sexta-feira, 21 de junho de 2013

São Luiz Gonzaga

Parece incrível, mas o nascimento do santo que celebramos dia 21 de Junho foi saudado com numerosos disparos de artilharia, na manhã de 9 de Março de 1568. Luiz era, de fato, o primeiro filho que assegurava a descendência do Marquês Ferrante Gonzaga, rico e nobre senhor de Mântua, Itália. Os parentes achavam que o garoto deveria seguir a carreira militar como seu pai. Por isso, ele foi enviado à Corte de Florença para aprimorar sua educação.
Ali, não foram as armas e as mordomias que chamaram a atenção do jovem Luiz, mas a corrupção da Corte. Luiz Gonzaga a ela consagrando-se a Deus pelo voto da castidade.
Finalmente foi enviado para a corte mais faustosa do mundo, do Imperador da Espanha, como pajem do primogênito do rei Filipe II. Quando Luiz voltou, seu pai notou que o filho não era mais o mesmo. Luiz foi percebendo, dia após dia, que o luxo e a riqueza eram "vaidade das vaidades". Queria investir sua vida e seus dons em algo mais significativo e duradouro. Em carta, escreveu que "não convém que nos julguemos grandes por causa do nosso nascimento. Também os príncipes são cinzas como os pobres: são talvez cinzas até piores.
Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Renunciou à sua herança e foi estudar no colégio dos jesuítas, em Roma. Ali, sua humildade, mortificação, pureza e mais que tudo, sua intensa vida espiritual e moral, surpreendeu seu diretor espiritual, São Roberto Belarmino. Um dia, um colega lhe perguntou durante o recreio: "O que você faria se soubesse que daqui a pouco morreria? "Continuaria brincando", respondeu Luiz seguramente. Como vivia sempre fazendo a vontade de Deus, sentia-se pronta para ser chamado a qualquer hora.
Quando, em 1590, a peste atingiu Roma, Luiz, com seus colegas, fez o melhor para dar assistência aos milhares de empestados. Contudo, um ano depois, também Luiz morreu devido a peste a ao esgotamento. Tinha 23 anos de idade. Sua dedicação ao pobres e doentes, sua vida casta e sua vida interior fizeram dele um dos modelos mais perfeitos da juventude.
Luiz Gonzaga foi beatificado 14 anos após a morte, estando ainda viva a sua mãe! São Luiz é patrono da juventude e o seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Frei Jorge Hartmann - OFM

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Até onde Deus já entrou na minha vida?

Muitos de nós ouvimos quase que diariamente leituras, passagens, frases biblicas ou comentários que nos revela Jesus Cristo. Mas será que realmente temos esta intimidade com Jesus Cristo? Até onde você conhece Jesus Cristo, até onde você deixou Ele entrar em sua vida. É possível uma frase Dele dita, lida ou ouvida capaz de mudar o seu dia?
E notável que muitas pessoas que vivem o dia-a-dia da igreja, ainda não tiveram o verdadeiro encontro com Ele, ainda não se entregaram e muito menos depositaram sua confiança totalmente Nele.
Outro dia estava na capela de uma igreja rezando quando fui obrigado a parar de rezar por ouvir ao meu lado comentários frios não condizentes com a situação, ou seja, estava na capela em silêncio e uma Ministra da Eucaristia começou a conversar com tom de voz normal de como se estivesse na rua.
Temos outro clássico exemplo da vida de Pedro que caminhava com Jesus Cristo, porém só mais tarde teve seu coração e sua vida transformada por Ele. Pedro convivia com Cristo diariamente mais ainda não tinha tido o encontro profundo com Ele.
Sem contar que hoje nos é oferecido um Deus que resolve tudo, um Deus que é moldado de acordo com nossas situações e exigências como se suas curas, bençãos, milagres estivessem expostos em uma prateleira e fossem acessíveis a qualquer hora, de qualquer jeito e em qualquer lugar.
Banalizamos muito os valores da igreja, os sacramentos, a importância da Santa Missa. Não mais representamos Cristo como Ele quer que o façamos; talvez o interesse por coisas passageiras seja mais interessante do que passarmos momentos inesquecíveis com Ele; já que muitos de nos pensamos que tudo começa e termina aqui!
Desejo ardentemente que você encontre Jesus Cristo de uma maneira plena e cheia do Espirito Santo, que minutos do seu dia-a-dia com Ele seja mais importante do que qualquer outra coisa. E que voce queira verdadeiramente este encontro com Ele para que a sua vida seja transformada.

