quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Filme de Santo Agostinho - Dublado

O absurdo dos horóscopos

Também já havia rechaçado as enganosas predições e ímpios delírios dos astrólogos.Ainda por isso, meu Deus, quero confessar-te tuas misericórdias desde o mais íntimo de minha alma! Foste tu, e só tu – pois, quem pode afastar-nos da morte do erro, senão a Vida que desconhece a morte, a Sabedoria que ilumina as pobres inteligências sem precisar de outra luz, e que governa o mundo até as folhas que tremulam nas árvores? Foste tu que medicaste a obstinação com que me opunha ao sábio velho Vindiciano e ao magnânimo jovem Nebrídio, quediziam – o primeiro, com veemência, o segundo com alguma hesitação, mas frequentemente – não existir a tal arte de predizer as coisas futuras, e que as conjecturas dos homens muitas vezestêm concurso do acaso e que, de tanto repetir, acertavam em predizer algumas coisas, sem que os mesmos que as diziam o soubessem.Foste tu que me fizeste encontrar um amigo mui afeiçoado a consultar os astrólogos, não entendido nessa ciência, mas que consultava por curiosidade. Conhecia ele uma história, queouvira do pai, segundo dizia. Ignorava ele até que ponto essa história era valiosa para destruir a autoridade daquela arte.Esse homem, chamado Firmino, educado nas artes liberais e instruído na eloqüência, veiome consultar, como amigo íntimo, sobre alguns assuntos nos quais alimentava esperançasmundanas, para ver qual seria meu vaticínio conforme suas constelações, como eles dizem. Eu, que já começara a me inclinar à opinião de Nebrídio, embora não me negasse a fazer-lhe ohoróscopo e expor-lhe as suas conclusões, acrescentei, contudo, que estava quase persuadido de que tudo aquilo era ridícula quimera.Então, ele me contou que seu pai tinha grande interesse na leitura de tais livros, e que tivera um amigo igualmente apaixonado. Conversando sobre a matéria, empolgaram-se cada vezmais no estudo daquelas tolices, e chegaram ao ponto de observar os momentos do nascimento até dos animais domésticos, notando a posição das estrelas a fim de coligir dados experimentaisdaquela pseudo-arte.Firmino me relatava ter ouvido o pai contar que, estando sua mãe para o dar à luz, também estava grávida uma serva daquele amigo de seu pai, coisa que não poderia passar despercebidaa seu senhor, que cuidava com extrema diligência e precisão de conhecer até o parto das cadelas.E sucedeu que, contando com o maior esmero os dias, horas e suas menores parcelas, da esposa e da escrava, ambas as mulheres deram à luz no mesmo momento, o que os obrigou afazer, até em seus menores detalhes os mesmos horóscopos para os nascidos, um para o filho e outro para o pequeno servo.Tendo começado o trabalho de parto, informaram um ao outro o que se passava em suas casas, e enviaram mensageiros um ao outro, a fim de anunciar com igual rapidez o nascimento das crianças; e conseguiram-no fazer facilmente, como se o fato se passasse em suas próprias casas. E Firmino contava que os mensageiros que haviam sido enviados vieram a se encontrar à mesma distância de suas respectivas casas, de modo que não se podia notar a menor diferença na posição das estrelas, assim como nas demais frações de tempo. No entanto Firmino, como filho de grande família, corria pelos mais brilhantes caminhos do mundo, crescia em riquezas eera coberto de honras, ao passo que o escravo, sujeito ainda ao jugo da escravidão, tinha que servir a seus senhores, segundo ele próprio contava, pois o conhecia.Ouvindo essa história, na qual acreditei pelo crédito que merecia seu narrador – toda minha resistência se quebrou. Esforcei-me em seguida para afastar Firmino daquela vã curiosidade, dizendo-lhe que, pelo seu horóscopo e para ser verdadeiro, deveria certamenteconsiderar a seus pais como os primeiros entre seus concidadãos; o renome da sua família, a mais nobre da cidade; seu nascimento ilustre, sua educação esmerada e seus conhecimentos nasartes liberais. E, pelo contrário, se aquele servo me consultasse sobre o tal horóscopo – que era o mesmo de Firmino – se também tivesse de lhe dizer a verdade – deveria ver nos mesmo signossua família paupérrima, sua condição servil e tantas outras coisas, tão diferentes e opostas às primeiras.Portanto, para dizer a verdade, vendo os mesmos sinais celestes deveria tirar conclusões divergentes, porque fazer prognósticos semelhantes seria mentir.De onde concluí, com toda certeza, que as predições verdadeiras não podem atribuir a uma arte, mas ao acaso, e que as falsas não se devem à ignorância dessa arte, mas à mentira do acaso.Após esta abertura e nela baseado, ruminava dentro de mim tais coisas, para que nenhum daqueles loucos que buscam nisso o lucro, e a quem eu então desejava refutar e ridicularizar, nãome objetasse que Firmino ou o pai podia ter contado mentiras. Voltei pois minha atenção ao caso dos gêmeos, muitos dos quais saem do seio materno com tão breve intervalo de tempo, que pormais que o pretendam importante, não pode ser apreciado pela observação humana, nem pode ser considerado nos signos que o astrólogo lançará mão para fazer uma previsão certa. Mas osvaticínios não serão verdadeiros pois, vendo os mesmos signos, deveria predizer a mesma sorte para Esaú e Jacó, sendo que os sucessos da vida de ambos foram muito diversos.O astrólogo, portanto, deveria prognosticar coisas falsas, ou, no caso de falar coisas verdadeiras, estas forçosamente deveriam ser diferentes, a despeito da identidade das observações. Logo, se seus prognósticos fossem verdadeiros, não o seriam por efeito da arte,mas do acaso. Porque tu, Senhor, governador justíssimo do Universo, por inspiração secreta, desconhecida dos consulentes e astrólogos, fazes que cada um ouça a resposta que lhe convém,de acordo com os méritos das almas, do fundo do abismo de teu justo juízo. E que o homem não se atreva a dizer: Que é isto? Por que isto? Não o diga, não o diga, porque é um simples homem.


Do Livro CONFISSÕES de Santo Agostinho

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Viver para os outros

Pensamento do dia: Creio que as pessoas que vivem para as outras chegarão um dia a reconstruir o que as egoístas destruíram. Martin Luther King.Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal. Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato. Há tempo para tudo. E tudo o que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno.Saiba esperar o momento exato em que receberá os benefícios que pleiteia.Aguarde com paciência que os frutos amadureçam para que possa apreciar devidamente sua doçura. 

