Sou de cada um

Cada um pode dizer: "Padre Pio é meu". Eu amo tanto os meus irmãos de exílio. Amo os meus filhos espirituais do mesmo modo que a minha alma, e mais ainda. Eu os regenerei em Jesus na dor e no amor.
Posso esquecer de mim mesmo, mas não dos meus filhos espirituais; de fato, asseguro-lhes que quando o Senhor me chamará, eu lhe direi: Senhor, eu permaneço junto à porta do paraíso; entrarei quando tiver visto entrar o último dos meus filhos.

Pe. Pio

segunda-feira, 29 de maio de 2017

De Santo Agostinho para você: “Deus cura todas as enfermidades”


Tu dirás que as doenças são grandes; mas o Médico é maior!

Deus cura todas as tuas enfermidades” (Sl 103, 3). Não temas, todas as doenças serão curadas. Dirás que são grandes; mas o Médico é maior. Para um Médico todo-poderoso não há doenças incuráveis. Deixa apenas que Ele te trate, não rejeites a sua mão; Ele sabe o que tem a fazer. Não te alegres apenas quando Ele age com suavidade; aceita-O quando corta. Aceita a dor do remédio, pensando na saúde que vai te trazer.
Vede, meus irmãos, tudo o que os homens, nas suas doenças, aguentam para prolongar a vida mais alguns dias. […] Tu, ao menos, não sofrerás por um resultado duvidoso: Aquele que te prometeu a saúde não pode enganar-se. Por que os médicos às vezes se enganam? Porque não foram eles que criaram o corpo que tratam. Mas Deus fez o teu corpo, Deus fez a tua alma. Ele sabe recriar o que criou; sabe reformar o que formou. Só tens de te abandonar às suas mãos de Médico. […] Suporta, portanto, essas mãos e “bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. É Ele quem perdoa as tuas culpas e cura todas as tuas enfermidades” (Sl 103, 2-3).
Aquele que te concebeu para que nunca estivesses doente, se tivesses querido guardar os seus preceitos, não te curará? Aquele que fez os anjos e que, ao recriar-te, te fará igual a eles, não te curará? Aquele que fez o céu e a terra, Ele, que te fez à sua imagem, não te curará? (cf. Gn 1, 26). Ele te curará, mas, para isso, tens de consentir em ser curado. Ele cura de modo perfeito todos os doentes, mas só se eles quiserem. […] A tua saúde é Cristo!
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Santo Agostinho (354-430), em “Comentários aos Salmos – Sl 103,5-6”

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Depoimento de uma mãe


"Depoimento de uma mãe: " a minha primeira filha, nasceu em 1953; Padre Pio, salvou a vida dele em forma repentina e milagrosa, há 18 meses. Na manhã do dia 6 de Janeiro de 1955 o meu marido e eu estávamos na igreja para participar da Santa Missa e a nossa filha estava em casa com o seu avô. De repente, aconteceu um acidente, e a nossa filha se queimou com uma panela de água quente. A queimadura era tão grande como grave; lhe abrangia desde a barriga até a parte de trás. O médico recomendou hospital imediatamente; pois poderia morrer devido ao seu estado de extrema gravidade... por esta razão, ele não nos deu nenhum remédio. Desesperada ao ver moribunda a minha filha, o que o médico saiu; invoque fortemente a Padre Pio, que intervir urgentemente, enquanto me preparava para levá-la ao hospital, já está quase na hora do meio dia; quando de repente, a menina que estava Sozinha no seu quarto me chamou "Mamã, mamã, já não tenho nenhuma ferida". e quem desapareceu as tuas feridas, perguntei assustada e com grande curiosidade? Ela respondeu. "Mãe Pai Pio veio, ele sarou as minhas feridas colocando suas mãos llagadas sobre minha queimadura". para espanto de todos, realmente não havia qualquer sinal ou marca de que houvesse uma queimada; o corpo da minha filha estava completamente saudável, e só de pensar que Uns minutos antes o médico a queimou."!

Padre Pio, ora pro nobis!!!

4 sinais para saber se o seu trabalho na Igreja é por amor a Deus ou por vaidade


Uma reflexão curtinha e fantástica: Santo Afonso Maria de Ligório vai direto ao nosso coração

Primeiro: quem age só para Deus não se perturba em caso de fracasso, porque Deus não querendo, ele também não quer.
Segundo: alegra-se com o bem que os outros fazem, como se ele mesmo o tivesse feito.
Terceiro: sem preferências para trabalhos, aceita de boa vontade o que a obediência lhe pede.
Quarto: tendo cumprido o seu dever, não fica à espera de louvores nem aprovações dos outros. Por isso, não fica triste se o criticam ou desaprovam, alegrando-se somente em ter contentando a Deus. Se, por acaso, recebe qualquer elogio do mundo, não se envaidece, mas afasta a vanglória, dizendo-lhe: Segue o teu caminho, chegaste tarde porque o meu trabalho já está dado todo a Deus.
(Santo Afonso Maria de Ligório, em “A Prática do amor a Jesus Cristo”)

