domingo, 2 de maio de 2021

5 hábitos que dificultam a cura interior




Os bloqueios nos neutralizam, criam uma capa de falsa proteção, obstruindo toda a nossa vida

Sabemos que não estamos sozinhos nessa caminhada, que temos um grande assessor, que é o Espírito Santo. Temos de criar mais intimidade com Ele, porque é Jesus quem nos disse que nos mandaria o Paráclito, o Espírito da verdade, para que Ele viesse e habitasse em nós, e Ele nos revelaria tudo (Jo 14,26). Isso significa crescer na vida emocional e espiritual. Por isso, temos de, a cada situação da nossa vida, pedir ao Espírito Santo que nos auxilie, que não nos deixe fazer coisas erradas, mas sim a coisa certa sempre.

Os bloqueios nos neutralizam, criam como que uma capa de falsa proteção, obstruindo toda a nossa vida e cortando a comunicação do nosso inconsciente com a verdade que temos de viver. Aqui estão os maiores bloqueios para a Cura Interior: falta de perdão, mentira, falta de arrependimento, ressentimento e uso de práticas ocultas.

Primeiro bloqueio – A falta de perdão

Poderíamos até dizer que a falta de perdão é o único e o maior bloqueio para uma verdadeira cura interior. A cura acontece, quase que imediatamente, quando perdoamos e vivemos reconciliados, porque é um mandamento do Senhor que está no livro de Lucas (Lc 6,36-37): “Ser misericordioso como nosso Pai celeste é”. Perdoai e será perdoado: Jesus nos pede para perdoarmos, para rezarmos, amarmos e abençoarmos os nossos inimigos. Se é o inimigo que não quer reconciliação, já tentamos tudo, temos testemunhas de que ele não quer, já confessamos, falamos com a Igreja, Jesus nos pede que deixemos este inimigo ser tratado como um pagão. Assim, devemos nos alegrar, estarmos felizes, pois já não há mais culpa em nosso coração.

Na realidade, quando as pessoas nos ferem, pensamos em revidar, em nos vingar, desejar a ela o mesmo sofrimento, e até nos sentimos bem fazendo isso. No fundo, queremos que o outro sofra por causa das nossas dores. Muitas vezes, a pessoa que nos machucou nem percebeu que fez isso, ele não tem consciência do mal que nos fez, talvez seja uma ignorância dela ou mesmo uma incapacidade, mesmo que seja por maldade involuntária (a pessoa faz por fazer, sem pensar nas consequências). Por isso, Jesus diz que a única maneira de se libertar é perdoar.

Segundo bloqueio – Mentira

A mentira é um grande bloqueio para nossa cura e libertação. Podemos dizer que é quase impossível libertar uma pessoa enquanto ela está mentindo. Por causa do sofrimento, muitas vezes, ela inventa histórias sobre seu sofrimento numa tentativa de se justificar.

O demônio, sabendo disso, vai ficar instigando a pessoa a mentir, porque ele é o pai da mentira (Jo 8,44). As pessoas interagem com as histórias de outros e mistura com a sua, ficam inventando desculpas para sua situação, onde a culpa é sempre do outro, ela é uma vítima, contam fatos que misturam com uma realidade virtual. A primeira coisa é que o demônio é mentiroso, você não pode ficar dando muita atenção a ele, é muito mais necessário você escutar o Espírito Santo.

Terceiro bloqueio – A falta de arrependimento

Temos de nos arrepender quando falhamos. Jesus disse que é melhor que o homem vá para o Céu com um olho só do que com dois ir para o inferno. Pedir perdão a Deus e perdoar a Deus é mais fácil do que pedir perdão aos outros e perdoar ao próximo. Nós temos de pedir perdão ao próximo. Reconhecermos nossos erros é uma grande cura para nós e para os outros. É Jesus quem nos vai dizer que devemos perdoar a quem nos ofendeu setenta vezes sete. Se eu machuquei muitas pessoas na família ou mesmo no trabalho, na escola, no lazer, e se os que eu machuquei estão próximos de mim, então, estou cercado por uma camada de ódio que vai impedir que a cura chegue até mim.

