sábado, 23 de fevereiro de 2013
NA ESCOLA DE MARIA, MULHER « EUCARÍSTICA »
Se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, Mãe e modelo da Igreja. Na carta apostólica Rosarium Virginis Mariæ, depois de indicar a Virgem Santíssima como Mestra na contemplação do rosto de Cristo, inseri também entre os mistérios da luz a instituição da
Eucaristia.(102) Com efeito, Maria pode guiar-nos para o Santíssimo Sacramento porque tem uma profunda ligação com ele.
À primeira vista, o Evangelho nada diz a tal respeito. A narração da instituição, na noite de Quinta-feira Santa, não fala de Maria. Mas sabe-se que Ela estava presente no meio dos Apóstolos, quando, « unidos pelo mesmo sentimento, se entregavam assiduamente à
oração » (Act 1, 14), na primeira comunidade que se reuniu depois da Ascensão à espera do Pentecostes. E não podia certamente deixar de estar presente, nas celebrações eucarísticas, no meio dos fiéis da primeira geração cristã, que eram assíduos à « fracção do pão » (Act 2, 42).
Para além da sua participação no banquete eucarístico, pode-se delinear a relação de Maria com a Eucaristia indiretamente a partir da sua atitude interior. Maria é mulher « eucarística » na totalidade da sua vida. A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-La também na sua relação com este mistério santíssimo.
Mysterium fidei! Se a Eucaristia é um mistério de fé que excede tanto a nossa inteligência que nos obriga ao mais puro abandono à palavra de Deus, ninguém melhor do que Maria pode servir-nos de apoio e guia nesta atitude de abandono. Todas as vezes que repetimos o gesto de Cristo na Última Ceia dando cumprimento ao seu mandato:
« Fazei isto em memória de Mim », ao mesmo tempo acolhemos o convite que Maria nos faz para obedecermos a seu Filho sem hesitação: « Fazei o que Ele vos disser » (Jo 2, 5).
Com a solicitude materna manifestada nas bodas de Caná, Ela parece dizer-nos: « Não hesiteis, confiai na palavra do meu Filho. Se Ele pôde mudar a água em vinho, também é capaz de fazer do pão e do vinho o seu corpo e sangue, entregando aos crentes, neste mistério, o memorial vivo da sua Páscoa e tornando-se assim “pão de vida” ».
De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. A Eucaristia, ao mesmo tempo que evoca a paixão e a ressurreição, coloca-se no prolongamento da encarnação. E Maria, na anunciação, concebeu o Filho divino também
na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando n'Ela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o corpo e o sangue do Senhor.
Existe, pois, uma profunda analogia entre o fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o amen que cada fiel pronuncia quando recebe o corpo do Senhor. A Maria foi-Lhe pedido para acreditar que Aquele que Ela concebia « por obra do Espírito
Santo » era o « Filho de Deus » (cf. Lc 1, 30-35). Dando continuidade à fé da Virgem Santa, no mistério eucarístico é-nos pedido para crer que aquele mesmo Jesus, Filho de Deus e Filho de Maria, Se torna presente nos sinais do pão e do vinho com todo o seu ser humano-divino.
« Feliz d'Aquela que acreditou » (Lc 1, 45): Maria antecipou também, no mistério da encarnação, a fé eucarística da Igreja. E, na visitação, quando leva no seu ventre o Verbo encarnado, de certo modo Ela serve de « sacrário » – o primeiro « sacrário » da história –,
para o Filho de Deus, que, ainda invisível aos olhos dos homens, Se presta à adoração de Isabel, como que « irradiando » a sua luz através dos olhos e da voz de Maria. E o olhar extasiado de Maria, quando contemplava o rosto de Cristo recém-nascido e O estreitava
nos seus braços, não é porventura o modelo inatingível de amor a que se devem inspirar todas as nossas comunhões eucarísticas?
56. Ao longo de toda a sua existência ao lado de Cristo, e não apenas no Calvário, Maria viveu a dimensão sacrificial da Eucaristia. Quando levou o menino Jesus ao templo de Jerusalém, « para O apresentar ao Senhor » (Lc 2, 22), ouviu o velho Simeão anunciar
que aquele Menino seria « sinal de contradição » e que uma « espada » havia de trespassar também a alma d'Ela (cf. Lc 2, 34-35). Assim foi vaticinado o drama do Filho crucificado e de algum modo prefigurado o « stabat Mater » aos pés da Cruz. Preparando-Se dia a dia para o Calvário, Maria vive uma espécie de « Eucaristia antecipada », dir-seia uma « comunhão espiritual » de desejo e oferta, que terá o seu cumprimento na união com o Filho durante a Paixão, e manifestar-se-á depois, no período pós-pascal, na sua participação na celebração eucarística, presidida pelos Apóstolos, como « memorial » da
Paixão.
