domingo, 10 de junho de 2018

Os pecados de omissão são os mais arriscados, porque são os menos conhecidos. Muitas almas se perdem por via deles


"Aquele homem a quem se entregou o talento, não o jogou, nem o desperdiçou, não o empregou mal, só teve a omissão de o não empregar bem, e só por esta omissão foi ele condenado".




Sobre os pecados de omissão 

Temos pecados de comissão, e pecados de omissão: pecados de comissão são aqueles que se cometem obrando mal; pecados de omissão são aqueles que se cometem não obrando o bem a que estamos obrigados. Quem faz mal, tem pecado de comissão; e quem não faz o bem que deve fazer, tem pecado de omissão. Estes pecados de omissão são os mais arriscados, porque são os menos conhecidos. Quase ninguém os conhecem. E se não conhecem, como se hão de evitar? Desta sorte se perdem imensas almas por via deles.

Ninguém pode duvidar desta verdade: imensas almas se condenam ao inferno por via dos pecados de omissão. Isto mesmo é expresso em várias partes do Evangelho.

Diz o Evangelho, que o homem que foi às bodas sem levar o vestido nupcial não teve outra culpa, não falou mal, não fez alguma ação torpe, não furtou nem praguejou, só teve a omissão de não levar o vestido competente, e só por esta omissão foi lançado nas trevas, isto é, no inferno!

Diz mais o evangelho: Aquele homem a quem se entregou o talento, não o jogou, nem o desperdiçou, não o empregou mal, só teve a omissão de o não empregar bem, e só por esta omissão foi ele condenado...

Diz ainda mais o Evangelho: Aquelas cinco virgens néscias eram virgens, não eram mal procedidas, não cometeram impurezas, só tiveram a omissão de não estarem prevenidas com o óleo, e só por esta omissão se lhes fechou a porta do Céu.

Mais ainda: Aqueles cinco convidados para as bodas não foram roubar, nem matar, nem jurar falso, foi cada um para a sua ocupação ordinária, não deram outra escusa, e só por essa omissão de não aceitarem o convite, todos eles foram privados da Ceia da glória.

O rico avarento foi sepultado no inferno, não porque era rico, nem porque vestia com decência, mas sim pela omissão de não dar a esmola ao pobre Lázaro.

As duas figueiras do Evangelho eram formosas, e verdes eram as suas folhas, mas não davam fruto, e só por esta omissão uma delas foi maldita, e a outra cortada...

Aqui vedes, meus irmãos, nestas parábolas, quão rigorosamente Deus castiga os pecados de omissão; pecados de que se não fazem caso algum, e que quase ninguém conhece. Refere Belarmino, que estando para morrer um Prelado de santa vida (assim o parecia), o seu Confessor lhe perguntou:

- Tem alguma coisa de que se queira reconciliar?

– Não, respondeu ele, não me lembro de ter cometido culpa alguma.

- E das omissões do vosso estado, não vos acusa a vossa consciência?

Aqui rebentando-lhe as lágrimas pelos olhos fora, deu grandes gemidos, dizendo:

- As minhas grandes omissões me condenam! Por via delas justamente sou condenado!

Mas se assim aconteceu a um varão que parecia um grande santo, que há de acontecer à maior parte dos cristãos, só por serem tão descuidados nas obrigações do seu próprio estado? Temei, preguiçosos e descuidados! Bem podeis temer e tremer! Pois que vejo por toda a parte? Vejo as maiores omissões em tudo e por tudo: Quase ninguém ama a Deus sobre tudo, quase ninguém ama o seu próximo como a si mesmo. É também uma grande omissão.

Imensas vezes se falta à caridade e à justiça, e tudo isto são omissões. Falta-se aos deveres do estado. O Pároco não cuida na salvação dos seus fregueses. O Sacerdote não confessa com o devido zelo. Os consortes não se amam mutuamente. Os pais não educam os seus filhos. Estes não amam, não obedecem, nem respeitam seus pais. O operário não trabalha como deve, nem faz o que deve fazer. Perde-se muito tempo com divertimentos, nos passeios, nas visitas, nas conversas, no muito dormir. Tempo que se podia empregar em obras de merecimento; em tudo isto há omissões, de tudo se há de dar conta, e de nada se faz caso...

