terça-feira, 29 de abril de 2014

Santa Catarina De Sena








Santa Catarina De Sena

29 de Abril

Doutora e co-padroeira da Itália


“A Providencia Divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite. Somente estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si mesmos.” (Sta. Catarina de Sena)

A família dos Tintureiros, Jacó Benincasa e Lapa Piagenti, aguardavam ansiosamente a chegada do 25º filho; por ser muito numerosa a família do seu Jacó era bastante estima e conhecida na cidade de Sena, Itália.
Marcou, para sempre, o ano de 1347 com o nascimento da última filha de Dona Lapa; uma bela menina que no batismo recebe o nome de Catarina Benincasa.
Quando a menina Catarina completou 6 anos, foi agraciada por Deus, em contemplar Jesus, envolto numa luz brilhantíssima, revestido com os paramentos Pontificais e rodeado por uma infinidade de Santos. Eis aí sua primeira experiência mística!
No ano seguinte, conforme seus escritos foi desposada com Jesus para sempre e na presença de Nossa Senhora. Catarina tinha plena consciência do que este ato representava, apesar dos 7 anos de idade.
Dona Lapa, mesmo percebendo que a pequena Catarina apresentava características específicas, como vida intensa de oração. Jejuns e mortificações e principalmente diálogos com o Senhor Jesus, com quem desposara. Nada disso a fez desistir de arranjar um bom casamento para Catarina, já aos 12 anos de idade.
Catarina, com toda delicadeza, recusa o casamento, o que provoca a ira das irmãs mais velhas e dos próprios pais, que daquele momento em diante confiaram, todos os trabalhos da casa, inclusive os mais pesados, aos cuidados de Catarina.
Nossa jovem tudo suporta por amor, Deus a cumulou de forças extraordinárias para tudo suportar e ainda, diz ela: “Ensinou-me a construir uma cela no meu interior, para a qual eu pudesse me retirar, e ela permanecer em união com Ele”.
Catarina cortou os seus lindos cabelos, que a todos encantava o que deixou sua mãe muito irritada. Seu pai, um dia, percebendo o quanto de elevadas eram as suas horas de oração, convenceu-se que a pequena caçula era uma escolhida de Deus.
Seu Jacó e Dona Lapa deram a Catarina o direito de escolher o seu futuro, o que a deixou em êxtases; agora livre, Catarina veste o habito da ordem terceira Dominicana e por 3 anos se retirou quase em silêncio absoluto em sua casa.
Quando completou 20 anos, Jesus apareceu-lhe junto com Nossa Senhora e um grande número de Santos, e colocou-lhe um anel de noivado no dedo, e pede-lhe que se dedique a renovação da Igreja. Atendendo ao apelo de seu divino esposo, não mede esforços para realizar o que lhe prometera.
As estradas da Toscana já não podem conter seus passos. Os condenados precisam de salvação, os pecadores de conversão, os abatidos de consolo, os famintos de pão, os peregrinos de descanso, enfim, o Reino precisa ser anunciado.
Catarina jejua e se mortifica pela Igreja, pelo clero, pelo papa e também por todos os seus inimigos e opositores. Um grande número de homens do povo, magistrados, doutores, bispos, políticos e reis, recorriam à jovem Catarina para ouvirem seus conselhos e pedir orientação espiritual. Catarina é firme, autentica e corajosa em aconselhar os seus filhos espirituais.
A sabedoria de Catarina foi infusa pela graça, sabemos que já bem tarde aprendeu a ler e a escrever, e como parece como por auxílio sobrenatural. O resto de sua vida foi escrever muitas cartas e admoestações.
No ano de 1374, uma terrível peste assolou o país, Catarina, com uma generosidade heróica, dedicou-se ao serviço dos pobres e doentes e ganhou muitas almas para Deus. Seu amor e sua dedicação atraiam as pessoas para junto de si, o papa Pio II chegou a afirmar “Ninguém se aproxima de Catarina, sem tornar-se melhor”.
Sua vida interior era tão intensa que chegou a ficar 80 dias sem nenhum alimento, a não ser a comunhão diária. Uma só palavra de sua boca curava doentes e expulsava maus espíritos.
A vida mística e a fama de Catarina atravessaram a Europa, em pouco um grupo de sacerdotes acompanhavam Catarina em sua missão evangelizadora, pois as conversões eram tantas que os sacerdotes quase não davam conta do número de confissões.
Foi no ano de 1375, na cidade de Pisa, que Catarina teve impresso nas mãos, pés e coração os estigmas da paixão de Cristo.
Catarina foi um furacão no seio da Igreja no seu tempo. Forma tempos muito difíceis, para a Igreja e para o mundo. O Papa estava exilado em Avinhão, na França, a mais de 70 anos.
Uma quantidade enorme de cartas forma escritas aos cardeais, governantes, além de incontáveis viagens da Itália para rança, com a finalidade de trazer o sucessor de São Pedro, de volta para Roma.
A cruzada da paz, de Catarina, alcançou sucesso. O Papa pode, enfim, retornar para sua sede em Roma. A igreja estava em festa, O próprio Papa Urbano VI falou: “Esta mulher nos envergonha à todos nós..., a coragem e a determinação daquela brava mulher”.
Em pouco tempo um grande cisma rachou o trono de São Pedro. O Papa Urbano VII (o legítimo) que retornara da França, e o anti-papa que estava em Roma: Clemente VII. Um clima de escândalo e confussão espalhou-se pela santa Igreja.
Mais uma vez Catarina retorna a Roma para esconjurar o novo cisma. Cartas incontáveis novamente seguem para reis, rainhas, cardeais, etc, com o intuito de defender Urbano VI e seu pontificado.
Era o ano de 1380, Catarina esgotada de suas forças físicas e com apenas 33 anos, morre em Roma. O último suspiro de Catarina selou para sempre o envelope de suas incontáveis cartas de amor de sua breve existência.
Ao morrer Catarina exclamou: “Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja”.
Catarina de Sena foi canonizada em 1461, em 18 de junho de 1939, Pio XII proclamou-a padroeira da Itália ao lado de São Francisco de Assis; e Paulo VI declarou-a doutora da igreja em 1968.
“A paciência vos tornará perseverante até a morte, que aceitareis com muita humildade. Pois o sangue de Cristo iluminará vossa inteligência com a verdade. Deus quer apenas a nossa santificação, dado que nos ama inegavelmente.” (Sta. Catarina de Sena).

http://marcioreiser.blogspot.com.br/2011/04/santa-catarina-de-sena.html

Santa Catarina de Sena

Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na Itália, onde nasceu em 1347.

Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e de frágil constituição física, conseguia mover homens para a reconciliação e paz como um gigante.

Dotada de dons místicos, recebeu espiritual e realmente as chagas do Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da qual teve origem sua obra: "O Diálogo". Comungando também com a situação dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380, repetindo: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja".

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!








Que renasçamos da água e do Espírito para experimentarmos os prodígios de Deus

Aquele que vê com os olhos de Deus, vê além até o que não consegue enxergar, porque permite que o Senhor conduza seus passos!
”Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito” (João 3, 7b-8).
Continuando a conversa de Jesus com Nicodemos, aquele homem tão sábio, aquele mestre da Lei de Deus e chefe judaico, o Senhor lhe mostra em que consiste nascer do alto. Nascer do alto significa ter uma vida conduzida pelo Espírito de Deus, deixar que este vento maravilhoso, este sopro maravilhoso, que é o vento de Deus, o sobro de Deus, conduza nossos passos, oriente nossa vida e dê direção àquilo que nós fazemos. Porque o vento é assim, ele vem, sobra de um lado, depois vai para o outro e depois desaparece e segue a sua direção.
O homem e a mulher que nasceram de Deus são conduzidos por Ele, são direcionados por Deus e iluminados pela graça que vem do alto, eles não projetam a sua vida ou não fazem sua vida somente segundo raciocínios humanos, segundo seus cálculos, seus planejamentos. Eles se deixam moldar por Deus, se deixam refazer por Deus, se deixam recomeçar a cada dia e ser remodelados a cada momento.
O homem que nasce do alto não leva em consideração as mágoas passadas, os ressentimentos acumulados, pelo contrário, ele permite que este vento maravilhoso, vindo do Alto, sopre com força na mente, no coração e no espírito dele e remova tudo aquilo que não é de Deus, tudo aquilo que está pesado, passado e ultrapassado em sua vida. Nós, muitas vezes, ficamos presos a coisas que não constroem  nem edificam a nossa vida.
Nós, muitas vezes, deixamos a nossa vida atolada em um passado medíocre, porque ficamos machucados, cicatrizados com as ofensas que recebemos e não permitimos que o bálsamo do Espírito cicatrize todas as coisas, dê uma direção nova e um sabor novo à nossa vida. Dessa firma, ficamos presos à nossa mesquinhez, à nossa forma, muitas vezes, muito mesquinha de pensar a vida e de querer ver a vida só com os nossos olhos.
Aquele que vê com os olhos de Deus, vê além até o que não consegue enxergar, porque permite que o Senhor conduza seus passos. Que hoje renasçamos da água e do Espírito para experimentarmos os prodígios de Deus em nossa vida!
Deus abençoe você!
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

O único nome que pode nos salvar é o de Jesus!

E não há nenhum outro nome debaixo do céu que pode nos salvar, nos remir, nos purificar e nos conceder uma vida nova. O único nome que nos salva é Jesus!
”Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos” (Apóstolos 4,11-12).
Essa é a pregação que sai do coração de Pedro, cheio do Espírito Santo, ele diz: ”Jesus é a pedra angular”, ou seja, Cristo é a pedra necessária, a pedra fundamental para que o edifício fique de pé, para que o edifício fique bem fundamentado. Essa pedra angular foi rejeitada, mas agora ela está no meio de nós: viva, plena, ressuscitada! E não há nenhum outro nome debaixo do céu que possa nos salvar, que possa nos remir, que possa nos purificar, que possa nos conceder uma vida nova.
Nós precisamos tomar posse dessa verdade saborosa e maravilhosa. Nós precisamos tomar posse do santo nome de Jesus, da autoridade d’Ele, de tudo aquilo que Ele significa para nós, para a nossa vida e para a vida da humanidade. Quando nós tomamos posse dessa verdade, nós passamos a ter a vida em nome de Jesus!
Algumas vezes, nós achamos maravilhoso quando a pessoa diz: ”Olha, eu estou aqui em nome de fulano, de sicrano, estou aqui em nome da autoridade tal, do cantor tal, do esportista tal, ou, eu sou primo, sou parente desse ou daquele”. São nomes humanos, nenhum desses nomes, nenhum desses cantores, nenhum desses artistas, nenhum desses poetas, nenhum deles pode nos salvar!
A autoridade que qualquer homem recebe é uma autoridade momentânea, que vai embora, que passa mais cedo ou mais tarde. A única autoridade que nos salva é a de Jesus, o único nome que nos salva é o de Jesus!
Pode ser que o nosso nome nem seja conhecido, nem valorizado, mas não é o nosso nome o mais importante. O importante é que o nosso nome esteja vinculado, ligado pela vida, pelos exemplos, pela confiança e pela entrega ao santíssimo nome de Jesus. O mais importante não é saber de quem eu sou parente, filho deste ou daquele, porque, no final das contas, a única coisa que vai importar é que nós somos discípulos de Jesus, nós somos Seus seguidores, nós levamos a vida em Seu nome.
É no nome de Jesus que nós precisamos agir! É no nome de Jesus que nós precisamos orar uns pelos outros. É no nome de Jesus que nós devemos levar a esperança para as pessoas. É no nome de Jesus que nós devemos levar salvação aos corações. É no nome de Jesus que nós devemos proclamar a esperança e o tempo novo para o coração dos homens e das mulheres.
Que a nossa vida seja levada em nome de Jesus, que nós não sejamos aqueles que rejeitam o nome de Jesus, mas que nós tomemos posse desse único nome que pode nos salvar!
Uma feliz e santa Páscoa para você!
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terça-feira, 22 de abril de 2014

Sejamos testemunhas de que Jesus está vivo no meio de nós!

