terça-feira, 21 de abril de 2020

10 filmes para assistir na quarentena

DWÓCH PAPIEŻY

Seleção traz histórias edificantes disponíveis por streaming 

Nesta quarentena, com tanto tempo em casa, a arte torna-se aliada para nos entreter, passar o tempo e ampliar nossa bagagem cultural. O período em distanciamento social é uma ótima oportunidade para colocar filmes, livros e discos que, na correria do dia a dia, acabamos deixando passar. Selecionamos dez filmes, disponíveis nos principais serviços de streaming e compostos por histórias edificantes, para lhe auxiliar nessa busca.

1- Dois Papas (2019), de Fernando Meirelles 

Dirigido pelo premiado cineasta brasileiro de Cidade de Deus, o longa foi indicado ao Oscar de melhor ator (Anthony Hopkins), melhor ator coadjuvante e melhor roteiro. Inspirado em fatos reais narra a bela história de aproximação entre Papa Francisco (Jonathan Price) e Papa Bento XVI (Hopkins).
Onde assistir: Netflix

Em 1998, um jornalista da revista Esquire é incumbido de escrever um perfil de Fred Rodgers, interpretado por Tom Hanks, que teve um programa televisivo de sucesso nos anos 1960. A princípio cínico, o jovem perceberá não só estar diante de um sujeito interessante, como com quem tem muito a aprender.
Onde assistir: Amazon Prime ou disponível para locação no Google Play

3- História de um Casamento (2019), de Noah Baumbach

Indicado em seis categorias do Oscar 2020 e vencedor na categoria melhor atriz coadjuvante (Laura Dern), esta tocante história narra as dificuldades de convivência de um casal com filho pequeno. Ao longo do filme, o homem (Adam Driver) revê seus erros e encontra empatia pela mulher (Scarlett Johansson).
Onde assistir: Netflix

4- O Lado Bom da Vida (2012), de David O. Russel 

Depois de quatro anos internado em um hospital psiquiátrico, Pat Solitano (interpretado por Bradley Cooper) sai à procura de se reconciliar com a mãe e com a ex-mulher. Para isso, conta com o apoio da amiga Tiffany (Jennifer Lawrence), que lhe ajuda a descobrir o talento para dançar.
Onde assistir: Netflix e Amazon Prime

5- Contágio (2011), de Steven Soderberg

Com elenco composto por estrelas como Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Judd Law e Kate Winslet, entre outros, esse filme conta a história de uma pandemia, iniciada em Hong Kong a partir de um vírus derivado de morcegos e porcos, e sua chegada aos Estados Unidos e à Inglaterra. Recentemente se tornou um dos filmes mais assistidos nos serviços de streaming.
Onde assistir: HBO Go, Now Online ou disponível para locação no YouTube, no Google Play e no iTunes

6- Um Sonho Possível (2009), de John Lee Hancock

Tudo parecia que daria certo para Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro e pobre, que ganha uma bolsa de estudos para cursar a faculdade jogando futebol americano. Ele acaba conhecendo Leigh Anne (Sandra Bullock), que o ajuda a descobrir todo seu potencial humano.
Onde assistir: HBO Go ou disponível para locação no Google Play e no iTunes

7- Gran Torino (2008), de Clint Eastwood

Walt é um veterano de guerra carrancudo e amargurado. Em dada noite, um jovem asiático tenta roubar o precioso Ford Gran Torino em sua garagem. O aposentado, com o intuito de desmontar a gangue por trás do crime, desenvolve uma improvável amizade com o garoto.
Onde assistir: disponível para locação no Google Play e no YouTube

8- Uma História Simples (1999), de David Lynch

É o filme mais convencional e sensível na extravagante filmografia do diretor David Lynch. Baseado em fatos reais, conta a história de um idoso que viaja por 500 km pelas estradas dos EUA para se reconciliar com o irmão, que está em estado terminal. 
Onde assistir: HBO Go e Amazon Prime 

9- O Gênio Indomável (1997), de Gus Van Sant

Vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado, conta a história de Will Hunting (Matt Damon), um jovem delinquente e superdotado que é obrigado pela justiça a fazer terapia. Seu psicólogo (Robin Williams) o ajudará a superar seus traumas e a usufruir de seu potencial. 
Onde assistir: Netflix, Amazon Prime e disponível para locação no Google Play


10- Safe (1995), de Todd Haynes

Tocante história, baseada em fatos reais, de uma dona de casa, interpretada por Julianne Moore, que se descobre portadora de uma alergia rara a diferentes produtos industrializados. Em busca da cura, ela redescobre a natureza e se reconecta com sua espiritualidade.  
Onde assistir: Amazon Prime 

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domingo, 19 de abril de 2020

O SIGNIFICADO DE MISERICÓRDIA NA BÍBLIA



Oración a la Divina misericordia para ser feliz, próspero y bendecido

A palavra Misericórdia tem origem latina, e é formada pela junção de miserere “ter compaixão”, e cordis “coração”. “Ter compaixão de coração”, significa ter a capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente; aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém; ser solidário com as pessoas. Portanto, a Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia. Esse sentimento de ser misericordioso é atribuído a Deus nas diferentes religiões, incluindo o Cristianismo, o judaísmo e também no Islamismo.

NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento as palavras que falam de Misericórdia são: Hesed e Rahªmim.

Hesed, que significa favor não merecido, afabilidade, benevolência e denota graça divina e Misericórdia. O termo em hebraico “hesed”, também indica uma profunda atitude de «bondade». Quando esta disposição se estabelece entre duas pessoas, estas passam a ser, não apenas benévolas uma para com a outra, mas também reciprocamente fiéis por força de um compromisso interior.

Hesed, expressa um presente imerecido e inesperado de graça divina que vai além de todas as expectativas e categorias humanas.  A Misericórdia é, sem dúvida, a qualidade predominante de Deus para com o ser humano (Ex 34, 6, Sl 86, 15). Com o povo de Israel, Deus é compassivo, paciente e tolerante, ao ponto em que todo o bem que acontece com o ser humano é o resultado de Misericórdia de Deus, que se estende a todos (Jn 4,1-11) e dura para sempre (Sl 136).

Quando no Antigo Testamento o vocábulo hesed é referido ao Senhor, acontece sempre em relação com a aliança que Deus fez com Israel. Esta aliança foi da parte de Deus um dom e uma graça para Israel. Contudo, uma vez que Deus, em coerência com a Aliança estabelecida, tinha-se comprometido a respeitá-la, hesed adquiria, em certo sentido, um conteúdo legal. O compromisso “jurídico” da parte de Deus, deixava de obrigar quando Israel infringia a aliança e não respeitava as condições da mesma. E era precisamente então que hesed, deixando de ser uma obrigação jurídica, revelava o seu aspecto mais profundo: tornava-se manifesto aquilo que fora ao princípio, ou seja, amor que doa, amor mais potente do que a traição, graça mais forte do que o pecado.

Rahªmim o matiz do seu significado é um pouco diverso do significado de hesed. Enquanto hesed acentua as características da fidelidade para consigo mesmo e da “responsabilidade pelo próprio amor”; rahªmim denota o amor da mãe (rehem= seio materno). Do vínculo mais profundo e originário da unidade que liga a mãe ao filho, brota uma particular relação com ele, um amor particular. Deste amor pode-se dizer que é totalmente gratuito, não fruto de merecimento, e que, sob este aspecto, constitui uma necessidade interior: é uma exigência do coração. Sobre este fundo psicológico, rahªmim dá origem a uma gama de sentimentos, entre os quais a bondade, a ternura, a paciência e a compreensão, florescem como prontidão para perdoar.

Convém contextualizar o termo hesed à família de palavras em hebraico que remete a três raízes: hânan, râham e hâsad. Os significados destes três termos no Antigo Testamento convergem para a tradução como “Misericórdia”, mas devido a riqueza e complexidade semântica aparecem, dependendo do contexto e tradução como bondade, benignidade, solidariedade, graça, lealdade...

Assim, começando pelo livro do Êxodo: “O Senhor, o Senhor, o Deus compassivo e clemente, paciente, misericordioso e fiel, que conserva a Misericórdia até a milésima geração…” (Ex 34, 6-7a).

Passando por Oséias, pelo capítulo 16 de Ezequiel, o Cântico dos Cânticos, o livro da Consolação (Is 54, 5-10 e Is 62, 4-5) “Tua terra será chamada desposada. Assim teu criador te desposará, assim encontrará em ti sua alegria”. Misericórdia que encontra na amorosa mãe uma imagem – como no capítulo 11 do livro de Oséias: “Israel era ainda criança, e já eu o amava”; ou no capítulo 49 de Isaías: ”O Senhor chamou-me desde o meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, Ele pronunciou o meu nome”; Is 49, 15: Mesmo que uma mãe se esquece-se do seu filho, nunca me esquecerei de ti. Is 66: “Sereis carregados no colo e acariciados no regaço”.

Na Misericórdia do Senhor para com os seus, manifestam-se todos os matizes do amor: Deus é para eles Pai (Is 63,16), dado que Israel é seu filho primogênito (Ex 4, 22); ele é também o esposo daquela a quem o Profeta anuncia um nome novo: “bem amada” (ruhama), porque será usada Misericórdia para com ela (Os 2,3). Mesmo quando o Senhor, exasperado pela infidelidade do seu povo, decide acabar com ele, são ainda a compaixão e o amor generoso para com os seus que o levam a superar a sua indignação (Os 11,7-9).

