sexta-feira, 16 de junho de 2017

5 coisas que você não sabia sobre a água benta


A água benta é provavelmente um dos sacramentais mais conhecidos da Igreja. Não confundam sacramental com sacramento. Sacramental é um sinal sagrado segundo o modelo dos sacramentos, mediante o qual significam efeitos obtidos pela intercessão da Igreja.
Alguma vez já se perguntou desde quando a Igreja usa água benta? Porque sempre a encontramos na entrada das igrejas? Estas e outras perguntas estão respondidas aqui!
Conheça 5 coisas que você não sabia sobre água benta:

1) Sua origem

Se pode dizer que a origem da água benta remonta os tempos de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque Ele mesmo abençoou as águas. Mais adiante, o Papa São Alexandre I, que exerceu seu pontificado desde 121 d.C. até 132, determinou que o sal seria posto na água, enquanto as orações são ditas normalmente pela igreja. Os judeus colocavam cinzas na água, por isso São Clemente dizia que o que o que estava sob a antiga lei era a cinza, sob a graça, o sal.

2) Por que  tem água benta à entrada de algumas igrejas?

A água benta é colocada ali para nos persignarmos (fazer o sinal da cruz na testa, lábios e peito) com ela ao entrar no templo e sermos abençoados por Deus, com o sinal da Cruz. Assim entregamos todos os nossos sentidos a Ele, em Sua casa. Quando entramos na Igreja devemos pedir para que o Espírito Santo ilumine os nossos corações, infundindo neles aquele santo temor, piedade, silêncio e reverência, que cabem àquele santo lugar.

3) Como foi introduzido o uso da água benta na Igreja?

Foi em substituição à uma antiga cerimônia judia em que, antes de entrar na oração, se lavavam pedindo a Deus que os tornasse limpos. Para lembrar essa figura, os sacerdotes católicos primeiro abençoam a água, como um rito que ainda se mantém.

4) O que simboliza a água benta?

A água benta simboliza o suor de Nosso Senhor Jesus Cristo no horto e o preciosíssimo sangue que molhou seu rosto, na agonia.

5) Que efeitos tem a água benta?

Tradicionalmente se sabe que a água benta tem os seguintes efeitos:
– Afugenta toda potestade demoníaca sobre as pessoas e lugares que onde ela é lançada.
– Apaga os pecados veniais.
– Afugenta toda sombra, nuvem, fantasia e astúcia diabólica.
– Encerra as distrações da oração.
– Nos dispõe, com a graça do Espírito Santo, a uma maior devoção.
– Infunde em nós a virtude da benção divina para receber os sacramentos, para o administrá-los, e para celebrar os divinos ofícios de Deus.

Tem mais alguma informação sobre a água benta? Conte-nos!

Fonte: ChurchPop

quinta-feira, 15 de junho de 2017

4 lições espirituais dos monges orientais para a nossa vida cotidiana


A sabedoria dos Padres do Deserto tem o poder de transformar a nossa vida diária

A consagração pessoal a Deus dentro de uma comunidade foi se desenvolvendo em dois ramos distintos na história do cristianismo: o oriental e o ocidental.
Surgiu primeiro o monaquismo oriental, que influenciou São Bento na fundação da vida monástica no Ocidente.
As raízes espirituais do monaquismo oriental remontam a São Paulo Eremita, no século III, e a Santo Antônio, o Grande, pouco tempo depois. Sua formalização, porém, ocorreu com São Basílio de Cesareia e São Pacômio, no século IV. Por volta do ano 357, São Basílio viajou para a Palestina, o Egito, a Síria e a Mesopotâmia a fim de estudar a vida dessas comunidades monásticas e descobrir o seu segredo da santidade.
Embora admirasse o ascetismo severo e a devota vida de oração que os eremitas viviam, São Basílio considerou que os mosteiros precisavam de equilíbrio. Ele então escreveu uma espécie de “regra” para governar o cotidiano dos monges e moderar o seu modo extremo de vida. Graças ao grande sucesso dessa regularização, São Basílio seria reconhecido, mais tarde, como o “pai do monaquismo oriental”.
Essa vida completamente dedicada a Deus tem muito a nos ensinar no século XXI. A sabedoria de São Basílio e dos Padres do Deserto influenciou inúmeros santos ao longo dos séculos e ainda hoje é altamente relevante.
Estas são quatro lições espirituais que podemos aprender do monasticismo oriental e aplicar em nossa vida de todos os dias:

1 – Ore sem cessar

São Basílio escreve:
“Devemos rezar sem cessar? É possível obedecer a tal mandamento? (…) A força da oração reside mais no propósito da nossa alma e nos atos de virtude que estendemos a cada parte e momento da nossa vida. ‘Seja que comais’, está escrito, ‘seja que bebais, ou o que quer que façais, tudo fazei para a glória de Deus’. Ao te sentares à mesa, reza. Ao levantares o pão, dá graças ao Criador (…) Ao vestires a túnica, dá graças ao Doador. Ao te envolveres no manto, sente um amor ainda maior por Deus, que, no verão e no inverno, provê nossas vestes convenientes, tanto para nos preservar a vida quanto para cobrir o que é impróprio à vista. Finda já o dia? Dá graças a Ele, que nos deu o sol para o nosso trabalho diário e nos fornece o fogo para iluminar a noite”.
Em essência: viva sempre em espírito de ação de graças, lembrando-se de Deus em todas as atividades. Assim viveremos a exortação de São Paulo a “rezar sem cessar”, pois não só com palavras sem faz oração!

2 – Renove a sua alma com um “deserto” semanal

Em uma carta a São Gregório Nazianzeno, São Basílio escreve:
“A quietude é o primeiro passo para a limpeza da alma. A solidão é de grande utilidade quando aplaca as paixões e dá lugar ao princípio de cortá-las da alma”.
Há uma razão pela qual Deus nos deu um dia semanal de descanso: precisamos não apenas descansar, mas renovar a alma e experimentar a quietude. Não fomos feitos para trabalhar sete dias por semana. Quando chega o domingo, faça dele um dia de descanso e quietude, de acordo com o seu estado de vida.

3 – Sirva aos pobres em todos os momentos

Os monges do deserto egípcio geralmente não viam muita gente, mas São Basílio recomendou aos seus monges que servissem aos pobres o máximo possível. Os monges fizeram isso com diligência, dando todas as suas posses aos pobres e continuando a apoiá-los mediante o seu trabalho em solidão.
São Basílio lembrava aos monges que o ato de retirar-se do mundo não os dispensava de servir aos outros, porque a sua fé cristã devia ser demonstrada no amor aos pobres.

4 – Jejue para desarraigar pecados particulares

Jejuar pode ser difícil, mas os padres do deserto viam no jejum um meio primordial de erradicar o pecado na vida de uma pessoa. Se o pecado deriva das nossas paixões, abster-nos da paixão corporal pela comida nos fortalece contra as outras paixões rebeladas.
São Basílio recomenda moderação no jejum, considerando que a saúde e os deveres são mais importantes do essa prática. Embora digno como todo meio espiritual, o jejum deve ser vivido com intenção reta, evitando o espírito de competição que se verificava, algumas vezes, nos primeiros mosteiros: sim, alguns monges “competiam” para ver quem se abstinha de comida durante mais tempo. É comum, aliás, que a soberba humana contamine práticas piedosas e as desvie do seu sentido autêntico, destruindo seus méritos.

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ORAÇÃO PARA PEDIR O DOM DO DISCERNIMENTO


No caminhar de minha vida, 
Senhor, vou me encontrando
com tuas Palavras, com o som 
nem sempre nítido de teus desejos.
Muitas vezes estou diante de teu 
Silêncio, Senhor.

Viver é um desafio, caminhar cristãmente 
no mundo agressivo, mentiroso, aparente, 
falso é tarefa árdua.
Meu interior está cheio de interrogações.
Que queres de mim? Quais os projetos 
que tens para a minha vida e para a vida 
daqueles que caminham a meu lado?
Que queres que eu e meus irmãos 
venhamos a realizar?
Como desejas que eu anuncie a 
Boa Nova que crepita em meu coração?
Como discernir a Tua Vontade?
Tu és realmente um Deus discreto!
Não me mostras, de uma vez para sempre, 
o caminho a seguir.
Queres que eu descubra a senda a cada dia,
em cada esquina ou encruzilhada da caminhada espiritual que vou tecendo 
com outros na história.

A vida é feita de dilacerações, tensões,
de sim e de não, de claro e de escuro.
Há vidas que estão diante de mim e 
esperam decisões.
Revelo-lhes a verdade, ou espero
que a descubram por si mesmos?
Entrego-lhes boa parte de meus bens
ou ajudo-os a ser gente?
Rompo meus compromissos para estar 
mais na oração ou transformo minha 
vida num ininterrupto serviço aos outros?
Sinto o peso da terra, da carne, das solicitações, de todas as insinuações que 
me faz ser habitante das coisas de baixo e 
me tiram o desejo de olhar para o alto.
Vislumbro horizontes belos de despojamento total, de renúncia que liberta, de serviço e 
de entrega, mas não tenho coragem de assumi-los.

Que o teu Espírito me dê o Dom do Discernimento:
entre os bens, escolher o melhor,
entre os males optar pelo menor,
sempre ter a tua luz para sabiamente discernir.

