domingo, 17 de junho de 2012
A Santa Missa - uma breve explicação sobre o Santo Sacríficio
A Igreja e os santos sempre ensinaram que as coisas ocorridas no Antigo Testamento são prefigurações
daquelas que aconteceriam no Novo Testamento. Isso quer dizer que Deus, para poupar a fraqueza do
homem e para ensinar-lhe as verdades da Revelação de modo gradativo e adequado à nossa inteligência,
quis ou permitiu que ocorressem os fatos do Antigo Testamento para que estes servissem como analogias
em relação aos fatos que se realizariam no futuro, no Novo Testamento.
Além de utilizar os fatos ocorridos no Antigo Testamento com a finalidade de preparar os homens para o que
seria revelado no Novo Testamento, Deus se utilizou também das profecias.
E é assim que vemos, no Antigo Testamento, a Santa Missa prefigurada por muitos fatos e também predita
pelos profetas.
Dentre os fatos do Antigo Testamento que são prefigurações do Santo Sacrifício da Missa estão:
• o oferecimento de pão e vinho a Deus por Melquisedec, sacerdote e rei de Salém (Gen. 14, 18-20);
• o maná, sustento milagroso que o Senhor fazia cair todas as manhãs em torno do campo dos hebreus
no deserto, depois de terem saído do Egito guiados por Moisés (Ex. 16, 4-36). O maná era um alimento
descido do céu. Nosso Senhor na Santa Eucaristia é o Pão vivo descido do céu. – O maná substituía
todos os alimentos, tendo nele todos os sabores. A Santa Eucaristia é o pão por excelência: basta para
todas as necessidades da alma. – O maná durou até que os hebreus entrassem na terra prometida. A
Santa Eucaristia nos será dada até que entremos no céu, onde veremos face à face o Deus que
recebemos, no Sacramento, sob o véu de pão.
Várias coisas a respeito da vinda e da obra de Jesus Cristo foram também preditas pelos profetas, e uma
delas é o Sacrifício da Missa, que seria instituído por Nosso Senhor e que se haveria de oferecer por toda a
terra.
O profeta Malaquias nos mostra Deus irritado com as negligências e as provas de má vontade dos
sacerdotes judeus da Antiga Lei quando ofereciam os sacrifícios:
“O filho honra seu pai, e o servo reverencia o seu senhor. Se eu, pois, sou vosso pai, onde está a minha
honra? E se eu sou o vosso Senhor, onde está o temor que se me deve? diz o Senhor dos exércitos.
Convosco falo, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome, e que dizeis: em que desprezamos nós o teu
nome? Vós ofereceis sobre o meu altar um pão imundo, e dizeis: Em que te profanamos nós? Nisso que
dizeis: A mesa do Senhor está desprezada. Se vós ofereceis uma hóstia cega para ser imolada, não é isto
mau? E se ofereceis uma que é coxa e doente, não é isto mau? Oferecei estes animais ao vosso
governador, e vereis se eles lhe agradarão, ou se ele vos receberá com agrado, diz o Senhor dos Exércitos”
(Mal. 1, 6-8).
Diante disto, Deus, pela boca do profeta, se mostra resolvido a rejeitar e abolir os sacrifícios antigos: “O meu
afeto não está em vós, diz o Senhor dos exércitos; nem eu receberei algum donativo de vossa mão” (Mal 1,
10).
E passa a anunciar um Sacrifício Novo, oferecido em toda a terra: “Porque desde o nascente do sol até o
poente é o meu nome grande entre as gentes, e em todo lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome
uma oblação pura” (Mal. 1, 11).
A expressão “do nascente do sol até o poente” é usada nas Escrituras para significar o mundo inteiro. A
palavra “gentes” é sempre empregada na Escritura para significar os gentios, os povos que não são o povo
israelita.
Esta oblaçãoa que o profeta se refere não é tomada no sentido metafórico de oração ou sacrifício espiritual
ou esmola: ela vem substituir os sacrifícios dos sacerdotes da Antiga Lei.