Nós precisamos testemunhar e anunciar para o mundo que Jesus está vivo, que Ele não está morto, que a nossa vida tem sentido. Que a nossa vida tem um novo sabor porque Ele está no meio de nós!
”Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor!’, e contou o que Jesus lhe tinha dito” (João 20, 18).
Ah, Madalena, discípula de Jesus, mulher abençoada, iluminada pelo alto para ser testemunha da verdade fundamental da nossa fé! Ela se encontrou com Jesus Ressuscitado, ela imaginou que Ele fosse um jardineiro, quando ela estava ali, chorando, desamparada, tudo o que ela queria era se encontrar com o Senhor, ainda que fosse com o Seu Corpo morto. Porque Jesus de Nazaré tinha dado sentido à sua vida, tinha mudado para sempre a vida dela.
Quando nós nos encontramos com Jesus em alguma ocasião, em alguma situação da nossa vida, e nós permitimos que Ele ilumine a nossa vida e conduza os nossos passos, Cristo transforma a nossa vida.
Existem muitas histórias a respeito de Maria Madalena, alguns acham que ela era é uma prostituta, outros que era uma grande pecadora, uma endemoniada, a verdade eu não sei. A verdade era que Maria Madalena, Maria de Mágdala, tinha uma vida que não era em Deus, ela tinha uma vida escravizada pelo pecado, mas não sei e não importa qual era o pecado que oprimia essa mulher. O que importa é que, no dia que ela se encontrou com Jesus, Ele deu sentido à vida dela, sua vida foi iluminada e transformada para sempre; por isso, ela se apaixonou por Jesus e pelo Evangelho de Jesus e e se tornou para sempre seguidora do Senhor, porque Jesus passou a ser a razão da sua vida e a alegria da sua existência.
Ela não se conformava pelo fato de o Corpo de Jesus ter desaparecido, mas quando ela se encontra com Jesus, quando ela vê Jesus a chamando pelo nome, dizendo: “Maria”, ela logo reconhece o seu ”Raboni”, o seu Mestre. Ah, uma alegria sem fim tomou conta de Maria, ela queria abraçar o Senhor para nunca mais largá-Lo, e o Senhor lhe disse: ”Ide anunciar que eu estou vivo!”. E assim foi fazer Maria, ela foi testemunhar: ”Eu vi o Senhor!”
O testemunho dela move até hoje a nossa fé porque ela viu o Ressuscitado. O mesmo Jesus, que se manifestou a Madalena, se manifesta também em nossa vida, para nós que colocamos n’Ele a nossa confiança e a nossa esperança. Nós também nos encontramos com o Senhor e nós precisamos ir testemunhar, nós precisamos anunciar para o mundo que Jesus está vivo, que Ele não está morto, que a nossa vida tem sentido! Que a nossa vida tem um novo sabor porque Ele está no meio de nós!
Sejamos todos nós testemunhas vivas de que Jesus está vivo e é o Senhor!
Uma feliz Páscoa para você!
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sexta-feira, 18 de abril de 2014

PARA A PRÓPRIA CURA

Senhor Jesus, te adoro e te agradeço pela fé que me deste no santo Batésimo. Tu és o Filho de Deus feito homem, Tu és o Mestre, Tu és o Messias Salvador. Neste momento quero te dizer como Pedro: "Não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens no qual possamos ser salvados".
Te acolho e te adoro, Senhor Jesus, no meu coração e na minha vida: Tu deves ser sempre o único meu Senhor, a minha esperança, a minha alegria.
Perdoa os meus pecados, como perdoaste os pecados do paralítico, da adúltera e de muitos outros do Evangelho. Purifica-me com o teu Sangue vivo, me inebrias com o teu Espírito divino.
Eu coloco aos teus pés a minha pobreza, o sofrimento e a minha doença. Cura-me, Senhor, pelo poder da tua potente Palavra, pelas tuas Chagas gloriosas, pela tua santa cruz, pelo teu preciosíssimo Sangue.
Tu és o bom Pastor e eu sou uma das ovelhas do teu rebanho: tenha compaixão de mim e salve-me.
Tu és o Jesus que disse: "Pedis e vos sereis dado" e "Tenhais fé em mim". Senhor, o povo da Galiléia vinha a colocar os próprios doentes aos teus pés e Tu os curava. Assim também eu te peço a cura do meu corpo e da minha alma.
Tu és sempre o mesmo, Tu tens sempre a mesma potência, porque Tu vives em eterno e estás sempre em meio a nós. Eu creio que Tu podes curar-me porque tens a mesma compaixão que tinha pelos doentes que encontravas. Tu és a ressurreição e a vida.
Obrigada, Jesus, por quanto farás: eu aceito o teu plano de amor para mim, porque tudo isto que faz é bom. Creio que me manifestarás a tua glória e que me darás paz e salvação. Antes ainda de conhecer como interverás, eu te agradeço e te louvo. Tu és o Amor da minha vida. Amém.


