segunda-feira, 12 de março de 2012

"NÃO PERMITA DEUS QUE CRISTÃO ALGUM REZE DESSE MODO"



Consideremos nossa alma como um castelo feito de um só diamante ou de um limpidíssimo cristal. Nesse castelo existem muitos aposentos, assim como no céu há muitas moradas. Este caste-lo tão resplandecente e formoso é uma pérola oriental, a árvore da vida que foi plantada nas águas vitais da própria vida, Deus.
Mas, por melhor que seja nossa inteligência não podemos compreender este castelo, assim como não compreendemos a Deus, que nos fez a sua imagem e semelhança. Entretanto, eu percebo que entre o castelo e Deus, existe a diferença que vai da criatura ao criador, mas basta sua Majesta-de afirmar que o fez à sua imagem para termos uma longínqua idéia da grande dignidade e beleza da alma.
Infelizmente é uma lástima e uma grande confusão não nos entendermos a nós mesmos, e não sabermos quem somos, talvez porque concentramos por demais a nossa atenção sobre o nosso corpo e as coisas exteriores. Nós sabemos que a alma existe, por ouvir dizer, mas desconhecemos as riquezas que nela existem e seu grande valor, bem como Quem nela habita. A alma é o nosso maravilhoso castelo, e então vejamos como se há de fazer para penetrar em seu interior, embora a mim pareça um disparate falar assim, porque se a alma é o castelo, claro está que não se entra nele, sendo ambos uma só coisa. Com efeito, a primeira vista pode parecer um desatino dizer a alguém que entre onde já se encontra. Mas ficai sabendo que há uma grande diferença entre os modos de se estar num mesmo lugar.
Entretanto, muitas almas andam em torno desse castelo, onde as sentinelas montam guarda, e aparentemente elas não têm interesse em entrar nele. Mas os livros de oração aconselham a alma a entrar em si mesma! Esse também é meu pensamento, pois as almas sem oração são como corpos entrevados ou paralíticos, e incapazes de se moverem. Há almas tão enfermas e tão mergulhadas nas coisas externas, que dão a impressão de não haver remédio nem possibilidade de fazê-las entrar em si mesmas. Mas eu vos digo que a porta para entrar nesse castelo é a oração e a meditação, embora eu não chame de oração o mexer dos lábios, sem pensar no que dizemos, nem no que pedimos nem quem somos nós, nem quem é Aquele ao qual nos dirigimos. Assim, o costume de falar à majestade de Deus como se fala a um estranho, dizendo o que foi decorado, a isto não chamo de oração. Não permita Deus que cristão algum reze desse modo. Dirijo-me às almas que querem entrar no castelo, embora saiba que muitas estão metidas ou ligadas ao mundo, e embora tenham bons desejos e encomendam-se uma vez por outra ao nosso Senhor, em geral elas refletem pouco sobre si mesmas, nunca muito detidamente e, no espaço de um mês, dia ou outro rezam distraídas com mil negócios a lhes encherem o pensamento. Assim, estando elas apegadas aos pensamentos, o coração se lhes vai para onde eles fluem, perdendo o verdadeiro tesouro que é caminhar em direção a Deus. De tempo em tempo essas pessoas procuram libertarem-se, o que já é grande coisa, quando o próprio reconhecimento de que não caminham bem os faz procurarem se acercar da porta do Cas-telo. Por vezes elas acabam entrando nas primeiras salas de baixo, mas juntamente com elas entram tantas sevandijas, que estas não lhes deixam ver a beleza do castelo, nem lhes dão sossego. Entre-tanto, já foi muito bom elas terem entrado, mesmo que por pouco tempo. 


CASTELO INTERIOR OU AS MORADAS
Santa Teresa de Ávila
Primeira Aula

domingo, 11 de março de 2012

"O PROFETA COMO ATALAIA"


