quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O tempo é nosso aliado

À medida que por ele passamos, vamos nos encontrando com a verdade absoluta, que clareia a nossa consciência. Capaz de cicatrizar as feridas mais profundas, o tempo renova nossos sentimentos e nos conscientiza da transitoriedade da vida humana e da eternidade do espírito. Ele é capaz de vencer o ódio, alcançando o amor. Ele é capaz de ampliar a compreensão para adquirirmos o perdão, para nós mesmos e para o próximo. Como professor de uma escola chamada vida, ele nos revela que viver é sentir verdadeiramente o momento presente. O tempo é a própria bondade de Deus que nos proporciona permanentemente a oportunidade do eterno recomeçar. 

(Iran Ibrahim Jacob)

Planos universais

O ser humano reza para realizar os planos universais de Deus e não para que Deus realize os planos particulares e quase sempre egoístas do ser humano. Estar à disposição de Deus, conhecer e fazer sua vontade, atender aos seus desejos, executar seus planos, percorrer seus caminhos, eis o objetivo primordial de nossa prece. Não é Deus quem deve mudar em relação a nós, mas nós devemos nos modificar em relação a Deus. Adaptar-se ao projeto de Deus, para executá-lo com fidelidade.
 
 (Frei Anselmo Fracasso OFM)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O diálogo


Amar é comunicar-se e revelar-se ao outro.
O diálogo e uma porta que
Nos permite ingressar na vida
Daqueles a quem amamos.
O ponto de partida para o
Diálogo é assumir uma atitude de abertura:
Abrir o coração um para o outro.
Tornar-se receptivo, ser acolhedor,
Dispor-se para escutar e dar importância ao
Pensamento do interlocutor,
Valorizando suas idéias.
Diálogo é encontro de pessoas,
Intercâmbio afetivo e troca de idéias.
A prática do diálogo torna mais íntima a
Convivência e esta permite o crescimento do amor.

(Frei Anselmo Fracasso, OFM)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A poderosa oração que está transformando vida dos casais


Se alguém lhe dissesse que existe algo que você pode fazer e que é capaz de garantir que seu casamento durará a vida toda, e que isso só exige 5 minutos do seu dia, você não faria?

Que tal experimentar? A oração que apresentaremos a seguir pode ser rezada diariamente pelo casal, com muita sinceridade de coração.

Como rezá-la?

Façam esta oração lentamente, abraçados ou de mãos dadas, olhando nos olhos um do outro com frequência ao longo da oração, nas pausas entre uma frase e outra.

Não tenham medo de conversar sobre o que oram, especialmente logo após a oração.

Durante a oração, vale a pena recordar o momento em que se conheceram ou o dia do seu casamento.

A vida certamente lhes apresentou muitos desafios ao longo do tempo; talvez não esperassem por isso no dia em que se conheceram, mas vocês atravessaram muitas coisas juntos até hoje, e o fogo providencial das suas provações e do seu amor os uniu mais do que nunca.

A oração que transforma os casais

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
obrigado pelo profundo dom do sacramento do matrimônio.
Obrigado pelo magnífico presente que é o meu esposo(a),
a quem Tu, perfeita providência,
escolheste para mim desde toda a eternidade.
Permite que eu sempre o(a) trate como realeza,
com toda a honra, respeito e dignidade que merece.

Ajuda-me, meu Deus,
a ser desprendido(a) no meu casamento,
para dar tudo pelo meu esposo(a),
sem reservar nada para mim,
sem esperar nada em troca,
reconhecendo e agradecendo
tudo o que ele(a) faz por mim
e pela nossa família todos os dias.

Senhor, fortalece e protege nosso casamento.
Ajuda-nos a orar juntos todos os dias.
Permite-nos confiar em Ti do jeito que Tu mereces.
Que nosso casamento seja frutífero
e aberto à tua vontade
no privilégio da procriação e cuidado da vida.
Ajuda-nos a construir uma família forte,
segura, amorosa, cheia de fé,
uma Igreja doméstica.