http://digilander.libero.it/monast/meditazioni/porto/guarigione.htm

ORAÇÃO PARA A CURA INTERIOR

Pai de bondade, Pai de amor, te abençoo, te louvo e te agradeço porque por amor nos deu Jesus.
Obrigado, Pai, porque a luz do teu Espírito nos faz compreender que Ele é a luz, a verdade, o Bom Pastor, que veio para que nós tenhamos a vida e a tenhamos em abundância.
Hoje, Pai, quero me apresentar diante a ti como teu filho. Tu me conheces por nome.
Fixa os teus olhos de Pai amoroso sobre a minha vida. Tu conheces o meu coração e as feridas da minha vida. Tu conheces tudo aquilo que gostaria de ter feito e que não fiz; aquilo que fiz e o mal que fizeram os outros. Tu conheces os meus limites, os meus erros e o meu pecado. Conheces os traumas e os complexos da minha vida.
Hoje, Pai, te peço, pelo amor ao teu filho Jesus Cristo, de derramar sobre mim o teu Espírito Santo, porque o calor do teu amor salvífico penetre no intimo do meu coração. Tu que sanas os corações aflitos e enfaixa as feridas, cure aqui e agora a minha alma, a minha mente, a minha memória e todo o meu espírito.
Entra em mim, Senhor Jesus, como entrastes naquela casa, onde estavam os teus discípulos amedrontados. Tu apareceste em meio a eles e disseste: "Paz a vós". Entra no meu coração e doa-me a paz; enche-me de amor. Nós sabemos que o amor manda embora o temor.
Passa na minha vida e cura o meu coração. Sabemos, Senhor Jesus, que tu o fazes sempre, quando te o pedimos; e eu te estou pedindo com Maria, nossa Mãe, que era ao matrimonio de Canaã quando não tinha mais vinho e tu respondeste ao seu desejo transformando a água em vinho. Transforma o meu coração e me dás um coração generoso um coração afável, cheio de bondade, um coração novo.
Faz germinar em mim os frutos da tua presença. Doa-me os frutos do teu Espírito que são amor, paz e alegria.
Que desça sobre mim o espírito das beatitudes, porque possa saborear e procurar Deus todos os dias, vivendo sem complexos e sem traumas junto aos outros, à minha familia, aos meus irmãos.
Te agradeço, o Pai, por aquilo que hoje estás fazendo na minha vida. Te agradeço com todo o coração, porque me curas, porque me livras, porque quebras as minhas correntes e me doas a liberdade.
Obrigada, Senhor Jesus, porque sou templo do teu Espírito e este templo não se pode destruir, porque é a casa de Deus. Te agradeço, Espírito Santo, Deus Trio e Um! Que tu seja abençoado e louvado, o Senhor.

(p. Emiliano Tardif)

http://digilander.libero.it/monast/meditazioni/porto/guarigione.htm

Oração para a cura física

Senhor Jesus, creio que és vivo e ressurgido. Creio que és presente realmente no Santíssimo Sacramento do altar e cada um de nós que acreditamos em ti. Te louvo e te adoro. Te agradeço, Senhor, por ter vindo a mim, como Pão vivo descido do céu. Tu és a totalidade da vida, Tu és a ressurreição e a vida, Tu, Senhor, és a saúde dos doentes.
Hoje quero te apresentar todos os meus males, porque tu és igual ontem, hoje e sempre e tu mesmo vem a mim onde me encontro.
Tu és eterno presente e me conhece. Agora, Senhor, te peço de ter compaixão de mim. Visita-me pelo teu Evangelho, a fim de que todos reconheçam que tu és vivo, na tua Igreja, hoje; e que se renove a minha fé e a minha confiança em ti; te suplico Jesus.
Tenha compaixão dos sofrimentos do meu corpo, do meu coração e da minha alma.
Tenha compaixão de mim, Senhor, me abençoe e faz com que eu possa readquirir a saúde.
Que cresça a minha fé e que me abra às maravilhas do teu amor, porque seja também testemunho da tua potência e da tua compaixão.
Te o peço, Jesus, pelo poder das tuas santas chagas pela tua santa Cruz e pelo teu Preciosíssimo Sangue.
Cura-me, Senhor. Cura-me no corpo, cura-me no coração, cura-me na alma. Me dás a vida, a vida em abundância. Te peço pela intercessão de Maria Santíssima, tua Mãe, a Virgem das dores, que era presente, em pé, perto à tua Cruz; que foi a primeira a contemplar as tuas santas chagas, e que tu nos deste por Mãe.
Tu nos revelou de ter pegado as nossas dores e pelas tuas santas chagas fomos curados.
Hoje, Senhor, te apresento com fé todos os meus males e te peço de curar-me completamente.
Te peço, pela glória do Pai do céu, de curar também do doentes da minha família e os meus amigos. Faz que cresçam na fé, na esperança e que readquiram a saúde pela glória do teu nome.
Para que o teu reino continue a estender-se sempre mais nos corações através dos sinais e os prodígios do teu amor.
Tudo isto, Jesus, te pedimos porque és Jesus. Tu és o Bom Pastor e nos todos somos as ovelhinhas do teu rebanho.
Sou certa do teu amor, que antes ainda de conhecer o resultado da minha oração, te digo com fé: obrigado, Jesus, por tudo aquilo que farás por mim e por cada um deles. Obrigado pelos doentes que estás curando agora, obrigado por aqueles que estás visitando com a tua Misericórdia.

(p. Emiliano Tardif)

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40 Razões para um leigo fazer um Curso de Teologia