C. Torres Pastorino.

domingo, 24 de agosto de 2014

A resposta de uma vida

Continua a ressoar para nós a pergunta de Jesus aos discípulos: "Quem sou eu para vocês?" É pergunta que inquieta, se não quisermos responder apenas com uma fórmula aprendida no catecismo ou com as mesmas palavras de Pedro, sem necessariamente alcançar todo o significado da mais bela profissão de fé: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
Jesus faz a pergunta a cada um de nós e espera também uma resposta pessoal. Resposta que venha da experiência pessoal com ele superando meros conceitos e fórmulas prontas.
Sobre o "Jesus histórico" tantas hipóteses já se levantaram, e ainda hoje novos livros com antigas teorias fazem sucesso. Querem fazer dele um guerrilheiro ou então um líder religioso alienado dos problemas sociais de se tempo. Mas o Mestre não se enquadrou naquilo que esperavam do Messias. O Deus que ele veio revelar passava longe da resignação e do poder, e mais longe ainda do poder movido a força e violência.
A resposta de Pedro mostra que a experiência que fazemos de Jesus, no fundo, é uma experiência de revelação divina. Seguir Jesus, mais que dizê-lo com palavras e discursos, é testemunhar sua ação na nossa vida e na vida dos irmãos. Experimentamos a bondade de Deus sendo bondosos com os outros; experimentamos sua misericórdia na misericórdia que praticamos; experimentamos seu amor no amor que vivemos dia a dia. É assim que Deus se revela, também em nossas fraquezas, porque ao final se trata sempre do dom de Deus, e não de mero esforço pessoal.
Pedro demonstrou sua fé em Jesus, ainda que sem compreender plenamente as implicações do que significava seguir aquele Messias diferente e sem igual. Para além das palavras, o que importou para Pedro e o que importa para nós é a atitude fundamental. confiar-se nas mãos de Deus, o único que pode dar a segurança de uma rocha, a pedra firme sobre a qual continuaremos a construir a comunidade dos filhos do Deus vivo.


Pe. Paulo Bazaglia sobre o evangelho deste domingo 24/08/2014

sábado, 23 de agosto de 2014

Santa Rosa de Lima

Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!".

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: "O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: "Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco".

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

Somente em Deus o nosso coração encontra paz

Somente em Deus o nosso coração encontra paz. Inquieto, desassossegado, perturbado permanece o coração humano enquanto não encontra o repouso em Deus.
O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo” (Mateus 13, 44).
Santa Rosa de Lima, a jovem que dedicou toda a sua vida a Deus, padroeira da América Latina, é um referencial para uma vida dedicada e consagrada a Deus. Por isso a liturgia de hoje nos aponta este Evangelho em que o Reino dos Céus é comparado com um tesouro escondido no campo. Quando encontramos esse tesouro deixamos tudo para trás para vivermos em função deste campo, desse tesouro, porque ele passa a ser tudo para nós, ele é mais valioso do que todos os outros bens e do que todos os outros tesouros.
Inquieto, desassossegado e perturbado permanece o coração humano enquanto não encontra o repouso, enquanto ele não encontra algo que realmente o preencha e o satisfaça. Não é nas riquezas deste mundo nem na satisfação dos prazeres que o nosso coração vai encontrar a paz pela qual ele tanto procura e deseja.
Há um tesouro escondido que o mundo não conhece e que, muitas vezes, este despreza e deixa de lado; é este o tesouro escondido que nós buscamos com todo o nosso coração e com toda a nossa alma. Esse tesouro escondido é a pérola mais preciosa que o Pai, no Seu amor infinito, reservou a nós: Seu próprio Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A razão de nossa vida, a alegria do nosso viver e a motivação da nossa existência.
Não basta saber que Jesus existe, que Jesus é o Senhor, que Ele é Deus. Existe um convite para que experimentemos a vida de Jesus em nós e façamos d’Ele a prioridade da nossa vida, do nosso coração e de nossas relações humanas, para que coloquemos em prática os valores que Ele nos ensinou com Sua vida.
Descobrir este tesouro escondido é descobrir a vida que está em Deus e a vida que Ele trouxe para nós, colocando em prática e permitindo que a nossa vida seja confundida com a vida de Cristo e a vida d’Ele esteja plenamente assimilada e assumida em nossa própria vida. Ah! Se nós descobríssemos, a cada dia, esse tesouro, que é o consolo para a nossa alma! Ele é o bálsamo de que precisamos para refrigerar as angústias mais profundas que existem dentro de nós!
Que Jesus, o bom Senhor, nosso tesouro, nossa maior riqueza, venha em nosso socorro, em nosso encontro e em nosso auxílio, sendo para nós o refúgio de que a nossa alma tanto necessita. Que nós hoje descubramos mais ainda, com toda a intensidade da nossa alma, esse tesouro de que nós tanto necessitamos!
Deus abençoe você!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Não percam “muitas horas” na Internet ou com os celulares

Papa Francisco aos jovens: Não percam “muitas horas” na Internet ou com os celulares
O tempo é um dom de Deus, recordou
Encontro dos coroinhas com o Papa Francisco (Foto Lauren Cater / Grupo ACI)
VATICANO, 05 Ago. 14 / 05:02 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em um encontro realizado na Praça de São Pedro nesta terça-feira no Vaticano com 50 mil coroinhas provenientes da Alemanha, Áustria e Suíça, o Papa Francisco explicou que Deus quer pessoas que sejam totalmente livres e que sempre façam o bem, como o fez a Virgem Maria ao aceitar o plano divino e ser a mãe de Jesus.

Assim o indicou o Santo Padre no encontro com os coroinhas que participam de uma peregrinação cujo tema é “Livres! Porque é lícito fazer o bem!”, inspirado no Evangelho de São Mateus. Com eles, indica a Rádio Vaticano, o Papa rezou as vésperas e lhes dirigiu umas palavras em alemão.

“As palavras de São Paulo que escutamos, tomadas da Carta aos Gálatas, chamam nossa atenção. O tempo se cumpriu, diz Paulo. Agora Deus realiza a sua obra decisiva. Aquilo que Ele quis dizer aos homens sempre –e o fez através das palavras dos profetas–, o manifesta com um sinal evidente”.

O Papa Francisco ressaltou logo que “Deus nos mostra que Ele é o bom Pai. E como o faz? Através da encarnação de seu Filho, que se torna como um de nós. Através deste homem concreto de nome Jesus, podemos entender aquilo que Deus quer verdadeiramente. Ele quer pessoas humanas livres, a fim de que se sintam como filhas de um bom Pai”.

“Para realizar esse desígnio, Deus precisa somente de uma pessoa humana. Precisa de uma mulher, uma mãe, que coloque o Filho no mundo. Ela é a Virgem Maria, que honramos com essa celebração vespertina. Maria foi totalmente livre. Em sua liberdade disse sim. Ela fez o bem para sempre. Desta maneira serve a Deus e aos homens. Imitemos seu exemplo, se queremos saber aquilo que Deus espera de nós seus filhos”.

Perguntas

Respondendo depois a algumas perguntas dos presentes, o Papa alentou a organizar-se, programar as coisas de modo equilibrado e ressaltou que “a nossa vida é feita de tempo e o tempo é dom de Deus, portanto é necessário empregá-lo em ações boas e frutuosas”.

“Talvez muitos adolescentes e jovens percam muitas horas em coisas inúteis: chatear na Internet ou com os telefones, com as ‘novelas’, com os produtos do progresso tecnológico que deveriam simplificar e melhorar a qualidade de vida, mas que pelo contrário distraem a atenção daquilo que realmente é importante”, alertou.

