terça-feira, 24 de dezembro de 2013

As épocas do coração

Um segundo tema constante na espiritualidade do Carmelo é a necessidade de decidir a que Deus seguir. Nossa tradição nasce no Monte Carmelo, o lugar da luta entre os seguidores Yahvé e os seguidores de Baal. Elias exortou o povo a fazer com segurança sua escolha do verdadeiro Deus. Os carmelitas, tanto em comunidade como individualmente, têm que lutar sempre contra as forças da desintegração e da fragmentação que trazem os interesses pelos ídolos.
Nicolas Gálico em sua obra intitulada Ignea Saggita, acusou os membros da Ordem de perder o caminho enquanto iam migrando do deserto à cidade e iam se acostumando a seus atrativos. Acusou-os de seguir seus próprios desejos desordenados, com a desculpa de um ministério necessário. As reformas de Albi, Mantua , Juan Soret, Teresa de Ávila e Tureme continuamente recordavam aos carmelitas que deviam ter um só Deus, e servir a esse Deus com todo o coração .
Os santos de nossa tradição sabiam o quanto é difícil encontrar e seguir a esse Deus verdadeiro e distingui-lo entre os falsos deuses que nos são oferecidos. Esta presença no profundo de nossas vidas, nós a encontramos no mundo ao nosso redor. No Cântico Espiritual João da Cruz diz : “E todos quantos vagam, de ti me vão mil graças relatando...” Teresa de Ávila aconselhou: Deixem que as criaturas lhes falem de seu criador”
Em nossa exuberância pedimos à criação de Deus que seja mais do que é. Com regularidade colocamos os desejos de nossos corações em alguma parte da criação de Deus e pedimos que seja a realização daquilo que procuramos. Pedimos a alguma parte da criação que não seja criada . Tomamos um bem e pedimos que se converta em um deus.
O coração, cansado de sua contínua peregrinação, procura assentar-se e construir para si uma casa, negando-se a seguir adiante. Convive com os deuses menores, encontrando gozo, paz, identidade, segurança e outros alívios para seus desejos. Este consolo temporal mascara um problema espiritual e também um problema de desenvolvimento humano. João da Cruz estava convencido que quando a pessoa se centraliza em algo ou alguém que não é Deus, a personalidade se desequilibra.
Estas “prisões” criam uma situação de morte. Nenhuma coisa ou pessoa a quem eu peça que seja meu deus, e que realize meus desejos mais profundos, pode corresponder a esta expectativa. O ídolo ao qual eu peço que seja meu “tudo”, começará a derrubar-se sob essa pressão. E porque não podemos crescer mais do que nossos deuses, um deus menor significa um ser humano menor. Em conseqüência, aquilo a que estou “atado” morre ante minha necessidade, e eu morro junto com ele, porque meus desejos mais profundos não podem encontrar nada nem ninguém que possa estar no seu grau de elevação e intensidade.
O dinamismo auto-transcendente de nossa humanidade nos impede concluir que já chegamos ao final da viagem. Afirmar prematuramente a vitória, enquanto estamos apegados aos ídolos, nos levaria a deixar de exercitar-nos numa autêntica auto-transcendência. Em outra palavras, o coração já não é livre para escutar e seguir o convite do amado. Esta escravidão do coração é o resultado do desejo desordenado. A solução está na libertação do coração que não consegue aniquilar o desejo senão reorientando-o.

AS ÉPOCAS DO CORAÇÃO
A DINÂMICA ESPIRITUAL DA VIDA CARMELITANA


sábado, 14 de dezembro de 2013

São João da Cruz

São João da Cruz

O santo deste dia é conhecido como “doutor místico”: São João da Cruz. Nasceu em Fontiveros, na Espanha, em 1542. Seus pais, Gonçalo e Catarina, eram pobres tecelões. Gonçalo morreu cedo e a viúva teve de passar por dificuldades enormes para sustentar os três filhos: Francisco, João e Luís, sendo que este último morreu quando ainda era criança. Como João de Yepes (era este o seu nome de batismo) mostrou-se inclinado para os estudos, a mãe o enviou para o Colégio da Doutrina. Em 1551, os padres jesuítas fundaram um colégio em Medina (centro comercial de Castela). Nele, esse grande santo estudou Ciências Humanas.
Com 21 anos, sentiu o chamado à vida religiosa e entrou na Ordem Carmelita, na qual pediu o hábito. Nos tempos livres, gostava de visitar os doentes nos hospitais, servindo-os como enfermeiro. Ocasião em que passou a ser chamado de João de Santa Maria. Devido ao talento e à virtude, rapidamente foi destinado para o colégio de Santo André, pertencente à Ordem, em Salamanca, ao lado da famosa Universidade. Ali estudou Artes e Teologia. Foi nesse colégio nomeado de “prefeito dos estudantes”, o que indica o seu bom aproveitamento e a estima que os demais tinham por ele. Em 1567 foi ordenado sacerdote.
Desejando uma disciplina mais rígida, São João da Cruz quase saiu da Ordem para ir ingressar na Ordem dos Cartuxos, mas, felizmente, encontrou-se com a reformadora dos Carmelos, Santa Teresa D’Ávila, a qual havia recebido autorização para a reforma dos conventos masculinos. João, empenhado na reforma, conheceu o sofrimento, as perseguições e tantas outras resistências. Chegou a ficar nove meses preso num convento em Toledo, até que conseguiu fugir. Dessa forma, o santo espanhol transformou, em Deus e por Deus, todas as cruzes num meio de santificação para si e para os irmãos. Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro: força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: morrer desprezado e escarnecido pelos homens.
Pregador, místico, escritor e poeta, esse grande santo da Igreja faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591, com 49 anos de idade. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja. Escreveu obras bem conhecidas como: Subida do Monte Carmelo; Noite escura da alma (estas duas fazem parte de um todo, que ficou inacabado);Cântico espiritual e Chama viva de amor. No decurso delas, o itinerário que a alma percorre é claro e certeiro. Negação e purificação das suas desordens sob todos os aspectos.
São João da Cruz é o Doutor Místico por antonomásia, da Igreja, o representante principal da sua mística no mundo, a figura mais ilustre da cultura espanhola e uma das principais da cultura universal. Foi adotado como Patrono da Rádio, pois, quando pregava, a sua voz chegava muito longe.
São João da Cruz, rogai por nós!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Santa Luzia - Biografia