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De budista a tomista


O inspirador - e esclarecedor - relato de uma conversão

Paul Williams, catedrático de filosofia budista e professor de religiões da Índia na Universidade de Bristol, foi durante mais de 30 anos uma das principais autoridades acadêmicas sobre budismo no Reino Unido. Também era um budista convencido, intelectual e praticante. Porém em 1999 surpreendeu os seus alunos, companheiros e familiares quando anunciou que se convertia ao cristianismo, mais ainda ao catolicismo mais ortodoxo. Em 2002 publicou um livro com o seu testemunho de conversão e as suas reflexões.
Na revista budista inglesa Dharmalife não escondiam sua perplexidade:
“Williams é um dos principais estudiosos britânicos do budismo e um budista praticante de muitos anos. O seu livro ‘O Budismo Mahayana’ é uma jóia de claridade e visão. Que surpreendente foi saber há dois anos que tinha decidido ser católico. […] Catolicismo! Tinha tendência a acreditar que enquanto o budismo é uma opção vital e espiritual para as pessoas modernas, o catolicismo pertence a um passado problemático. A minha visão do catolicismo é influenciada pelos testemunhos de amigos ex-católicos, sobre os efeitos debilitadores da culpa, a sua busca de bases emocionais saudáveis para suas vidas… Como poderia uma pessoa inteligente e bem informada tomar tal opção?”
Williams explicou tudo no seu livro “Unexpected Way“, e em algumas entrevistas e testemunhos escritos.

Juventude anglicana tíbia

Paul Williams nasceu em 1950. A família da sua mãe não era religiosa, mas depois da sua conversão descobriu que teve uma bisavó católica. A família do seu pai era tipicamente anglicana. Sendo muito jovem, Paul juntou-se ao coro da paróquia anglicana, porque gostava de cantar. Foi crismado na sua adolescência pelo bispo anglicano de Dover, e com 18 anos recorda que ia comungar algumas vezes. Mas não tinha uma relação próxima com Cristo nem recebeu formação.
O seu irmão trouxe da biblioteca um livro sobre yoga, e com ele Williams afeiçoou-se à cultura oriental nos muito alternativos anos 60.
“Estive implicado no estilo de vida e nas coisas que os adolescentes fazem. Ao aproximarem-se os exames públicos deixei o coro, deixei de servir na igreja, perdi o contacto com ela, deixei o cabelo comprido e vestia-me de maneira diferente”.

Meditação e budismo

A estudar na Universidade de Sussex, especializou-se em filosofia indiana e depois em budismo. “Durante algum tempo fiz a Meditação Trascendental de Maharishi Mahesh Yogui, porém deixei-a porque não gostava da sua superficialidade e parecia-me que distorcia a tradição indiana“, escreveu no seu livro.
Em 1973 já tinha tudo claro: tinha estudado tanto o budismo que via o mundo com categorias budistas. Refugiou-se formalmente como budista na tradição tibetana Dgelugspa, a do Dalai Lama. Sendo professor na Universidade de Bristol criou o seu próprio círculo de budistas.
Praticava a meditação, dava palestras em encontros budistas, aparecia em debates televisivos como budista tibetano e participou de debates públicos com o católico dissidente Hans Küng e o catalão orientalista Raimon Panikkar.

O que atraía no budismo

Williams explica:
“Interessava-me a filosofia, mas também a meditação e o exótico Oriente. Muitos de nós considerávamos o budismo interessante, porque parecia muito mais racional do que as alternativas, e às vezes muito mais exótico. Os budistas não creem em Deus, ou melhor, não parecia ter razões para crer em Deus e a existência do mal era para nós um argumento positivo a seu contrário. Nós que havíamos crescido como cristãos estávamos fartos de defender Deus num mundo hostil, cheio de detratores. No budismo existe um sistema de moralidade, espiritualidade e filosofia imensamente sofisticado, que não necessita de Deus para nada”.
Anos depois, ao converter-se ao catolicismo, o filósofo escreveu:
“Se repararmos como são os budistas do Ocidente, o chamado Budismo Ocidental, o que encontramos com regularidade é uma forma de cristianismo na qual tiraram as partes que os cristãos ‘pós-cristãos’ encontram mais dificuldades em aceitar”.
Williams conheceu um líder chamado Sthaira Sangharakshita que propunha aos budistas de passado cristão praticar a “blasfêmia terapêutica”, para conseguirem desapegar-se do seu fundo cristão, insultando coisas consideradas santas em sua cultura. Para Williams esta ideia parecia uma barbaridade.

O problema da reencarnação

O budismo no Ocidente apresenta-se sobretudo como uma técnica para viver experiências positivas: paz, harmonia, relaxamento… Mas à medida que Williams via o passar dos anos, como filósofo não podia evitar fazer-se perguntas, e entre elas: o que passa depois da morte? Há budistas que preferem não pensar no tema, e consideram que é “Mara”, uma “ilusão”, uma distração, um tema no qual não vale a pena pensar, mas pode um filósofo deixar de perguntar-se?
“Os budistas creem no renascimento, ou melhor, na reencarnação, como é chamada. Não há um início na série de vidas renascidas: todos temos renascido infinitas vezes, não há princípio nem se necessita de um Deus que o inicie”.
Williams recorda que na época dos primeiros cristãos as crenças a favor da reencarnação estavam muito difundidas na Grécia e Roma, mas o cristianismo nunca as aceitou. “E por boas razões: se a reencarnação é verdade, nós não temos nenhuma esperança“.