O Santo Padre exortou os jovens a falarem do amor de Jesus não só em suas paróquias, mas sobretudo fora delas: “os jovens têm um papel particular, falar de Jesus a seus coetâneos não só na paróquia, mas sobretudo aos de fora. Com a sua coragem, entusiasmo e espontaneidade, podem chegar mais facilmente à mente e ao coração daqueles que se distanciaram do Senhor. Muitos adolescentes e jovens da idade de vocês têm uma imensa necessidade de ouvir que Jesus os ama e perdoa”.

fonte:defensoresdaigrejade2000anos

terça-feira, 19 de agosto de 2014

3 motivos que levam católicos a abandonar a Igreja

O que acontece quando somos vacinados contra a mensagem autêntica de Jesus Cristo?

 O que acontece quando somos vacinados contra a mensagem autêntica de Jesus Cristo?

"Então, cara...", comecei, um pouco nervoso. Esta foi a nossa primeira conversa de verdade sobre a fé. "Tem algum livro específico da Bíblia sobre o qual você gostaria de saber mais?".

Ele hesitou brevemente e, com olhar pensativo, respondeu: "Bom, eu queria que você me contasse tudo sobre o cristianismo. Como é que ele começou? O que ele significa hoje em dia?".


Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Nunca tinham me feito perguntas desse tipo. Ficamos uma hora repassando a história da salvação, de Adão e Eva aos Atos dos Apóstolos e terminando com um intenso debate sobre a missa. Foi impressionante. Mesmo!

Eu tinha conhecido Ling, um estudante de Pequim, durante um evento do Newman Center, algumas semanas antes. Novo nos Estados Unidos e com vários amigos cristãos, Ling tinha muitas perguntas sobre essa estranha pessoa chamada Jesus, de quem ele só tinha ouvido rumores até então.

Por que eu estou contando essa história? Porque havia algo de diferente em Ling. Ele era receptivo. Ele fazia perguntas sinceras, humildes, curiosas. Ele queria saber mais. Depois de conversar com ele durante vários meses, um súbito lampejo me chamou a atenção: Ling tinha sido poupado de um fenômeno que, em nossa juventude, atingiu quase todos nós que crescemos na sociedade pós-cristã: ele não tinha sido vacinado contra o cristianismo.

Você sabe como funciona a inoculação: uma versão enfraquecida de uma doença é injetada no seu sangue. O seu sistema imunológico, percebendo o intruso, dispara o alarme e começa a produzir anticorpos que atacam os invasores, destruindo-os.

Depois disso, toda vez que a versão real da doença tentar entrar no seu corpo, o seu sistema imunológico vai reagir e matá-la. A inoculação é uma ótima forma de treinar o seu corpo no reconhecimento e no combate às doenças que ele já viu antes. Bom, eu não sou microbiologista, mas acho que você entendeu a ideia.

É claro que tomar uma vacina para prevenir doenças como varicela e hepatite B é muito bom. Mas o que acontece quando nos vacinamos contra uma visão de mundo? Contra um sistema de crenças? O que acontece quando, numa época repleta de destroços de uma cultura cristã que já foi robusta e abrangente, nós ficamos imunes e incapazes de receber a verdadeira, autêntica e salvadora mensagem de Jesus Cristo?

O que acontece quando o cristianismo se reduz a “uma doença que já vimos antes”?

Uma vacina contra a Verdade

Fulton Sheen estava certo sobre uma série de coisas, incluindo a seguinte:

"Não há nem sequer cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica. Mas há milhões que odeiam o que erroneamente acham que a Igreja Católica é".

Sheen entendeu a tragédia da nossa inoculação. Muita gente odeia ou abandona a Igreja porque foi levada a acreditar em um falso evangelho.

Vou destacar três das mais insidiosas "falsificações" do cristianismo; três mentiras que, mascaradas de verdade, levam as pessoas a rejeitar o cristianismo por inteiro. Precisamos acabar com elas.

3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

1. "Eu imaginava Deus como um velho de longas barbas brancas, sentado numa nuvem do céu. Agora eu já enxergo o quanto isso é ridículo. O cristianismo é simplesmente uma fantasia".

Eu não sei dizer quantas vezes já ouvi ex-católicos fazendo comentários desse tipo. Imagens de desenho animado de um Deus barbudo ou de anjos com asas foram incorporadas ao nosso subconsciente. Até Michelangelo pintou Deus desse jeito na sua famosa "Criação".

Mas nós temos que lembrar que as imagens de seres imateriais nunca foram feitas para ser interpretadas literalmente. Elas são apenas símbolos que pretendem ilustrar verdades metafísicas abstratas que a imaginação sozinha não consegue entender. A representação de Deus feita por Michelangelo era muito menos uma descrição literal do que um “comentário visual” sobre a sabedoria, a atemporalidade e a eternidade de Deus.

Nós somos humanos e amamos imagens. Mas até as imagens sacras podem nos vacinar contra a verdade se não formos cuidadosos com elas. Não podemos deixar uma imagem física substituir uma realidade espiritual ou permitir que a imaginação derrote a inteligência na tarefa de discernir o que é a verdade.

"Não há nada a ser feito com o intelecto até que a imaginação seja posta com firmeza em seu lugar" (Frank Sheed).

2. "O ponto central do cristianismo é fazer o bem e ser uma boa pessoa. Eu posso fazer isso sem religião".

Quando eu pergunto às pessoas qual elas acham que é a mensagem central do cristianismo, a resposta mais comum é esta: "ser uma boa pessoa".

Se esta fosse a verdadeira mensagem do cristianismo, eu não culparia as pessoas por abandoná-lo. Quem é que iria querer seguir todas essas regras, manter todas essas posições políticas impopulares e passar todas essas horas sentado, ajoelhado e em pé quando poderia muito bem abandonar todos esses aspectos da religião e ainda assim ser "uma boa pessoa"?

Jesus Cristo não foi apenas uma boa pessoa. Ele é o Filho de Deus feito homem e morreu para que pudéssemos viver em eterna relação de amor com Deus. Cabe a nós responder a este convite comprometendo a nossa vida com Ele.

"Deixe a religião ser menos teoria e mais um caso de amor" (G.K. Chesterton).

3. "Muitos indivíduos da Igreja cometeram uma enormidade de erros e de decisões erradas. Esta Igreja está cheia de pecadores e eu não quero fazer parte disso".

Temos que ter sempre muita sensibilidade para com quem foi machucado por indivíduos que fazem parte da Igreja. Eles têm razão: a Igreja está cheia de pecadores e sempre esteve, desde as traições de Pedro e de Judas.

Mas, ao mesmo tempo em que a Igreja está cheia de pecadores, ela também é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Abandonar a Igreja porque ela está cheia de pessoas pecadoras é como desistir da academia porque ela está cheia de pessoas fora de forma. Temos que promover a reforma da nossa Igreja, mas de dentro dela!

"A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores" (Abigail Van Buren).

O remédio: redescobrir o mistério

Citei três das maiores mentiras sobre o cristianismo; mentiras que, incutidas em nosso subconsciente, podem nos impedir de chegar algum dia a compreender de verdade a mensagem autêntica do Evangelho.

Felizmente, há maneiras de combater a síndrome do “eu já vi isso antes”. Se alguém que você conhece caiu nessa armadilha, tente algumas destas técnicas de “desvacinação”:

1. Derrube os mitos. Ajude as pessoas a enxergarem que a nossa cultura as vacinou com falsos evangelhos.

2. Proponha as Escrituras. Não deixe a fé ficar velha. Ensine as pessoas a experimentar os milagres da Encarnação e da Ressurreição de novo, através dos olhos dos primeiros cristãos.