No dia 30 de novembro, o Estado de São Paulo, através da Lei 5.701 de 3 de junho de 1987 instituiu o Dia do Teólogo. Para comemorar essa data, padre Joãozinho escreveu as razões que devem motivar um leigo a fazer um curso de teologia.  
Alguns ainda insistem em acreditar que “teologia” é um saber privado de padres e bispos. Não é! Todo cristão é chamado a “dar as razões de sua esperança” (Cf. 1Pd 3,15). Isto é teologia: a ciência da fé. Cremos para entender e entendemos para crer, como dizia Santo Anselmo. Não existe conflito ou incompatibilidade entre fé e razão. Santo Agostinho costumava dizer que se Deus nos fez pensantes, pensar é um jeito de louvar o Criador.
Sou professor de teologia a quinze anos na Faculdade Dehoniana, em Taubaté, onde por treze anos fui o diretor. Tive muitos alunos e alunas leigos, muitos deles com clara vocação de teólogo. Alguns hoje são mestres e doutores em teologia e dão aula até para seminaristas a caminho do sacerdócio. Para ser mais direto e didático procurei reunir quarenta razões pelas quais um leigo poderia1.Para saber dar as “razões da sua esperança”.
2.Crescer na direção de uma “fé inteligente”.
3.Capacitar-se para uma melhor atuação pastoral.
4.Crescer na espiritualidade.
5.Conhecer com maior profundidade a Palavra de Deus.
6.Entender as raízes históricas do cristianismo.
7.Preparar-se para o diálogo com as outras religiões.
8.Entender de modo científico e sistemático a fé cristã.
9.Ler e interpretar os documentos da Igreja (Magistério).
10.Conhecer as belezas da Tradição cristã.
11.Preparar-se para ser um ótimo catequista.
12.Fazer um curso superior com validade civil na área das ciências humanas e estar habilitado pra ingressar em qualquer mestrado.
13.Prepara-se para ser futuramente um pesquisador na área da Teologia, inclusive com apoio dos órgãos de fomento, por exemplo o CNPQ.
14.Encaminhar sua carreira para a docência em alguma das áreas da Teologia.
15.Ter um curso superior em seu curriculum vitae e com isso melhorar sua empregabilidade.
16.Ser reconhecido como especialista em ética cristã.
17.Melhorar a sua auto-estima por ter realizado o sonho de toda uma vida.
18.Muitos fazem da teologia sua segunda faculdade. A primeira foi feita para garantir a sobrevivência (pão nosso) a segunda para o cultivo pessoal (Pai nosso).
19.Ter um amplo leque cultural, inclusive com o conhecimento de línguas como grego, hebraico e latim.
20.A teologia exercita o raciocínio lógico e equilibra mente e coração, inteligência racional e inteligência emocional.
21.É difícíl encontrar um teólogo desempregado pois são poucos os profissionais formados nesta área.
22.Ser contratado por uma paróquia para administrar o setor de pastoral.
23.Ser contratado por alguma editora cristã.
24.Ser contratado por alguma escola confessional para a pastoral escolar.
25.Avançar para mestrado e doutorado em teologia com bolsa da CAPES.
26.Requalificar sua atuação dentro de um movimento de Igreja.
27.Satisfazer inquietações religiosas.
28.Discernir sua vocação.
29.Atuar nos meios de comunicação social.
30.Contribuir na transformação da sociedade.
31.O teólogo tem condições de ser uma instância crítica dos diversos discursos sobre Deus, a Igreja e o fenômeno humano.
32.Ser contratado por empresas para atuar no departamento de Recursos Humanos, por ter esta sensibilidade desenvolvida em sua formação teológica.
33.Ser assessor(a) dicocesano(a) de pastoral.
34.Ajudar as pessoas por meio de aconselhamento.
35.Prestar assessorias (cursos nas áreas de Bíblia, Liturgia, Pastoral, Catequese, etc.
36.Pregar retiros espirituais com qualidade.
37.Atuar em ONGs a serviço da promoção humana e defesa da vida.
38.Exercer algum ministério na Igreja.
39.Preparar-se para elaborar uma Teologia do Laicato.
40.Simplesmente avançar para águas mais profundas!  

Pe. João Carlos Almeida, scj
Doutor em Teologia se motivar a fazer um curso de teologia.   


O poder do sangue de Cristo

Das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo
(Cat. 3,13-19: SCh 50,174-177)                   (Séc.IV)


Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.
Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.
De seu lado saiu sangue e água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.
Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressãoosso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.
Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu novo nascimento.


Que sejamos capazes de dar a nossa vida para o resgate do próximo

Assim como o Senhor deu a vida por nós, que nós também aprendamos a dar a nossa vida pelo próximo!
”Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado” (Hebreus 4,15).
Nesta Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós contemplamos o Cordeiro de Deus, o Cristo Jesus, que morre pelos nossos pecados. Sim, nós não precisamos mais do sacrifício de ovelhas, de cordeiros; não, nós não precisamos mais disso, porque um só se compadeceu de nós, um só se humilhou por nós, um só deu a Sua vida por nós!
Meus irmãos, se o Senhor Jesus foi capaz de fazer isso por nós, não sejamos soberbos! Que nós também sejamos capazes de dar a nossa vida para o resgate de muitos e para a salvação daqueles que Deus colocou ao nosso lado.
Hoje um grande silêncio toma conta da face de toda a Terra, mas, sobretudo, do coração daqueles que são os discípulos e os seguidores de Jesus Cristo. Não é um silêncio de túmulo e de tristeza não! O Senhor morreu uma vez só, nós hoje fazemos memória de Sua paixão, nós hoje contemplamos o Cristo Crucificado. Não é para ter dó de Jesus, não é para ficar com piedade de Jesus. É o contrário, é para o Senhor ter piedade de nós, ter compaixão de nós e pela Sua sagrada cruz, pela Sua sagrada Paixão, pela Sua dolorosa Paixão, que Ele possa nos lavar dos nossos pecados e ter misericórdia de nossa natureza humana tão frágil e tão pecadora.
O que nós hoje queremos é contemplar o Crucificado e permitir que a obra que Ele realizou na cruz produza frutos em nossa vida. Nós, hoje, queremos morrer para aquilo que ainda não conseguimos morrer: o pecado que está latente dentro de nós, o pecado que cresce, muitas vezes, dentro de nós e aos quais não somos capazes de dizer ”não” a ele. É uma luta, a Palavra de Deus diz que nós não lutamos até o sangue contra o pecado.
E hoje nós queremos olhar para o Senhor Crucificado e pedir: ”Senhor, tem compaixão e misericórdia de mim, porque eu sou pecador. Que a Tua compaixão gloriosa, que a Tua Paixão na cruz seja redentora para mim, que ela me purifique inteiramente, ela me faça um homem livre, despojado, crucificado, amante da cruz e  amando os crucificados que a vida coloca diante de nós”.
Que nós saibamos cuidar, amar e ter delicadeza com Cristo Jesus, que se apresenta a nós por intermédio de tantas pessoas que são crucificadas pelos seus sofrimentos, pelas suas dores. E assim como o Senhor deu Sua vida por nós, que nós a cada dia aprendamos também a dar a nossa vida pelo próximo.
Uma Sexta-feira Santa abençoada para você e para sua casa!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Que aprendamos com Jesus a lavarmos os pés uns dos outros!