O que há de mim numa barata?

Imaginemos que vamos ser executados sem dor amanhã pela manhã, mas sabemos com toda segurança que depois reencarnaremos como uma barata. “Acostumar-te-ás, não há problema, ser barata não é como o nada ou o grande vazio, é uma vida, continuarás vivo… Mas por que nada disso nos consola?“, argumenta Williams.
Mais específico ainda:
“Não peço que imagineis que despertais dentro do corpo de uma barata, como na Metamorfose de Kafka. Serias uma barata, e quem sabe quais são os sonhos ou imaginações de uma barata?”
“O terror de ser executado na aurora e renascer como barata é que, simplesmente, isso seria o meu fim. Não posso imaginar como é renascer como barata porque não há nada que imaginar! Simplesmente, não teria nada de mim aí. Se a reencarnação é verdade, nem eu nem meus seres queridos sobreviveríamos à morte. O eu, a pessoa real que sou, a minha história, acaba. Quem sabe haja outro ser vivo com algum tipo de conexão causal com a vida que eu fui, alguém influenciado por meu karma, mas eu já não estou”.
“No nível quotidiano, os budistas tendem a obscurecer este facto -que eu desapareço do tudo com a morte- quando falam de ‘meu renascer’ ou de ‘preocupar-se com as vidas futuras’, mas na realidade qualquer renascer -como uma barata sul-americana- não seria ‘eu mesmo’, e por tanto cabe perguntar-se por que hei de preocupar-me com as minhas reencarnações futuras”.

Iluminação, sim… mas quem a consegue?

Para escapar do ciclo das reencarnações, o budismo ensina que é possível alcançar a iluminação, o nirvana, uma absoluta perfeição e desapego nesta vida. Quando alguém tem 20 anos pode pensar que com muito esforço o conseguirá. Mas Williams, com mais de 20 anos de intensa prática budista e meditativa o tinha claro:
“É evidente que não vou conseguir a iluminação nesta vida. Todos os budistas tenderão a dizer isso de todo o mundo. A iluminação é uma conquista extremadamente rara e suprema, para heróis espirituais, não para nós, não para gente como eu. Assim eu, e os meus amigos e familiares, não temos esperança”.

Karma: pagar pelas outras vidas tuas… que não eras tu

Williams explica rapidamente a teoria do karma: alguns males e alguns bens que experimentas, são consequência do que fizeste em uma vida passada.
“Mas como se pode dizer que um ditador cruel que foste noutra vida eras tu? A ideia que um um bebê fica doente por algo que fez outra pessoa, não nos consegue convencer. Não se pode dizer que o que alguém fez noutra vida, seja a resposta mais aceitável para o problema do mal. O bebê não foi quem fez os atos malvados, como também eu não sou uma barata depois de minha execução”.
O cristianismo oferece esperança
“O budismo não tinha esperança. Os cristãos sim têm esperança, por isso quis ser cristão. Voltei a examinar as coisas que tinha rejeitado em minha juventude. Dei-me conta que é racional crer em Deus, mais racional do que crer, como os budistas, que não há Deus”.
Examinou a chave da proposta cristã: que Jesus tinha ressuscitado.
“Assombrou-me descobrir que a ressurreição literal de Cristo dentre os mortos depois de sua crucifixão é a explicação mais racional do sucedido. Isso fazia do cristianismo a opção mais racional das religiões teístas, e como cristão considerei que devia dar prioridade à Igreja Católica”.
“O cristianismo é a religião do valor infinito de cada pessoa. Cada pessoa é uma criação individual de Deus, e como tal Deus ama-a e valoriza-a infinitamente. Nisto se baseia toda a moral cristã, desde o valor da família ao altruísmo e o sacrifício dos santos. Por sermos infinitamente valiosos, é que Jesus morreu por nós, para salvar a cada um. E somos as pessoas que somos, com nossas histórias, amigos e parentes. Nossa fé é que em Deus nossas mortes terão significado para cada um de nós, de formas que excedem a nossa imaginação mas que inclusive agora já suscitam a nossa esperança e alimentam nossas vidas”.
Hoje Paul Williams é um laico dominicano e um grande admirador de São Tomás de Aquino. Lamenta que às vezes, em encontros ecumênicos ou análises de religião comparada, se faça o contraste entre os místicos cristãos de linguagem simples (como São João da Cruz) com teóricos budistas muito elaborados, com um discurso muito intelectualizado que fazem parecer o místico cristão uma versão simples de uma filosofia complexa. Williams considera que esses autores budistas devem comparar-se com autores sistemáticos como São Tomás.

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domingo, 21 de maio de 2017

Por quanto tempo Jesus fica presente na Eucaristia após recebermos a Comunhão?

