segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Oração para os dias agitados

Sabe aquele dia em que não sobra tempo para nada? Esta oração ajudará você a se conectar com Deus mesmo em meio à correria

Praying businessman - pt

Senhor, meus dias são muito intensos,
tenho muitas coisas a fazer, receber, oferecer e amar.
São os desafios de sempre
e outros novos que mobilizam até a raiz.
Minhas limitações me recordam como sou pequeno,
como não posso fazer tudo,
como não posso estar em todos os lugares.
Mas esse tudo é bem-aventurança,
é uma permanente Boa Notícia de que
Tu, Senhor, podes fazer tudo.
Esta é a beleza de reconhecer-me
vulnerável ao teu amor.
Senhor, toma conta de tudo,
faz de mim teu filho amado
que faz o que está ao seu alcance
seguindo sua fé.
Dá-me a graça de fazer o que me pedes,
de entregar-me ao que vale a pena,
de não guardar nada para mim,
de doar-me por inteiro.
Coloco em tuas mãos a minha vida
e a vida dos meus irmãos.
Diante do dinamismo da existência,
não posso estar com eles como gostaria,
mas Tu podes: cuida deles, Pai!
Entrego minha vida em tuas mãos.
Ensina-me a amar-te e dar-te glória
em cada ato do meu dia.
Amém.
(Adaptado de yohagonuevastodaslascosas.blogspot.com)

EUA: hóstia consagrada sangra na igreja de São Francisco Xavier

A diocese abriu uma investigação para descobrir se é um verdadeiro milagre
Hóstia_sangrante

A diocese de Salt Lake City, Utah (EUA) está investigando um possível milagre ocorrido na igreja de São Francisco Xavier, na localidade de Kearns, a 20km ao sul da capital do estado.
Segundo a mídia local, a hóstia consagrada, Corpo de Cristo, foi recebida por um menino que, ao que parece, não havia feito sua Primeira Comunhão. Ao perceber isso, um familiar do garoto devolveu a hóstia ao sacerdote, que a colocou em um copo d’água para que se dissolvesse, como se costuma fazer em casos semelhantes. Normalmente, em casos assim, a hóstia se dissolve em minutos.
Três dias depois, a hóstia consagrada não só continuava flutuando, senão que apresentava pequenas manchas de sangue, como se estivesse sangrando. Os paroquianos, ao saber do ocorrido, foram conferir o possível milagre e rezar diante da Hóstia Sangrante.
O diocese local criou um comitê para investigar o possível milagre eucarístico. Tal comitê é formado por dois sacerdotes, um diácono e um leigo, bem como por um professor de neurobiologia. A diocese assumiu a custódia da Hóstia Sangrante e esta não será exposta à adoração pública enquanto a investigação estiver em andamento.
Dom Francis Manion, presidente do comitê de investigação, declarou: “Recentemente, a diocese recebeu a informação de uma hóstia que sangrou na igreja de São Francisco Xavier, em Kearns. Dom Colin F. Bircumshaw, administrador diocesano, nomeou um comitê ad hoc de especialistas para investigar o assunto”.
E completou: “O trabalho da comissão já está em andamento. Os resultados serão divulgados publicamente. A hóstia se encontra neste momento sob custódia do administrador diocesano. Ao contrário dos rumores, não há planos, por enquanto, de expô-la publicamente para adoração”.
Dom Manion concluiu: “Seja qual for o resultado da investigação, podemos aproveitar este momento para renovar nossa fé e devoção no milagre maior: a presença real de Jesus Cristo em cada missa”.




http://pt.aleteia.org/2015/11/27/eua-hostia-consagrada-sangra-na-igreja-de-sao-francisco-xavier/

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O amor com o qual nos amaste

Nós te adoramos e te glorificamos,
Ó Pai onipotente, rico de graças e misericórdia.
Suplicamos-te de conhecer e de compreender
O teu Filho Jesus como Messias, filho de Davi, Herdeiro do seu trono, Rei dos Reis,
Senhores dos senhores, par adorá-lo e
Amá-lo como Deus e segui-lo como o Salvador da humanidade.
Concede-nos de fixar os olhos nele,
De contemplá-lo para poder entender a ti,
Pai santíssimo e justíssimo,
E o amor com o qual amaste o mundo desde o início,
Um amor que destina a todos os
Homens da Terra e que inclui, também, a nossa missão.
Nós te suplicamos, Pai, por teu Filho
Jesus Cristo Nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo.
Amém.