E não se refere diretamente ao Sacrifício cruento da Cruz, pois este foi oferecido em um só lugar, uma vez
só, no monte Calvário, ao passo que aqui se trata de um sacrifício oferecido em todo lugar, de modo a tornar
o nome do Senhor engrandecido entre as gentes: a Santa Missa, renovação incruenta daquele mesmo
Sacrificio do Calvário.
O fato de Deus ter usado de figuras e profecias no Antigo Testamento com a finalidade de preparar o povo
escolhido para aceitar o Sacrifício da Missa mostra-nos a grande importância deste mesmo Sacrifício e a
grande estima que Deus tem por ele. A finalidade deste pequeno trabalho é tornar mais conhecido este
Sacrifício tão estimado por Deus e que tem tão grande valor, expondo seu significado e as verdades que ele
exprime, e que estão contidas em cada palavra e ação do sacerdote.
Primeira parte: o Sacramento da Eucaristia
§ 1° Do que é a Santíssima Eucaristia e da presença real de Jesus Cristo neste Sacramento
1. Que é o Sacramento da Eucaristia?
A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo
de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu preciso Sangue, contém verdadeira, real e
substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo
das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual.
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2. Na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da
Santíssima Virgem?
Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na
terra, da Santíssima Virgem.
3. Por que acreditais que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus
Cristo?
Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus Cristo porque Ele
mesmo o disse, e Ele, sendo Deus, não pode mentir. E assim no-lo ensina a Santa Igreja.
4. Que é a hóstia antes da consagração?
A hóstia antes da consagração é pão de trigo.
5. Depois da consagração, que é a hóstia?
Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das
aparências de pão.
6. Que está no cálice antes da consagração?
No cálice, antes da consagração, está vinho de uva com algumas gotas de água.
7. Depois da consagração, que há no cálice?
Depois da consagração, há no cálice o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo
das aparências de vinho.
8. Quando se faz a mudança do pão no Corpo e do vinho no Sangue de Jesus Cristo?
A conversão do pão no Corpo e do vinho no Sangue de Jesus Cristo de faz precisamente no ato em
que o sacerdote, na Santa Missa, pronuncia as palavras da consagração.
9. Que é a consagração?
A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por Jesus Cristo na Última
Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu Sangue adorável, por estas palavras: Isto
é o meu Corpo; este é o meu Sangue.
10. Como é chamada pela Igreja a miraculosa conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue
de Jesus Cristo?
Esta miraculosa conversão, que todos os dias se opera sobre os nossos altares, é chamada
pela Igreja de transubstanciação.
11. Quem deu tanto poder às palavras da consagração?
Foi o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, Deus onipotente, que deu tanto poder às palavras
da consagração.
12. Deve-se adorar a Eucaristia? A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque Ela contém
verdadeira, real e substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.
13. Quando instituiu Jesus Cristo o Sacramento da Eucaristia?
Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Eucaristia na Última Ceia que celebrou com seus discípulos,
na noite que precedeu sua Paixão.
14. Por que instituiu Jesus Cristo a Santíssima Eucaristia?
Jesus Cristo instituiu a Santíssima Eucaristia por três razões principais: 1a. para ser o
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sacrifício da Nova Lei; 2a. para ser alimento de nossa alma; 3a. para ser um memorial
perpétuo da sua Paixão e Morte, e um penhor precioso do seu amor para conosco e da vida
eterna.
Referências: Extraído do Catecismo Maior de São Pio X ± Quarta parte, Capítulo IV.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
"Mortificação"
«Se não te mortificas, nunca serás alma de oração» (Caminho, n. 172).
Por quê? Porque dentro de nós há, como diz São Paulo, duas forças opostas em contínua luta: o “homem velho” e o “homem novo” (ver Ef 4,22-24). O homem velho tem um nome: “egoísmo”, fruto do pecado original e dos pecados pessoais. O homem novo também tem um nome: “amor”, fruto da presença do Espírito Santo na alma e da nossa correspondência.