 

Temos que dar o devido respeito ao Nosso Senhor

O grande tesouro da Igreja Católica é a Eucaristia – o próprio Jesus disfarçado sob as aparências do pão e do vinho. Cremos que, como diz o Catecismo, “No santíssimo sacramento da Eucaristia estão ‘contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo’”(CCC 1374).
Além disso, esta presença real de Cristo na Eucaristia não termina imediatamente quando o recebemos na hora da Comunhão. O Catecismo prossegue explicando como “a presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e perdura enquanto a espécie eucarística subsistir” (CCC 1377).
Mas o que significa quando recebemos a Comunhão em nossas bocas? Quanto tempo permanece a Presença Real de Jesus em nossos corpos?
Há uma história famosa da vida de São Filipe Néri que ajuda a responder a essa pergunta. Um dia, enquanto celebrava a Missa, um homem recebeu a Sagrada Comunhão e deixou a igreja mais cedo. O homem parecia não ter respeito pela Presença dentro dele e, assim, Filipe Néri decidiu usar esta oportunidade como um momento de ensino. Ele enviou dois coroinhas com velas acesas para seguir o homem fora da igreja.
Depois de um tempo andando pelas ruas de Roma, o homem se virou para ver os coroinhas que ainda o seguiam. Confuso, o homem voltou à igreja e perguntou a Filipe Néri por que ele tinha mandado os coroinhas atrás dele. São Filipe Néri respondeu dizendo: “Temos que prestar o devido respeito a Nosso Senhor, que você está levando com você. Como você se recusou a adorá-lo, mandei os dois acólitos para fazer isso”. O homem ficou atordoado com a resposta e resolveu, das próximas vezes, ficar mais consciente sobre presença de Deus dentro dele.
Considera-se que a espécie eucarística do pão permanece por cerca de 15 minutos em nós, após recebermos a Comunhão. Isso se baseia na biologia simples e reflete a afirmação do Catecismo de que a presença de Cristo “permanece enquanto persistir a espécie eucarística”.
É por isso que muitos santos recomendaram oferecer 15 minutos de oração depois de receber a Eucaristia, como uma ação de graças a Deus. Isso permite que a nossa alma saboreie a presença de Deus, e que nós tenhamos um verdadeiro encontro de “coração para coração” com Jesus.
Em nosso mundo corrido, muitas vezes é difícil permanecer na Igreja muito tempo depois da Missa. Mas isso não significa que não possamos pelo menos fazer uma breve oração de agradecimento. O ponto principal é que precisamos nos lembrar de que a presença de Jesus na Eucaristia permanece conosco por vários minutos e nos apresenta um momento especial, quando podemos comungar com o Senhor e sentir seu amor dentro de nós.
Se um dia você se esquecer disso, não se surpreenda se o seu pároco enviar coroinhas para seguir o seu carro quando você sair da Igreja logo depois de receber a Comunhão!

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não esqueçam a oração de São Miguel Arcanjo!


Ainda que não seja mais recitada ao final das Missas, como acontecia antigamente, a oração a São Miguel Arcanjo continua sendo um auxílio poderoso “na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo”

Depois de receber em 1884 uma visão terrível de forças diabólicas prestes a serem soltas na Terra, o Papa Leão XIII escreveu de próprio punho a oração a São Miguel, ordenando que ela fosse recitada logo em seguida a todas as Missas rezadas no rito latino. A oração ao Arcanjo tornou-se parte das chamadas “orações leoninas”, as quais foram deixadas de lado pela reforma litúrgica da década de 1960.
Em 1994, porém, o Papa São João Paulo II fez notar a ausência dessa oração e pediu que ela fosse novamente recitada pelos fiéis. Foi no dia 24 de abril, no Vaticano, depois da tradicional oração do Regina Caeli:
“Que a oração nos fortaleça para aquela batalha espiritual de que fala a Carta aos Efésios: ‘Fortalecei-vos no Senhor e no poder da sua virtude’ ( Ef 6, 10). É a essa mesma batalha que se refere o Livro do Apocalipse, colocando diante de nossos olhos a imagem de São Miguel Arcanjo (cf. Ap 12, 7). Tinha certamente bem presente diante de si essa cena o Papa Leão XIII, quando, no final do século passado, introduziu em toda a Igreja uma oração especial a São Miguel: ‘São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra a maldade e as ciladas do demônio…’
Ainda que hoje essa oração não seja mais recitada ao término da celebração eucarística, convido todos a não esquecê-la, mas a recitá-la para obter a ajuda na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo.”
Curiosamente, uma década apenas depois que essa oração deixou de ser recitada nas paróquias após as Missas, o bem-aventurado Papa Paulo VI reconhecia, com pesar, as vitórias que Satanás e suas forças estavam obtendo sobre a Igreja. Em uma homilia no dia 29 de junho de 1972, ele alertava:
” Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus. Subsiste a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se a confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrermos a ele e lhe pedirmos se tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, que já somos os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam, em vez disso, serem abertas à luz.
[…]
Na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso? Confiamo-vos um nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo.”
A oração a São Miguel foi composta pelo Papa Leão XIII no dia 13 de outubro de 1884, exatamente 33 anos antes do Milagre do Sol, em Fátima. Seguem a versão latina original da oração e a sua tradução portuguesa:
Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

(Fonte: Church Militant | Tradução e adaptação: Equipe CNP)

Consagração aos Santos Anjos


Entregue sua vida à proteção dos Santos Anjos de Deus

Santos Anjos de Deus,
na presença de Deus Uno e Trino e no amor do meu Senhor e Redentor Jesus Cristo quero eu, N.N., pobre pecador, concluir hoje uma aliança convosco, que sois servos, a fim de que eu possa, em comunhão convosco, empenhar-me, com humildade e fortaleza, para a glória de Deus e a vinda do Seu Reino.
Por isso, eu vos suplico assistir-me, de modo particular:
– na adoração reverente de Deus e do Santíssimo Sacramento,
– na contemplação da Palavra e da Obra salvífica de Deus,
– no seguimento de Cristo e no amor à Sua Cruz, em espírito de expiação,
– no fiel cumprimento da minha missão na Igreja, servindo humildemente a exemplo de Maria, minha Mãe celestial e vossa Rainha.