3. Seja como Ling. Desafie as pessoas a se aproximarem de nosso Senhor com honestidade, humildade e de coração aberto. Se nós fizermos isso, o Deus que torna novas todas as coisas vai nos transformar de uma forma que nunca imaginamos que fosse possível!

Eu mencionei apenas alguns dos falsos evangelhos que vejo por aí. E você, também percebe outras formas “moles” da fé cristã que impedem as pessoas de receber a verdadeira mensagem vivificante de Jesus Cristo?

http://permanecerecompartilhar.blogspot.com.br/2014/08/3-motivos-que-levam-catolicos-abandonar.html#.U_N5wPldVic

“Nada desejo pessoalmente,

mas se Deus me exigisse expressar meu querer,

escolheria seguir vivendo indefinidamente,

para ajudar a salvar as almas”.    

São João Eudes

Biografia de São João Eudes pelo Vaticano

PAPA BENTO XVI     
 AUDIÊNCIA GERAL
       

 Biografia de São João Eudes pelos Eudistas

Um Homem que arriscou na misericórdia.      
João Eudes nasceu em Ri (França), a 14 de novembro de 1601.
Filho de um casal de bons normandos e fervorosos cristãos, recebeu desde criança a formação que um lar com esse grau de excelência podia dar então. Uma infância muito normal, uma etapa de estudos bem completa no colégio dos Jesuítas, e um processo de discernimento espiritual que o levará a optar pelo sacerdócio na recentemente fundada Congregação do Oratório, do Cardeal  de Bérulle. A partir daí se iniciou uma fecunda vida de missionário que o levará por muitos caminhos da França, fazendo-o entrar em contato com a dolorosa realidade de um país cristão em crise de fé e permitindo-lhe se converter em missionário e profeta da misericórdia.
  