Impossível imaginar os sentimentos de Maria, ao ouvir dos lábios de Pedro, João, Tiago e restantes apóstolos as palavras da Última Ceia: « Isto é o meu corpo que vai ser entregue por vós » (Lc 22, 19). Aquele corpo, entregue em sacrifício e presente agora nas espécies
sacramentais, era o mesmo corpo concebido no seu ventre! Receber a Eucaristia devia significar para Maria quase acolher de novo no seu ventre aquele coração que batera em uníssono com o d'Ela e reviver o que tinha pessoalmente experimentado junto da Cruz.
« Fazei isto em memória de Mim » (Lc 22, 19). No « memorial » do Calvário, está presente tudo o que Cristo realizou na sua paixão e morte. Por isso, não pode faltar o que Cristo fez para com sua Mãe em nosso favor. De facto, entrega-Lhe o discípulo predileto
e, nele, entrega cada um de nós: « Eis aí o teu filho ». E de igual modo diz a cada um de nós também: « Eis aí a tua mãe » (cf. Jo 19, 26-27).
Viver o memorial da morte de Cristo na Eucaristia implica também receber continuamente este dom. Significa levar connosco – a exemplo de João – Aquela que sempre de novo nos é dada como Mãe. Significa ao mesmo tempo assumir o compromisso de nos
conformarmos com Cristo, entrando na escola da Mãe e aceitando a sua companhia.
Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas. Se Igreja e Eucaristia são um binômio indivisível, o mesmo é preciso afirmar do binômio Maria e Eucaristia. Por isso mesmo, desde a antiguidade é unânime nas Igrejas do Oriente e do Ocidente a recordação de Maria na celebração eucarística.
Na Eucaristia, a Igreja une-se plenamente a Cristo e ao seu sacrifício, com o mesmo espírito de Maria. Tal verdade pode-se aprofundar relendo o Magnificat em perspectiva eucarística. De facto, como o cântico de Maria, também a Eucaristia é primariamente
louvor e ação de graças. Quando exclama: « A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador », Maria traz no seu ventre Jesus. Louva o Pai « por » Jesus, mas louva-O também « em » Jesus e « com » Jesus. É nisto
precisamente que consiste a verdadeira « atitude eucarística ».
Ao mesmo tempo Maria recorda as maravilhas operadas por Deus ao longo da história da salvação, segundo a promessa feita aos nossos pais (cf. Lc 1, 55), anunciando a maravilha mais sublime de todas: a encarnação redentora. Enfim, no Magnificat está
presente a tensão escatológica da Eucaristia. Cada vez que o Filho de Deus Se torna presente entre nós na « pobreza » dos sinais sacramentais, pão e vinho, é lançado no mundo o germe daquela história nova, que verá os poderosos « derrubados dos seus
tronos » e « exaltados os humildes » (cf. Lc 1, 52). Maria canta aquele « novo céu » e aquela « nova terra », cuja antecipação e em certa medida a « síntese » programática se encontram na Eucaristia. Se o Magnificat exprime a espiritualidade de Maria, nada melhor
do que esta espiritualidade nos pode ajudar a viver o mistério eucarístico. Recebemos o dom da Eucaristia, para que a nossa vida, à semelhança da de Maria, seja toda ela um magnificat!
CARTA ENCÍCLICA
ECCLESIA DE EUCHARISTIA
DO SUMO PONTÍFICE
JOÃO PAULO II
AOS BISPOS
AOS PRESBÍTEROS E DIÁCONOS
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E A TODOS OS FIÉIS LEIGOS
SOBRE A EUCARISTIA
NA SUA RELAÇÃO COM A IGREJA
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Não ME agrada a morte de nenhum pecador!
Deus esquecerá facilmente dos seus pecados! A nossa decisão de hoje pode mudar totalmente os rumos da nossa vida. Infelizmente muitos estão submersos no pecado, sabem disso e não querem se humilhar na presença do REI. Outros por auto se condenarem esquecem da maravilhosa misericórdia de Deus par a com aqueles que estão afastados da sua graça
«Será porventura a morte do pecador que Me agrada?