Em vez da soberba, do grito, das brigas, discussões e das acusações, porque tudo isso é do maligno e dever ser expulso do meio de nós, que nós aprendamos, contemplando Jesus Crucificado, a lavarmos os pés uns dos outros!
”Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (João 13, 14-15).
Nesta Quinta-feira Santa, nós hoje nos dirigimos às nossas igrejas, comunidades e paróquias para celebrarmos o Tríduo Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Páscoa do Senhor começa a ser celebrada na Sua intensidade nesse dia maravilhoso. A Páscoa do Senhor começa na mesa, mas ela não começa com o Corpo e o Sangue do Senhor com a instituição da Eucaristia; ela começa com o mandamento da caridade, o mandamento do amor supremo. Aqueles que querem se aproximar da mesa, para comer o Corpo e o Sangue do Senhor, devem primeiro lavar os pés uns dos outros.
Sabem, meus irmãos, não é teatro aquilo que hoje fazemos em nossas igrejas, aquilo que celebramos hoje em nossas comunidades, é vida, é condição, é regra para quem quer se tornar um discípulo de Jesus Cristo e experimentar a profundidade da Sua Paixão e do Seu amor, por nós, aprender a lavar os pés uns dos outros! Lavar os pés era um serviço para os escravos, os senhores chegavam de suas missões e por onde quer que tivessem andado, sentavam-se e os escravos lavavam seus pés.
O Senhor está, hoje, nos dizendo que ninguém é mais do que ninguém, que ninguém é mais importante do que ninguém; que ninguém deve ser reconhecido, exaltado e aclamado como se fosse a pessoa mais importante do mundo.
O mais importante é aquele que serve; portanto, quem quer ser discípulo de Jesus não deve buscar ser servido, ao contrário, deve ser aquele que serve! E como hoje precisamos buscar o rosto do Cristo servidor por meio de uma Igreja servidora, de uma Igreja e de um povo de Deus que não esperam que o povo venha, apareça, mas que vão ao encontro dos outros, para que possamos lavar os pés uns dos outros!
Celebre a Páscoa do Senhor, celebre de verdade a Páscoa na sua vida lavando os pés daqueles de quem você precisa lavar! Talvez dentro da nossa própria casa seja o marido quem precise lavar os pés da esposa; ou os pais precisem lavar os pés dos filhos, ou talvez sejam os filhos que necessitem lavar os pés dos pais.
Nós precisamos lavar os pés uns dos outros, quando lavamos os nossos pés, estamos nos purificando, estamos nos reconciliando uns com os outros. Em vez da soberba, do grito, das brigas, discussões e das acusações, porque tudo isso é do maligno e dever ser expulso do meio de nós, que nós aprendamos, contemplando Jesus Crucificado, a lavarmos os pés uns dos outros!
Uma boa Páscoa para você!
http://homilia.cancaonova.com/homilia/que-aprendamos-com-jesus-a-lavarmos-os-pes-uns-dos-outros/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=que-aprendamos-com-jesus-a-lavarmos-os-pes-uns-dos-outros

Símbolos da Páscoa


O que é a  Páscoa?
Páscoa é a solenidade da ressurreição de Jesus Cristo. Jesus, que foi crucificado e morto na sexta-feira e teve seu corpo colocado em um sepulcro. Ressuscitou e está vivo no meio de nós. A palavra Páscoa é de origem hebraica ( Pessach), e significa passagem, ou seja, passagem da morte para a vida.
Nos Evangelhos há vários textos que narram a Ressurreição:
Mc 16,1-8
Lc 24,1-12
Jo 20,1-10
Mt 28,1-10

Símbolos da Páscoa

LUZ

As luzes caracterizam as celebrações pascais. Nas comunidades religiosas e Igrejas, no sábado da vigília pascal com o fogo novo acende-se uma grande vela denominada círio pascal e com ele acendem-se todas as velas das pessoas presentes. O círio é símbolo de Jesus Cristo que comunica sua luz a todos os povos.

CÍRIO PASCAL

No círio há duas letras gregas -alfa e ômega - , a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio e o ômega, o fim. Jesus disse: "Eu sou o princípio e o fim". E São Paulo dirá: "Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre" (Hb 13,8).
No círio há ainda a indicação dos quatro algarismos do ano que está em curso, simbolizando a presença viva de Jesus junto a todos os povos do mundo, com união de fé e de esperança.
Neste ano os números serão 2011.

PEIXE

Peixe é um dos símbolos mais antigos. Os primeiros cristãos, ao se referirem a Jesus Ressuscitado, utilizavam a palavra peixe, escrita em grego: ICTYS. Assim, nas casas, nas roupas, nas conversas e nas catacumbas, a figura e a palavra peixe são encontradas. A relação com a Páscoa se acha neste detalhe da palavra  que aparece nos encontros de Jesus com os apóstolos após a Ressurreição (Jo 21,9) e (Lc 24,42-43).

SINOS 
Os sinos festivos, que repicam na noite da Ressurreição, expressam de maneira solene e alegre no canto do Aleluia. Ns comunidades onde não existem sinos, utilizam-se CDs com gravações lindas de músicas com sinos. Veja CD Os sinos cantam -http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=7443

VESTES BRANCAS
As vestes brancas e paramentos dos que presidem as celebrações, que se usam na Páscoa, recordam, em primeiro lugar os anjos, "personagens de vestes fulgurantes" (Lc 24, 4), que anunciaram a Ressurreição.

ALELUIA
O Cântico do Aleluia (HALLELUI-YAH ) que significa "louvor ao Senhor", é um dos símbolos mais expressivos da alegria da Ressurreição. É bastante conhecido o Aleluia de Haendel. Em todas as celebrações litúrgicas cantam-se Aleluias.