    
João Eudes, discípulo tanto de Bérulle como de Francisco de Sales, abebera seu espírito em ambas correntes teológicas, e delas alimentou a coerente espiritualidade que dará sentido a sua vida inteira e nutrirá sua veia de escritor popular. Dessa dupla fonte se alimentou o riacho que começava a notar-se no jovem sacerdote oratoriano, que em breve se converterá em uma poderosa torrente espiritual. Ambas fundarão e estimularão seu espírito missionário.      
Pe. Eudes parte de um princípio unificador: o cuidado e ocupação principal de todo batizado consiste em formar e estabelecer Jesus em nós, e fazer que aí Ele viva e reine. Porque ser cristão e ser santo é uma mesma coisa. Mas coloca sempre, mesmo de modo latente, este “leitmotiv” espiritual sobre a tela de fundo de uma misericórdia comprometida e eficaz. Encontramos aqui uma coerência radical entre vida concreta e doutrina espiritual, uma engrenagem perfeito entre a própria experiência existencial, o apostolado missionário, as fundações, a doutrina da misericórdia e a espiritualidade do Coração de Jesus e Maria.      
Por isso, não é exagero afirmar que o eixo de todo seu projeto espiritual foi o conceito de misericórdia. Mesmo se explicitando de forma relativamente tardia em seus escritos, podemos dizer que ela marcou sua vida toda. Desde os inícios de seu ministério João Eudes sente, recebe e cumpre –afetiva, mas real e comprometidamente- esta misericórdia em sua própria vida e na dos demais. Ela dá unidade a sua ação apostólica, impulsiona-o constantemente para ir além da mera sensibilidade diante da desgraça e o encoraja a promover determinadas ações missionárias e fundações religiosas.      
Evangelizado e evangelizador      
Tinha aprendido a reconhecer em todas as partes a presença de Deus, inclusive na experiência concreta e em todos os acontecimento. Nessa época não se falava de sinais dos tempos, mas João Eudes os entendia e vivia plenamente. Para ele um desses sinais foi sem duvida aquela peste de Súez, em 1627. Então, o jovem sacerdote, que apenas acabava de superar uma longa e dolorosa enfermidade que praticamente o tinha inutilizado, decidiu ir em auxílio de quem mais o necessitava -os empestados, abandonados de todo recurso espiritual- para levar-lhes os sacramentos, sinais da misericórdia de Deus. Foi este seu primeiro encontro com os pobres, os pequenos, os abandonados. Três anos mais tarde, em Caen, repetir-se-á tão difícil experiência. Serão então mais fortes a caridade e o compromisso para com os irmãos sofredores que as razões de quem tentava dissuadi-lo do que parecia uma perigosa doidice.      
Estas primeiras atividades que realizou como sacerdote e como missionário eram gestos que falavam da misericórdia e faziam a misericórdia. Gestos significativos que já eram missão, uma pregação silenciosa daquelas que louvava Paulo VI na EN8. Gestos que o marcaram e o colocaram para sempre no caminho que desce de Jerusalém a Jericó. Dai em diante sua presença missionária ao lado de qualquer Jesus que sofre irá preenchendo de realismo sua espiritualidade e seu ministério.      
Todos os seus compromissos apostólicos terão relação profunda com essa experiência. O abismo de minhas misérias chama o abismo de suas misericórdias, exclama em seu Magnificat pessoal. Tendo experimentado, ele mesmo, a misericórdia de Deus em sua própria vida, quis agradecer por ela dedicando-se a pregá-la e transmiti-la. Os caminhos missionários da França conservam ainda a lembrança de seus passos. Desse fervor evangelizador, dessa paixão pelo Reino, surgiria aquele outro elemento chave de sua espiritualidade que foi a devoção ao Coração de Cristo, unido indissoluvelmente ao Coração de Maria. Como alguém tem escrito, João Eudes foi um homem de coração e um homem do Coração: nisto consiste sua máxima contribuição ao cristocentrismo da escola beruliana.      
O caminho da misericórdia      
Porque a história não fica na anedota. Apresentado-se um momento crítico em própria vida e história, João Eudes saberia arriscar definitivamente no caminho da misericórdia; e ao fazer assim, arriscaria pela santidade verdadeira. Pode ser dito que a misericórdia o fez missionário e o motivou a entregar sua vida inteira a um empenho que constituiu como que a coluna vertebral de seu ministério: desde 1627 a 1680, ano de sua morte, jamais soube o que é descanso. João Eudes seria, antes de tudo e por cima de tudo, um sacerdote missionário, como gostava de assinar suas cartas.      
Esse incansável caminhar missionário -o anúncio da Boa notícia que é a presença da misericórdia na história dos homens-, não era se não uma verbalização daquela experiência íntima, inicial e continuada, da máxima misericórdia divina: evangelizar -reitera a seus eudistas- é anunciar ao homem, especialmente ao mais cheio de misérias -miserável- a boa notícia de que Deus o ama, que o leva em seu coração de Pai e está disposto a jogar tudo para salvá-lo..      
O trato com as pessoas lhe tinha permitido conhecer bem de perto não só os vícios morais que pululavam em todos os recantos da sociedade senão também os profundos males que abatiam o Povo de Deus. Ele sabia bem quais eram as misérias dos miseráveis. Tinha sentido a dolorosa miséria humana e social das multidões, a ignorância religiosa dos que se diziam crentes e seu afastamento do autêntico compromisso cristão; tinha experimentado também a situação do clero, abatido pela ignorância, a pobreza material e sua falta de espírito apostólico. Aguçado por esta realidade, Pe. Eudes foi descobrindo seu próprio caminho “de Jerusalém a Jericó”. A paixão pelo homem – “as almas”, diz ele, com a linguagem de sua época- o devora:      
“Se dependesse de mim, iria a Paris a gritar na Sorbone e demais colégios: “¡fogo, fogo!. Sim, o fogo do inferno está consumindo o universo. Venham senhores doutores, venham senhores bacharéis, venham senhores abades, venham todos os senhores eclesiásticos e ajudem a apagá-lo”.      
Quando o zelo aperta      
A partir desta perspectiva se entende melhor suas numerosas fundações. Porque ao estudar sua vida e sua obra descobrimos, cada vez melhor, como estas fundações constituíram, em quanto evangelização, autênticas obras de misericórdia, ou seja, maneiras concretas de expressar sua opção definitiva pela misericórdia divina.      
Apelando a uma categoria moderna, podemos dizer que João Eudes também se deixou evangelizar “pelos pobres”, vale dizer, pelas prostitutas e os incontáveis homens e mulheres que vegetavam na morte devido a ninguém lhes ter falado da Vida. Foi essa experiência  que ativou seu carisma de fundador. Bastaria recordar aquele episódio citado pelo Pe. Emile Georges, que opera nas raízes da ordem de N.S. da Caridade.      
Pe. Eudes não era um fundador “profissional” mas um homem de Deus que ia respondendo, na medida de seus recursos, aos clamores da misericórdia, às necessidades concretas de sua época, que para ele representavam autênticas mensagens do Espírito. Era um homem que sabia ler a ação de Deus inclusive nos fracassos, que se deixava interpelar seriamente pelos sinais de seu tempo, e cujo maior desejo era fazer eficaz a misericórdia. Não existia em seus projetos nenhuma intenção moralizante: tinha de realizá-los, simplesmente, porque Deus misericordioso assim queria; eram uma conseqüência normal de seu seguimento de Cristo, e de sua atenção à misericórdia do Pai: para ele se tratava só de cristificar o ser humano, sobre tudo aqueles cuja imagem de Deus estava mais deteriorada pelo pecado ou pela miséria.      
É precisamente em 1644, ano em que se consolidava na França o rigorismo jansenista, quando João Eudes funda a Ordem de N.S. da Caridade, coincidindo com uma tomada de consciência cada vez mais viva do que é essa misericórdia divina. Tem feito a descoberta, de uma maneira concreta, que Deus ama e, porque ama, salva  perdoa. Sente-se chamado a ser pessoalmente instrumento desse amor salvador em um dos campos mais dramaticamente esquecidos da pastoral da época: a prostituição.      
Também no nascimento da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) há uma experiência de misericórdia; lhe doía intensamente a Igreja, lhe doíam as pessoas que andavam “como ovelhas sem pastor”; e se deixou interpelar pelo amor de Deus que, em Jesus, vem “salvar o que estava perdido”. Expressão última e acabada da misericórdia do Pai. Se “uma pessoa vale mais que mil mundos”, é necessário que alguém se dedique de tempo completo a formar a quem deve salvá-la. Urgido por tão angustiantes convicções, decide abandonar o Oratório para fundar sua pequena congregação.      