Luzia nasceu na cidade italiana de Siracusa. Era de uma família rica e cristã. Era considerada como uma das jovens mais belas de sua cidade. Seu pai morrera quando ela tinha 5 anos. Sua mãe sofria de graves hemorragias internas. Luzia tinha uma grande convicção cristã, que a fez consagrar-se ao Senhor Jesus, e oferecer sua virgindade perpetuamente. Um dia ela e sua mãe foram peregrinar à cidade onde se encontrava o corpo da Grande Santa Águeda, que morrera por não se converter aos ídolos. O Evangelho pregado na Santa Missa desse dia foi o da mulher que sofria com hemorragias internas, iguais às da mãe de Luzia. Luzia então pensou: "Se aquela mulher ao tocar nas vestes do Senhor ficou curada, será que Santa Águeda não pedirá ao Senhor que cure minha mãe da mesma forma que aquela mulher?" Ela então disse a sua mãe que esperassem todos sairem da Igreja, para elas irem rezar junto ao corpo da Santa. Durante esse meio tempo Luzia dormiu, e em êxtase sonhou que anjos rodeavam Santa Águeda, e que a mesma disse-lhe: "Luzia minha irmã, porque pedes a mim uma coisa que tu mesma podes conceder?" Luzia rapidamente saiu do êxtase e despertou do sonho. Foi procurar sua mãe, a qual disse-lhe que tinha sido curada. Luzia aproveitou esse momento para revelar à mãe que tinha feito um voto de virgindade a Jesus, e que iria distribuir todos os seus bens aos pobres. Sua mãe disse: "Luzia minha filha, tudo o que é meu e de seu falecido pai é teu, por isso faça o que queres." Ao chegar em casa elas começaram a distribuir todos os seus bens aos pobres. Um jovem muito rico e pagão, politeísta de nascença, que já era apaixonado por Luzia, foi perguntar à mãe da mesma o motivo de tanto esbanjamento de dinheiro. Em resposta, a mãe de Luzia disse: "Luzia é muito providente, ela achou bens muito mais valiosos do que esses e por isso é que estamos fazendo isso." O jovem entendeu como quis e voltou para casa. Os dias se passavam e Luzia e sua mãe davam mais e mais dinheiro aos necessitados, e por isso o jovem logo teve a certeza que Luzia era cristã. Ele a denuciou à corte imperial, que mandou chamá-la e tentou persuadi-la a se converter aos ídolos. Luzia se mostrou cheia do Espírito Santo em frente ao imperador Diocleciano. Ele vendo que nada a convertia fez inúmeras coisas cruéis com ela.
O martírio[editar]
Diocleciano vendo que nada a convertia, mandou jogá-la em uma casa de prostituição, cheia de homens sedentos de um corpo virginal como o de Luzia, mas foi em vão: Ninguém conseguia tirar Luzia dali! Nem mesmo uma junta de bois conseguiu. Os soldados saíram envergonhados por não conseguir tirar Luzia dali. Seus pés eram como se estivessem fincados no chão, como raízes de plantas. (As virgens naquele tempo tinham mais medo de perder a virgindade do que uma cova cheia de leões). Como isso não dera certo, tentaram depois colocar fogo em seu corpo, mas Luzia fez a seguinte oração: "Ó Senhor Deus, Jesus Cristo meu Rei, não deixai que essas chamas me façam mal algum." As chamas nada fizeram contra ela, nem mesmo vermelhidão no seu corpo deixaram, e por isso retiraram ela de dentro do fogo. Como tudo isso não havia dado certo, foi lhe aplicado o castigo mais cruel depois da degolação. Luzia não se convertia de jeito nenhum aos falsos deuses, e por isso um soldado, a mando do imperador, arrancou-lhe os olhos de sua face, e entregou os olhos em um prato a Luzia, mas milagrosamente ao entregar o prato com os olhos de Luzia, no rosto da mesma, nasceram-lhe dois lindos olhos, sãos e perfeitos e mais lindos do que os outros. Vendo que nada a convencia de converter-se ao paganismo, deceparam sua cabeça no momento que Luzia dizia: "Deus, com o meu martírio quero te glorificar e te exaltar para todo o sempre. Amém." No mesmo instante sua cabeça rolou pelo o chão. Era 13 de Dezembro do ano de 304 D.C. Os cristãos recolheram seu corpo virginal e a sepultaram nas catacumbas de Roma. Sua fama de Santa se espalhou por toda a Itália e Europa e depois para todo mundo, onde hoje é venerada e honrada como a "Santa da Visão"

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Porque o nome de Guadalupe?

