“Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


A imagem pode conter: 1 pessoa

Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bi-locar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


(São Padre Pio de Pietrelcina)

15 Pontos Sobre A Oração De Jesus


  1. A oração é uma das maiores e mais fortes potências que concede àquele que ora "nascer de novo", e lhe concede bem-estar corporal e espiritual.
  2. A oração são os olhos e as asas da alma; dá-nos a ousadia, a coragem e força para contemplar a Deus.
  3. Continue orando com a sua boca até que a graça divina ilumine-vos a orar também com o coração. Então, uma celebração divina terá lugar dentro de você de uma maneira maravilhosa, e você não vai mais orar com a boca, mas com a atenção que trabalha no coração.
  4. Se você realmente deseja expulsar todos os pensamentos errantes e purificar a sua mente, você vai conseguir isso apenas através da oração, pois nada é capaz de regular nossos pensamentos tão bem como oração.
  5. Tenha cuidado, porque se você for preguiçoso e desatento na oração, você não fará qualquer progresso, quer na sua busca de devoção ao Senhor, ou na aquisição de salvação e paz de espírito.
  6. O Nome de Jesus Cristo, que nós invocamos na oração, contém dentro dele mesmo um poder restaurador auto-existente e auto-atuante. Então não se preocupe com a imperfeição e secura de sua oração, mas com perseverança aguarde o fruto da invocação repetida do nome divino.
  7. Quando guiadas pela oração, as faculdades morais dentro de nós tornam-se mais fortes do que todas as nossas tentações e as conquistam.
  8. frequência na oração cria um hábito de oração, que rapidamente se torna uma segunda natureza e que frequentemente traz a mente e o coração a um estado espiritual mais elevado. É a única maneira de alcançar as alturas da verdadeira e pura oração. Ela (a frequência) constitui o melhor meio de preparação eficaz para a oração e o caminho mais seguro para chegar ao destino da oração e da salvação.
  9. Cada um de nós é capaz de adquirir a oração interior e torná-la um meio de comunicação com o Senhor. Não custa nada, exceto o esforço para mergulhar no silêncio e nas profundezas de nosso coração, e o cuidado de invocar o doce Nome de Jesus Cristo o mais frequentemente possível, o que nos enche de alegria. Mergulhar em nós mesmos e examinar o mundo da nossa alma, nos dá a oportunidade de conhecer os mistérios do homem, sentir o prazer do auto-conhecimento e de derramar lágrimas amargas de arrependimento por nossas quedas e a fraqueza da nossa vontade.
  10. Possa sua alma abrir caminho com amor para o significado da oração, para que sua mente, sua voz interior, e sua vontade - estes três componentes de sua alma - tornem-se Um, e o Um torne-se Três; para que desta maneira o homem, que é uma imagem da Santíssima Trindade, entre em contato com e se una ao protótipo divino. Como o grande trabalhador e mestre da oração noética, o divino Gregório Palamas de Tessalônica disse: "Quando a unidade de nous (mente) torna-se trina, mas continua a ser única, então ela está unida com a Divina Unidade Triádica, e fecha a porta à todas as formas da ilusão e é levantada acima da carne, o mundo e o príncipe do mundo"( The Philokalia, vol. IV. p.343 )
  11. Onde quer que a oração esteja ativa, há Cristo com o Pai e o Espírito Santo, a Santíssima Trindade, consubstancial e indivisível. Onde quer que haja Cristo, a Luz do Mundo, há a Luz Eterna do Outro Mundo; há Paz e Alegria; há Anjos e Santos; há o Esplendor do Reino. Bem-aventurados são aqueles que na vida presente estão vestidos com a Luz do Mundo - Cristo - pois eles já colocaram as vestes da incorruptibilidade.
  12. Visto que Cristo é a Luz do Mundo, aqueles que não o vêem, que não crêem Nele, estão todos certamente cegos. Por outro lado, todos os que se esforçam para praticar os mandamentos de Cristo andam na luz, confessam Cristo e o veneram e o adoram como Deus. Aquele que confessa Cristo e o respeita como seu Senhor e Deus é fortalecido pelo poder da Invocação de Seu Santo Nome para fazer a Sua vontade. Mas se ele não é fortalecido, é evidente que ele confessa Cristo apenas com a boca, enquanto que em seu coração ele está longe dele.
  13. Assim como é impossível para alguém que anda na escuridão da noite não tropeçar, da mesma forma é impossível para alguém que ainda não tenha visto a Luz Divina não pecar.
  14. O objetivo da Oração do Coração é unir Deus com o homem, trazer Cristo ao coração do homem, banindo o inimigo de lá e destruindo todo o trabalho que ele realizou lá pelo pecado. Pois, como o discípulo amado diz: "Para isto o Filho de Deus se manifestou, para que pudesse destruir as obras do diabo". Só o diabo sabe o poder inexprimível dessas sete palavras da Oração de Jesus, e é por isso que ele guerreia e luta contra a oração com ódio e fúria. Inúmeras vezes os demônios confessaram pela boca de pessoas possuídas que eles são queimados pela ação da oração.
  15. Quanto mais a oração nos une a Cristo, tanto mais nos separa do diabo e do espírito do mundo, que gera e sustenta as paixões.