Essa é uma das razões de muitas doenças no mundo, porque as pessoas ferem umas às outras, e, geralmente, são pessoas de sua convivência; então, ela se sente cercada por todos os lados e em guerra constante, machucando-se todos os dias. Isso é uma ferida que não cicatriza nunca, e todos os dias ela é aberta. O arrependimento fica nessa situação entre o perdão e a reconciliação verdadeira.

Não basta apenas pedir perdão e virar as costas, é preciso tentar reparar o mal feito, cicatrizar as feridas, assumindo a culpa do erro, até mesmo colocando a sua vida como reparação, dizendo: “O que eu posso fazer para reparar isso?”. Isso já é um sinal do arrependimento.

Quarto bloqueio – Ressentimento

É um sentimento persistente de desagrado contra alguém, é uma mágoa profunda, uma dor persistente, que gera um conflito profundo na vida da pessoa e faz com que ela perca a intimidade com os outros, perca a alegria de estar perto de alguém. A pessoa busca distanciamento, torna-se agressiva. Ressentimento é algo vivo na lembrança! Mesmo se pedir perdão, a pessoa não quer perdoar e fica guardando por anos a fio a situação. Muitas vezes, até diz que não esquece e acaba sofrendo as consequências por muitos anos. É como se o fato tivesse acontecido naquele tempo, nada se distancia do ressentimento. Ele mantém viva a lembrança.

Quinto bloqueio – Lidar com as práticas ocultas

Em primeiro lugar, esclareçamos: oculto significa forças escondidas, cujos segredos não conhecemos todos, que estão sempre revestidas de algo que não compreendemos bastante, são sempre suspeitas, porque não vêm de Deus. Buscar o ocultismo é como achar que há outra pessoa, mais importante que Deus, porque, para o ocultista, os deuses são pessoas que se tornaram divinas, que se tornaram deuses dentro do paganismo.

Os que estão vivendo essa situação estão sendo enganados; e porque não acreditam que Jesus morreu para sua salvação, invocam deuses pagãos. O Senhor, no entanto, abomina os que se entregam a essas práticas (cf. Dt 18,9ss).


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Oração bíblica para a cura do corpo e da alma

 


Clame a Deus com esta oração do livro de Jeremias

Um dos melhores lugares para encontrar orações de cura é na Bíblia.

Ao longo do Antigo e do Novo Testamento, as pessoas clamam a Deus por cura, seja do corpo ou da alma.

A boa notícia é que Deus sempre responde às nossas orações, embora nem sempre da maneira que desejamos. Ele procura um coração contrito, e às vezes nosso coração precisa de mais cura do que nosso corpo.

Qualquer que seja a sua situação, aqui está uma breve oração da Bíblia que pede a cura de Deus.

Curai-me, Senhor, e ficarei curado; salvai-me, e serei salvo, porque sois a minha glória… Eu nunca vos incitei a enviar a desgraça, nem desejei o dia da catástrofe. Bem conheceis as palavras que me saíram da boca: elas estão em vossa presença. Não me sejais objeto de espanto, vós que, no dia da desgraça, sois meu refúgio. (Jeremias 17,14-17)


https://pt.aleteia.org/2021/04/28/oracao-biblica-para-a-cura-do-corpo-e-da-alma/

Uma oração para ajudar a lutar contra a depressão


A oração é uma arma preciosa para evitar os momentos de escuridão. Se você se sentir deprimido você pode recitar a oração de Marie Noël

Em caso de cansaço ou tristeza repentina, reze ao Senhor a oração “Meu Deus que nos trazes água todos os dias” de Marie Noël, poetisa francesa e escritora profundamente católica. 

Esta oração fervorosa e cheia de intensidade o ajudará a se livrar de toda depressão em favor da busca pela felicidade que se encontra em Deus.