"COM O CORAÇÃO SE PEDE. COM O CORAÇÃO SE PROCURA. COM O CORAÇÃO SE BATE, E É COM O CORAÇÃO QUE A PORTA SE ABRE" Santo Agostinho.

 FONTE: Filhos Espirituais de Pe. Pio

O descortinar do mistério divino

 Em seguida aconselhado a voltar a mim mesmo, recolhi-me ao coração,
conduzido por Vós. Pude fazê-lo, porque Vos tornastes meu auxílio.
Entrei, e, com aquela vista da minha alma, vi, acima dos meus olhos interiores e acima do meu espírito, a Luz imutável. Esta não era o brilho vulgar que é visível a todo o homem, nem era do mesmo gênero, embora fosse maior. Era como se brilhasse muito mais clara e abrangesse tudo com a sua grandeza. Não era nada disto, mas outra coisa, outra coisa muito diferente de todas estas.
Essa Luz não permanecia sobre o meu espírito como o azeite em cima da água, ou como o céu sobre a terra, mas muito mais elevada, pois Ela própria me criou e eu sou-lhe inferior, porque fui criado por Ela.
Quem conhece a Verdade conhece a Luz Imutável, e quem a conhece conhece a Eternidade. O Amor conhece-a! Ó Verdade eterna, Amor verdadeiro, Eternidade adorável! Vós sois o meu Deus! Por Vós suspiro noite e dia. Quando pela primeira vez Vos conheci, erguestes-me para que aprendesse a existência d'Aquele que era objeto do meu olhar. Mas eu ainda não era capaz de ver! Deslumbrastes a fraqueza da minha íris,
brilhando com veemência sobre mim. Tremi com amor e horror. Pareceu-me estar longe de Vós numa região desconhecida, como se ouvisse a vossa voz lá do alto: "Sou o pão dos fortes; cresce e comer-Me-ás. Não Me transformarás em ti como ao alimento da tua carne, mas mudar-te-ás em Mim". At 17,28  Rom 1,25.
Assim sucede na Eucaristia. Porém a frase refere-se à Sabedoria Divina. Conheci que, "por causa da iniqüidade, castigastes o homem e secastes a minha alma como teia de aranha". E disse:
"Porventura não existe a verdade, pelo fato de não estar espalhada por espaços finitos nem infinitos?"
Vós respondestes-me de longe: "Sim, Eu sou o que Sou". E ouvi como se ouve no coração, sem ter motivo algum para duvidar. Mais facilmente duvidaria da minha vida do que da existência da Verdade, cujo conhecimento se apreende por meio das coisas criadas.

SANTO AGOSTINHO - Os Pensadores

terça-feira, 18 de junho de 2013

Visita ao Santissimo I

Vinde pois, Senhor, vinde e metei-vos dentro do meu coração, e fechai sobre vós a porta para sempre, para que não entre criatura alguma a tomar parte daquele amor, que eu quero empregar todo em vós somente. Ah meu amado Redemtor! Falai dentro do meu coração, que o vosso servo ouve; mandai Senhor, que eu quero
fielmente obedecer-vos; e se alguma vez não vos obedecer perfeitamente, castigai-me, até que eu fique advertido e resoluto a agradar-vos como vós quereis: fazei que eu não deseje outra coisa, nem busque outro contentamento mais que o de servir-vos, de visitar-vos muitas vezes sobre os sagrados altares, e de receber-vos na Sagrada Communhão. Quem quizer, procure embora outros bens: eu não amo, nem desejo
outra coisa mais o tesouro do vosso amor: isto é o que sempre ei de buscar, isto é o que sempre ei de pedir diante dos santos altares. Fazei que eu me esqueça de mim, para que me lembre só da vossa bondade infinita.
Serafins bem aventurados, eu não vos tenho inveja pela gloria, mas sim pelo amor que tendes ao vosso, e meu Deus; ensinai-me o que hei de fazer, para servi-lo, e ama-lo.