Santíssima Virgem Maria,
colocamos nosso casamento em tuas mãos.
Protege nossa família sob o teu manto.

Senhor Jesus, confiamos em Ti,
porque sempre estás conosco
e queres o melhor para nós,
dando-nos sempre o que é bom,
inclusive as cruzes que permites em nossas vidas.


(E terminem dizendo um ao outro:)



Querido(a) ….. (nome do cônjuge):
você e eu somos um.
Eu te prometo que sempre te amarei
e serei fiel a ti,
nunca te abandonarei
e daria minha vida por ti.
Com Deus e contigo na minha vida
eu tenho tudo.

Obrigado(a), Jesus.
Nós te amamos.
Amém.

Que Deus os abençoe e faça de vocês um casal santo no amor!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Principais deveres dos Padres


O próprio Jesus Cristo diz que viera ao mundo para acender o fogo do amor divino. Eis ao que o padre deve consagrar toda a sua vida e todas as suas forças. Não tem que trabalhar em adquirir tesouros, honras e bens terrenos, mas unicamente em ver a Deus amado de todos os homens. Somos chamadas por Jesus Cristo, diz o autor da Obra imperfeita, não a procurar os nossos próprios interesses, mas a glória de Deus… O amor verdadeiro não se procura a si próprio; deseja em tudo andar à vontade do amado. Na antiga Lei disse o Senhor: Separei vos de todos os povos, para que fôsseis meus. Considerai estas palavras como dirigidas aos padres: Para que sejais meus, inteiramente aplicados aos meus louvores, ao meu serviço e ao meu amor; e, segundo S. Pedro Damião, para que sejais os cooperadores e dispensadores dos meus sacramentos; e segundo Sto Ambrósio: Para serdes os guias e pastores do rebanho de Jesus Cristo. Acrescenta o santo Doutor que o ministro dos altares não é mais seu mas de Deus.

O próprio Senhor diz que separa dos outros homens os padres, para os ter inteiramente unidos a si. O divino Mestre disse: Se alguém me está associado, que me siga; Si quis mihi ministrat, me sequatur (Jo. 12, 26). Para seguir a Jesus Cristo, deve o padre fugir do mundo, socorrer as almas, fazer amar a Deus, declarar guerra ao pecado. Deve olhar como feitas a si as injúrias contra Deus: Caíram sobre mim os ultrajes dos que vos ofendem. Entregues aos negócios do mundo, não podem os leigos render a Deus o tributo de homenagem e reconhecimento que lhe é devido; por isso, diz um sábio autor, o Pe. Frassen, é necessário escolher dentre os outros homens alguns que, pelo seu próprio estado, sejam obrigados a prestar ao Senhor a honra que lhe pertence. 

Em todas as cortes dos soberanos, há ministros encarregados de fazer observar as leis, remover os escândalos, reprimir os sediciosos e defender a honra do rei. Foi para os mesmos fins que o Senhor estabeleceu os sacerdotes: são oficiais da sua corte. Isto fez dizer a S. Paulo: Mostremo-nos verdadeiros ministros de Deus. Estão os ministros sempre atentos a conciliar ao seu soberano o respeito que lhe é devido, e engrandecer a sua glória. Falam dele com veneração; se alguém o censura, logo o defendem com zelo; procuram adivinhar-lhe os desejos, e até expõem a vida para lhe agradar. É assim que procedem os padres para com Deus? Não há dúvida que são ministros seus; é pelas suas mãos que passam e são tratados os negócios que interessam à sua glória. É por intermédio deles que devem ser tirados do mundo os pecados, — fim para que que Jesus Cristo quis morrer, diz S. Paulo. Mas, no dia do juízo, como serão reconhecidos por verdadeiros ministros de Jesus Cristo esses padres que, longe de impedirem os pecados dos outros, eles próprios são os primeiros a conjurar-se contra Jesus Cristo? Que se diria dum ministro que se recusasse a vigiar pelos interesses do seu rei, e se afastasse quando ele reclamasse o seu serviço? É que se diria se este ministro falasse até contra o rei, e conspirasse para o destronar, coligando-se com os seus inimigos? Segundo o Apóstolo, são os sacerdotes embaixadores de Deus; são os cooperadores de Deus na salvação das almas. Deu-lhes Jesus Cristo o Espírito Santo, para que possam salvar as almas, absolvendo-as dos pecados. Donde conclui o teólogo Habert que o espírito sacerdotal consiste essencialmente num zelo ardente, primeiro pela glória de Deus, e depois pela salvação das almas.Não tem pois o padre que se ocupar das coisas do mundo, mas unicamente dos interesses de Deus: = Constituitur in iis quae sunt ad Deum (Hebr.5, 1). Por esta razão, quis S. Silvestre que, para os eclesiásticos, os dias da semana tivessem o nome de Férias, que quer dizer dias feriados, em que não se cuida dos trabalhos ordinários. Assim nos adverte que nós os padres nos devemos empregar exclusivamente em servir a Deus e ganhar-lhe almas, ocupação que S. Dionísio Areopagita chama o mais divino dos ministérios: “Será perfeito o sacerdote se imitar a Deus, se se fizer cooperador de Deus,