(Cardeal Carlo Maria Martini)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Cuidado se você não sofre tentações!

São melhores as amarguras e as provações da batalha, que preparam o Céu, à paz e à tranquilidade deste mundo, que pavimentam a estrada para o inferno.


Uma famosa oração, atribuída a Santo Agostinho, e rezada por quem se prepara para a Santa Escravidão a Nossa Senhora, possui uma frase digna de profunda meditação: “Ó Jesus, anátema seja quem não Vos ama. Aquele que não Vos ama seja repleto de amarguras.”
Mas, desde quando os santos rezam a Deus pedindo que as pessoas fiquem amarguradas?
Qual é, afinal, o sentido dessas palavras de Agostinho, aparentemente tão severas?
O desejo desse doutor da Igreja é bem simples: que os homens amem a Deus!
E ninguém pense que se trata de uma petição qualquer. As palavras de Agostinho – que não fazem mais que ecoar as do próprio Cristo no Pai Nosso – são a coisa mais importante e valiosa que se pode pronunciar em favor daqueles que se ama. Pois, que bem maior podemos dar aos que amamos, senão Deus mesmo, o único que pode trazer felicidade ao nosso coração? Nenhum bem deste mundo pode saciar a nossa alma e, ainda que pudesse, a morte o levaria embora e o tiraria de nossas mãos... Deus, ao contrário, não só alegra os Seus nesta vida, como lhes reserva uma eternidade ao Seu lado.
A condição para gozar dessa bem-aventurança eterna é uma só: amar a Deus. Por isso, diz São Paulo: "Para aqueles que O amam, Deus preparou coisas que nenhum olho viu, nem ouvido ouviu e nem coração jamais pressentiu" (1 Cor 2, 9).
São muitas, todavia, as coisas que nos afastam dessa divina recompensa, e uma delas são as falsas alegrias do mundo, que substituem o lugar de Deus e nos fazem esquecer d'Ele.
É por isso que, no decorrer de nossa vida, somos assaltados por tantas dificuldades, tristezas, perdas e acidentes – aquilo que as pessoas comumente chamam de "desgraças", embora a única verdadeira desgraça nesta e na outra vida seja estar afastado de Deus. Todas essas coisas, se vivemos na graça da amizade com Cristo, não devem nos preocupar, já que "tudo concorre para o bem dos que O amam" (Rm 8, 28). Mas, se, ao contrário, vivemos na desgraça do pecado, sem desejo de nos emendarmos e mudarmos de vida, tudo o que nos acontece serve-nos como castigo.
Não nos impressionemos! Embora isso não se ouça mais dos púlpitos de nossas igrejas e certos pregadores cheguem a dizer o contrário, é verdade que Deus castiga. Às vezes, Ele permite que os males desta vida nos visitem, não por ódio ou maldade, mas justamente porque Ele nos ama e quer a nossa salvação! Afinal, qual é o pai que, vendo o seu filho afastar-se e correr velozmente em direção ao abismo, não prefere que ele se acidente, a vê-lo precipitar-se no fosso? Qual é o pai que, vendo o seu filho destruir-se no mundo das drogas, não procura intervir de alguma forma, mesmo que o remédio às vezes lhe doa?
É por isso que Santo Agostinho reza pedindo: "Aquele que não Vos ama seja repleto de amarguras."
Sim, Senhor, que sejamos repletos de amarguras, enquanto não Vos amarmos por inteiro! Que sejamos repletos de angústias e tristezas, só para que procuremos a única e verdadeira alegria de nossa alma, que sois Vós! Que percamos o que for preciso, só para ganhar a única e verdadeira riqueza, que sois Vós! Que morramos para este mundo e percamos a própria saúde, só para ganhar a única e verdadeira vida, que sois Vós!
E assim, em coro, unamo-nos a Santo Agostinho e a todos os santos de Deus, em ação de graças pelas cruzes e sofrimentos que nos visitam e nos convidam à conversão. Alegremo-nos verdadeiramente com as santas amarguras que o Senhor nos manda, porque também elas são um sinal do Seu grande amor por nós.
Ao contrário, comecemos a preocupar-nos quando, mesmo em nossa infidelidade e impenitência, tudo estiver aparentemente tranquilo e estivermos levando uma vida pacífica e confortável, sem as provações de Deus – nem as tentações do demônio [*]. É o terrível sinal de que já fomos comprados pelo mal e que, por isso, nem mesmo o diabo precisa nos tentar mais.
"Cuidado se você não sofre tentações!", advertia o Santo Cura de Ars. "Talvez você ache que as pessoas que são mais tentadas, são indubitavelmente, os beberrões, os provocadores de escândalos, as pessoas imodestas e sem vergonha que deitam e rolam na sujeira e na miséria do pecado mortal, que se enveredam por toda espécie de maus caminhos. Não, meu caro irmão! Não são essas pessoas!"
"As pessoas mais tentadas – continua São João Maria Vianney – são aquelas que estão prontas, com a graça de Deus, a sacrificar tudo pela salvação de suas pobres almas, que renunciam a todas as coisas que a maioria das pessoas buscam ansiosamente. E não é um demônio só que as tenta, mas milhões de demônios procuram armar-lhes ciladas."
Prefiramos, pois, as amarguras e tentações da batalha, que preparam o Céu, à paz e à tranquilidade deste mundo, pois são elas que pavimentam a estrada para o inferno.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
* Para uma distinção teológica entre as "provações", que vêm de Deus, e as "tentações", que vêm do demônio, vale a pena ler o Comentário de Santo Tomás de Aquino ao Pai Nosso, n. 78-80, tratado do qual, aliás, se pode tirar grande proveito espiritual.

