terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Reunião com os Anjos?



Conta-se que, no século XVIII, ingressou na Ordem dos dominicanos um jovem muito fervoroso, que nos fulgores das graças primaveris era constantemente assistido por seu superior. Qualquer função que devesse desempenhar, ou qualquer dificuldade que encontrasse, estava ali seu encarregado para auxiliá-lo ou ensinar-lhe os pontos da regra.


Certa vez, porém, o superior entrou em retiro, ficando o pobre noviço obrigado a passar um longo período sem a ajuda de seu protetor.


Passados alguns dias, as graças iniciais que costumavam inundá-lo começaram a rarear, as provações e tentações comuns da vida religiosa passaram a visitá-lo com mais frequência. Atordoado e inexperiente em meio ao desconhecido mundo espiritual, pensava haver perdido a vocação, ter sido abandonado pela Providência, ou mesmo ter cometido algum pecado grave… No entanto, pedir auxílio ao encarregado ser-lhe-ia impossível até o término do retiro.


O que fazer? Como resolver tamanho impasse?


Os dias foram correndo, e chegou um momento em que o noviço já não aguentava mais: decidiu pedir um conselho ao superior. Acabado o último ato em conjunto do dia, o cântico da Salve Rainha, dirigiu-se rapidamente à cela do religioso e bateu à porta, um tanto aflito. O superior porém, sem sequer abrir a porta respondeu:


– Agora não! Estou ocupado!


Um encarregado ocupado, durante um recolhimento? O que estaria acontecendo? Teria o jovem se enganado, atribuindo ao seu protetor virtudes que na verdade não possuía? Sua necessidade de um apoio espiritual, porém, era muito grande; optou por insistir mais uma vez:não desistiria facilmente, viu-se obrigado a atendê-lo. Abriu um pouquinho a porta e, por uma fresta, perguntou-lhe o que desejava.


– Perdão, mas… preciso da ajuda do senhor! Estou passando por uma dificuldade assim…


– Não se preocupe – interrompeu-o o superior – Quero que veja uma coisa.


Abriu, então, por inteiro a porta da sua cela e o noviço não pôde acreditar no que estava vendo: inúmeros Anjos ao redor da mesa onde trabalhava o superior. Este, notando a perplexidade do jovem, explicou-lhe:


— Estes são os Anjos da guarda de todos os meus subalternos. Eles me comunicam as provações e necessidades espirituais de cada um para que eu tome alguma providência, lhes escreva uma carta ou os chame para uma conversa e, assim, os ajude no que for preciso. E não por acaso, está também aqui no meio deles, o seu Anjo da guarda que acaba de narrar-me as dificuldades que lhe atormentam…


Diante de tão grande santidade de seu superior e de um tão sublime milagre, dissipou-se na alma do noviço toda e qualquer sombra da provação que lhe afligia, e ele pode, assim, seguir sua vocação religiosa, rezando aos santos Anjos da guarda sempre que as dificuldades e dúvidas se lhe apresentavam.

Vemos nesse belo fato a importância da devoção aos nossos celestes Protetores que não hesitam em nos auxiliar sempre, especialmente quando invocamos sua ajuda.


http://www.arautos.org/secoes/artigos/doutrina/anjos/reuniao-com-os-anjos-196463

domingo, 14 de janeiro de 2018

Você está deprimido ou triste? Reze esta oração do Padre Pio


Se você está afundando na escuridão, é fundamental “levantar a mão” e pedir ajuda

Um pequeno texto anônimo diz: “Erga a mão o mais alto possível e Deus vai completar a distância que os separa”. É a frase à que eu recorro durante aqueles momentos em que sinto chegar certa escuridão emocional: a depressão. Para muitos de nós, essa escuridão é um velho e indesejado amigo, o “cão negro” mencionado por Winston Churchill – também chamado de transtorno afetivo sazonal.
O Manual de diagnóstico dos transtornos mentais (DSM) contém definições clínicas para a depressão. Também podemos recorrer à explicação sobre a escuridão espiritual que são João da Cruz escreve em A noite escura da alma. Seja qual for a maneira pela qual você chegou a um estado depressivo ou qual foi a história que o levou até a doença, a chave nestes momentos é estender a mão e buscar o contato.
O estado de depressão não é um vazio. É um espaço cheio de conhecimento diante do qual estamos momentaneamente cegos. Quando tentamos alcançar esse conhecimento sozinhos, geralmente ficamos cansados para continuar aprofundando. Por isso, sucumbimos às ondas de desespero.
Buscar o contato não é um movimento intuitivo quando estamos debilitados psicológica e espiritualmente. Embora tenham nos ensinado que perder a esperança é virar as costas para Deus, o que é pecado, há outro elemento do desespero que é negligenciado. Vem da Regra de São Bento: “Em tudo Deus seja glorificado”.
Em uma recente confissão, estando eu em uma época de depressão, o padre me deu uma penitência bem concreta. Eu deveria ler sobre Jesus caminhando sobre o mar tempestuoso e sobre o medo de Pedro (em Mateus, 14). Depois, teria que refletir especificamente sobre o momento em que Pedro se desespera e busca a ajuda de Nosso Senhor, naquele segundo antes de Jesus tomar a mão dele.
Foi um momento cheio de dúvidas para Pedro, cuja fé havia fraquejado. Também foi uma resposta intuitiva para uma pessoa que estava se afogando fisicamente: estender a mão, tentar se agarrar a qualquer coisa para salvar a própria vida.
O padre me sugeriu essa imagem para que eu refletisse; uma metáfora para que eu voltasse a estender a mão para Cristo – psicológica e espiritualmente. Eu fiquei surpresa com a rapidez com que o instinto de sobreviver espiritualmente se emparelha ao desejo de viver fisicamente quando se está esgotado e em águas profundas.
Na tranquilidade por saber que o Senhor tomou a minha mão e que eu não afundarei, costumo ler esta oração. Às vezes, leio-a até três vezes seguidas:
Permanece comigo, Senhor, pois eu preciso que estejas presente para que eu não me esqueça de ti. Tu já sabes como é fácil para mim te esquecer.
Permanece comigo, Senhor, pois sou fraco e preciso da tua força para não cair tão frequentemente.
Permanece comigo, Senhor, pois tu és a minha vida, e, sem ti, não tenho fervor.
Permanece comigo, Senhor, pois tu és a minha luz, e, sem ti, sou trevas.
Permanece comigo, Senhor, para me mostrar a tua vontade.
Permanece comigo, Senhor, para que eu ouça a tua voz e te siga.
Permanece comigo, Senhor, pois eu quero te amar muito e estar sempre em tua companhia.
Permanece comigo, Senhor, se desejas que eu seja fiel a ti.
Permanece comigo, Senhor, pois, por mais pobre que seja a minha alma, quero que ela seja um lugar de consolo para ti, um ninho de amor.
Amém.
(São Pio de Pietrelcina – Oração para depois da Comunhão)
A depressão é uma batalha e, para muitos de nós, uma cruz para carregar por toda a vida. Ao carregá-la da melhor forma possível, podemos, ao mesmo tempo em que pedimos ajuda, ser conduzidos a uma maturidade mais profunda na fé. Algo que, como a maioria das virtudes, não é tão simples de conquistar.