que é a mais divina de todas as ocupações”.

Segundo Sto. Antonino, sacerdos significa sacra docens; e segundo Honório d’Autun, presbyter significa praebens iter. Assim, Sto. Ambrósio dá aos padres o título de guias e pastores do rebanho de Jesus Cristo. Por S. Pedro é chamado o clero um sacerdócio real, uma nação santa, um povo de conquista, povo destinado a conquistar, — o quê? Almas e não riquezas, conforme a reflexão de Sto. Ambrósio. Os próprios pagãos não queriam que os seus sacerdotes se ocupassem senão do culto dos seus deuses; por isso lhes era vedado o exercício de qualquer magistratura. Este pensamento fazia gemer S. Gregório, que dizia, falando dos padres: “Devemos pôr de parte todos os negócios da terra, para só nos darmos à causa de Deus; mas procedemos ao contrário: deixamos a causa de Deus e só vivemos para os interesses terrenos”. Moisés, estabelecido por Deus para só cuidar das coisas da sua glória, aplicava-se a decidir pleitos, mas Jetro advertiu-o e disse-lhe: Estás a gastar-te loucamente; deixa esse trabalho para cuidares do povo e das coisas relativas a Deus. Que diria Jetro se visse os nossos padres feitos negociantes, servos dos seculares, medianeiros de casamentos, e sem se importarem das obras de Deus? Se os tivesse visto, como observa S. Próspero, empenhados em se fazerem ricos, mas não melhores; em adquirirem mais honras, mas não mais santidade? Ó, exclamava a este respeito o venerável João de Ávila, que abuso subordinar o Céu à terra! Que miséria, ajunta S. Gregório, ver tantos padres que procuram adquirir, não os merecimentos duma vida virtuosa, mas as vantagens da vida presente! É porque, nas funções do seu ministério, não intentam a glória de Deus, mas somente o lucro que auferem delas, diz Sto. Isodoro de Pelusa.

A Selva – Santo Afonso

Suicídio e Salvação. O que a bíblia fala sobre uma pessoa depressiva cometer suicido.