Meu Deus que nos trazes água todos os dias da fonte,

A primavera corre, a primavera foge;

Espaços ao vento a seguir seu curso,

E o vento que galopa durante a noite;

Dê-me algo para sonhar e cuja mente divagar

Do sonho do amanhecer ao sonho da noite

E quem me escutar interminavelmente falar da terra

Com o céu rosa, com o céu negro.

Me dê algo para cantar, pobre poeta

Para quem tem pressa que vem, vai, vem

E quem não tem tempo para ouvir em suas cabeças

Os ares que a vida e a morte fazem ali.

Mas se você quer meu Deus que para os outros eu diga

A canção da felicidade, a canção mais bonita,

Como vou fazer eu que não a aprendi?

Vou apenas inventar uma falsificação.

Dá-me felicidade, se eu tiver que cantar,

O que é apenas para vislumbrar o que todos sabem sobre isso,

Apenas o suficiente para fazer minha voz tocar,

Nada além de um pouco, quase nada, para descobrir o que é.

Um pouco – tão pouco – o que resta de ouro em pó

Ou flor de farinha na ponta do dedo mínimo,

Nada, nem mesmo o suficiente para encher meu dedal…

No entanto, o suficiente para preencher o mundo.

Amém


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domingo, 18 de abril de 2021

O demônio existe sim, lembram constantemente os papas

 


É um tema recorrente no Magistério da Igreja. Em uma memorável Audiência Geral de 1972, o Papa Paulo VI falou com clareza sobre a realidade pessoal do Maligno

“Odemônio existe sim, é verdade, ele é o nosso maior inimigo”, disse o Papa Francisco em um encontro com as crianças da paróquia romana de São Crispim de Viterbo (3/03/2019).

O diabo “é aquele que procura nos derrotar na vida. É o que coloca nos nossos corações desejos maus, pensamentos feios e nos leva a fazer coisas ruins, as muitas coisas ruins que têm a vida, chegando até às guerras”, afirmou o Papa.

Mas como podemos nos comportar para nos defendermos destas agressões do demônio?

Segundo o Papa Francisco, antes de tudo com a oração.

Por isso é preciso rezar a Jesus para que afaste o diabo de nós, para que não deixe que ele se aproxime de nós. Vocês sabem qual é a maior qualidade do diabo? Porque ele tem qualidade: é muito inteligente, mais inteligente do que os teólogos! É inteligente e essa é uma qualidade. Mas a qualidade que mais aparece no diabo e melhor se exprime é que é um mentiroso. No Evangelho é chamado de pai da mentira.

A Quaresma é o período ideal para não se esquecer do demônio, com o pensamento a Jesus que no deserto pôde enfrentá-lo. João Paulo II, em 26 de fevereiro de 2004, por ocasião do encontro com os párocos romanos disse:

Enquanto empreendemos o itinerário quaresmal, olhemos a Cristo que jejua e luta contra o diabo. Nós também, como Cristo, somos chamados a uma luta forte e decidida contra o demônio.

Histórica catequese de Paulo VI

Uma das coisas que faz do diabo um grande perigo é o seu poder enganador.

Na memorável audiência de 15 de novembro de 1972, Paulo VI alude ao demônio de forma clara:

O mal não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Realidade terrível. Misterioso e assustador. Quem se recusa a reconhecer sua existência deixa de lado o ensino bíblico e eclesiástico; ou faz dele um princípio que existe por si mesmo e não tem, como qualquer outra criatura, sua origem em Deus; ou então o explica como uma pseudo-realidade, uma personificação fantástica e conceitual das causas desconhecidas de nossos infortúnios.
O problema do mal, visto em sua complexidade e em seu absurdo em relação à nossa racionalidade unilateral, torna-se gritante: constitui a maior dificuldade para nossa compreensão religiosa do cosmos. Não sem razão, Santo Agostinho sofreu por isso durante anos: “Quaerebam unde malum, et non erat exitus”, procurou saber de onde vinha o mal e não encontrou explicação (Confissões, VII, 5, 7, 11, etc., PL ., 22, 736, 739).