Aquela que esmaga a serpente Rose "Então o tio manifestou que era verdade e que naquela ocasião ele havia melhorado e que A tinha visto da mesma maneira como Ela havia aparecido ao seu sobrinho, sabendo por Ela que o enviou ao México para ver o Bispo. Também, a Senhora o disse que quando ele fosse ao Bispo, lhe revelaria o que viu e de que maneira milagrosa Ela o havia curado, e como seria chamada, assim como Sua Santíssima Imagem, a sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe." (Nican Mopohua)

Por que haveria a Virgem Maria, de aparecer a um índio em um recentemente conquistado México e falando-lhe em seu idioma nativo, Nahuatl, e querer chamar-se "de Guadalupe", um nome espanhol?
Quis Ela em todo caso, ser chamada de Guadalupe por causa da estátua de Nossa Senhora de Guadalupe em Extremadura, Espanha?
Em todas as suas aparições, a Santíssima Virgem Maria, identificou-se como Virgem Maria e títulos como Mãe de Deus entre outros, e geralmente logo conhecida com o nome de lugares ou regiões onde Ela havia aparecido (Lourdes, Fátima, etc.).
Então, por que a Virgem, aparecendo a um índio em um México recém invadido e falando-lhe em seu idioma nativo, querer ser chamada com um nome espanhol de Guadalupe?
Estava Ela querendo referír-se a milagrosa estátua de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi outorgada pelo Papa Gregório Magno, ao Arcebispo de Sevilla, que estava perdida por 600 anos e foi encontrada por Gil Cordero em 1326, guiado por uma aparição de Nossa Senhora? A milagrosa e veneradíssima estátua foi chamada de Guadalupe porque assim chamava-se o povoado situado ao redor do descobrimento.
A origem do nome Guadalupe sempre foi motivo de controvérsias, e muitas possíveis explicações tem sido dadas. Entretanto, acredita-se como a mais provável que o nome é o resultado do nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego.
Acredita-se que Nossa Senhora usou a palavra Azteca Nahuatl de coatlaxopeuh o qual é pronunciado “quatlasupe” e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol Guadalupe. Coa siginificando serpente, tla o artigo "a", enquanto xopeuh significa esmagar. Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como “Aquela que esmaga a serpente .”
deus-Serpente
deus-Serpente
http://www.sancta.org/nameguad_p.html
 
Devemos lembrar que os Aztecas ofereciam anualmente mais de 20.000 homens, mulheres e crianças como sacrifícios a seus deuses, sempre sedentos de sangue, ritos que em muitos casos incluiam canibalismo dos corpos das vítimas. Em 1487, devido a dedicação de um novo templo em tenochtilan, uns 80.000 cativos foram imolados em sacrifícios humanos em uma só cerimônia que durou quatro dias.
Certamente, neste caso Ela esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo.

Nossa Senhora de Guadalupe

Mistério: A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe



Uma pessoa não totalmente atéia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, pode afirmar que aquilo que não é provado cientificamente não é verdadeiro ou é produto da imaginação.
Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência.Para eles, tudo aquilo que não se demonstra no laboratório da ciência, entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc.
Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível para comprovação e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certos tipos de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.

O tecido do manto, onde está impressa a imagem, é uma urdidura feita com fibra de aiate, uma espécie de pita mexicana, que se decompõe por putrefação em aproximadamente vinte anos. Atualmente, já conta com 482 anos, estando em perfeito estado de conservação, apesar de ter permanecido por séculos exposto aos rigores do calor, do pó e da umidade.
O sábio alemão Richard Kuhn, prêmio Nobel de Química, após examinar profundamente uma amostra da pintura, constatou que sua policromia não procede de corantes minerais, vegetais ou animais!
Submetida à análise fotográfica com raios infravermelhos, dois cientistas da NASA constataram que:
O manto não foi submetido a nenhum processo que pudesse atuar como elemento protetor, o que torna simplesmente inexplicável sua conservação.
Inexiste esboço prévio na "pintura", como os que se descobrem, pelo mesmo processo, nos quadros dos grandes mestres. A imagem foi pintada diretamente, sem esboços nem correções;
Não há pinceladas. A técnica utilizada é totalmente desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irreproduzível.
Não bastasse tudo isso, a imagem apresenta ainda um fenômeno incrível, a atestar sua origem e o objetivo com que foi produzida. Trata-se da descoberta do Dr. Aste Tonsmann, através da digitalização da íris dos olhos de Nossa Senhora. O processo utilizado consiste em dividir a imagem em quadriculados microscópicos de tal magnitude que um milímetro quadrado fica subdividido em 27.778 quadradinhos. Ampliando 2.000 vezes cada um desses quadradinhos, foi possível observar pormenores impossíveis de serem captados à simples vista. A íris humana reflete, como um espelho, as imagens que estão sendo observadas. Pois bem, a íris da pintura de Guadalupe está refletindo o seguinte: um índio em atitude de desdobrar a sua tilma diante de um franciscano; o próprio franciscano em cujo rosto se vê deslizar uma lágrima, um camponês muito jovem, com a mão posta sobre a barba em atitude de consternação; um índio com o dorso despido em atitude quase de oração; uma mulher de cabelos crespos, provavelmente uma negra da criadagem do bispo; uma mulher e uns meninos com a cabeça meio raspada e outros religiosos franciscanos.
É impossível alguém pintar num espaço pequeno como o da córnea de um olho impressa em uma imagem de tamanho aproximado ao do natural uma cena (presumivelmente aquela em que, segundo o relato citado, deu-se a aparição de Nossa Senhora na tilma), que foi preciso ampliar tanto para poder ser percebida.