A palavra de Iahweh me foi dirigida nestes termos: Filho do homem, dirige a palavra aos filhos do teu povo e dize-lhes: Quando trago a espada sobre uma terra qualquer, o seu povo toma uma pessoa dentre os seus e põe como atalaia. Se este vê a espada que vem contra a terra, dá o sinal com a trombeta, advertindo o povo. Se alguém, apesar de ouvir o som da trombeta, não presta atenção, a espada virá e o apanhará: seu sangue cairá sobre sua própria cabeça. Portanto, ele ouviu o som da trombeta, mas não prestou atenção: seu sangue cairá sobre ele enquanto aquele que deu atenção ao aviso salvará sua vida.
Por outra parte, se o atalaia vê a espada que vem, mas não dá sinal com a trombeta de modo que o povo não receba o aviso, e a espada sobrevenha e leve uma pessoa dentre o povo, esta será apanhada na sua iniquidade, mas eu requererei o seu sangue do atalaia.
Ora, a ti, filho do homem, te pus como atalaia para a casa de Israel. Assim, quando ouvires uma palavra da minha boca, hás de avisá-los de minha parte. Quando eu disser ao ímpio: "Ímpio, certamente hás de morrer" e tu não o desviares do seu caminho ímpio, o ímpio morrerá por causa de sua iniquidade, mas seu sangue o requererei de ti. Por outra parte, se procurares desviar o ímpio de seu caminho, para que se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá por sua iniquidade, mas tu terás salvo sua vida. 

Ezequiel 33, 1-9

segunda-feira, 5 de março de 2012

DA VIGILÂNCIA SOBRE OS PENSAMENTOS




A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:
a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só
na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade. Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto faltar o consentimento, como ensina também São Bernardo, dizendo: "O sentimento não causa dano algum, contanto que não sobrevenha o consentimento". Para consolar tais almas timoratas e escrupulosas, quero oferecer-lhes aqui uma regra prática, aceita por quase todos os teólogos: Quando uma alma que teme a Deus e detesta o pecado, duvida se consentiu ou não em um mau pensamento, não está obrigada a confessar-se disso, porque, em tal caso, se tivesse realmente cometido um pecado mortal, não estaria em dúvida a esse respeito, porque o pecado mortal, para uma alma que teme a Deus, é um monstro tão horrendo, que não poderá ter entrada em seu coração sem o perceber.
b) Outros, que possuem uma consciência mais relaxada e são mal instruídos,
julgam, pelo contrário, que os maus pensamentos nunca são pecados, mesmo havendo consentimento neles, contanto que não se chegue a praticar. Este erro é muito mais pernicioso que o primeiro. O que se não pode fazer, não se pode também desejar; por isso, o mau pensamento em si contêm toda a malícia do ato. Assim como as más obras nos separam de Deus, também os maus pensamentos nos afastam d'Ele e nos privam de Sua graça. "Pensamentos perversos nos separam de Deus" (Sb 1, 3). Como as más obras estão patentes aos olhos de Deus, também Sua vista alcança todos os nossos maus pensamentos para condená-los e puni-los, pois "um Deus de ciência é o Senhor, e diante d'Ele estão patentes todos os pensamentos" (I Rs 2, 3).
2) Logo, nem todos os maus pensamentos são pecados, e nem todos os que são pecados trazem em si o mesmo cunho de malícia. Devemos considerar três coisas quando se trata de um pecado de pensamento, a saber: a sugestão, a deliberação e o consentimento. Alguns esclarecimentos a esse respeito:
a) Sob a palavra sugestão entende-se o primeiro pensamento que nos incita a praticar o mal que nos vem à mente. Esta instigação ou incitamento ainda não é pecado; se a vontade a repele imediatamente, é mesmo uma fonte de merecimentos. "Para cada tentação a que opuseres resistência, se te deverá uma coroa", diz Santo Antão. Até os
Santos foram perseguidos por tais pensamentos. São Bento revolveu-se sobre os espinhos para vencer uma tentação impura, e São Pedro de Alcântara lançou-se em poço de água gelada. São Paulo nos informa que também ele foi tentado contra a pureza: "E para que a grandeza das revelações não me ensoberbesse, foi-me dado um espinho em