oracaodejesus.com

Morte ao Mundo - A Guerra Invisível


Na guerra convencional, o inimigo sempre é outra pessoa - uma pessoa. Esse tipo de adversário é óbvio e direto. Em uma guerra invisível, os inimigos são ilusórios e invisíveis.


Os inimigos que encontramos na vida espiritual são identificados como:
O Mundo
A Carne
O Diabo

Isso nos é revelado nos Evangelhos quando Cristo entra no deserto e experimenta tentação. Isso também é identificado por São Paulo:


"Uma vez você caminhou, seguindo o curso deste mundo, seguindo o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está operando nos filhos da desobediência - entre os quais todos vivemos nas paixões de nossa carne" São Paulo de Tarso

Esses inimigos são parcialmente corporais (físicos ou corporais) e incorporais (invisíveis ou corporais). Isso torna o combate a esses inimigos particularmente desafiador. Além do desafio, temos o teatro ou a arena em que vivemos. O espírito da época e da cultura em que vivemos é extremamente favorável à vitória do inimigo. Nos últimos tempos, a cultura moderna e a visão de mundo mudaram rapidamente de uma que encorajava e sustentava virtudes, valores e moral para uma era que se afunda no amor por esses três inimigos da alma. O mundo e todas as coisas do mundo são mantidos com a máxima estima, a carne e todas as formas de conforto e prazer são encorajadas, elogiadas e procuradas a qualquer custo, e o diabo - ele é o príncipe de tudo.
O Mundo

De acordo com o vernáculo moderno, ser mundano significa ser bem-sucedido, ter riqueza material, ter meios de auto-indulgência, conviver com pessoas bonitas, buscar e obter aceitação da classe social desejada. Fama, dinheiro, auto-indulgência são todos altamente valorizados e glorificados em nossa cultura. Embora pareça óbvio que estes não sejam significativos, e embora a maioria das pessoas saiba que eles não proporcionam felicidade, o mundo e todo o seu brilho alcançaram o status mais alto e são o objetivo de quase todos que respiram. O mundo exige nossa atenção e provoca nossa afeição.

Quando os santos usam o termo "mundo", eles não estão se referindo ao planeta ou às pessoas que habitam este adorável planeta. O termo "mundo" deve ser entendido como a parte do mundo que é afetada ou objeto do pensamento e comportamento humanos - ou seja, as paixões. Esta definição é melhor articulada por Santo Isaac, o Sírio:


"O mundo é o nome geral de todas as paixões. Quando desejamos chamar as paixões por um nome comum, as chamamos de mundo. Mas quando desejamos distingui-las por seus nomes especiais, as chamamos de paixões. As paixões são as seguintes: amor pelas riquezas, desejo de bens, prazer corporal de onde provém a paixão sexual, amor pela honra que gera inveja, desejo de poder, arrogância e orgulho de posição, o desejo de adornar-se com roupas luxuosas e ornamentos vãos, o desejo pela glória humana, que é uma fonte de rancor e ressentimento, e medo físico. Onde essas paixões deixam de ser ativas, aí o mundo está morto; pois, embora vivessem na carne, não viviam pela carne. Veja para qual dessas paixões você está vivo. Então você saberá até onde está vivo para o mundo e até onde está morto para isso." Isaac, o Sírio

Quando Cristo se refere ao mundo, é também deste ponto de vista. Por exemplo, ele disse:


"Não ame o mundo ou as coisas no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que existe no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não é do Pai, mas é do mundo. E o mundo está passando, e sua luxúria; mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre" 1 João 2:15

Nossa cultura atual é definida pelo mundanismo. É impossível estar em qualquer estação da vida moderna sem estar saturado por tudo o que Santo Isaac descreveu. Nos dizem desde jovens para sermos ambiciosos, adquirirmos dinheiro e posses, procurarmos fama e glória. O mundo com todos os seus desejos se normalizou e é a meta e o objetivo do homem moderno. Isso torna o combate a esse inimigo aparentemente impossível.

