domingo, 14 de dezembro de 2014

Cinco perigos mortais da cultura de hoje

A história julgará severamente a nossa civilização

Joanidea Sodret CC
Eu acredito sinceramente que os católicos podem e devem abraçar o que existe de bom na cultura atual e servir-se dela de maneira construtiva para agir no mundo a fim de produzir nele um impacto positivo.

Mas a necessidade de "servir-se dela de maneira construtiva" não poderia ser mais urgente, assim como as consequências da falta de ação positiva no mundo atual não poderiam ser mais terríveis. Vários traços da nossa moderna sociedadeocidental serão julgados com severidade pela história, e, com visão imparcial, podemos identificá-los desde já. Cito cinco deles.

1. O abandono da família por parte dos homens

A família foi a maior invenção da história para trazer a paz, a estabilidade e a prosperidade aos seres humanos. Antes do surgimento do cristianismo, o modelo de pai e mãe fiéis um ao outro e aos filhos estava muito longe de ser o padrão. Foi o cristianismo que definiu o mais elevado conceito de família, e foi o conceito de família que nos permitiu garantir os direitos das crianças e das mulheres, além de embasar uma unidade estável e amorosa na qual a civilização pudesse desenvolver-se e florescer.

O desprezo pelo modelo de família tradicional é um fator de crucial importância no aumento da pobreza. As famílias tendem a ficar presas num círculo vicioso em que os homens abandonam suas responsabilidades e, agindo assim, “convencem” a próxima geração a seguir os mesmos passos. Quando os homens abandonam suas famílias, os filhos acabam recebendo menos educação e ficando mais expostos ao crime e à violência.

Será que a história vai nos marcar como a cultura que conseguiu extinguir a instituição da família?

2. O extermínio dos mais frágeis

"Toda sociedade será julgada com base no seu modo de tratar os membros mais fracos", declarou o papa João Paulo II, numa afirmação absolutamente certa. Ficamos horrorizados com os pecados das sociedades do passado: torturas, punições assustadoras e perseguições raciais. As culturas do passado eram muito mais brutais do que a nossa, desde que não levemos em conta o aborto.

E por quê? Os historiadores do futuro ficarão horrorizados ao documentar que a mesma civilização que conseguiu tantos avanços na compreensão e no tratamento da vida humana ainda no útero também matava um milhão de crianças não nascidas por ano.

Graças aos esforços incansáveis de católicos e de outros cristãos, temos trabalhado com perseverança para superar esta mancha em nossa evolução, mas ainda não conseguimos eliminá-la.

3. A epidemia de suicídios

Os índices de suicídio têm aumentado ao longo do século XXI. Hoje, o gesto de acabar com a própria vida é a terceira principal causa de morte de jovens nos Estados Unidos. Em 2012, ainda nos EUA, o suicídio ultrapassou os acidentes de carro como a principal causa de morte por lesão e se tornou também a principal causa de morte entre os militares da ativa.

Há muitas teorias sobre o porquê deste fenômeno. Uma delas aponta para o crescente isolamento social: é cada vez menos comum as pessoas terem um confidente ou um grupo regular de amigos ou vizinhos com quem possam contar. E a solidão leva ao desespero.

As palavras de São Pedro têm sido, há muito tempo, uma espécie de declaração de missão da apologética cristã: "Sabei dar razão da esperança que habita em vós". O mundo está precisando dessas razões mais do que nunca.

4. A sexualização infantil

Quanto mais as crianças usam as mídias modernas, mais elas são convencidas de que a sexualidade é a coisa mais importante que existe. As meninas, em especial, recebem esta mensagem desde muito jovens, através de peças de vestuário, bonecas e programas de televisão carregados de sensualidade, sem falar no conteúdo online disponível 24 horas por dia.

