sábado, 12 de janeiro de 2019

Os odres que insistem em ser velhos


"Será que a teimosia da sua mente caprichosa não é a verdadeira razão de você ser um estacionário na vida espiritual?"

Ope. José Eduardo Oliveira, da diocese de Osasco, especialmente conhecido no Brasil como intenso defensor da vida humana desde a concepção até a morte natural, é bastante ativo nas redes sociais e costuma compartilhar reflexões sadiamente provocativas para incentivar as pessoas a reavaliarem posturas e se comprometerem a sério com a verdade, a bondade e a beleza do Evangelho. Nesta semana ele propôs a seguinte consideração sobre a dureza de mente e coração de quem até começa a ouvir a palavra, mas resiste teimosamente a se converter de fato:
OS ODRES QUE INSISTEM EM SER VELHOS
Por que a linguagem do Evangelho demanda meditação? Por que Jesus falava frequentemente em parábolas? Ele mesmo o explica: “Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam” (Mateus 13,13).
Não parece estranho este modo de proceder de Cristo? Pregar para não ser entendido… Por que?
Em outro passo, Jesus diz que “ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo arrebentará os odres e entornar-se-á, e perder-se-ão os odres” (Lucas 5,37). Em outras palavras, é necessário espargir a Palavra de tal modo que ela produza de acordo com a terra em que cai, é preciso despejá-la de tal modo que a sua novidade caia no coração de quem é rejuvenescido pela graça e não destrua aqueles que não estão preparados para ela.
De fato, depois de dizer que o vinho novo do Evangelho não pode ser colocado em odres velhos, o próprio Jesus reconhece que “ninguém que bebeu do vinho velho quer já do novo, porque diz: o vinho velho é melhor” (Lucas 5,39). Eu imagino a tristeza de Cristo ao pronunciar este diagnóstico! Há pessoas que simplesmente não querem a Boa Nova porque estão formatados segundo a “boa velha”, cruzam-se com Jesus e o interpretam de acordo com os seus próprios conceitos psicologicamente pré-estabelecidos.
Certa vez, Ele retornou a Nazaré, sua pátria, e começou a ensinar… “Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele o carpinteiro?” (Marcos 6,2-3).
O homem é assim, não acredita que a graça pode brotar no fundo de sua casa, não crê num Deus que fala ao coração, dentro do quarto, na intimidade, à portas fechadas. A carne gosta de carnaval e sempre transfere a terceiros a missão de “ser de Deus”. As pessoas buscam por dias extraordinários, por missionários ungidos, querem uma graça estrangeira, não suportam um Deus conterrâneo, mas que não cabe dentro dos seus estreitos miolos.
É por isso que há pessoas que nunca vão aprender. Você pode pregar, pode insistir, pode clamar… São odres velhos e gostam de vinho velho, não entendem, não enxergam e nunca irão progredir. O Padre Vieira dizia que o problema é que não se prega a Palavra, e é verdade; mas Jesus a pregou, e melhor que ninguém!, e, mesmo assim, não converteu a todos. A turma da velhacaria, ficou nessa, mesmo! De modo que, dada a semente, o problema é a terra!
Olhe para você mesmo e seja honesto. Será que a teimosia da sua mente caprichosa não é a verdadeira razão de você ser um estacionário na vida espiritual? Será que você não está se contentando com a liberdade de correr em direção à sua própria escravidão? Não chegou a hora de deixar de ser cúmplice de sua própria auto-sabotagem no espírito?
Quanto aos pregadores, não se entristeçam por pregar para incorrigíveis, pois é difícil deixar de ser pagão. Preguem oportuna e importunamente. Odres novos acolhem sempre o vinho novo, odres velhos gostam mesmo é dos mesmos vinhos de sempre… Vocês encontrarão os odres novos. Continuem pregando. Uma hora dessas, eles aparecem.