Quando estamos sujeitos às paixões, amamos o mundo, que substitui o amor a Deus e o amor pelos outros. E São Tiago disse em sua epístola que a religião pura é manter-se imaculado do mundo (Tiago 1:27). O amor ao mundo e às coisas do mundo é um inibidor direto da vida espiritual. Embora pareça natural querer amar o mundo, essa atração pelas coisas terrenas não é natural para a alma.

É por isso que a batalha que travamos com esse inimigo exige um desapego feroz e a renúncia ao mundo. Lutar contra esse inimigo significa se afastar dele. A contemplação de Deus só pode ocorrer quando alguém renuncia ao mundo, como o amado místico russo, São Serafim de Sarov disse:


"A reverência a Deus é adquirida quando um homem, renunciando ao mundo e tudo o que há no mundo, concentra todos os seus pensamentos e sentimentos no pensamento único da lei de Deus, e mergulha inteiramente na contemplação de Deus e no sentimento de bem-aventurança. prometido aos santos." São Serafim de Sarov

Se realmente desejamos amar a Deus, devemos vencer e purgar o mundo que se esconde dentro de nós. Isso fica claro nas Escrituras Sagradas, quando Cristo explica que não se pode servir a dois senhores (Lucas 16:13). O mundo nubla e entorpece a alma ao divino.


"Sem se libertar do mundo, a alma não pode amar a Deus sinceramente. Pois as coisas do mundo, nas palavras de Santa Antioquia, são como um véu para a alma." São Serafim de Sarov

Portanto, somos chamados a estar "fora de sintonia com o mundo" e a resistir a tudo o que o mundo oferece. Nem tudo que reluz é ouro. Suas coisas brilhantes, desejos sedosos, suas modestas fugas, suas promessas vazias não passam de um ciclo interminável de prazer e dor, desejo e depressão. O asceta Nikitas Stithatos disse sabiamente na Philokalia:


"Pois quando você perceber que o resultado da fama, do prazer, da indulgência, da riqueza e da prosperidade não é nada, já que a morte e a decadência os aguardam, você reconhecerá a vaidade flagrante de todas as coisas do mundo e voltará os olhos para a consumação das coisas divinas. Você se apegará às realidades que realmente existem e não podem perecer; e, tornando essas coisas próprias, você se elevará acima da dor e do prazer. " Nikitas Stithatos

Portanto, como aqueles que vivem no mundo, somos chamados a nos separar do mundo e das coisas do mundo. Mas estejamos atentos, pois, assim que nos voltarmos na direção do Cristo, e começarmos a nos distinguir do resto do mundo, seremos testados.


“Muitos são tocados no coração, e muitos se tornam participantes da graça celestial, e são feridos pela paixão divina; mas por causa dos conflitos, lutas, trabalhadores e diversas tentações do diabo que surgem pelo caminho, eles não se sustentam, mas são consumidos por diversos e variados desejos mundanos, porque todo mundo tem alguma coisa mundana que escolhe amar, e não se desapegou de seus afetos..." São Macarius, o Grande

A arma escolhida para alcançar a vitória sobre esse inimigo é o desapego. No grande clássico espiritual, A Escada da Ascensão Divina, São João Clímaco afirma no segundo capítulo sobre desapego:


"O homem que passou a odiar o mundo escapou da tristeza. Mas quem tem apego a qualquer coisa visível ainda não está liberto da dor. Pois como é possível não ficar triste com a perda de algo que amamos?" São João Clímaco
A Carne

em breve...
O Diabo

em breve...


Postado em:
https://www.oracaodejesus.com/morte-ao-mundo-a-guerra-invisivel

Hora Santa




Preparação:

Ó amantíssimo Jesus imolado, meu muito querido Salvador, permiti que eu passe, em união bem íntima com o vosso Coração agonizante, a Hora Santa, que reclamaste de vossa fiel serva e vítima, S. Margarida Maria.

Concedei-me, ó adorado Salvador, uma completa participação às vossas incompreensíveis dores e aos sentimentos de compaixão que penetraram a alma de vossa santa Mãe naquela noite de agonia mortal. Para suprir à minha fraqueza, ofereço-vos as preces dessa Mãe Santíssima, de S. Margarida Maria e das almas que mais vos consolaram e que ainda vos consolam neste mistério de dor e amor.