minha carne, um anjo de satanás para me esbofetear" (2 Cor 12, 7). O Apóstolo suplicou várias vezes ao Senhor que o livrasse desse inimigo: "Por essa causa roguei ao Senhor três vezes que o afastasse de mim". O Senhor não quis, porém, dispensá-lo do combate, e respondeu-lhe: "Basta-te a minha graça". E por que não queria o Senhor livrá-lo? Para
que adquirisse maiores méritos por sua resistência à tentação: "Porque a virtude se aperfeiçoa na fraqueza". São Francisco de Sales diz que quando um ladrão procura arrombar uma porta, é porque não está ainda dentro da casa; assim também, quando o demônio tenta uma alma, é porque se acha ela ainda na graça de Deus. Santa Catarina de Sena foi uma vez horrivelmente atormentada pelo demônio, durante três dias, com fortes tentações impuras. Apareceu-lhe então o Senhor para consolá-la, e ela perguntou-lhe: - Mas onde estivestes, Senhor meu, durante estes três dias? Jesus respondeu-lhe: Dentro do teu coração, dando-te força para resistires à tentação. E o Senhor deu-lhe a conhecer que o seu coração estava, depois da tentação, mais puro que antes.
b) À sugestão segue-se a deleitação. Quando nos damos ao trabalho de repelir imediatamente a tentação, sentimos nela uma certa complacência ou prazer, que nos vai arrastando ao consentimento. Mesmo então, se a vontade não dá seu assentimento, não há pecado mortal; quando muito, poderá haver pecado venial. Se, porém, não
recorrermos então a Deus e não nos esforçarmos por resistir à tentação, facilmente nos sentiremos arrastados ao consentimento e perdidos, segundo as palavras de Santo Anselmo: "Se não procuramos impedir a deleitação, ela se transformará em consentimento e matará a alma".
Uma senhora, que tinha fama de santa, teve, um dia, um mau pensamento, que não repeliu imediatamente, e pecou por pensamento. Por vergonha deixou de confessar esse pensamento criminoso e morreu, pouco depois, em estado de pecado. Porque morreu com fama de santidade, mandou o bispo que fosse sepultada em sua própria
capela. No dia seguinte, porém, apareceu-lhe ela, toda circundada de fogo, e confessou-lhe, infelizmente já tarde demais, que estava condenada por ter consentido num mau
pensamento.
c) Toda a malícia do mau pensamento está, porém, no consentimento. Havendo pleno consentimento, perde-se a graça de Deus e chama-se sobre si a condenação eterna, quer se tenha o desejo de cometer um pecado determinado, quer se pense ou reflita com prazer no pecado como se o estivesse cometendo. Esta última espécie de
pecado chama-se uma deleitação deliberada ou morosa, e deve-se distinguir bem da primeira, isto é, do pecado de desejo.
3) Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a
coragem, antes, animosamente combater, empregando os meios que te vou indicar, e não sucumbirás:
a) O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga
muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: "Antes de me haver humilhado, eu pequei" (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria
fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos
preserve desse vício.
b) O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatamente os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender. Peça-se socorro, dizendo: Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.
c) O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. "Uma tentação revelada já está meio vencida", diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso. São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.
A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de 'Vinho gerador de Virgens' (Zc 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.
d) O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a
Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos,
devido à devoção à Santíssima Virgem!
e) O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecli 33, 21): "A
ociosidade ensina muita coisa má", isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernardo, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. "Quem trabalha é
tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles", diz São Boaventura.
f) O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela
prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.