Qualquer pode muito bem levantar-se cedo, pode assistir à oração e à Missa, pode rezar a sua coroazinha todos os dias, pode confessar-se todos os meses, pode dar um bom conselho, pode visitar um enfermo, consolar um aflito, animar um desesperado, pode sofrer e mortificar-se por Deus, porém nada disso pratica, e é porque não quer; pois em tudo isto há omissões e graças desprezadas, e de tudo se há de dar conta a Deus...

Ó meu Deus! Quem poderá entrar em contas convosco lá no grande dia do juízo! Se aquele que era reputado por santo achou as suas contas erradas, que será de nós todos? Que será daquele que não faz as coisas por Deus, nem se refere a Deus, e que já se vê com o seu tempo todo perdido? Que justo não tremerá de aparecer diante de Deus, só por via das omissões em que pode ter caído?

Bem podemos temer e tremer todos, ainda mesmo que não tenhamos consciência criminosa, bastam as nossas omissões nos deveres do nosso estado; pois de tudo daremos conta, até das boas obras, por não serem feiras como devem ser, ests mesmas serão julgadas.


Por: Pe. Manoel José Gonçalves Couto, no aditamento do livro "Missão Abreviada


https://arenadateologia.blogspot.com/2011/02/os-pecados-de-omissao-sao-os-mais.html