E vós, meu bom Anjo da Guarda, que vedes continuamente a face do nosso Pai que está nos céus, a vós Deus me confiou desde o início da minha vida. Agradeço-vos de todo o meu coração por vossos amorosos cuidados. Entrego-me a vós e vos prometo o meu amor e a minha fidelidade.
Peço-vos: protegei-me contra minha fraqueza e contra os ataques dos espíritos malignos; iluminai a minha mente e o meu coração, a fim de que eu sempre reconheça e cumpra a vontade de Deus; e conduzi-me à união com Deus Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

(Autor desconhecido)

terça-feira, 16 de maio de 2017

SÃO JOÃO DA CRUZ CONHECEU A FOME NA SUA INFÂNCIA - Aula 2

CURSO SOBRE A HISTÓRIA E O PENSAMENTO DE SÃO JOÃO DA CRUZ com Frei Claudiano

A misteriosa linha reta que une 7 santuários dedicados a São Miguel: coincidência?


Será que essa linha impressionante, de milhares de quilômetros, representa a espada do Arcanjo que mandou o diabo para o inferno?

Uma linha reta impressionante e misteriosa, que vai da Irlanda a Israel, une sete mosteiros e santuários relacionados com o Arcanjo São Miguel. Será mera coincidência? Terá sido proposital? Os sete santuários ficam a grandes distâncias um do outro, mas estão alinhados de modo perfeito e assombroso.
A “Linha Sacra de São Miguel Arcanjo” simboliza, de acordo com a tradição, o golpe de espada que o Arcanjo infligiu ao diabo para enviá-lo ao inferno depois da batalha nos céus entre os anjos fiéis e os anjos rebeldes que, liderados por Lúcifer, tinham se voltado contra Deus.
Seja como for, é surpreendente a disposição de todos esses santuários ao longo de uma linha reta. Seria uma advertência do Arcanjo para que, respeitando as leis de Deus, os fiéis caminhem sempre na retidão? A Linha Sacra, além disso, fica perfeitamente alinhada com o poente no dia do solstício de verão no hemisfério Norte.
Como se não bastasse, os três mais importantes santuários da linha misteriosa ficam à mesma distância um do outro: a belíssima e famosíssima abadia do Mont Saint-Michel, na divisa entre as regiões francesas da Normandia e da Bretanha; a Sacra di San Michele, no vale italiano de Susa, região do Piemonte; e o santuário de Monte Sant’Angelo, no também italiano Monte Gargano, situado na região da Apúlia.
Conheça todos os sete santuários da Linha Sacra:

1) SKELLING MICHAEL

O traçado da Linha Sacra começa na Irlanda, numa ilha deserta onde o Arcanjo Miguel teria aparecido para São Patrício a fim de ajudá-lo a libertar o país dos ataques do demônio. É nessa ilha que se levanta o primeiro mosteiro: o de Skellig Michael ou Sceilig Mhichíl, em idioma gaélico (“Rocha de Miguel”).
Curiosidade adicional: o esplêndido panorama desta ilha aparece em um dos filmes da saga Star Wars, conforme você pode conferir neste outro artigo: O que Star Wars tem a ver com o Arcanjo São Miguel?

2) SAINT MICHEAL’S MOUNT

Rumando para o sul, a linha passa pelo St. Michael’s Mount, na Inglaterra: é uma ilhota da Cornuália que, na maré baixa, se junta à terra firme. Nesse local, São Miguel teria falado com um grupo de pescadores.

3) MONT SAINT-MICHEL

© Shutterstock
A Linha Sacra prossegue então para a França, cruzando outra célebre ilha que também se junta à terra firme nas baixas marés: o espetacular Mont Saint-Michel, outro local de aparição do Arcanjo. A beleza e a riqueza histórica e artística deste santuário e da sua baía na costa normanda fazem dele um dos lugares mais visitados de toda a França, além de terem garantido a sua proclamação como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1979. O Mont Saint-Michel já era cercado de forte misticismo desde a Alta Idade Média. Há mais de 1.300 anos, em 709, o Arcanjo apareceu, conforme a tradição, ao bispo de Avranches, Santo Aubert, pedindo a construção do santuário. Os trabalhos começaram logo, mas a abadia beneditina só foi ficar pronta no século X.

4) SACRA DI SAN MICHELE

De Elio Pallard, CC BY-SA 4.0,
A cerca de 1.000 quilômetros de distância, no vale piemontês de Susa, ergue-se o quarto santuário: a Sacra di San Michele (pronuncia-se “Mikéle”, em italiano). Sua construção começou por volta do ano 1.000 e, ao curso dos séculos, foram sendo acrescentadas novas estruturas. É o caso da hospedaria construída pelos monges beneditinos, já que o santo lugar ficava na rota dos peregrinos da Via Francígena, antiga estrada que ia da França para Roma.