Minha vontade está promta
Para seguir-vos, Senhor,
Sejão firmes meus desejos,
Seja firme o meu amor.
Quem me déra estar seguro
De nunca mais ofender-vos;
Meu Deus, quem me déra ser
O maior de vossos servos.
Meu coração vos pertence,
Meu adoravel Senhor,
Prendei-o bem preso ao vosso
Com prisões de puro amor.
Governai, meu bom Jesus,
Governai meu coração,
Não consintais que nele entre
A menor imperfeição.
Que mais pode apetecer
Um verdadeiro Cristão,
Do que amar sempre seu Deus
Com todo o seu coração?
Bendito e louvado seja
O meu Jesus adorado,
Bendito seja para sempre
O meu Deus Sacramentado
Logo concluirá com a Communhão Espiritual, (que vai a pag. 11)
[1] e depois fará a visita a Maria

Santissima, diante d'alguma Imagem sua


VISITAS AO SANTISSIMO SACRAMENTO E A MARIA
SANTISSIMA PARA TODOS OS DIAS DO MEZ.
ACTOS DE PREPARAÇÃO E DE ACÇÃO DE GRAÇAS PARA A
SAGRADA COMUNHÃO.
MODO DE REZAR A COROA DAS DORES DE NOSSA SENHORA, E
ACTOS QUE DEVE FAZER O CHRISTÃO TODOS OS DIAS.
LINDA EDIÇÃO DE NOVAS ORAÇÕES, E A NOVENA AO SANTISSIMO,
E DEVOÇÕES A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA ROCHA.
LISBOA

domingo, 16 de junho de 2013

Silêncio diante de Deus

Silêncio, alma dessa Palavra de Deus, de que o Homem vive e se alimenta. Sombra dessa
voz, que nos chama, para a presença silenciosa e fecunda do amor. O silêncio é a
homenagem que a Palavra presta ao Espírito!
Caríssimos irmãos: O silêncio é, na verdade, uma virtude fundadora, que permite ao
Homem cair em si para ouvir o essencial, para se inclinar à voz discreta do Espírito
Santo, seu Mestre interior! Também Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.
E nós somos chamados com ele, ao mesmo silêncio. «Confia tranquilo no Senhor», «em
silêncio, abandona-te ao Senhor» (Sal.37,7) – apela o Salmista.
Comecemos, desde já, por fazer, provocar e oferecer esse silêncio na celebração da
Eucaristia.
Façamos o silêncio “necessário para o recolhimento, a interiorização, a oração interior. Não é
vazio, ausência, mas antes presença, receptividade, reacção perante Deus que nos fala, aqui e agora, e actua para nós”(CCDDS, Sugestões 28). Deste modo, corresponderemos ao desafio final e essencial da Igreja para este Ano da Eucaristia:
“Não peço – diz-nos o Santo Padre - que se façam coisas extraordinárias, mas que todas
as iniciativas sejam marcadas por profunda interioridade. Mesmo que o fruto deste Ano
fosse apenas o de reavivar em todas as comunidades cristãs a celebração da Missa
dominical e de incrementar a adoração eucarística fora da Missa, este Ano de graça teria conseguido um resultado significativo” (MND 29).
Cultivemos o silêncio, tão importante, na celebração, como no coração e na vida.
Aprendamos, desde aqui, a prática do silêncio, como atitude do coração: “Permanece
em silêncio diante do Senhor” (Sal.37,7); pois graças ao silêncio, o homem mergulha em si
mesmo e descobre a sua essência espiritual que o funda!
Do coração da Eucaristia, tomemos o silêncio como atitude de vida: Façamos o silêncio,
necessário ao estudo e às aulas, porque no domínio do pensamento, o silêncio é
indispensável. É Ele que nos permite a concentração, o recolhimento próprio para a
reflexão.
Façamos ainda o silêncio necessário à oração pessoal «Na verdade a oração, com os seus
diversos matizes – de louvor, de súplica, de invocação, de grito, de lamento, ou de agradecimento – ganha corpo a partir do silêncio» (CCDDS, Sugestões, 28)