E então, torna-se fácil compreender a razão pela qual os salmistas, ao quererem cantar ao Senhor os mais sublimes louvores, entoarão hinos ao Deus do amor, da compaixão, da Misericórdia e da fidelidade (Sl 103). De tudo isso se deduz que a Misericórdia, além de fazer parte de Deus, é algo que caracteriza a vida de todo o povo de Israel e de cada um dos seus filhos e filhas: é o conteúdo da intimidade com o seu Senhor, o conteúdo do seu diálogo com Ele. Precisamente sob este aspecto, a Misericórdia é apresentada em cada um dos Livros do Antigo Testamento com uma grande riqueza de expressões.

Deste modo, a Misericórdia se contrapõe, em certo sentido, à justiça divina; e revela-se em muitos casos, não só mais potente, mas também mais profunda do que ela. Já no Antigo Testamento se ensina que, embora a justiça no homem seja autêntica virtude e em Deus signifique a perfeição transcendente, contudo o amor é “maior” do que a mesma justiça; e é maior no sentido de que, relativamente a ela, é primário e fundamental.
A Misericórdia motiva a prece e fundamenta a confiança do povo de Israel. Adia o castigo, mitiga-o e até mesmo o suspende, e triunfa libertando o necessitado. A Misericórdia é o arco extremo que abrange todas as etapas históricas e estabelece a última: porque a Misericórdia de Deus torna a conversão possível e a transformação do homem real.

NO NOVO TESTAMENTO
O termo Misericórdia no Novo Testamento é identificado com o substantivo grego “eleos”. Também é definido com o verbo grego “eleao”. Tanto o substantivo como o verbo significam o sentimento que é experimentado no infortúnio que aflige a outra pessoa e a ação que decorre desse sentimento. Portanto, a Misericórdia de Deus no Novo Testamento se revela como um amor compassivo que vai onde há sofrimento e cura todo tipo de males, mas também revela que é um Deus que perdoa, reconcilia e regenera o homem. Jesus dá mostras constantes dessa Misericórdia em sentimento e em obras: à multidão (Mc 6,34) aos doentes (Mt 14,4), à viúva (Lc 7,13). Também revela o perfil do Pai como sendo um Deus rico em Misericórdia (Lc 15,20).

O verbo “eleein”, no sentido de ter compaixão, ajuda compassiva, piedade, aparece nos sinópticos nas histórias sobre eventos que destacam a irrupção da Misericórdia divina em desgraças humanas (Mc 5,19, 10,47,48: Mt 20,30,31 e Lc 18,38,39). Existe o termo em consonância com a “yess” hebraica (bondade), no Antigo Testamento, que é o comportamento que Deus exige que uma pessoa observe com outra (Lc 10, 25-37). Em Mateus 5,7; 18, 33, o verbo ”eleeo”, expressa a Misericórdia que uma pessoa deve sentir em relação a outra.

Os evangelhos falam sobre a vida de Jesus, uma vida desenvolvida sob o signo da Misericórdia de Deus que intervém na história da humanidade. A vida de Jesus é a cumprimento da promessa e da salvação (Mt 1,22), no contexto de uma história de Compaixão de Deus pela humanidade (Lc 1,50-78). Jesus anuncia Misericórdia por onde anda, pois Ele é a Misericórdia de Deus que se faz presente no meio do seu povo.  Isso é a grande verdade que os evangelhos anunciam. Em Marcos e Lucas, essa Misericórdia é expressada pelo anúncio do reinado de Deus que faz Jesus (Mc 1,1,14). Esta enunciação realizada com sinais que restabelecem a dignidade das pessoas e eles mostram que Jesus veio para “Anunciar as boas novas aos pobres e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4, 18-21).

Jesus não só cura os doentes (Mc 2,17; Lc 5:21), também restaura dignidade dos que são excluídos, por não cumprir com o Parâmetros morais ou religiosos, em seu tempo, e oferece reconciliação aos necessitados de perdão e compreensão. Isto é demonstrado pela sua atitude cheia de indulgência e favor dos pecadores, que acham nele um “amigo” (Lc 5,34), que não tem dúvidas sobre seu coração, apesar das dúvidas de muitos, chegando até mesmo sentar-se em sua mesa (Lc 5,27-32; 7,36-50; 15,1-2; 19,1-10).

Por outro lado, Jesus procura com suas palavras comunicar claramente o significado da Misericórdia de Deus, especialmente através de parábolas que as pessoas entendem. As chamadas parábolas da Misericórdia (Lc 15,3-20) diz Jesus para justificar sua compaixão e condescendência com publicanos e pecadores (Lc 15,1-2). As duas primeiras, a da ovelha perdida e o do Dracma que perdeu (15,3-10), são analogias da alegria que causa a conversão no céu, mesmo que seja apenas um pecador. Para Jesus, aqueles que não merecem Misericórdia, de acordo com os fariseus, são comparáveis à ovelha ou ao dracma perdido e encontrado.