http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/cinco-perigos-mortais-da-cultura-de-hoje-5850862240923648?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-14/12/2014

sábado, 13 de dezembro de 2014

Os profetas fazem nossos corações arderem de amor pelo Senhor

Tanto Elias como João Batista fazem os corações arderem de temor e de amor pelo Senhor! Dois símbolos importantes da nossa fé e história da salvação. 
O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha” (Eclesiástico 48,1).
Amados irmãos e irmãs no Senhor, a Palavra de Deus, hoje, neste tempo do Advento, nos convida a prestarmos atenção nessas três figuras importantes para a nossa salvação: o profeta Elias, do Antigo Testamento; João Batista, que é a figura que fica entre o Velho e o Novo Testamento, e Jesus Cristo, Aquele que nos traz a Boa Nova da salvação.
O que eles têm em comum? Claro que, primeiro, os dois, tanto Elias como João Batista, prepararam a seu modo e a seu tempo o caminho do Senhor. A palavra do profeta Elias era como uma tocha, um fogo que se acendia iluminando e, ao mesmo tempo, queimando o coração das pessoas que escutavam sua pregação. A profecia dele ardia em quem o escutava, por isso ele não foi um profeta bem aceito por todos.
Por isso a Palavra de Deus, hoje, por intermédio do Evangelho, recorda-nos esse profeta [Elias]. João Batista assemelha-se a ele, porque o povo tinha no coração que Elias não havia morrido e que voltaria e ainda que ele [João Batista] era como se fosse um outro Elias. São dois personagens distintos, são dois símbolos importantes da fé e da história da salvação e cada um a seu tempo cumpre o seu papel.
A palavra de João Batista também ardia nos corações, queimava o coração das pessoas que o escutavam, por isso os dois, tanto Elias como João Batista, fazem os corações arderem e afligirem-se de temor e de amor pelo Senhor! Porque, na verdade, a Palavra de Deus incomoda, provoca reações, sejam elas contrárias ou contraditórias, porque a palavra do profeta vem para nos incomodar.
Uma vez que essa palavra nos incomoda, nós temos duas respostas para dar: a aceitamos, acolhemos e permitimos que essa mesma palavra vá queimando, ardendo o nosso coração, dando-nos a luz e a clareza daquilo que é de Deus e daquilo que nos afasta d’Ele. E, ao mesmo tempo, esse clarão também vai incendiando dentro de nós o apego ao pecado, as desordens interiores, existentes dentro de nós, e vai incendiando o nosso coração com um amor,  um fervor e um gosto pelas coisas de Deus.
É por isso que Jesus Nosso Mestre e Senhor está no meio de nós nos incendiando com o fogo do Seu amor!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

