sábado, 14 de agosto de 2021

Quais são as palavras do ato de contrição?


 

Philip Kosloski - publicado em 13/08/21

Quando o sacerdote diz na confissão: "Diga seu ato de contrição", aqui está a resposta padrão

Depois de confessar seus pecados a um padre, ele inevitavelmente dirá algo como: “Agora você pode dizer seu ato de contrição”.

Esta é uma parte necessária da confissão, pois expressa sua própria “contrição”, ou “arrependimento” por seus pecados.

Catecismo da Igreja Católica oferece uma breve explicação deste aspecto da confissão:

Entre os atos do penitente, a contrição ocupa o primeiro lugar. Ela é «uma dor da alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro» 

CIC 1451

A rigor, não há um único jeito de fazer o ato de contrição.

No entanto, a Igreja oferece algumas opções. Aqui está o padrão no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.

Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Ámen.

Ou você pode simplesmente recitar um versículo da Bíblia.

Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti. Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!

Lc 15, 18; Lc 18,13


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domingo, 9 de maio de 2021

Oração para alguém que se afastou da fé retornar a Jesus

 


ara você rezar por quem você tanto ama e que infelizmente se distanciou da fé católica

Muitos católicos, especialmente pais e mães, estão preocupados ao ver a geração atual se afastar da fé e da Igreja. Esta é uma oração – que pode também ser feita na forma de novena – rogando a Deus que ilumine o caminho de volta daqueles que se afastaram da fé.

Volta para a casa do Pai

Senhor, que disseste: “Eu sou o Caminho”, mostrai-nos o caminho da salvação.

Um caminho marcado pelo amor, pelo despojamento e pelo serviço. Um caminho que certamente, apesar das dificuldades e das provações, nos levará à plenitude da vida.

Levai-nos a uma conversão profunda do nosso interior, do nosso querer, pensar e agir.

Levai-me à conversão, um ‘voltar para casa’…

Senhor, apresento os Filhos pródigos, principalmente a juventude, os universitários, acadêmicos.

E estas pessoas por quem me proponho a rezar

(Diga o nome da pessoa por quem está fazendo a novena)

Eles, que criados na fé católica, abandonaram

Colocamos ainda aqueles que tiveram alguma decepção com a Igreja, uma frustração e por isso se distanciaram

Senhor, dai-nos a graça de viver o que rezamos: Eu e minha casa serviremos ao Senhor.

Trago, Senhor, de modo particular trago este Filho Prodigo, que se perdeu no caminho, e se distanciou da comunhão da Igreja

(Repita o nome da pessoa por quem está fazendo a novena)

Levai-me a uma conversão profunda do nosso querer, pensar e agir.

Perdão, Senhor, pelas vezes que eu não fui um transmissor da fé, nas minhas atitudes e incoerências.

Perdoe-me se meus gestos não convenceram, que minhas palavras foram de hipocrisia e o meu agir se transformou em motivo de escândalo na fé de alguém.

Ajudai-nos a seguir Teus passos como discípulo.

Ajudai-nos no crescimento e no amadurecimento da fé.

Dai-nos vigor, Senhor, para enfrentar as tribulações com discernimento, serenidade e força.

Dai-nos, Senhor, a graça de termos uma profunda conversão do nosso interior, do nosso querer, pensar e agir.

Dai-nos, Senhor, a graça de trazer, como fruto da oração, essas pessoas de volta à casa do Pai.

Dai-nos, Senhor, a graça de voltar para a casa do Pai.

Amém


ORAÇÕES DE PE. PIO A VIRGEM MARIA


 

Assim que me ponho a rezar, logo sinto o coração como que invadido por uma chama de amor; essa chama não tem nada a ver com qualquer chama deste baixo mundo. É uma chama delicada e muito doce, que consome e não causa sofrimento algum. Ela é tão doce e tão deliciosa, que o espírito prova sua complacência e permanece saciado, mas sem perder o desejo – oh Deus! –, algo que me parece maravilhoso e que talvez jamais consiga compreender, a não ser na pátria celeste.


Minha Mãe, Maria

Mãe de misericórdia,
tem piedade de mim!
Deverias compreender,
minha querida Mãe,
que se o fiz,
o fiz unicamente
por obedecer!