A terceira mostra como um Filho pródigo e libertino está, ansiosamente, aguardado pelo seu próprio pai, que aguarda seu retorno e que, quando visto de longe, o reconhece, enche seu coração de compaixão e corre para abraçá-lo (Lc 15, 11-32). É a imagem mais vívida do amor ilimitado do Pai celestial.  Jesus revela que Deus não mantém a ira contra ele pecador, mas espera pacientemente por sua volta para casa com os braços abertos. Esta imagem ocupa o centro da mensagem de Jesus sobre Deus. Para Jesus, Deus é Pai, porque apenas o amor de pai ou mãe podem explicar o amor incondicional e gratuito de Deus.

O apóstolo Paulo apresenta Jesus Cristo como rosto da Misericórdia divina: Cristo, tendo feito tudo semelhante aos irmãos e tendo experimentado em sua própria carne a dureza do sofrimento humanos (Hb 2,17-18), é “Imagem de Deus invisível, primogênito de toda a criação” (Cl 1,15; cf 2 Cr 4: 4), o Filho o unigênito do Pai, o “reflexo de sua glória, expressão do seu ser” (Hb 1,3). O mistério do "Pai das Misericórdias" (2Cr 1,3; St 5,11), que concedeu sua piedade a Paulo (1Cr 7.25; 2Cr 4.1; 1Tm 1.13) e cumpriu as promessas todos os crentes (Mt 5,7; ITim 1,2; 2Tim 1,2; Tit 1,4; 2Jn 3).

CONCLUSÃO
Percebe-se que nos escritos bíblicos é proclamada a Misericórdia do Senhor por intermédio de vários eventos e de diferentes formas, assim como são usadas diferentes palavras que expressam a mesma realidade da Misericórdia de Deus. Embora sejam somente palavras humanas, mas tendem a convergir num significado teológico, para expressar o um único conteúdo transcendental, que exprime a riqueza divina da Misericórdia de Deus e, ao mesmo tempo que a revela, a aproxima do homem sob aspectos diversos.

Portanto, a Bíblia encoraja os homens desventurados, sobretudo os que estão oprimidos pelo pecado, assim como todos os homens que têm aderido à Aliança com Deus, a fazerem apelo à Misericórdia e permite-lhes contar com ela. Em seguida, manifesta a necessidade se dar graças e glória a Deus pela Misericórdia, todas as vezes que ela se tenha manifestado e realizado na vida das pessoas.

Assim como na pregação dos Profetas, a Misericórdia significa a especial força do amor, que prevalece sobre o pecado e sobre a infidelidade do povo eleito. Também hoje o homem é chamado a viver a Misericórdia de Deus quando está distante do caminho de Deus, longe do Pai, e, portanto, vive uma vida distorcida de dos valores cristãos, é nesse momento que mais precisa dos cuidados do Pai amoroso e misericordioso que espera com os braços abertos para que o homem volte para a casa paterna junto de Deus.

A Misericórdia divina é a qualidade quase predominante de Deus com relação ao homem; inclui os aspectos de compaixão, ternura, clemência, piedade, paciência, tolerância. A rigor, todo benefício de Deus ao homem tem carácter de Misericórdia, pois não se baseia em direitos ou méritos humanos, mas na própria essência de Deus.

Para o Papa Francisco, a Misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um rosto para reconhecer, contemplar e servir. E assim o manifesta na Bula da Misericórdia com que convoca o Jubileu: “Jesus de Nazaré com a Sua palavra, com os seus gestos e com toda a Sua pessoa revela a Misericórdia de Deus. N’Ele não há nada em que falte compaixão”. O Papa anima todos os cristãos a serem misericordiosos uns com os outros porque “a Misericórdia é a chave que sustenta a vida da Igreja”. Pois Jesus em “Sua Pessoa não é outra coisa senão Amor, um amor que se doa e oferece gratuitamente. Os sinais que realiza, sobretudo para com os pecadores, para com as pessoas pobres, excluídas, doentes e em sofrimento, levam consigo o distintivo da Misericórdia”.


Bibliografia Consultada
1 – A Bíblia do Peregrino.
2 – Chave Bíblica.
3 – Harris, R. Laird, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento.
4 – Smith, Ralph L., Teologia do Antigo Testamento.
5 – Gonzáles, Justo L. Diccinario Manual Teológico,
6 – Martín A. (1969) Teología de la Esperanza, Respuesta a la Angustia Existencia.
7 – Comentario al Nuevo Testamento, William Barclay. 1999 por CLIE para la versión española. Publicado originalmente en 1970 y actualizado en 1991 por The Saint Andrew Press, Escocia.

Elías Nova Nova
Diplomado em Teologia – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE | Belo Horizonte, Brasil (2002)
Licenciatura Plena em Filosofia e Letras – Universidade de Santo Tomás de Aquino | Bogotá, Colômbia (1996)

https://www.portalcatolico.org.br/single-post/2017/11/16/O-SIGNIFICADO-DE-MISERICÓRDIA-NA-BÍBLIA

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Reflexão para a noite

(( REFLEXÃO PARA A NOITE ))

*ENSINAMENTOS DOS PADRES DO DESERTO.*


*Caminho dos Ascetas*

*Momentos de Escuridão*

Ora o céu está nublado, ora claro; depois se torna novamente chuvoso. Assim é também a natureza humana. É sempre de se esperar que, de quando em quando, as nuvens cubram o sol. Os próprios santos conheceram momentos, dias e semanas de escuridão. Diziam então que "Deus os havia abandonado," para fazê-los tomar verdadeiramente consciência da radical pobreza que vivem quando são entregues assim, a si mesmos, e privados de apoio. São inevitáveis esses momentos de escuridão, em que tudo parece sem sentido, absurdo e vão, em que a gente é importunada pela  dúvida e tentações. Mas, até eles podem ser proveitosamente utilizados.

