segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Proteja sua família com esta oração aos Arcanjos

 archangels


Peça a São Miguel, São Gabriel e São Rafael para envolverem sua família com a proteção celestial

Deus criou os anjos para serem nossos protetores e guias. Embora não possamos vê-los com nossos olhos físicos, eles nos cercam e nos protegem de muitos perigos ocultos.

Aqui está uma oração aos Arcanjos adaptada do livro My Prayer Book (“Meu Livro de Oração”), pedindo-lhes que protejam nossas famílias de todos os danos, sejam físicos ou espirituais.

Reze com fé:

“Ó Jesus, nosso santíssimo Redentor, pedimos que abençoeis nossa casa, nossa família, nosso lar. Preservai-nos de todo mal.

São Miguel, defendei-nos de todos os ardis do inferno.

São Gabriel, concedei-nos a sabedoria para que possamos compreender a santa vontade de Deus.

São Rafael, protegei-nos de problemas de saúde e de todo perigo de vida.

Santos anjos da guarda, guardai-nos dia e noite no caminho da salvação. Amém.”


https://pt.aleteia.org/2020/09/02/proteja-sua-familia-com-esta-oracao-aos-arcanjos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Correntes de oração com ameaças embutidas: muita calma nessa hora!


As ameaças e fórmulas mágicas para conseguir resultados são contrárias à verdadeira fé

“Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 19).

Jesus, nesta passagem do Evangelho, nos declara a importância de nos unirmos em oração para pedir a graça do Pai – mas não estabelece condições estritas e muito menos ameaças quanto ao modo de fazermos isto. Quem quiser unir-se a uma intenção de oração pode fazer a prece que preferir, na hora e no lugar que desejar, sozinho ou acompanhado.

Mas é importante distinguir o seguinte: uma coisa é unir-se em oração por uma intenção concreta e real, mesmo quando as pessoas participantes da oração não se conhecem; outra coisa bem diferente é aderir às chamadas “correntes de oração”, que hoje, graças à internet, não apenas se difundem profusamente como ainda “ameaçam” com certos castigos àqueles não as seguirem à risca.

A Igreja não admite que a oração seja instrumentalizada e reduzida a essa espécie de “chantagem psicológica”. É por isso que essas “correntes de oração” merecem clara censura.

Em primeiro lugar, porque elas “prometem desgraça” a quem não as fizer, ou a quem as interromper temporária ou definitivamente, ou a quem não as repassar. Além disto, procuram sustentar tais ameaças citando falsos exemplos ou testemunhos de pessoas que supostamente as romperam e sofreram punições. Quem promove essas correntes em nome de Deus é um falso profeta: ninguém pode ameaçar ninguém em nome de Deus.

Em segundo lugar, essas correntes enganam o próximo, já que obrigam as pessoas a fazerem mau uso da oração, desvirtuando-a ou banalizando-a. Este é, no fundo, o verdadeiro objetivo desse tipo de “cadeia de oração”.

Vincular desgraça ou prêmio a uma determinada corrente de oração é contrário aos ensinamentos da Igreja. Nem prêmio nem condenação decorrem de se participar ou deixar de participar de uma “corrente”. Trata-se de mera superstição: atribui-se à simples materialidade dessas supostas orações uma eficácia que elas não têm.

O catecismo nos lembra que atribuir eficácia à materialidade de orações ou de sinais sacramentais, prescindindo das disposições interiores exigidas, é cair em superstição (cf. núm. 2111). E toda superstição desvia de Deus a nossa confiança e a transfere para práticas ridículas, o que acaba se tornando uma ofensa contra Deus: são formas, no fim das contas, de se desconfiar d’Ele.

A superstição contraria o primeiro mandamento da lei de Deus e é um sinal claro de ausência de fé verdadeira. Por isso, não só comete falta quem envia e difunde essas correntes de oração, mas também quem acredita nelas.

Esse tipo de superstição envolve uma série considerável de erros:

  • As correntes se valem de uma suposta necessidade alheia para forçar os participantes a buscarem benefício pessoal.
  • Apresentam receitas ou fórmulas mágicas para se conseguir resultados em detrimento da fé.
  • Fazem ameaças a quem não realiza certas práticas, o que envolve uma atitude de medo de Deus e confiança em homens que pretendem falar em nome d’Ele.
  • Difundem preces e imagens com erros teológicos, o que é grave porque leva as pessoas de fé pouco sólida a cultivarem uma imagem cada vez mais equivocada de Deus.
  • Fomentam a frustração com Deus quando Ele não “cumpre” o que se esperava que cumprisse.
  • “Motivam” os outros a propagar uma suposta oração a fim de conseguir resultados fáceis, rápidos e interesseiros, sem levarem em conta a verdadeira vontade de Deus.