“Príncipe do mundo”

Prossegue o Papa Paulo VI:

Eis aqui, então, a importância que o conhecimento do mal adquire para nossa justa concepção cristã do mundo, da vida, da salvação. Em primeiro lugar, no desenvolvimento da história evangélica, quem não se lembra, no início de sua vida pública, da página muito densa de significados da tripla tentação de Cristo? E depois, nos múltiplos episódios evangélicos, nos quais o Diabo atravessa o caminho do Senhor e figura nos seus ensinamentos (cf Mt 12, 43). E como não lembrar que Cristo, referindo-se ao Diabo três vezes como seu adversário, o chama-o de “príncipe deste mundo”? (Jo 12, 31; 14, 30; 16, 11).
E a tarefa dessa presença nefasta é indicada em muitas, muitas passagens do Novo Testamento. São Paulo o chama de “deus deste mundo” (2 Co 4, 4), e nos adverte sobre a luta às escuras que nós, cristãos, devemos manter não com um só diabo, mas com uma pluralidade aterrorizante: “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6, 12).

Inimigo oculto

O demônio, continua o Papa Paulo VI:

é o inimigo número um, é o tentador por excelência. Também sabemos que esse ser sombrio e perturbador realmente existe e que ainda age com astúcia traiçoeira; é o inimigo oculto que semeia erros e infortúnios na história humana. Devemos recordar a parábola reveladora da boa semente e do joio, síntese e explicação da falta de lógica que parece presidir às nossas surpreendentes vicissitudes: “Inimicus homo hoc fecit” (Mt 13, 28). O inimigo fez isso. Ele é “o homicida desde o princípio… e o pai de todas as mentiras”, tal como definido por Cristo (cf. Jo 8, 44); é o enganador sofístico do equilíbrio moral do homem. Ele é o encantador pérfido e astuto, que sabe como se insinuar em nós através dos sentidos, da fantasia, da luxúria, da lógica utópica ou dos contatos sociais desordenados no curso de nossas ações, para introduzir nele desvios, tanto mais prejudiciais porque parecem estar em conformidade com nossas estruturas físicas ou mentais ou com nossas aspirações instintivas e profundas.

Este capítulo sobre o Diabo e sobre a influência que ele pode exercer, tanto em pessoas individuais quanto em comunidades, sociedades inteiras ou eventos, é “um capítulo muito importante da doutrina católica que deveria ser estudado novamente”, diz o Papa Paulo VI, reconhecendo que hoje se dá pouca atenção ao tema.

Alguns pensam encontrar nos estudos psicanalíticos e psiquiátricos ou nas experiências espíritas, hoje excessivamente difundidas em muitos países, compensação suficiente. Teme-se cair nas velhas teorias maniqueístas ou nas terríveis divagações fantásticas e supersticiosas.
Nossa doutrina se torna incerta, pois se torna como que obscurecida pela própria escuridão que cerca o Diabo. Mas a nossa curiosidade, estimulada pela certeza da sua múltipla existência, torna-se legítima com duas questões: Existem sinais, e quais, da presença da ação diabólica? E quais são os meios de defesa contra um perigo tão insidioso?

Sinais da presença da ação diabólica

A resposta à primeira pergunta requer muita cautela, embora os sinais do Maligno pareçam tornar-se evidentes (Cf. TERTULL. Apol. 23). Poderemos supor sua ação sinistra onde a mentira se afirma hipócrita e poderosa contra a verdade evidente; onde o amor é eliminado por um egoísmo frio e cruel; onde o nome de Cristo é contestado com ódio consciente e rebelde (cf 1Co 16, 22; 12, 3); onde o espírito do Evangelho é mistificado e negado; onde o desespero se afirma como a última palavra etc.
O problema do mal continua a ser um dos maiores e mais permanentes problemas do espírito humano, mesmo depois da resposta vitoriosa do próprio Jesus Cristo. “Sabemos – escreve o evangelista João – que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno” (1Jo 5, 19).