PRIMEIRO QUARTO DE HORA

Minha alma está triste até a morte

Consideremos a grande vítima de amor, Jesus, o Cordeiro imaculado, apresentando-se perante seu Pai, carregado de todas as iniquidades do mundo. Ele se fez pecado por nós, diz S. Paulo; tornou-se a nossa caução; deve pagar a nossa dívida até o último óbolo… Ele, a santidade infinita, acha-se coberto de todas as abominações, maldades, traições…, de todos os atentados, delitos, sacrilégios…, enfim, de todos os crimes que mancharam e mancharão a humanidade inteira…, como se fosse um leproso horrível. Sob este manto de ignomínia, ele prostra-se de joelhos para confessar, no tribunal da justiça divina, todos os pecados dos homens! Não só os confessa um por um, mas sente uma vergonha inexprimível e uma infinita contrição; do fundo do abismo de humilhação e de dor em que está mergulhado, implora o mais humilde perdão… E o pecado, esse limo impuro, de que o nobilíssimo Filho de Deus se sente como que impregnado, enche-o de tal angústia que, caindo prostrado em terra, exclama: Minha alma está triste até a morte!

Ah! imitemos a doce vítima!… Quantas iniquidades em nossa própria vida! Façamos um sério exame de consciência de todo o nosso passado… Recolhamo-nos, suspiremos, oremos.

Confiteor

Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado S. Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado S. João Batista, aos santos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e a todos os santos (e a vós, padre), que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, peço e rogo à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado . Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado S. João Batista, aos santos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e a todos os santos (e a vós, padre), que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.

Salmo De Profundis

Do abismo clamei por vós, Senhor; * Senhor ouvi a minha voz. * Prestai vossos ouvidos atentos * à voz da minha oração. Se observardes as iniquidades, Senhor * Senhor, quem subsistirá? Porque em vós está a propiciação, * e por causa de vossa lei esperei em vós, Senhor. Confiou a minha alma na sua palavra; * e a minha alma esperou no Senhor. Do romper da manhã até a noite * espere Israel no Senhor. Porque no Senhor está a misericórdia, * nele é copiosa a redenção. E ele redimirá Israel * de todas as iniquidades. Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso. Entre os esplendores da luz perpétua. E as almas dos fiéis, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Amém.

Pai Nosso…

Ó Jesus, pela aflição mortal a que vos reduziram, em Getsêmani, as nossas iniquidades, fazei com que tenhamos um grande arrependimento de todos os pecados de nossa vida, e tomemos uma resolução enérgica de não mais vos ofender para o futuro.

Perdão por nós, Senhor, perdão por todos os pecadores.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas; e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me, também, por ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente ajudado com os auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Parce, Domine, parce populo tuo.

Quem redemisti pretioso Sanguine tuo.

Oração

Divino Mestre e Salvador nosso! * cheios de confusão nos prostramos em vossa presença, * e, fixando a hóstia onde estais prisioneiros por nosso amor, * sentimos oprimido o coração pelo peso de nossos pecados, * pelos pecados de nossos irmãos * e pelo abandono e desprezo em que vos deixam os próprios cristãos, * as almas vossas prediletas, e as que se consagraram ao vosso serviço! Desde que com tanta condescendência permitis, que, durante esta hora, * os que aqui se acham misturem suas lágrimas com as vossas…, * nós vos louvamos, ó Jesus, por aqueles que vos maldizem…, * rezamos por aqueles que vos esquecem…, * choramos por aqueles que vos abandonaram… * Aceitai, Senhor, o clamor de expiação que um sincero pesar arranca de nossas almas angustiadas.

Sacerdote: Pelos nossos pecados, pelos pecados de nossos parentes, amigos e inimigos:

Povo: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelas infidelidades e sacrilégios,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelas blasfêmias e profanações dos dias santos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos atentados cometidos contra o soberano Pontífice,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelas libertinagens e escândalos públicos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos corruptores da infância e da juventude,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pela sistemática desobediência à Santa Igreja,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos crimes do lar cristão e pelas faltas dos pais e dos filhos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos perturbadores da ordem pública, social e cristã.

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pela covardia dos que devem defender a nossa religião,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelo abuso dos santos Sacramentos,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: Pelos ataques da imprensa ímpia e maquinações das seitas secretas,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

S.: E sobretudo pelos bons que vacilam e por aqueles que resistem às inspirações da vossa graça,

P.: Perdão, perdão! ó divino Coração!

SEGUNDO QUARTO DE HORA

Pai, se possível, fazei que se afaste de mim este cálice.