domingo, 3 de junho de 2018

Os Anjos na vida dos Santos


Nossos Anjos guardiães estão ao lado de cada um de nós, incansáveis, solícitos, bondosos, prontos a nos ajudar em tudo quanto precisarmos, quer sejam necessidades materiais ou espirituais. Vejamos alguns exemplos de pessoas favorecidas com a graça de ver o seu Anjo da Guarda e com ele conversar repetidas vezes ao longo da vida.
Por certo, em nossos conturbados dias, isso contribuirá para aumentar em nós a devoção ao nosso melhor amigo, e nos estimulará a recorrermos com mais empenho ao seu concurso.
Santa Gemma Galgani (1878-1903) teve a constante companhia de seu Anjo protetor, com quem mantinha um trato familiar. Ela o via, rezavam juntos, e ele até mesmo deixava que ela o tocasse. Enfim, Santa Gemma tinha seu Anjo da Guarda na condição de um amigo sempre presente. Ele lhe prestava todo tipo de ajuda, até mesmo levando mensagens para seu confessor, em Roma.
Este sacerdote, o padre Germano de Santo Estanislau, da Ordem dos Passionistas, fundada por São Paulo da Cruz, deixou Santa Gemma Galgani..jpgnarrado o convívio de Santa Gemma com seu celeste protetor: “Frequentes vezes ao perguntar-lhe eu se o Anjo da Guarda permanecia sempre no seu posto, ao lado dela, Gemma voltava-se para ele com um à vontade encantador e logo ficava num êxtase de admiração todo o tempo que o fixava”.1 Ela o via durante todo o dia. Ao dormir pedia-lhe que velasse à cabeceira da cama e que lhe fizesse um sinal da Cruz na fronte. Quando despertava, pela manhã, tinha a imensa alegria de vê-lo a seu lado, como ela mesma contou a seu confessor: “Esta manhã, quando acordei, lá o tinha junto de mim”.2
Quando ia se confessar e precisava de auxílio, sem demora seu Anjo a ajudava, segundo conta: “[Ele] me traz ao espírito as ideias, dita-me até algumas palavras, de forma que não sinto dificuldade em escrever”.3 Além disso, seu Anjo da Guarda era um sublime mestre de vida espiritual, ensinando-a como proceder retamente: “Lembra-te, minha filha, que a alma que ama a Jesus fala pouco e abnega-se muito. Ordeno-te, da parte de Jesus, que nunca dês o teu parecer se não te for pedido, e que não defendas a tua opinião, mas que cedas logo”. E ainda acrescentava: “Quando cometeres qualquer falta, acusa-te logo dela sem esperares que te interroguem. Enfim, não te esqueças de resguardar os olhos, porque os olhos mortificados verão as belezas do Céu”.4
Apesar de não ser religiosa, levando uma vida comum, Santa Gemma Galgani desejava, entretanto, consagrar-se de maneira mais perfeita ao serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, como às vezes pode acontecer, o simples anseio de santidade não basta; é preciso a sábia instrução de quem nos guia, aplicada com firmeza. E assim acontecia a Santa Gemma. Seu suavíssimo e celeste companheiro, que a todo tempo estava sob seu olhar, não colocava de lado a severidade quando, por algum deslize, sua protegida deixava de seguir as vias da perfeição. Quando, por exemplo, resolveu usar algumas joias de ouro, com certo comprazimento, para visitar um parente de quem as havia recebido de presente, ouviu uma salutar admoestação de seu Anjo, ao regressar a casa, que a olhava com severidade: “Lembra-te que os colares preciosos, para enfeite da esposa de um Rei crucificado, só podem ser seus espinhos e sua Cruz”.5 Fosse qual fosse a ocasião em que Santa Gemma se desviasse da santidade, logo uma angélica censura se fazia ouvir: “Não tens vergonha de pecar na minha presença?”.6 Além de custódio, bem se vê que o Anjo da Guarda desempenha o excelente ofício de mestre de perfeição e modelo de santidade.
Trinta anos de convívio com o Anjo da Guarda
Os olhos percorriam atentamente as linhas do texto e, de quando em quando, mais uma página era virada. Em torno reinava o silêncio, entrecortado às vezes por algum som típico de uma cidade do interior, no início do século passado. Estamos em 1917. Uma jovem, com seus 17 anos, tranquila, estuda numa sala próxima à entrada de casa. Era mais uma quente noite de verão em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai.
A porta da rua se encontrava aberta, talvez com a finalidade de arejar um pouco o ambiente, castigado pelo abafamento característico dessa época do ano. Os criados estavam ocupados nos afazeres domésticos, longe daquela parte da casa.Cecy Cony.jpgConcentrada na leitura, nem mesmo percebeu a entrada de um estranho na dependência, o qual se postou do outro lado da mesa diante da qual estava. A surpresa foi tão grande quando, ao levantar os olhos do livro, divisou um homem, com sinais de embriaguez, que agarrava com as duas mãos a borda da mesa. Era forte e alto, mal-encarado e olhar covarde. Envolvendo a cintura com uma faixa, ali levava presa uma faca, como é costume usar nessa região.
O forasteiro permaneceu algum tempo a observar a moça, meio aturdida por tal visão, e depois foi rodeando a mesa na direção dela, sem deixar de se apoiar. Quebrou o silêncio reinante e disse em espanhol: “Tú hablas, yo te estrangulo”.7
O terror se apoderou da moça, que nada pôde dizer, a não ser umas poucas palavras a meia voz: “Meu novo amigo!”. No mesmo instante sentiu pousar sobre o ombro uma mão, aquela mesma que, por vezes, sentira em outras ocasiões de desalento. Era seu fiel Anjo da Guarda que, ao lhe tocar no ombro, lhe restituía como que por encanto a tranquilidade, dissipando com incrível rapidez o terror que sentia. Teve, com isso, forças para se levantar e correr ao encontro de Acácia, uma das empregadas da casa, enquanto o temido homem fugia, derrubando na fuga uma cadeira, com grande barulho.8
Fatos como o que acaba de ser descrito ocorreram na vida de Cecy Cony, uma brasileira nascida em 1900, na cidade de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Brasil, e mais tarde religiosa na Congregação das Irmãs Franciscanas da Penitência e da Caridade Cristã, onde ingressou com o nome de Maria Antônia. Foi dotada de grande quantidade de dons, entre os quais tem primazia a graça de ver o Anjo da Guarda desde os cinco anos de idade.                                    
Ainda mais próximo de nós, encontramos São Pio de Pietrelcina (1887-1968), dotado de muitos dons místicos, inclusive o dos estigmas, isto é, as chagas da crucifixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e grande incentivador da devoção aos Anjos da Guarda. Em diversas ocasiões ele recebeu recados dos Anjos da Guarda de pessoas que, à distância, necessitavam de algum auxílio dele.
Um senhor de nome Franco Rissone, sabendo do constante empenho de São Pio para que houvesse maior devoção aos São Pio de Pietrelcina.jpgcelestes custódios, todas as noites, do hotel onde estava hospedado, enviava seu Anjo da Guarda ao padre Pio para que lhe transmitisse as mensagens desejadas. Franco duvidava que o Santo ouvisse seus recados. Certo dia, ao se confessar com São Pio, perguntou: “Vossa Reverendíssima ouve realmente o que lhe mando dizer pelo Anjo da Guarda?”. Ao que o religioso respondeu: “Mas então julgas que estou surdo?”.10
As incertezas de muitos com relação ao convívio de São Pio de Pietrelcina com os Santos Anjos, apesar de não indicarem confiança, serviam, entretanto, para ressaltar ainda mais esta sua familiaridade com os Anjos.
Certa senhora, de nome Franca Dolce, resolveu perguntar a São Pio o seguinte: “Padre, uma destas noites mandei o Anjo da Guarda tratar com Vossa Reverendíssima uns assuntos delicados. Veio ou não veio?”. Respondeu o confessor: “Julgas, porventura, que o teu Anjo da Guarda é tão desobediente como tu?”. A senhora, querendo saber mais, acrescentou: “Bom, então, veio; e o que é que ele lhe disse?”. São Pio respondeu: “Ora essa, disse-me o que tu lhe disseste que me dissesse”. Não contente com a resposta, a senhora tornou a perguntar: “Mas o que foi?”. São Pio respondeu: “Disse-me…”, e então repetiu com exatidão todas as palavras que a senhora ditara ao Santo Anjo, para surpresa dela mesma.11
Ainda mais eloquente é o fato ocorrido com outra senhora, chamada Banetti, camponesa residente a alguns quilômetros de Turim, na Itália. No dia 20 de setembro, data em que se comemorava a recepção dos estigmas do padre Pio, era costume as pessoas mais devotadas do santo confessor lhe enviarem cartas das mais variadas partes da Itália e até de outros países.
A senhora Banetti não encontrou quem fosse à cidade para pôr sua carta no correio. Encontrava-se aflita por não poder enviar seus cumprimentos a São Pio. Lembrou-se, entretanto, da recomendação que lhe fizera o Santo, na última vez em que com ele estivera: “Quando for preciso, manda teu Anjo da Guarda ter comigo”.12 No mesmo instante dirigiu uma prece a seu celeste guardador: “Ó meu bom Anjo, levai vós mesmo os meus cumprimentos ao padre, pois não tenho outra forma de mandá-los”.13 Poucos dias depois, a senhora Banetti recebe uma carta vinda de San Giovanni Rotondo, lugar onde vivia São Pio, enviada pela senhora Rosine Placentino, com as seguintes palavras: “O padre pede-me que lhe agradeça em seu nome os votos espirituais que lhe enviaste”.
Santa Francisca Romana, nascida em 1384 no seio de uma distinta família, era uma alma especialmente favorecida por Deus, desde a juventude. Tal obséquio da Divina Providência se tornou ainda mais notável quando, depois da morte de um de seus
Santa Francisca Romana.jpg
 filhos, chamado Evangelista, passa a ter convívio diário com seu “zeloso guardador”.