Meios de defesa contra um perigo tão insidioso

À outra pergunta sobre qual defesa, sobre qual remédio usar para se opor à ação do Diabo, a resposta é mais fácil de formular, embora continue difícil de atualizá-la. Podemos dizer que tudo o que nos defende do pecado nos defende do inimigo invisível. A graça é a defesa decisiva. A inocência assume um aspecto de fortaleza. E, igualmente, cada um lembra em que medida a pedagogia apostólica simbolizou na armadura do soldado as virtudes que podem tornar o cristão invulnerável (cf. Rm 13, 12; Ef 5, 11; 1Ts 5, 8). O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte (1P 5, 8); e às vezes ele deve recorrer a algum exercício ascético especial para evitar certas incursões diabólicas. Jesus o ensina indicando o remédio “na oração e no jejum” (Mc 9, 29). E o apóstolo sugere a linha principal a seguir: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.” (Rm 12, 21; Mt 13, 29).
Conhecendo, portanto, as adversidades atuais em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procuraremos dar sentido e eficácia à costumeira invocação da nossa oração principal: «Pai Nosso… livrai-nos do mal!”. A nossa Bênção Apostólica também vos ajude em tudo isso.

(Veja também Vatican News e Vatican.va)


sexta-feira, 2 de abril de 2021

Pesquisa comprova: exercícios espirituais podem melhorar a saúde física

             


Cientistas descobriram que um retiro inaciano provocou "mudanças significativas" no cérebro dos participantes, o que gerou melhoras na saúde.

Um pesquisa desenvolvida por cientistas norte-americanos comprovou que os exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola podem melhorar a saúde física. Os pesquisadores descobriram que um  retiro inaciano de sete dias provocou “mudanças significativas” no cérebro dos participantes, o que gerou melhoras na saúde.

O estudo foi conduzido pelos cientistas do Instituto Marcus de Saúde Interativa, da Universidade Thomas Jefferson. Eles estudaram as respostas cerebrais de 14 participantes de um retiro – todos com idades entre 24 e 76 anos. Os pesquisadores publicaram os resultados do estudo no artigo científico “Religion, Brain and Behavior” (Religião, Cérebro e Comportamento).

Para o Dr. Andrew Newberg, diretor da pesquisa, os impactos cerebrais na melhora da saúde dos participantes da pesquisa tem a ver com a serotonina e a dopamina. Essas substâncias fazem parte dos sistemas de recompensa e emocional do cérebro. “Nosso estudo mostrou mudanças significativas nos transportadores de dopamina e de serotonina logo depois do retiro de sete dias, o que poderia ajudar os participantes nas experiências espirituais que descreveram”, indicou Newberg.

Dopamina e serotonina

A dopamina é conhecida como a “química do prazer”. Ela também desempenha vários papéis importantes nas funções cerebrais, como o controle de atenção e o movimento, por exemplo. Já a serotonina é o “hormônio da felicidade” e interfere na regulação emocional e no estado de humor.

As observações posteriores ao retiro revelaram diminuições no transportador de dopamina e na ligação do transportador de serotonina, o que poderia gerar que mais neurotransmissores estivessem disponíveis para o cérebro.

Depois da Missa matinal, no retiro, as pessoas passaram a maior parte do dia em silêncio, rezando e meditando. Ao voltarem à vida normal, os participantes do estudo também responderam a uma série de perguntas. As respostas indicaram melhoras significativas na percepção da saúde física, na tensão e no cansaço.

Além disso, eles também relataram uma sensação maior de autotranscedência depois dos exercícios espirituais. Para os pesquisadores, isso se relaciona com a mudança de dopamina vinculante.

Mas por que isso aconteceu? O Dr. Newberg explica que ainda não tem a resposta. “A nossa equipe tem a curiosidade de saber a respeito de quais aspectos do retiro causaram as mudanças nos sistemas de neurotransmissores e se diferentes retiros causariam resultados diferentes. Esperemos que os estudos futuros possam responder a estas perguntas” concluiu o especialista.