https://pt.aleteia.org/2018/01/12/voce-esta-deprimido-ou-triste-reze-esta-oracao-do-padre-pio/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Caráter e as virtudes

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É um fato patente que hoje se observa em muitas pessoas – adolescentes, jovens e velhos – uma espécie de incapacidade de dominar os defeitos do seu temperamento, as suas tendências, inclinações e instintos desordenados, bem como os maus hábitos já contraídos. Isso lhes prejudica a perfeição do trabalho, o relacionamento com os outros, a capacidade de amar, a prática serena e profunda da religião…, e, afinal, a eficácia, a paz e a alegria. É notável como tais pessoas se mostram incapazes de autodomínio e perseverança, ou seja, de domínio da vontade e, portanto, de caráter, desse caráter bem formado que constitui a verdadeira personalidade.
Em muitos ambientes atuais, julga-se que ter caráter é ser “independente” de todos e de tudo, também de qualquer norma moral. Quer-se uma absoluta liberdade para que cada qual crie, estabeleça e defenda os “seus valores” (não “os valores”, porque não se acredita em valores absolutos e universais: tudo é relativo). Todos percebemos, infelizmente, qual é o resultado disso. Desastroso. Substitui-se a vontade pelos sentimentos e pelos gostos. Faz-se só o que se sente e o que se gosta, não o que é bom, porque, para essas pobres criaturas sem caráter só é bom o que “me dá prazer”, o que eu “gosto de fazer, …o egoísmo; só isso seria “autêntico”.
Ora, sentimentos, gostos e prazer: nenhuma dessas três coisas é mão para o volante da vida. Deixe-se guiar por elas (desprezando a formação do caráter e as virtudes) e contribuirá para fazer da sociedade atual um imenso redemoinho de egoísmo, que devora as pessoas, as afunda no seu funil assassino e as cospe depois, deprimidas e inúteis, para fora. Quando só existem “apetites” e “ambições”, não existe um caráter que possa ser firme ou alicerçar qualquer coisa.
A vontade – que está na raiz do caráter – é uma potência, uma energia da alma, que pode estar abafada ou liberada. Na situação concreta das nossas vidas, ninguém tem a vontade suficientemente “livre”. Tem que travar-se, em cada um de nós, uma batalha para conseguir desatrelar a vontade das fraquezas, egoísmos, miragens, paixões, maus hábitos e enganos, e torná-la no que deve ser: a grande força serena, a “executiva” racional da conduta humana.
Isso exige uma luta, seriamente orientada e apoiada no auxílio da oração, dirigida a conquistar as virtudes humanas, que são os pilares do caráter.
Com muita precisão, o Catecismo da Igreja Católica explica: “As virtudes humanas são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Propiciam, assim, facilidade, domínio e alegria para levar uma vida moralmente boa. Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem” (n. 1804). Todas as virtudes humanas, que são muitas, giram à volta das quatro virtudes cardeais: – o que significa “virtudes-eixo” –, da prudência, justiça, fortaleza e temperança (nn. 1805-1809).
Ossos de vidro e asa quebrada
Um homem ou uma mulher ganham personalidade e consistência de caráter na medida em que adquirem essas virtudes humanas. Elas – diz o Catecismo – “com o auxílio de Deus, forjam o caráter e facilitam a prática do bem” (n. 1810).
Sem virtudes humanas solidamente adquiridas, as pessoas – pensemos especialmente nos adolescentes e jovens – crescem como uma criança doente do mal dos “ossos de vidro”, que tivesse tido a desgraça de cair nas mãos de pais irresponsáveis. Poderia estar sendo alimentada com capricho, vestida com o bom e o melhor, educada com os melhores mestres. Mas, se os pais não cuidam de amparar e “escorar”, com as soluções médicas e tecnicamente mais eficazes, a fragilidade do filho, virá uma fratura atrás da outra e, afinal, a incapacitação ou a morte
Há pais que parecem criar filhos para que, muito cedo, acabem reduzidos a cacos. Dão-lhes (assim o julgam) o melhor possível em tudo, menos na formação humana e moral. Não cultivam neles, desde a primeira infância, virtudes sérias, com o incentivo do seu exemplo constante e com o acompanhamento de um “adestramento” prático,boa vontade e de bons sentimentos, ainda que não tenham virtudes (nem fortaleza, nem constância, nem desprendimento, nem altruísmo, nem responsabilidade…), e, assim, os deixam abandonados aos seus caprichos, molezas e desordens, com “ossos de vidro” na alma, desde que tirem notas boas ou aceitáveis, não apanhem doenças nem vícios maiores com os seus desregramentos, e não criem encrencas por aí… paciente, pedagogicamente acertado, incansável. Contentam-se com ver que são “bons meninos”, cheios de
A boa vontade e os bons sentimentos, sem virtudes, são como um pássaro de asa quebrada. Uma das estórias mais lindas de Guimarães Rosa fala de um casal de garças alvíssimas, que apareciam, ano após ano, junto do riachinho Sirimim. Uma delas, atacada por um bicho do mato, foi achada um bom dia, enroscada em folhagens e cipós, com uma asa estraçalhada. “Durou dois dias. Morreu muito branca. Murchou” 1 Eu não gostaria que esse fosse o epitáfio do filho de ninguém. Mas muitos pais, com o seu desleixo e a sua inconsciência, o estão preparando.
Os dois testes das virtudes
As nossas virtudes precisam sempre de duas condições ou, melhor, têm que passar por dois testes de autenticidade: o teste da “prova” e o teste da “unidade de vida”. Vou explicar a seguir.
De uma maneira surpreendente, o apóstolo São Tiago começa a sua Carta, que é palavra de Deus incluída no Novo Testamento, dizendo: “Considerai uma grande alegria, meus irmãos, quando tiverdes de passar por diversas provações”. Na realidade, nós desejaríamos que as provações fossem as menos possíveis. Mas São Tiago não pensa assim, porque sabe que as dificuldades que nos põem a prova e nos fazem sofrer podem derrubar-nos, mas – e isso é o que interessa – podem também ser o meio de temperar, de consolidar e fortalecer as nossas virtudes. E, por isso, acrescenta que a prova “produz em vós a constância; e a constância deve levar a uma obra perfeita ” (Tiag 1, 2-4).