Certa noite encontrava-se ela a dormir e, quase ao raiar do dia, o quarto foi inundado por uma grande claridade, em meio à qual apareceu o filho Evangelista, falecido havia quase um ano, com uma formosura incomparavelmente maior do que a manifestada nesta Terra. Ao lado de Evangelista estava também outro jovem ainda mais formoso: era o Anjo da Guarda deste.
Passados alguns instantes em que permanecera atônita com a visão, tomada de alegria, pergunta a Evangelista onde estava, o que fazia e se ainda se lembrava de sua mãe. Olhando para o Céu, ele responde: “Nossa ocupação é contemplar o abismo eterno da bondade divina, louvar e bendizer sua majestade com transportes de alegria e amor. Inteiramente absortos em Deus nessa celeste beatitude, não somente não sofremos dor, como não podemos tê-la e gozamos de uma paz que durará sempre. Não queremos, nem podemos querer senão o que sabemos ser agradável a Deus, que é nossa inteira e única beatitude. Saiba que os coros que estão acima de nós nos manifestam os segredos divinos”.15 Foi então que disse à sua mãe o lugar onde se encontrava no Céu: o segundo coro da primeira hierarquia, isto é, entre os Arcanjos. Acrescentou também que o outro jovem, mais formoso, estava em grau mais elevado no Céu, razão de seu maior esplendor, e que havia sido designado por Deus para a consolar em sua peregrinação terrena. Permaneceria com ela perpetuamente e, doravante, poderia ter a consolação de vê-lo dia e noite, sem cessar. (Excertos do livro “A Criação e os Anjos”, Coleção “Conheça a sua Fé”, v.III) – Revista Arautos do Evangelho, Julho/2015, n. 163, p. 22 a 25.