https://padrepauloricardo.org/blog/cuidado-se-voce-nao-sofre-tentacoes?utm_source=Lista+de+E-mails+%5BPadre+Paulo+Ricardo%5D&utm_campaign=f75ce462ae-cuidado-se-voce-nao-sofre-tentacoes&utm_medium=email&utm_term=0_a39ff6e1ce-f75ce462ae-405976217&mc_cid=f75ce462ae&mc_eid=41b63239af

domingo, 8 de novembro de 2015

19 formas de demonstrar que você valoriza os sacerdotes

Perguntamos a vários padres como podemos demonstrar nossa gratidão a eles e estas foram suas respostas
 
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Nossos padres e párocos estão entre os membros mais trabalhadores da Igreja. O sacerdote paroquial típico trabalha todos os fins de semana e férias, mora no mesmo lugar em que trabalha e tem apenas um dia de descanso na semana – isso sem contar que hoje em dia é exigido deles que cuidem de mais pessoas e que assumam mais responsabilidades e funções que antigamente.
Perguntamos a alguns párocos como poderíamos demonstrar que estamos agradecidos por todo o trabalho que eles realizam por nós. Recebemos estas respostas:
1. Rezar por eles.
2. Preparar-lhes uma refeição ou lanche, especialmente em dias de muito trabalho.
3. Comemorar os dias especiais na vida deles, como aniversário e ordenação sacerdotal.
4. Orar mais, reclamar menos.
5. Oferecer-se para ajudar em alguma coisa.
6. Ir à missa e confessar-se com regularidade.
7. Escrever uma cartinha de agradecimento.
8. Dizer-lhes “obrigado” pessoalmente.
9. Elogiá-los.
10. Preocupar-se pelo seu bem-estar.
11. Evitar as fofocas na paróquia.
12. Deixar claro que você os apoia.
13. Ter amizade com o padre antes de sair apontando suas falhas.
14. Ter expectativas realistas (ele é um ser humano) e ser útil.
15. Não achar que o padre existe só para atender você; não tomar muito tempo dele.
16. Ser solidário.
17. Dar o espaço de que ele precisa para ter sossego e paz de vez em quando.
18. Convidá-lo para atividades e reuniões familiares.
19. Buscar a santidade, pois esta é a maior felicidade de um sacerdote: ver que suas ovelhas estão buscando sinceramente o caminho que leva a Deus.
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Santo do Dia / Comemoração (COMEMORAÇÃO DOS FALECIDOS)

