sábado, 31 de outubro de 2015

Salmos para quem quer aprender a orar

Orar é simplesmente conversar com Deus; é um aprendizado, em que os Salmos são de imensa valia

Orando

Orar é conversar com Deus.
Basta abrir o coração e simplesmente falar com Ele, usando as nossas próprias palavras para desabafar, pedir luz e orientação, pedir graças e socorro, agradecer, “reclamar” como um filho confiante diante do Pai amoroso, pedir perdão e misericórdia, interceder pelo próximo… Ou ficar “olhando” para Deus em silêncio, contemplando no coração o seu mistério, a sua grandeza incompreensível para a razão sozinha, a sua obra como Criador, os seus gestos sublimes ou singelos de amor, cuidado, respeito pela nossa liberdade, “dependência” da nossa aceitação…
Orar se aprende, assim como se aprende a falar, a ouvir com atenção, a gostar de alguém, a ficar em silêncio contemplativo.
Nesse aprendizado, os Salmos são de imensa valia.
Os Salmos são louvores escritos para expressar a adoração a Deus. Eles refletem ainda o interior do espírito humano e suas disposições de bondade, arrependimento, confiança, louvor, miséria, necessidade, gratidão…
Um dos Salmos mais conhecidos é o 91. Seguem aqui seus versículos de 1 a 7:
“Aquele que habita no abrigo do Altíssimo
e descansa à sombra do Todo-poderoso
pode dizer ao Senhor:
Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza,
o meu Deus, em quem confio.
Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal.
Ele o cobrirá com as suas penas e,
sob as suas asas, haverá refúgio;
a fidelidade dele será o seu escudo protetor.
Não temerá o pavor da noite,
nem a flecha que voa de dia,
nem a peste que se move sorrateira nas trevas,
nem a praga que devasta ao meio-dia.
Mil poderão cair ao seu lado, dez mil à sua direita,
mas nada o atingirá”.
Para começar a descobrir o tesouro dos Salmos, algumas sugestões:
Sobre a bondade: Salmos 1, 19, 24, 133, 136 e 139
Sobre a presença de Deus: Salmos 29, 96 e 100
Nas horas de dificuldade: Salmos 3, 14, 22

http://pt.aleteia.org/2015/10/30/salmos-para-quem-quer-aprender-a-orar/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Oct%2030,%202015%2003:03%20pm

sábado, 24 de outubro de 2015

12 lições de São João Paulo II

Juan Pablo II rezando - pt

1 – A verdade é que estamos perante uma objetiva “conjura contra a vida” que vê também implicadas Instituições Internacionais, empenhadas a encorajar e programar verdadeiras e próprias campanhas para difundir a contracepção, a esterilização e o aborto. (Evangelho da Vida, 18)
2 – O homem de hoje parece estar sempre ameaçado por aquilo mesmo que produz com o trabalho de suas mãos e da sua inteligência, e das tendências da sua vontade. (RH)
3 – Os mecanismos materialistas produzem, em nível internacional, ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres.
4 – Um jovem cristão deixa de ser jovem, e há muito não é cristão, quando se deixa enganar pelo princípio fácil e cômodo, de que “o fim justifica os meios”.
5 – O homem não pode viver sem o amor. Ele permanece para si mesmo um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se não o torna algo seu próprio. (RH, 10)
6 – No mistério da Redenção o homem é novamente “reproduzido” e, de algum modo, é novamente criado. (RH,10)
7 – A Igreja existe para levar os seus filhos a serem santos.
8 – A santidade é a força mais poderosa para levar Cristo ao coração dos homens.
9 – Sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável.
10 – O sentido essencial desta “realeza” e deste “domínio” do homem sobre o mundo visível, que lhe foi confiado pelo próprio Criador, consiste na prioridade da ética sobre a técnica, no primado da pessoa sobre as coisas e na superioridade do espírito sobre a matéria. (RH, 16)
11 – A fé e a razão constituem como que duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. (Fides et Ratio, 1)
12 –  O século XX ficará considerado uma época de ataques maciços contra a vida, uma série infindável de guerras  e um massacre permanente de vidas humanas inocentes. Os falsos profetas e os falsos mestres conheceram o maior sucesso possível. (EV,17)

domingo, 18 de outubro de 2015

Por que os anjos não são iguais?