Acredito que nenhum ser humano possa responder plenamente sua pergunta, pois este tipo de julgamento pertence a Deus (ver Ezequiel 18:30, 34:20, Mateus 16:27, Apocalipse 14:7, 22:12), o ÚNICO que é capaz de sondar o íntimo de cada criatura (cf. Salmo 7:9, 17:3 e 139:1).
Não temos como avaliar plenamente até que ponto um depressivo tem responsabilidades por seus atos na visão do Senhor. Sabemos sim que Ele dá a todos nós forças para que cortemos maus pensamentos de modo que estes não venham a criar maus frutos (cf. Filipenses 4:8 e 13). Entretanto, é bom atentarmos para o fato de que há diferentes fases na depressão, uma na qual a pessoa está sem forças mentais para resistir ao desejo de se matar. Em Sua misericórdia, Deus levará isso em conta, com certeza.
Assim, não podemos afirmar que seu falecido colega vá perder-se. Só Deus o sabe. Até na Bíblia há um caso de um suicida (Juízes 16:30) que foi salvo (Hebreus 11:32). Deve-se ressaltar também que ninguém será condenado por um ato isolado; isto significa que seu ex-companheiro, caso fosse reprovado, não o seria apenas porque se suicidou; outras coisas teriam de ter sido levadas em conta para que fosse declarado tal destino final para ele.
De algo tenho absoluta certeza: tudo o que poderia ter sido feito para a sua salvação, o Espírito Santo o fez, e: Jesus irá julgá-lo (João 5:22) da maneira mais justa que existe: “Deus é justo juiz…” Salmo 7:11, primeira parte. “Os rios batam palmas, e juntos cantem de júbilo os montes, na presença do SENHOR, porque ele vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com eqüidade.” Salmo 98:8-9.
Aliado a isto está o fato de a base de Seu trono e justiça ser a misericórdia: “Compassivo e justo é o SENHOR; o nosso Deus é misericordioso.” Salmo 116:5. “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4:16. “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” Jeremias 9:24. “Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para os que guardam a sua aliança e os seus testemunhos.” Salmo 25:10. Sua compaixão é infinita: “Pois a tua misericórdia se eleva até aos céus, e a tua fidelidade, até às nuvens.” Salmo 57:10.
* Esse texto foi elaborado por Leandro Quadros e faz parte do acervo da Escola Bíblica.

http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/suicidio/suicidio-e-salvacao-o-que-a-biblia-fala-sobre-uma-pessoa-depressiva-cometer-suicidio-cd/

domingo, 6 de dezembro de 2015

Mortos por não serem homossexuais



Não é a primeira vez que um sistema político imoral tenta impor-se sobre os cristãos e obrigá-los ao silêncio em relação à homossexualidade. Os mártires de Uganda, ainda no século XIX, foram as primeiras vítimas de uma “ditadura gay”.


Os primeiros missionários cristãos a pisarem no atual território de Uganda eram protestantes. Em 1877, eles foram acolhidos por Mutesa, o monarca de "Buganda" – como então era chamado o reino –, ficando livres para expandir a fé cristã em meio à população. A tolerância do Rei era tanta, que os missionários podiam pregar Jesus Cristo entre os próprios membros da sua corte. Mutesa mesmo, no entanto, não estava disposto a abandonar a poligamia – nem a circuncidar-se, como pedia o Islã. Apesar de aberto à pregação de todas as religiões, ele ficaria sem escolher nenhuma.
Dois anos mais tarde, em 1879, era a vez dos católicos serem acolhidos em seu reino: os Missionários da África – ou "Padres Brancos", como eram denominados – também passaram a evangelizar Uganda.
Em suas bocas, estava o discurso inflamado contra as práticas pagãs e supersticiosas dos nativos africanos. Os missionários da época não sacrificavam a fé no altar do "politicamente correto".Aderir a Cristo significava uma ruptura total com o antigo modo de vida, uma completa mudança de mentalidade e de comportamento. Ao aderir àquela "religião estrangeira", os abasomi – como eram chamados os convertidos à fé cristã – não só abandonavam as velhas tradições de suas tribos, como eram considerados "rebeldes" por seus compatriotas.