A Igreja, guardiã e intérprete da divina Revelação, ensina que todos os que morrem na graça de Deus e entram na vida eterna não rompem suas relações com os irmãos que sobrevivem: vivos e mortos, santificados pelo mesmo Espírito, formam o Corpo Místico de Cristo, a Igreja. 

Igreja triunfante, celebrada no dia anterior a este, com a solenidade de Todos os Santos; Igreja militante, peregrina sobre a terra, a caminho do Reino prometido por Cristo aos redimidos; e Igreja da purificação, um estado intermediário, temporário, que tem seu fundamento na Revelação. 

São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, para esclarecer essa verdade, usa a imagem de um edifício em construção: entre os operários há aquele que faz um trabalho cuidadoso, perfeito e usa bom material; e há o que, pelo contrário, ao bom material mistura madeira ou palha. Houve tempo em que as casas dos pobres tinham telhado de palha sustentado por frágeis traves. Na metáfora paulina, aquela madeira ordinária e aquela palha são a vanglória e o pouco zelo no serviço do Senhor. Na hora da verificação, acrescenta são Paulo, isto é, na prova do fogo, a palha desaparecerá, mas “se a obra construída [...] subsistir, o operário receberá uma recompensa. Aquele, porém, cuja obra for queimada perderá a recompensa. Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas como que através do fogo”. 

A estas almas, imersas na chama purificadora à espera da plena bem-aventurança celeste, a Igreja dedica neste dia uma recordação particular, para soldar com a caridade do sufrágio aqueles vínculos de amor que ligam vivos e mortos na mística união com Cristo. Em 1915, Bento XV estendeu a todos os sacerdotes o privilégio — concedido em 1748 apenas à Espanha — de celebrarem três missas em sufrágio dos mortos. 

Na liturgia de hoje, a Igreja condensa em três palavras a resposta à interrogação sobre a “vida além da vida”: vita mutatur, non tollitur, a vida continua. São as palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11,25-26). E, sempre no evangelho de João (6,54.58), Jesus insiste na mesma verdade consoladora: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia... Este é o pão que desceu do céu. Ele não é como o que os pais comeram e pereceram; quem come este pão viverá eternamente...” 

“Nós cremos que o Verbo de Deus Pai, que é a vida por natureza, tendo-se unido ao corpo animado de uma alma racional, gerado pela Virgem Santa, tenha-o tornado vivificante, com esta inefável e misteriosa união, para que, fazendo-nos participar dele, espiritual e corporalmente (por meio da eucaristia), eleve-nos acima da corrupção (são Cirilo de Alexandria, Ad. Nestor. 4,5).