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Por onde começar a vida espiritual? Santa Catarina responde


Se você quer ficar mais perto de Deus, siga este valioso conselho

Santa Catarina de Sena foi uma santa influente do século XIV.  É conhecida e amada por muitos pela sua santidade e tenacidade de espírito. Ela teve uma profunda vida interior e foi membro da Ordem Terceira de São Domingos. Muitos de seus pensamentos estão no livro “O Diálogo”.
Um dos conselhos que ela escreveu foi sobre o primeiro passo que alguém deve dar na vida espiritual: 
“A alma que é motivada por um desejo muito grande de honrar a Deus começa exercitando-se, por um certo espaço de tempo, nas virtudes comuns, permanecendo na célula do autoconhecimento, a fim de conhecer melhor a bondade de Deus para com ela”.
Ela explica que esse caminho de conhecimento não apenas gira em torno de conhecer melhor quem você é, mas também quem é Deus e o papel Dele em sua vida.
Além disso, Santa Catarina escreveu as palavras de Jesus que foram pronunciadas a ela em uma revelação particular:
“Eu respondo que este é o caminho: se você chegar a um perfeito conhecimento sobre Mim, a Verdade Eterna, ainda assim você nunca deve abandonar o conhecimento de si mesma, e, humilhando-se no vale da humildade, você conhecerá a mim e a você, de onde você tirará tudo o que for necessário”.
Santa Catarina acrescenta que o conhecimento é sempre o primeiro passo na vida espiritual e, naturalmente, leva a pessoa ao próximo estágio da jornada. 
Enfim, o conhecimento de Deus, normalmente, precede o amor a Deus, pois geralmente só amamos as pessoas depois que as conhecemos. Portanto, se você procura começar sua jornada em direção a Deus, primeiro tente conhecê-lo através da leitura da Bíblia, bem como das tradições transmitidas por seus apóstolos por meio dos ensinamentos oficiais da Igreja Católica.
Através desse conhecimento de Deus, entenderemos melhor quem somos e estaremos preparados para abraçar o amor de Deus. 

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domingo, 6 de janeiro de 2019

TORNAR A PECAR MORTALMENTE! DIFICULTOSO É O REMÉDIO PARA O PECADO NAS PESSOAS ESPIRITUAIS



O pecado nas pessoas espirituais é gravíssimo!
Depois de uma confissão geral…
Depois de frequentar muito a oração e os sacramentos…
Depois de muitas instruções, desenganos e conselhos…
Depois de muitas luzes e benefícios divinos…
Tornar a cair em algum pecado mortal, de propósito e com plena advertência, este pecado, meus irmãos, é gravíssimo e de todos o mais agravante, o seu perdão é moralmente impossível!
O perdão deste pecado é mais dificultoso do que o de cem mil pecados mortais na primeira confissão geral!! Não vos admireis desta doutrina, nem vos pareça rigorosa, porque é de Jesus Cristo e do Apóstolo.
Que diz Jesus Cristo? Falando de uma pessoa espiritual, diz:
“Se os meus inimigos me ofendessem, alguma razão teria de os sofrer; porém que me ofendas tu, que professas estar unido comigo por espírito! Tu, que me conheces com a luz da fé; Tu, a quem sustento à minha mesa com a doce iguaria do sacramento; eis o que mais agrava a tua culpa e provoca a minha justiça. E é o que não posso sofrer”.
E o que diz mais?
“Quem lança mão não arado, e torna a olhar para trás, não é apto para o Reino de Deus”.
Logo perde-se. E o que diz o Apóstolo, falando também das pessoas espirituais?
Diz ele:
“Aqueles que uma vez já foram alumiados, e provaram a doçura dos dons de Deus, participando do Espírito Santo, e provando a suavidade das virtudes, e contudo tornaram a cair, é impossível que outra vez se renovem com a verdadeira penitência”!!