As características inexplicáveis desta imagem se devem ao fato de que o produto de tais fenômenos näo obedecem a nenhum padräo conhecido, seja na área da pintura ou nas minuciosas imagens encontradas nas pupilas da Santa, justamente por não haverem sido produzidas por pinceladas e tampouco através de intrumentos ou meios tridimensionais. Esta manifestaçäo, absolutamente milagrosa, tem sido conservada através dos séculos pela Energia mais poderosa do Universo, conhecida como 'Amor Divino', e perdurará através de séculos ou milênios, de acordo com os objetivos para os quais tenha sido criada. Por isto tudo... acredito que a mensagem da família que aparece na pupila da Virgem traga a seguinte mensagem: Que a humanidade se irmane como uma só familia... e que tenhamos fé em que, apesar das aparências, estamos todos edificando uma nova forma de consciência e um nivel tal de fraternidade que, finalmente, fará florescer um mundo de maior justiça, paz e amor. Fraterno abraço a todos!
Links para maiores informações:
1)http://artigos.netsaber.com.br/resumo...
2)http://www.sancta.org/eyes_p.html;
3)http://www.cantodapaz.com.br/blog/200...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Véu da Virgem Maria

Só é possível vê-lo duas vezes ao ano, no dia da Assunção e da Imaculada. Conta-se que São José de Copertino perguntou a Nossa Senhora se esse véu era mesmo dela, pois os frades duvidavam. Ela o respondeu dizendo que sim; E a partir de então, todas as vezes que estava diante do véu, voava.

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Exposto aos fiéis na Basílica de São Francisco (igreja inferior, transepto sul),
o véu da Virgem Maria

"Ano de 1319 - dizem os documentos do arquivo - a igreja de São Francisco foi enriquecida de um tesouro inestimável, isto é, do véu de Nossa Senhora, ofertado por Tommas, dos Orsini. Os escritores das coisas da pátria dizem que este príncipe romano, após a última cruzada no exterior, tomou o Paşa (título do filho mais velho ou Primogênito do Sultão) de Damasco, seu prisioneiro de guerra, o qual levava tudo de uma igreja de Jerusalém. Voltando para a Itália e molestado por uma grave enfermidade ao final de sua vida, voltou-se ao santo de Assis, do qual era com sua nobilíssima família grande devoto e, curado contra todas as esperanças dos médicos, foi a Assis e diante do altar do santo ofereceu aos frades a venerável relíquia que até os nossos dias está zelosamente guardada na Basílica, e pela qual Deus tem operado coisas maravilhosas, por isso, os assisienses são sempre solícitos em recorrer ao sacro véu de Maria em todas as necessidades públicas e todas as vezes que a cidade é ameaçada por algum infortúnio".

Conta-se que São José de Copertino, quando era prisioneiro por muitos anos naquele convento e foi célebre por seus arrebatamentos místicos, quando em êxtase, perguntou à Nossa Senhora se aquele era realmente o seu véu. Nossa Senhora respondeu: "Creia-me, filho, aquele é o meu véu, e serviu-me para envolver o Menino Jesus".

Segundo a tradição, o véu é um presente dos Reis Magos ao Senhor. O tecido é uma espécie de seda natural de cor marinha, obtida de um filamento que alguns moluscos bivalves secretam para agarrarem-se à rocha, e cujo processo foi feito na área do Mediterrâneo. T















Fonte: Storia e leggenda: il velo della Madonna, fra Eduardo. Trad. Adapt. Cleiton Robsonn.

Deus está falando!

Um homem sussurrou: Deus fale comigo.
E um rouxinol começou a cantar, mas o homem não ouviu.
Então o homem repetiu: Deus fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus, mas o homem foi incapaz de ouvir.
O Homem olhou em volta e disse: Deus deixe-me vê-lo.
E uma estrela brilhou no céu, mas o homem não a notou.

O homem começou a gritar: Deus mostre-me um milagre.
E uma criança nasceu, mas o homem não sentiu o pulsar da vida.
Então o homem começou a chorar e a se desesperar:
Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo...
E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro.
O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido.
Continuou o seu caminho triste, sozinho e com medo
Até quando teremos que sofrer para compreendermos que Deus está sempre aonde está a vida?