Os dois “homens” são como brigões que puxam de uma corda, cada um por um extremo, em sentido contrário. Se o “velho” levar a melhor, arrasta-nos para longe de Cristo (pois só a graça e o amor nos aproximam dEle). Mas toda vez que o “novo” vence (”mortificando” o egoísmo), aproxima-nos de Deus, da amizade com Cristo, da união com Ele. Que acha? Não é justamente isso o que procuramos com a oração? Sim, é a intimidade com Deus, a sintonia com Deus, a amizade que tudo compartilha com o Amigo (ver Jo 15,15).
Por isso, entende-se bem que Jesus diga: «Se alguém quiser vir comigo, negue-se a si mesmo [negue o "eu" egoísta], tome a sua cruz e siga-me» (Mt 16,24).
A mortificação voluntária é a negação dos puxões do eu egoísta: é um sacrifício que consiste em dizer não aos desejos e inclinações egoístas, para poder dizer sim ao que pede o amor. Por isso, a mortificação bem entendida deveria chamar-se , melhor, “vivificação”. Ela é fonte de vida e não de morte.
Agora perguntemo-nos: Que tipos de mortificação são necessários para podermos ser “almas de oração”? Penso que podem resumir-se em cinco:
1º) A mortificação externa, a da ordem e pontualidade na oração. Já vimos, em outras meditações, como é importante ter uma hora e um lugar fixos para a oração (meditação, terço, etc.), e observá-los, mesmo que não tenhamos vontade nem facilidade (só deixá-los se há “impossibilidade”).
«É preciso vencer - diz São Josemaria - a poltronaria, o falso critério de que a oração pode esperar. Não adiemos nunca essa fonte de graças para amanhã. O tempo oportuno é agora».
2º) A mortificação física da gula. Não faça essa cara de estranheza. Sim, gula e oração têm muito a ver, como ensinavam os cristãos dos primeiros séculos. Comer demais, além de fazer mal ao corpo, enfraquece a alma e a torna “pesada”. No século V, o abade João Cassiano, grande mestre da oração, escrevia: «O primeiro combate que devemos empreender é contra o espírito de gula. A abstinência corporal não tem outra razão de ser senão conduzir-nos à pureza do coração».
Doze séculos mais tarde, o famoso padre Manuel Bernardes perguntava: «Sendo certo que o primeiro passo da vida espiritual é sair-se da cozinha e despensa, que progressos espirituais suporemos ter feito quem tiver o coração na cozinha e despensa?».
3º) A mortificação da imaginação. Já nos referimos a ela ao tratar do recolhimento interior. Não podemos ter a imaginação à solta, ao longo do dia. Dizem que Santa Teresa de Ávila a chamava a “louca da casa”, o que é uma grande verdade; quem não se acostuma a mortificar devaneios à toa, filminhos mentais sem substância, depois, quando chega a hora da oração, sofre o bombardeio das distrações: a imaginação solta as suas “bombas de fumaça” e não nos deixa fixar a mente e o coração em Deus.
4º) A mortificação que purifica. São Josemaria compara a nossa alma a um «pássaro que ainda tem as asas empastadas de lama», e comenta que são necessários «muito calor do Céu [graça de Deus] e esforços pessoais pequenos e constantes [mortificações], para arrancar esse barro pegajoso das asas» (Caminho, n.991).
Purificam-nos as mortificações que vão vencendo, pouco a pouco, a lama dos defeitos: a sensualidade, a impaciência, a preguiça, a vontade de ficar mais tempo na cama, a desordem, o mau humor, a passividade perante os problemas dos outros… «Urge que os cristãos - diz o mesmo santo - se convençam desta realidade: não caminhamos junto do Senhor quando não sabemos privar-nos espontaneamente de tantas coisas que o capricho, a vaidade, a vida cômoda, o interesse nos reclamam».
E também as mortificações (e os sofrimentos), que oferecemos a Deus como penitência, para purificar e reparar os nossos pecados: mais um tempo de oração de joelhos, um pequeno jejum, a visita a uma igreja em dia de semana…; e as dores e doenças físicas, os padecimentos morais, as frustrações que nos fazem sofrer, etc. “Tudo isso para ti, Senhor, unido à tua Cruz, para purificar a minha alma pecadora”.