*Santa noite queridos irmãos e irmãs!*

_Não esqueça de convidar Jesus e os Anjos a estarem contigo nessa noite e nas outras também. Assim como entregamos nosso dia é preciso entregar a noite também!_

*filhosespirituaisdepepio.blogspot.com*

SALMOS: ASAS PARA FUGIR DO MAL

Fuja da aparência do mal

─ Temor e tremor me invadem… Então digo: “Ah! Se eu tivesse asas como a pomba para voar em busca de descanso… Fugiria para longe (Salmo 55,6-8).
Todos nós, em momentos difíceis da nossa vida, sentimos o desejo de fugir. Às vezes, esse desejo foi bom. Outras vezes, ruim. Vamos ver – nesta e mais duas meditações – cara e coroa desse impulso de fuga.
É santo o desejo de fugir de tudo o que nos faz mal e prejudica os outros; fugir sobretudo do que nos afasta de Deus e nos leva a ofendê-lo.
Pensemos, por exemplo, em três fugas que certamente são boas:
  • Fugir das ocasiões de pecado. É o que São Pedro não fez, no início da Paixão de Jesus. Cheio de boa vontade, conseguiu entrar no átrio da casa do sumo sacerdote, onde Jesus estava detido e acorrentado e se iniciava o processo que o levaria à cruz. Queria acompanhar de perto o que iria acontecer com o Mestre.
Esqueceu-se, porém da sua fraqueza. Na Última Ceia, horas antes, havia prometido a Jesus: Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu jamais me escandalizarei (Mt  26,33). Bastou, no entanto, um primeiro embate, e caiu. Uma empregada da casa, quando o viu, disse-lhe: Também tu estavas com Jesus, o galileu. Pedro tremeu de medo (“vai ver que me denuncia, eu também vou ser preso”), e negou diante de todosNão sei o que dizes!.
Ficou assustado, mas não se afastou da área de perigo, de maneira que, diante de mais duas interpelações recaiu, praguejando e jurando: Não conheço este homem!  O galo então cantou pela seguna vez, tal como Jesus havia anunciado, e Pedro, arrasado, saiu fora da casa e chorou amargamente (Mt 27,69-75).
Você não vê que essa passagem da vida de Pedro nos fala das nossas covardias, das nossas quedas, das traições com que negamos a nossa fé e o nosso amor?
Por que isso? Muitas vezes, simplesmente, porque não temos a coragem de fugir. Dessa coragem falam muitos santos:
«O último recurso que tenho – dizia santa Teresinha –para não ser vencida nos combates da vida é fugir… A minha última tábua de salvação é a fuga»[1].
E são Filipe Neri: «Na guerra contra a sensualidade, vencem os covardes», os que fogem da ocasião perigosa[2].
Da mesma forma, são Josemaria: «Não tenhas a covardia de ser “valente”; foge!»[3].
Quantas reincidências temos nós, por não seguir esse conselho dos santos! Difamamos e caluniamos o próximo, porque não temos coragem de sair de um grupo que só comenta intrigas e mexericos. Ou caímos porque não largamos a “balada” que sempre acaba nos levando a pecar contra a castidade e a fidelidade conjugal. Ou não damos um basta  ao vício da pornografia na internet, deletando e fugindo. Ou não sabemos segurar a língua para evitar uma discussão violenta, que pode ter consequências ruins.
  • Fugir da tentação das desculpas. Uma das fraquezas que mais amolecem o caráter e prejudicam a vida espiritual são os pretextos e as desculpas.
«Pretextos. – Nunca te faltarão para deixares de cumprir teus deveres. Que fartura de razões… sem razão! Não pares a considerá-las. – Repele-as e cumpre a tua obrigação»[4].
No capítulo 14º do Evangelho de são Lucas, há um relato de Cristo que poderíamos chamar “a parábola dos pretextos”. Fala de um homem (símbolo Deus) que deu um grande jantar e convidou a muitos… “Vinde, está tudo pronto!” Mas todos , unânimes, começaram a se desculpar. O primeiro disse: “Comprei um terreno e preciso vê-lo…; Outro lhe disse: “Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las”… Outro ainda disse: “Casei-me, e por esta razão não posso ir”.
O anfitrião, indignado, exclui-os da participação na sua mesa, símbolo da união com Deus: Eu vos digo que nenhum daqueles que haviam sido convidados provará o meu jantar” (Lc 14,16-24).
Será que nós não agimos, com demasiada frequência, como esses convidados relapsos?
Somos convidados por Deus para um encontro pessoal com ele na Eucaristia e na oração, ou ele nos pede melhorar o trabalho, ou colaborar com um serviço ao próximo, ou fazer um maior sacrifício em bem da família, ou levar a sério a formação cristã… , e fugimos, achamos desculpas, com máscara de razão e vestes esfarrapadas.
Faltam-nos asas de coragem e responsabilidade para fugir das desculpas.
  • Fugir da autossuficiência do ignorante. Só algumas palavras a respeito disso, começando por uns comentários realistas do cardeal Ratzinger. Falando do «resultado catastrófico da catequese moderna», dizia: «Sem querer condenar a ninguém, é evidente que hoje a ignorância religiosa é tremenda, é só conversar com as novas gerações (…). No posconcílio não se conseguiu, evidentemente, transmitir concretamente os conteúdos da fé cristã. Precisamos nos conscientizar de que não mais conhecemos o Cristianismo»[5].
Onde falta conteúdo, sobra conversa fiada, sobram opiniões sem fundamento, meros palpites religiosos; e, o que mais grave, falta uma “verdade” sobre a qual alicerçar a nossa fé. Daí a urgência de não nos acomodarmos na nossa ignorância religiosa, ficando assim vulneráveis ao contágio de  todos os erros, “interpretações” e confusões dominantes no ambiente.
Insisto. É preciso ter sinceridade e não andar nus – como o rei do famoso conto – imaginando que estamos vestidos. Faz-nos uma falta imensa, urgente, procurar a formação doutrinal católica que não recebemos e, portanto, não possuímos. E precisamos reconhecer que, para isso, é necessário ler, aprender, estudar constantemente, uma vez que nunca estamos suficientemente formados.