Formar o clero era só uma maneira de colocar-se no caminho da misericórdia que salva e que necessita de canais dignos dessa tarefa. Em uma carta ao Pe. Manoury, primeiro formador dos novos eudistas, Pe. Eudes se expressava:      
“Cuide de formá-los no Espírito de Nosso Senhor, que é espírito de desprendimento e de renúncia a tudo e a si mesmo; espírito de submissão e abandono à divina vontade manifestada pelo evangelho e pelas regras da congregação…, espírito de puro amor a Deus…, espírito de devoção singular a Jesus e Maria…, espírito de amor à cruz de Jesus ou seja ao desprezo, à pobreza e ao sofrimento…, espírito de ódio e horror a todo pecado…, espírito de caridade fraterna e cordial ao próximo, aos da congregação, aos pobres…, espírito de amor, respeito e estima pela Igreja”.      
Mestre da misericórdia       
Porque nosso santo não se contenta com ser, ele mesmo, coerente; seu desejo é que todos os cristãos se deixem preencher por esse espírito da misericórdia divina, seu anseio é que todos os batizados, especialmente os sacerdotes, sejam também “missionários da misericórdia”. A paixão pelo reinado de Jesus nos corações dos homens, realmente o devora. Conhecendo bem a penosa situação, moral e espiritual, do clero e do povo cristão da época, percebe e sente em todo seu ser a urgência da evangelização e da formação de bons operários para levar adiante um serviço eficaz do evangelho. A essa dupla tarefa dedica o melhor de seus esforços.      
Naquele mesmo ano de 1644, quando, por um lado, se consolida o jansenismo e, por outro, ele funda N. S. de a Caridade, Pe. Eudes conclui seus Conselhos aos confessores; trata-se de um curto escrito que resume aquele delicado sentido de caridade pastoral que o Vaticano II e, mais recentemente, João Paulo II, retomando uma densa herança patrística, tem apresentado como nota constitutiva do verdadeiro pastor segundo o Coração de Cristo. Ali João Eudes nos deixa uma de suas escassas confidências pessoais:      
“Conheço muito bem alguém que tem sido escolhido pela divina misericórdia para trabalhar na conversão dos pecadores; encontrando-se perplexo sobre como devia conduzir-se com eles, se usar de bondade ou de rigor, se misturar os dois…, recorreu na oração à Santíssima Virgem, seu habitual refúgio. Antes que tivesse comunicado a alguém suas inquietações, a Mãe das Misericórdias lhe inspirou através de um mensageiro: quando pregares usa as armas poderosas e terríveis da Palavra de Deus para combater, destruir e esmagar o pecado nas pessoas, mas quando te encontrares com o pecador, fala-lhe com bondade, benignidade, paciência e caridade”.      
Por isso, recomenda aos confessores acolher e tratar o penitente “com um coração verdadeiramente paternal, quer dizer, com uma grande cordialidade, benignidade e compaixão”, e incitá-lo à confiança. E explica:      
“com entranhas de misericórdia e com o coração cheio de amor a quantos se apresentarem para a confissão, sem fazer acepção de pessoas nem agir com preferências, salvo quando se tratar de enfermos ou inválidos, de mulheres grávidas ou que estão criando seus filhos, daqueles que vêm de longe…”. “Se aparecer temeroso e com alguma desconfiança de obter o perdão de seus pecados, deve levantar-lhe o ânimo e fortalecê-lo, fazendo-lhe ver que Deus tem um grande desejo de perdoá-lo; que se alegra muito com a penitência dos grandes pecadores; que quanto maior é nossa miséria, mais glorificada é em nós a misericórdia de Deus; que Nosso Senhor tem orado a seu Pai pelos que o tem crucificado, para ensinar-nos que, mesmo sendo crucificado com nossas próprias mãos, perdoaria-nos muito espontaneamente se lhe pedíssemos”.      
Neste ponto a gente se sente bem longe do rigorismo agostiniano e jansenista. Apelando a um lugar comum podemos afirmar que o “zelo pela salvação das almas” realmente o devorava. Esta expressão -que hoje é pouco aceita pois se entende melhor que o ser humano não é só alma e que Deus salva a pessoa toda- traduz bem a qualidade apostólica de santos como João Eudes. Sem considerar que a importância dada por ele ao compromisso concreto nos permite captar em seu pensamento uma intuição do que na linguagem bíblica significava a “alma”: não a parte espiritual em confronto com o corpo -o material- mas a identidade total do homem, matéria e espírito, tal como tem saído das mãos de Deus.      
Encarnados com o Encarnado       
Está claro que existe uma significativa distância cultural entre o século XVII francês e nossa época, em quanto ao sentido da palavra misericórdia. Convém precisar esta diferença na hora de apresentar a mensagem eudiana se queremos que seja captada a plenitude pelos homens de nosso tempo. Hoje o seu significado se tem empobrecido até tal ponto que parece ser um simples sinônimo de pena ou de piedade para com o culpável.      
Para João Eudes, de modo diferente, misericórdia era mansidão, clemência, paciência e compreensão frente à falha do outro, mas sobretudo amor, piedade, generosidade. A misericórdia era zelo pela causa do homem, um intenso sentimento de piedade, generosidade; não mera comiseração ante o sofrimento do outro, mas expressão plena e comprometida de um amor que trata de levar a todos uma salvação eficaz, concreta, mas ao estilo de Deus. Assim o expressaria em um texto célebre, sobre o qual voltamos reiteradamente:      
“Três coisas se requerem para que haja misericórdia. A primeira é ter compaixão da miséria do outro, pois misericordioso é quem leva em seu coração as misérias dos miseráveis. A segunda consiste em ter uma vontade decidida de socorrê-los em suas misérias. A terceira é passar da vontade à ação”.      
Como veremos em detalhe depois, João Eudes apóia sua doutrina sobre a misericórdia naquele profundo sentido da encarnação de Deus tão caro aos mestres da espiritualidade beruliana. Exclama: “nosso Redentor se encarnou para exercer deste modo sua misericórdia conosco”, quer dizer, para passar da misericórdia do Coração de Deus à misericórdia das ações salvadoras.      
A mensagem resulta evidente: Jesus personifica a misericórdia divina, a misericórdia ativa e viva de um Deus que vem salvar os mal-feridos do caminho a Jericó. Na pessoa de Jesus, Deus se aproxima gratuitamente de quem está em desgraça e é incapaz de libertar-se a si mesmo. Jesus é o Coração humano de Deus – belo achado teológico eudiano – que tem assumido todas as nossas misérias para libertar-nos delas.      
É essa mesma atitude – “levar no coração” – que Deus nos pede diante do próximo. João Eudes reitera, sob diversas formas, ao longo de suas obras: não há outra forma de viver o amor misericordioso de Jesus. Ela traduz e resume uma experiência fundamental que testemunha tudo mais: ser cristão é ser capaz de abrir-se suficientemente, desde o mais profundo, para acolher na própria vida o “outro”: Deus, próximo, e, particularmente, quem experimenta qualquer tipo de miséria. Um coração autenticamente cristão é aquele que, sobretudo, sabe receber e acolher um Deus essencialmente gratuito, mas que, com Deus e como Deus, sabe acolher também as misérias dos demais de tal modo que o impressionem, o habitem no mais profundo de seu ser, e o dinamizem para uma ação comprometida e coerente.      
Nas mãos da Graça      
Por isso, a nível de meios, longe de todo delírio prometeico e de toda pretensão voluntarista, João Eudes entende que nessa tarefa, incômoda e difícil, o primeiro é a graça de Deus, pois tudo depende dele que é quem age em nós:      
“O que somos nós, meus irmãos, para que Deus nos empregue em tão sublimes ministérios? Para se dignar a escolher a nós, miseráveis pecadores como instrumentos de suas divinas misericórdias?”.      
Daí sua insistência na oração constante. Porém, longe de qualquer delírio pietista, sublinha também a necessidade de “pôr sempre toda a carne na grelha”: é necessário entregar-se à tarefa, trabalhando como se tudo dependesse de nós, trabalhando de todo coração, pelo exemplo -testemunho- e pela eficácia da ação. Temos de deixar que, diante dos problemas que abatem o próximo, nosso coração se estremeça de amor até o ponto de não restar outro remédio que passar à ação em busca de alívio. Trata-se de amar até a dor. Porque o dar da verdadeira misericórdia não é assunto de simples quantidade, mas de qualidade, de uma atitude vital com a qual partilha com os demais. O importante não é dar coisas mas dar a si mesmo.      