5) SANTUÁRIO DO MONTE SANT’ANGELO

Public Domain
Mais 1.000 quilômetros em linha reta e se chega à também italiana região da Apúlia, mais precisamente ao Monte Gargano. Ali, uma caverna de acesso muito difícil se transformou em lugar sagrado e viu erguer-se o Santuário de São Miguel Arcanjo, iniciado no longínquo ano de 490. Ele marca a primeira aparição do Arcanjo Miguel a São Lourenço Maiorano.

6) MOSTEIRO DE SYMI

De Aw58 - Trabajo propio, CC BY-SA 3.0
Deixando a Itália, a fascinante Linha Sacra de São Miguel chega ao sexto santuário, agora na ilha grega de Symi: aqui, o mosteiro alberga uma das maiores efígies do Arcanjo que existem no mundo, com três metros de altura.

7) MOSTEIRO DO MONTE CARMELO

De user:תומר א. - Trabajo propio, CC BY-SA 3.0
A Linha Sacra termina em território israelense: o mosteiro do Monte Carmelo, em Haifa. O local é venerado desde a antiguidade, mas a construção do santuário cristão remonta ao século XII.

https://pt.aleteia.org/2017/05/15/a-misteriosa-linha-reta-que-une-7-santuarios-dedicados-a-sao-miguel-coincidencia/

terça-feira, 9 de maio de 2017

Ele era “sacerdote” de Satanás. Virou apóstolo do Rosário e foi beatificado

 

A juventude o afastou de Deus e o lançou no ocultismo e no ódio à Igreja. Mas Nossa Senhora o resgatou!

O beato Bartolo Longo nasceu em 1841 na localidade italiana de Latiano, região da Apúlia. Embora educado na fé e na piedade, cedeu a influências que o afastaram de Deus após sair de casa para estudar, primeiro em Lecce e depois em Nápoles.
Eram tempos conflituosos e o ímpeto idealista que antecedeu a unificação italiana irradiava nas universidades as ideias iluministas e o ódio contra a Igreja, tachada de obscurantista e opressora.
Bartolo não passou incólume por essas influências, que o levaram a círculos fechados e elitistas, à maçonaria e ao espiritismo. Ele próprio dirá de si mesmo que, nessa época, foi como um “sacerdote de Satanás”, mas a euforia da suposta “libertação do jugo da Igreja” se transformou em tamanha desilusão com as novas ideias e práticas que o jovem se viu em intensa depressão e, várias vezes, à beira do suicídio.
Na busca de alívio para o desespero, encontrou no professor e amigo Vincenzo Pepe, seu conterrâneo, a firmeza e a clareza que o salvariam: “Se você continuar com essas práticas, vai terminar num hospício!”. Foi Pepe quem o apresentou ao padre dominicano Alberto Radente, diretor espiritual que o ajudaria a dissipar do espírito aquelas trevas espessas.
Foi depois de várias sessões de orientação guiadas pelo sacerdote que Bartolo Longo se confessou e abraçou a mudança de rota.
Mas quem disse que ia ser fácil? A tentação e os pensamentos de desespero se mantiveram em seu encalço. Certo dia, enquanto andava cheio de pesares e tormentos pelo Vale de Pompeia, veio-lhe à mente uma frase que o pe. Radente lhe dissera várias vezes:
“Se você procura a salvação, propague o Rosário. É uma promessa de Maria”.
Ele ouviu então o ressoar de um sino distante, alçou os braços ao céu e bradou:
“Se é verdade que prometestes a São Domingos que quem propagar o Rosário se salvará, eu me salvarei porque não vou sair desta terra de Pompeia sem ter aqui propagado o teu Rosário!”
Ao longo dos dias seguintes, o rapaz conseguiu o trabalho de administrador do patrimônio da condessa De Fusco. Passou a frequentar os grupos de oração mantidos pela condessa e, alguns meses depois, acabou se casando com ela.
Os novos cônjuges fizeram o propósito de espalhar pelo Vale de Pompeia a devoção ao terço. Puseram numa antiga igreja local um quadro de Nossa Senhora do Rosário que eles próprios haviam recebido de uma irmã dominicana, amiga do pe. Radente. A imagem se tornou conhecida como o ícone de Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia, cujo santuário está hoje entre os mais frequentados do mundo. Em 1883, Bartolo compôs a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia.

No dia 5 de outubro de 1926, Bartolo Longo suspirou, pouco antes de entregar o espírito às mãos do Pai:
“O meu único desejo é o de ver Maria, que me salvou e me salvará das garras de Satanás”.
São João Paulo II o beatificou em 26 de outubro de 1980.

Uma oração do Padre Pio a Jesus: “Que nada me separe de Ti”

 

"Que eu também enfrente, como Tu, com serena paz e tranquilidade, todas as penas e trabalhos..."

Jesus,
Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte.
Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor,
seja-me concedido expirar contigo no Calvário,
para subir contigo à glória eterna.
Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições,
para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu;
para cantar-Te um hino de agradecimento
por todo o Teu sofrimento por mim.