Até quando manteremos nossos olhos e nossos corações fechados para o milagre da vida que se apresentas diante de nós em todos os momentos?"
(Autor desconhecido)

domingo, 8 de dezembro de 2013

O sim aos planos de Deus

Maria é o grande dom de Deus em benefício da humanidade não pelo fato de ter sido a mãe de Jesus, mas principalmente por ter dado seu "sim" ao projeto de Deus. Dom que ainda não descobrimos em toda sua beleza e em todo seu esplendor.
Não se trata apenas de pesquisar ou indagar aquilo que Maria fez e falou, querer saber sobre sua missão e seus privilégios. É preciso contemplá-la principalmente em sua realidade de mulher, em sua identidade humana e em seu jeito de ser igual a qualquer outra mulher.
O Concílio Ecumênico Vaticano II, realizado há cinquenta anos, apresentou-nos a devoção a Maria em seus aspectos bíblicos, ecumênicos e antropológicos. Houve verdadeira redescoberta de Maria numa Igreja que se voltou para os esquecidos, os sem-privilégios e os empobrecidos.
Ela, porém, não pode ser vista apenas como a mãe dos deserdados, mas também como a mulher das grandes decisões, aberta à ação do Espírito Santo, envolvida na divulgação da fé e disposta a colaborar com os planos do Pai.
Repensando no mistério daquela que foi preservada do pecado original, precisamos crer que também a nós é possível derrotar o mal que nos ameaça. Acreditar, acima de tudo que, podemos acabar com o ateísmo e a falta de fé em que a humanidade está mergulhada.
Maria é proclamada feliz e cheia de graça porque o senhor está com ela, assim como está com as mulheres e os homens de todos os tempos. Acreditar na presença de Deus caminhando como ser humano e assumir o compromisso que isso exige é o grande desafio de hoje.
Maria nos mostra que o mal pode ser vencido, mas só se tivermos a coragem de dar nós também o "sim" a Deus. Não esquecendo que dizer "sim a Deus" é dizer "sim" também ao ser humano, que busca vida e dignidade.

Pe. Virgílio, ssp sobre o evangelho deste domingo

sábado, 7 de dezembro de 2013

De repente, a fragrância

O Frade Modestino contou em certa ocasião:
"Era uma vez, em que me encontrei de férias em San Giovanni Rotondo. Na manhã, me apresentei na Sacristia, a fim de celebrar a Missa com Padre Pio, e outros frades discutiam a fim de ter este privilégio. O Padre Pio interrompeu aquela discussão e disse: - “Na Missa, que servirá comigo é ele” – e terminou por me indicar. Ninguém disse mais nada.
Acompanhei o Padre até o altar de São Francisco, e o ajudei a preparar a Santa Missa em absoluta concentração. No momento do "Sanctus" tive um repentino desejo de sentir aquele indescritível perfume, que percebi muitas vezes quando beijei a mão do Padre Pio. O desejo me foi concedido logo em seguida. O cheiro do perfume me envolveu e aumentou o odor em demasiado. Não conseguia respirar normalmente. Tive que me apoiar no balaústre, com a mão para não cair. Estando a ponto de desmaiar, quando pedi ao Padre Pio para me socorrer e evitar essa cena na frente de tantas pessoas. Naquele preciso instante o perfume desapareceu.
Ao fim da tarde, acompanhei o Padre ao seu quarto, e pedi a ele explicações sobre o ocorrido, e ele me disse o seguinte: “Meu filho, não sou eu ou você. É Deus que atua. Ele deixa sentir este perfume, quando ele quer e a quem ele quiser. Tudo ocorre segundo o gosto dele próprio."
"Eu estava ao lado de um confessionário. Da minha pequena janela vi que o Padre Pio estava recebendo uma confissão e no outro lado estava uma senhora. Enquanto eu aguardava para falar com o Padre, senti um forte perfume de lírios. Isto foi me transtornando porque eu nunca tinha acreditado na história dos perfumes. E assim, eu me convenci de que os perfumes do Padre Pio realmente existiam."

Aquela fragrância celestial

Um cavalheiro conheceu Padre Pio por umas séries de coincidências estranhas. Ele contou:
"Na primeira vez, eu ouvi alguém que falou sobre esse religioso extraordinário, após a guerra. Um amigo meu, conheceu bem o Padre, ele falou com entusiasmo sobre ele. Eu pensei que ele estava exagerando ao falar sobre ele desse modo. Minha primeira reação era de indiferença e incredulidade, especialmente quando meu amigo me falou sobre o fenômeno dos perfumes de Padre Pio, que muitas pessoas disseram ter sentido, em lugares muito distantes do religioso.
Frequentemente, estes fatos estranhos começaram também a acontecer para mim. De repente eu senti um intenso perfume de violetas em lugares incomuns onde era impossível achar flores. Meu pensamento foi para Padre Pïo, mas eu me rebelei e falei que elas eram sugestões da minha mente. Um dia o fenômeno também aconteceu enquanto eu estava de férias com minha esposa. Eu tinha ido para a estação para enviar uma carta, e naquele lugar que normalmente não é perfumado eu senti aquele perfume inconfundível de violetas.
Enquanto eu estava refletindo sobre aquele fato, minha esposa disse: "Mas de onde vem este perfume? "Você pode senti-lo? Eu exclamei maravilhado. Então eu lhe contei sobre Padre Pio, e sobre as discussões com meu amigo, e sobre o perfume que me perseguiu por muito tempo. "Se eu fosse você", - disse minha esposa - "eu partiria imediatamente para San Giovanni Rotondo."
Um dia depois nós estávamos em viagem. Quando estávamos em frente ao padre, ele disse: "Ah, aqui está nosso herói; com muito esforço eu o fiz chegar aqui". Naquele mesmo dia eu tive a possibilidade de falar com ele, e daquele momento em diante a minha vida estava mudada.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