Para nosso homem esta é a forma privilegiada de glorificar a Deus. Como missionário, como formador de sacerdotes e como fundador de Institutos religiosos, soube sublinhar a união estreita que existe entre a misericórdia de Deus, nosso compromisso cristão e a virtude de religião: o autêntico culto deriva em zelo apostólico e este se expressa com sinais de misericórdia porque -afirma- anunciar o evangelho é simplesmente anunciar a misericórdia de Deus, e este anúncio tem de fazê-lo com palavras claras e obras coerentes. Evangelizar é anunciar aos “miseráveis” a boa notícia de que Deus os ama, que os “leva em seu coração”; para isto o missionário só tem um caminho: levá-los em seu próprio coração. Deste modo o Pai é glorificado. Por isso se atreve a exclamar:      
“Nada desejo pessoalmente, mas se Deus me exigisse expressar meu querer, escolheria seguir vivendo indefinidamente, para ajudar a salvar as almas”.      
A partir desta convicção, João Eudes o místico se faz ativo, o contemplativo se converte em missionário, testemunha e fundador. Porque se trata de “passar da vontade ao fato”. Não bastam os belos sentimentos e as formosas palavras. Deve-se passar do ‘levar as misérias alheias no coração”, aos efeitos concretos da misericórdia. Escutando-o evocamos Tiago: uma fé sem obras é uma fé morta. Ele entendia bem que estamos radicalmente a serviço da misericórdia de Deus, que somos os verdadeiros anjos de Deus: somos as mãos, os pés, o coração do Deus salvador, porque “Deus não tem mais mãos que as nossas”, como falara lindamente Teresa d’Ávila.      
Em resumo, evangelização, zelo e misericórdia, são as três dimensões, fundamentais e inter-relacionadas, de seu pensamento e de sua ação ministerial inteira. Nesta perspectiva orienta o ministério do missionário.      
Espiritualidade da encarnação      
Para tanto, não podemos acusar o pensamento eudiano de espiritualista, como se não lhe importassem senão as coisas espirituais, esquecendo as necessidades materiais do povo. De fato ele estava muito consciente destas misérias humanas e sociais, mas as via como uma expressão, um sintoma e uma conseqüência da miséria mais profunda e radical e a raiz de todas as demais misérias, que é o pecado. Por isso, a “mais divina de todas as coisas divinas é salvação das almas”.      
Como normando sensível, prático e eficiente, ensina que é a través de nós que o Cristo quer realizar sua misericórdia salvadora. Mesmo vivendo em um denso mundo espiritual, entendia que a misericórdia de Deus não é uma noção abstrata, mas a presença real, muito real, de Deus encarnado no mundo dos homens, nos acontecimentos cotidianos.      
André Pioger sublinha como seus contemporâneos se sentiam comovidos por esta atitude testemunhal do pequeno grande santo:      
“Inclusive fora de Caen, João Eudes se interessa vivamente pelos enfermos. Quando realiza a missão nas grandes cidades estabelece casas de refúgio para os pobres e os enfermos; acomoda os idosos e os que estão em má situação… Em Autun, em 1647, faz reparar o hospital Dos Transeuntes e decide aa construção de um novo para os enfermos e para alojar ali os pobres médicos… Onde não cria hospitais visita sempre os que já existiam… Porque não quer só socorrer materialmente mas dedicar-se a cultivar as almas…”.      
Obviamente, João Eudes vive as idéias de sua época. Por isso sua concepção da missão, que obedecia a uma mentalidade de nova cristandade, difere de outras mais modernas, nas que se enfatiza mais o compromisso estrutural que as “obras de misericórdia”. Não podemos pedir a um homem do s. XVII, por mais santo que fosse, que tivesse as idéias de um missionário post-Vaticano II. O importante é ver como ele, ao seu modo, não separava jamais aquelas quatro dimensões da missão, que citava Paulo VI na Evangelii Nuntiandi: o compromisso, o anúncio, o testemunho e a denúncia.      
Não fazia do trabalho pelos pobres um simples compromisso social, porque o dele era servir ao Reinado de Jesus nos homens, também não convertia sua pregação em um desencarnado anúncio de verdades abstratas ou de “eslogans” ideológicos. Por outra parte, aparece clara sua convicção de que não se tratava de mais um trabalho social, que podia favorecer a evangelização, de uma pre-evangelização como se diz às vezes, mas de uma verdadeira evangelização dado que sua finalidade era a conversão a Cristo. E quando tinha que enfrentar os responsáveis de qualquer sofrimento injusto, mesmo que fosse o rei ou a rainha, o fazia com clareza, valentia e misericórdia.      
Sua própria concepção da grandeza do ministério sacerdotal não obedecia a critérios de poder ou grandeza humana -esses que hoje tanto chocam à teologia moderna- mas à convicção de que o sacerdote, enquanto tal, tem, como tarefa quase exclusiva, ser missionário e tesoureiro do Pai das misericórdias. Por isso sentia a urgência de contagiar os irmãos sacerdotes com ardor inflamado de sua própria experiência missionária. Escreve, por exemplo, durante a missão de Vatesville:      
“São maravilhosos os frutos que recolhem os confessores. Mas o que nos aflige é que nem a quarta parte se poderá confessar. Estamos abrumados. (…) O que estão fazendo em Paris tantos doutores e bacharéis, enquanto as almas perecem por milhares, porque ninguém lhes estende uma mão para retirá-las da perdição?”.      
A dramática experiência de sua própria vida, somada à constatação dos ingentes problemas que viviam o mundo e a Igreja, alimentaram sem dúvida seu pessimismo diante das reais possibilidades do homem. Mesmo assim, soube propor e manter uma proposta de vida cristã sempre equilibrada e sã, ainda que exigente. Por isso, a João Eudes se pode aplicar o que ele mesmo escrevera de Maria: contemplou, amou e levou em seu coração o Coração de Cristo, até fazer-se  um só coração com ele.      
Também ele se deixou habitar e dinamizar pelo Coração de Deus, que é Cristo. Foi este Coração que o conduziu até seus irmãos e irmãs necessitados; foi este Coração que o lançou, sem descanso, pelos caminhos da missão; e foi este mesmo coração que lhe permitiu posicionar seu carisma e sua missão entre a miséria do homem e a misericórdia do Deus-Amor que quer que todo homem se salve.      
O preço era a cruz      
Parecia inevitável que por essa opção devesse pagar um alto preço em lutas dolorosas, dentro daquele contexto histórico tão complexo; e o pagou com inteireza, galhardia e equanimidade:      
“Se temos de suportar alguma moléstia ou fadiga não é para desanimar-nos ou queixar-nos por tão pouca coisa. Inclusive se tivéssemos de enfrentar a morte, não deveríamos acaso considerar-nos imensamente afortunados?”.      
Seu abandono do Oratório lhe trouxe a censura de muitos de seus antigos irmãos, e sua luta contra o rigor desmedido do jansenismo lhe acarretou tormentas e horas muito difíceis. Mas ele não recusa a cruz, demonstrando assim até que ponto seu arriscar-se pela misericórdia era autêntico e comprometido:      
“A divina misericórdia me tem feito passar por numerosas tribulações, este tem sido um dos mais insignes favores que dela tenho recebido, porque me têm sido extremamente úteis, e Deus me tem livrado sempre delas”.      
Ainda mais, para ele essas perseguições não eram simples cruz mas o posicionavam no caminho da misericórdia divina:      
“Depois de uma desolação de seis anos, o Pai das misericórdias e Deus de todo consolo se tem dignado enxugar minhas lágrimas e mudar minha amargura em regozijo incrível. Seja por isso louvado e bendito eternamente”.      
Estava consciente, assim escreveria mais tarde, de que não há redenção sem sangue; por isso via no martírio “o ápice, a perfeição e culminância da vida cristã… o milagre mais insigne que Deus realiza nos cristãos…, o favor mais destacável que Cristo faz aos que ama… Nos mártires resplandece com preferência o poder admirável de seu divino amor…”.      
Coerentemente, pediria com insistência essa graça; testemunho disso é o formoso “Voto de Martírio” que nos legou. Não lhe foi concedida tal graça, mas recebeu outra talvez maior: tornar-se missionário e profeta da misericórdia de Deus. Por isso, no entardecer de sua vida pôde exclamar:      
“Mesmo estando já velho (74 anos), prego quase todos os dias, confesso, e atendo infinidade de assuntos. Todas estas fadigas nada custam quando se tem o consolo de ver como os povos correspondem ao que se faz por sua salvação”.      
Dessa maneira, João Eudes se revela como um autêntico profeta da misericórdia, em uma época em que se impunham tantas correntes rigoristas. A partir dessa paixão que o devorava delineou um caminho de santidade baseado na mística do amor comprometido. Nele, a missão e o ministério aparecem como as duas faces da existência cristã, um laço concreto e visível entre o amor de Deus e a miséria humana. Isso sintetiza todo seu projeto espiritual e missionário.      
Isso seria assim até aquela tarde do 19 de agosto de 1680, quando expirava repetindo uma  outra vez: “¡Jesus é meu todo!”

