quinta-feira, 31 de maio de 2018

Qual a origem da festa de Corpus Christi?

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas.
Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.
A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.
Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.
Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.
Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.
Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.
Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
Eucaristia: Presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados
Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.
Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:
A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.
O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.
Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.
São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.
Todas as células e glóbulos continuam vivos.
A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!).
Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.
A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.
O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!
Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A humildade esmaga o demônio

Imagem relacionada
Uma coisa não sei fazer

A humildade esmaga o demônio. A humilíssima Virgem esmaga a cabeça do diabo, aquele que queria ser semelhante ao Altíssimo (cf. Is 14,14) está com a cabeça sob os pés d'Aquela que quer ser somente 'Serva do Senhor' (cf. Lc 1,38) E quem for humilde participa do poder da Imaculada de esmagar a cabeça do demônio. S. Macário foi um dos grandes padres do deserto. Teve que lutar muito contra o demônio. Um dia o viu chegar com uma forca de fogo na mão. S. Macário ajoelhou-se e humilhou-se junto ao Senhor e a forca caiu da mão do demônio, que exclamou com ódio: "Escuta, Macário: tu tens boas qualidades, mas eu tenho mais; tu comes e dormes pouco, mas eu nunca os faço; tu fazes milagres e eu também faço prodígios; mas uma coisa tu sabes fazer e eu não: Sabes humilhar-te!" Por isto a humildade é uma força infalível contra Satanás. Por isto S. Francisco de Assis ocupa a cadeira de 
Lúcifer, segundo a visão de Frei Leão. De fato, a quem lhe perguntou o que pensasse de si, S. Francisco respondeu de sentir-se o ser mais repelente da Terra, um verme nojento. Disse ainda que as graças que Deus lhe doou, qualquer um teria dado mais frutos. Esta é a essência da humildade: reconhecer que exclusivamente nós temos somente o pecado. Todo o resto, tudo o que é bom, é de Deus. E cada mínima coisa boa que conseguimos fazer para a vida eterna, nos é possível só pela Graça de Deus (cf. I Cor 4,7; 12,3; II Cor 3,5). Pe Pio disse: 

"Se Deus nos retirar o que nos deu, nós ficaremos somente com os nossos farrapos". 

A humildade é sabedoria

S. Ambrósio dizia que a humildade é o trono da sabedoria. Bem, a Maria devemos pedir esta sabedoria. E queira Ela que nós tenhamos, porque as outras virtudes - diz S. Agostinho - batem à porta do coração de Deus: a humildade abre! Inspiremo-nos nos três episódios evangélicos mais expressivos sobre a humildade. Depois da pesca milagrosa, S. Pedro é transformado pelo prodígio operado por Jesus e não pode controlar-se em prostrar-se e dizer: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador". "Tu serás pescador de homens!" (cf. Lc 5,8-10). Um pobre publicano está no fundo do Templo e não ousa nem levantar o olhar, mas geme humildemente: "Deus, tem piedade de mim, pecador". Jesus nos assegura que ele saiu do Templo purificado, diferente do Fariseu orgulhoso (cf. Lc 18 9-14). 

No Calvário, o bom ladrão confia-se humildemente ao Inocente: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu Reino". E foi impotentemente investido por uma graça que o dispõe em brevíssimo tempo para poder entrar no Reino dos Céus (cf. Lc 23,43). Somos quase tentados a dizer que até Jesus é débil em frente à humildade. Essa é de verdade uma chave que abre o Coração de Deus. A humilíssima Virgem Maria queira dar-nos esta "chave" do coração de Deus. 


Tarefa

- Ler e meditar os 3 episódios de humildades evangélicos citados no texto; 

- Fazer qualquer ato de humildade para reparar tantos pecados de orgulho; 

- Pedir a Maria insistentemente esta virtude.

@filhosespirituaisdepepio

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Longevidade com qualidade de vida

Resultado de imagem para velhinha rezando
A longevidade já não se concretiza mais somente nas denominadas nações desenvolvidas. 
Inclusive no Brasil um sempre maior número de pessoas vive mais, embora nem sempre
com qualidade de vida. É, que, ao contrário do que ocorre em nações mais desenvolvidas,
nós não nos preparamos para esta nova situação. Qualidade de vida não depende somente 
da genética. Depende de inúmeros fatores, entre os quais os econômicos, sociais e 
espirituais. Significativamente além de Jesus Cristo e São João Batista, importantes 
personagens viveram relativamente pouco, mas viveram intensamente.
Isto não significa viver sem contrariedades.
Significa viver profundamente o amor a Deus
e ao próximo e em comunhão com as criaturas.