Outro problema, que não é de caráter religioso, mas nem por isso é irrelevante, é que essas correntes, quando encaminhadas por e-mail, ainda servem com frequência para captar informações pessoais ou espalhar vírus informáticos.

A verdadeira motivação da oração deve ser o amor. Ora-se de verdade quando se ora por autêntico amor a Deus e aos irmãos e irmãs; quando se ora sem esquecer que a oração deve acomodar-se à vontade de Deus e não “pressionar” Deus para se Ele se acomode àquilo que desejamos (ou exigimos). A oração é para nos colocarmos nas mãos de Deus, para confiarmos ao Seu Coração amoroso a nossa vida, “como bebês nos braços da mãe” (cf. Sal 131, 2).

Não podemos manipular Deus. Ele não se pauta pela vontade humana nem é um dispensador de milagres a nosso bel-prazer.

Confiar em Deus é reconhecê-lo como Pai e saber que o triunfo está garantido, mas não ao estilo dos homens ou segundo as lógicas humanas. Confiar em Deus é ter a certeza de que a cruz não é o fim do caminho. Confiar em Deus é saber que, mesmo quando as coisas não saem do jeito que gostaríamos, Ele nunca nos desampara, pois sabe o porquê de cada experiência que nos permite viver. Confiar em Deus é saber que somos amados por Ele. A autêntica oração, portanto, é um ato de confiança em Deus, pedindo-lhe como filhos, mas deixando que Ele decida como Pai.

As “correntes de oração” que fogem a essa relação filial com Deus merecem somente uma resposta: não! E ninguém deve sentir-se mal por ignorá-las tal como elas merecem.


https://pt.aleteia.org/2016/06/14/correntes-de-oracao-com-ameacas-embutidas-muita-calma-nessa-hora/

Padre alerta contra perigos da “corrente para hospedar anjos na sua casa”

TWO ANGELS


Uma corrente virtual de oração tem se popularizado na internet, mas com aspectos que revelam mais superstição do que fé

Tem circulado pelas redes sociais e pelos aplicativos de mensagens uma corrente de oração supostamente voltada a “hospedar os anjos na sua casa”. Segundo a mensagem compartilhada, a corrente deveria ser feita durante 7 dias para se receber a visita.

Os compartilhamentos dessa corrente estão sendo particularmente frequentes na Colômbia, o que levou o pe. Pedro Mercado Cepeda, presidente do Tribunal Eclesiástico de Bogotá, a lançar um alerta aos fiéis por meio da sua conta no Twitter:

“Esclarecimento. Virou moda nestes dias de quarentena realizar um estranho rito de hospedagem aos anjos. Recomendo ser prudentes com esta prática, que não é católica e poderia ter efeitos prejudiciais. Deus abençoe a todos!”

A corrente determina algumas orações a serem feitas para que os anjos visitem a casa da pessoa “na segunda-feira seguinte, depois das 10 horas da noite”. Também é prescrito o uso de velas durante 7 dias. Na suposta visita dos anjos, eles atenderiam três pedidos que a pessoa tivesse escrito num papel, o qual deveria ser queimado após os 7 dias da corrente. Por fim, a pessoa deveria escolher outros 3 conhecidos a quem “enviaria” os anjos.

O pe. Pedro observa que esse tipo de corrente envolve mais superstição do que fé, desvirtuando o papel dos anjos e podendo levar os fiéis a uma espécie de idolatria:

“Em certas correntes, especialmente na Nova Era, tende-se a desvirtuar a sadia devoção [aos anjos] para transformá-la numa forma de idolatria em que os anjos substituem o lugar central de Deus e de Jesus Cristo, atribuindo-se a eles funções e poderes que não possuem”.

Além disso, a “hospedagem de anjos” não tem base católica, em especial porque, nessa corrente, eles são entendidos como “criaturas autônomas, sem referência alguma ao Criador”. De fato, as orações indicadas não mencionam o nome de Deus.