“Não te preocupes
que os outros pensem
a teu respeito
tantas coisas estranhas,
nós vamos te defender;
até o momento eles te aborreceram,
mas agora terão de acertar
as contas conosco”


Virgem Imaculada

Santíssima Virgem Imaculada
e minha Mãe, Maria,
a ti que és a Mãe do meu Senhor,
a rainha do mundo,
a advogada, a esperança,
o refúgio dos pecadores, recorro hoje,
eu que sou o mais miserável de todos.
Eu te venero, ó grande Rainha,
e te agradeço
todas as graças que me concedeste até agora,
sobretudo por me teres libertado do inferno,
tantas vezes por mim merecido.
Eu te amo, Senhora Amabilíssima,
e pelo amor que te devoto,
prometo querer sempre servir-te
e fazer tudo o que posso
para que também sejas amada pelos outros.
Deposito em ti todas as minhas esperanças,
toda a minha saúde.
Aceita-me como teu servo
e acolhe-me sob o teu manto,
ó Mãe de misericórdia.
E visto que és tão poderosa com Deus,
liberta-me tu de todas as tentações;
ou dai-me forças
para vencê-las até a morte.
A ti peço o verdadeiro amor
a Jesus Cristo.
De ti espero ter uma boa morte.
Minha Mãe, pelo amor que nutres para com Deus,
peço-te que me ajudes sempre,
mas muito mais no último instante da minha vida.
Não me deixes até que não me vejas
já salvo no céu a bendizer-te
e a cantar as tuas misericórdias 
por toda a eternidade! Amém 


Eu te suplico, minha Mãe

Ó celestial tesoureira de todas as graças,
Mãe de Deus e minha, Maria,
porque és a filha primogênita
do eterno Pai
e tens na mão a sua onipotência,
tem piedade de minh’alma
e concede-me a graça
pela qual fervidamente te suplico…
Ave, Maria…

Ó misericordiosa dispensadora
das graças divinas,
Maria Santíssima,
tu que és a Mãe
do eterno Verbo encarnado,
que te coroou
com imensa sabedoria,
considera a grandeza da minha dor
e concede-me a graça
de que tanto necessito…
Ave, Maria…

Ó amorosíssima dispensadora
das graças divinas,
imaculada esposa
do eterno Espírito Santo,
Maria Santíssima,
tu que dele recebeste um coração
capaz de ter piedade
das humanas desventuras
e não pode resistir sem consolar quem sofre,
tem piedade de minh’alma
e concede-me a graça que espero
com plena confiança na tua imensa bondade…
Ave, Maria…

Sim, ó minha Mãe,
tesoureira de todas as graças,
refúgio dos pobres pecadores,
consoladora dos aflitos,
esperança dos desesperados
e auxílio poderosíssimo dos cristãos,
eu deposito em ti toda a minha confiança
e estou certo de que me obterás de Jesus
a graça que tanto desejo,
desde que seja para o bem de minh’alma.
Salve, Rainha…



Eu te saúdo, Maria

Eu te saúdo, Maria,
filha amada do Pai eterno.

Eu te saúdo, Maria,
virgem Mãe do Filho de Deus.

Eu te saúdo, Maria,
esposa imaculada do Espírito Santo.

Eu te saúdo, Maria,
templo vivo da Santíssima Trindade.

Eu te saúdo, Maria,
concebida sem mancha alguma de pecado,
toda pura e santa.

Eu te saúdo, Maria,
virgem puríssima
antes do parto, no parto, após o parto.

Eu te saúdo, Maria,
Mãe dolorosa,
Rainha dos mártires,
coração dos corações que sofrem.

Eu te saúdo, Maria,
estrela do nosso caminho,
fonte da nossa esperança,
fonte puríssima de alegria,
porta do paraíso.

Eu te saúdo, Maria,
consoladora dos aflitos,
mãe do belo e casto amor das almas virgens,
porto sereno de paz.

Eu te saúdo, Maria,
mediadora potentíssima e piedosa de todas as graças,
aurora suspirada do dia eterno,
prelúdio suavíssimo sobre a terra
da maravilhosa harmonia dos céus.

Eu te saúdo, Maria,
rainha dos anjos e dos santos,
rainha nossa,
soberana Patrona da Ordem Seráfica.