Não somente Jesus se revestiu de nossas ignomínias e as confessou à Majestade divina, mas teve de satisfazê-las em seu Coração, no jardim; em seu corpo, sobre a Cruz. É primeiramente sobre o Coração amantíssimo de seu Filho querido que o Pai vai descarregar as setas de sua ira e exercer os rigores de sua justiça. Consideremos Jesus, o manso cordeiro, atônito ao ver seu Pai irritado. O temor, a aflição, a tristeza apoderam-se de sua alma santa! Começa a ter medo (pavére) à vista dos tormentos que o esperam…, a sentir uma aflição mortal (taedére), causada pela ingratidão dos homens e a inutilidade de sua paixão para tantos…, e a ter o coração dilacerado (moestus esse), por uma tristeza cruel, à vista dos inúmeros pecados que tomou sobre si. E a alma santíssima do Salvador, trêmula, desatinada, implora misericórdia: Pai, se possível, que se afaste de mim este cálice! O seu espírito perturba-se, estremece o corpo, e gotas de suor, misturado de sangue, correm até o chão. Ouçamos o que Nosso Senhor em pessoa contou a S. Margarida Maria, sobre a luta tremenda que ele sofreu em Getsêmani. Compareci, disse ele, diante da Santidade de Deus, a qual, sem consideração à minha inocência, esmagou-me com o seu furor, fazendo-me beber o cálice que continha fel e amargura de indignação, esquecendo-se quase de que era Pai, para me sacrificar à sua justa cólera. Não há criatura, acrescenta Nosso Senhor, que possa compreender a imensidade dos tormentos que sofri então; e é esta dor que a alma criminosa sente quando comparece diante do tribunal da Santidade divina, que pesa sobre ela, e esmaga, oprime e, em seu justo furor, precipita-a ao abismo. Oh! pensemos que devemos, nós também, comparecer diante da Santidade de Deus, preparemo-nos para suportar todo o rigor desse julgamento, pois, se assim se trata a lenha verde, o que será da que estiver seca? Sejamos indulgentes e misericordiosos para com os nossos irmãos… Não julguemos e não seremos julgados; ser-nos-á aplicada a mesma medida que aplicarmos aos outros.

Salmo 50

Compadecei-vos de mim, ó Deus, * segundo a vossa grande misericórdia. E segundo a multidão das vossas comiserações, * apagai a minha iniquidade. Lavai-me cada vez mais da minha iniquidade, * e purificai-me do meu pecado; Porque conheço a minha iniquidade, * e meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra vós só, e fiz mal na vossa presença; * como justo sereis reconhecido ao julgar-me, e fiel às vossas promessas, perdoando-me. Sabeis que eu fui formado na iniquidade * e minha mãe me concebeu no pecado. Vós amais a verdade, * e me tendes revelado os segredos e mistérios da vossa sabedoria. Aspergir-me-eis com o hissopo, e serei purificado; * lavar-me-eis, e me tornarei mais alvo do que a neve. Dar-me-eis a ouvir uma palavra de consolação e alegria, * e exultarão os meus ossos humilhados. Ah! voltai a vossa face dos meus pecados, * e apagai todas as minhas iniquidades. Criai em mim um coração puro, ó meu Deus, * e renovai o espírito de justiça nas minhas entranhas. Não me rejeiteis da vossa face, * nem me retireis o vosso santo espírito. Dai-me a alegria da vossa salvação, * e fortalecei-me com o espírito de força. Aos maus ensinarei os vossos caminhos, * e a vós se hão de converter os ímpios. Livrai-me do sangue que derramei, ó Deus, meu Salvador, * e a minha língua celebrará a vossa justiça. Senhor, vós abrireis os meus lábios, * e a minha boca publicará os vossos louvores. Se quiséreis sacrifício, eu vo-lo ofereceria; * mas com holocaustos não vos comprazeis. O sacrifício que vos agrada, ó meu Deus, é uma alma atribulada por pesares; * não podeis desprezar um coração contrito e humilhado. Senhor, na vossa benevolência espalhai os vosso favores sobre Sião, * a fim de que os muros de Jerusalém sejam edificados. Então aceitareis o sacrifício de justiça, as oblações e holocaustos; * então serão postas sobre o vosso altar vítimas que vos sejam agradáveis.

In te, Domine, speravi: non confundar in aeternum.

Em vós, Senhor, confiei: jamais serei confundido.