FAZER A VIDA AMÁVEL - O TESTE DA CRUZ

A pedra de toque
O sofrimento é o melhor teste da qualidade espiritual de uma pessoa. O modo de sofrer – se for corajoso, sereno, discreto – revela o nível de maturidade do amor a Deus e do amor ao próximo.
A pessoa egoísta, quando sofre, volta-se para si mesma; sente-se vítima, cai na autocompaixão, reclama e absorve – de modo desagradável e exigente – as atenções dos demais; pode tornar a vida insuportável aos que estão junto dela. Tem muita razão o autor da Imitação de Cristo, quando diz: «Logo nós sentimos e calculamos os sofrimentos que os outros nos causam, mas não nos damos conta dos sofrimentos que nós lhes causamos» (cf., Livro II, cap. 5).
Pelo contrário, quando a pessoa que sofre tem uma alma grande, cresce no amor e amadurece nas virtudes. Com seu exemplo edifica os outros e os ajuda-os a enfrentar, com  fé e com paz, as contrariedades.
Entende-se, deste modo, a frase de São Josemaria: «Não esqueças que a Dor é a pedra de toque do Amor» (Caminho, n. 439). Assim como a “pedra de toque” serve para avaliar a pureza do ouro, a dor abraçada com fé revela a pureza do amor.
Uma longa história de amor e dor
A história do Cristianismo oferece uma corrente ininterrupta de milhares de almas – homens, mulheres, crianças –, que, sustentadas pela fé e o amor cristão, souberam abraçar a Cruz, a renúncia, o sacrifício, os tormentos e a morte, com a alma cheia de paz, felizes por da r a vida, unidos à Cruz de Cristo, pela salvação do mundo. São impressionantes os relatos de incontáveis mártires – antigos e atuais – que, com o exemplo, humanamente inexplicável, da sua paz de alma no meio das torturas, converteram muitos dos que os contemplavam e até alguns de seus próprios carrascos[1].
Fazendo isso, os mártires seguiam os passos de Jesus. Cumpriam ao pé da letra o que escrevia São Pedro: Cristo sofreu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos… Ele que suportou os nossos pecados no seu corpo, sobre o madeiro da Cruz… (1 Pd 2, 21). E o que São Paulo confidenciava: Alegro-me nos sofrimentos suportados por vossa causa e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu corpo, que é a Igreja (Cl 1,24).
São João Paulo II afirmava que, «no final do segundo milênio, a Igreja tornou-se novamente “Igreja dos mártires”. As perseguições contra os crentes –sacerdotes, religiosos e leigos – realizaram uma grande sementeira de mártires em várias partes do mundo. É um testemunho que não se pode esquecer» (Carta Ap. Tertio millennio adveniente, n. 37).
O martírio é um “selo de garantia” da autenticidade do amor cristão. Mas não esqueçamos que há outro “selo” desse amor, por vezes mais difícil: a generosidade com que são aceitas e oferecidas a Deus as contrariedades de cada dia: com saúde ou com doença, com cansaço e sem cansaço, em casa, no serviço, na vida social… «Quantos se deixariam cravar numa cruz perante o olhar atônito de milhares de espectadores, e não sabem sofrer cristãmente as alfinetadas de cada dia! – Pensa então no que será mais heroico» (Caminho, n. 204).
Pense, sim. Por exemplo: O que pode aproximar mais de Deus seus filhos ainda crianças ou adolescentes? Os sermões do pai e da mãe, azedados pela falta de paciência, eriçados de queixas e reprimendas? Ou o exemplo de um pai e de uma mãe que sofrem e sorriem sem perder a calma, que rezam e esperam no meio de padecimentos por vezes muito pesados, e não descarregam as suas dores nos demais?
Essas dificuldades cotidianas são a cruz de cada dia (Lc 9,23), e devem ser um «sacrifício escondido e silencioso», que faz com que um filho de Deus seja «mártir sem morrer» (Caminho, nn. 185 e 622); e o seja sem ter complexo de mártir, sem fazer “cara de vítima”, sem desfigurar o rosto para inspirar compaixão (Mt 6,16). O amor cristão à Cruz – por amor a Jesus Cristo – torna possível padecer sem se vergar sob o fardo da dor; passar mal e continuar assim mesmo a trabalhar e a fazer o bem a todos; e a dar, enfim, com naturalidade até a última gota. Isto é santidade. Esta é uma das melhores maneiras – se não a melhor – de “tornar a vida amável” aos que nos cercam.
«De onde vos vêm as forças?»
São Pedro dá testemunho de que os pagãos, surpreendidos por essa alegria na dor dos cristãos  perseguidos, ficavam pasmados, sem entender nada; e, por isso, o apóstolo recomendava aos fiéis: Caríssimos,…alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo… E estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir (1Pd 4,13 e 3,15).