Para entender o tema dos anjos é preciso ir às fontes da nossa fé
<a href="http://www.shutterstock.com/pic.mhtml?id=55203718&src=id" target="_blank" />Angel with sudarium</a> © Sootra / Shutterstock

Meu último artigo, "Você sabia que alguns anjos estão mais perto de Deus que outros?", gerou algumas dúvidas e questionamentos entre os leitores. Por isso, dedicarei o presente texto a fazer alguns esclarecimentos sobre o tema. 
1. Questionamentos sobre a origem da hierarquia dos anjos
 
Estes interrogantes são importantes, porque permitem reafirmar a fonte da nossa fé. O estudo dos anjos está dentro do marco domagistério da Igreja.
 
A Bíblia apresenta vários textos que mencionam o coro dos anjos: o Gênesis fala dos querubins (3, 24); o profeta Isaías menciona os serafins (6, 2); São Paulo faz alusão aos tronos, dominações, potestades, principados (Ef 1, 21; Col 1, 16).
 
Além da Bíblia, temos a Tradição da Igreja que, como recordou Bento XVI, é parte essencial da estrutura católica (audiência de 28 de janeiro de 2009). Por isso, é necessário recorrer ao testemunho da Tradição, que é unânime, desde o século VI d.C., ao apresentar uma ordem existente entre os anjos.
 
João Paulo II, em sua catequese de 6 de agosto de 1986, retoma este ensinamento ao afirmar que "os autores antigos e a própria liturgia também falam dos coros angelicais – nove, segundo Dionísio Areopagita".
 
Dionísio Aeropagita, do século VI, escreveu precisamente, em sua obra intitulada "A hierarquia celestial", que "a Escritura cifrou em nove os nomes de todos os seres celestes", e atribui a ordem que ele dá a estes nove "nomes" ao seu mestre, quem "os classificou em três hierarquias de três ordens cada uma" (serafins, querubins, tronos etc.).
 
Mencionei aqui somente Dionísio, mas há vários padres e doutores da Igreja que trataram do tema, como São Gregório Magno, São Boaventura, São Tomás de Aquino e outro que falam da existência de uma ordem angelical.
 
O Catecismo da Igreja também faz alusão a esta existência, ao dizer que "Deus quis a diversidade das suas criaturas e a bondade peculiar de cada uma, sua interdependência e sua ordem" (n. 353).
 
2. O lugar dos anjos dentro desta hierarquia
 
Alguns leitores se surpreenderam ao saber que, dentro da hierarquia, os arcanjos não são os mais elevados ou os superiores. Para compreender a posição de cada um na hierarquia angelical, é preciso recordar que todos eles recebem a luz de Deus, todos contemplam Deus (Mt 18, 10).
 
O lugar que cada um ocupa na hierarquia se deve às suas perfeições espirituais ou à sua missão (cf. Tomás de Aquino, Summa Theologica, q. 108, art. 5). Por esta razão, os arcanjos têm a luz divina, a transmitem, mas não chegam à perfeição de um serafim. Mas isso é belo, ao pensar, por exemplo, que a vitória de São Miguel é a vitória de um pequeno, de alguém do oitavo coro. O triunfo de São Miguel tem muito a nos ensinar sobre a vitória dos pequenos e humildes.
 
3. Significado da ordem angelical (não seria uma discriminação?)
 
O fato de que alguns anjos estejam mais perto de Deus não implica em uma discriminação. Assim como existem inúmeras flores e nem todas podem ser orquídeas ou rosas, e isso manifesta a riqueza que há em Deus, o mesmo acontece com os coros angelicais: eles mostram a beleza e harmonia que existe em Deus.
 
4. A hierarquia angelical e nossa vida de fé
 
Tudo o que vimos anteriormente nos leva a uma meta: Deus. De fato, toda a visão da hierarquia angelical se baseia no fato de os anjos estarem orientados a Deus. Se há três coros, é porque Deus é trino; se há uma ordem, é porque Deus é uno.
 
O centro do mundo dos anjos é Deus. E esta diversidade de seres espirituais está continuamente louvando Deus e, por isso, a hierarquia angelical traz a harmonia e o louvor a Deus.
 