[1] Manuscrito C fol 14v-15r.
[2] Pietro Bacci, Vita de san Filippo Neri, 2,13,18
[3] Caminho, n. 132
[4] Ibidem, n. 21
[5] Dag Tessore: Bento XVI. Questões de fé, ética e pensamento na obra e Joseph Ratzinger. Ed. Claridade, São Paulo 2005, pág. 30

“Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


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Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bi-locar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


(São Padre Pio de Pietrelcina)

15 Pontos Sobre A Oração De Jesus


  1. A oração é uma das maiores e mais fortes potências que concede àquele que ora "nascer de novo", e lhe concede bem-estar corporal e espiritual.
  2. A oração são os olhos e as asas da alma; dá-nos a ousadia, a coragem e força para contemplar a Deus.
  3. Continue orando com a sua boca até que a graça divina ilumine-vos a orar também com o coração. Então, uma celebração divina terá lugar dentro de você de uma maneira maravilhosa, e você não vai mais orar com a boca, mas com a atenção que trabalha no coração.
  4. Se você realmente deseja expulsar todos os pensamentos errantes e purificar a sua mente, você vai conseguir isso apenas através da oração, pois nada é capaz de regular nossos pensamentos tão bem como oração.
  5. Tenha cuidado, porque se você for preguiçoso e desatento na oração, você não fará qualquer progresso, quer na sua busca de devoção ao Senhor, ou na aquisição de salvação e paz de espírito.
  6. O Nome de Jesus Cristo, que nós invocamos na oração, contém dentro dele mesmo um poder restaurador auto-existente e auto-atuante. Então não se preocupe com a imperfeição e secura de sua oração, mas com perseverança aguarde o fruto da invocação repetida do nome divino.
  7. Quando guiadas pela oração, as faculdades morais dentro de nós tornam-se mais fortes do que todas as nossas tentações e as conquistam.
  8. frequência na oração cria um hábito de oração, que rapidamente se torna uma segunda natureza e que frequentemente traz a mente e o coração a um estado espiritual mais elevado. É a única maneira de alcançar as alturas da verdadeira e pura oração. Ela (a frequência) constitui o melhor meio de preparação eficaz para a oração e o caminho mais seguro para chegar ao destino da oração e da salvação.
  9. Cada um de nós é capaz de adquirir a oração interior e torná-la um meio de comunicação com o Senhor. Não custa nada, exceto o esforço para mergulhar no silêncio e nas profundezas de nosso coração, e o cuidado de invocar o doce Nome de Jesus Cristo o mais frequentemente possível, o que nos enche de alegria. Mergulhar em nós mesmos e examinar o mundo da nossa alma, nos dá a oportunidade de conhecer os mistérios do homem, sentir o prazer do auto-conhecimento e de derramar lágrimas amargas de arrependimento por nossas quedas e a fraqueza da nossa vontade.
  10. Possa sua alma abrir caminho com amor para o significado da oração, para que sua mente, sua voz interior, e sua vontade - estes três componentes de sua alma - tornem-se Um, e o Um torne-se Três; para que desta maneira o homem, que é uma imagem da Santíssima Trindade, entre em contato com e se una ao protótipo divino. Como o grande trabalhador e mestre da oração noética, o divino Gregório Palamas de Tessalônica disse: "Quando a unidade de nous (mente) torna-se trina, mas continua a ser única, então ela está unida com a Divina Unidade Triádica, e fecha a porta à todas as formas da ilusão e é levantada acima da carne, o mundo e o príncipe do mundo"( The Philokalia, vol. IV. p.343 )
  11. Onde quer que a oração esteja ativa, há Cristo com o Pai e o Espírito Santo, a Santíssima Trindade, consubstancial e indivisível. Onde quer que haja Cristo, a Luz do Mundo, há a Luz Eterna do Outro Mundo; há Paz e Alegria; há Anjos e Santos; há o Esplendor do Reino. Bem-aventurados são aqueles que na vida presente estão vestidos com a Luz do Mundo - Cristo - pois eles já colocaram as vestes da incorruptibilidade.
  12. Visto que Cristo é a Luz do Mundo, aqueles que não o vêem, que não crêem Nele, estão todos certamente cegos. Por outro lado, todos os que se esforçam para praticar os mandamentos de Cristo andam na luz, confessam Cristo e o veneram e o adoram como Deus. Aquele que confessa Cristo e o respeita como seu Senhor e Deus é fortalecido pelo poder da Invocação de Seu Santo Nome para fazer a Sua vontade. Mas se ele não é fortalecido, é evidente que ele confessa Cristo apenas com a boca, enquanto que em seu coração ele está longe dele.
  13. Assim como é impossível para alguém que anda na escuridão da noite não tropeçar, da mesma forma é impossível para alguém que ainda não tenha visto a Luz Divina não pecar.
  14. O objetivo da Oração do Coração é unir Deus com o homem, trazer Cristo ao coração do homem, banindo o inimigo de lá e destruindo todo o trabalho que ele realizou lá pelo pecado. Pois, como o discípulo amado diz: "Para isto o Filho de Deus se manifestou, para que pudesse destruir as obras do diabo". Só o diabo sabe o poder inexprimível dessas sete palavras da Oração de Jesus, e é por isso que ele guerreia e luta contra a oração com ódio e fúria. Inúmeras vezes os demônios confessaram pela boca de pessoas possuídas que eles são queimados pela ação da oração.
  15. Quanto mais a oração nos une a Cristo, tanto mais nos separa do diabo e do espírito do mundo, que gera e sustenta as paixões.