Jesus,
que eu também enfrente, como Tu,
com serena paz e tranquilidade,
todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta vida;
uno tudo aos Teus méritos, às Tuas penas,
às Tuas expiações, às Tuas lágrimas,
a fim de que colabore contigo para a minha salvação
e para fugir de todo o pecado
– causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte.

Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado.
Com o fogo de Tua santa caridade,
escreve no meu coração todas as Tuas dores.
Aperta-me fortemente a Ti,
com um nó tão estreito e tão suave
que eu jamais Te abandone nas Tuas dores.
Amém.
________
São Pio de Pietrelcina

https://pt.aleteia.org/2017/05/08/uma-oracao-do-padre-pio-a-jesus-que-nada-me-separe-de-ti/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

terça-feira, 2 de maio de 2017

O DEVER DO INTELECTUAL CATÓLICO

"Nossa missão no mundo é a mesma de sempre. Temos de construir o Reino que é um Reino de Amor. O amor só pode existir entre pessoas. Para que haja amor, devemos, antes de mais nada, salvaguardar a liberdade e a integridade da pessoa humana. Temos de prover uma educação que fortaleça o homem contra o barulho, a violência, os 'slogans' e as meias-verdades de nossa sociedade materializada.
Nosso dever de preservar a integridade, liberdade e individualidade da pessoa humana, e de lhe fornecer armas espirituais contra o perigo do totalitarismo não é apenas algo que seria talvez interessante discutir e, porventura, estudar. Trata-se de uma tarefa urgente, que exige insistentemente ser realizada onde houver uma paróquia, um colégio e, especialmente, uma universidade ou um seminário católicos.
Esse é o dever mais importante do intelectual católico. A tarefa não é fácil. É algo muito delicado, precisamente porque o nosso zelo em combater um tipo de movimento-massa pode, com tanta facilidade, nos mergulhar de cheio num outro, e de pior espécie, do qual estamos menos atemorizados."
Thomas Merton, "Questões Abertas", Agir 1963, pág. 167.

Santo Agostinho nos explica para que servem as palavras na oração


"...não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade"

Na oração, as palavras servem para nos estimular e nos fazer compreender melhor o que pedimos; não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade. Quando dizemos: «Santificado seja o vosso nome», estimulamo-nos a desejar que o nome de Deus, que é sempre santo em Si mesmo, seja também honrado como santo entre os homens, e nunca desprezado; e isto não é para benefício de Deus, mas dos homens.
Quando dizemos: «Venha a nós o vosso reino» – que há-de vir certamente, quer queiramos, quer não –, excitamos a nossa aspiração por aquele reino, para que ele de facto venha a nós e mereçamos reinar nele. Quando dizemos: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu», pedimos ao Senhor que nos dê a virtude para que se cumpra em nós a sua vontade, como os anjos a cumprem no Céu.
Quando dizemos: «Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», tomamos consciência do que pedimos, e do que devemos fazer para merecermos receber o perdão. Quando dizemos: «Livrai-nos do mal», recordamos que ainda não estamos naquele sumo bem onde já não é possível sofrer qualquer mal. E estas últimas palavras da oração dominical têm um significado tão amplo, que o cristão, seja qual for a tribulação em que se encontre, pode com elas exprimir os seus gemidos ou lamentações, dar início, continuar ou terminar a sua oração.
Tínhamos necessidades destas palavras para gravar na memória todas estas realidades. Quaisquer outras palavras que possamos usar na oração nada mais dizem para além do que se encontra já na oração do Senhor, se de facto oramos como convém.
(Santo Agostinho, Carta 130, a Proba, sobre a oração, 11-12)

A “devastação da liturgia” em 10 declarações do Cardeal Ratzinger


O então futuro Bento XVI fez corajosas e firmes observações sobre a “criatividade litúrgica empobrecedora” que corrompeu as celebrações em muitas dioceses

1 – Sobre a devastação litúrgica:

“A reforma litúrgica, na sua realização concreta, distanciou-se a si mesma ainda mais da sua origem. O resultado tem sido não uma reanimação, mas uma devastação. Em vez da liturgia, fruto dum desenvolvimento contínuo, puseram uma liturgia fabricada. Esvaziaram um processo vital de crescimento para o substituir por uma fabricação. Não quiseram continuar o desenvolvimento, a maturação orgânica de algo vivo através dos séculos, e substituíram-na, à maneira da produção técnica, por uma fabricação, um produto banal do momento”.
(Revue Theologisches, Vol. 20, Fev. 1990, pgs. 103-104)

2 – Sobre a degeneração da liturgia em mero espetáculo

“Temos uma liturgia que degenerou a ponto de se tornar um espetáculo, que, com sucesso momentâneo para o grupo de fabricantes litúrgicos, se esforça para tornar a religião interessante na sequência das frivolidades da moda e das máximas sedutoras da moral. Consequentemente, a tendência é a cada vez maior diminuição do mercado daqueles que não procuram a liturgia para um espetáculo espiritual, mas para um encontro com o Deus vivo diante do Qual todo o ‘fazer’ se torna insignificante, visto que apenas este encontro é capaz de nos garantir acesso à verdadeira riqueza do ser”.
(Prefácio do então Cardeal Ratzinger à tradução francesa de “Reform of the Roman Liturgy”, de Mons. Klaus Gamber, 1992).