Frei Antônio Moser, OFM

Procurar Jesus na Eucaristia

O cristianismo é essencialmente uma Pessoa viva: Jesus.
Ora, não há nenhum ”lugar” onde possamos encontrar Cristo vivo melhor do que na Eucaristia.
Gosto muito de um quadro natalino de Gentile da Fabriano, que se encontra na Galleria degli Uffizi, em Florença. O Menino Jesus, no colo da Mãe, acaricia com a mãozinha esquerda a calva de um dos três Magos, que está prostrado a seus pés. Uma cena familiar, como um netinho com o avô.
Pois bem, esse Jesus amoroso, cheio de ternura é o mesmo que encontramos ─ feito pão vivo ─ na Eucaristia. Podemos encontrá-lo, assim, intimamente:
─ quando o adoramos na elevação da Hóstia consagrada na Missa («Meu Senhor e meu Deus!»)
─ quando o recebemos na Sagrada Comunhão («Bem-vindo a mim, Jesus!»)
─ quando o visitamos presente no Sacrário («Creio que estás aqui, que me vês, que me ouves!»).
Estamos, sem dúvida, diante do maior mistério do Amor de Deus, pois na Eucaristia Jesus não só se faz presente, como atualiza o mistério pascal ─ cume da sua vida e sua entrega ─ , ou seja, o mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição redentoras. Se o cético Tomé ficou desvanecido ao apalpar com suas mãos as chagas de Jesus ressuscitado, pense que nós o “apalpamos” todas as vezes que comungamos.
«Na santíssima Eucaristia ─ escreveu são João Paulo II ─ está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo[1]
»A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d’Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação…
»Esta obra não fica circunscrita no passado, pois tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente»[2].
Paremos agora uns momentos para deixar o coração prorromper em propósitos (talvez unidos a lágrimas) de amar muitíssimo mais a Eucaristia. Mas de amar de modo prático, com obras e de verdade.
Que tristeza nos deveria produzir a lembrança do nosso frequente descaso da presença do Senhor nesse mistério. Amor com amor se paga. Nós, muitas vezes já o pagamos com gelada indiferença.
Que fazer, então? Simplesmente, procurá-lo com mais força e amor na Eucaristia:
  • Primeiro, participando da Santa Missa todos os domingos e dias de preceito… e, sendo possível, aumentando a assistência, até chegar à participação diária ou quase diária.
  • Em segundo lugar, decidindo-nos a comungar com a maior frequência possível, sempre que tenhamos as devidas disposições, e confessando-nos antes, se alguma falta de mais entidade nos impede de comungar.
  • E ainda, dispondo-nos a visitá-lo, se possível diariamente, no Sacrário, mesmo que só possamos permanecer junto dele ─ no silêncio de uma igreja ou capela ─ por uns poucos minutos.
A respeito da visita ao Santíssimo, são João Paulo II abria a sua alma com palavras tocantes: «É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela “arte da oração”, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento?
»Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!… A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça… Uma comunidade cristã que queira contemplar melhor o rosto de Cristo, não pode deixar de desenvolver também este aspecto do culto eucarístico, no qual perduram e se multiplicam os frutos da comunhão do corpo e sangue do Senhor»[3].
Do livro de F. Faus Procurar, encontrar e amar a Cristo, Cultor de Livros 2018
_________________________________________
[1] Concílio Vaticano II, Decreto Presbyterorum Ordinis, n. 5
[2] Encíclica Ecclesia de Eucaristia, n. 11
[3] Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 25«