Também hoje, comenta São Josemaria, muitos se sentem movidos a perguntar aos cristãos coerentes, quando veem que permanecem serenos no meio de muitas dificuldades: «Como se explica a vossa alegria? De onde vos vêm as forças para vencer o egoísmo e o comodismo?» (É Cristo que passa, n. 148).
A resposta está nestas breves palavras da carta que o Papa Francisco enviou ao Prelado do Opus Dei, com motivo da Beatificação do seu predecessor, o Bispo Álvaro del Portillo: «Este é o caminho da santidade que todo cristão deve percorrer: deixar-se amar pelo Senhor, abrir o coração ao seu amor e permitir que seja Ele quem guie a nossa vida» (A carta inteira foi lida aos participantes da Beatificação, em 27/09/2014, logo antes de se iniciar a cerimônia).
Quer dizer que tudo é uma questão de amor. Só o amor gera amor. Só o amor vivificado pela graça de Deus pode abraçar a dor e transformá-la em amor a Deus e ao próximo. Esse é um prodígio especificamente cristão, infinitamente superior ao fanatismo suicida e à insensibilidade estoica perante a dor.
Alguns testemunhos
Os testemunhos dos cristãos que passaram vitoriosos pelo “teste da Cruz” são inúmeros.
Gosto muito de lembrar São Tomás More, chanceler da Inglaterra, o homem de máxima autoridade no país depois do rei, Henrique VIII. Encarcerado na Torre de Londres por longo tempo, e depois decapitado em 1535 por recusar-se a trair a sua consciência e a sua fé católica, quando já previa a sua execução, dizia à filha predileta, Margareth: «Minha filha queridíssima, nunca se perturbe a tua alma por qualquer coisa que possa vir a acontecer comigo neste mundo. Nada pode acontecer senão o que Deus quer. E tenho plena certeza de que, aconteça o que acontecer, por muito mau que pareça, será na verdade o melhor»[2]. Thomas More deu um heroico testemunho de fé e se abandonou totalmente à vontade de Deus. Fazendo isso, levou ao extremo o “amor a Deus sobre todas as coisas” (cf. Mc 12,30 e Jn 14,23).
Gostaria de lembrar também dois exemplos dos nossos tempos, que pude conhecer bem de perto.
O primeiro, é o de São Josemaria Escrivá, com quem tive a graça de conviver em Roma por dois anos. Coincidi, em 1954, com a época em que o diabetes que padecia alcançou o maior pico de gravidade, tanto assim que esteve à beira da morte. Dou testemunho de que presenciei dia a dia exatamente o que descreve seu principal biógrafo: «Trabalhava e mexia-se como se estivesse bem de saúde… Custava-lhe sorrir; mas os seus filhos recordam-no sempre com o sorriso nos lábios». Nós, os estudantes que o víamos quase diariamente,  «nada notávamos – escrevi há tempo –; de nada se queixava nem com a palavra nem com a expressão do rosto e, por isso, nada nos preocupava. Não sabíamos que, na verdade, durante todos aqueles meses felizes vividos junto de um Padre que irradiava dinamismo e felicidade, estivera atravessando uma das piores fases da sua doença»[3].
O segundo exemplo é de uma menina, Montserrat Grases – cujo processo de Beatificação está em curso –, que faleceu em 1959, aos 18 anos, de um câncer na perna. Da sua tocante biografia extraio só este testemunho de uma amiga dela, que a acompanhou em várias das trinta sessões de radioterapia: «Quando íamos a essas sessões, todas as enfermeiras perguntavam-lhe o que tinha; mas ela mudava logo de conversa e acabava perguntando pelas coisas delas. Fez-se muito amiga de uma enfermeira: soube que aquela moça gostava de desenhar, e ficaram falando dos desenhos e dos problemas da outra… Às vezes, quando terminávamos, a enfermeira dizia-me: – “Como é simpática, alegre e carinhosa esta menina! Mas nunca fico sabendo se a perna lhe dói ou não. Você sabe?” E eu lhe respondia: – “Eu também não sei”. Porém, com certeza no momento de lhe fazerem os curativos, sofria uma barbaridade. Sofria pelos outros. Ela sempre sofria pelos outros» (isto é, oferecia a dor a Deus pedindo pelos outros)[4].
São uns poucos exemplos do “teste da Cruz”. Mas ajudam-nos a perceber como é o bom roteiro do amor cristão testado pela dor. Um roteiro que, com a ajuda de Deus, todos nós podemos percorrer cada vez melhor, seguindo os passos de Cristo.
http://www.padrefaus.org/archives/1875?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+padrefaus+%28F%C3%A9%2C+Verdade+e+Caridade%29