O martírio de José Mukasa

Um desses conversos, o seminarista católico José Mukasa, era particularmente importante para a evangelização em Buganda. Amigo pessoal tanto de Mutesa quanto de seu filho Mwanga, Mukasa tinha levado a fé a muitos dos jovens pajens que trabalhavam na corte real. A sua posição de influência junto do Rei confirmava ainda mais a sua liderança e eram muitos os que se faziam católicos graças à sua pregação.
No entanto, aproximava-se o dia em que o mordomo real teria de escolher entre Deus e César, entre o amor à Igreja e a lealdade ao Rei.
De fato, tão logo assumiu o trono em lugar de seu pai, Mwanga I demonstrou-se um verdadeiro inimigo da religião cristã. Os seus motivos eram manifestos. Influenciado por más amizades, Mwanga começou a praticar a homossexualidade e, não podendo suportar as críticas da moral cristã a esse comportamento, passou a perseguir sistematicamente os cristãos de Buganda – tanto anglicanos, quanto católicos. Também não lhe agradava a rejeição dos cristãos ao tráfico de escravos, o qual constituía uma importante fonte de recursos para o reino. Para que pudesse agir como bem entendesse, Mwanga tinha tomado uma firme decisão: teria que riscar o cristianismo do mapa de seu reino.
No dia 31 de janeiro de 1885, os jovens anglicanos Makko Kakumba, Yusuf Rugarama e Nuwa Sserwanga foram as primeiras vítimas do rei. Eles foram desmembrados e queimados no povoado de Busega Natete, por ordem do Rei. Não contente com a execução, em outubro do mesmo ano, Mwanga ordenou o assassinato do bispo anglicano James Hannington, alegando "más intenções" por parte do prelado, só por ele ter entrado no reino por uma rota mais curta que a tradicional.
Tamanha barbaridade suscitou a indignação de José Mukasa, que – a exemplo de Natã diante do rei Davi – reprimiu severamente Mwanga, por matar Hannington sem ao menos dar-lhe a oportunidade de defender-se. Outra crítica, todavia, fez acender de vez a cólera real: avesso à homossexualidade do monarca, Mukasa pediu a Mwanga que parasse de compelir os membros da corte às suas imoralidades. De fato, a promiscuidade do rei era insaciável e ele não hesitava em transformar os seus súditos em "parceiros sexuais". Como reação a isso, José não apenas tinha ensinado os rapazes a resistirem, como fez questão de deixá-los longe do alcance do Rei.
Perturbado com as críticas de Mukasa, Mwanga jogou-o na prisão e, no dia 15 de novembro, mandou queimá-lo publicamente, para que servisse de exemplo a todo o povo de Uganda. Antes de morrer, disse ao seu executor: "Um cristão que dá a sua vida a Deus não tem razão para temer a morte. Diga a Mwanga que ele me condenou injustamente, mas eu o perdoo de todo o meu coração." O carrasco ficou tão impressionado que decapitou-o antes de amarrá-lo e queimar o seu corpo.