http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/anjos/os-anjos-na-vida-dos-santos-161945

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Esta é a oração que Padre Pio fazia quando rezava por alguém

PADRE PIO

Milhares de milagres foram obtidos através desta simples oração

Normalmente, temos nossa oração “de cabeceira” para fazer quando alguém nos pede que rezemos por uma intenção específica, né? Pode ser o Terço, o Pai Nosso ou simplesmente uma súplica sincera a Deus.
São Pio de Pietrelcina – mais conhecido como Padre Pio – tinha sua oração favorita, que ele rezava para todos que pediam. E, muitas vezes, a intenção era milagrosamente respondida por Deus.
Abaixo, reproduzimos esta oração poderosa. Na realidade, a oração foi composta por Santa Margarida Maria Alacoque e é conhecida como “Novena do Sagrado Coração de Jesus”.
O coração de Jesus é cheio de amor e compaixão. E esta oração é uma declaração de confiança neste amor, na crença de que Ele pode atender nossos pedidos, se for de sua santa vontade.
Mas devemos rezar com uma fé sincera, como o Padre Pio fazia. Esta oração não é mágica, e Deus não é um gênio que nos concede tudo o que pedimos. Mas ele sabe exatamente do que precisamos.

I. Ó, meu Jesus, que disseste: “Peçam, e lhes será dadobusquem, e encontrarãobatam, e a portalhes será aberta”, eis me aqui que, confiando em tuas santas palavras, bato à porta, busco e peço a graça …. (formular o pedido).
Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.
II. Ó, meu Jesus, que disseste: “Céus e terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”, eis me aqui, e, confiando na infalibilidade de tuas santas peço a graça… (formular o pedido). 
Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.
III. Ó, meu Deus, que disseste: “Tudo o que pedires a meu Pai em meu nome vo-lo farei”, eis me aqui, e ao Pai Eterno e em teu nome peço a graça… (formular o pedido). 
Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.
Ó, Sagrado Coração de Jesus, que é incapaz de não sentir compaixão pelos infelizes, tem piedade de nós, pobres pecadores, e concede-nos as graças que pedimos em nome do Imaculado Coração de Maria, nossa Mãe. São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós. Amém.

https://pt.aleteia.org/2018/05/30/esta-e-a-oracao-que-padre-pio-fazia-quando-rezava-por-alguem/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Qual a origem da festa de Corpus Christi?