"JESUS, A ÚLTIMA PRIORIDADE?

Se estamos planejando o casamento, queremos primeiro a casa, os móveis e todas as condições necessárias para que dê tudo certo. Se tentamos uma vaga de emprego em alguma empresa, queremos o melhor cargo, trabalhar com  bons chefes  e em um ambiente agradável onde não exija muito esforço, tenha um bom salário e assim por diante. Temos a tendência em buscar sempre o melhor e mais fácil, sempre o que é mais conveniente e o que está mais próximo as mãos. Naturalmente nos afastamos de situaçãoes onde somos colocados à prova, onde nosso caráter é muitas vezes testados, onde em situações simples refletem quem verdadeiramente somos. Facilmente disparamos em nós o gatilho do pensar primeiro em nós e depois nos outros, primeiros em nós e depois em Deus.
Nivelamos a nossa vida com buscas muitas vezes supérfluas e que não acrescentam nada no nosso crescimento pessoal, profissional e principalmente ESPIRITUAL.
Trabalhamos tanto para manter um maldito STATUS que a sociedade e a moda exigem, mas por dentro continuamos sendo pessoas medíocres, medrosas, impaciente e sem conteúdo.
Já nascemos com a etiqueta: estudar, casar e ficar rico a todo e qualquer custo. Esquecemos de olhar atrás da mesma etiqueta que fala que devemos ser testados, provados, preparados, forjado e por aí vai. Que Jesus seja a sua primeira prioridade em todos os dias da sua vida. Amém

FONTE: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A morte


 

1º)- A morte consiste na separação da alma e do corpo, ficando absolutamente abandonadas todas as coisas deste mundo.

Considera, meu filho, que tua alma deve necessariamente separar-se do coro, mas não sabes quando, nem onde, nem como te surpreenderá essa separação.

Não sabes se ela te apanhará na cama, no trabalho, na rua ou noutro lugar.

A ruptura de uma veia, uma infecção pulmonar, uma febre, um ferimento, um tombo, um terremoto, ou um raio são suficientes para te tirar a vida.

E isso pode acontecer-te dentro de um ano, de um mês, de uma semana, de uma hora ou talvez mal acabes de ler estas páginas.

Quantos estavam bem à noite, quando se deitaram, e foram encontrados mortos no dia seguinte! Quantos, atacados de apoplexia, morreram rapidamente. E para onde foram depois?

Se estavam na graça de Deus, felizes deles, são eternamente felizes. Se estavam no pecado, serão atormentados para todo o sempre.

E tu, meu filho, se morresses neste momento, o que seria de tua alma? Infeliz de ti se não estás preparado, porque o que não está pronto para morrer bem hoje, corre grande risco de morrer mal!

2º)- O lugar e a hora de tua morte não te são conhecidos, mas é certíssimo que ela virá.Ainda supondo que não te surpreenda uma morte repentina ou violenta, sem embargo, a última hora da tua vida há de chegar.

Nessa hora, estendido sobre o leito, assistindo por um sacerdote que rezará junto de ti as orações dos agonizantes, rodeado por tua família que chora, com o crucifixo numa mão e uma vela acesa na outra, te encontrarás às portas da eternidade.

Tua cabeça sentirá dores e não encontrará repouso; tua visão estará obscurecida; tua língua estará ardendo; tua garganta, seca, teu peito, oprimido, o sangue se gelará nas tuas veias; teu corpo será consumido pela enfermidade e teu coração transpassado por mil dores.

Quando a alma tiver abandonado o corpo, este coberto com uma mortalha, será lançado a um buraco, onde se converterá em podridão; os vermes o devorarão, e de ti só restarão alguns ossos descarnados e um pouco de pó mal cheiroso.

Abre uma tumba e observa o que restou de um jovem rico, de um homem poderoso no mundo; pó e podridão...O mesmo te acontecerá a ti.

Lê estas considerações com atenção, meu filho, e lembra-te de que elas se aplicam a ti, como a todos os outros homens.

Agora o demônio, para induzir-te a pecar, se esforça e distrair-te deste pensamento, em encobrir e escusar a culpa, dizendo-te que não há grande mal em tal prazer, em tal desobediência, em faltar à Missa nos dias festivos; mas no momento da morte te fará conhecer a gravidade das tuas faltas e as representará a todas vivamente, diante de ti.