5) Finalmente, as mortificações necessárias para cumprir a Vontade de Deus. A própria oração nos faz ver, quase sempre, o que Deus quer de nós (voltaremos a esse assunto em outra meditação). Para dizer-lhe “sim”, teremos que dizer “não” a algum gosto, plano ou prazer pessoal. Por exemplo, para não deixar de ir à Missa aos domingos. Ou para participar de um apostolado ou de um trabalho social em favor dos necessitados. Ou para ficar em casa à disposição dos que precisam do nosso serviço. São coisas que Deus nos pede. As mortificações que elas exigem são as pontes por onde passa o amor. Do outro lado da ponte da mortificação, feita com amor a Deus e ao próximo, estão os braços e o coração aberto de Cristo Jesus. E, com ele, está a alegria.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
"Eu darei a terra a chuva em seu tempo"
1 Ama, pois, a teu Deus e observa todos os dias aquilo que pede de ti, as suas leis, os seus preceitos e os seus mandamentos. 2 Reconhecei hoje o que não sabem os vossos filhos, que não viram o ensinamento do Senhor vosso Deus: seus grandes feitos, sua mão forte e braço estendido, 3 os sinais e as obras que fez no Egito contra o Faraó, rei do Egito, e contra toda a 19 sua terra ; 4 O que fez com o exército egípcio, com os cavalos e carros, arremessando sobreeles as águas do mar Vermelho, quando vos perseguiam, e o Senhor os destruiu até hoje; 5 O que fez por vós no deserto, até chegardes a este lugar; 6 O que fez com Datã e Abiram, filhos de Eliab, filho de Rúben, quando a terra abriu as entranhas e os tragou junto com suas famílias, tendas e tudo o que lhes pertencia, no meio de todo o Israel. 7 Pois os vossos olhos é que viram todos esses grandes prodígios que o Senhor fez. A posse condicional da terra 8 “Guardai, pois, todos os seus mandamentos que hoje vos prescrevo, para que sejais fortes ede fato tomeis posse da terra em que ides entrar para dela tomar posse, 9 e para que vivais longos anos sobre a terra que o Senhor jurou dar a vossos pais, a eles e à sua descendência, uma terra onde corre leite e mel. 10 Pois a terra em que vais entrar para dela tomar posse não é como a terra do Egito, de onde saíste, onde lançavas a semente e a regavas com os pés, como se rega uma horta. 11 A terra que ides ocupar é uma terra de montes e vales, que bebe a água das chuvas do céu. 12 É uma terra da qual o Senhor teu Deus cuida e pela qual olha continuamente, desde o começo até o fim do ano. 13 Se obedecerdes às ordens que vosprescrevo, amando o Senhor vosso Deus e servindo-o de todo o coração e com toda a alma, 14 eu darei à terra a chuva em seu tempo, a chuva do outono e da primavera, e colhereis o trigo, o vinho e o azeite; 15 darei também pastagem aos campos para teu gado, de modo que poderás comer e te saciar. 16 Mas tomai muito cuidado para que vosso coração não se deixe seduzir e, desviando-vos, sirvais a outros deuses prostrando-vos diante deles. 17 Pois a cólerado Senhor se inflamaria contra vós. Ele fecharia o céu, e já não haveria chuva e a terra já não daria seus frutos, e logo desapareceríeis da boa terra que o Senhor vos dá.Conclusão18 “Gravai estas minhas palavras em vosso coração e em vossa alma; prendei-as como sinal às vossas mãos, e sejam elas como faixas entre os vossos olhos. 19 Ensinai-as a vossos filhos, falando-lhes delas, seja quando estiverdes sentados em casa seja andando a caminho, tanto ao deitardes como ao levantardes. 20 Escreve-as nos umbrais de tua casa e nos portões de tua cidade, 21 para que vossos dias e os dias de vossos filhos sejam tão numerosos na terra que o Senhor jurou dar a vossos pais, como os dias do céu sobre a terra. 22 Pois, se cuidadosamenteguardardes todos estes mandamentos que vos prescrevo, amando o Senhor vosso Deus, 20 andando sempre por seus caminhos e apegando-vos a ele, 23 O Senhor expulsará de vossa frente todas estas nações, e despojareis nações mais numerosas e mais poderosas do que vós.24 Qualquer lugar que pisar a planta de vossos pés será vosso. As vossas fronteiras se estenderão desde o deserto do Líbano e desde o rio Eufrates até o mar ocidental. 25 Ninguém poderá resistir-vos. O Senhor vosso Deus espalhará, como vos disse, o medo e o terror de vós sobre toda a terra em que puserdes o pé.