Eu te saúdo, Maria,
refúgio dos pecadores,
mãe dulcíssima.
Amo-te muito muito,
ó bela mãe,
ó minha mãe,
conserva-me puro.
Leva-me a Jesus.

Salve, ó Maria 


https://blog.cancaonova.com/tododemaria/quatro-oracoes-de-padre-pio-a-virgem-maria/

 

domingo, 2 de maio de 2021

5 hábitos que dificultam a cura interior




Os bloqueios nos neutralizam, criam uma capa de falsa proteção, obstruindo toda a nossa vida

Sabemos que não estamos sozinhos nessa caminhada, que temos um grande assessor, que é o Espírito Santo. Temos de criar mais intimidade com Ele, porque é Jesus quem nos disse que nos mandaria o Paráclito, o Espírito da verdade, para que Ele viesse e habitasse em nós, e Ele nos revelaria tudo (Jo 14,26). Isso significa crescer na vida emocional e espiritual. Por isso, temos de, a cada situação da nossa vida, pedir ao Espírito Santo que nos auxilie, que não nos deixe fazer coisas erradas, mas sim a coisa certa sempre.

Os bloqueios nos neutralizam, criam como que uma capa de falsa proteção, obstruindo toda a nossa vida e cortando a comunicação do nosso inconsciente com a verdade que temos de viver. Aqui estão os maiores bloqueios para a Cura Interior: falta de perdão, mentira, falta de arrependimento, ressentimento e uso de práticas ocultas.

Primeiro bloqueio – A falta de perdão

Poderíamos até dizer que a falta de perdão é o único e o maior bloqueio para uma verdadeira cura interior. A cura acontece, quase que imediatamente, quando perdoamos e vivemos reconciliados, porque é um mandamento do Senhor que está no livro de Lucas (Lc 6,36-37): “Ser misericordioso como nosso Pai celeste é”. Perdoai e será perdoado: Jesus nos pede para perdoarmos, para rezarmos, amarmos e abençoarmos os nossos inimigos. Se é o inimigo que não quer reconciliação, já tentamos tudo, temos testemunhas de que ele não quer, já confessamos, falamos com a Igreja, Jesus nos pede que deixemos este inimigo ser tratado como um pagão. Assim, devemos nos alegrar, estarmos felizes, pois já não há mais culpa em nosso coração.

Na realidade, quando as pessoas nos ferem, pensamos em revidar, em nos vingar, desejar a ela o mesmo sofrimento, e até nos sentimos bem fazendo isso. No fundo, queremos que o outro sofra por causa das nossas dores. Muitas vezes, a pessoa que nos machucou nem percebeu que fez isso, ele não tem consciência do mal que nos fez, talvez seja uma ignorância dela ou mesmo uma incapacidade, mesmo que seja por maldade involuntária (a pessoa faz por fazer, sem pensar nas consequências). Por isso, Jesus diz que a única maneira de se libertar é perdoar.

Segundo bloqueio – Mentira

A mentira é um grande bloqueio para nossa cura e libertação. Podemos dizer que é quase impossível libertar uma pessoa enquanto ela está mentindo. Por causa do sofrimento, muitas vezes, ela inventa histórias sobre seu sofrimento numa tentativa de se justificar.

O demônio, sabendo disso, vai ficar instigando a pessoa a mentir, porque ele é o pai da mentira (Jo 8,44). As pessoas interagem com as histórias de outros e mistura com a sua, ficam inventando desculpas para sua situação, onde a culpa é sempre do outro, ela é uma vítima, contam fatos que misturam com uma realidade virtual. A primeira coisa é que o demônio é mentiroso, você não pode ficar dando muita atenção a ele, é muito mais necessário você escutar o Espírito Santo.

Terceiro bloqueio – A falta de arrependimento

Temos de nos arrepender quando falhamos. Jesus disse que é melhor que o homem vá para o Céu com um olho só do que com dois ir para o inferno. Pedir perdão a Deus e perdoar a Deus é mais fácil do que pedir perdão aos outros e perdoar ao próximo. Nós temos de pedir perdão ao próximo. Reconhecermos nossos erros é uma grande cura para nós e para os outros. É Jesus quem nos vai dizer que devemos perdoar a quem nos ofendeu setenta vezes sete. Se eu machuquei muitas pessoas na família ou mesmo no trabalho, na escola, no lazer, e se os que eu machuquei estão próximos de mim, então, estou cercado por uma camada de ódio que vai impedir que a cura chegue até mim.