Oração

Ó mestre adorável! * fazei baixar o fogo do céu que purifique, perdoe e salve * os milhares de infelizes que vivem sem o vosso santo amor, * preferindo loucamente os bens terrestres e os gozos materiais… * Ó Jesus! o mundo vos despreza e procura rechaçar-vos… * E que faria o mundo sem vós? Permanecei nesta hóstia santa, fechado nesse sacrário, * onde prometestes ficar até a consumação dos séculos! * São muitos os que maldizem o vosso nome e negam o vosso santo Evangelho…, * mas são também muitos os que vos amam, * os que vos querem sempre a seu lado, * nas alegrias e nas horas tristes… E esses mesmos que vos expulsam de seus lares, * de seus corações, * de sua pátria, * dia virá em que hão de reconhecer que só vós dissestes a verdade, * só vos ensinastes a justiça, * só vós prodigalizastes a verdadeira caridade! * e por isso em nome desses ingratos, nós vos pedimos perdão: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração!

Sacerdote: São tantos os que dispendem dinheiro e juventude nas dissipações

mundanas e prazeres que vos ofendem:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que lucram, tolerando os pecados públicos, e traficam na

profanação das consciências e dos sentidos:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os pervertedores de almas, que pelos jornais e pelos livros se

enriquecem, corrompendo seus irmãos:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que exercem a deplorável profissão de excitar vícios e paixões,

por meio de espetáculos onde tudo é permitido:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os fracos que, desatendendo aos reclamos da própria consciência,

cooperam para o escândalo social das modas e teatros:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que, relaxando o seu critério de cristãos, não querem ver mal nenhum no atropelo em que são frustrados os vossos mandamentos:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

S.: São tantos os que, pelos seus encargos e posições, deveriam evitar gravíssimas ofensas, e não o fazem por respeito humano ou por uma condescendência culpável:

Fiéis: Misericórdia para eles, ó Sagrado Coração.

TERCEIRO QUARTO DE HORA

Como! não pudestes velar uma hora comigo?

A santa vítima, completamente inundada de sangue, vai à procura dos consoladores… Ah! o grande Abandonado de Getsêmani estava só a pisar o lagar… Os seus três mais caros, mais íntimos amigos, Pedro, Tiago e João, dormiam a alguma distância!

Quem dirá a dor que sentiu Jesus de semelhante abandono… naquela hora… naquele lugar?… Mas o seu Coração amantíssimo devia passar por todas as dores, confundir-nos com tanta indulgência. Como! não pudestes velar uma hora comigo?. Que delicada censura… seguida de que carinhosa advertência: Velai e orai para não cairdes em tentação!.

Ó Mestre agonizante e sempre tão bom, não permiti que os vossos escolhidos, vossos guardas de honra adormeçam covardemente no posto de amor, onde tão misericordiosamente os colocastes.

Em vosso tabernáculo, bem no jardim das oliveiras, sofreis ainda todos os horrores de uma agonia lenta. As traições aí vos perseguem, a ingratidão dos homens vos faz gemer; aí chorais os nossos crimes; noite e dia os confessais ao vosso Pai celeste… Ó Jesus, dulcíssimo Jesus, que nos convidastes a consolar os vossos divinos abandonos, fazei com que fiquemos vigilantes e corajosos, generosos e inteiramente dedicados ao vosso Sagrado Coração. Ensinai-nos a velar e orar, para não cair em tentação e escapar a todos os perigos do momento atual.

Pelo desamparo do vosso Coração em Getsêmani, tende piedade, ó Jesus, dos corações aflitos, consolai-os, amparai-os, santificai-os na provação. Tende também compaixão de nós, quando chegar a hora tremenda em que tivermos de comparecer diante de vós e ouvir a sentença que nos fará felizes ou infelizes pela eternidade.

Oração pelos agonizantes

Misericordioso Jesus, cheio de amor pelas almas, rogo-vos, pela agonia de vosso santíssimo Coração e pelas dores de vossa Mãe imaculada, purificai com o vosso sangue todos os pecadores do mundo inteiro que estão agora em agonia e que devem morrer hoje. Assim seja.

Coração agonizante de Jesus, tende piedade dos moribundos.

Oração

Ó dulcíssimo Jesus, * tende piedade dos que padecem a mortal angústia do isolamento e do abandono!

Quantas vezes, Mestre querido, * depois de pregar as maravilhas do vosso amor, * depois de fazer prodígios em favor da multidão assombrada, vistes que os homens se afastavam receosos, ou partiam indiferentes…, * deixando-vos sozinho e abandonado, * sem outra testemunha de vossas dores e do vosso amor, senão os anjos do céu! * O vosso Coração experimentava então * as mesmas penas e amarguras que esses deserdados do amor, * órfãos de uma afeição delicada, * errantes no deserto do mundo, * sem uma estrela nas trevas da noite, * sem um lume que lhes aqueça o lar! * No fundo dessas almas surgem os mesmos transes de agonia * que sofrestes na horrível noite da .Quinta-feira Santa.: * temores, repugnâncias, desfalecimentos assaltam-nas, * cada vez com mais furor… * e por fim, se não acudis, * vós, o amigo das almas que sofrem, * elas, desesperadas, chamarão talvez a morte, como libertadora, * ainda que as leve à eterna desgraça!