Que a Igreja de Jesus seja banhada pela luz do Espirito para mudar o que precisa ser mudado
e conservar sabiamente aquilo que vem do passado de teu amor e nos encaminha 
para o futuro de todas as belezas.

Com Samuel repito até não mais poder:
“Fala. Senhor, que teu servo escuta!”

Amém.

domingo, 11 de junho de 2017

Orar pelos mortos

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Na Bíblia, o livro II de Macabeus (12,46) ensina que ORAR PELOS MORTOS é "um bom e religioso pensamento", pois assim eles podem ser "livres de suas faltas". 

Dizer "CREIO NA COMUNHÃO DOS SANTOS" significa afirmar que temos fé no ensinamento de que os santos no Céu podem nos ajudar em nosso caminho de salvação, e também nós podemos ajudar uns aos outros (os vivos), como também podemos interceder pelas almas que sofrem no Purgatório, para que saiam de lá mais rapidamente.

E você? Tem o costume de rezar pelas almas que estão sendo santificadas no Purgatório?

Fonte: O catequista

sábado, 10 de junho de 2017

SÃO JOÃO DA CRUZ.5: CARMELO E UNIVERSIDADE

Em 1563, João de Yepes entra para o Carmelo, assumiu o nome João de São Matias. Depois de um ano de noviciado em Medina, vai para Salamanca para cursar Filosofia (1564-1567) e Teologia (1567-1568). Foi ordenado depois de cursar Filosofia. Em 1567, quando foi cantar a Missa nova, encontrou-se com Santa Teresa de Jesus e começam os preparativos para a fundação dos descalços.

As pulsações do Sagrado Coração de Jesus

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O Coração de Jesus “pulsa de amor ao mesmo tempo humano e divino desde que a virgem Maria pronunciou aquela palavra magnânima "Fiat."

O Coração de Jesus pulsou de amor quando se perdeu de seus pais e, tomado por um zelo que O consumia, aninhou-se no templo e tratou de cuidar das coisas de Seu Pai [cf. Lc 2, 49].

O Coração de Jesus pulsou de amor quando trabalhou na carpintaria de Nazaré, rodeado por São José, Seu pai adotivo, e por Sua santíssima mãe, a qual O nutria e O via crescer “em estatura, graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens” [Lc 2, 52].

O Coração de Jesus pulsou de amor quando sentiu compaixão das multidões que O cercavam [cf. Mc 8, 2], quando deu vista aos cegos, quando curou os enfermos e quando ressuscitou os mortos.

O Coração de Jesus pulsou de amor e admiração, quando viu a grande fé daquele soldado romano, cujas palavras são repetidas todos os dias na Santa Missa: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo ficará curado [cf. Mt 8, 8].

O Coração de Jesus pulsou de amor e de santa ira, quando expulsou os cambistas e vendilhões do templo, ordenando que não fizessem da casa de Seu Pai uma casa de comércio [cf. Mt 21, 13].

O Coração de Jesus pulsou de amor e de alegria, quando instituiu o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, deixando a Si mesmo como alimento para todos os que O haviam de seguir, até o fim dos tempos.

O Coração de Jesus pulsou de amor, de tristeza e de temor, quando rezou no Horto das Oliveiras, implorando misericórdia e suando gotas de sangue pela humanidade pecadora [cf. Mt 26, 38; Mc 14, 33].

O Coração de Jesus pulsou disparadamente quando Se entregou na Cruz, palpitando “mais pela força do amor do que pela violência dos algozes."

O Coração de Jesus pulsou de amor e misericórdia, quando acolheu no Céu o bom ladrão [cf. Lc 23, 43] e perdoou os Seus carrascos do crime que cometeram [cf. Lc 23, 34].

O Coração de Jesus pulsou de amor quando entregou Maria Santíssima aos cuidados de Seu discípulo amado, designando-a mãe de toda a Igreja [cf. Jo 19, 25-27].

Finalmente, no Céu, “o seu coração sacratíssimo nunca deixou nem deixará de palpitar com imperturbável e plácida pulsação”, já que a aliança que firmou com a Sua Igreja é irrevogável e o Seu amor para com ela é eterno, como Ele mesmo tinha prometido: “Esta é a aliança que farei com a casa de Israel a partir daquele dia – oráculo do Senhor, colocarei a minha lei no seu coração, vou gravá-la em seu coração; serei o Deus deles, e eles, o meu povo” [Jr 31, 33].

Por todas essas pulsações do Sagrado Coração de Jesus, que também nós vivamos a nossa vida como um completo e constante ato de amor a Ele. Peçamos-Lhe a graça de imitar o Seu manso e humilde coração [cf. Mt 11, 29] e que, assim como o Seu, também os nossos se convertam em uma “fornalha ardente de caridade”.

Sacratíssimo Coração de Jesus,
tende piedade de nós!