Silêncio por favor. Permaneçamos em silêncio, diante do Senhor! (Sal.37,7)
Silêncio, alma dessa Palavra de Deus, de que o Homem vive e se alimenta. Sombra dessa
voz, que nos chama, para a presença silenciosa e fecunda do amor. O silêncio é a
homenagem que a Palavra presta ao Espírito!
Caríssimos irmãos: O silêncio é, na verdade, uma virtude fundadora, que permite ao
Homem cair em si para ouvir o essencial, para se inclinar à voz discreta do Espírito
Santo, seu Mestre interior! Também Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.
E nós somos chamados com ele, ao mesmo silêncio. «Confia tranquilo no Senhor», «em
silêncio, abandona-te ao Senhor» (Sal.37,7) – apela o Salmista.
Comecemos, desde já, por fazer, provocar e oferecer esse silêncio na celebração da
Eucaristia.
Façamos o silêncio “necessário para o recolhimento, a interiorização, a oração interior. Não é
vazio, ausência, mas antes presença, receptividade, reacção perante Deus que nos fala, aqui e agora, e actua para nós”(CCDDS, Sugestões 28). Deste modo, corresponderemos ao desafio final e essencial da Igreja para este Ano da Eucaristia:
“Não peço – diz-nos o Santo Padre - que se façam coisas extraordinárias, mas que todas
as iniciativas sejam marcadas por profunda interioridade. Mesmo que o fruto deste Ano
fosse apenas o de reavivar em todas as comunidades cristãs a celebração da Missa
dominical e de incrementar a adoração eucarística fora da Missa, este Ano de graça teria conseguido um resultado significativo” (MND 29).
Cultivemos o silêncio, tão importante, na celebração, como no coração e na vida.
Aprendamos, desde aqui, a prática do silêncio, como atitude do coração: “Permanece
em silêncio diante do Senhor” (Sal.37,7); pois graças ao silêncio, o homem mergulha em si
mesmo e descobre a sua essência espiritual que o funda!
Do coração da Eucaristia, tomemos o silêncio como atitude de vida: Façamos o silêncio,
necessário ao estudo e às aulas, porque no domínio do pensamento, o silêncio é
indispensável. É Ele que nos permite a concentração, o recolhimento próprio para a
reflexão.
Façamos ainda o silêncio necessário à oração pessoal «Na verdade a oração, com os seus
diversos matizes – de louvor, de súplica, de invocação, de grito, de lamento, ou de agradecimento – ganha corpo a partir do silêncio» (CCDDS, Sugestões, 28)

Silêncio por favor. Permaneçamos em silêncio, diante do Senhor! (Sal.37,7)

Permanecemos em silêncio diante do Senhor

Silêncio, alma dessa Palavra de Deus, de que o Homem vive e se alimenta. Sombra dessa voz, que nos chama, para a presença silenciosa e fecunda do amor. O silêncio é a homenagem que a Palavra presta ao Espírito!
Caríssimos irmãos: O silêncio é, na verdade, uma virtude fundadora, que permite ao Homem cair em si para ouvir o essencial, para se inclinar à voz discreta do Espírito
Santo, seu Mestre interior! Também Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto.
E nós somos chamados com ele, ao mesmo silêncio. «Confia tranquilo no Senhor», «em silêncio, abandona-te ao Senhor» (Sal.37,7) – apela o Salmista.
Comecemos, desde já, por fazer, provocar e oferecer esse silêncio na celebração da Eucaristia.
Façamos o silêncio “necessário para o recolhimento, a interiorização, a oração interior. Não é vazio, ausência, mas antes presença, receptividade, reacção perante Deus que nos fala, aqui e agora, e actua para nós”(CCDDS, Sugestões 28). Deste modo, corresponderemos ao desafio final e essencial da Igreja para este Ano da Eucaristia:
“Não peço – diz-nos o Santo Padre - que se façam coisas extraordinárias, mas que todas as iniciativas sejam marcadas por profunda interioridade. Mesmo que o fruto deste Ano fosse apenas o de reavivar em todas as comunidades cristãs a celebração da Missa dominical e de incrementar a adoração eucarística fora da Missa, este Ano de graça teria conseguido um resultado significativo” (MND 29).
Cultivemos o silêncio, tão importante, na celebração, como no coração e na vida.
Aprendamos, desde aqui, a prática do silêncio, como atitude do coração: “Permanece em silêncio diante do Senhor” (Sal.37,7); pois graças ao silêncio, o homem mergulha em si mesmo e descobre a sua essência espiritual que o funda!
Do coração da Eucaristia, tomemos o silêncio como atitude de vida: Façamos o silêncio, necessário ao estudo e às aulas, porque no domínio do pensamento, o silêncio é indispensável. É Ele que nos permite a concentração, o recolhimento próprio para a reflexão.
Façamos ainda o silêncio necessário à oração pessoal «Na verdade a oração, com os seus diversos matizes – de louvor, de súplica, de invocação, de grito, de lamento, ou de agradecimento – ganha corpo a partir do silêncio» 

(CCDDS, Sugestões, 28)!
Silêncio por favor. Permaneçamos em silêncio, diante do Senhor! (Sal.37,7)