São Paulo é do mesmo parecer: “Sabemos que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada e a virtude provada desabrocha em esperança” (Rom 5, 3-4) 2.
Há coisa mais maravilhosa do que uma mãe sempre serena, com uma serenidade sorridente e ativa, que atravessa problemas financeiros, tribulações de saúde, preocupações com o marido e os filhos, sem mostrar abalo, infundindo sempre neles paz, segurança e uma visão esperançosa do futuro? Todos nós conhecemos e admiramos mães assim, forjadas na dificuldade como ouro testado no fogo (I Pedr 1, 7); generosas sem alarde, heróicas, cuja lembrança nos arranca lágrimas dos olhos. Vimo-las, por vezes, chegar ao extremo, à hora da morte, após longa e sofrida doença, derramando a mesma serenidade de sempre sobre os corações dos seus, esquecidas de si mesmas, consolando e animando a todos, e deixando atrás de si uma esteira de luz. Isto é que é “esplendor da virtude”! Isto é que são virtudes “provadas”!
Não há virtudes fáceis. Não são verdadeiras as virtudes que aparecem nos momentos fáceis e desaparecem nos difíceis.Mas também não há virtudes “especializadas”, só para certos ambientes, e determinadas ocasiões. Aí temos que enfrentar-nos com o segundo teste, o da unidade de vida. Infelizmente, não é raro que muitos cristãos, quando estão com os amigos, os colegas de clube e as relações profissionais, pratiquem admiravelmente as virtudes da convivência. São amáveis, conversadores bem-humorados, prestativos, disponíveis. Chegam, porém, em casa, e parece que o mesmo homem virou “lobisomem”: seco, taciturno, antipático, mal-humorado, reclamando de tudo, isolado no seu jornal, na tv ou na Internet, incapaz de uma palavra ou de um gesto de carinho cálido. Que aconteceu? Que as “virtudes” exibidas em ambientes sociais eram isso, sociais, fachada inautêntica.
Pequena reflexão sobre as virtudes cardeais
Penso que, como simples amostra – dirigida agora especificamente aos pais – , podem-nos ajudar algumas pinceladas sobre as quatro virtudes cardeais. Serão rápidas, impressionistas, e mostrarão apenas umas poucas moedas do tesouro riquíssimo que guarda cada uma delas 3.
Prudência. Como ajuda e enche de segurança ter um pai que seja alegre, sensato e reflexivo. Que não improvise. Que não dê decepções a toda a hora. Que não mude de planos sem mais nem menos. Que não dê sustos por ter-se esquecido de controlar as contas bancárias, ou os prazos disso ou daquilo, que não precise ouvir aquelas palavras do Paraíso de Dante: “Siate, cristiani, a muovervi più gravi: non siate come penna ad ogni vento…” (“Cristãos, caminhai com mais ponderação: não sejais qual pena movida por qualquer vento…”) 4.
Justiça. Como faz bem aos filhos ter um pai e uma mãe que cumprem o que prometem. Que não se desdizem, porque fica mais difícil aquele passeio com os filhos e estão cansados e são comodistas. Que não tratam os filhos como números, com ordens genéricas, iguais para todos, como se o lar fosse um depósito de robôs, mas, como pede a justiça, tratam desigualmente os filhos desiguais, logicamente não por diferenças motivadas por mimos ou preferências injustas. Que, se fazem uma repreensão justa e prometem um pequeno ou médio castigo (castigo grande quase nunca se justifica), não amolecem, mas cumprem, sem deixar de cercar o filho punido da certeza de que é muito amado e só se quer o seu bem.
E também fazem bem aos filhos outras “justiças” menores do cotidiano. Por exemplo, saber que os pais não se aproveitam nunca de um troco errado (devolvem ao caixa a diferença), nem dão jeitos para enganar e deixar de pagar uma entrada, que qualquer pessoa honesta paga.
Fortaleza. Bastaria lembrar da mãe que admirávamos há pouco. Mas é também um exemplo maravilhoso viver num clima familiar em que não se ouvem queixas nem reclamações, nem gemidos. Em que ninguém se julga mártir ou vítima. Em que o pai, exausto, é capaz de ficar brincando com os filhos, interessando-se pelas suas pequenas problemáticas ou pelos seu sonhos e alegrias, e tudo isso, sabendo oferecer a todos um sorriso carinhoso, no meio da pena ou do esgotamento. Pais que sempre projetam a bela luz da paciência e da constância.
Temperança. Que grande exemplo dão os pais que nunca são vistos, nem dentro nem fora de casa, nem nos dias de trabalho nem aos domingos e feriados, abusando da comida e da bebida. Que não se iludem, achando que vão enganar os filhos dizendo-lhes que se trata só de um “aperitivo” ou uma “cervejinha”, de que precisam muito porque andam fatigados e faz bem para a saúde (quando os filhos os vêem claramente “altos”, com a voz gosmenta e as pernas bambeando por excesso de álcool). Pelo contrário, como toca o coração ver uma mãe que habitualmente “gosta” do pedaço de carne que tem mais nervos e gorduras, ou ver o pai que “gosta” do cinema que a mãe adora…, mesmo em dias em que seu time joga.
E a temperança na questão de TV e de Internet? Acham que os filhos são tolos? Em matéria de informática, quase sempre dão um solene “chapéu” nos pais, e descobrem muito facilmente (pois ainda não aprenderam a viver a virtude da discrição e a controlar a curiosidade) a quantidade de sites inconvenientes que o pai visitou, como se fosse um adolescente com obsessão sexual neurótica.
E em matéria de humildade, que São Tomás de Aquino situa dentro do âmbito da temperança? Como se nota a falta de humildade e como faz mal! Por isso, é tão formativo que os filhos percebam que os pais não se deixam arrastar por mesquinharias de susceptibilidade, por mágoas persistentes, por rancores e incapacidade de perdoar. Que nunca vejam os pais virando o rosto para ninguém, nem dominados por espírito de revide e vingança, nem falando com ódio do cunhado que fez isso ou da tia que fez aquilo…
Virtudes humanas! São tantas as que deveríamos cultivar! Cultivar e ensinar é um empreendimento árduo, mas é decisivo, e, por isso, deve ser enfrentado e levado a termo incansavelmente, com a graça de Deus.