GIRASSOL

Maria Madalena encontrou Jesus ressuscitado num jardim. As flores alegres simbolizam o clima festivo da Páscoa. Dentre as flores, o girassol é um dos símbolos mais ricos em conteúdo.
Sempre
voltado para o sol, do nascente ao poente, o girassol é símbolo dos cristãos, que vivem sua fé na Ressurreição, voltados e recebendo luz do Sol-Cristo. De Cristo Luz recebem força, calor, motivações e vida.

O CORDEIRO


Simboliza Cristo, oferecido em sacrifício em favor do seu rebanho. Jesus é apresentado por João Batista como o Cordeiro de Deus que salva. E também, Jesus se diz o Bom Pastor.

O PÃO E O VINHO

Simbolizam o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, na Ceia Pascal. Veja o texto bíblico em Marcos 14,22-26.

OVO DE PÁSCOA

O ovo é um símbolo de Vida nova, de vida que está para nascer. Lembra o túmulo fechado em que Jesus morto foi colocado. Três dias depois Ele  ressuscitou. Disse o Anjo às mulheres: "Ressuscitou, não está aqui" (Mc 16,6).


COELHO

O coelho é um animal bastante fecundo, capaz de gerar em grande quantidade.
É símbolo da Páscoa que acontece dentro da comunidade também fecunda de vida da graça de Deus. Esta fecundidade fundamenta-se nas palavras de Jesus Ressuscitado aos apóstolos: "Ide por todo o mundo, proclamando a boa notícia a toda a humanidade!" (Mc 16,15).

CARTÕES

Os cartões levam mensagem de alegria e de vida para quem os recebe. Simbolizam os mensageiros (anjos) que anunciaram a ressurreição de Jesus. Quem envia um cartão de Páscoa é uma mensageiro desta Vida Nova! Podem ser enviados cartões impressos ou virtuais. Acesse e envie cartões com belas mensagens em: http://www.paulinas.org.br/cartoes/plHomeCartoes.aspx?idTipo=54

MÚSICA
As alegres músicas de Páscoa desde as clássicas até as populares comunicam também o anúncio feliz da Vida que é Jesus. Recordem-se: Aleluia de Haendel, as inúmeras Bênçãos Pascais, no CD Ação de Graças no Dia do Senhor - Ciclo de Natal- Ciclo Pascal- Tempo Comum. Acesse: http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=2747
O CD Cuida bem da Palavra, Pe. Zezinho, scj traz a música Ressurreição que está num clip neste blog.


MENSAGEM

É PÁSCOA!
Páscoa é passagem!
Passagem para onde?
As autoridades do tempo
pensavam ter eliminado a comunicação com Jesus.
Calaram sua voz.
Paralisaram seus gestos.
Anularam suas expressões e o colocaram num túmulo.
Apagaram sua presença.
Poucos perceberam.
Poucos creram, mas na verdade Jesus passou para a "outra margem"!
Jesus criou uma EXPRESSÃO NOVA DE VIDA!
A "outra margem" é a estrada de Emaús
por onde caminha com dois discípulos.
A "outra margem" é a praia do mar da Galileia, onde,
VIVO, ele prepara o peixe
para a partilha com os amigos.
A "outra margem" é a presença viva no Cenáculo,
onde rompe os limites das portas
e dos corações fechados pelo medo!
A "outra margem" é
construção de vida que se faz hoje,
a partir da comunicação libertadora.
Hoje é a passagem para a "outra margem"!
Hoje é PÁSCOA!



Ir. Patrícia Silva, fsp

http://comunicacatequese.blogspot.com.br/2013/03/simbolos-e-mensagem-de-pascoa.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+ComunicaoNaCatequese+(Comunica%C3%A7%C3%A3o+na+Catequese)

terça-feira, 15 de abril de 2014

A NUVEM DO NÃO-SABER


A NUVEM DO NÃO-SABER é um livro clássico da espiritualidade monástica. Foi escrito por um monge inglês no século XIV. Ele ensina uma oração/meditação não discursiva, em que entra-se em si mesmo e dirige-se a Deus ou o olhar interior ou uma palavrinha curta. Segundo o autor o acesso a Deus não se faz pelo pensamento ou pela razão, mas pelo silêncio.
O nosso amor nu — nu por estar despojado de pensamento — deve elevar-se até Deus, oculto por trás da nuvem do não-saber. Com a nuvem do não-saber por cima de mim — entre meu Deus e eu, e a nuvem do esquecimento debaixo —, entre todas as criaturas e mim, encontro nele o "silêncio místico", que o autor inglês conhece pela obra do Pseudo-Dionísio.
Além da influência exercida por esse livro na espiritualidade de sua época, cabe a nosso tempo ter redescoberto — depois de cinco séculos de esquecimento quase total — um autor que parece estar em moda nos movimentos de oração e meditação cristã e não cristã no Ocidente. "Neste clima, os que procuram um guia místico não podem fazer nada melhor do que se dirigir ao autor anônimo do século XIV de A Nuvem do não-saber." "Trata-se de um inglês místico, teólogo e diretor de almas, que se situa em plena corrente da tradição espiritual do Ocidente. Um escritor de grande força e de notável talento literário, que compôs quatro tratados originais e três traduções".
Abaixo alguns trechos de A Nuvem do Não-Saber...

PENSAMENTOS DE A NUVEM DO NÃO-SABER

"Ó Deus, a quem todos os corações estão abertos, para quem o desejo é eloquente e de quem nenhuma coisa secreta é escondida, purificai os pensamentos de meu coração pelo transbordar de vosso Espírito em mim, que eu possa amar-vos com um amor perfeito e louvar-vos como vós mereceis. Amém!"