O sacerdote colombiano prossegue:

“A nossa fé é cristológica e cristocêntrica. Nada nem ninguém pode ou deve substituir o lugar de Cristo em nossa vida espiritual. É claramente desviada uma devoção aos anjos que não nos ajude a avançar no seguimento de Jesus Cristo, como discípulos missionários do Seu Evangelho”. 

https://pt.aleteia.org/2020/08/26/padre-alerta-contra-perigos-da-corrente-para-hospedar-anjos-na-sua-casa/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Por que Deus nos deu a liberdade?

 THE REBUKE OF ADAM AND EVE

Deus nos deu a liberdade para que possamos escolhê-lo livremente e fazer o que é verdadeiro, bom e belo

Às vezes, quando olhamos para o mundo ao nosso redor, é tentador questionar por que Deus nos deu liberdade. Do nosso ponto de vista, pode parecer que seria melhor se todos simplesmente fizessem a mesma coisa e não tivessem que fazer escolhas difíceis.

No entanto, Deus nos deu liberdade por alguma razão, e este é um dom que precisamos entender para podermos usá-lo corretamente.

Catecismo da Igreja Católica explica que

“a liberdade é o poder, radicado na razão e na vontade, de agir ou não agir, de fazer isto ou aquilo, praticando assim, por si mesmo, acções deliberadas”(CIC ,1731).

Além disso, todos nós possuímos “a possibilidade de escolher entre o bem e o mal, e portanto, de crescer na perfeição ou de falhar e pecar” (CIC 1732).

Quanto mais fazemos o que é bom, mais livres nos tornamos. Não existe verdadeira liberdade, exceto no serviço do que é bom e justo. A escolha de desobedecer e fazer o mal é um abuso da liberdade e leva à “escravidão do pecado”(CIC 1733).

São João Paulo II repetiu essas palavras durante uma homilia nos Estados Unidos em 1995:

“Certamente, é importante para a América que as verdades morais que tornam a liberdade possível sejam transmitidas a cada nova geração. Cada geração de americanos precisa saber que a liberdade consiste não em fazer o que gostamos, mas em ter o direito de fazer o que devemos.”

Isso é exatamente o que o Catecismo diz:

“O direito ao exercício da liberdade é uma exigência inseparável da dignidade do homem, sobretudo em matéria religiosa e moral. Mas o exercício da liberdade não implica o suposto direito de tudo dizer ou de tudo fazer”(CIC 1747).

A liberdade se expressa melhor em ser virtuoso e escolher Deus. Quanto mais pecamos e nos afastamos de Deus, mais nos tornamos escravos do pecado.

Isso é o que Deus estava tentando ilustrar no Jardim do Éden. Ele deu a Adão e Eva a liberdade de escolher o caminho da vida. No entanto, eles abusaram dessa liberdade e fizeram uma escolha que teve consequências eternas.

Para concluir esta breve meditação sobre a liberdade, pondere as palavras que São João Paulo II proferiu antes de ser eleito papa em uma visita à América em 1976. Ele destacou esses pontos e desafiou a todos nós a usar nossa liberdade com sabedoria, reconhecendo que Deus nos deu esse dom para nosso benefício eterno:

“A liberdade foi dada ao homem pelo seu Criador para ser usada, e para ser bem usada … a liberdade foi dada a ele pelo seu Criador não para cometer o mal (cf. Gl 5,13), mas para fazer o bem. Deus também concedeu ao homem compreensão e consciência para mostrar-lhe o que é certo e o que deve ser feito, o que é errado e o que deve ser evitado. Os mandamentos de Deus ajudam nosso entendimento e nossa consciência em seu caminho. O maior mandamento – o do amor – conduz ao uso pleno da liberdade… A liberdade é, portanto, oferecida ao homem e dada a ele como uma tarefa. Ele deve não apenas possuí-la, mas também conquistá-la.


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sábado, 8 de agosto de 2020

O que acontece quando o homem se torna pai?

OJCIEC Z SYNEM

Paternidade ativa: você não se torna um pai somente quando seu filho nasce. A paternidade se desenvolve ao longo da vida de um homem

Henri admite: ele soltou uma lágrima na frente do ultra-som que permitiu adivinhar a silhueta do seu menino. Desavergonhado, mas simplesmente humilde diante do grande mistério da vida, consciente de sua responsabilidade como pai a ponto de se torná-lo.

“Eu me preparei para ser pai no momento do casamento. Mas era mais um conceito, antes de minha esposa engravidar. O tempo de espera não representa para o homem todo o transtorno vivido pela mulher. Você apenas projeta a imagem que tem da criança que virá e do pai que gostaria de ser”.