3 – Sobre a desintegração da liturgia

“Estou convencido de que a crise que a Igreja está hoje experimentando se deve, em grande parte, à desintegração da liturgia”.
(Autobiografia)

4 e 5 – Sobre o rito da missa em latim:

“Para promover uma verdadeira consciência em matérias litúrgicas, é também muito importante que a proibição contra a forma da liturgia em uso válido até 1970 (a antiga Missa em Latim) seja levantada. Qualquer pessoa que hoje em dia defenda a existência contínua desta liturgia ou que participe nela é tratada como um leproso; toda a tolerância acaba aqui. Nunca houve nada como isto na história; ao fazer isso, estamos desprezando e proibindo o passado inteiro da Igreja. Como confiar nela no presente se as coisas são assim?”
(Introdução ao Espírito da Liturgia, 2000)
“Sou da opinião, para ser sincero, de que o rito antigo deveria ser concedido muito mais generosamente a todos aqueles que o desejam. É impossível ver o que poderia haver de perigoso ou inaceitável nisso. Uma comunidade coloca em questão o próprio ser quando subitamente declara como estritamente proibido aquilo que era a sua mais santa e elevada posse e quando declara absolutamente indecentes os almejos por ela”.
(Sal da Terra, 1997)

6, 7 e 8 – Sobre a “criatividade litúrgica” empobrecedora

“Também vale a pena observar aqui que a ‘criatividade’ envolvida nas liturgias fabricadas tem um alcance muito restrito. É pobre em comparação com a riqueza da liturgia recebida nas centenas e milhares de anos de história. Infelizmente, os autores das liturgias caseiras são mais lentos para perceber isto do que os seus participantes”.
(The Feast of Faith, págs. 67-68)
“Na realidade o que se passou foi que uma clericalização sem precedentes entrou em cena. Agora, o sacerdote – aquele que ‘preside’, como hoje preferem chamá-lo – se torna o verdadeiro ponto de referência para toda a liturgia. Tudo depende dele. Temos que ver a ele, responder a ele, estar envolvidos naquilo que ele está fazendo. A sua criatividade sustenta tudo”.
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)
“Cada vez menos e menos Deus é o centro. Cada vez é mais e mais importante o que é feito pelos seres humanos que se encontram aqui e não gostam de se sujeitar a um padrão pré-determinado”.
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

9 – Sobre o sacerdote voltado ao povo durante a Missa

“O fato de o sacerdote ter-se virado para o povo tornou a comunidade um círculo fechado sobre si próprio. Na sua forma exterior, já não se abre ao que está à frente e acima, e sim se fecha em si mesmo. O voltar-se para o Oriente não era uma celebração virada para a parede; não significava que o sacerdote tinha as costas voltadas ao povo: é que o próprio sacerdote não era visto como tão importante. Porque, tal como a assembleia na sinagoga olhava junta para Jerusalém, também na liturgia cristã a assembleia olhava junta para o Senhor (…) Por outro lado, o voltar-se para o Oriente durante a Oração Eucarística continua a ser essencial. Isto não é uma questão de acidentes, mas de essência. Olhar para o sacerdote não tem importância nenhuma. O que importa é olhar juntos para o Senhor”.
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

10 – Sobre a substituição do Crucifixo pelo sacerdote

“Mover a cruz do centro do altar para o lado do altar, a fim de permitir uma visão do sacerdote sem obstáculos, é algo que vejo como um dos fenômenos mais absurdos das décadas recentes. A cruz é um obstáculo durante a Missa? O sacerdote é mais importante que Nosso Senhor?”
(Introdução ao Espírito da Liturgia, Cap. 3)

http://pt.aleteia.org/2017/04/17/a-devastacao-da-liturgia-em-10-declaracoes-do-cardeal-ratzinger/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

FORMAÇÃO PARA INTERCESSORES



Começaremos essa semana a postar artigos sobre Intercessão. O intercessor é aquele que se coloca como defensor, é aquele que se coloca no meio da batalha frente os inimigos e clama a Deus por algo, alguém, uma nação.
Urge a necessidade de termos intercessores, aqueles que se colocam na brecha e interceda principalmente pelas famílias.

Deus abençoe você.

...


Parte I

O intercessor não é aquele que somente faz a Deus uma oração de pedidos. Não. Ele conhece o coração de Deus. E porque o ama e sabe que é amado por Ele, nesse amor, ele atinge o coração de Deus, através da intercessão que se torna um humilde diálogo de amor.”

Escrever sobre o ministério de intercessão é, para mim, uma grande alegria, dado que nutro um grande amor a este ministério, que acredito ser o sustentáculo das grandes obras que Deus realiza no meio do seu povo.

Este ministério é como o alicerce de um grande edifício, que não é viso nem admirado, mas sem o qual o edifício não poderia erguer-se.

Eu creio que este artigo será de grande esclarecimento e importância para todos os que lideram comunidades e desempenham este ministério dentro do trabalho que o Senhor os chama a realizar.

Leia este artigo com o desejo de que o Espírito Santo venha revelar no seu coração as verdades mais profundas, porque muito mais do que aqui está escrito o Senhor tem a falar no seu coração.


Continua ...

Fonte: Telegram

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