(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, Escola da Perfeição Cristã,
compilação de textos do Santo Doutor pelo padre Saint-Omer, CSSR, tradução do padre
José Lopes, CSSR, IV Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1955, páginas 186-204 e 338-
343).

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"PASSOS VACILANTES"



1 Jó tomou a palavra e disse:
2 “Então vós sois os tais, e convosco a Sabedoria vai morrer?
3 Mas também eu, como vós, tenho entendimento, e não sou inferior a vós; quem ignora
aquilo que sabeis?
4 Quem é escarnecido, como eu, por seus amigos, invocará a Deus, e ele o ouvirá, pois é a
integridade do justo que é escarnecida.
5 A lâmpada, desprezada pelos que estão seguros, está a serviço dos que têm os passos
vacilantes.
6 Estão tranqüilas as tendas dos ladrões, e seguras, as dos que desafiam a Deus, dos que têm
Deus na palma da mão.
7 Pergunta, por exemplo, aos asnos, e te ensinarão; às aves do céu, e te informarão;
8 volta-te para a terra e ela te instruirá, os peixes do mar te hão de esclarecer.
9 Quem não ignora, em todas estas coisas, que foi a mão do Senhor que fez tudo?
10 Em sua mão está a alma de todo ser vivo, o espírito de toda carne mortal.
11 O ouvido não distingue as palavras e o paladar não saboreia as iguarias?
12 A sabedoria não se encontra nos cabelos brancos? E a prudência, não está nos anciãos?
13 Ora, é em Deus que está a sabedoria e a força: ele tem o conselho e a inteligência.
Deus desfaz a sabedoria humana
14 Se ele destrói, ninguém poderá reconstruir; se ele aprisionar alguém, não haverá quem o
solte;
15 se retiver as águas, virá a seca; se as soltar, inundarão a terra.
16 Nele está a força e a sabedoria, ele conhece quem engana e quem é enganado.
17 Manda embora os conselheiros sem nada, e leva os juízes à demência.
18 Desata o cinturão dos reis e amarra seus rins com uma corda.
19 Manda embora os sacerdotes sem nada, e abate os poderosos.
20 Troca as palavras dos que falam com segurança e tira o conhecimento dos anciãos.
21 Lança o desprezo sobre os nobres e afrouxa o cinturão dos violentos.
22 Descobre o que há de mais oculto nas trevas e traz à luz a sombra da morte.
23 Engrandece as nações e as arruína; se destruídas, restaura-as integralmente.
24 Tira o entendimento aos chefes do povo e os engana, deixando-os vaguear num deserto
sem estradas.
25 E andarão às apalpadelas como nas trevas e não na luz, pois ele os faz vaguear como
bêbados.

Jó 12, 1-25 Bíblia Católica


"Para crescermos precisamos de pão duro, cruzes, humilhações, provações e contradições" Pe. Pio


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"CONVERSANDO COM JESUS"


1. Obrigado, Jesus, pela Santa Missa
e pela Comunhão.
Que bom que és e quanto me amas!
Eu Te adoro e Te amo.
Quero amar-Te mais, muito mais.
Ajuda-me, porque, às vezes, me esqueço de Ti,
e outras, sou vencido pela tentação e pela maldade.

2. Na Santa Missa
renovaste o Teu Sacrifício do Calvário.
Outra vez, do mesmo modo que quando morrias
cravado na Cruz,
ofereceste-Te ao Pai do Céu
pela minha salvação e pela de toda a gente.
És o meu Redentor e continuas a querer salvar-me.
Obrigado, Jesus. Quero que Tu me salves.
Não permitas que me afaste de Ti pelo pecado.
Jesus, sê o meu Salvador.

3. O pão e o vinho,
pelas palavras da Consagração,
converteram-se] - a transubstanciação -,
no Teu próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Isto quer dizer que,
na Sagrada Hóstia e no Cálice,
estás vivo e és Deus e Homem de verdade,
ainda que os meus olhos Te não vejam.
Creio Senhor, neste Mistério de Fé.
Adoro-Te; amo-Te.
Quando comungo, posso dizer com alegria:
Deus está comigo; e eu estou com Deus.

4. Quero estar sempre conTigo, Jesus;
porque Tu me amas e eu quero amar-Te.
Quero trazer-Te sempre no meu coração
para ter a Tua força
e conseguir ser-Te fiel em tudo.
Necessito especialmente da Tua força
para viver com delicadeza e fortaleza
a virtude da santa pureza
que tanto Te agrada.
Dá-me a fortaleza dos mártires,
para ser valente perante a tentação impura,
para vencer as minhas más inclinações.
Antes morrer do que pecar.
Se Tu estás comigo, ser-Te-ei fiel.

5. Falar-Te-ei agora de pessoas que muito estimo,
para que Tu as abençoes
e lhes dês aquilo de que necessitam.
Jesus, Tu sabes melhor do que eu
aquilo que hoje e agora, mais convém a cada um.
Dir-Te-ei os seus nomes: os meus parentes...;
amigos...; benfeitores...;de modo especial...;
Lembro-Te também os doentes...

6. Tenho, além disso de Te falar de mim mesmo
e do que vai enchendo a minha jornada diária:
do meu trabalho, do meu estudo, um projecto,
a minha atenção e dedicação ao próximo:
talvez um sofrimento, uma preocupação,
um desgosto; ou uma alegria,
uma boa notícia, uma vitória;
ainda de um propósito que devo cumprir hoje;
de uma inspiração sobre o que Deus me pede.
Diz-me, Senhor, que queres de mim?
Dir-Te-ei com a Santíssima Virgem:
"Que se faça" [que se vá fazendo] - em mim a Tua Vontade.