Deuteronômio 11, 1-25 Bíblia da CNBB
quarta-feira, 13 de junho de 2012
"A veste branca"
Jesus é arrastado, pela manhã, de Pilatos a Herodes: em que estado! A última parte da
noite foi tão dolorosa! Aquela sala baixa de onde saímos, aquela coluna, venerada ainda
hoje em Jerusalém, onde Ele se assentara, aquela oliveira do pátio de Caifás a que teria
estado preso enquanto os soldados cobravam alento para a obra bebendo, outras tantas
testemunhas daquela espantosa agonia!
Passa Ele pois pelas ruas, com as vestes sujas, o rosto inchado de bofetadas, a barba
esquálida, embaraçada e cheia de escarros, sempre atado. Quando O vêem passar,
desviam a cabeça... ousaremos dizê-lo? Depois do que disse o profeta, sim: é uma Face
nojenta. Não está bastante ensangüentada para excitar a compaixão; está suja demais,
por demais desfeita, para não suscitar o nojo.
Ó meu Deus, perdão por este termo repugnante, mas é o verdadeiro, nada se deve mudar
ao que disse o Espírito Santo.
Tem Ele os braços amarrados, o rubor da confusão cobre-Lhe os pontos do rosto que
não sujam os escarros e a poeira: não pode nem enxugar a Face nem esconder o pranto
que corre.
Jesus deve ter chorado muitas vezes na Sua Paixão.
Ei-lO em presença de Herodes, de pé, pálido e desfeito; um arrepio de nojo percorre a
elegante assembléia. Não podiam tê-lO modificado? Quando menos lavá-lO?
Atormentam-nO com perguntas; lisonjeiam-nO, gabam-nO; Ele se cala; desatam-Lhe as
mãos para que execute passes. Jesus se cala, pendem-Lhe imóveis os braços. Instam
então com Ele, a impaciência reponta:
“O quê?! Eu antecipei o meu levantar, atrapalhei o meu dia, convoquei a minha corte,
pra Te ver, pra Te ouvir!”
E Jesus se cala. – “Que doido estúpido é este, ignorante das conveniências e usanças do
mundo, que Pilatos me despachou?”
– “É vosso rival, Herodes, intitula-se Rei dos judeus”.
– “Belo Rei na verdade! Vamos vesti-lO de Rei, preciso tirar o meu proveito; prometi
um divertimento à minha corte: já que Ele não nos quer divertir, divertir-nos-emos nós a
custa dEle”.
Trazem a veste branca, passam-Lha, menosprezam-nO. E Jesus mantêm-se firme, face a
Herodes, e despreza nEle o mundo.
Eis porque se cala.
Padre Luís Perroy. S. J.