Os anjos nos levam a Deus, e é necessário conhecer sua missão e sua tarefa. É preciso conhecer que tipo de ajuda nos dá cada anjo, cada ordem, pois, como ensina São Boaventura: "Se elevássemos nossa mente a esta hierarquia que nos oferece tudo o que Deus quer dar, não seríamos pobres. Se houvesse algum pobre, e alguém lhe oferecesse todos os bens, ele seria muito bobo se não lhe abrisse a porta. Os anjos nos dizem: ‘Recebam nossos exemplos, serviços e ministérios’; e nós somos grosseiros, porque fechamos nossas portas à sua influência".

http://pt.aleteia.org/2015/08/11/por-que-os-anjos-nao-sao-iguais/

Quantos anjos existem?

Existe um anjo para cada pessoa? Ou um só anjo cuida de várias pessoas?


little angel playing violin - detail of cemetery decor, Italy - pt

Ao tratar do tema dos anjos, é muito frequente que surja a pergunta: "Mas quantos anjos existem?". Esta é uma pergunta importante, pois da sua resposta depende a visão que podemos ter do anjo da guarda: se é um para cada pessoa ou, pelo contrário, os anjos são tão reduzidos que, ao invés de haver um anjo para cada ser humano, haveria um anjo para um grupo inteiro de pessoas.

Há quem afirme, recordando a parábola da ovelha perdida (Lc 15, 4), que o número dos anjos seria 99 vezes maior que o número de pessoas.

Outros, pelo contrário, defendem que o número dessas criaturas espirituais seria o mesmo número dos seres humanos ou, pelo menos, o mesmo número de pessoas que no final se encontrarão no céu.

E, claro, não falta quem diga, em clara contradição com a fé e o ensinamento da Igreja, que o número de anjos depende do número de signos do zodíaco. Esta ideia é defendida pela Nova Era e por movimentos esotéricos.

Segundo a Bíblia, o número de anjos é imenso, incalculável. O livro do profeta Daniel fala de "milhares e milhares, dezenas de milhares" (Dn 7, 10).

Igualmente, encontramos outros textos bíblicos que abordam o tema, como o livro de Jó (38, 7), no qual os anjos são comparados com o número das estrelas do céu. Já o profeta Isaías fala do exército celestial (Is 40, 26).

No Novo Testamento, a Carta aos Hebreus volta a falar de "miríades de anjos" (Hb 12, 22).

O apóstolo São João, na visão que tem da Jerusalém celeste, ouve a voz de uma "multidão de anjos" (Ap 5, 11).

Também Jesus Cristo faz alusão ao número dos anjos no momento de ser preso: "Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?" (Mt 26, 53). Na época de Jesus, uma legião romana era formada por 6 mil homens.

Estas informações da Sagrada Escritura nos permitem afirmar que o número de anjos é limitado, pois são criaturas, mas mesmo assim é imenso. Precisamente por esta quantidade enorme de anjos, no mundo angelical existe uma ordem, uma hierarquia (da qual trataremos em outro artigo).

Nesta imensidade de seres, o homem está cercado, protegido, guiado e custodiado. Os textos da Bíblia que nos falam do número de anjos não os quantificam, porque os anjos, como criaturas de Deus, protetores das pessoas e da criação, são um presente do Senhor que não pode ser quantificado.

O mundo dos anjos é mais uma expressão do amor de Deus, e isso não se quantifica. Apenas se acolhe com humildade e gratidão.

Há milhões de anjos ao nosso lado, protegendo-nos, mostrando-nos o amor de Deus. Milhões de anjos que abrem suas asas para nos mostrar um amor extremo: o amor de Deus por nós.

Acolhamos com gratidão, com alegria e amor esses companheiros. Unamo-nos a eles e juntos demos graças a Deus pelo seu amor.

http://pt.aleteia.org/2015/08/07/quantos-anjos-existem/

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Como devemos invocar Deus no tempo da tribulação?