Que encontres Cristo

Imagem relacionada
Um oceano sem fundo

São Paulo, na Carta aos efésios usa uma expressão muito sugestiva. Fala de que a mim, o menor de todos os cristãos, coube-me a graça de anunciar entre os pagãos as insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3,8).
Ele tem consciência de que o mistério de Cristo é como um oceano sem fundo, insondável, onde por mais que se penetre, nunca se chega ao fim.
Confesso-lhe que me produz tristeza e malestar ouvir alguém que, quando lhe sugiro que leia diariamente o Evangelho, me responde: «Os Evangelhos, eu já li». É como um soco, não no estômago, mas no coração. Como é possível?
Uma pessoa pode viver cem anos, meditando cada dia atentamente o Evangelho, e dar-se conta de que não captou senão uma pequena parte dos tesouros que nele se encerram.
«Alegra-te pelo que entendeste ─ dizia santo Efrém, o Sírio ─ , e não te entristeças pelo que ainda fica por compreender. O sedento alegra-se quando bebe e não se entristece porque não pode esgotar a fonte… Quando voltares a ter sede poderás de novo beber dela… O que por tua fraqueza não conseguiste captar em um determinado momento, poderás captá-lo em outra ocasião, se perseverares»[1].
Por isso, o cristão que diz «já li o Evangelho, já o conheço», pode estar certo de que ainda não encontrou Cristo. Adquiriu, quando muito, uma informação superficial e fragmentária, mas não encontrou Jesus.
São João da Cruz nos incentiva com uma comparação muito bela: «Assim, há muito que aprofundar em Cristo, sendo Ele qual abundante mina com muitas cavidades cheias de ricos veios, e por mais que se cave, nunca se chega ao termo, nem se acaba de esgotar; ao contrário, se vai achando em cada cavidade novos veios de novas riquezas, aqui e ali, conforme testemunha são Paulo quando disse do mesmo Cristo: Em Cristo estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e ciência (Cl 2,3)»[2].
Na sua primeira encíclica, A alegria do Evangelho, o Papa Francisco ilustrava este mesmo pensamento: «Cristo é a Boa Nova de valor eterno (Ap 14,3), sendo o mesmo ontem, hoje e pelos séculos (Hb 13,8), mas a sua riqueza e a sua beleza são inesgotáveis. Ele é sempre jovem, e fonte de constante novidade. A Igreja não cessa de se maravilhar com a profundidade de riqueza, de sabedoria e de ciência de Deus (Rm 11,33)… Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas…»[3].
De que condições precisamos para encontrar cada vez mais as insondáveis riquezas de Cristo?
Vou responder com palavras de são Josemaria já citadas em textos anteriores: «Purifica-te. Clarifica o teu olhar com a humildade e a penitência. Depois… não te hão de faltar as luzes límpidas do Amor. E terás uma visão perfeita»[4].
Sobre a base da fé, que é o alicerce imprescindível, fazem-nos falta, portanto, duas coisas:
  • Purificar-nos, procurar limpar o nosso coração
  • Clarificar o nosso olhar espiritual com a humildade e a penitência
Do livro de F. Faus Procurar, encontrar e amar a Cristo, Cultor de Livros 2018
________________
[1] Diatéssaron 1, 18-19
[2] Cântico espiritual, canção 37, 4
[3] Carta encíclica Evangelii Gaudium, n. 11
[4] Caminho, n. 212

9 ideias para rezar o terço quando você está muito ocupado

Rezar o terço é muito mais simples (e maravilhoso) do que você imagina

Decidi que rezar o terço diariamente será uma prioridade na minha vida. Se você acha que não dispõe de 20 minutos para sentar e fazer orações a Maria, meditando sobre os mistérios da vida do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, eu encontrarei 20 minutos em sua ocupada agenda.

Leve em consideração que você não precisa rezar os 5 mistérios de forma contínua, pode dividi-los durante o dia; e não é preciso carregar um terço com você o tempo todo: para isso, você tem 10 dedos que poderão ajudá-lo.

A seguir, apresento 9 ocasiões perfeitamente apropriadas para que você reze o terço hoje, por mais ocupado que esteja o seu dia:


 
1. Enquanto você corre

Você costuma correr, fazer exercício físico? Então pode acompanhar sua atividade física rezando o terço, ao invés de só ouvir música. Na internet, é possível encontrar muitos podcasts e aplicativos que lhe permitem escutar e rezar enquanto você corre.
--


2. No carro

É impressionante como aprendi a rezar o terço enquanto vou de um lugar a outro, enquanto vou ao supermercado, ao posto de gasolina, levar meus filhos à escola ou rumo ao trabalho. Os trajetos de carro costumam durar mais que 20 minutos, então eu os aproveito ativamente. Uso um CD com o terço e o rezo enquanto ouço. Isso me faz sentir como se estivesse rezando em grupo.


--
3. Enquanto você limpa a casa

Reze enquanto você organiza sua mesa de trabalho, enquanto passa o aspirador na sua casa, lava louça ou realiza outros afazeres domésticos. Enquanto reza, pode interceder e abençoar, com sua oração, todos aqueles que se verão beneficiados pelos seus esforços por um lar mais limpo e organizado.

 
--
4. Enquanto você leva o cachorro para passear

Você leva o cachorro para passear diariamente? Aproveitar o tempo de passeio para rezar o terço é muito melhor que deixar sua mente vagando sem sentido. Mantenha-a centrada em Jesus e em Maria!
--
5. Depois do almoço

Tenha um momento de descanso diariamente após seu almoço e aproveite-o para silenciar seu interior e rezar o terço. Nos dias de sol, você pode fazer isso contemplando as maravilhas da natureza que Deus nos deu.