Apressai-vos, pois, Senhor! * Socorrei essas almas, e dai-nos a todos, * refúgio e companhia em vosso amável Coração.

Sacerdote: Se algum dia nos mandardes esta triste provação, permitindo que os nossos nos abandonem,

Fiéis: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se as moléstias e a morte nos trouxerem o isolamento, quebrando laços que pareciam imperecíveis,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se algum dia nos visitar a pobreza, afugentando os amigos que não se sentem bem com ela,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se tivermos a desgraça de uma desinteligência com os nossos próprios irmãos,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se formos flagelados pela injustiça dos homens, não vos aparteis de nosso lado, Senhor, mas,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se até aqueles a quem muito amamos nos deixarem, ó Jesus, nessa hora de cruel ingratidão,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se aqueles que nos pediram afeto, dedicação e sacrifícios, hoje riem-se de nós e nos odeiam, perdoai-lhes, Senhor, e desculpai as nossas queixas,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: Se a calúnia e as humilhações salpicarem de lama a nossa fronte, compadecei-vos de nossas almas dilaceradas e, para consolá-las,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

S.: E se para nós chegarem aquelas horas de mortal silêncio, em que a alma se acha inteiramente só, submergida no vácuo do esquecimento e da cruel indiferença,

F.: Dai-nos refúgio e companhia em vosso amável Coração.

ÚLTIMO QUARTO DE HORA

Eis que o Filho do Homem vai se entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos!

Três vezes havia orado, dizendo: Pai, se possível, que se afaste de mim este cálice., acrescentando, porém, logo: .Mas faça-se a vossa vontade, Pai, e não a minha.. Ora, esta santa vontade era que o adorável Agonizante caminhasse para a morte, .porque a morte é a paga do pecado.

– Levantai-vos, disse ele aos apóstolos, e vamos – Onde, amado Mestre e Senhor?

– Ao beijo de Judas, ao pretório, à coluna, ao Calvário, ao patíbulo infame…

E, adiantando-se para a soldadesca inimiga que o vem prender: Quem procurais? diz ele – Jesus de Nazaré – Sou eu!.

Ó grande Guerreiro de amor, ó Lutador magnânimo, que nos convidais a seguir-vos: Eis-nos!.. Os vossos guardas de honra vos farão uma boa escolta; subirão convosco à montanha das dores, que é a .montanha dos amantes.. Eles querem, ó Rei imortal, combater sob vossas ordens o bom combate, vencer o príncipe das trevas, triunfar do mundo, morrer resolutamente a si mesmos para viver inteiramente para vós. .Vamos e morramos com ele. Transportemo-nos em espírito ao Calvário. Adoremos o divino Condenado expirando sobre a cruz; é o Amor morrendo por amor. Ah! não viveremos doravante senão para amá-lo, a ele só! Sim, entreguemo-nos inteiramente a Jesus, e por ele, com ele e nele, a todas as suas divinas vontades. Unamos as nossas fracas imolações à sua incessante imolação nos altares. Ofereçamos ao Coração ferido de Jesus dedicação por dedicação, amor por amor, e entremos, em companhia da Santíssima Virgem, de S. João e de S. Maria Madalena, em sua adorável e suavíssima chaga, para nunca mais deixá-la.

Oração

Ó dulcíssimo Jesus! * que poderemos dar-vos em troca de tanto amor e tantos sofrimentos por nós! * Quem nos dera um coração cheio de amor por vós * como os de vossos apóstolos João e Pedro, ardendo em chamas de zelo como o de S. Paulo * e capaz dos heroísmos do de S. Margarida Maria!

Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus * para que possamos com ele agradecer

devidamente as inefáveis misericórdias do vosso amor!

Sacerdote: Vós que sois a perseverança na fé e a pureza das crianças que comungam,

Fiéis: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o consolo dos pais no lar cristão,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o alívio da multidão que sofre e dos pobres que trabalham,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o bálsamo para todas as feridas,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois a fortaleza dos fracos e a vitória dos que se acham em tentação,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o fervor e a constância dos tíbios,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois sois a luz dos que vacilam e o zelo dos apóstolos,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois o centro da vida militante da vossa Igreja,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

S.: Vós que sois, na Eucaristia, a santidade e o paraíso das almas,

F.: Dai-nos o vosso Coração, ó dulcíssimo Jesus.