(Adaptação de trechos dos livros de F. Faus: Autodomínio e A força do exemplo)
1 João Guimarães Rosa: Ave, Palavra, Liv. José Olympio, Rio de Janeiro 1070, págs. 270-274
2 Cfr. F. Faus; O valor das dificuldades, Ed. Quadrante, São Paulo, 1989
3 Cfr. Catecismo da Igreja Católica, nn. 1803 a 1811 e seu Compêndio, nn. 377 a 383
4 Dante Alighieri: Commedia, Paradiso, V, 73-74.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Oração para o anjo da guarda


"Anjo de Luz, guardião da minha vida. A ti fui confiado pela santa misericórdia de Deus. Ilumina a minha alma, guarda-me dos males, orienta a minha inspiração, fortalece a minha sintonia com Deus e torna-me forte diante dos percalços. Lembra-me todos os dias de não julgar nem ferir. Tinge a minha mente de amor e harmonia para que eu possa tornar o mundo melhor, agora e para todo o sempre.
Amém."


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Armas na luta contra o maligno

Imagem relacionada

Para essa luta contra o mal, na qual estamos todos nós empenhados, o Senhor nos oferece "armas", além da prudência que devemos ter para evitar toda contaminação. São elas:

_  A Palavra de Deus;
_ A invocação do Nome de Jesus;
_ O clamor do poder do Sangue de Jesus;
_ O louvor a sós ou comunitário;
_ A frequência aos sacramentos, especialmente à Eucaristia e Reconciliação;
_ A invocação dos Santos Anjos;
_ A ajuda da comunidade;
_ A oração, o jejum, as vigílias;
_ A oração de libertação, cortando os laços que nos prendem aos antepassados, laços esses relativos ao ocultismo ou a toda contaminação e opressão do ocultismo;
_ A recitação do Magnificat e do Salmo 90;
_ A invocação de Maria, o terço e principalmente o Rosário;
_ A renovação das promessas do Batismo, renunciando, mais uma vez, à satanás, ao mal, às religiões falsas, e entregando-nos totalmente a Jesus Cristo, como o Senhor de nossa vida;
_ O revestimento da armadura de Deus, como vemos em Efésios 6, 10-20.


Rev. Mons. Vincent M. Walsh, Conduzi meu Povo (São Paulo, Edições Loyola, 1982), p. 72

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Como identificar pensamentos suicidas


Utilidade pública: 9 fatores de risco e uma pergunta

Muitos de nós nos sentimos impotentes quando se trata de reconhecer um suicídio.
“Isso é tão trágico”.
“Que desperdício de uma bela vida”.
“Por que ele não nos falou sobre isso?”
Muitas vezes, estamos totalmente perdidos em como lidar com o suicídio, um assunto profundamente devastador.
Mas estamos muito mal informados pra discutir isso de forma substancial. O que é compreensível, pois a maioria de nós não é treinada em serviços psiquiátricos e faz o melhor para lidar com as próprias dificuldades na vida.
Descobrir como resolver o problema do suicídio parece estar acima de nossa autoridade.

É importante que cada um de nós se comprometa a ser melhor em falar sobre isso e quebrar certos tabus.

Como identificar que uma pessoa está pensando em suicídio 1
A verdade é que cada um de nós pode ter um amigo suicida neste momento que não está nos contando sobre isso.
Eles não nos contam porque sabem que vivem em um mundo cruel, mal preparado para ajudá-los sem julgá-los.
A principal razão que impede as pessoas que pensam em acabar com a própria vida de falar sobre o suicídio é o medo de serem rotuladas como frágeis e problemáticas pelo resto da vida.
É preciso muita coragem para falar sobre o desejo de se suicidar, especialmente quando você está passando por isso.
Toda pessoa apresenta risco de suicídio. O suicídio não tem rosto.
Mães, pais, jovens, pastores, artistas, o pensamento de acabar com a vida pode enraizar-se na mente de todos.
Mas existem alguns grupos que são mais propensos ao suicídio do que outros.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, lésbicas, gays e bissexuais têm quatro vezes mais probabilidade de tentar se suicidar do que pessoas heterossexuais.
25% dos jovens transgêneros relataram terem tentado tirar a própria vida.
O que algumas pessoas não sabem é que se livrar dessa ideia e aprender a curtir a vida não é uma opção para aqueles que estão verdadeiramente deprimidos.

Por que o suicídio começa a parecer uma opção viável?