Editora Vozes
1957
IMPRIMATUR
Por comissão especial do Exmo. e Revmo. Sr. Dom Manuel Pedro da Cunha Cintra,
Bispo de Petrópolis, Frei Desidério Kalver-Kamp, O.F.M Petrópolis, 19-11-1957
domingo, 10 de junho de 2012
"Homens e mulheres substituíram a relação natural por uma relação antinatural"
18 Ao mesmo tempo revela-se, lá do céu, a ira de Deus contra toda impiedade e injustiça humana, daqueles que por sua injustiça reprimem a verdade. 19 Pois o que de Deus se pode conhecer é a eles manifesto, já que Deus mesmo lhes deu esse conhecimento. 20 De fato, as perfeições invisíveis de Deus – não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade – são percebidas pelo intelecto, através de suas obras, desde a criação do mundo. Portanto, eles não têm desculpa: 21 apesar de conhecerem a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe deram graças. Pelo contrário, perderam-se em seus pensamentos fúteis, e seu coração insensato se obscureceu. 22 Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos 23 e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma imagem de seres corruptíveis, como: homens, pássaros, quadrúpedes, répteis. 24 Por isso, Deus os entregou, dominados pelas paixões de seus corações, a tal impureza que eles desonram seus próprios corpos. 25 Trocaram a verdade de Deus pela falsidade, cultuando e servindo a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. 26 Por tudo isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: tanto as mulheres substituíram a relação natural por uma relação antinatural, 27 como também os homens abandonaram a relação sexual com a mulher e arderam de paixão uns pelos outros, praticando a torpeza homem com homem e recebendo em si mesmos a devida paga de seus desvios. 28 E, porque não aprovaram alcançar a Deus pelo conhecimento, Deus os entregou ao seu reprovado modo de pensar. Praticaram então todo tipo de torpeza: 29 cheios de injustiça, iniquidade, avareza, malvadez, inveja, homicídio, rixa, astúcia, perversidade; intrigantes, 30 difamadores, abominadores de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, tramadores de maldades, rebeldes aos pais, 31 insensatos, traidores, sem afeição, sem compaixão. 32 E, apesar de conhecerem o juízo de Deus que declara dignos de morte os autores de tais ações, não somente as praticam, mas ainda aprovam os que as praticam.
Você acha monótono rezar o terço?
[Há monotonia porque falta Amor , São Josemaria]
Você reza o terço? Já viu imagens de Nossa Senhora representando-a tal como apareceu em Lourdes e em Fátima? Maria está com o terço na mão. Ela acompanhou silenciosamente, passando as contas, o terço que a menina Bernardete rezava na gruta de Lourdes. E, em Fátima, também com o terço na mão, a Santíssima Virgem pediu aos Três Pastorinhos que o rezassem todos os dias.
Tomara que algum dia você possa dizer, como o Papa João Paulo II: «O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade!». Mas, para isso, será preciso que comece a rezá-lo e, se já o reza com frequência, que aprenda a fazê-lo cada dia melhor. Vamos ver como podemos fazer isso.
Primeiro, vencer as dificuldades:
1) Uma primeira dificuldade: “Não sei rezar o terço”, “Não conheço os vinte ‘mistérios’ (ou seja, os cinco correspondentes a cada um dos quatro ‘terços’ que compõem o rosário), não os sei de cor”. Solução: comprar logo, ou pedir a alguma pessoa amiga, algum folheto ou livrinho de orações (há muitos!) que traga a explicação dessa oração: como rezá-lo, quais são os mistérios, que mistérios devem ser rezados nos diferentes dias da semana… É fácil. Pessoas simples aprenderam tudo isso em pouco tempo. Se você “quer”- se “quer” mesmo – não lhes ficará atrás.
Um esclarecimento: a pessoa que o reza sem conhecer ou lembrar os “mistérios” faz, mesmo assim, uma oração válida, ainda que, naturalmente, ele fique incompleto (mas é melhor rezá-lo incompleto do que não rezá-lo).
2) Segunda dificuldade: “Não tenho terço” (o instrumento, o terço material, com as contas, a cruzinha, etc.; ou então o terço em forma de anel, que se usa girando no dedo). Compre-o, que é baratíssimo, e, enquanto não o tiver, conte nos dedos. Mas tenha em conta que vale a pena usar o terço material: se o seu terço (de contas ou de anel) foi bento por um padre ou diácono, ao usá-lo para rezar você ganhará indulgências (Por sinal, você sabia que pode ganhar nada menos que a indulgência plenária – com as devidas condições -, quando o reza em família, ou comunitariamente, num grupo?).