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Morte ao Mundo - A Guerra Invisível


Na guerra convencional, o inimigo sempre é outra pessoa - uma pessoa. Esse tipo de adversário é óbvio e direto. Em uma guerra invisível, os inimigos são ilusórios e invisíveis.


Os inimigos que encontramos na vida espiritual são identificados como:
O Mundo
A Carne
O Diabo

Isso nos é revelado nos Evangelhos quando Cristo entra no deserto e experimenta tentação. Isso também é identificado por São Paulo:


"Uma vez você caminhou, seguindo o curso deste mundo, seguindo o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está operando nos filhos da desobediência - entre os quais todos vivemos nas paixões de nossa carne" São Paulo de Tarso

Esses inimigos são parcialmente corporais (físicos ou corporais) e incorporais (invisíveis ou corporais). Isso torna o combate a esses inimigos particularmente desafiador. Além do desafio, temos o teatro ou a arena em que vivemos. O espírito da época e da cultura em que vivemos é extremamente favorável à vitória do inimigo. Nos últimos tempos, a cultura moderna e a visão de mundo mudaram rapidamente de uma que encorajava e sustentava virtudes, valores e moral para uma era que se afunda no amor por esses três inimigos da alma. O mundo e todas as coisas do mundo são mantidos com a máxima estima, a carne e todas as formas de conforto e prazer são encorajadas, elogiadas e procuradas a qualquer custo, e o diabo - ele é o príncipe de tudo.
O Mundo

De acordo com o vernáculo moderno, ser mundano significa ser bem-sucedido, ter riqueza material, ter meios de auto-indulgência, conviver com pessoas bonitas, buscar e obter aceitação da classe social desejada. Fama, dinheiro, auto-indulgência são todos altamente valorizados e glorificados em nossa cultura. Embora pareça óbvio que estes não sejam significativos, e embora a maioria das pessoas saiba que eles não proporcionam felicidade, o mundo e todo o seu brilho alcançaram o status mais alto e são o objetivo de quase todos que respiram. O mundo exige nossa atenção e provoca nossa afeição.