Não é antes que se converta e viva?»
Assim fala o Senhor Deus:
«Se o pecador se arrepender de todas as faltas que cometeu,
se observar todos os meus mandamentos
e praticar o direito e a justiça,
certamente viverá e não morrerá.
Não lhe serão lembrados os pecados que cometeu
e viverá por causa da justiça que praticou.Será porventura a morte do pecador que Me agrada?— diz o Senhor Deus —Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?Mas se o justo se desviar da justiça e praticar o mal,
imitando as abominações dos pecadores,porventura viverá?Não mais será recordada a justiça que praticou;
por causa da prevaricação em que caiu e do pecado que cometeu,
ele morrerá.
E vós dizeis:
‘O modo de proceder do Senhor não é justo’.
Escutai, casa de Israel:Será o meu modo de proceder que não é justo?
Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?Quando o justo se afastar da justiça,
praticar o mal e vier a morrer,
morrerá por causa do mal cometido.208 Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado,
praticar o direito e a justiça,
salvará a sua vida.
Se abrir os olhos e renunciar às faltas que tiver cometido,
certamente viverá e não morrerá».
Palavra do Senhor.semanaidaquaresma
FONTE: Filhos Espirituais de Pe. Pio
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O SIGNIFICADO DO LOGO: Ano da Fé
O Ano da Fé é um tempo próprio para redescobrir, aprofundar e viver a fé católica. Esse período foi aberto oficialmente pelo Papa Bento XVI no dia 11 deste mês com uma Santa Missa realizada no Vaticano.
Até o dia 24 de novembro de 2013, quando será encerrado o Ano da Fé, o Santo Padre propõe várias atitudes para os católicos crescerem nessa virtude, entre elas, estudar o Catecismo da Igreja Católica (CIC), melhorar o testemunho cristão e crescer em obras de caridade.
Uma logomarca vai acompanhar toda a trajetória do Ano da Fé, carregada de um significado próprio. Entenda cada parte deste logo:
No campo quadrado e com borda, encontra-se simbolicamente representada a nau, imagem da Igreja, que navega sobre águas sutilmente esboçadas.
O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia.
Kelen Galvan
Até o dia 24 de novembro de 2013, quando será encerrado o Ano da Fé, o Santo Padre propõe várias atitudes para os católicos crescerem nessa virtude, entre elas, estudar o Catecismo da Igreja Católica (CIC), melhorar o testemunho cristão e crescer em obras de caridade.
Uma logomarca vai acompanhar toda a trajetória do Ano da Fé, carregada de um significado próprio. Entenda cada parte deste logo:
O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia.
Kelen Galvan
Da Redação Canção Nova, com Arquidiocese de Palmas
Cinco dimensões ou estágios da vida eterna
Por Frei Franbezant, OFMConv
1. Confiança e fé em Jesus, o "Filho do homem", aquele que foi ungido para nos salvar (...) Essa confiança é uma realidade, e é ela mesma uma verdadeira manifestação da vida "das alturas", não das capacidades humanas normais. É, como diz Hb 11,1, "a convicção de factos que não se veem". Qualquer um que verdadeiramente possui essa confiança tem absoluta certeza de estar "lá dentro".
2. Mas essa confiança na pessoa de Jesus leva naturalmente ao desejo de ser seu aprendiz na vida do reino de Deus. (...) A condição de aprendiz de Jesus significa viver no seu mundo, ou seja, colocar em prática os seus ensinamentos (Jo 8,31). E isso gradualmente integra toda a nossa existência no glorioso mundo da vida eterna. Tornamo-nos "verdadeiramente [...] livres" (Jo 8,36).
3. A abundância de vida que se alcança quando se é discípulo de Jesus, "permanecendo na sua palavra", naturalmente conduz à obediência. O ensinamento que recebemos e a experiência de vivê-lo leva-nos a amar Jesus e ao seu Pai com a plenitude do nosso ser: o coração, a alma, o entendimento e a força (corporal). E assim aprendemos a amar essa obediência a ele, mesmo quando não compreendemos ou até mesmo quando não "gostamos" do que ele exige. "Se me amais", disse Jesus, "guardareis os meus mandamentos" (Jo 14,15) (...)