“É impossível”, quer dizer, é moralmente impossível, isto é, muito e muito dificultoso!!
Muitos santos venera a Santa Igreja, que primeiro foram pecadores e bem escandalosos; mas depois de convertidos, quantos tornaram a se desconverter? Poucos haveis de citar.
Agora, tudo são conversões e confissões gerais pelas missões, na quaresma…; e daqui por um ano, ou ainda menos, tudo serão pessoas desconvertidas e ainda mais obstinadas. Ó almas infelizes, que assim o tendes experimentado, ou se assim vos acontecer, desenganai-vos, a vossa salvação é moralmente impossível, diz o Apóstolo; é muito e muito dificultosa!!
Uma culpa em uma pessoa espiritual é a mais agravante e abominável, porque esta pessoa devia amar e honrar a Deus mais que as outras pessoas; porque Deus mais que outras a tinha já honrado e amado. Ó quantas vezes Deus já a teria visitado pela sagrada comunhão, e posto à sua mesa! Que graças lhe teria dado, e que benefícios lhe teria concedido! O Padre Eterno a tratava por sua filha; o Divino Verbo por sua esposa; O Divino Espírito Santo habitava nela; finalmente, ela era um santuário de Deus vivo.
Mas que mudança a mais fatal! Tornou a pecar mortalmente; crucificou de novo a Jesus Cristo seu Divino esposo, que tanto a amava; é outra vez com o demônio, é mesmo a casa dos demônios, e anda em guerra com o mesmo Cristo! Que ingratidão a mais feia! Que sentidas lágrimas não deve chorar esta alma pecadora por ter perdido a joia da divina graça, e a amizade do seu Deus; por se ver outra vez com o demônio, e os seus trabalhos todos perdidos!!
Isto mesmo aconteceu ao Rei David; porém depois as suas lágrimas lhe serviam de pão de dia e de noite; e falando com a sua alma, dizia: “Aonde está o teu Deus? Alma minha, aonde está o teu Deus?”
E vós, ó almas infelizes, vós que já fostes justas, mas agora andais outra vez com o demônio, que me dizeis? Onde está o vosso Deus? Ai que fugiu de vós; fugiu do vosso coração para dar lugar ao demônio! Deus já não é convosco, porque vós já sois com o demônio!
Onde estão as vossas boas obras? Perdeste tudo, as vossas confissões, as vossas comunhões, as vossas orações, missas, esmolas, penitências, merecimentos, alegrias, consolações do céu, perdeste tudo; o demônio, que entrou na vossa alma quando caístes no pecado, matou a mesma alma, e roubou-lhe tudo; tudo quanto tínheis lucrado talvez em vinte, trinta ou mais anos!!
E agora que remédio? Que o diga o Apóstolo; “é moralmente impossível.” E na verdade quem dará tempo para lucrar outra tanta riqueza espiritual? Desenganai-vos, meus irmãos; andar a coxear na vida espiritual, ora na graça, ora no pecado; hoje com Deus, amanhã com o demônio; esta vida é vida de condenados e o caminho do inferno!!
É para Deus, e para sempre; eu antes quero absolver na primeira confissão geral trinta milheiros de pecados mortais, do que depois um só cometido de propósito, e com plena advertência. Tais pecados em pessoas espirituais não se perdoam sem muitas penitencias e grandes arrependimentos; para assim dizer é necessário um fervor extraordinário para recuperar o que está perdido, e também desagravar sua Majestade Divina tão enormemente ofendida.
Portanto, temei e tremei vós, ó almas justas, não torneis a cair, porque depois com dificuldade se dá o remédio, e é moralmente impossível.
Padre Manoel José Gonçalves Couto, no livro “Missão Abreviada”.
https://capelasantoagostinho.com/2018/09/18/tornar-a-pecar-mortalmente-dificultoso-e-o-remedio-para-o-pecado-nas-pessoas-espirituais/