O massacre de Namugongo

Muitos outros cristãos caíram nas mãos de Mwanga, totalizando um número de 45 mártires (22 deles católicos). A perseguição da Coroa à fé cristã duraria até o dia 27 de janeiro de 1887, com a morte do católico Jean-Marie Muzeeyi. De todas as atrocidades cometidas por Mwanga, porém, a pior de todas foi o massacre de Namugongo, quando 26 cristãos, sob a liderança de São Carlos Lwanga, foram mortos de uma só vez.
Apontado pelo Rei como novo mordomo da corte, Lwanga não demoraria a causar novos problemas à Coroa. Assim como Mukasa, de fato, Carlos sabia ser "necessário antes obedecer a Deus que aos homens" ( At 5, 29). Uma de suas primeiras preocupações à frente do palácio foi justamente proteger os jovens cristãos dos desejos luxuriosos do monarca. Certa vez, um dos pajens se recusou a manter relações sexuais com o soberano. Perguntado qual era o seu motivo, ele respondeu que estava recebendo catequese de um católico. Tomado pela ira, Mwanga chamou o responsável à sua presença, tomou sua lança e decepou a sua cabeça, sem piedade. 26 de maio de 1886, Daniel Ssebuggwawo é a vítima da vez.
Ainda insatisfeito, o Rei convocou toda a corte para o dia seguinte. Carlos Lwanga, prevendo o que haveria de acontecer, deu o sacramento aos quatro catecúmenos que ainda não tinham recebido o Batismo – entre eles, uma criança de 14 anos, chamada Kizito. No outro dia, logo de manhã, Mwanga separou de sua corte todos os cristãos e, depois de pedir inutilmente que abandonassem a sua fé, condenou-os todos à morte.
"Quem dentre vocês não tiver a intenção de rezar, pode ficar aqui ao lado do trono; aqueles, porém, que quiserem rezar, reúnam-se contra aquele muro", teria dito o Rei, na ocasião. Lwanga foi o primeiro a dirigir-se ao muro, seguido por outros tantos. Mwanga, então, perguntou-lhes: "Mas vocês rezam de verdade?", ao que Carlos respondeu: "Sim, meu senhor, nós rezamos e queremos continuar até a morte".
Alguns deles foram mortos ainda naquele mês, como o católico Nowa Mawaggali, que padeceu estraçalhado por cães selvagens. A maioria, porém, estava destinada a morrer em Namugongo, no dia 3 de junho de 1886.
Era uma quinta-feira da Ascensão do Senhor e os prisioneiros, sentenciados à fogueira, estavam tranquilos e alegres diante de seu veredito. A fila de condenados partia ao lugar da execução, rezando bem alto e recitando o Catecismo pelo caminho. O pequeno Kizito simplesmente sorria, como se tudo aquilo não passasse de uma brincadeira. Testemunhas oculares relatavam a alegria e a confiança dos mártires, encorajando uns aos outros, enquanto eram amontoados em uma grande fogueira por seus carrascos.
"Invoque o seu Deus, e veja se ele pode salvá-lo", disse um deles. "Pobre louco", replicou São Carlos Lwanga. "Você está me queimando, mas é como se estivesse derramando água sobre o meu corpo."
Os outros prisioneiros estavam igualmente calmos. Das chamas ardentes, só se ouviam as suas orações e canções, que ressoavam cada vez mais alto. Quem assistiu à execução atesta nunca ter visto ninguém morrendo daquela forma.

"Semente de novos cristãos"

São Carlos Lwanga e os outros 21 mártires católicos de Uganda foram beatificados pelo Papa Bento XV, em 6 de junho de 1920, e canonizados por Paulo VI, em 18 de outubro de 1964.
Recentemente, durante viagem apostólica à África, o Papa Francisco visitou o Santuário dos Mártires de Namugongo e celebrou uma Missa em sua honra. "O testemunho dos mártires mostra a quantos, ontem e hoje, ouviram a sua história que os prazeres mundanos e o poder terreno não dão alegria e paz duradouras", disse o Santo Padre. "São a fidelidade a Deus, a honestidade e integridade da vida e uma autêntica preocupação pelo bem dos outros que nos trazem aquela paz que o mundo não pode oferecer."
Assim como em outros tempos da Igreja, o sangue desses homens valorosos foi um incentivo para a conversão de muitos outros. O reino de terror instaurado por Mwanga não teve o efeito pretendido: ao invés de diminuir, o número de cristãos só aumentou cada vez mais. Realmente, como escreve Tertuliano, " sanguis martyrum semen christianorum – o sangue dos mártires é semente de novos cristãos".
Hoje, Uganda é um país majoritariamente cristão, graças ao exemplo desses jovens mártires, que resistiram a um governo ímpio para guardar a sua fé e a sua castidade. Notoriamente, trata-se do país africano que mais avanços obteve no combate à AIDS, graças a um programa de saúde que envolve principalmente – mais do que a simples distribuição de preservativos – a abstinência e a fidelidade no casamento. O programa já foi elogiado por especialistas e apontado como o mais eficaz na contenção do vírus HIV.
A primeira-dama do país, Janet Museveni, fala abertamente aos universitários sobre a castidade. "Honrem seus corpos como templo de Deus", ela diz. "Não tomem atalhos nem ponham em perigo suas vidas, utilizando meios inventados pelo homem, como os preservativos, e indo contra o plano de Deus para suas vidas."
Para quem teve Mwanga no passado, é alentador ter uma posição tão contundente a favor da moral católica guiando o futuro de Uganda. Que São Carlos Lwanga e seus 21 companheiros mártires sigam intercedendo pela África e por todo o mundo, a fim de que a castidade que os conduziu ao martírio arda no coração dos nossos jovens e também os leve a um testemunho irrepreensível de amor a Cristo.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