Como identificar que uma pessoa está pensando em suicídio 3
John Gibson, um pastor cujo nome foi lançado recentemente como parte do hack de Ashley Madison (onde muitas pessoas foram expostas por criarem contas com a intenção de traírem seus cônjuges) cometeu suicídio em agosto.
“Ele falava sobre a depressão. Ele falava sobre ter seu nome lá, e ele me disse que estava muito, muito triste. O que sabemos sobre ele é que ele devotou a vida à outras pessoas, e ele o fez de graça, misericórdia e perdão para todos. Mas de alguma forma, ele não conseguia estender isso para si mesmo”.
– Christi Gibson, sobre o suicídio de seu marido, John.
Jody Nelson, um assistente social clínico em Lansing, Michigan, explica parte do porquê uma pessoa pode se sentir atraída pelo suicídio:
“Uma pessoa suicida muitas vezes vê o suicídio como uma solução pura, limpa e autônoma para seu estado emocional de desespero. O suicídio nunca é puro. Nunca é limpo. E nunca verdadeiramente autônomo. As pessoas suicidas não são capazes de ver ou prever as consequências de seu ato na vida das pessoas ao redor. Sua própria doença faz com que seja impossível para eles enxergarem isso.”

Ele nos aconselha a conhecer os fatores de risco:

Como identificar que uma pessoa está pensando em suicídio 4
1. Depressão. Isolamento. Perdas.
2. Grandes mudanças de vida (e, às vezes, apenas algumas pequenas como começar ou parar de tomar certos medicamentos).
3. Tentativas de suicídio anteriores. Abuso de substâncias.
4. Comportamentos irracionais ou instáveis.
5. Dificuldades financeiras.
6. Acesso a meios de cometer o ato.
7. Intenção suicida.
8. Uma história de suicídio na família.
9. Conexões a outras pessoas que morreram por suicídio.

Jody Nelson diz que, se percebermos esses sinais, devemos perguntar diretamente a pessoa algo do tipo:

“Eu notei que você esteve particularmente para baixo ultimamente. Você está pensando em se machucar?”
Isso não fará com que alguém que não tenha tendências suicidas passe a considerar a ideia de repente.
O que isso fará, caso alguém esteja pensando em suicidar-se, é fazê-lo atravessar uma parede que está o mantendo isolado e, de repente, aliviar parte dos sentimentos acumulados, com os quais ele esteve lidando sozinho.
Uma pessoa com depressão e sentimentos suicidas é muitas vezes grata por encontrar alguém com quem possa falar francamente sobre o que está pensando.
E caso alguém responda que sim, escute-o e converse com ele. Mas também leve-o a emergência, leve-o até lá, vá com ele. Dessa forma, eles terão acesso ao acompanhamento adequado.
Em seguida, fique de olho e acompanhe a situação. Continue conversando come ele, pois ele vai tentar minimizar a situação. Quem não faria isso?

É por isso que é importante para nós falar sobre isso publicamente e agora.

Como identificar que uma pessoa está pensando em suicídio 2
Quando aprendermos a falar sobre o suicídio de forma mais produtiva e demonstrarmos publicamente que estamos tentando entender um pouco melhor do que costumávamos, abriremos portas caso alguém em nosso círculo esteja pensando em se suicidar.
Devemos demonstrar que não iremos julgar nossos amigos e pessoas amadas – apenas amá-los.

Compartilhe esse conteúdo com seus amigos e ajude a quebrarmos alguns tabus sobre o suicídio.

Quanto mais pessoas aprenderem a lidar com isso, melhor.
Divulgue essa causa, é importante!

(via Awebic)

“Eu ia me suicidar”: 3 testemunhos impactantes sobre a presença de Jesus no sacrário


Compartilho com vocês estes três testemunhos maravilhosos e impactantes que me fizeram refletir e compreender como eu amo o bom Jesus Sacramentado e o quanto nós devemos a Ele.

 Eu ia me suicidar…

 “Cansado da vida pecaminosa que eu levava, decidi um dia que ia me suicidar. Antes de fazer isso, decidi ir à Igreja às duas horas da manhã para pedir perdão a Deus pelo que eu ia fazer. Eu nunca tinha ido à igreja nem sabia o que era o Santíssimo. Uma senhora me explicou que lá estava Jesus e que Ele me olhava, escutava e sugeria que eu falasse com Ele.
O que aconteceu ali foi inexplicável. Senti fortemente a presença de Deus dando-me um abraço e dizendo: ‘Levante-se’.
Eu senti que estava me queimando por dentro. Algo muito quente entrou em mim. Comecei a chorar, a suar. Naquele momento, Jesus me curou de todo mal que eu estava carregando.
Hoje, sete anos depois dessa experiência maravilhosa, vivo somente para louvar o Santo Nome de Jesus e dar testemunho de que Ele está vivo”. (RM)

Ele me deu a paz que eu necessitava…

Como o Senhor aliviou minhas cargas e meus cansaços, meu doce Jesus Sacramentado! Ele está vivo e presente no sacrário. Sinto pena porque ainda há pessoas que não acreditam nisso. Temos que orar por elas”. (MG).

Senti seu abraço

  “Eu disse a Jesus no sacrário: ‘como eu gostaria de lhe dar um abraço’. A resposta não demorou. Ao chegar à minha casa, um menino deficiente se aproximou de mim e me abraçou com todas as suas forças e me disse: ‘eu te amo muito’. Eu fiquei perplexo e comprovei que Ele sempre nos escuta. Bendito e louvado seja meu senhor Jesus”. (FA)
______
É certo que a única pessoa que pode encher nosso coração de paz e serenidade diante das adversidades da vida é Jesus Sacramentado.
E todos os dias mais e mais pessoas compartilham conosco suas lindas experiências com Jesus presente e vivo nos sacrários do mundo inteiro.
Fico comovido ao ver o amor que Jesus tem por nós, e que, sem merecimento, recebemos seus conselhos. Eu costumo perguntar a ele: “como o senhor pode nos amar tanto assim? Por acaso não vê o que fazemos?” E é como se ele sempre respondesse: “o Amor só pode amar, Cláudio”.
Nesses momentos, sempre me brota um gesto de arrependimento pelos meus muitos pecados. E digo: “Perdoa-me, Jesus”.