A ESTRELA DOS MAGOS

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Tendo nascido Jesus em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos – homens sábios, conselheiros de reis – vieram do Oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo”.
Viram a sua estrela e ela lhes indicou uma meta, assinalando um rumo: ir ao país dos judeus para adorar o Messias Rei. Fazia mais de mil anos que esse misterioso Rei universal havia sido anunciado pelos profetas, inclusive por um pagão, o amonita Balaão: Uma estrela sai de Jacó, um cetro levanta-se em Israel. Disso, no Oriente, muitos tinham ouvido falar. E os Magos sabiam.
***
Vimos a sua estrela. Não foi nada fácil ver aquela estrela. Observaram a cintilação de uma estrela nova e começaram a pesquisar o que significava. Podiam ter deixado de fazê-lo, para não complicar a vida.
Quando descobriram o que era, para eles foi uma chamada, e não duvidaram em fazer tudo o que era preciso para seguir o que essa mensagem de Deus lhes indicava.
Lá do Presépio, Deus também parece dizer-nos: “Por acaso você pensa que não tem estrela? Será que você veio a este mundo por engano, sem finalidade nem missão alguma para cumprir?”
A nossa estrela é a nossa vocação – de casado, de mãe ou pai de família, de sacerdote, de mestre…–, que sempre nos pede cumprir uma missão. Quando descobrimos essa luz, fica claro o sentido da nossa existência
No momento em que um casal cristão, por exemplo, descobre que o seu casamento é uma chamada de Deus, é uma vocação, então  a estrela. Em qualquer circunstância da vida, marido e mulher – se tiverem fé e boa vontade – poderão ouvir Deus que lhes diz: “Olhem para a estrela. Ela lhes marca o rumo. Deus conta com vocês. Sejam fiéis à sua estrela, aconteça o que acontecer!”
Seguir a estrela não é fácil, porque às vezes fica encoberta ou porque nos guia por caminhos difíceis. Assim aconteceu com os Magos. A estrela revelou-lhes o destino e meteu-os numa aventura exigente, mas depois desapareceu.
O caminho foi longo e áspero. Tiveram cansaço e hesitações, mas nada os deteve. Não traíram a estrela!
Quando chegam a Jerusalém, onde o rei dos judeus tinha o palácio, disseram simplesmente: Vimos a sua estrela e por isso viemos.
***
Os Magos  julgavam ter alcançado a meta, mas ficaram assombrados quando comprovaram que lá em Jerusalém ninguém sabia de nada. Nem os sacerdotes, nem o rei Herodes, nem o povo. Apesar disso, não desconfiaram da estrela, da chamada de Deus.
Firmes na sua fidelidade, eles só se preocuparam de indagar dos sábios de Israel onde seria o lugar do nascimento do Messias anunciado pelas profecias.
Responderam-lhes que a  Escritura indicava Belém. Imediatamente para lá se encaminharam com a mesma determinação com que tinham saído de casa e enfrentado as asperezas do caminho.
Então, a estrela que tinham visto no Oriente os foi precedendo, até chegar onde estava o Menino, e ali parou. A aparição da estrela os encheu de profundíssima alegria.
Deus sempre cumula de alegria os que se esforçam por ser-lhe fiéis, especialmente se a fidelidade lhes custa sangue, suor e lágrimas. Deus lhes mostra então mais amor e lhes concede mil graças.
***
Vimos e viemos. Isso faz pensar. Quantas coisas nos sugere o exemplo dos Magos! Peçamos a Maria e José – fidelíssimos à sua vocação e à sua missão −  que nos ajudem a ser homens e mulheres que sabem ver … e ir.
Tomara que sempre possamos dizer: “Estou fazendo isto ou aquilo, me comportando assim, vencendo essa crise ou esse cansaço, porque vi, eu vi mesmo a estrela e entendi a razão porque Deus me pôs no mundo. Quero seguir essa luz divina, custe o que custar, pois aí está a verdade da minha vida e a garantia da minha felicidade”.

Resumo do trecho de um capítulo do livro de F. Faus Contemplar o Natal

A ADORAÇÃO DOS MAGOS


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Depois de descrever a alegria dos Magos ao verem a estrela parar no lugar onde estava o Menino, o Evangelho diz: Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram
No centro desta bela cena, aparece uma palavra que merece a nossa reflexão: a palavra “adorar”.  É uma das atitudes mais elevadas, mais sadias e mais necessárias para nós, os homens. Vamos refletir um pouco sobre ela.
Adorar significa:
─ em primeiro lugar, reconhecer Deus e dizer-lhe: Tu és o meu Deus e o meu Senhor!
─ depois, significa admirar com alegria e agradecimento a imensa grandeza, beleza e bondade de Deus.
─ em terceiro lugar, significa inclinar-se diante dEle com respeito e com obediência de filhos.
***
Adorar é, primeiro, reconhecer. Quando dizemos “Tu és o meu Deus!”, estamos reconhecendo: “Eu não sou o meu deus!” Ninguém, a não ser um louco, comete a tolice de dizer com a boca: “Eu sou Deus”, mas muitos de nós o dizemos com a vida.
Por quê? Porque nos dedicamos a adorar a nós mesmos e queremos colocar tudo aos nossos pés.
Isso acontece, por exemplo,  quando pensamos: “Primeiro procuro o que eu quero, obedeço às minhas vontades, sirvo os meus interesses, e depois vou ver se tenho tempo de pensar no que Deus quer”. Ou, então: “Quanto à minha fé e à minha conduta, eu digo o que é certo e errado; eu é que “escolho” a minha religião, e não preciso de que me falem de Deus nem da lei de Deus”.
***
Nós só podemos adorar bem a Deus quando o conhecemos bem. Não se pode adorar uma incógnita. Conforme o vamos conhecendo, Ele nos cativa e nos deslumbra com a sua bondade, beleza e verdade; sentimos cada vez mais desejos de compreendê-lo, de contemplá-lo – procurarei, Senhor, o teu rosto!, dizemos, com o Salmo –, e acabamos entendendo que “a adoração é o êxtase do amor”.
O Natal nos abre caminho para isso. Quem me vê, vê o Pai– disse Jesus. Por isso, quem quiser ver e compreender Deus deve olhar intensa e amorosamente para Cristo. Deve começar por conhecê-lo muito mais intimamente e detalhadamente.
Fazemos isso? Que lugar ocupa na nossa vida a leitura e meditação dos evangelhos? Bastaria que lhes dedicássemos um tempo diário muito breve: de cinco a dez minutos por dia.
***
Quem ama confia. Quando conhecemos Jesus, ele nos cativa e nos abandonamos ao seu amor. Desse amor nasce o desejo de agradá-lo e obedecerlhe sempre.
São poucas as pessoas que entendem que obedecer a Cristo e à sua Igreja é amá-lo. No entanto, Jesus disse-nos uma e outra vez que a obediência é o segredo do verdadeiro amor: Se me amais, guardareis os meus mandamentos… Se guardardes os meus preceitos, sereis constantes no meu amor.
E, ao falar da Igreja que Ele fundou – a minha Igreja, como a chamou –, dizia aos Apóstolos, chefes dessa Igreja: Quem a vós ouve, a mim ouve; quem a vós despreza, é a mim que despreza. Infelizmente, essa obediência poucos a compreendem bem.
Precisamos resgatá-la de preconceitos, se quisermos alcançar o amor.