4. A obediência, com a vida de disciplina que exige, conduz à completa transformação interior do coração e da alma. E, num processo circular, essa mesma transformação sustenta a obediência. A condição permanente do discípulo passa então a ser a de "amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gl 5,22-23; comparar com 2Pe 1,2-11). E é amor autêntico até ao nosso âmago mais profundo. Essas virtudes são chamadas de "frutos do Espírito", pois não são consequências diretas do nosso esforço, mas são-nos incutidas à medida que passamos a admirar e imitar Jesus, fazendo todo o necessário para aprender a obedecer-lhe.
5. Por fim, vem o poder para fazer as obras do reino. Uma das declarações mais chocantes de Jesus (...) foi esta: "Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará" (Jo 14,12). É normal que nos sintamos assombrados e incapazes diante desta afirmação. Mas tenhamos em mente que o mundo em que vivemos precisa desesperadamente que essas obras sejam feitas (...) [Mas] grande poder exige grande carácter para que seja uma bênção, não uma maldição, e esse carácter é algo que precisamos adquirir gradualmente.
(...) É intenção de Deus que no seu reino tenhamos todo o poder que pudermos colocar a serviço do bem. Na verdade, o seu objectivo final no desenvolvimento do carácter humano é dar-nos o poder de fazer o que queremos. E, quando estivermos plenamente desenvolvidos à imagem de Jesus, quando tivermos plenamente em nós o "sentimento" de Cristo, é justamente isso que irá acontecer - para grande alegria e alívio do próprio Deus, sem dúvida.
Deus passa a agir connosco sempre que nos nossos atos confiamos Nele. Isso explica porque Jesus disse que o menor no reino dos céus é maior do que João Batista - não, logicamente, maior em si mesmo, mas porque um poder maior age com ele. O maior não é inerente, dependente da nossa essência . A nossa fé não é uma questão de ouvir aquilo que Cristo disse há tanto tempo e "tentar realizá-lo". Antes "o verdadeiro Filho de Deus está do seu lado. Ele está começando a transformar você no mesmo tipo de coisa que Ele é. Está começando, por assim dizer, a "injetar" a Sua vida e o Seu pensamento, em você; começando a transformar o soldado de chumbo num homem vivo. A parte que você não gosta disso é aquela que ainda é chumbo. T
#ReflexõesFranciscanas
Angustia Mortal (Será que você não está assim hoje?)
Quantos de nós em situções limites nos vemos sem saída e encurralados pela ação do inimigo. Quantos de nós nas horas mais difíceis não temos a ajuda de ninguém, as vezes nem para conversar; é nesta hora que entra a providência divina...
Leitura do Livro de Ester
Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal,
procurou refúgio no Senhor
e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel:
«Meu Senhor, nosso único Rei,
vinde socorrer-me,
porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós
e corre perigo a minha vida.
Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna
que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos
e os nossos pais entre os seus antepassados,
para serem a vossa herança perpétua,
e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido.
Lembrai-Vos de nós, Senhor,
e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação.
Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos.
Ponde em meus lábios palavras harmoniosas,
quando estiver na presença do leão,
e mudai o seu coração,
para que deteste o nosso inimigo
e o arruíne com todos os seus cúmplices.
Livrai-nos com a vossa mão;
vinde socorrer-me no meu abandono,
porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».
Palavra do Senhor.
FONTE: Filhos Espirituais de Pe. Pio
T E M P O D A Q U A R E S M A
Leitura do Livro de Ester
Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal,
procurou refúgio no Senhor
e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel:
«Meu Senhor, nosso único Rei,
vinde socorrer-me,
porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós
e corre perigo a minha vida.
Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna
que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos
e os nossos pais entre os seus antepassados,
para serem a vossa herança perpétua,
e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido.
Lembrai-Vos de nós, Senhor,
e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação.
Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos.
Ponde em meus lábios palavras harmoniosas,
quando estiver na presença do leão,
e mudai o seu coração,
para que deteste o nosso inimigo
e o arruíne com todos os seus cúmplices.
Livrai-nos com a vossa mão;
vinde socorrer-me no meu abandono,
porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».
Palavra do Senhor.
FONTE: Filhos Espirituais de Pe. Pio
T E M P O D A Q U A R E S M A
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
"Sacramento do batismo"
Sacramento do Batismo
Deus ao criar o homem, além da vida natural, concedeu-lhe uma vida sobrenatural. A graça
sobrenatural ia ser a herança que todos os homens transmitiriam a sua posteridade. Mas o
homem rechaçou a Deus cometendo o primeiro pecado, perdendo assim a
Graça Santificante e a união com Deus.
O próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo, ofereceu a reparação
infinita pela ingratidão do homem. Jesus iluminou o abismo que havia entre a
divindade e a humanidade.
Para restaurar na alma a graça perdida, Jesus instituiu o Sacramento do
Batismo. Através do Batismo a alma passa a participar da própria vida de
Deus e a essa participação chamamos Graça Santificante.
É o Sacramento da iniciação cristã, pois nos liberta do pecado original,
nos faz sermos acolhidos pelo Pai e nos apresenta na Igreja a qual incorporamos e nos tornamos
templos vivos da Santíssima Trindade: “Aquele que permanece em mim e eu nele, este dá muitos
frutos, porque sem mim nada podeis fazer”.
O Batismo é como uma semente que se planta, mas que ao longo dos tempos, deve ser
cultivada para que cresça e produza frutos; caso contrário de nada adianta. Assim se não for
cultivada no dia-a-dia, na oração, na fé, na participação e na vivência de Deus, será uma semente
que não germinará.
Como sacramento ele significa a vida nova que o cristão recebe, sendo apresentado na Bíblia
através das figuras do Dilúvio (Gn 7 ) e a Passagem do Mar Vermelho (Ex 14, 15-31). Antes de
Cristo, este sacramento era administrado por João Batista que pregava a conversão para a vinda do
Salvador, por isso ele dizia: “Eu batizo com água, mas aquele que virá depois de mim vos batizará no Espírito Santo”.
A palavra
Batismo vem do grego Baptizium que quer dizer: Imergir em Água.
Todo cristão deve permanecer fiel às promessas do Batismo, principalmente àquela de nunca
perder a Vida Divina pelo Pecado Mortal, deve ser o “ sal da terra e luz do mundo” e sendo assim, elevado a dignidade de filho de Deus.
A partir do dia de Pentecostes, a Igreja celebrou e administrou o Batismo: “Arrependei-vos e
cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. Então, recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2, 38)
Os batizados se vestem de Cristo.
O batismo é um banho que purifica, santifica e justifica. Ele é um banho de água no qual a
Palavra de Deus produz seu efeito de vida.
O batismo nos abre as portas da Igreja.
Faz de nós participantes da assembléia congregada na fé, que é a Igreja, o novo povo de Deus,
o povo da nova e eterna Aliança.
Pelo batismo somos incorporados na Igreja, o Corpo de Cristo. Feito membro da Igreja o
batizado não pertence mais a si mesmo (I Cor 6,19), mas àquele que morreu e ressuscitou por nós.
Na comunhão da Igreja, o batizado é chamado a ser sinal e instrumento do Reino de Deus, a
viver fraterna solidariedade e a praticar a justiça. O batizado assume um compromisso de viver e
testemunhar, como membro de Cristo, a sua fé até as últimas conseqüências, de forma coerente e
fiel.
Paróquia Imaculada Conceição da Vila RezendePastoral da Crisma
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
"Sede santos, porque EU o Senhor sou santo"
Nossa especialidade muitas vezes é julgar e condenar. Muitos por conhecerem bem a palavra usa a mesma para atacar, difimar e rebaixar os que ainda não estão no caminho e acham que não precisdam fazer mais nada por já conhecerem Cristo. Tomemos cuidado pois o demônio é astucioso e articulador...
Leitura do Livro do Levítico
O Senhor dirigiu-Se a Moisés, dizendo:«Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes:‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.
Não furtareis, não direis mentiras, nem cometereis fraudes uns com os outros.
Não prestarás juramento falso, invocando o meu nome,
pois profanarias o nome do teu Deus.
Eu sou o Senhor.
Não oprimirás nem expropriarás o teu próximo.Não ficará contigo até ao dia seguinte o salário do jornaleiro.Não insultarás um surdo nem colocarás tropeços diante de um cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor.
Não cometerás injustiças nos teus julgamentos:
não favorecerás indevidamente um pobre,
nem darás preferência ao poderoso;
julgarás o teu próximo segundo a justiça.
Não caluniarás os teus parentes,
nem conspirarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor.
Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos,
mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo.Eu sou o Senhor’».
Palavra do Senhor.
Lev 19, 1-2.11-18
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