O sentimento difuso de paternidade toma corpo no dia do nascimento, “diante da imensidão do encontro”. Mas ainda está tudo por fazer.

Para a mulher, a passagem é biológica, para o homem, é inevitavelmente mais complexa”, explica o Padre Denis Metzinger. “Ele tem que fazer uma dupla passagem: de homem para marido, depois de marido para pai.”

A descoberta da paternidade

Se a gravidez de uma mulher é suficiente para despertar esta paternidade “natural” em um homem, “descobrir-se como pai é a história de uma vida”, diz o Padre Alexis Leproux. Desde a infância e a adolescência, os meninos podem se imaginar como pais.

“E a idade adulta leva, através das responsabilidades assumidas e dos serviços realizados, ao desenvolvimento deste sentimento: sou capaz de servir à vida e protegê-la. E para transmiti-la”.

Quando a criança nasce, muitos pais jovens descobrem esta relação muito especial, que não só inclui questões de autoridade, valores, transmissão, mas acima de tudo um amor pleno.

“Estarei disposto a dar minha vida instantaneamente por cada um dos meus filhos, diz Jean-François, pai de seis filhos. Coloco este amor no centro da comunicação com meus filhos, ele ilumina tudo, suaviza tudo.”

Desde o início da relação, o jovem pai já é capaz de sentir, às vezes mais agudamente do que a mãe, que seu filho é um “outro”.

Alain, que tem três filhos, lembra-se da emoção inesperada que sentiu quando declarou seu primogênito na prefeitura: “Aqui está Mathilde, filha de…, neta de… O que era uma formalidade me fez perceber que minha filha não me pertencia, mas que ela fazia parte de nossa linhagem”.

Assim, para o Padre Alexis Leproux, “o amor paterno tem a especificidade de associar de forma muito atada o sentimento de intimidade e alteridade. Ser pai é reconhecer que seu filho ou filha é verdadeiramente diferente de você, é reconhecer ao mesmo tempo que este ser permanece irrevogavelmente ligado a você.

A paternidade é alimentada durante toda a vida de um homem

Profundamente enraizado neste amor especial, a paternidade não é automática. Ela se desenvolve ao longo da vida de um homem. Na verdade, é muito mais uma missão e um dom do que um sentimento, demasiado efêmero.

“Recebemos esta paternidade do caminho de nossa vida, conduzida pela Providência, que nos associa à obra criativa e redentora de Deus. É apropriado cultivar este dom que, se ele tem certas características espontâneas, também requer um longo aprendizado”, diz o Padre Alexis Leproux.

Para o Padre Denis Metzinger, “os pais precisam redescobrir um senso de gratuidade, humildade e paciência a fim de cumprir esta vocação”. E é no casal que o dom da paternidade – como o da maternidade – é cultivado.

O Padre Alexis Leproux afirma sem rodeios: “O principal processo de aprendizado do pai consiste em basear sua relação paterna no pacto conjugal. A segunda é renunciar a qualquer projeção ou expectativa de reciprocidade”.

A fim de fazer crescer esta paternidade sob o olhar de Deus, muitos pais participam nas peregrinações.

“Ao ouvir Cristo, ao olhar para ele, o pai da família descobre o Pai, ele vê o Pai. Isto esclarece nossa maneira de estar na presença de nossos filhos. Abençoado é o homem cujo pai é um adorador do Pai, de quem toda paternidade tira seu nome”, assegura o Padre Alexis Leproux.

O pai se encontra no olhar de sua esposa  

Para o Padre Alexis Leproux, “a porta mais bela da paternidade é o coração da esposa, que coloca a criança nos braços de seu pai. Ela o encoraja a falar, brincar e rezar com ele. Esta porta pode ser aberta de mil maneiras durante toda a infância”. A partir do intercâmbio entre mãe, pai e filho, a família cresce.

Fora do círculo familiar, o significado da paternidade tem uma dimensão universal. Sacerdotes, pessoas solteiras, professores, educadores… recebem “este dom que Deus dá ao homem para contribuir, por sua palavra e por sua ação, para despertar as pessoas para o que realmente são”.

O nascimento de uma criança é o evento por excelência da paternidade, mas o despertar das consciências e a educação para a liberdade são lugares muito profundos onde todo homem é chamado a vivê-lo”. 

Ariane Lecointre-Cloix 


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