Essa é uma das razões de muitas doenças no mundo, porque as pessoas ferem umas às outras, e, geralmente, são pessoas de sua convivência; então, ela se sente cercada por todos os lados e em guerra constante, machucando-se todos os dias. Isso é uma ferida que não cicatriza nunca, e todos os dias ela é aberta. O arrependimento fica nessa situação entre o perdão e a reconciliação verdadeira.

Não basta apenas pedir perdão e virar as costas, é preciso tentar reparar o mal feito, cicatrizar as feridas, assumindo a culpa do erro, até mesmo colocando a sua vida como reparação, dizendo: “O que eu posso fazer para reparar isso?”. Isso já é um sinal do arrependimento.

Quarto bloqueio – Ressentimento

É um sentimento persistente de desagrado contra alguém, é uma mágoa profunda, uma dor persistente, que gera um conflito profundo na vida da pessoa e faz com que ela perca a intimidade com os outros, perca a alegria de estar perto de alguém. A pessoa busca distanciamento, torna-se agressiva. Ressentimento é algo vivo na lembrança! Mesmo se pedir perdão, a pessoa não quer perdoar e fica guardando por anos a fio a situação. Muitas vezes, até diz que não esquece e acaba sofrendo as consequências por muitos anos. É como se o fato tivesse acontecido naquele tempo, nada se distancia do ressentimento. Ele mantém viva a lembrança.

Quinto bloqueio – Lidar com as práticas ocultas

Em primeiro lugar, esclareçamos: oculto significa forças escondidas, cujos segredos não conhecemos todos, que estão sempre revestidas de algo que não compreendemos bastante, são sempre suspeitas, porque não vêm de Deus. Buscar o ocultismo é como achar que há outra pessoa, mais importante que Deus, porque, para o ocultista, os deuses são pessoas que se tornaram divinas, que se tornaram deuses dentro do paganismo.

Os que estão vivendo essa situação estão sendo enganados; e porque não acreditam que Jesus morreu para sua salvação, invocam deuses pagãos. O Senhor, no entanto, abomina os que se entregam a essas práticas (cf. Dt 18,9ss).


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Oração bíblica para a cura do corpo e da alma

 


Clame a Deus com esta oração do livro de Jeremias

Um dos melhores lugares para encontrar orações de cura é na Bíblia.

Ao longo do Antigo e do Novo Testamento, as pessoas clamam a Deus por cura, seja do corpo ou da alma.

A boa notícia é que Deus sempre responde às nossas orações, embora nem sempre da maneira que desejamos. Ele procura um coração contrito, e às vezes nosso coração precisa de mais cura do que nosso corpo.

Qualquer que seja a sua situação, aqui está uma breve oração da Bíblia que pede a cura de Deus.

Curai-me, Senhor, e ficarei curado; salvai-me, e serei salvo, porque sois a minha glória… Eu nunca vos incitei a enviar a desgraça, nem desejei o dia da catástrofe. Bem conheceis as palavras que me saíram da boca: elas estão em vossa presença. Não me sejais objeto de espanto, vós que, no dia da desgraça, sois meu refúgio. (Jeremias 17,14-17)


https://pt.aleteia.org/2021/04/28/oracao-biblica-para-a-cura-do-corpo-e-da-alma/

Uma oração para ajudar a lutar contra a depressão


A oração é uma arma preciosa para evitar os momentos de escuridão. Se você se sentir deprimido você pode recitar a oração de Marie Noël

Em caso de cansaço ou tristeza repentina, reze ao Senhor a oração “Meu Deus que nos trazes água todos os dias” de Marie Noël, poetisa francesa e escritora profundamente católica. 

Esta oração fervorosa e cheia de intensidade o ajudará a se livrar de toda depressão em favor da busca pela felicidade que se encontra em Deus.


Meu Deus que nos trazes água todos os dias da fonte,

A primavera corre, a primavera foge;

Espaços ao vento a seguir seu curso,

E o vento que galopa durante a noite;

Dê-me algo para sonhar e cuja mente divagar

Do sonho do amanhecer ao sonho da noite

E quem me escutar interminavelmente falar da terra

Com o céu rosa, com o céu negro.