 
--

6. Caminhando em um passeio sozinho

Uma vez por semana, lembre-se de rezar o terço caminhando. Nesses momentos, vale a pena levar o terço e caminhar no ritmo da oração. Outras pessoas poderão ver você rezar, o que acaba sendo uma oportunidade de dar testemunho.

--



7. Antes de deitar para dormir

Este é um momento belíssimo para ter Jesus e Maria como últimos pensamentos em sua mente antes de dormir. O único risco é pegar no sono antes de terminar o terço inteiro. Concentre-se no amor que você tem a Nossa Senhora e a Jesus para manter-se acordado.

--


8. Na igreja

É muito poderoso rezar o terço na presença de Jesus sacramentado e junto a outras pessoas da sua paróquia. Tenha um encontro semanal com Jesus para visitá-lo no Santíssimo Sacramento e rezar o terço em adoração. Ou, se sua paróquia tem a prática do terço em grupo, una-se!

--


9. Enquanto você está esperando

Quantas vezes estamos esperando algo ou alguém ao longo do dia? Na fila do banco, do supermercado, no consultório médico, no ponto de ônibus… você pode rezar pelo menos uma dezena do terço cada vez que espera, e no final do dia terá rezado o terço inteiro.


Que outras opções você tem para rezar o terço em seus dias ocupados? Compartilhe conosco!



Fonte: www.aleteia.org

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Deus das pessoas ocupadas

ZEGAR, DŁOŃ

Se sua vida é corrida e não sobra tempo para quase nada, leia isso!

Quando Deus chamou Moisés, ele estava ocupado com suas ovelhas no monte Horeb.
“Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb.”  (Ex 3, 1)

Quando chamou Gedeão, ele estava peneirando o trigo de uma colheita.
“Depois veio o anjo do Senhor e sentou-se debaixo do terebinto de Efra, que pertencia a Joás, da família de Abieser. Gedeão, seu filho, estava limpando o trigo no lagar, para escondê-lo dos madianitas.” (Jz 6, 11)

Quando procurou Saul, ele estava pegando o burro para seu pai. 
“Tendo-se perdido as jumentas de Cis, pai de Saul, disse aquele ao seu filho: Toma um servo contigo e vai procurar as jumentas.” (1Sm 9, 3)

Quando chamou Eliseu, ele estava arando com doze juntas de bois.
“Elias, partindo dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com doze juntas de bois diante dele; ele mesmo conduzia a duodécima junta. Elias aproximou-se e jogou o seu manto sobre ele.” (1Rs 19, 19)

Quando chamou David, ele estava apascentando as ovelhas. 
“Isaí mandou vir assim os seus sete filhos diante do profeta, que lhe disse: O Senhor não escolheu nenhum deles.E ajuntou: Estão aqui todos os teus filhos? Resta ainda o mais novo, confessou Isaí, que está .pastoreando as ovelhas. Samuel ordenou a Isaí: Manda buscá-lo, pois não nos poremos à mesa antes que ele esteja aqui.” (1Sm 16, 10-11)

Quando chamou Neemias, ele estava servindo o rei. 
“Ah! Senhor, prestai ouvidos à oração deste vosso servo e à oração dos vossos servos que veneram o vosso nome. Dignai-vos hoje dar bom êxito ao vosso servo, e fazei-o ganhar o favor do rei. Eu era então copeiro do rei.” (Ne 1, 11)

Quando chamou Amós, ele estava pastoreando suas ovelhas. 
“Oráculos de Amós, que foi um dos pastores de Técua. Revelações que recebeu acerca de Israel no tempo de Ozias, rei de Judá, e de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do tremor de terra.” (Am 1, 1)

Quando chamou Pedro e André, estavam lançando as redes ao mar. 
“Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.”  (Mt  4, 18)
Quando chamou João e Tiago, estavam consertando suas redes. 
“Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os…” (Mt 4, 21)

Quando chamou Mateus, estava na cobrança dos impostos. 
“Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas. Disse-lhe: Segue-me. O homem levantou-se e o seguiu.” (Mt 9, 9)
Palavra de vida: Nenhum deles estava de braços cruzados. Às vezes pensamos que, quem vai à igreja, é porque não tem nada que fazer. – Daí vem aquele provérbio popular: “Que o demônio nunca te encontre desocupado”.