Com ACI Digital 


Como fazer jejum, quais os tipos de jejum | Pregação

 

“Jejum e abstinência” segundo os Códigos de Direito Canônico de 1917 e de 1983

 


Segundo o Código de 1917

Estas são as prescrições do Código de 1917, com menção da extensão do jejum e abstinência do Sábado Santo após o meio dia, que foi ordenada por Pio XII. As alterações posteriores estão observadas em vermelho.

Can. 1252. §1. Lex solius abstinentiae servanda est singulis sextis feriis. [A lei de apenas abstinência deve ser observada em cada sexta-feira].

§2. Lex abstinentiae simul et ieiunii servanda est feria quarta Cinerum, feriis sextis et sabbatis Quadragesimae et feriis Quatuor Temporum, pervigiliis Pentecostes, Deiparae in caelum assumptae, Omnium Sanctorum et Nativitatis Domini. [A lei do jejum & da abstinência, juntos, deve ser observada na Quarta feira de Cinzas, em toda Sexta-feira e Sábado da Quaresma e das Quatro Têmporas, nas vigílias de Pentecostes, da Assunção da Mãe de Deus ao Céu, de Todos os Santos e da Natividade do Senhor].

§3. Lex solius ieiunii servanda est reliquis omnibus Quadragesimae diebus [A lei de apenas jejum deve ser observada todos os outros dias da Quaresma].

§4. Diebus dominicis vel festis de praecepto lex abstinentiae, vel abstinentiae et ieiunii, vel ieiunii tantum cessat, excepto festo tempore Quadragesimae, nec pervigilia anticipantur; item cessat Sabbato Sancto post meridiem [Nos dias de domingos ou nas festas de preceito, a lei de abstinência, ou de abstinência e jejum, ou de só jejum cessam, com exceção das festas durante o tempo da Quaresma, ou quando não se pode antecipar as vigílias(3); da mesma forma, cessam no Sábado Santo, após o meio-dia].

Assim, com base no Código de 1917 temos o seguinte:
Dias de jejum simples: 
  1. O JEJUM consiste numa refeição completa (consoada) e duas menores, as quais, juntas, são menos que uma refeição inteira [Cânon 1251/1. Lex ieiunii praescribit ut nonnisi unica per diem comestio fiat; sed non vetat aliquid cibi mane et vespere sumere, servata tamen circa ciborum quantitatem et qualitatem probata locorum consuetudine].  
  2. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. OBS.: As bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois, embora não expressamente proibidas, vão contra o espírito de Quaresma.
  3. É permitido comer carne em dia de jejum simples [Cânon 1251/2. Nec vetitum est carnes ac pisces in eadem refectione permiscere; nec serotinam refectionem cum prandio permutare].
  4. Os dias de jejum simples são: todos os dias da Quaresma, menos a sexta-feira, que é dia de jejum & abstinência [Cânon 1252/3: Lex solius ieiunii servanda est reliquis omnibus Quadragesimae diebus].
  5. Todos são vinculados à lei do jejum, a partir dos 21 até os 60 anos [Cânon 1254/2: Lege ieiunii adstringuntur omnes ab expleto vicesimo primo aetatis anno ad inceptum sexagesimum].
Dias de abstinência: 
  1. A ABSTINÊNCIA consiste em abster-se de comer carne de animais de sangue quente, molhos ou sopa de carne, nos dias prescritos de abstinência. [Cânon 1250. Abstinentiae lex vetat carne iureque ex carne vesci, non autem ovis, lacticiniis et quibuslibet condimentis etiam ex adipe animalium]Incluem-se nisso os caldos de carne e de galinha, e qualquer caldo, tempero ou alimento que contenha carne.
  2. A abstinência é toda sexta-feira(4) do ano (de preceito), a não ser que seja um Dia de Guarda [Cânon 1252/4: vide acima].
  3. A lei da abstinência vincula a todos que tenham completado 7 anos de idade [Cânon 1254/1: Abstinentiae lege tenentur omnes qui septimum aetatis annum expleverint].
Dias de jejum & abstinência: 
  1. O jejum e abstinência consistem numa refeição completa (consoada) e duas refeições menores que, juntas, são menos que uma refeição inteira. Neste dia, não é permitido comer carne de animais de sangue quente, molhos e sopas de carne (vide n. 1 sobre Abstinência). 
  2. Não é permitido comer entre as refeições, mas líquidos podem ser tomados. OBS.: As bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois, embora não expressamente proibidas, vão contra o espírito de Quaresma.
  3. Esses dias são: Quarta-feira de Cinzas (de preceito), toda Sexta e Sábado da Quaresma (até meia noite no Sábado Santo), em cada uma das Quatro Têmporas, nas Vigílias de Pentecostes, de Festa da Assunção, de Todos os Santos e do Natal. [Cânon 1252/2: vide acima](*) Houve mudança posterior, que não consta do Código de 1917, pela qual somente em Cinzas e na Sexta-feira Santa se faz jejum & abstinência, por preceito.
  4. Os dias tradicionais de abstinência aos que usam o Escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo são: Quartas e Sábados. (*) Obriga somente aos religiosos.