Me dê algo para cantar, pobre poeta

Para quem tem pressa que vem, vai, vem

E quem não tem tempo para ouvir em suas cabeças

Os ares que a vida e a morte fazem ali.

Mas se você quer meu Deus que para os outros eu diga

A canção da felicidade, a canção mais bonita,

Como vou fazer eu que não a aprendi?

Vou apenas inventar uma falsificação.

Dá-me felicidade, se eu tiver que cantar,

O que é apenas para vislumbrar o que todos sabem sobre isso,

Apenas o suficiente para fazer minha voz tocar,

Nada além de um pouco, quase nada, para descobrir o que é.

Um pouco – tão pouco – o que resta de ouro em pó

Ou flor de farinha na ponta do dedo mínimo,

Nada, nem mesmo o suficiente para encher meu dedal…

No entanto, o suficiente para preencher o mundo.

Amém


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domingo, 18 de abril de 2021

O demônio existe sim, lembram constantemente os papas

 


É um tema recorrente no Magistério da Igreja. Em uma memorável Audiência Geral de 1972, o Papa Paulo VI falou com clareza sobre a realidade pessoal do Maligno

“Odemônio existe sim, é verdade, ele é o nosso maior inimigo”, disse o Papa Francisco em um encontro com as crianças da paróquia romana de São Crispim de Viterbo (3/03/2019).

O diabo “é aquele que procura nos derrotar na vida. É o que coloca nos nossos corações desejos maus, pensamentos feios e nos leva a fazer coisas ruins, as muitas coisas ruins que têm a vida, chegando até às guerras”, afirmou o Papa.

Mas como podemos nos comportar para nos defendermos destas agressões do demônio?

Segundo o Papa Francisco, antes de tudo com a oração.

Por isso é preciso rezar a Jesus para que afaste o diabo de nós, para que não deixe que ele se aproxime de nós. Vocês sabem qual é a maior qualidade do diabo? Porque ele tem qualidade: é muito inteligente, mais inteligente do que os teólogos! É inteligente e essa é uma qualidade. Mas a qualidade que mais aparece no diabo e melhor se exprime é que é um mentiroso. No Evangelho é chamado de pai da mentira.

A Quaresma é o período ideal para não se esquecer do demônio, com o pensamento a Jesus que no deserto pôde enfrentá-lo. João Paulo II, em 26 de fevereiro de 2004, por ocasião do encontro com os párocos romanos disse:

Enquanto empreendemos o itinerário quaresmal, olhemos a Cristo que jejua e luta contra o diabo. Nós também, como Cristo, somos chamados a uma luta forte e decidida contra o demônio.

Histórica catequese de Paulo VI

Uma das coisas que faz do diabo um grande perigo é o seu poder enganador.

Na memorável audiência de 15 de novembro de 1972, Paulo VI alude ao demônio de forma clara:

O mal não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Realidade terrível. Misterioso e assustador. Quem se recusa a reconhecer sua existência deixa de lado o ensino bíblico e eclesiástico; ou faz dele um princípio que existe por si mesmo e não tem, como qualquer outra criatura, sua origem em Deus; ou então o explica como uma pseudo-realidade, uma personificação fantástica e conceitual das causas desconhecidas de nossos infortúnios.
O problema do mal, visto em sua complexidade e em seu absurdo em relação à nossa racionalidade unilateral, torna-se gritante: constitui a maior dificuldade para nossa compreensão religiosa do cosmos. Não sem razão, Santo Agostinho sofreu por isso durante anos: “Quaerebam unde malum, et non erat exitus”, procurou saber de onde vinha o mal e não encontrou explicação (Confissões, VII, 5, 7, 11, etc., PL ., 22, 736, 739).

“Príncipe do mundo”

Prossegue o Papa Paulo VI:

Eis aqui, então, a importância que o conhecimento do mal adquire para nossa justa concepção cristã do mundo, da vida, da salvação. Em primeiro lugar, no desenvolvimento da história evangélica, quem não se lembra, no início de sua vida pública, da página muito densa de significados da tripla tentação de Cristo? E depois, nos múltiplos episódios evangélicos, nos quais o Diabo atravessa o caminho do Senhor e figura nos seus ensinamentos (cf Mt 12, 43). E como não lembrar que Cristo, referindo-se ao Diabo três vezes como seu adversário, o chama-o de “príncipe deste mundo”? (Jo 12, 31; 14, 30; 16, 11).
E a tarefa dessa presença nefasta é indicada em muitas, muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo o chama de “deus deste mundo” (2 Co 4, 4), e nos adverte sobre a luta às escuras que nós, cristãos, devemos manter não com um só diabo, mas com uma pluralidade aterrorizante: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6, 12).