"Pois quando você começa a executá-lo pela primeira vez, tudo quanto você encontra é escuridão, uma espécie de nuvem do "não-saber"; você não pode dizer o que é, exceto que você sente, através de sua vontade, um simples desejo de alcançar Deus. Esta escuridão com a nuvem está sempre entre você e o seu Deus, não importa o que você faça, e é esta que o impede de ver Deus claramente através da luz do entendimento de sua razão, ou ainda que o impede de conhecer Deus na doçura do amor em sua própria afeição. Portanto, comece a descansar nesta escuridão enquanto você puder, gritando sempre por Ele, a quem você ama".

"Aquele a quem nossa mente não pode compreender, o nosso coração pode abraçar."

"Portanto, organize bem o seu tempo e a forma como o utiliza. Nada é mais precioso que o tempo. Uma pequena partícula de tempo, por menor que seja, é preciosa, pois devido a ela o céu pode ser ganho ou perdido."

"Portanto, preste cuidadosa atenção a este exercíco e ao modo maravilhoso como ele age dentro de sua alma. Pois quando é bem compreendido, ele nada mais é do que um súbito impulso, algo que chega sem avisar, elevando-se, voando rapidamente até chegar a Deus, como a faísca voa para cima partindo do carvão ardente".

"Eleve seu coração para Deus com um humilde impulso de amor; e tome Ele mesmo como seu objetivo e não como qualquer um de seus bens. Tenha cuidado: evite pensar em outra coisa que não seja nele mesmo, de maneira que não haja coisa alguma em que a sua razão ou a sua vontade trabalhe, exceto Ele mesmo. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para esquecer todas as criaturas que Deus já criou, para que, nem o seu pensamento, nem o seu desejo, em geral ou em particular, sejam dirigidos ou estendidos a qualquer uma delas. Deixe-as em paz e não preste atenção nelas. Esta é a obra que mais agrada a Deus".

"Assim, portanto, pode-se entender logo o método deste trabalho e perceber claramente que ele se encontra muito afastado de qualquer fantasia ou falsa imaginação ou opinião sutil: uma vez que todas estas não são ocasionadas por aquele simples, devoto e humilde impulso do amor, mas por um raciocínio orgulhoso, especulativo e excessivamente imaginativo...."

"Portanto, pelo amor de Deus, tome cuidado neste exercício e de nenhum modo trabalhe com seus sentidos ou com a sua imaginação. Pois, eu lhe digo sinceramente, este exercício não pode ser alcançado através do trabalho deles; assim, pois, deixe-os e não trabalhe com eles."

"Tenho algo a lhe dizer: tudo quanto você pensar está acima de você durante este espaço de tempo, e está entre você e o seu Deus. Na medida em que houver alguma coisa em sua mente exceto Deus só, nesse mesmo instante você estará longe de Deus."

"Agora, porém, você me faz uma pergunta dizendo: "Como eu poderia pensar nele mesmo e o que Ele é?" A isto eu só posso responder nestes termos: "Não tenho a menor idéia". Pois, com esta pergunta, você me introduziu nessa mesma escuridão, nessa mesma nuvem do não-saber onde eu gostaria que você mesmo estivesse. Porque um homem pode, pela graça, possuir a plenitude do conhecimento de todas as criaturas e das suas obras como também das obras do próprio Deus, e ele é bem capaz de refletir sobre elas. Mas homem nenhum pode pensar em Deus como Ele mesmo".

"Portanto, embora o pensamento seja uma luz e uma parte da contemplação, mesmo assim neste exercício, ele deve ser rejeitado e coberto com uma nuvem do esquecimento. Você deve pisar por cima dela corajosamente mas com amor, e munido de um amor devoto, agradável e impulsivo esforçar-se para atravessar essa escuridão acima de você. Você tem que bater nessa nuvem do não-saber com um dardo afiado de amor ardente".

"Se surgir algum pensamento que continue a pressionar, acima de você e entre você e essa escuridão, e lhe perguntar: "O que você procura e o que gostaria de ter?", você deve dizer que é a Deus que gostaria de ter: "É Ele que eu almejo, Ele a quem eu procuro, e nada além dele". E caso o seu pensamento indagar quem é esse Deus, você deve responder que é o Deus que criou você e o resgatou, e que, com a sua graça o chamou para seu amor. E diga: "Você não tem nenhum papel para representar". Portanto, diga ao pensamento: "Vá para baixo novamente". Esmague-o rapidamente com um impulso de amor, mesmo que este pareça ser muito santo..."

"Portanto, quando você iniciar este exercício, e souber por experiência, através da graça, que você está sendo chamado por Deus para isso, levante então seu coração para Deus com um humilde impulso de amor e destine-o ao Deus que criou você e o resgatou, e que na sua graça chamou você para este exercício. Não tenha outro pensamento sobre Deus; nem mesmo qualquer um destes pensamentos, a menos que seja de seu agrado. Pois uma simples aproximação em linha reta a Deus é suficiente, sem nenhuma outra causa exceto Ele próprio. Se você quiser, pode ter esta extensão envolvida e cingida em uma só palavra. Por isso, a fim de obter melhor compreensão disto, tome só uma palavrinha, de uma sílaba, preferivelmente, ou de duas; pois quanto mais curta, melhor, de acordo com este exercício do espírito. Assim é a palavra 'DEUS' ou a palavra 'AMOR'".

"O silenciar dos nossos sentidos físicos conduz muito mais facilmente à experiência das coisas espirituais; da mesma maneira, o silenciar de nossas faculdades espirituais conduz a um conhecimento experimental de Deus, tanto quanto este seja possível, através da graça, na vida presente."

"Trabalhe com afinco neste 'nada' e neste em 'parte alguma', e abandone seus sentidos físicos externos como também os objetivos de sua atividade. Pois eu lhe digo sinceramente que este exercício não pode ser compreendido por eles".

"Pois está determinado pela natureza que através dos sentidos físicos os homens tenham conhecimento de todas as coisas físicas, e não que através destas tomem conhecimento de coisas espirituais".

"Nós fomos feitos para amar e todo o resto foi criado para tornar o amor possível"
http://coracaomistico.blogspot.com.br/2007/12/nuvem-do-no-saber.html

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