Toda vez que o visito no sacrário, essa pequena chama que arde no meu coração me cobra uma força impressionante. Ele a reaviva com seu amor. E me faz compreender minha pequenez e sua grandeza, o caminho que ainda devo percorrer e quanta humildade me falta para poder amar com todo o meu coração.
Deixo-os com esta bela canção nas vozes angelicais das crianças. Deus os abençoe!
Força! Jesus te ama!

https://pt.aleteia.org/2017/11/17/eu-ia-me-suicidar-3-testemunhos-impactantes-sobre-a-presenca-de-jesus-no-sacrario/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 24 de dezembro de 2017

OLHE PRA MIM JESUS


Não pelo amor que eu tenho por ti, que é tão pequeno, tão condicional, tão interesseiro.
Mas pelo amor que tens por mim, eterno, incondicional, incomensurável.

Não pelo jeito que eu olho pra ti.
Mas pelo olhar eterno que vem de Ti desde antes de eu existir.

Não pelo jeito que te ouço.
Mas pela forma com quem tem me escutado por toda a minha vida.

Não pelas minhas convicções.
Mas por tua misericórdia.

Não pelas minhas qualidades.
Mas pelo que tu tens me feito ser.

Olhe pra mim Jesus.
Não pela minha força ou minha fraqueza.
Mas por quem sou, aquele que foi amado primeiro por ti.

Não pelo meu orgulho.
Mas pela tua capacidade de compreender quem é infinitamente, intensamente, eternamente pequeno diante de alguém como você.

Não pelo que fiz, pelo que vou fazer.
Mas pela necessidade que tenho de ser conduzido.

Olhe pra mim Jesus.
Não pelas minhas promessas e palavras.
Elas se vão tão rapidamente...
Mas pela condição da tua presença fazer com que minhas palavras tenham vida.

Olhe pra mim Jesus.
Não pelo jeito que olho para as pessoas.
Mas pela certeza de que eu posso permitir que tu mude o meu olhar.

Não pelo jeito que amo as pessoas.
Mas por tu ser sinônimo de amor, e tu me ensinar a cada dia a amar.

Não pela forma que escuto.
Mas por permitir que você seja meus ouvidos.

Olhe pra mim Jesus.
Não pelo que fiz de certo e muito menos pelo que fiz de errado.
Mas porque a eternidade não passa muito rápido e preciso que esteje em toda ela.

Esteja em mim Jesus.
O tempo tem passado rápido, o mundo tem mudado, as pessoas, eu, o tempo, o clima, tudo.
Mas você permanece o mesmo.

Esteja em mim...


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Falsos sacerdotes circulam pelo Brasil e participaram de Missa na Canção Nova


Todos os católicos do Brasil precisam saber disso e ficar atentos

Jovens que se passam por sacerdotes da Igreja Católica têm circulado por cidades do Brasil e, no último dia 13 de dezembro, participaram de uma Missa na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), tendo sido retirados do presbitério assim que a falsidade ideológica foi descoberta.
O fato ocorreu durante a Celebração Eucarística presidida por Padre Roger Luís, transmitida pelo canal Canção Nova. No presbitério estavam dois falsos sacerdotes, os quais tinham sido denunciados pela Diocese de Caruaru (PE) em outubro deste ano.
Na ocasião, a Diocese pernambucana publicou um comunicado no qual declara que “José Lucas Carlos Pinheiro, nascido em Gravatá aos 11/02/1998, Jonathan Alifer Albuquerque da Silva, nascido em Apucarana – PR aos 07/06/1996, Carlos, de Camocim de São Felix, afastaram-se da Igreja Católica, Apostólica, Romana”.
Segundo a nota, estes jovens “vêm confundindo o povo com roupas litúrgicas da Igreja Católica, afirmando que celebram Missa e outros sacramentos, numa inequívoca afronta a legislação vigente notadamente o Artigo 7° do Decreto n. 7.107, de 11/02/2010 (Acordo Brasil – Santa Sé), que ‘garante a proteção dos lugares de culto da Igreja e de suas liturgias, símbolos, imagens, e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo’”.
A Diocese de Caruaru informou que havia recebido “comunicação fidedigna sobre o uso de vestes eclesiásticas e litúrgicas por parte de cristãos leigos residentes em Gravatá – PE e Camocim de São Félix – PE”, além de ter “em mãos fotografias que confirmam esta usurpação”.
“Conclamamos os fiéis Católicos a permanecerem em comunhão com a Igreja Católica, com o Papa Francisco e com o Bispo Diocesano, e, portanto, a não participarem de celebrações por eles promovidas, pois as mesmas não têm nenhum valor religioso ou sacramental. O Código de direito canônico preceitua que, ‘quem não é promovido à ordem sacerdotal e simula a administração de um sacramento, seja punido com justa pena’ (Cân. 1378 e 1379)”, acrescenta.
Um dos falsos sacerdotes se apresenta em seu perfil do Facebook como Dom Jorge Heracleo e afirma ser Bispo da Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote, na Arquidiocese de Gravatá.
Entretanto, segundo a divisão eclesiástica territorial, a cidade de Gravatá pertence à Diocese de Caruaru, não compreendendo assim a uma Arquidiocese, como indica o perfil do falso Bispo.
No Facebook há ainda uma página intitulada Arquidiocese de Gravatá, na qual aparecem algumas fotos dos três falsos sacerdotes, incluindo imagens do que seria a “celebração de posse episcopal de Dom Jorge Heracleo na paróquia de Nossa Senhora Aparecida da cidade de Camocim de São Félix”.
Por sua vez, Jonathan Alifer Albuquerque, também apontado no comunicado da Diocese de Caruaru como um dos falsos sacerdotes, indica em seu perfil no Facebook que é Chanceler da Cúria diocesana na Arquidiocese de Gravatá e Padre na Igreja Católica Apostólica Cristo Eterno Sacerdote.
Após o ocorrido no último dia 13 de dezembro, as imagens dos falsos sacerdotes logo repercutiram nas redes sociais.
“Estes dois farsantes já foram condenados pela Igreja Católica e estão invadindo as paróquias se passando por Padres Católicos”, denunciou a página de Facebook Escolástica da Depressão.
Internautas que assistiram a celebração relataram nos comentários da publicação que “depois da Consagração, eles saíram de repente do Altar”.
“Foi estranho… Penso que foi o próprio Deus, porque eles não chegaram a entregar a Eucaristia, foi exatamente nessa hora que alguém os tirou do Altar”, comentou Marli Matos.
Por sua vez, Raquel Almeida assinalou que “os dois apresentaram uma carteirinha falsa, por isso conseguiram” participar da Missa como padres.
Depois do ocorrido, a Diocese de Lorena, onde se encontra a Comunidade Canção Nova, informou que “falsos padres estão se apresentando como ministros legitimamente ordenados da Igreja Católica dentro” de seu território diocesano.
“Na expectativa de se passarem por sacerdotes, eles se oferecem para ministrar sacramentos. Os dois jovens que foram vistos recentemente participando como concelebrantes da Santa Missa na Canção Nova não receberam nenhum ministério da Igreja Católica, o que torna inválida qualquer pretensa ação litúrgica exercida por eles”, conclui.