"UM CORAÇÃO DIVIDIDO NÃO ESTÁ MADURO PARA MIM"





(Digo-Lhe que quero compartilhar com Ele todas as Suas penas)
Filha Minha, a pena das penas são os Sacerdotes indignos;
há tantos e se multiplica seu número. Escreve isto para

que se saiba, para que se leia. Um coração dividido não está
maduro para Mim. Sou um esposo ciumento, reclamo inteiramente
para Mim o coração da alma esposa. A santidade
perfeita consiste em não querer recusar nada ao Amor. Quero
que ofereças tuas dores, teus trabalhos, tuas orações, as
comunhões desta semana; em reparação pelas almas religiosas,
homens e mulheres; pelos Sacerdotes, para que não se
aumente mais no mundo o número destas almas que Me
honram somente com os lábios, enquanto seu coração está
longe de Mim... Sim, as almas religiosas que vão divagando...
Os Sacerdotes que tomam a taça dos prazeres e não
deixam de bebê-la até a última gota...  
Não era esta a reforma que propunha a Igreja!
Devem despertar o homem a fim de que tome consciência
de que está por perecer este mundo tão imerso de imoralidade
e no pecado e que, contudo, se encontra feliz tal como
está. É preciso sacudi-lo, despertá-lo de seu torpor, de tal
forma que peça ajuda, que se volte para Mim. Acendei no
mundo um imenso fogo, acendei as velas uma a uma como
se faz na Vigília Pascal, tomando a chama de Mim, a verdadeira
Luz do Mundo.


Retirado do livro: A PORTA DO CÉU
Um ensinamento para o homem sobre suas debilidades,
limites e alcances.
A.N.E. - Apostolado da Nova Evangelização


                                                                                                                                                                                                  

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"LIMPA TEU CORAÇÃO, FAZ DELE UMA CASA PARA O SENHOR"


Quanta sujeira tem entrado nas nossas vidas, quanta impureza temos vivido ao longo de nossas vidas. Temos vivido de qualquer jeito, fazendo tudo o que dá, o que pode, o que queremos e como queremos. Não paramos se quer um minuto para pelo menos questionar ou perguntar para Deus se realmente é essa a vontade  Dele para nossa vida. Muitas vezes preferimos ser omissos, incrédulos, frios e não percebemos que existe um jeito certo de viver.  A palavra de Deus nos ensina: "Portanto, sedes perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito." A palavra "santo" nos dias de hoje não é mais vista, ouvida, nem sentida como antigamente. Parece até que a santidade hoje é vista como algo desprezível, impossível e se valor. O mundo, as mídias tem imposto á sociedade uma maneira vulgar de viver, programas de tv que incitam desvalorização do homem, da mulher e da sociedade em si, tudo isso para se ter audiência, ganhar ibope. Tudo isso reflexo de uma mentalidade impura e indigna. No mundo ninguém nos dá nada, porque ele não tem nada para nos dar; muitas vezes colocamos nossa esperança em algo material, em algo palpável e esquecemos que a nossa busca tem que ser para as coisas que não se vê, ou seja, algo espiritual, sobrenatural. Precisamos limpar nossos corações e acreditar na vinda de Jesus Cristo, pois Ele virá pelos caminhos mais imprevisíveis iluminando a dura rotina e nossa luta no cotidiano. O nosso altar que é o nosso coração precisa estar limpo, só que as vezes queremos oferecer um coração sujo, manchado e cheio de impureza para Deus. Precisamos oferecer a Deus um coração limpo e puro, um coração santo. As vezes não enxergamos as sujeiras que ainda insiste permanecer em nosso coração, é preciso pedir a ajuda do Alto para fazer uma faxina completa e ninguém gosta de morar em lugar sujo muito menos Jesus. O grande detalhe é que quando queremos fazer essa faxina sozinho, ele, o coração não fica limpo por completo, portanto tratemos de fazer essa limpeza o quanto antes, para que a nossa casa fique limpa e Deus possa se sentir a vontade.

"CRIA EM MIM, Ó DEUS, UM CORAÇÃO PURO. E RENOVA EM MIM UM ESPÍRITO RETO"
Salmo 51,10