Conselhos de Tomás de Kempis em sua obra "A Imitação de Cristo"

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Assim nos revela a meditação de Tomás de Kempis em seu clássico “A Imitação de Cristo”
1. O Discípulo – Seja vosso nome para sempre bendito, Senhor, pois quisestes provar-me com esta tribulação.
E porque não posso evita-la que outra coisa farei senão acolher-me a vós para que me auxilieis e a convertais em proveito meu?
Senhor, sinto-me atribulado; meu coração está desassossegado por causa desta paixão que o atormenta vivamente.
“Que vos direi agora”, oh, Pai amantíssimo? Rodeado estou de angústias. “Salvai-me nesta hora” (Jo 12,27).
Vós permitistes que eu chegasse a este estado para que sejais glorificado quando eu estiver muito abatido e for por vós livre.
Dignai-vos, Senhor, socorrer-me porque, pobre criatura, que posso eu fazer e onde irei sem vós?
Dai-me paciência, Senhor, ainda desta vez. Estendei-me a vossa mão, Deus meu, e não temerei, por mais forte que seja a tribulação.

2. Que posso eu dizer-vos neste estado? “Senhor, faça-se a vossa vontade”. Bem merecido tenho angústias e tribulações em que me vejo (Mt 6,10).
Convém que eu as sofra; e oxalá seja com paciência, até que passe a tempestade e venha a bonança.
Poderosa é a vossa mão onipotente para afastar de mim esta tentação e moderar sua violência, para que não sucumba de todo. Como tantas vezes tendes feito comigo, Deus meu, misericórdia minha.
E quanto para mim é mais dificultosa esta mudança, tanto mais fácil é ela para vós; “porque é obra da direita do Altíssimo” (Sl 76,11).

(Retirado do livro: “A Imitação de Cristo”, de Tomás de Kempis, Ed. Ave-Maria)

domingo, 11 de outubro de 2015

A lenta agonia dos cristãos perseguidos no Vietnã

Os cristãos da etnia Hmong fugiram da perseguição no Vietnã e foram para o Camboja – onde também encontraram as portas fechadas...
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A minoria Hmong, desprezada pelo grupo Kin, majoritário no Vietnã, vive nas terras altas do país em condições arcaicas. Seu quase autárquico estilo de vida os relega à categoria de pessoas de segunda classe, sem acesso à educação nem a cargos de responsabilidade.
O governo os preferiria animistas
Os Hmong, como, aliás, a maioria dos vietnamitas, são impermeáveis ​​ao ateísmo marxista. Entre eles, surgiram comunidades cristãs pouco numerosas, mas dinâmicas. O partido comunista vietnamita, assim como o chinês, considera os cristãos uma “quinta coluna” do Ocidente. Régis Anouilh, presidente da agência de notícias Église d’Asie, diz que, aos olhos do Partido Comunista Vietnamita, seria melhor que os Hmong fossem animistas em vez de cristãos, porque isto seria “menos perigoso” para quem está no poder.
Interesses econômicos e desprezo religioso
Além deste aspecto puramente ideológico, as atividades de mineração no planalto central do Vietnã complicam mais ainda a condição dos Hmong: muitos deles tiveram as suas propriedades expropriadas. Suas demandas de construção de locais de culto também são recusadas ​​com as mais diversas justificativas. Essa combinação de fatores leva boa parte dos “cristãos da montanha” a rumar para as fronteiras do Camboja. O fenômeno migratório começou em 2001: na época, os grupos Hmong se levantaram para exigir mais autonomia e liberdade religiosa. Severamente punidos, cerca de 3.000 ativistas tiveram de partir, temendo ser presos pela polícia vietnamita.
A recusa da condição de refugiados
Mas o Camboja, pensando em manter as boas relações de vizinhança com o Vietnã, geralmente se apressa em reenviar os refugiados para a fronteira. A Human Rights Watch já condenou a violência dessas extradições em 2005. “Não há nenhuma justificativa para bater em pessoas desarmadas envolvidas em desobediência civil pacífica”, enfatizou a organização. “A polícia do Camboja não tinha tentado nenhuma negociação com os requerentes de asilo antes de agredi-los”.
Desrespeito ao direito internacional dos refugiados
Dez anos depois, em 1º de maio de 2015, a organização constata que a situação não mudou para os cristãos das montanhas do Vietnã, que hoje são reprimidos tanto no Camboja quanto na Tailândia. A Human Rights Watch descreve em um comunicado: “O comportamento do poder cambojano, ao se recusar a reconhecer a condição das pessoas vindas do Vietnã como requerentes de asilo e postulantes do estatuto de refugiados, demonstra que o governo não se submete às leis internacionais sobre o assunto”.