sábado, 5 de dezembro de 2015

Fonte de paz e reconciliação

O Coração de Jesus é fonte de paz e reconciliação. Assim, procure manter o desejo de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir seu gesto. Não perca o equilíbrio, mesmo sentindo ventos contrários. Mantenha a vontade de amar, mesmo sabendo que seu sentimento pode não ser correspondido. Não perca a luz e o brilho do olhar, mesmo sabendo que muitos obstáculos escurecem seus olhos. Não perca o seu forte abraço, mesmo sabendo que seus braços enfraquecem. Não perca o seu forte abraço, mesmo sabendo que seus braços enfraquecem. Não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em seu coração, mesmo sabendo que, muitas vezes, ele será rejeitado. Seja grande, mesmo sabendo que o mundo é perigoso.
(Pe. Antônio Francisco Bohn)

5 maneiras de reativar sua vida de oração

Se você já se sentiu frustrado na oração, não se preocupe: é muito simples

Você conhece a importância da oração, mas talvez ache que Deus não quer ouvi-lo porque você se afastou durante algum tempo. Você provavelmente sabia que a oração madura é algo além de simples petições a Deus, mas talvez não esteja seguro de como proceder.
Talvez você esteja realmente ocupado, e tema que buscar a “prática da oração” exija um compromisso que você não pode assumir. Ou pode ser que você tenha medo de “fracassar” em sua tentativa de orar em profundidade.
Seja como for, fique tranquilo. A única maneira de fracassar na oração é deixar de orar. Não há nada que Deus não queria ouvir de você. Ele o ama, não se esqueça disso!
Anote aí as 5 dicas para voltar a orar intensamente:

1. Faça o sinal da cruz
Esta é uma maneira rápida e eficaz de se conectar com Deus e recordar, num só gesto, toda a entrega de Jesus por nós. Esta é uma oração rápida e um bom ponto de partida. Para saber mais sobre o sentido do sinal da cruz, clique aqui e depois aqui.

2. Inclua gotinhas de oração ao longo do seu dia
As jaculatórias ajudam a manter-nos na presença de Deus. São orações breves, em forma de frases simples, que dirigimos a Deus em meio às atividades cotidianas, colocando nelas toda a força da nossa fé e todo o carinho do nosso coração ao pronunciá-las. Alguns exemplos: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo”, “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”, “Estou em tuas mãos, faça-se a tua vontade”, “Maria, sou todo teu”, “Espírito Santo, ilumina-me”, “Sagrado Coração de Jesus, confio em ti” etc.

3. Observe algo belo
A beleza das coisas ao nosso redor nos remete a Deus. Você pode observar uma flor, uma folha caída no chão, a alegria de uma criança, um amanhecer… O ser humano é o único animal capaz de admirar a beleza, Deus nos deu este dom – talvez precisamente para que nos encontremos com Ele.

4. Escute
Você não precisa estar com o fone de ouvido o tempo todo, pode desligar o celular e a televisão de vez em quando. Programe-se para desligar os estímulos externos em alguns momentos da semana e curta o silêncio. Nesses momentos, pode dizer para Deus: “Tu me chamaste, Senhor, aqui estou”. E permanecer em paz e silêncio, para ir aprendendo a identificar a voz de Deus em seu interior.

5. Cante
Santo Agostinho dizia que quem canta ora duas vezes. Você certamente conhece algumas canções espirituais ou pode explorar mais este universo. Monte sua seleção e curta momentos de intimidade com Deus por meio da música. Cante a Maria também, porque isso conforta nosso coração de filhos e a deixa alegre como Mãe. Você também pode cantar partes da missa, se isso o ajudar a se conectar com Deus.
Está disposto a recomeçar? Deus com certeza já recomeçou, já está esperando você. Apenas dê o primeiro passo, e o resto será mais fácil. Confie.


(Adaptação do texto original de Elizabeth Scalia)
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