sábado, 6 de dezembro de 2014

Deus quer cuidar do nosso cansaço e do nosso abatimento

Deus quer cuidar do nosso cansaço e do nosso abatimento expulsando os espíritos malignos, curando e cuidando de nossas enfermidades.
“Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9,36).
Jesus quer falar lá no fundo do nosso coração, Ele quer dizer a todos nós que Ele tem profunda compaixão de nós por nosso cansaço e abatimento. Sim, o Senhor sabe o quanto nós nos cansamos com tudo aquilo que fazemos, com os nossos trabalhos, as nossas lutas diárias, os nossos compromissos, aquele círculo, muitas vezes, vicioso que se torna a nossa vida. Tudo isso nos deixa cansados, um cansaço que, muitas vezes, se transforma em abatimento. Ficamos “abatidinhos”, enxutos, no canto e até perdemos o gosto pela vida; um cansaço que não nos permite nem descansar, porque até quando queremos descansar nos cansamos. É um cansaço maior que o nosso próprio cansaço físico.
O cansaço físico, nós, muitas vezes, suportamos, mas aquele cansaço da alma, o cansaço do espírito, isto é, o abatimento interior, causa desmotivação e vai causando dentro de nós a perda de gosto por muitas coisas da vida. Jesus, como o Bom Pastor que o é, quer cuidar de toda ovelha abatida. Primeiramente, expulsando os espíritos malignos, curando e cuidando de nossas enfermidades.
Jesus quer tirar todo o espírito de desânimo, todo o espírito de intriga, de fofoca, de desunião, porque esses espíritos malignos agindo no meio de nós são agentes para semear entre nós as sementes do cansaço e do abatimento.
Ninguém aguenta passar por uma vida brigando, ninguém aguenta viver discutindo, ninguém aguenta passar muito tempo só tendo dores de cabeça e aborrecimentos. Nós podemos lidar de outra forma com aquilo que nos causa irritação, sofrimento, dor de cabeça, preocupação, tensão, medo e intranquilidade.
Quando nós entregamos tudo isso ao Senhor e pedimos que Ele próprio nos ajude no combate diário – não é que o Senhor vá tirar os problemas de nossa vida –, Ele vai nos dar uma outra armadura para sabermos lidar com os problemas da nossa vida. Primeiramente, tirando o nosso coração das preocupações; Ele tira a preocupação e coloca no lugar a fé, a confiança e a certeza de que a luz de Deus ilumina e conduz todas as coisas.
No entanto, se confiamos e nos preocupamos e não deixamos o Senhor cuidar de nós, a preocupação puxa muitos outros espíritos negativos para dentro do nosso ser e, assim, vem de novo o desânimo e o cansaço e, por vezes, queremos entregar os pontos.
Não os entregue não! Reanime sua fé, sua confiança e a certeza de que há um Deus que quer cuidar do nosso cansaço e do nosso abatimento.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/

Padre Duarte Lara - Modéstia no Vestir

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Jesus ilumina toda a cegueira que envolve a nossa vida

Jesus ilumina toda a cegueira que envolve a nossa vida. Não deixe os olhos da sua fé apagados, não deixe que seu coração caminhe na escuridão da vida.
“Partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” (Mateus 9,27).
Amados irmãos e irmãs, os dois cegos do Evangelho de hoje são exemplo de vida para nós, porque estes estavam com a vista apagada, não podiam ver a luz do sol, como nós a vemos, enxergar as pessoas como quem tem visão as pode enxergar. Deixe-me dizer uma coisa a você: apesar de estarem com a vista apagada, eles estavam com o coração iluminado.
Sim, o coração de cada um deles podia ver, tocar e seguir Jesus, porque eles foram atrás do Senhor gritando: “Jesus, tem piedade de nós!”. Quem está com o coração iluminado está aberto para a graça de Deus, está aberto para ser curado e conduzido por Ele e enxergar a própria cegueira.
Deixe-me dizer a você: não deixe os olhos da sua fé apagados, não deixe nem permita seu coração caminhar na escuridão e na penumbra da vida sem enxergar Jesus que está no meio de nós. Primeiro, Jesus é a luz do mundo e Ele deseja – como luz do mundo – iluminar toda a cegueira que envolve a nossa vida, toda a cegueira que envolve o nosso coração e nos deixa, muitas vezes, viver na penumbra da vida.
Sabe, muitas vezes, os problemas da nossa vida estão dentro de nós e nós buscamos soluções fora. Sim, basta uma mudança de comportamento, basta uma atitude nova para mudar isso, mas não conseguimos enxergar. Às vezes o problema de uma situação está tão mais perto de nós do que possamos imaginar, mas, porque a cegueira nos envolve, não conseguimos ver a solução dele. Muito pelo contrário, até permitimos que o problema cresça dentro de nós, porque vamos nos agitando e culpando uns aos outros. E quando as acusações começam, a cegueira cresce. Quando as acusações começam, tudo de mau vem junto; porque a acusação não nos permite ver as coisas com razão.
Os dois cegos do Evangelho de hoje são para nós exemplos de humildade. Só quem tem humildade clama: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de nós!”. E se nós temos essa humildade, vamos clamar do fundo do coração: “Tenha piedade e misericórdia da minha cegueira interior, porque eu não consigo enxergar a verdade, não consigo enxergar a minha própria verdade!”.
Se enxergamos mais os pecados, os erros, os problemas e os defeitos das pessoas do que os nossos próprios, é o grande sinal de que a cegueira dentro de nós é muito grande. Quando começamos a enxergar de verdade, nós não temos nem tempo para enxergar os problemas dos outros, nós vamos nos iluminando para cada vez mais irmos direcionando a nossa própria vida.
Que Jesus abra os nossos olhos da fé para enxergamos a verdade do jeito que ela é!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/