http://pt.aleteia.org/2015/09/28/a-lenta-agonia-dos-cristaos-perseguidos-no-vietna/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-09/29/2015

Tá difícil ser uma boa pessoa? Então tente rezar esta oração

A vida às vezes é tão dura, que acaba sendo difícil enxergar bondade em nós mesmos e nos outros. Mas tudo isso pode mudar

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Há duas formas de conceber a bondade: como uma característica fixa (você tem ou não tem) ou como um músculo. Em algumas pessoas, esse músculo é naturalmente mais forte que em outras, mas pode crescer e tornar-se mais forte com o exercício.
Gosto de pensar na bondade como um músculo. Crescer em bondade requer constantemente muito trabalho.
Jesus foi um homem bom. Sua alma estava cheia de bondade. Mas, ao mesmo tempo, ele viveu exercitando o músculo da bondade. Passou pela vida fazendo o bem.
Há pessoas boas por natureza. Não se esforçam muito e são boas. Não pensam mal, não agem mal. Outras, no entanto, sentem muita dificuldade em praticar o bem. Precisam se esforçar, exercitam o músculo. Precisam aprender a ver a vida com bondade. E a agir movidas pela bondade.
Se você quer crescer em bondade, mas encontra muitos obstáculos no caminho, pode rezar com fé e sinceridade:
Senhor,

quero te entregar a ferida que se repete.
Minha vontade é que as pessoas
que se sentiram feridas por mim
não se lembrem disso.
Espero compensar o mal com o bem,
mas nem assim isso se remedia.
O pior é que continuo caindo, continuo ferindo.
Às vezes me é quase impossível ver
a bondade em mim, tua própria bondade.
E sinto que é incompatível ser
ao mesmo tempo miséria e bondade.
Não sei o que queres com isso, Senhor,
mas sei o que buscas
ao mostrar-me tudo de maneira tão clara.
Parece que teu objetivo é que eu me aceite completamente.
Mas nem isso eu sei fazer.
Porém, tenho consciência da minha miséria,
inclusive desses becos
nos quais nem me atrevo a entrar.
Sei que Tu também estás presente neles.
E isso me consola.
Ajuda-me, Senhor.
Ensina-me, Senhor.
Dá-me a tua graça.

Vejo minha miséria e meu anseio pela santidade. Meu pecado e o mal que faço. A desproporção entre o que sonho e o que consigo. É forte o desejo de fazer o bem. Como dizia São Paulo, “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” (Rm 7, 19).
No fundo, queremos fazer o bem. Por isso, é tão importante exercitar o músculo do bem. Ainda que nossos atos não sejam tão naturais no começo, façamos o bem, esforcemo-nos por fazer coisas boas. Nunca devolva o mal a quem lhe fez bem. Não cause dano por inveja, ciúme, rancor.
Olhe para Maria. Peça-lhe que lhe ensine a agir com um coração bom. A aliança de amor com Ela é um seguro de vida. Maria é exemplo de bondade e tem muito a nos ensinar.
Quando você sentir que seu coração endureceu, que está cheio de rancor, então peça a Maria que lhe ensine a renovar seu coração. Não se deixe limitar por uma atitude egoísta. Seja sincero em sua oração com Deus, peça a ajuda de Maria e exercite seus músculos na vida cotidiana.