http://biografiadossantos.wordpress.com/2010/06/11/sao-joao-eudes/

Você quer ser o primeiro no mundo ou no coração de Deus?

Quando vivemos a lógica de Deus em nossas vidas as riquezas e os bens deste mundo não nos consomem. Muitos dos que são os primeiros na sociedade serão os últimos no Reino dos Céus.
Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros” (Mateus 19, 30).
A lógica de Jesus, que é a lógica do Reino de Deus, inverte os valores que aprendemos em nossa vida, na qual aprendemos que quem é mais é quem mais tem, é quem mais possui e tem mais poder. Contudo, Jesus nos mostra que, no Reino de Deus não é assim, quem tem mais é quem mais se desapega, é quem mais abre mão do que tem. Quem é mais livre é quem pode ser mais no Reino de Deus!
Por isso muitos dos que são os primeiros na sociedade serão os últimos no Reino dos Céus; ao passo que muitos daqueles que são os últimos e até sem valor nenhum, para nós e para a sociedade, esses, sim, são os primeiros no coração de Deus.
Há duas coisas que precisamos aprender, hoje, com o que o Mestre Jesus nos ensina. Quando Ele nos diz que dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus  não é o problema de ser rico, ter bens, possuir riquezas ou trabalhar para ter uma vida cada vez mais justa e digna. Jesus aponta para o perigo que são as riquezas e o que elas em si fazem no coração do homem.
A riqueza provoca, cada vez, mais dentro de nós, a nossa ganância. É difícil alguém que (e não precisa nem ser muito rico não!) possui ou começa a possuir as coisas que fique satisfeito com o que tem, por isso está cada vez mais sempre ganancioso para ter mais. As riquezas nos mantêm apegados aos bens materiais e nos levam, muitas vezes, a cometermos injustiças uns contra os outros.
A grande injustiça do mundo é uns possuírem demais, terem posses que não acabam mais, e outros, muitas vezes, não terem direito a nada. As riquezas geram em nós uma visão materialista do mundo, vemos o mundo a partir dos bens materiais e não exaltamos mais os valores espirituais; porque a visão materialista gera em nós uma verdadeira cegueira espiritual.
Do outro lado, o Mestre promete uma recompensa ao desapego, porque quem se desapega do mundo e das coisas tem Deus como posse, O tem como sua maior riqueza! Quando fazemos de Deus a nossa riqueza, as outras coisas serão para nós apenas um acréscimo. Quem é rico para Deus é aquele que sabe inverter os valores: o que era para estar em primeiro lugar ele o vê por último e o que se via por último ele o vê como o primeiro. Primeiro, vemos os valores espirituais, vemos os valores do Reino e o demais buscamos em acréscimo.
Quando vivemos a lógica de Deus em nossas vidas as riquezas e os bens deste mundo não nos consomem, porque a maior riqueza e o maior tesouro do nosso coração é o próprio Deus!
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/voce-quer-ser-o-primeiro-no-mundo-ou-no-coracao-de-deus/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=voce-quer-ser-o-primeiro-no-mundo-ou-no-coracao-de-deus

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Início da Novena á São Miguel Arcanjo

A quaresma de São Miguel Arcanjo foi difundida através dos discípulos de São Francisco, que o imitavam nessa devoção e recebiam graças. E até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar nossas vidas a São Miguel.
O que é necessário?

Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição. A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então, o nossocoração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos.


Após esta análise de sua vida, faça um altar com a imagem ou foto de
São Miguel Arcanjocolocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar o altar. Durante a quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão. Fazer seu pedido particular e principalmente pela libertação da família, quebra de maldição, do jugo hereditário, ocultismo e outras intenções.
Rezar as orações mencionadas abaixo e, no dia 29 de setembro participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa.

Rezemos a São Miguel Arcanjo 
nos dez primeiros dias da quaresma por toda cura e libertação de todos os vícios de dependência química (álcool, drogas, cigarros) também vícios de jogos, de compulsividade (para comprar, comer); Nos dez dias da quaresma rezemos além das nossas intenções particulares, também por toda a cura e libertação de maldições em nossas pontes de gerações, como: desordens sexuais, adultério, roubo, alcoolismo, perseguições, divórcios, abortos, mortes repentinas, idolatrias.(e outros)


Nos dez terceiros dias da quaresma, rezemos por toda libertação de malefícios a agouros que possam ter atingido sua vida e os seus negócios como também sua profissão e estudos: dificuldades financeiras, perdas, insucessos, invejas, ciúmes, trapaças.

Nos dez quartos dias da quaresma, rezemos por toda cura e libertação física e espiritual: doenças psíquicas como: transtorno bipolar, esquizofrenia, síndrome do pânico, doenças físicas como: dores na coluna, enxaquecas, anemias, desmaios, bronquites, asmas, alergias e outros.


A Quaresma deSão Miguel Arcanjotem seu início no dia 15 de agosto. No dia 20 de setembro inicia-se a novena em honra à São Miguel Arcanjo juntamente com as outras orações culminando com a grande festa no dia 29 de setembro.


* importante a quaresma ou novena pode ser realizada a partir de qualquer data do ano, sendo agosto a setembro um momento especial

Fonte: http://www.arcanjomiguel.net

Todos os dias:

Acender uma Vela (benta) diante da imagem de São Miguel Arcanjo
Oferecer jejuns, penitências e abstinências
Fazer o sinal da cruz
Rezar a oração inicial “Pequeno Exorcismo do Papa Leão XIII”
Rezar a Ladainha de São Miguel Arcanjo
Rezar a Consagração a São Miguel Arcanjo
Fazer o pedido de uma graça a ser alcançada
Fazer uma Santa confissão

O altar- Na Quaresma de São Miguel Arcanjo, costuma-se fazer um pequeno altar ou oratório com a imagem de Arcanjo (pode ser uma foto também) e se possível no momento da oração acenda uma vela ( benta ) (que simboliza a luz de Cristo).

Jejuns e penitências- Durante o período desta oração (40 dias), é indicado que cada pessoa faça uma penitência (exemplos) (abster-se de algo de comer, do cigarro, da bebida,internet ou até da televisão) e buscar o jejum ao menos às sextas-feiras, dia que a Igreja aconselha a prática.  (abster-se de carne por exemplo) .

Participar das Santas missas (se possível diariamente) em honra a São Miguel, e após a comunhão rezar a Oração de São Miguel Arcanjo.
Durante as orações (40 dias ), Acender a vela (benta), fazer o sinal da Cr
uz.
A Quaresma de São Miguel Arcanjo deve ser rezada, diariamente, entre os dias 15 de agosto e 29 de setembro, dia da Festa de São Miguel. Podendo ser rezada, também, em outras épocas do ano por um período de 40 dias.


ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS
ORAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO
“Pequeno Exorcismo do Papa Leão XIII”
 
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
Sacratíssimo Coração de Jesus tende piedade de nós! (3x)
LADAINHA DE SÃO MIGUEL
 
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós. Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
[www.arcanjomiguel.net]
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
[www.arcanjomiguel.net]
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração:
 Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.
 
Ao final, reza-se:
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.Um Pai Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.


V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Consagração a São Miguel Arcanjo
Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.  É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa arma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.

Créditos:http://www.arcanjomiguel.net
Clevinho Maia (Combatentes de São Miguel Arcanjo)
BLOGS
https://saomiguelarcanjo.wordpress.com
http://novecoros.blogspot.com.br


leia mais em:http://www.arcanjomiguel.net/rezar-quaresma.html#ixzz3ATwosFeU

ESTE BLOG É DEDICADO À:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...