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.
Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
Eucaristia: Presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados
Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.
Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:
A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.
O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.
Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.
São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.
Todas as células e glóbulos continuam vivos.
A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).
Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.
A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.
O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!
Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A humildade esmaga o demônio

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Uma coisa não sei fazer

A humildade esmaga o demônio. A humilíssima Virgem esmaga a cabeça do diabo, aquele que queria ser semelhante ao Altíssimo (cf. Is 14,14) está com a cabeça sob os pés d'Aquela que quer ser somente 'Serva do Senhor' (cf. Lc 1,38) E quem for humilde participa do poder da Imaculada de esmagar a cabeça do demônio. S. Macário foi um dos grandes padres do deserto. Teve que lutar muito contra o demônio. Um dia o viu chegar com uma forca de fogo na mão. S. Macário ajoelhou-se e humilhou-se junto ao Senhor e a forca caiu da mão do demônio, que exclamou com ódio: "Escuta, Macário: tu tens boas qualidades, mas eu tenho mais; tu comes e dormes pouco, mas eu nunca os faço; tu fazes milagres e eu também faço prodígios; mas uma coisa tu sabes fazer e eu não: Sabes humilhar-te!" Por isto a humildade é uma força infalível contra Satanás. Por isto S. Francisco de Assis ocupa a cadeira de 
Lúcifer, segundo a visão de Frei Leão. De fato, a quem lhe perguntou o que pensasse de si, S. Francisco respondeu de sentir-se o ser mais repelente da Terra, um verme nojento. Disse ainda que as graças que Deus lhe doou, qualquer um teria dado mais frutos. Esta é a essência da humildade: reconhecer que exclusivamente nós temos somente o pecado. Todo o resto, tudo o que é bom, é de Deus. E cada mínima coisa boa que conseguimos fazer para a vida eterna, nos é possível só pela Graça de Deus (cf. I Cor 4,7; 12,3; II Cor 3,5). Pe Pio disse: 

"Se Deus nos retirar o que nos deu, nós ficaremos somente com os nossos farrapos". 

A humildade é sabedoria

S. Ambrósio dizia que a humildade é o trono da sabedoria. Bem, a Maria devemos pedir esta sabedoria. E queira Ela que nós tenhamos, porque as outras virtudes - diz S. Agostinho - batem à porta do coração de Deus: a humildade abre! Inspiremo-nos nos três episódios evangélicos mais expressivos sobre a humildade. Depois da pesca milagrosa, S. Pedro é transformado pelo prodígio operado por Jesus e não pode controlar-se em prostrar-se e dizer: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador". "Tu serás pescador de homens!" (cf. Lc 5,8-10). Um pobre publicano está no fundo do Templo e não ousa nem levantar o olhar, mas geme humildemente: "Deus, tem piedade de mim, pecador". Jesus nos assegura que ele saiu do Templo purificado, diferente do Fariseu orgulhoso (cf. Lc 18 9-14). 

No Calvário, o bom ladrão confia-se humildemente ao Inocente: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino". E foi impotentemente investido por uma graça que o dispõe em brevíssimo tempo para poder entrar no Reino dos Céus (cf. Lc 23,43). Somos quase tentados a dizer que até Jesus é débil em frente à humildade. Essa é de verdade uma chave que abre o Coração de Deus. A humilíssima Virgem Maria queira dar-nos esta "chave" do coração de Deus. 


Tarefa

- Ler e meditar os 3 episódios de humildades evangélicos citados no texto; 

- Fazer qualquer ato de humildade para reparar tantos pecados de orgulho; 

- Pedir a Maria insistentemente esta virtude.