http://pt.aleteia.org/2015/09/29/ta-dificil-ser-uma-boa-pessoa-entao-tente-rezar-esta-oracao/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-09/30/2015

sábado, 10 de outubro de 2015

Eles iam receber a Primeira Comunhão, mas encontraram Jesus antes

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As sequelas da catástrofe ocorrida na Guatemala no dia 1º de outubro continuam comovendo o país centro-americano e toda a região, que se dedica a ajudar os danificados pelo deslizamento que já deixou mais de 200 mortos e 600 desaparecidos.
Uma história que comove mais ainda o coração dos católicos do país é a de 11 crianças que fariam sua Primeira Comunhão na igreja de Santa Catarina Pinula no dia 4 de outubro. Essas crianças não chegaram à sua Primeira Comunhão; são parte das vítimas da tragédia.
No último domingo, 22 crianças fizeram sua Primeira Comunhão enquanto, na mesma igreja, foram velados os corpos dos outros 11 pequenos, cada um deles vestido com a roupa que usariam na cerimônia em que receberiam Jesus Eucaristia pela primeira vez.
“Geralmente fazemos um almoço, uma festa, mas hoje não faremos nada, por respeito a estas 11 crianças que não puderam fazer sua Primeira Comunhão”, comentou Raul Salazar, que levou sua filha de 7 anos para que recebesse o sacramento.
Oremos por esses anjinhos que já estão com Jesus, e peçamos sua intercessão!

http://pt.aleteia.org/2015/10/09/eles-iam-receber-a-primeira-comunhao-mas-encontraram-jesus-antes/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=topnews_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-Oct%2010,%202015%2002:42%20am

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A ORAÇÃO PERSEVERANTE

Ao orientar seus discípulos a respeito da oração, Jesus procurou evitar certas atitudes equivocadas em relação a Deus. Entre elas, a tendência a fazer de Deus um empregado do ser humano, sempre pronto a atender seus pedidos, sem jamais recusar-se.
            Muitos discípulos, vendo que suas orações não eram atendidas imediatamente, eram levados a deixá-las de lado, considerando-as inúteis. Jesus alertou-os a não nutrir tais disposições.
            A relação com o Pai dá-se na gratuidade e na perseverança. O discípulo sabe que tudo quanto recebe de Deus é dom imerecido. Não tem o direito de exigir nada; antes, deve colocar-se diante dele, com humildade, e apresentar-lhe suas necessidades. Por outro lado, o discípulo sabe que o Pai não está obrigado a submeter-se a seu ritmo. Daí a necessidade de ser perseverante, e rezar sem cessar. O Pai conhece a melhor hora de atendê-lo.
            Jesus inculcou nos discípulos uma certeza: quem pede com perseverança obterá o que espera, pois o Pai celeste não se deixa vencer em bondade. Se um pai humano jamais dá uma coisa má a um filho que lhe pede uma coisa boa, tanto mais o Pai celeste dará a seus filhos algo que possa prejudicá-los. Antes, reserva-lhes um dom precioso, o Espírito Santo, o bem mais necessário para não esmorecerem no seu caminho de fidelidade ao Reino.

Oração 
Senhor Jesus, dá-me a graça de ser perseverante na oração, sabendo que o Pai me reserva o que ele tem de melhor.