 

NOTAS:
1. VIDE NOTA EM VERMELHO DO ITEM NÚMERO 4 DO CAPÍTULO DIAS DE JEJUM E ABSTINÊNCIA.
2. VIDE NOTA EM VERMELHO DO ITEM NÚMERO 4 DO CAPÍTULO DIAS DE JEJUM E ABSTINÊNCIA.
3. A DIFICULDADE A RESPEITO DO SIGNIFICADO DE “PERVIGILIA NE ANTICIPANTUR” PARECE MAIS IMAGINÁRIO DO QUE REAL. O SIGNIFICADO ÓBVIO É QUE, SE CAIR UMA DAS QUATRO MAIORES FESTAS NA SEGUNDA-FEIRA, NÃO HÁ JEJUM OU ABSTINÊNCIA NO DIA ANTERIOR PORQUE É DOMINGO, E NÃO HÁ NO SÁBADO, PORQUE “PERVIGILIA NO ANTICIPANTUR” (AS VIGÍLIAS NÃO SE ANTECIPAM). CF. AQUI.
4. VIDE NOTA EM VERMELHO DO ITEM NÚMERO 4 DO CAPÍTULO DIAS DE JEJUM E ABSTINÊNCIA. 
CODEX IURIS CANONICI AN. 1917. ROMAE MMVII. TITULUS XIV. DE ABSTINENTIA ET IEIUNIO, PP. 289-290.

 

Segundo o Código de 1983

CAPÍTULO II – DOS DIAS DE PENITÊNCIA

Cân. 1249 — Todos os fiéis, cada qual a seu modo, por lei divina têm obriga ção de fazer penitência; para que todos se unam entre si em alguma observância comum de penitência, prescrevem-se os dias de penitência em que os fiis de modo especial se dediquem à oração, exercitem obras de piedade e de caridade, se abneguem a si mesmos, cumprindo mais fielmente as próprias obrigações e sobretudo observando o jejum e a abstinência, segundo as normas dos cânones seguintes.

Cân. 1250 — Os dias e tempos de penitência na Igreja universal são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma.

Cân. 1251 — Guarde-se a abstinência de carne ou de outro alimento segundo as determinações da Conferência episcopal, todas as sextas-feiras do ano, a não ser que coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades; a abstinência e o jejum na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cân. 1252 — Estão obrigados à lei da abstinência os que completaram catorze anos de idade; à lei do jejum estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência.

Cân. 1253 — A Conferência episcopal pode determinar mais pormenorizadamente a observância do jejum e da abstinência, e bem assim substituir outras formas de penitência, sobretudo obras de caridade e exercícios de piedade, no todo ou em parte, pela abstinência ou jejum.

CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO. 1983. 2ª EDIÇÃO. P. 215

 

FONTE: PALE IDEAS – TRADIÇÃO CATÓLICA