@filhosespirituaisdepepio

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Longevidade com qualidade de vida

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A longevidade já não se concretiza mais somente nas denominadas nações desenvolvidas. 
Inclusive no Brasil um sempre maior número de pessoas vive mais, embora nem sempre
com qualidade de vida. É, que, ao contrário do que ocorre em nações mais desenvolvidas,
nós não nos preparamos para esta nova situação. Qualidade de vida não depende somente 
da genética. Depende de inúmeros fatores, entre os quais os econômicos, sociais e 
espirituais. Significativamente além de Jesus Cristo e São João Batista, importantes 
personagens viveram relativamente pouco, mas viveram intensamente.
Isto não significa viver sem contrariedades.
Significa viver profundamente o amor a Deus
e ao próximo e em comunhão com as criaturas.

Frei Antônio Moser, OFM

Procurar Jesus na Eucaristia

O cristianismo é essencialmente uma Pessoa viva: Jesus.
Ora, não há nenhum ”lugar” onde possamos encontrar Cristo vivo melhor do que na Eucaristia.
Gosto muito de um quadro natalino de Gentile da Fabriano, que se encontra na Galleria degli Uffizi, em Florença. O Menino Jesus, no colo da Mãe, acaricia com a mãozinha esquerda a calva de um dos três Magos, que está prostrado a seus pés. Uma cena familiar, como um netinho com o avô.
Pois bem, esse Jesus amoroso, cheio de ternura é o mesmo que encontramos ─ feito pão vivo ─ na Eucaristia. Podemos encontrá-lo, assim, intimamente:
─ quando o adoramos na elevação da Hóstia consagrada na Missa («Meu Senhor e meu Deus!»)
─ quando o recebemos na Sagrada Comunhão («Bem-vindo a mim, Jesus!»)
─ quando o visitamos presente no Sacrário («Creio que estás aqui, que me vês, que me ouves!»).
Estamos, sem dúvida, diante do maior mistério do Amor de Deus, pois na Eucaristia Jesus não só se faz presente, como atualiza o mistério pascal ─ cume da sua vida e sua entrega ─ , ou seja, o mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição redentoras. Se o cético Tomé ficou desvanecido ao apalpar com suas mãos as chagas de Jesus ressuscitado, pense que nós o “apalpamos” todas as vezes que comungamos.
«Na santíssima Eucaristia ─ escreveu são João Paulo II ─ está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo[1]
»A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d’Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação…
»Esta obra não fica circunscrita no passado, pois tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente»[2].
Paremos agora uns momentos para deixar o coração prorromper em propósitos (talvez unidos a lágrimas) de amar muitíssimo mais a Eucaristia. Mas de amar de modo prático, com obras e de verdade.
Que tristeza nos deveria produzir a lembrança do nosso frequente descaso da presença do Senhor nesse mistério. Amor com amor se paga. Nós, muitas vezes já o pagamos com gelada indiferença.
Que fazer, então? Simplesmente, procurá-lo com mais força e amor na Eucaristia:
  • Primeiro, participando da Santa Missa todos os domingos e dias de preceito… e, sendo possível, aumentando a assistência, até chegar à participação diária ou quase diária.
  • Em segundo lugar, decidindo-nos a comungar com a maior frequência possível, sempre que tenhamos as devidas disposições, e confessando-nos antes, se alguma falta de mais entidade nos impede de comungar.
  • E ainda, dispondo-nos a visitá-lo, se possível diariamente, no Sacrário, mesmo que só possamos permanecer junto dele ─ no silêncio de uma igreja ou capela ─ por uns poucos minutos.
A respeito da visita ao Santíssimo, são João Paulo II abria a sua alma com palavras tocantes: «É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela “arte da oração”, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento?
»Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!… A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça… Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo, não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor»[3].
Do livro de F. Faus Procurar, encontrar e amar a Cristo, Cultor de Livros 2018
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[1] Concílio Vaticano II, Decreto Presbyterorum Ordinis, n. 5
[2] Encíclica Ecclesia de Eucaristia, n. 11
[3] Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 25«