http://domtotal.com/religiao/eucaristia/liturgia_diaria.php

A missão transforma a Igreja

Guiado pelo Espírito Santo o missionário acolhe a presença de Cristo no irmão(a).
Por Dom Esmerado Barreto de Farias*
Em nome da Comissão para a Ação Missionaria e Cooperação Intereclesial da CNBB, saúdo todos os missionários e missionárias cristãos leigos e leigas, seminaristas, religiosas(os), diáconos permanentes, presbíteros e bispos presentes nas dioceses de origem com as Paróquias, áreas missionárias, COMIPAs e COMIDIs; em outras Igrejas Particulares e em outros países, bem como aqueles que vieram de outros países para o Brasil. Agradecemos a Deus pelo bom testemunho que dão do Evangelho e por estarem vivenciando o caminho do Estado Permanente de Missão.
O mês missionário, celebrado em todo o Brasil,  traz este ano o tema Missão é servir e o lema “Quem quiser ser o primeiro entre vós seja o servo de todos” (Mc 10,44). Certamente, muito contribuirá para despertar e fortalecer em nossa vida, na vida das comunidades, pastorais, movimentos e serviços,  a convicção de que, chamados por Deus para o seguimento a JC, e iluminados pela ação do Espírito Santo, viver a missão que dele recebemos. 
Tocados pela graça de Deus que sempre toma a iniciativa de nos chamar e enviar e em comunhão com a Igreja, precisamos estar abertos à força da missão. Jesus Cristo que vem ao nosso encontro nos contagia com sua presença, assim como o fez com os discípulos de Emaús! (cf. Lc 24,32-35). O encontro com Jesus Cristo nos faz cada vez mais convencidos de que a vida se torna rica e fecunda quando, pela graça do Espírito Santo, a doamos, isto é, a entregamos livre e gratuitamente na realização daquilo que Deus está nos pedindo para o bem dos outros.  A Missão nos envia a viver a proximidade, assumindo em nós o sofrimento do outro e dos outros, bem como as alegrias e esperanças. “Tocando a carne sofredora de Cristo no povo” (EG 24), sendo solidário, o missionário dá sinais de que, guiado pelo Espírito Santo, ele acolhe a presença de Cristo no irmão(a), “lava seus pés”, torna-se seu servidor(a). 
A vida de tantas pessoas que vivem e anunciam o Evangelho, em especial por seu testemunho de fé e solidariedade, é um sinal eloquente de que a Missão transforma tudo, pois vem de Deus; é graça de Deus! Pelo batismo somos marcados pela graça de Deus para sermos discípulos missionários(as) de Jesus Cristo, cooperadores de Deus na missão. Cooperando com ele, fazemos a experiência de sua presença que acompanha e dá sentido à missão, pois nossa vida está a serviço da Missão. Então, não podemos desejar, nem permitir que a missão esteja ao nosso serviço, aproveitando-nos dela pessoalmente ou para o meu grupo. “Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus (...) Esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado” (EG 2). Missão é servir, servir na gratuidade, entregando a vida por amor a Jesus Cristo e às pessoas, aos pobres, à Igreja. “Na doação, a vida se fortalece; e se enfraquece no comodismo e no isolamento. “Aqui descobrimos outra profunda lei da realidade: ‘A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros’. Isto é, definitivamente, a missão» (DAp 360) (EG 10).
A força da Missão penetra a vida da pessoa, das famílias, das comunidades, de toda a Igreja e de tantas outras pessoas e grupos. “A causa missionária deve ser (…) a primeira de todas as causas». Que sucederia se tomássemos realmente a sério estas palavras? Simplesmente reconheceríamos que a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (cf. EG 15).
A missão não é e nem pode ser um enfeite em nós. Ela toma conta de tal forma de nosso ser que não pode ser arrancada da nossa vida (cf. EG 273). Esta convicção dá firmeza, pois nasce de uma experiência profunda de fé, nasce de dentro. A missão nos pede a entrega da vida continuamente. Isto quer dizer que, para realizar a Missão, não basta fazer coisas, mesmo quando bem feitas. Na missão, o centro não sou eu. Eu sou o servo e não o Senhor; sou o aqueduto (que também bebe da água), mas não a fonte. Por isso, a minha alegria é realizar o que o Senhor está indicando, sem buscar recompensa pelo que fiz, pelos meus merecimentos. 
Lembro o senhor Eniel. Natural de Minas Gerais, em busca de trabalho migrou para o Paraná nos anos 60, depois foi para o Mato Grosso e chegou ao sul de Rondônia nos anos 80. Em seguida, foi residir em Buritis (RO). A vila foi se formando. A assistência religiosa era por demais esporádica.  Sentindo o chamado de Deus, seu Eniel ia visitando as ruas da Vila de Buritis que se tornou cidade em 1993; bem como os lugares do interior onde moravam algumas famílias. A população aumentou rapidamente, pois muitos vinham trabalhar na extração e beneficiamento da madeira. Ele Reunia pessoas e famílias, lia o Evangelho e deixava sempre alguém responsável para rezar com o povo. Ele os visitava sempre e os animava, em especial nos fins de semana. Alguns lugares estavam a mais de 30 kms de Buritis. Tudo era estrada de chão e ele fazia o percurso em bicicleta, também no tempo da chuva (dezembro a meados de junho). Foi assim que seu Eniel ajudou a fundar mais de 30 comunidades na área urbana e rural. Aos poucos foram aparecendo os Padres e seu Eniel se sentia mais fortalecido, confirmado no trabalho missionário. Ainda hoje, com 81 anos, esse grande missionário católico continua a missão e sempre diz: “Foi uma graça de Deus. Deus me deu força para esse trabalho. Eu me sinto muito feliz como um colaborador do anúncio do Evangelho! Me dá muita alegria ver as novas comunidades que foram se formando e a sua boa organização. Na Paróquia, já são mais de 100 comunidades. As dificuldades existem, porém, maior é a graça de Deus! Agradeço a Deus por minha família que sempre me apoio. O que eu aprendi nas comunidades na diocese de Ji-Paraná fui trazendo para Buritis. Aos poucos, fui tomando consciência de que era realmente uma missão que vinha de Deus e por isso me sentia mais fortalecido, pois sabia que Ele não me deixaria sozinho. No Evangelho,  Jesus nos diz: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Louvado seja Deus!”