Resumo do trecho de um capítulo do livro de F. Faus Contemplar o Natal

sábado, 5 de janeiro de 2019

Orações para antes da Santa Missa e de preparação para a Santa Comunhão

ORAÇÃO FONTE DE GRAÇAS 
(Para se rezar antes da Santa Missa)

Deus Pai, eu Vos ofereço, pelo Coração Imaculado de Maria, o sacrifício da Santa Missa, com o sacerdote e através dele, com verdadeiro espírito de imolação. Ofereço-vos constantemente o sacrifício de todas as Santas Missas que se celebram no mundo inteiro, e com pura intenção me uno ao Santo Padre e a todos os sacerdotes, oferecendo-vos os méritos dos sofrimentos da Paixão e Morte de vosso Unigênito Filho. Com a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, torno-me uma constante união de sacrifício n'Ele e com Ele, para Vos adorar no mais alto grau de perfeição. Amém.


PREPARAÇÃO PARA A COMUNHÃO

A preparação para a Comunhão consiste em demorar-se algum tempo a considerar quem é Aquele a quem vamos receber, e quem somos nós, e fazer depois os atos seguintes.

No Santíssimo Sacramento do Altar não só é oferecida a graça como também o Autor da graça, Nosso Senhor Jesus Cristo com Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

Que dignificação! Quanta bondade! O Deus de infinita Majestade querer dar-se em alimento a nossos corações miseráveis e culpados! Sendo que a Comunhão constitui a ação mais excelente, mais proveitosa e divina, temos que nos convencer da necessidade de prepararmos o nosso espírito e coração com o máximo cuidado.

Tomemos Maria por guia e modelo e supliquemo-lhe que ela mesma orne a nossa alma com as devidas disposições.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

ALMA CRUZADA

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Ah ! eu quisera de minha alma fazer uma espada,
inebriada de heroísmo, sedenta de bravura,
e que só nos combates encontrasse ventura.
Ah ! eu quisera forjar em mim uma alma cruzada,
por Deus pronta para a luta, pronta para a estocada,
uma alma pontiaguda e forte, brilhante e pura.
Ah ! eu quisera de minha alma fazer um a espada,
que cantasse dos combates a épica formosura,
e só aspirasse a glória de ser desembainhada,
que, tendo da cruz a santa forma e a amarga doçura,
fosse escândalo para alguns, e, para outros, loucura.
Branca, virginal, valente e reta , cortante e ousada,
Ah ! eu quisera de minha alma fazer uma espada.

SANTA MARIA, MÃE E RAINHA DA PROEZA

Ah ! eu quisera de tua alma fazer uma espada,
forjada no fogo da epopéia e na chama da proeza,
alma toda católica e sedenta de grandeza,
como a espada só brilhando se despojada.
Só. Tendo a glória de ser como Deus crucificada,
escondendo humilde na bainha o fulgor da pureza.
Ah ! eu quisera de tua alma fazer uma espada,
agressiva, justticeira, altiva e cheia de nobreza.
Obediente e heróica, pela glória de Deus enlevada.
E sem mácula, e sem medo, sem felonia e sem fraqueza,
alma-espada, símbolo sacral de honra e fortaleza,
Como eu, fiel, virginal, intrépida e imaculada,
Ah ! eu quisera de tua alma fazer uma espada !



São Paulo, 8 / I / 1973 Orlando Fedeli