Conclusão

Pai santo, que tanto amastes o mundo, que lhe destes e sacrificastes o vosso Filho único, nós vos bendizemos por essa incompreensível misericórdia! Não podendo fazê-lo dignamente, é pelo Coração de nossa terna e santa Vítima, que vos agradecemos. Depois de ter sido a nossa redenção, ela será ainda a nossa ação de graças!

E vós, ó Salvador, ó Cordeiro, ó nosso Amor imolado, por vos terdes sacrificado para a salvação de vossas pobres criaturas, sede louvado, agradecido, magnificado em todos os séculos dos séculos.

Pelo Coração de Maria, imolado ao pé da cruz, pela voz eloquente de suas lágrimas de mãe e de vítima, nós vos damos graças e vos prometemos, ó Jesus, fugir do pecado, combater nossas inclinações perversas, vencer nossas repugnâncias para o bem e nossos atrativos para o mundo e seus falsos prazeres, repetindo com vossa fiel serva, S. Margarida Maria: O amor divino venceu-me, só dele será meu coração.




https://capelasantoagostinho.com/2020/04/09/hora-santa/

Filme sobre Santa Faustina e a Divina Misericórdia estreia no Brasil em abril




REDAÇÃO CENTRAL, 10 Mar. 20 / 10:30 am (ACI).- “Amor e Misericórdia: Faustina”, filme sobre Santa Faustina Kowalska estreia no Brasil em abril e promete levar aos espectadores, além de emoção, a fé a espiritualidade da “Secretária da Misericórdia”.
A obra de 2019, no formato docudrama, é dirigida por Michal Kondrat e alcançou sucesso de público nos Estados Unidos. Agora, chega ao Brasil, onde será distribuída pela “Lança Filmes”, com divulgação da “Kolbe Arte Produções”, especialista em conteúdo católico.
O filme estará disponível para todas as regiões do Brasil a partir da segunda quinzena de abril, em comemoração da Festa da Misericórdia de 2020,mas sem data ainda divulgada. No último dia 6 de março, foi lançado o trailer com legenda em português.
A obra conta como Santa Faustina Kowlaska foi escolhida por Deus para a missão de levar a mensagem da Divina Misericórdia ao mundo com suas cartas e documentos revelados.
Segundo o autor do filme, ele apresenta o movimento da Divina Misericórdia desde seu nascimento e até o espalhar pelo mundo. Mostra ainda os detalhes de como foi pintada a imagem de Jesus Misericordioso, a pedido do próprio Cristo à Santa Faustina.
No filme, a religiosa é interpretada pela atriz também polonesa Kamila Kaminska, que viveu uma verdadeira experiência de fé com o papel da santa. “Em certo momento, parei de me concentrar em Santa Faustina e comecei a experimentar a presença, o amor e a confiança de Deus”.
Santa Faustina Kowalska
Santa Faustina Kowalska foi uma religiosa polonesa, membro da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. É conhecida como a “secretária da Misericórdia”, pois, por meio de seus escritos, relatou as aparições de Jesus, que prometeu grandes graças e misericordiosas bênçãos.
Teve uma vida envolvida por grandes místicas. A religiosa seguiu perfeitamente a voz de Deus e no convento Jesus apareceu para ela. Essas visões e o diálogo com o próprio Cristo estão escritas em seu “Diário”, além das profecias, a oração do Terço da Misericórdia e a pintura da verdadeira imagem de Jesus, conforme Ele mesmo pediu a ela que fosse feito.
Foi o confessor de Faustina, Pe. Michal Spoocko – segundo ela, escolhido pelo próprio Jesus para esta missão – quem a orientou a que escrevesse todos seus encontros com Cristo, dando origem ao seu “Diário”, que se tornou um dos livros católicos mais vendidos do mundo e sobre o qual se baseia o filme “Amor e Misericórdia”.
Pe. Spoocko e o Papa São João Paulo II foram os grandes divulgadores da mensagem da Divina Misericórdia, após a morte de Faustina. São João Paulo II foi o Papa que deu uma resposta ao pedido que Jesus manifestou para a Santa Faustina Kowalska, “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia” (Diário de Santa Faustina, 49), e em 2000 proclamou a Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo domingo de Páscoa.

https://www.bibliacatolica.com.br/blog/filme-sobre-santa-faustina-e-a-divina-misericordia-estreia-no-brasil-em-abril/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+bibliacatolica+%28Bíblia+Católica+News%29#.Xpg9aITQi1s