Feliz mês Missionário para todos e deixemos que a Missão transforme a nossa vida e toda a Igreja!  Um grande abraço.
CNBB 05-10-2015.
*Dom Esmerado Barreto de Farias é bispo auxiliar de São Luís (MA).

sábado, 3 de outubro de 2015

A Terceira Via (Legendado em Português) A inclinação Homossexual e a fé Católica.

O beijo no leproso e o novo chamado de Deus


Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, que sempre lhe parecera um ser horripilante, repugnante à vista e ao olfato, cuja presença sempre lhe havia causado invencível nojo.


Mas, então, como que movido por uma força superior, apeou do cavalo, e, colocando naquelas mãos sangrentas seu dinheiro, aplicou ao leproso um beijo de amizade.

Falando depois a respeito desse momento, ele diz: "O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus".

Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semi destruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo bizantino, que a piedade popular ali venerava, quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: "Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas". Não percebendo o alcance desse chamado e vendo que aquela Igrejinha estava precisando de urgente reforma, Francisco regressou a Assis, tomou da loja paterna um grande fardo de fina fazenda e vendeu-a. Retornando, colocou o dinheiro nas mãos do sacerdote de São Damião, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução da capela com suas próprias mãos.

Conhecendo o caráter de Pedro Bernardone, é fácil imaginar sua cólera ao ver desfalcada sua casa comercial e perdido o seu dinheiro. Não bastava já o desfalque que dava ao entregar gratuitamente mercadorias e alimentação para os "vagabundos" necessitados? Agora mais essa! E Francisco teve que se esconder da fúria paterna.


Certo dia saiu resolutamente a mendigar o sustento de porta em porta na cidade de Assis. Para Bernardone isso já era demais! Como podia ele envergonhar de tal forma sua família? Se seu filho havia perdido o juízo, era necessário encarcerá-lo! Assim, Francisco experimentou mais uma vez o cativeiro, desta feita num escuro cubículo debaixo da escada da própria casa paterna. Depois de alguns dias, movida pela compaixão, sua mãe abriu-lhe às escondidas a porta e o deixou partir livremente para seguir o seu destino.

http://www.angelfire.com/ar2/jcarthur/sfco2.htm#beijo

Quem foi São Francisco de Assis

Nasce Francisco,
filho de Pietro Bernardone

Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182 , na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante, que seguidamente viajava para a França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias.

Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. Foi batizado em Santa Maria Maior (antiga catedral de São Rufino) com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de idéia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra.

Sua mãe era de origem provençal: as primeiras palavras ternas e afetuosas que o menino ouviu foram francesas. Esta língua foi gravada no seu coração: assim, afirmou o seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano: “quando manifesta a sua alegria, canta na doce língua dos trovadores da cavalheiresca Provença”.

Segundo a maioria dos biógrafos de São Francisco, os padres de São Jorge lhe deram formação adequada e educação cristã. Mas o caráter e as qualidades melhores lhe vieram da mãe: meiga e firme, cristã fervorosa, toda dedicada à família.

Cedo, o garoto Francisco aprendeu do pai a arte do comércio que manejava com inteligência e proveito. Mas era um jovem alegre, amante da música e das festas e, com muito dinheiro para gastar, tornou-se rapidamente um ídolo entre seus companheiros. Adorava banquetes, noitadas de diversão e cantar serenatas para as belas damas de sua cidade. Enfim, Francisco era o líder da juventude de sua cidade.
 
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