(via ACIdigital)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Intercessão Católica Formação #7


NECESSIDADES PRIMÁRIAS DO INTERCESSOR

5. Humildade e Confiança: “Que o amor e a fidelidade não abandonem você. Amarre-os ao redor do seu pescoço e escreva-os na tábua do seu coração. Assim você alcançará favor e aceitação diante de Deus e diante dos homens. Confie em Javé com todo o seu coração, e não se fie em sua própria inteligência. Pense nele em todos os seus caminhos, e ele aplainará as suas trilhas”. (Pr 3,3-6) É necessário ter consciência que tudo acontece pela ação do “Espírito Santo”, portanto não há mérito algum por parte do intercessor. Não operamos a graça, somos apenas o canal. Não devemos buscar reconhecimento, nem tampouco nos sentirmos superiores, já que o que fazemos, e se o fazemos, é porque assim Deus permitiu. 

6. Fidelidade: “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e em nome da caridade que é dada pelo Espírito, combatei comigo, dirigindo vossas orações a Deus por mim”. (Rm 15,30) O intercessor normalmente é abordado por pessoas que confiantes pedem oração, é bom não esquecer que intercessão é ministério, e aquele que se dispõe a exercê-lo deve fazê-lo com todo o zelo que ele merece. O irmão ao nos confiar sua intimidade, entrega como um segredo de confissão, portanto não compete ao intercessor criticar, julgar e condenar; como também não é função do intercessor o aconselhamento, exceto no caso de uma solicitação explicita. Lembramos que o aconselhamento não deve ser ministrado no mesmo horário destinado à intercessão. 

7. Caridade: “Em Deus se encontram a sabedoria, o conhecimento e a ciência da lei; nele residem a caridade e as boas obras”. (Eclo 11,15) “A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei”. (Rm 13,10) Para ser intercessor não basta ter vontade é preciso ter vocação. O Intercessor tem que priorizar o ministério, está sempre disponível ao irmão necessitado, nunca desdenhar, ser solícito, estar irmanado. Como falou Clarice Lispector: “Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso e fui”. 

8. Missa e Adoração: “Se você quer poucas graças, visite poucas vezes Jesus no Santíssimo Sacramento. Se você quer muitas graças, visite muitas vezes o Senhor no Santíssimo Sacramento”. (D. Bosco) Diante desta frase seria desnecessário escrever mais alguma coisa, mas como é grande a dureza dos nossos corações fica o alerta: “como seria bom se o intercessor participasse da Santa Missa mais vezes na semana”...

Ricardo Feitosa e Marta Lúcia 

Entregue suas preocupações a estes 3 santos


Eles nos ensinam a viver o pleno amor a Deus

Os escritos destes três santos sempre são um consolo e uma fonte de esperança para mim naqueles momentos em que necessito que meu espírito tome um pouco de força e volte a recuperar a fé e a confiança. Tenho que dizer que deixar tudo nas mãos de Deus, que às vezes é difícil de entender, não é nada fácil (todos sabemos), mas ler e nos alimentar do testemunho destes santos – que foram homens como nós e não tiveram uma vida fácil – nos enche de ânimo e de vontade de continuar adiante, com a certeza de que, com Deus ao nosso lado, não precisamos ter medo.
Como eles têm me ajudado (e são meus grandes amigos), apresento-os a vocês também, para que vocês possam se encontrar com eles e possam absorver um pouco das virtudes que eles têm e o amor deles para com Deus.

1.      Santa Teresinha do Menino Jesus

“Sou uma alma muito pequena, que só pode oferecer coisas muito pequenas ao Nosso Senhor”
Santa Teresinha é uma santa pequena, muito pequena, mas com um espírito enorme. No Carmelo, viveu dois mistérios: a infância de Jesus e sua paixão. Por isso, quis ser chama de Irmã Teresa do Menino Jesus.
“Sempre quis ser santa, mas, infelizmente, sempre constatei que entre os santos e eu havia a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde no céu, e o grão de areia pisoteado. Ao invés de desanimar, disse para mim mesma: o bom Deus não pode inspirar desejos que não podem ser realizados, por isso eu posso, apesar de minha pequenez, aspirar à santidade; ser maior, para mim, é impossível, terei de me suportar tal como sou, com todas as minhas imperfeições. No entanto, quero buscar o meio para ir ao Céu por um caminho reto, muito breve, um pequeno caminho completamente novo. Quisera eu também encontrar um ascensorista para elevar-me até Jesus, porque sou demasiadamente pequena para subir a dura escada da perfeição”, disse a religiosa.
Aos 23 anos, ela teve tuberculose. Morreu um ano depois em seu amado Carmelo. Nos últimos momentos de sua vida, trocou correspondências com padres missionários e os acompanhou constantemente em suas orações. Por isso, Pio XII quis associá-la, em 1927, a São Francisco Xavier, como padroeira das missões.