3) Terceira dificuldade: “Não tenho tempo de rezar o terço”. Essa desculpa “não gruda”. O terço pode ser rezado, se for preciso, andando pela rua, fazendo exercício físico de corrida, indo de ônibus, metrô ou trem, guiando carro (melhor do que se irritar com o trânsito), na sala de espera do médico ou do laboratório, em casa, entre outros. E pode rezá-lo sentado, andando, de joelhos e até deitado (se estiver doente ou em repouso forçado, etc.).
Por sinal, não sei se sabe que, nas livrarias católicas, são vendidos CDs com o rosário e que também há arquivos em áudio para player portátil. Basta ligar o áudio e ir respondendo ou acompanhando o que ouve.
4) Finalmente, a dificuldade mais comum é a aparente monotonia. “Dizemos sempre a mesma coisa”. “A repetição de tantas Ave-Marias acaba ficando mecânica, cansativa, sem sentido”. “De que adianta fazer uma oração tão repetitiva, que fica rotineira, parece oração de papagaio…”?
Deus faça que, após tê-las lido e, sobretudo, depois de tentar aplicá-las, você dê a razão às palavras de São Josemaria: «Há monotonia porque falta Amor».
Padre Francisco Faus
http://www.padrefaus.org/
"Terço contra maldições, magias e dependências negativas"
INÍCIO DO TERÇO CONTRA MALDIÇÕES,
MAGIAS E DEPENDÊNCIAS NEGATIVAS
·
Louvor à Santíssima Trindade:
Em louvor à Santíssima Trindade, reza-se na sequência o Credo
(Segurando a Cruz), um Pai-Nosso, Três Aves-Maria e um Glória ao Pai.
·
Oração Posterior ao Louvor à
Santíssima Trindade:
Eu creio que Deus me liberta da falta de perdão, de todo o ódio,
raiva, ira que existem dentro de mim. Eu creio que Deus tem o poder de
libertar o meu interior de todos os ressentimentos, mágoas, frustrações,
sentimentos de vingança, de orgulho, de medo, de soberba, que atualmente me
afastam da vontade de divina. Oh, meu Jesus, tende misericórdia de mim e
perdoe esta minha conduta má. Lava este meu coração que é tão difícil de
perdoar. Amém.
·
Nas Contas Grandes, no lugar do
Pai-Nosso, reza-se:
Eu venho a ti, Senhor Jesus, como meu único libertador. Tu conheces
todos os meus problemas, todas as coisas que me amarram, me atormentam, me
corrompem e incomodam. Em teu nome, Senhor Jesus, eu me recuso a aceitar
qualquer coisa de satanás e me desligo de todos os espíritos das trevas, de
toda influência negativa e maligna, de todo cativeiro satânico, de todo
espírito em mim que não seja espírito de Deus.
Pelo poder do nome de Jesus Cristo, filho unigênito do Pai Celeste, eu
ordeno a todos os espíritos relacionados com satanás que nos deixem agora e
não voltem nunca mais, prostrando-se aos pés da Santa Cruz de Jesus Cristo,
para todo o sempre.
Confesso que meu corpo é tempo do Espírito Santo. Estou redimido,
lavado, santificado, justificado pelo Sangue de Jesus Cristo. Portanto,
satanás não tem lugar em mim e nenhum poder sobre mim, por causa do sangue de
Jesus Cristo. Amém, amém, aleluia!
·
Nas Contas Pequenas, no lugar da
Ave-Maria, reza-se:
Jesus Cristo, liberta-me de todas as maldições, magias, dependências
negativas, prisões demoníacas e cativeiros satânicos, existentes em mim e em
minha linha de família. Liberta-me Senhor!
·
No final de cada Dezena, Reza-se a
oração de Exorcismo:
Levanta-se Deus, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, de
São Miguel Arcanjo,de todas as milícias celestes e sejam dispersos seus
inimigos e fujam de sua face todos os que O odeiam, em Nome do Pai, do Filho,
e do Espírito Santo. Amém.
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