Inimigo oculto

O demônio, continua o Papa Paulo VI:

é o inimigo número um, é o tentador por excelência. Também sabemos que esse ser sombrio e perturbador realmente existe e que ainda age com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e infortúnios na história humana. Devemos recordar a parábola reveladora da boa semente e do joio, síntese e explicação da falta de lógica que parece presidir às nossas surpreendentes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13, 28). O inimigo fez isso. Ele é “o homicida desde o princípio… e o pai de todas as mentiras”, tal como definido por Cristo (cf. Jo 8, 44); é o enganador sofístico do equilíbrio moral do homem. Ele é o encantador pérfido e astuto, que sabe como se insinuar em nós através dos sentidos, da fantasia, da luxúria, da lógica utópica ou dos contatos sociais desordenados no curso de nossas ações, para introduzir nele desvios, tanto mais prejudiciais porque parecem estar em conformidade com nossas estruturas físicas ou mentais ou com nossas aspirações instintivas e profundas.

Este capítulo sobre o Diabo e sobre a influência que ele pode exercer, tanto em pessoas individuais quanto em comunidades, sociedades inteiras ou eventos, é “um capítulo muito importante da doutrina católica que deveria ser estudado novamente”, diz o Papa Paulo VI, reconhecendo que hoje se dá pouca atenção ao tema.

Alguns pensam encontrar nos estudos psicanalíticos e psiquiátricos ou nas experiências espíritas, hoje excessivamente difundidas em muitos países, compensação suficiente. Teme-se cair nas velhas teorias maniqueístas ou nas terríveis divagações fantásticas e supersticiosas.
Nossa doutrina se torna incerta, pois se torna como que obscurecida pela própria escuridão que cerca o Diabo. Mas a nossa curiosidade, estimulada pela certeza da sua múltipla existência, torna-se legítima com duas questões: Existem sinais, e quais, da presença da ação diabólica? E quais são os meios de defesa contra um perigo tão insidioso?

Sinais da presença da ação diabólica

A resposta à primeira pergunta requer muita cautela, embora os sinais do Maligno pareçam tornar-se evidentes (Cf. TERTULL. Apol. 23). Poderemos supor sua ação sinistra onde a mentira se afirma hipócrita e poderosa contra a verdade evidente; onde o amor é eliminado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é contestado com ódio consciente e rebelde (cf 1Co 16, 22; 12, 3); onde o espírito do Evangelho é mistificado e negado; onde o desespero se afirma como a última palavra etc.
O problema do mal continua a ser um dos maiores e mais permanentes problemas do espírito humano, mesmo depois da resposta vitoriosa do próprio Jesus Cristo. “Sabemos – escreve o evangelista João – que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno” (1Jo 5, 19).

Meios de defesa contra um perigo tão insidioso

À outra pergunta sobre qual defesa, sobre qual remédio usar para se opor à ação do Diabo, a resposta é mais fácil de formular, embora continue difícil de atualizá-la. Podemos dizer que tudo o que nos defende do pecado nos defende do inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, igualmente, cada um lembra em que medida a pedagogia apostólica simbolizou na armadura do soldado as virtudes que podem tornar o cristão invulnerável (cf. Rm 13, 12; Ef 5, 11; 1Ts 5, 8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (1P 5, 8); e às vezes ele deve recorrer a algum exercício ascético especial para evitar certas incursões diabólicas. Jesus o ensina indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9, 29). E o apóstolo sugere a linha principal a seguir: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.” (Rm 12, 21; Mt 13, 29).
Conhecendo, portanto, as adversidades atuais em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procuraremos dar sentido e eficácia à costumeira invocação da nossa oração principal: «Pai Nosso… livrai-nos do mal!”. A nossa Bênção Apostólica também vos ajude em tudo isso.

(Veja também Vatican News e Vatican.va)