Que farás tu naquele terrível instante?Desgraçado de quem então se encontrar em pecado mortal!

3º)- Considera também que do momento da morte depende tua felicidade ou desgraça eterna.

Estando para dar o último suspiro e à luz daquela última chama, quantas coisas veremos!

A Igreja acende duas velas por nós: uma no nosso Batismo, outra na hora da nossa morte; a primeira, para mostrar-nos os preceitos da lei de Deus, que devemos observar; a segunda no transe da nossa morte, para examinarmos se os observamos corretamente.

Por isso, meu filho, à claridade daquela última luz verá se amaste a Deus durante a tua vida ou se O desprezaste; se respeitaste seu santo Nome ou se O ofendeste com blasfêmias.

Verás as festas que profanaste, as Missas que não ouviste, as desobediências a teus superiores, os escândalos que destes a teus companheiros.

Verás aquela soberba e aquele orgulho que te enganaram; verás...

Mas (oh! meu Deus) tudo aquilo verás no momento em que se abre diante de ti o caminho da eternidade, momento do qual depende a eternidade inteira. Sim, daquele momento depende uma eternidade de glória ou de tormentos.

Compreendes bem o que te estou dizendo? Daquele momento depende para ti o Paraíso ou o Inferno; o ser para sempre feliz ou desgraçado, para sempre filho de Deus ou escravo do demônio, para sempre gozar com os Anjos e Santos no Céu ou gemer e arder para todo o sempre com os condenados no Inferno.

Teme muito por tua alma, e reflete que de uma vida santa e boa dependem a boa morte e a eterna glória.

Sem perda de tempo, põe em ordem tua consciência com uma boa Confissão, prometendo ao Senhor perdoar a teus inimigos, reparar os escândalos que deste, ser mais obedientes, abster-te de comer carne nos dias proibidos, não perder mais o tempo, santificar os dias consagrados a Deus, cumprir os deveres de teu estado.

E deste já, lançando-te aos pés de Jesus, diz a Ele:

"Meu Senhor e meu Deus, desde agora me converto a Vós; amo-Vos e quero-Vos amar e servir até à morte. Virgem Santíssima, minha Mãe, ajudai-me naquele momento terrível.Jesus, Maria e José, que minha alma expire em paz em vossos braços".
OS NOVÍSSIMOS DO HOMEM
As Sete Meditações sugeridas por
São João Bosco
Presbítero
 (retiradas do livro o Jovem Instruído)
 

 

Sobre São Martinho de Dume



Oriundo da Panônia, atual Hungria, dirigiu-se ainda jovem para ao Oriente, onde professou vida regular: estudou o grego e outras ciências eclesiásticas em que muito cedo se distinguiu, até ser classificado, pelo eminente Doutor Santo Isidoro, como ilustre na fé e na ciência. Também Gregório de Tours o considerou entre os homens insuperáveis do seu tempo. Regressando do Oriente, dirigiu-se depois a Roma e França, onde travou conhecimento com as personagens por então mais insignes em saber e santidade. Sobretudo, quis visitar o túmulo do seu homônimo e compatriota, S. Martinho de Tours, que desde então ficará considerando como seu patrono e modelo. Foi também por essa altura que Martinho se encontrou com o rei dos Suevos, Charrarico, ao qual acompanhou para o noroeste da Península Ibérica, em 550, onde, com restos do gentilismo e bastante ignorância religiosa, se espalhara o Arianismo.

Para acorrer a tantos males, não tardou Martinho em planejar e colocar em andamento seu vigoroso apostolado. Num mosteiro, edificado pelo mesmo rei, em Dume, ao lado de Braga, assenta o grande apóstolo dos suevos suas instalações como escola de monaquismo e base de irradiação catequética e missionária. A igreja do mosteiro é dedicada a S. Martinho de Tours, e foi sagrada em 558. O seu abade foi elevado ao episcopado pelo Bispo de Braga já em 556, em atenção ao seu exímio saber e extraordinário zelo e santidade. Com a subida ao trono do rei Teodomiro (em 559), consumava-se o regresso dos Suevos ao Catolicismo, deixando o Arianismo. Ilustre por tão preclaras prerrogativas, passa Martinho para a Sé de Braga, em 569, quando o Catolicismo nesta região gozava já de alto esplendor, o que tornou possível o 1° Concílio de Braga, em 561, no pontificado de João III. Em 572, foi Martinho a alma do 2° Concílio de Braga. Nesta altura escreveu ele: "Com a ajuda da graça de Deus, nenhuma dúvida há sobre a unidade e retidão da fé nesta província".

S. Martinho de Dume não esqueceu da importância e eficácia do apostolado da pena. Deixou assim várias obras sobre as virtudes monásticas, bem como matérias teológicas e canônicas, pelas quais foi depois reputado e celebrado como Doutor. Faleceu a 20 de março de 579 e foi sepultado na catedral de Dume; mas desde 1606 estão depositadas as suas relíquias na Sé de Braga. Compusera para si, em latim, o seguinte epitáfio sepulcral, em que mostra a veneração que dedicava ao santo Bispo de Tours: "Nascido na Panônia, atravessando vastos mares, impelido por sinais divinos para o seio da Galiza, sagrado Bispo nesta tua igreja, ó Martinho confessor, nela instituí o culto e a celebração da Missa. Tendo-te seguido, ó Patrono, eu, o teu servo Martinho, igual em nome que não em mérito, repouso agora aqui na paz de Cristo".