Quando os santos usam o termo "mundo", eles não estão se referindo ao planeta ou às pessoas que habitam este adorável planeta. O termo "mundo" deve ser entendido como a parte do mundo que é afetada ou objeto do pensamento e comportamento humanos - ou seja, as paixões. Esta definição é melhor articulada por Santo Isaac, o Sírio:


"O mundo é o nome geral de todas as paixões. Quando desejamos chamar as paixões por um nome comum, as chamamos de mundo. Mas quando desejamos distingui-las por seus nomes especiais, as chamamos de paixões. As paixões são as seguintes: amor pelas riquezas, desejo de bens, prazer corporal de onde provém a paixão sexual, amor pela honra que gera inveja, desejo de poder, arrogância e orgulho de posição, o desejo de adornar-se com roupas luxuosas e ornamentos vãos, o desejo pela glória humana, que é uma fonte de rancor e ressentimento, e medo físico. Onde essas paixões deixam de ser ativas, aí o mundo está morto; pois, embora vivessem na carne, não viviam pela carne. Veja para qual dessas paixões você está vivo. Então você saberá até onde está vivo para o mundo e até onde está morto para isso." Isaac, o Sírio

Quando Cristo se refere ao mundo, é também deste ponto de vista. Por exemplo, ele disse:


"Não ame o mundo ou as coisas no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que existe no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não é do Pai, mas é do mundo. E o mundo está passando, e sua luxúria; mas quem faz a vontade de Deus permanece para sempre" 1 João 2:15

Nossa cultura atual é definida pelo mundanismo. É impossível estar em qualquer estação da vida moderna sem estar saturado por tudo o que Santo Isaac descreveu. Nos dizem desde jovens para sermos ambiciosos, adquirirmos dinheiro e posses, procurarmos fama e glória. O mundo com todos os seus desejos se normalizou e é a meta e o objetivo do homem moderno. Isso torna o combate a esse inimigo aparentemente impossível.

Quando estamos sujeitos às paixões, amamos o mundo, que substitui o amor a Deus e o amor pelos outros. E São Tiago disse em sua epístola que a religião pura é manter-se imaculado do mundo (Tiago 1:27). O amor ao mundo e às coisas do mundo é um inibidor direto da vida espiritual. Embora pareça natural querer amar o mundo, essa atração pelas coisas terrenas não é natural para a alma.

É por isso que a batalha que travamos com esse inimigo exige um desapego feroz e a renúncia ao mundo. Lutar contra esse inimigo significa se afastar dele. A contemplação de Deus só pode ocorrer quando alguém renuncia ao mundo, como o amado místico russo, São Serafim de Sarov disse:


"A reverência a Deus é adquirida quando um homem, renunciando ao mundo e tudo o que há no mundo, concentra todos os seus pensamentos e sentimentos no pensamento único da lei de Deus, e mergulha inteiramente na contemplação de Deus e no sentimento de bem-aventurança. prometido aos santos." São Serafim de Sarov

Se realmente desejamos amar a Deus, devemos vencer e purgar o mundo que se esconde dentro de nós. Isso fica claro nas Escrituras Sagradas, quando Cristo explica que não se pode servir a dois senhores (Lucas 16:13). O mundo nubla e entorpece a alma ao divino.


"Sem se libertar do mundo, a alma não pode amar a Deus sinceramente. Pois as coisas do mundo, nas palavras de Santa Antioquia, são como um véu para a alma." São Serafim de Sarov

Portanto, somos chamados a estar "fora de sintonia com o mundo" e a resistir a tudo o que o mundo oferece. Nem tudo que reluz é ouro. Suas coisas brilhantes, desejos sedosos, suas modestas fugas, suas promessas vazias não passam de um ciclo interminável de prazer e dor, desejo e depressão. O asceta Nikitas Stithatos disse sabiamente na Philokalia:


"Pois quando você perceber que o resultado da fama, do prazer, da indulgência, da riqueza e da prosperidade não é nada, já que a morte e a decadência os aguardam, você reconhecerá a vaidade flagrante de todas as coisas do mundo e voltará os olhos para a consumação das coisas divinas. Você se apegará às realidades que realmente existem e não podem perecer; e, tornando essas coisas próprias, você se elevará acima da dor e do prazer. " Nikitas Stithatos

Portanto, como aqueles que vivem no mundo, somos chamados a nos separar do mundo e das coisas do mundo. Mas estejamos atentos, pois, assim que nos voltarmos na direção do Cristo, e começarmos a nos distinguir do resto do mundo, seremos testados.


“Muitos são tocados no coração, e muitos se tornam participantes da graça celestial, e são feridos pela paixão divina; mas por causa dos conflitos, lutas, trabalhadores e diversas tentações do diabo que surgem pelo caminho, eles não se sustentam, mas são consumidos por diversos e variados desejos mundanos, porque todo mundo tem alguma coisa mundana que escolhe amar, e não se desapegou de seus afetos..." São Macarius, o Grande

A arma escolhida para alcançar a vitória sobre esse inimigo é o desapego. No grande clássico espiritual, A Escada da Ascensão Divina, São João Clímaco afirma no segundo capítulo sobre desapego:


"O homem que passou a odiar o mundo escapou da tristeza. Mas quem tem apego a qualquer coisa visível ainda não está liberto da dor. Pois como é possível não ficar triste com a perda de algo que amamos?" São João Clímaco
A Carne

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O Diabo

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