2.     Padre Pio

“Quero ser apenas um frade que reza…”
O Padre Pio é um dos maiores místicos de nosso tempo; é amado no mundo inteiro. Ele nos ensinou a viver um amor radical ao coração de Jesus e à sua Igreja. A vida dele era de oração, sacrifício e pobreza.
Padre Pio conseguiu uma profunda união com Deus, em meio à dor e à alegria – duas experiências que sempre marcaram sua vida e que o ajudaram a compreender que o melhor era colocar sua vida nas amorosas mãos de Deus.
 “Reze, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Deus é misericordioso e ouvirá sua oração… A oração é a melhor arma que temos, é a chave do coração de Deus. Você deve falar com Jesus, não somente com seus lábios, mas também com o coração. Na verdade, em umas ocasiões, deve falar somente com o coração”, expressou o padre certa vez.
Padre Pio teve uma saúde frágil, foi caluniado e exposto a grandes humilhações por causa de Cristo. Mas sempre se manteve fiel em seu amor a Deus, apesar de tudo. Foi um confessor e um conselheiro incansável, amou profundamente a Virgem e seus irmãos.
“Não atormenteis vossos corações; crede em Deus.” O beato sempre recorria a esta exortação de Cristo, e costumava repetir: “Entregai-vos plenamente ao Coração Divino de Cristo, como uma criança aos braços de sua mãe”. Que este convite penetre também em nosso espírito como fonte de paz, serenidade e alegria. Por que ter medo, se Cristo é para nós o caminho, a verdade e a vida? Por que não confiar em Deus, que é Nosso Pai? (Homilia de São João Paulo II na beatificação de Padre Pio)

3. São Rafael Arnaiz Barón

“Sou um homem feito para amar, mas não as criaturas, e, sim, a Ti, meu Deus, e a ellas em Ti”
São Rafael é um santo jovem e ainda pouco conhecido. Seu coração, desde a juventude, esteve bem disposto a ouvir Deus, que o convidada a uma consagração especial à vida contemplativa. Ele tinha conhecido a ordem religiosa de San Isidro de Dueñas e se sentiu atraído, porque achou que tinha encontrado o lugar que correspondia aos seus íntimos desejos. Assim, em 1933, interrompeu seus cursos na universidade e entrou no mosteiro de San Isidro.
Depois dos primeiros meses como noviço e da primeira Quaresma vividos com muito entusiasmo diante da austeridade da ordem, Deus quis prová-lo misteriosamente com uma diabetes aguda, que o obrigou a abandonar o mosteiro e a voltar à casa de seus pais para ser cuidado adequadamente. Ele tentou voltar várias vezes ao mosteiro, mas a doença o impedia.
Rafael foi santificado na heroica fidelidade à sua vocação, pela aceitação amorosa dos planos de Deus, do mistério da cruz, da busca pelo rosto de Deus. Ele era fascinado pela contemplação ao Absoluto, tinha terna devoção à Virgem Maria – à “Senhora”, como ele gostava de chamá-la. Faleceu na madrugada de 26 de abril de 1938, com 27 anos. Foi sepultado no cemitério do mosteiro e depois transferido para a abadia.
Você conhece outros santos que falem sobre este tema? Compartilhe conosco.

Por Luisa Restrepo
Artigo publicado por Catholic Link, traduzido e adaptado ao português

3 orações a Padre Pio para pedir por uma causa urgente


Se você tem pressa, não duvide: reze agora!

Todas as vezes que um fiel se aproximava de Padre Pio para lhe pedir ajuda e conselhos espirituais, ele repetia incansavelmente: “Tenhamos a firme esperança de sermos ouvidos, confiantes na promessa que nos faz o Divino Mestre: pedi e recebereis, buscai e achareis… Porque tudo o que pedis ao Pai em meu nome, vos será dado”.
Se você tem urgência, não duvide, encha-se de esperança e peça ao Nosso Senhor por intercessão de Padre Pio, rezando uma destas três orações:

Oração ao Padre Pio para pedir sua intercessão
Oh, Deus,
que a São Pio de Pietrelcina,
sacerdote capuchinho,
concedestes o privilégio
de participar, de modo admirável
da paixão de vosso Filho,
concedei-me,
por sua intercessão,
a graça de (formular o pedido)
que ardentemente desejo
e permiti, sobretudo,
que eu me conforme
com a morte de Jesus
para alcançar, depois,
a glória da ressurreição.
 

Glória ao Pai (3 vezes).

Oração para pedir a glorificação
Oh, Jesus, cheio de graça e caridade, vítima dos pecadores, que, impulsionado pelo amor a nossas almas, quiseste morrer crucificado, rogo-te humildemente glorificar também sobre esta terra o Servo de Deus, Padre Pio de Pietrelcina, que, em participação generosa em teus sofrimentos, tanto te amou e tanto se entregou ao Pai Eterno pelo bem das almas!
Te suplico, oh Jesus, que me concedas, pela intercessão de Padre Pio, a graça (formular o pedido), que ardentemente desejo.

Glória ao Pai (3 vezes)

Oração para pedir humildade
Padre Pio,
tu viveste no século do orgulho
e foste humilde.

Padre Pio,
tu passaste entre nós na época
das riquezas sonhadas, julgadas e adoradas,
e permaneceste pobre.

Padre Pio,
junto a ti ninguém ouvia a Voz,
e tu falavas com Deus.
Perto de ti ninguém via a Luz,
e tu vias Deus.

Padre Pio,
enquanto nós corríamos ansiosos,
tu ficavas de joelhos
e vias o Amor de Deus pregado em uma madeira,
ferido nas mãos, nos pés e no coração
para sempre!

Padre Pio,
Ajuda-nos a chorar diante da cruz,
ajuda-nos a crer diante do amor,
ajuda-nos a sentir a Missa como pranto de Deus,
ajuda-nos a buscar o perdão com o abraço de paz,
ajuda-nos a sermos cristãos com as feridas
que derramam sangue de caridade fiel e silenciosa,
como as feridas de Deus!
Amém.

https://pt.aleteia.org/2017/12/18/3-oracoes-a-padre-pio-para-pedir-por-uma-causa-urgente/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

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