São Martinho de Dume, rogai por nós!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

São Francisco Xavier



A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus. Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier, rogai por nós!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Pequenas coragens

"Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto, esse eterno levantar-se depois de cada queda, essa busca de equilíbrio no fio da navalha, essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter pequenas coragens." 
(Vinicius de Moraes)

O Pilar Teórico da Apostasia


Para o senso comum pode ser dito que a apostasia tem sua causa principal no fato de que a nova igreja acreditou e ensinou que o Magistério infalível vem dos homens e não de Deus e, o pior, voltando atrás ao seguir Bulthman e outros, decretou que as Escrituras, e principalmente o Evangelho, não foram literal e totalmente inspirados pelo Espírito Santo, mas foram construção de homens segundo as vicissitudes de sua época. Isso importou em dizer que o Magistério em nada era infalível, pois infalível importa em ser perene ou infinito, mas que apenas poderia valer para sua época em determinada vivência humana. É que o papa Bento XVI disse literalmente ao ensinar o magistério vivo como apenas sendo o do atual papa com consequente desprezo até ao magistério do papa anterior, o que faz da doutrina católica tão protestante quanto volúvel e, em boa dose para os costumes ligados à moral, dispensada mesma da Palavra, o que até mesmo alguns protestantes rejeitam com um maior rigor. Cientifica ou teologicamente, isso, por eles chamado com o nome pretensioso e pomposo de historicismo-criticista, nada mais é do que o materialismo histórico de Marx. Mas para a Fé é a dispensa da Guia do Espírito Santo e o pecado imperdoável contra o Espírito Santo por rejeitar a Santa Doutrina ou a Sua obra nos séculos futuros, agora, já passados, nos quais mostrou a magnificência de Sua Graça, como já previa São Paulo. Foi um artifício para anular o Papado. E um artifício tão insano e insensato quanto infantil, que somente uma infiltração na Igreja poderia almejar e projetar, porque o homem chega a dizer que Deus se manteve de braços cruzados e depois de Se revelar à custa de Seu Sangue teria entregado Sua obra de bandeja para a humanidade manipular ao sabor de suas fraquezas ou de suas paixões carnais com toda soberba. É o que assistimos hoje e somente em condições para piorar enquanto não for interceptado. A humildade, novamente, como sempre, é interpretada como ingenuidade, mas Deus castiga a esperteza dos insensatos com a sua própria insensatez. Vejamos que Jesus disse bem claro aos apóstolos que enviaria o Espírito Santo tanto para dar memória e entendimento do que já havia ensinado quanto para dar a luz divina sobre os acontecimentos futuros. Aqui já caem todos os pilares do historicismo-criticista porque, para os seus defensores, a geração que escreveu o Evangelho nem teria ouvido diretamente dos apóstolos como não teria ouvido diretamente do Espírito Santo, mas teria adequado as palavras ao que vivia em sua época, a qual procuraram afastar o máximo possível, manipulando as datas, como hoje já se tem provado. Para nós, trata-se de acreditar em Jesus ou neles. Em Deus que é o próprio saber em puro ato e não em potência e que dá todo o saber por infusão aos seres espirituais como aos anjos, ao que um só anjo poderia se contrapor a toda humanidade, ou nos pobres homens que somente podem saber por difusão, dispersos que estão nos limites da mente. Pois, Deus pode até fazer o homem escrever a Verdade que este não consegue ver nem compreender, quanto mais guardar na memória humana palavras que exigem a mais grave fidelidade acima da certeza de nossa morte. E não foi sem o trauma de um Deus morto na Cruz que partiram os apóstolos depois de terem visto Deus subir ao céu. Insanos os historicistas. O que quiseram foi anular a intervenção divina na história. Um serviço a Satanás, certamente. E Jesus não escreveu por humildade e para vencer o homem no próprio homem. Pode parecer que ingênuo foi o historicismo, mas ele é a base de todas as formas de apostasia e recebe de volta os motivos de todas as heresias passadas como o arianismo, pois que nada lhe custa adentrar na natureza de Cristo para afirmar que ali também está uma mera obra humana ou que como Ele seremos nós, voltando ao panteísmo. E várias outras sugestões na direção ao homem e na contraposição de Deus, até se chegar à óbvia dedução de que Deus não passa de um produto da mente humana.
SALVE MARIA ! BEM VINDOS ao blog do APOSTOLADO NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE LEPANTO

JUNTE SE A NÓS NOSSO OBJETIVO É A DIVULGAÇÃO DA STA MISSA TRADICIONAL, E FORMAÇÃO CATÓLICA DA TRADIÇÃO, VAMOS ABRAÇAR JUNTOS A FÉ CATÓLICA , E A STA MADRE IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!

Caminho errado

"Como um viajante que erra o caminho e, assim que se apercebe, rapidamente retorna à estrada correta, assim também você continue a meditar na Palavra de Deus sem se fixar nas distrações." 
(Santo Padre Pio de Pietrelcina)

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