http://www.catolicoorante.com.br/liturgia_diaria.php

Deus é o conforto para nossa saudade

Deus é o conforto para nossa saudade. É para Ele que queremos suplicar indulgências em favor dos nossos entes que já faleceram
“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei a minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e acharei repouso para as vossas almas” (Mateus 11,28-29).
Na comemoração de todos os fiéis defuntos, daqueles que já foram para a casa de Deus, nossa alma, muitas vezes, encontra-se desconsolada, triste, pesarosa e muito saudosa de tantas pessoas queridas, amadas que fizeram seu curso aqui na Terra junto conosco.
Alguns viveram mais dias, outros menos; a verdade é que muitos se foram, outros irão e nós também iremos. Por isso vivemos, nesses dias, a comunhão de toda a Igreja. Ontem foi o dia da Igreja triunfante, a comemoração de todos os santos; hoje, celebramos a Igreja padecente e lembramos os fiéis falecidos que estão no purgatório. Nós, Igreja militante, em comunhão com essas outras dimensões da Igreja, caminhamos todos para o mesmo lugar.
O nosso lugar é junto de Deus, a nossa pátria definitiva é o Céu; por isso, caminhando aqui, purificando-nos no purgatório ou já participando plenamente da glória dos eleitos no Céu, é importante termos o coração em Deus, fazer d’Ele o referencial primeiro de toda a nossa vida.
É para Ele que queremos, hoje, oferecer nossas orações, súplicas e preces. É para Ele que queremos suplicar indulgências em favor dos nossos entes que já faleceram. Queremos recomendar a misericórdia divina à alma de cada fiel, de cada irmão e irmã ao coração misericordioso do Nosso Deus, para que livre as almas do purgatório, conceda a elas participarem da eternidade feliz no Céu e console o nosso coração da tristeza e do desânimo, pois, muitas vezes, ficamos com a alma desconsolada.
Que o próprio Deus seja consolo para nosso coração, conforto para nossa saudade e ânimo para nossa fé, a fim de que não percamos a esperança de que o lugar definitivo de todos nós é na pátria celeste para a qual Deus nos preparou.
Deus abençoe você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/deus-e-o-conforto-para-a-nossa-saudade/

Fonte de água

"Se você não puder ser uma fonte de água pura e cristalina à margem de uma estrada, seja uma simples gotinha de orvalho que brilha na pétala da flor ou na folha da planta quando desponta o sol no horizonte. Seja o que for, seja sempre o melhor; faça o que fizer, faça sempre com muito amor. Fazer com muito amor e da melhor forma que pudermos tudo o que nos é possível, sem aflição diante daquilo que está fora das nossas possibilidades". 

(Frei Anselmo Fracasso OFM)

domingo, 1 de novembro de 2015

Felicidade

Na solenidade de Todos os Santos são proclamadas as bem-aventuranças de Jesus, pois aqueles que chegaram à santidade são para nós inspiração e modelo de felicidade.
As pessoas, hoje como sempre, infelizmente valem pelas riquezas que têm, pelos cargos que ocupam. A felicidade é anunciada e buscada a todo custo, pela lei do menor esforço, sobretudo como prosperidade econômica. E isso acontece também em igrejas que se dizem cristãs,mesmo depois de Jesus ter proclamado o Sermão da Montanha, que vai exatamente no sentido contrário. Jesus diz que felizes são os pobres em espírito, os que sentem a pobreza na pele,os que renunciam à cobiça, os simples e pequenos, os que estão vazios de tudo e só têm a Deus como seu defensor.
Renunciando à busca da felicidade que se identifica com comodidade ou mero bem-estar, os pobres entram em outra dinâmica: a lógica do reino de Deus. Neste reino, felicidade é buscar a justiça divina, que supera em tudo o legalismo e a hipocrisia humana. A felicidade do reino é a que dura pela eternidade, mas necessariamente  começa neste mundo. Ela consiste em se desgastar pelos outros, em sofrer e chorar com outros e pelos outros, em construir juntos a paz. É a felicidade que se identifica com o perdão, porque a graça de Deus é infinita diante de nosso erros. Que se identifica com a perseverança em face das calúnias, tribulações e perseguições. Que se identifica com a solidariedade, quando um mendigo nos interpela na calçada e nos recorda que, diante de Deus, somos todos mendigos.
Na dinâmica do reino, a felicidade é algo que se conquista seguindo o exemplo do Mestre: doando a própria vida por amor, em tudo o que isso comporta de sofrimento. Olhando para todos os santos, renovamos hoje a esperança de que o amor que vivemos e doamos aqui seja aceitos por Deus.
Pois só levaremos para a eternidade o amor que tivemos deixado aqui. Que ele torne plena nossa vida e eternize nossa felicidade.

Pe. Paulo Bazaglia, sobre o Evangelho deste domingo 01/11/2015


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